Cores do Meu Coração

52 Dobe 20 - Red Room: Um mundo à parte


Notas iniciais
DiAngelo: Pessoas, boa noite! Eu estou em tempo de ter um troço aqui! Essa foi uma das revisões mais conturbadas que tive que enfrentar, ñ vou detalhar para vcs, pq senão volto a me estressar, mas tenho q dizer q estou muito orgulhosa de ter conseguido terminar a tempo, pq eu já estava perdendo as esperanças... :( Eu tenho um relatório de estágio e provas para estudar, mas resolvi me dedicar primeiro a vcs, ñ estou pedindo nada em troca, pq o carinho de vcs tem me chegado de forma fenomenal e eu tenho muito a agradecer. Vcs fazem tudo isso valer a pena! :) Lady, querida, me perdoe por ñ ter cumprido o combinado, mas eu realmente tentei! :( Tu sabe q esse cap é teu, né? Teu e da Zayra (num sei o nome do usuário, sorry) Espero que vcs gostem, pq foi feito com muito carinho! ♥ Enfim, vamos as notas: desculpem pelo cap gigantesco, mas era impossível diminuir e olha q tentamos! Quero deixar uma coisa bem clara aqui, caso alguém ainda ñ tenha percebido: esse cap faz parte da fanfic, e tem uma momento muito importante (vcs vão entender do q falo quando lerem), mas nosso foco nunca foi e nem será o BDSM, ok? Bem, espero q esteja tudo claro. Enfim, o cap é basicamente somente limonada. Sasuke está no auge de sua diabisse e Naruto mostra para vcs se ele é ou ñ masoquista! :3 Olha, como vcs viram na prévia, o negoço tá pegando fogo, mas é pq fomos transportados diretamente para as terras de Sasuke: o inferno '-' E só digo isso para vcs: Liguem o ventilador e se preparem para ter q trocar a roupa íntima... Fui-me! PS: Nonna e eu criamos uma page no facebook para atualizar vcs das novidades das fanfics e para q vcs pudessem interagir com os outros leitores! CURTAM, pessoas! Tem fanart, prévia dos próximos caps e diálogos entre os personagens: https://www.facebook.com/sociedadeprovadoresgaspacho/?ref=bookmarks Nonna: Seguuuuuuuuuuuuuuuuura negada! É, eu mudei a minha introdução pq esse cap pediu isso. Eu só queria dizer duas coisas: Eu não sei p@rra nenhum de como são as coisas entre quatro paredes de BDSM e que esse cap tem que ser lido na solidão da sua vida, no banheiro se possível. '-' Então nos perdoem se tiver alguma coisa incoerente com a prática e me perdoem se rolar constrangimentos. Por favor, evitem gritar muito alto. Eu escuto vcs daqui de casa. '-' No mais, eu dou o Oscar de maior lemon para esse cap, vamos ver que oscar vcs vão dar para ele. Negada, se segurem pq Sasuke abriu as comportas do inferno e se libertou. Cap no mínimo é um perigo para a sociedade. Mr. Catra fez mais dez crianças com ele. Só digo isso. Vamo Q Vamo...

Entrei no quarto e observei a decoração detalhadamente.

As paredes pareciam tabuleiros de dama, haviam quadrados perfeitos vermelhos colados na escuridão das paredes. Dois espelhos gigantes de moldura cobriam a parede a minha esquerda, pareciam ter saído de um filme de época e estavam cobertos por uma cortina de renda negra que ia do teto ao chão. A cama, que ficava quase no centro do quarto, era enorme e redonda, reforçada em madeira preta, os travesseiros brancos e os lençóis de seda branca, tão alva que parecia brilhar sob a luz leitosa do lustre acima. Um edredom de pele de animal estava dobrado em cima da cama, dando um charme todo especial ao conjunto. Em um momento de insanidade, eu pensei se aquela pele era sintética ou não, porque se fosse de verdade, com toda certeza eu daria um puxão de orelha em Sasuke. Havia dois móveis antigos feitos do mesmo material da cama, de cada lado dela, criados-mudos, porém com mais gavetas e mais altos que o normal. Bem atrás da cama, havia uma parede coberta por nove quadrados perfeitos de espelhos que davam mais profundidade ao quarto, que já era enorme.

Perto do encontro da parede e do teto tinham uma estrutura estranha, pareciam canos, que passava por todo o quarto, circundando-o. O piso era de uma cerâmica que imitava madeira, bem lustrada, o teto também parecia ser de madeira, enquanto as paredes, por trás daqueles quadrados vermelhos escuros, eram pretas. Os lustres enormes, dois — um sobre a cama e um mais perto de onde eu estou — iluminavam tudo, dando ares boêmios ao quarto.

Atrás da cama gigantesca, paralelos aos espelhos, haviam dois pares de cortinas largas que iam do teto e se derramavam pelo chão, de tecido negro muito grosso, e pareciam esconder algo. Havia mais um par daquele entre os espelhos antigos e mais um quarto par ao lado de uma coisa em frente a um espelho de prova… O que é isso?!

Era feito de couro negro brilhante e, estava acima do tapete vermelho fofo, por duas hastes de aço fosco, uma delas parecia ser retrátil. Cintas largas, parecidas com as que prendem as pessoas em macas de hospital, pendiam, quase tocando o chão, como se fosse uma enorme aranha, dando uma aspecto assustador ao “troço”. Uma coisa que parece um touro mecânico, porém menor e sem a alça para segurar. Nas hastes da base haviam correntes curtas com algemas também de couro preto. Tudo isso virado de lateral para o espelho triplo.

