Trinta anos atrás

Izobel entrou no hospital apoiada em Jhon, seu marido. A recepção estava ocupada, pois o hospital se encontrava lotado. Os gritos de dor de Izobel incomodaram alguns enfermeiros que logo entraram com providência para com aquela pobre grávida em trabalho de parto. Eles a colocaram numa cadeira de rodas, pois as macas já estavam todas ocupadas.

— Vai ficar tudo bem, querida! — disse Jhon segurando firme a mão de sua esposa, enquanto uma das enfermeiras empurrava a cadeira até a sala de parto.

Os gritos persistiam. Izobel respirava rapidamente na intenção de aliviar a dor. Os enfermeiros a deitaram na cama com a ajuda de Jhon. E trocaram suas roupas numa velocidade extraordinária.

— Coloque isso. — um dos enfermeiros entregou a Jhon uma máscara de procedimento, uma touca de proteção, capote e todos os EPI's necessários.

Mais que depressa Jhon se vestiu. O médico examinava Izobel, enquanto isso.

— A dilatação chegou a oito centímetros, mas o bebê já está pronto para nascer. — disse o médico a uma enfermeira que estava ao seu lado.

— E não tem como tentar uma cesariana, doutor?

— Não, o bebê já está prestes a nascer. — ele fez uma pausa. — Vou precisar que seja forte... — ele parou olhando para Jhon.

— Izobel. O nome dela é Izobel. — disse Jhon assentindo.

— Vou precisar que seja forte Izobel. Não podemos arriscar uma cesária, não na posição que seu filho se encontra, então respire e faça força quando eu disser, tudo bem?

Izobel assentiu e soltou um urro de dor.

Jhon correu até a cabeceira da cama e segurou novamente a mão de Izobel, enquanto a encarava afetivamente nos olhos.

— Seja forte, querida. — ele sussurrou para ela.

O médico deixou uma das mãos sobre a barriga de Izobel para avaliar as contrações.

— Força... — disse ele ao sentir uma contração.

Izobel assentiu e obedeceu.

— Respire...

Novamente ela obedeceu.

— Vamos lá, querida, você consegue. — Jhon acariciou os cabelos de Izobel e sorriu para ela. — Está quase lá, só falta mais um pouco.

Alguns minutos de passaram até que ouviram um choro estridente.

— Parabéns, mamãe. — O médico entregou o pequeno Joseph a sua mãe.

O sorriso de felicidade tomou conta do rosto de Izobel ao ver o rostinho do seu filho, era tão doce e frágil. Inocente.

Jhon sorriu para ela.

— Ele é lindo. — Sussurrou Izobel, enquanto Jhon a abraçava junto ao seu filho.