Para arrematar tudo isso, ao lado da porta que eu entrara, havia uma lareira grande do século XV, o fogo estalando baixo, tremulando com a brisa que corria com a abertura das portas, e em frente a lareira havia um divã com o estofado vinho e ao lado dele duas poltronas macias de mesma cor, com uma pequena mesa de centro. Tudo da mesma madeira negra. Parecia uma pequena sala dentro do quarto de, talvez, uns dez metros quadrados.

Ouvi o som das portas se fechando ecoar pelo quarto e ofeguei, voltando a realidade. Então Sasuke passou por mim, desabotoando seu blazer e me olhando com alguma curiosidade, apesar de não sorrir. Durante todo o processo de deslumbramento, esqueci o pôrque de estarmos ali, mas agora… Toda a minha ansiedade voltou com força dobrada. O que Sasuke faria comigo?

— Sente-se. — indicou uma das poltronas que compunha a pequena sala perto da lareira.

Fiz o que ele mandou, respirando fundo para tentar me acalmar, mas só sentei na borda da poltrona, sentindo minha hiperatividade gritar dentro de mim. Kami, eu estou tão, tão, tão ansioso! Não sei como Sasuke consegue fazer isso comigo tão facilmente. Ele pendeu o rosto de lado e se aproximou, passando por mim e indo até um gradeado metálico onde havia toras de madeira. Ele jogou uma dentro da lareira e atiçou o fogo.

— Geralmente esse quarto é muito frio, mesmo em dias de calor. — disse-me ao se colocar na minha frente. — Você está bem? — sua voz estava mansa e calma, talvez ele estivesse falando assim comigo por ter percebido meu estado.

— Estou sim, só… — expirei forte. — Muito ansioso. — admiti, sabendo que Sasuke queria que eu fosse sincero como sempre.

— Eu entendo. Vem cá. — ele me esticou as mãos e eu fui ao seu encontro. Nos abraçamos com carinho e eu recebi leves beijos por meu rosto. — Precisa de um tempo para se acalmar ou que eu faça algo para você relaxar? — ele afagava minhas costas e beijava lentamente cada canto que queria do meu rosto.

Acho que ele está me tratando assim porque não quer ser rude comigo, principalmente depois de ter dito que me amava antes de eu entrar. Ele está sendo um gentleman, um cavalheiro. Soltei alguns resmungos de satisfação e instantaneamente me senti um pouco mais calmo. Como eu amo esse homem!

— Só um tempinho… — sussurrei, de olhos fechados para aproveitar melhor suas carícias.

— Quer beber algo? Um vinho, um chá, uma água? — perguntou, me soltando e se afastando.

Sasuke voltou para o local de antes e retirou suas botas, seu blazer e o cachecol que usava. Colocou tudo no chão, muito bem dobrado e organizado ao lado dos calçados, sentou-se ali, dobrando uma perna, os dois braços sobre ela, para apoiar o queixo, e ficou me olhando. Ele fica tão bonito à luz das chamas da lareira.

— Estou bem assim. — sorri. — Já tive aventuras paladares o suficiente por hoje. — me permiti rir um pouco, mais descontraído.

— Pois bem… É esse, o lugar. — falou, erguendo uma mão como se me apresentasse uma pessoa. — É o maior dos cinco. Eu tenho um para os submissos descansarem, um para dormir com Maiko quando ela não quer ficar só, um “de enfeite”. — ele riu ao fazer as aspas. — E o meu antigo quarto, quando vim morar aqui. — sorriu. — Era como imaginava?

Continuei minha inspeção do lugar e tive certeza que nunca, qualquer coisa parecida com esse quarto, passaria por minha cabeça.

— Na verdade eu não sabia nem o que imaginar. — dei de ombros. — Você sempre me surpreende mesmo, então nem tentei pensar muito sobre…

Ele assentiu, dando de ombros também.

— É aqui que durmo, caso tenha curiosidade de saber. Quando venho para cá, é aqui que eu fico, quando não estou com Maiko. — admitiu, dando uma olhada em volta, sorrindo um pouco, como um artista admirando sua própria obra de arte.

— Por quê? — perguntei, verdadeiramente curioso, e fascinado também, pendendo a cabeça para um lado.

— Eu me sinto mais à vontade aqui. É o meu refúgio do mundo. Aqui eu sou apenas eu, sem restrições, sem amarras, sem estresse, aqui eu posso ser quem eu sou e ninguém vai me dizer que é errado, porque este é o meu lugar.

Para ilustrar o que dissera, ele colocou-se de lado em relação a mim e se deitou no piso mesmo, suspirando, satisfeito. Usou suas mãos como recosto para a cabeça e ficou balançando um dos pés, murmurando uma canção que eu acho que já ouvi em algum lugar. Sasuke sorriu, fechando os olhos, e relaxou ainda mais. É como se ele estivesse em seu habitat natural. Me deixei envolver por sua tranquilidade e me sentei no chão mesmo, do seu lado, observando-o de perto.

— Sim… — sorri e suspirei, de forma apaixonada. — Você parece estar em paz. — senti um toque de ousadia emergir de mim e me deixei levar pelo impulso, acariciando os cabelos dele, penteando-os com os meus dedos. — Gosto de ver você assim.

Sasuke tirou uma mão de baixo de sua cabeça e me fez curvar mais, para me beijar carinhosamente. Quando dei por mim, estávamos abraçados, deitados no piso frio, trocando beijos e carícias românticas, como nunca havíamos feito antes. Eu sentia correntes elétricas partindo de Sasuke, através de cada toque seu, e vindo para mim, me enchendo de vida e de uma felicidade inexplicável. Fui deitado, por cima de uma braço seu, pois a outra mão se entrelaçara na minha. Ele me olhava de perto, sorrindo, seus olhos negros brilhando sob a luz da lareira. Sasuke riu e me soltou, sentando-se.

— Chega! — ele riu mais. — Desse jeito eu não vou conseguir brincar com você. — piscou um olho, de forma safada. — As vezes eu acho errado Deus me dar um submisso tão manhoso e tão carinhoso. — ficou me olhando, com o rosto apoiado em uma mão. — Mas as vezes eu acho certo, porque só aumenta minha ânsia em te foder de uma forma…! — ele estremeceu num arrepio e riu, se interrompendo.

— De que forma? — perguntei, voltando a ficar ofegante, enquanto me sentava e engatinhava até ele.

Sasuke sorriu de lado, ajoelhando-se, e pegou o colarinho do meu casaco com firmeza. Arrebatou-me, eu penso assim porque me senti arrebatado, para perto de si e eu fui bruscamente encostado em seu corpo. Olhou-me intensamente enquanto sua mão apertava o encontro das minhas nádegas com muita força. Lentamente sua língua saiu de sua boca e lambeu meus lábios, para depois se forçar contra eles, simulando uma penetração. Sasuke me soltou, se colocou de pé num único movimento e me fitou do alto.

— Do jeito que eu sempre quis foder você. — ele falou gravemente, me lembrando de para que mesmo servia aquele lugar.

— Vai fazer isso agora? — voltei a ficar ansioso, mas dessa vez era uma ansiedade bem-vinda. Eu queria muito ver esse lado de Sasuke que ele sempre teve muito cuidado em me mostrar.

— Você quer que eu te foda agora? — ele afagou meus cabelos, penteando-os com os dedos, mergulhando-os cada vez mais em meus cabelos, até que ele agarrou com força na altura da minha nuca e fez minha cabeça ir para trás num puxão severo, ao ponto de ter que me segurar em sua perna para não me desequilibrar. Gemi de dor, mas eu gostei da sua brutalidade. Gostei muito. — Como é que um submisso deve fazer para ter o que quer?

— Devo ser obediente, Sr. Uchiha. — falei num tom baixo, fechando os olhos com força por causa do formigamento no meu couro cabeludo. — As regras são as mesmas aqui? — voltei a abrir os olhos e o fitei.

Ele olhou-me e eu senti uma tapa no meu rosto, me fazendo deitar no piso. Começou. Doeu e agora o meu rosto formigava também. Não foi forte ao ponto de tirar sangue de mim, mas foi forte o suficiente para me deixar atordoado. Sasuke se abaixou, mas eu só via seus pés, pois sua mão não me deixava levantar a cabeça para fitá-lo. Vi-o colocar os joelhos no chão.

— Você sabe que não são. Eu já lhe disse que aquelas só se aplicam ao seu. — falou severamente. Seu indicador veio para o meu queixo e meu rosto foi levantado. — Mas uma coisa não mudou: penetração é mérito, não consequência. — Sasuke me deu alguns selinhos demorados nos meus lábios e acariciou meu queixo. — Quais são as três coisas que faço com meus submissos, little bitch? — ele beijou onde me batera e sussurrou. — Responda direito e não vai se arrepender. — deixou uma mordida sensual em minha orelha e eu quase ronronei em resposta.

Ele se afastou e ficou me olhando do alto, enquanto eu me sentava ali mesmo, evitando movimentos bruscos. Sasuke cruzou os braços e ficou me fitando intensamente.

— Mimar, proteger e controlar, Sr. Uchiha. — falei, me sentindo orgulhoso por não ter esquecido essa parte.

Sasuke sorriu, satisfeito e começou a soltar o cinto de sua calça, olhando-me com uma sobrancelha arqueada. Me segurei para não morder o lábio de forma desejosa. Não seria muito sábio de minha parte atiçar ele mais ainda.

— Muito bem, little bitch. — ele se ajoelhou de novo ao meu lado, arrumando meu corpo para que eu ficasse de quatro, porém me fazendo curvar um pouco para que minha bunda ficasse empinada. — Vou te dar um presente antes de realmente começarmos a brincar. Um oral. — ele ergueu meu queixo e me deu um beijo carinhoso. — Escolha: em mim ou em você? — fitou-me.

— Em você, Sr. Uchiha. — arfei de antecipação. — Por favor...

Sasuke se colocou na minha frente e abriu completamente sua calça, expondo a razão para eu estar quase salivando. Ele se curvou para me beijar enquanto se tocava lentamente com uma mão e afagava meus cabelos com a outra. Sorriu de forma sacana e ficou melhor posicionado diante de mim, ainda de joelhos, deixando sua cintura na altura da minha boca. Respirei pesadamente, sentindo minha própria ereção latejar com a visão de seu pau pulsante.

— Só a boca. — ele disse. — Sem as mãos. — sussurrava, usando um tom muito sensual. — Eu quero gozar na sua boca, nada fora, tudo dentro, hoje, Naruto. — disse lentamente, sua voz grave em virtude do tesão que já estava evidente aos meus olhos. — E enquanto faz isso, quero que mostre como sua bunda merece a minha atenção essa noite. — sua mão foi até ela e deu uma tapa forte por cima do jeans da calça. Gemi, extasiado, por causa do contato brusco.

Olhei para o seu pênis com gula, mas me obriguei a “seguir o script”. Afinal, Sasuke sempre me lembrava que eu deveria aproveitar o momento ao máximo, sem afobação. Suspirei e voltei meus olhos para o rosto de meu namorado enquanto começava a lamber de leve o membro dele, pequenas e lentas lambidas. Ouvi-o suspirar baixo, que mais me pareceu sua respiração forte. Sua mão veio para meus cabelos, numa carícia, permitindo que eu me aproximasse mais.

Daí beijei sua glande antes de envolvê-la com meus lábios e sugá-la, gemi de satisfação sobre sua pele enquanto ondulava de leve os meus quadris, rebolando como eu sabia que Sasuke queria que eu fizesse, tudo isso com meu olhar voltado para seu belo rosto. Ele me sorria, alternando entre olhar o meu rosto e o meu traseiro, com seus olhos ardendo de prazer para mim. Sasuke piscou um olho para mim e afagou os meus cabelos mais um pouco.

Estremeci com esse simples gesto. Eu nunca vou entender esse poder que ele tem sobre mim. Não sei se é porque Sasuke é minha soulmate ou porque é simplesmente ele, essa pessoa única.

Sasuke sugou o ar por entre os dentes quando capturei mais de si, o que eu podia, dada a posição. Sua mão em meus cabelos me deu um aperto mais firme, mas não me causou dor. Em resposta, suguei-o com mais vontade, comprimindo minhas bochechas em volta de sua ereção latejante. Ele me premiou com um arfar grave e mais arrastado, fechando os olhos durante o som, e tornou a me fitar, completamente embebecido pelo momento. Sasuke passou lentamente os dedos pelos próprios cabelos e arfou de novo, amaciando ainda mais o meu ego.

— Está tentando me engolir, little bitch? — sua voz estava lasciva, provocante, uma coisa louca de se ouvir.

Senti meu rosto esquentar enquanto deixava uma risada ecoar pela minha garganta. O que posso fazer, Sr. Uchiha? Você é muito gostoso. Continuei a rebolar e soltei brevemente meus lábios para respirar, gemendo baixinho.

— Vou te ensinar. — ele disse, sorrindo. — Para que faça mais vezes. — piscou um olho. — Abre a boca e põe a língua para fora, mas não se force.

Fiz o que ele pediu e aguardei, ansiosamente, devo ressaltar. Sasuke sorriu e foi devagar movendo meu rosto, seu membro entrando em minha boca, até que em certo ponto ele parou.

— Eu sei que aguenta mais. Faça devagar o movimento de engolir e use a língua como apoio. — ele acariciou mais os meus cabelos, sua voz sibilava para mim. — Relaxe a garganta… — eu fazia exatamente como ele me dizia e, devo dizer, eu estava conseguindo. E amando. — Isso… Até onde você suportar… Volta sugando, sem piedade. — ele disse, quando comprimi minhas bochechas.

E pela primeira vez na minha vida eu vi Sasuke reagir completamente ao meu movimento: ele estremeceu num arrepio feroz e deixou um brado alto escapar, revirando seus olhos vermelhos para o alto, enquanto capturava mais de meus cabelos em sua mão grande. Ao voltar a si, ele começou a rir tenebrosamente, extasiado, e me encarou, sugando o ar, me sorrindo largamente. Ele me fez tirá-lo de sua boca para que ela fosse ocupada por seus lábios apaixonados.

—Parece que descobriu como gosto, não é? — murmurou entre um beijo e outro, sorrindo de forma sacana.

— Você é um ótimo professor, Sr. Uchiha. — resmunguei, sentindo meu rosto voltar a ficar quente. — O melhor, eu diria…

Sasuke riu, afagando os meus cabelos, olhando-me com aprovação pelo meu desempenho.

— Não tenha vergonha… — ele passou os polegares por minhas bochechas. — Aqui dentro, isso não existe. E você é minha vadia querida. — ele raspou os dentes em meu rosto. — A minha vadia é uma delícia de homem que está fazendo como o dono gosta. — um sorriso safado completou a sua fala. — Agora me faça gozar. — mais um beijo e ele endireitou a postura, para segurar seu pênis e passar por meu lábios. — Hoje, eu vou te preencher… Nada fora, tudo dentro.

Um pouco afoito, voltei a lambê-lo antes de pôr em minha boca para chupar. Fiz exatamente como Sasuke havia me ensinado, ao mesmo tempo que empinava e rebolava meu bumbum. Ouvi-o murmurar o quanto meu traseiro era sua perdição pessoal, o quanto queria marcá-lo para eu nunca esquecer quem era meu dono. Comecei a arranhar o chão, desejando que fosse suas coxas musculosas.

Ele ia tão fundo em minha garganta, que senti meus olhos começarem a lacrimejar, e tudo o que eu conseguia fazer era gemer com seu membro em minha boca. Minha própria excitação demandava atenção, mas eu não podia me importar menos, dar prazer a Sasuke sempre era absurdamente maravilhoso. Ele gemia alto, grave, sem um mínimo de pudor ou contenção. Sua mão em meus cabelos me diziam o quanto eu estava levando-o a loucura e isso se constatou mais quando Sasuke começou a se sentar sobre o calcanhares, me fazendo ir atrás de mais contato, engoli-lo mais por causa da posição mais apropriada. Ele praticamente rosnava, respirando forte, enchendo meus ouvidos e a minha mente com toda sua imponência excitada.

Seus olhos vermelhos mal piscavam, não paravam de me acompanhar, ora os meus lábios ora o meu bumbum, completamente embriagado por mim e eu sei que é essa a razão por causa de suas reações tão… Suas.

Eu estava tão decidido e disposto a fazê-lo gozar, que comecei a chupar com mais força, afinal, ele disse que eu podia, não é mesmo?

Sasuke começou a gargalhar, ensandecido.

— Kami do céu, Naruto! — ele bradou a plenos pulmões, empurrando os punhos contra o piso. — Desse jeito! Sem piedade! — Sasuke mesclava seus gemidos luxuriosos com sua risada louca. — Mas que merda, essa tua boca é a melhor do mundo!!!

Os músculos do seu abdômen exposto se enrijeceram, ele abriu um pouco a boca numa fala muda e arregalou os olhos, para então segurar a minha cabeça, mergulhando seus dedos nos meus cabelos, e enfim preencheu-me. Sasuke gozou em minha boca como nunca antes na história de nossas transas, encarando-me fixamente, sem desconectar um só segundo seus olhos dos meus. Gozou em jatos fortes e quentes, enchendo a minha boca e a minha garganta. Eu ainda continuei chupando, engolindo tudo o que ele podia me dar e um pouco mais. Sasuke só me afastou quando nós dois estávamos satisfeitos. Ele respirava pesadamente enquanto arrumava suas roupas e sorria para mim. Quando recuperei meu fôlego, ele me pegou e me abraçou com força, ajudando-me a ficar de pé. Ele beijava carinhosamente o meu pescoço e afagava a minha ereção dolorida pelo aperto da calça.

— Depois dessa noite… — ele sussurrou, sua mão indo dos meus testículos até o começo do meu membro, por cima do tecido. — Sou capaz de te sequestrar para mim. — sua outra mão foi para a minha bunda. — Sou capaz de te trancar aqui…

— Hum… — praticamente ronronei. — Isso não parece ruim, Sr. Uchiha.

— Se você se comportar direito, eu te dou um quarto. — ele me soltou e se afastou, prendendo sua calça. Piscou um olho. — Morar com o diabo não deve ser tão ruim. — olhou-me de cima a baixo e colocou uma mão na cintura. — Pronto para mim, Naruto?

Sasuke não usara seu tom autoritário desta vez, ele falara com um tom gentil. Talvez ele tenha feito tudo isso para eu relaxar e me acalmar mais, me envolveu por sua presença e me aconchegou, como ele sempre faz. Seus olhos ficaram negros por aquele momento que me questionara, talvez para reforçar a ideia de que era meu namorado que falava comigo agora e não o meu dominador. Eu estou pronto para Sasuke? Para o Sasuke livre, aquele que ele conteve durante todo o nosso namoro por eu não estar preparado.

— Eu quero muito isso. — suspirei, estupidamente feliz. — Estou pronto sim… — mordi o lábio. — Só para você.

Ele pendeu o rosto de lado e sorriu mais.

— Naruto… — disse. — Vou me apresentar a você como realmente sou, como ninguém conhece, simplesmente porque é você.

Sasuke se abaixou para pegar seu blazer, seu cachecol e suas botas, virou de costas e saiu caminhando, voltando para aquela postura poderosa que me fazia perder as bases.

— Quando eu voltar, quero você nu e de quatro no chão. — falou alto. — Essa é a primeira regra: nesse quarto, você vai estar sempre nu e de quatro no chão, me esperando silenciosamente. — sumiu por trás do par de cortinas à direita da cama.

E então eu fiquei sozinho somente ouvindo a minha respiração, o estalar das chamas da lareira e o palpitar do meu coração. Estremeci violentamente, ofegando, só em pensar o que ele planejava para a noite. Kami, dai-me forças para aguentar até o fim, porque eu realmente não sei se eu tenho.

Tirei minhas roupas vagarosamente, contrariando a inquietação que eu sentia por dentro. Depois, não sei porque raios, quer dizer, suspeito que fiz isso porque Sasuke é muito organizado e eu sinceramente não estava afim de chamar a atenção dele para roupas jogadas no chão de qualquer jeito, dobrei as roupas e coloquei-as no braço da poltrona.

Por último, fui me curvando, sentindo o frio do piso contra a minha pele desprovida de proteção. Fiquei de joelhos e enfim, as mãos foram ao chão. Eu estava de quatro. O frio do quarto somado ao calor da lareira me fez sentir um misto de emoções e sensações que fizeram meu corpo tremer.

Eu não via portas, além da que estava atrás de mim, então por onde ele saíra? Repentinamente, as luzes dos lustres se apagaram, ficando só a iluminação da lareira e então ouvi passos. Vinham de detrás de mim. Eu estava com a bunda voltada para a porta por onde eu entrara.

Virei devagar minha cabeça e me deparei com Sasuke descalço, usando uma calça jeans preta muito escura, um pulôver preto, cinto e luvas também pretas de couro, porém diferentes das que ele usa diariamente, pois essas eram foscas.

Sasuke caminhou, observando-me com o semblante sério, uma mão escondida no bolso da calça, contornou-me e parou na minha frente.

Devagar, foi retirando-a dali e me revelando que em sua mão havia uma coleira laranja, e em toda sua extensão havia anéis de ferro, com um pingente pendurado nela. Arregalei meus olhos ao ler na plaqueta de identificação da coleira: Uzumaki “Little Bitch” Naruto. Uma coleira para mim?

— Eu te dei um bracelete de namoro, agora a coleira de submisso, só uma coisinha para te deixar mais lindo aqui dentro. — sorriu. — Gostou do mimo? — ele esticou-a para que eu pudesse ver melhor.

Parecia ser feita de uma material muito macio e muito resistente, a placa era de aço inoxidável, mas meu nome fora feito de ouro.

— É linda, Sr. Uchiha. — sorri de volta. — Gostei muito. — admiti, esperando que ele a colocasse.

— Vai ficar com você. — ele sorriu. — Sempre que quiser brincar aqui comigo, é só colocá-la. — piscou um olho para mim.

Meu namorado se abaixou e pôs a coleira em meu pescoço, porém sem apertar. Ouvi-o rir baixo no meu ouvido em resposta ao arrepio que sua respiração quente provocara em mim. Sasuke se ajoelhou e colocou as mãos no meu rosto, sorrindo minimamente. Depois de um piscar, seus olhos tornaram a ficar vermelhos, intensos, em pura brasa, quase me hipnotizando.

— Está lindo, little bitch. Perfeito para o abate. — ele me beijou lentamente, como ele diz, saboreando o ato. — Segunda regra. — falou, se levantando e afastando-se. — Nunca, absolutamente nunca, você irá me questionar ou me faltar com respeito, do contrário, nunca mais você pisa nessa casa e vai preferir o caminhão. — piscou um olho e tornou a caminhar de costas, imperioso, poderoso, um titã. — Qual é mesmo a sua idade, little bitch?

— Vinte e nove, Sr. Uchiha. — respondi, levemente curioso em saber o motivo da pergunta.

Sasuke caminhou até a parede e abriu um daqueles quadrados vermelhos. Era um armário embutido numa parede falsa. Incrível. Ele parecia procurar por algo.

— Novo, novo, um menino… — comentou, quase que para si, como se ele tivesse uns 80 anos. — Qual sua cor favorita? — me fitou, o olhar tranquilo, mas ainda rubro.

— Vermelho, Sr. Uchiha. — senti minhas bochechas esquentarem. Tenho certeza que ele sabe porque gosto de vermelho.

Ele assentiu e retirou de dentro do armário, fechando-o com o cotovelo, uma corda completamente enrolada, quase na forma de um novelo. Veio até mim, desenrolando com habilidade e quando chegou perto de mim, me empurrou para o chão num tipo de pisada. Não doeu, mas fui pego de surpresa, de fato.

Mal entendi o que me aconteceu. Quando eu percebi, todo o meu torso estava amarrado, meus braços presos, os punhos juntos e fechados contra as minhas costas. Eu perdera completamente os movimentos do tronco, dos braços e das mãos. Só minhas pernas ficaram livres. Kami, eu não sabia que ele sabia dar tantos nós diferentes e terrivelmente apertados. Onde diabos ele aprende essas coisas?

Sasuke me fitou, enquanto eu me equilibrava de joelhos, observando sua “obra”. Sorriu, satisfeito, depois de verificar os nós e sua mão veio a minha coleira. Eu senti o puxão, erguendo-me de vez. Ele me levava até o “troço”.

— Vinte e nove… — ele suspirou. — É muito para a sua primeira vez. — do que ele fala? — Terceira regra. — ele me fitou. — Aqui dentro, você é meu brinquedo, o que acontece aqui fica aqui e você só sai deste quarto quando eu quiser.

— Entendido, Sr. Uchiha. — resmunguei, prontamente.

Assim que nos aproximamos do troço, luzes de led no topo do espelho se acenderam, iluminando bem aquele espaço, como se fosse um camarim. Ele me disse que aquela coisa fora batizada de cavalete e que ele mesmo fizera. Sasuke me empurrou contra o cavalete, me fazendo deitar e ficar com a bunda empinada. Pode parecer mentira, mas eu sentia mais curiosidade do que medo. Eu queria muito saber o que ele pretendia fazer comigo. Toda a ansiedade e inquietação que eu sentia era causada por estar “no escuro”, mas eu nunca menti quando disse que confiava plenamente em Sasuke. Ele nunca faria nada contra minha vontade.

Ele prendeu as cintas ao redor do meu corpo, impedindo-me de me mover ou sair daquela posição, meus tornozelos foram presos pelas algemas e pronto, era o fim. Eu estava a mercê de sua vontade e completamente exposto ao seu desejo.

A única coisa que eu podia mover era a minha cabeça, para os lados, que estava apoiada num recosto macio de couro frio. Senti um arrepio passar pela minha espinha, e o suor descer frio pela minha têmpora. Era a primeira vez que Sasuke me deixava totalmente sem movimentos e eu não estava gostando nada da sensação de impotência. Era agonizante. Mas eu estava decidido a me manter firme. Sentir medo não faz de ninguém um covarde. Faz da pessoa um ser humano.

Sasuke foi até outro armário de porta vermelha. Abriu e deixou o interior propositalmente as minhas vistas: deveriam haver uns dez, ou mais, cintos pendurados ali dentro. Senti o mesmo arrepio correr pelas minhas costas, mas dessa vez foi mais intenso, um formigamento esquisito se instalou na minha nuca por longos segundos. Sasuke pegou um dos cintos e testou em sua mão. Leia-se que ele bateu em sua própria mão, estalando alto. Negou e procurou por outro. Continuou com esse ato até achar o “cinto certo”.

— Vinte e nove cintadas é demais. — falou, se aproximando e arregaçando as mangas do pulôver. Cintadas? Então era isso? — Então eu vou te dar só 11, por hoje. — ele dobrou o cinto ao meio, segurando-o pela fivela. — Devo informar que só a surra do bar se compara a que vai levar. — arregalei os olhos, assustado.

Sasuke? Sorria como o diabo, pois gostara, com toda certeza, da minha reação.

Sinceramente? Não estou nem um pouco empolgado por reviver aquela surra. Fechei os olhos com força e comecei a rezar, pedindo forçar para me manter firme. Porque se só com palavras eu já estava tremendo daquele jeito, imagina quando ele começasse a me bater.

Não me avisou ou disse nada, apenas desceu com toda potência o cinto contra o meu traseiro, estalando alto pelo quarto. Mordi a língua para não gritar, apertando os olhos com mais força, sentindo minha pele arder como o inferno e minhas pernas fraquejarem, tremendo violentamente.

Eu vi Sasuke, através do espelho, apoiar o cotovelo onde ele me acertara e nossos olhos se encontraram. Sua face não podia expressar maior satisfação pelo tom absurdo de vermelho que crescia na minha pele. E isso me confortou, mesmo com a ardência gritante, tudo o que eu sentia era regozijo. Sasuke está satisfeito. Eu gosto de vê-lo assim: realizado. Logo, a dor é muito bem-vinda.

— Quarta regra… — sussurrou, ele passeava levemente o cinto por minhas costas, provocando um arrepio em mim. — E ela só existe por sua causa, Naruto. — Sasuke chupou a minha nuca com força, com certeza me marcando, e se afastou. — Você que saber? — ele falou alto ao acertar as minhas costas com a mesma força anterior.

O cinto estalou alto, ecoando por todo o quarto e por um instante, eu pensei que minha pele se partiria. Dessa vez não conseguir me manter calado. Gritei alto, mais parecido com um rugido, tentando me contorcer em agonia. Ele não brincou quando falou que a surra seria parecida com a do bar. Eu sentia o formigamento se alastrar por toda a pele das minhas costas, a partir do local atingido. Respirei fundo e tentei olhar para ele.

— Quero, Sr. Uchiha. — minha voz tremulou.

— Quarta regra. — seu sorriso se abriu ainda mais. — Você é meu namorado, não precisa me chamar sempre de Sr. Uchiha. — ele chicoteou de novo a minha bunda. Minha pele ardia, como se o cinto estivesse pegando fogo. — Gosto quando grita ou geme desesperadamente o meu nome. — confessou e acertou de novo as minhas costas, na altura dos meus ombros.

Eu acabei gritando o seu nome e isso fez Sasuke fechar os olhos, como se estivesse gozando, lambendo um canto da boca de satisfação por me ouvir. Ele estremeceu num arrepio, rindo tenebrosamente e me fitou, piscando um olho, numa postura malditamente provocante.

Senti uma avalanche de sentimentos com suas palavras. Principalmente felicidade. Felicidade porque se eu podia chamá-lo pelo nome, era porque ele confiava em mim e isso aqueceu meu peito de uma forma gostosa.

— Droga… Você está inexplicável essa noite, Naruto. — ele foi para trás de mim e eu virei meu rosto, com dificuldade, dado os meus músculos doendo e ardendo, completamente contraídos, para vê-lo pelo espelho. — Olha só! Parece que você realmente é masoquista! Já está pronto para mim, sabia?

Senti sua língua lambendo meu cu e eu finalmente entendi o que ele queria dizer. Sasuke começou a me chupar com vontade, estapeando com tanta força as minhas nádegas a cada investida de sua língua que eu comecei a chorar. Ele mordeu meus testículos, sugando-os e voltou para minha entrada, castigando-a com seus dentes e sua língua. Meu namorado está faminto, absurdamente faminto. Eu conseguia ouvir os sons de sua boca chupando e lambendo aquela região, de tão altos que eram. Eu gemia alto, agonizando em minha imobilidade frustrante. Eu queria tanto poder enfiar minhas unhas em algo... Kami, como algo pode ser tão gostoso e desesperador ao mesmo tempo?!

Sasuke levantou o rosto, arfando e me olhando com muito desejo, como se realmente quisesse me engolir, encarou-me seriamente depois de dar uma tapa estalada em uma de minhas nádegas. Seus olhos estavam ainda mais inflamados e ele sorriu diabolicamente.

— Acho que você vai precisar de uma safeword ou vou acabar fazendo um estrago pior que o do bar e, sinceramente, preciso de você inteiro para amanhã. — ele lambeu os lábios, se afastando de “sua tentação” pessoal. — É sério, Naruto, eu estou viciado na sua bunda e na sua boca e isso é um sério problema. Precisa me dizer uma safeword. — riu, ao admitir.

— Hum… — resmunguei, meio sem jeito e totalmente sem ar. — O que é uma safeword? — espero que ele não ria de mim.

Então ele se abaixou ao meu lado. Aproveitei esse tempo para recuperar meu fôlego e o controle sobre meu coração e o meu corpo, que tremia mais que vara verde. Sasuke encarou-me com paciência e calma.

— Uma safeword é uma palavra de sua escolha que vai me avisar quando for insuportável para você ou quando eu exigir uma coisa que você não consegue fazer. — ele capturou uma lágrima do meu rosto e levou aos lábios. — Dominadores que não permitem que seus submissos reclamem usam desse artifício para saber se está tudo bem com eles, que é o meu caso. Você é meu submisso, não meu escravo, e tem seus limites, que eu devo respeitar como seu dominador. Entendeu, Naruto?

Sasuke afagou meus cabelos e depois meu rosto, me fazendo reclinar naquela parte acolchoada.

— Entendi… — pensei um pouco. — Pode ser controle? — perguntei, meio incerto.

Sasuke olhou-me, como se analisasse todo o meu corpo e riu baixo.

— Faz até sentido. — curvou-se para me beijar de forma carinhosa. — Não se esqueça dela, Naruto, porque só reagirei a ela. Peça Controle e eu me controlarei. — mais um beijo, dessa vez intenso.

Ele se afastou e eu ouvi o cinto estalar contra a sua mão, lembrando-me que ainda não acabara.

— Eu fico pensando o absurdo de coisas que poderia fazer com você... — murmurou baixo, como se falasse sozinho. Ele deu uma tapa forte em minha bunda e eu choraminguei, devido a sensibilidade de minha pele marcada. — Não ouse esconder nada de mim, estamos entendidos? — sua voz autoritária e poderosa ecoou pela minha mente. Assenti convictamente. Senti um beijo breve de Sasuke em minhas nádegas. — Falta sete, little bicth, para terminar de amaciar sua carne para eu comer. — safado é pouco para definir o tom de voz que ele usou.

Sete cintadas depois, com um Sasuke silencioso, mas contemplativo, eu me vi livre do cavalete, mas não das cordas. Fui colocado no chão, assistindo-o fumar tranquilamente enquanto ia até um espaço negro na parede. Vi-o abrir algo e tocar num painel longe do meu alcance visual. Meu corpo tremia violentamente, acho que por causa da dor e do choque dos golpes, porque eu mal conseguia sentir qualquer parte dele. Minha respiração havia ficado mais profunda e eu gemia baixinho, fechando os olhos com força. Mesmo com todo o desconforto, por causa da imobilidade, e sensibilidade de minha pele, eu não conseguia sentir um pingo de arrependimento. Estranhamente, eu me sentia realizado. A dor continuava sendo bem-vinda.

Eu vi ele retornar para mim, colocando o cigarro no chão, longe de mim. Pelo cheiro, era cigarro de canela. Sasuke me colocou de barriga para cima e buscou seu cigarro. Olhou-me, ainda com aquele semblante concentrado e me pegou no colo, deitando-me na sua cama. Devo dizer que era como flutuar numa piscina de tão macia e boa de deitar que era aquela cama.

— Recupere o fôlego. — ele sussurrou, fitando-me. Seu polegar enxugou minhas lágrimas e ele lambeu o dedo. Sasuke ainda não se desfizera de nenhuma peça de roupa, mas continuava absurdamente sexy.

Ele ficou me olhando, de vez em quando tocando o meu peito ou a minha intimidade com a ponta de seus dedos longos, enquanto o silêncio era quebrado por um barulho de motor. Os estranhos canos nas paredes se moveram. Um gradeado de aço cobriu todo o teto, como se fosse uma cerca de prisão. Uma parte do gradeado desceu, como um elevador, até ficar a uns dois metros de distância do chão. Sasuke olhou e assentiu, então tudo voltou ao silêncio.

Meu namorado foi até outro armário e dali tirou correntes parecidas com as que eu tenho em casa, trazendo-as para perto de mim.

— Pronto? — soltou o trago enquanto falava. Nem deixou eu responder: curvou-se sobre mim e começou a chupar os meu mamilos com muita vontade, enquanto seu dedo coberto tateava a minha entrada. — Está apertado, muito apertado… Com medo? — seu dedo se forçou para dentro de mim.

Ele grunhiu de satisfação com o aperto e continuou lambendo e chupando os meus mamilos, enquanto tentava vencer a minha resistência com um dedo.

— Estou bem… — arfei, um pouco cansado. O que? Acabei de levar uma surra, o que vocês queriam? Julguem-me!

— Não perguntei isso. — me encarou, ainda sério e retirou o dedo, olhando para a mão. — Quero saber porque está contraído assim. — ajustou suas luvas para então me pegar nos braços, queimando-me com seu olhar. — Quer me enlouquecer, Naruto? — recebi beijos nos olhos e na testa, enquanto ele caminhava comigo em seus braços.

— O que posso fazer? — encostei minha cabeça em seu ombro, suspirando. — Eu me esforço, Sr. Uchiha. — ri levemente, meio bobo.

— Esse é o meu homem. — disse e parou de andar. Acabei rindo mais um pouco, antes de esfregar meu nariz no seu pescoço em uma carícia suave.

Sasuke me deu um beijo sensual, enquanto sua mão tateava a minha bunda e a apertava sem piedade. Sua língua investigava cada canto da minha boca e roubava meu fôlego. Ele me fitou e lambeu meus lábios, antes de sorrir e bater em minha bunda com a mão que estava embaixo dela.

Fui colocado no chão, de pé, senti o metal frio contra a minha pele e então eu estava preso, sendo içado por Sasuke, sentindo não só as cordas me apertarem, mas agora as correntes, por causa do meu peso.

Eu preciso informar um detalhe importante: Sasuke tem 1,87 de altura. Por que isso é importante para esse momento? Porque a cabeça dele estava encostando no gradeado. Minhas pernas ficaram penduradas, ainda deixando a minha bunda e minha virilha expostas para ele fazer o que quisesse comigo.

Ele ficou fumando perto de mim, me analisando, verificando se havia possibilidade de eu cair.

Sasuke passou por entre as minhas pernas e enfiou um dedo no meu cu, de novo, depois retirou, esfregando-o contra os outros dedos, como se analisasse o que tinha dentro de mim. Gemi dolorosamente. Como eu me sinto? Um carro na oficina sendo analisado pelo mecânico.

— Você está com pouca lubrificação. — falou para si mesmo, indo para um dos criados-mudos ao lado da cama, abaixou-se e demorou-se ali uns instantes, depois retornou com algo branco em sua mão. — Acho que isso vai dar um jeito.

Sasuke foi empurrando devagar em mim o tal objeto, pequeno, bem menor que seu polegar. Eu via mais ou menos o que ele fazia porque minha visão era de "ponta-cabeça”. Vi que a coisa tinha um controle com um botão e um ajuste lateral. Ele apertou o botão. Vibrou. E continuou vibrando como pequenos choques internos. Sasuke me fitou e foi rolando o ajuste lateral. Os choques e as vibrações se intensificaram. Um plug anal! Ele enfiou um plug anal em mim.

Acho que posso aguentar isso, não é? Quer dizer, acabei de levar 11 cintadas, um plug me parece muito promissor. Mordi o lábio e sorri. Gosto de como as coisas estão se desenrolando.

Sasuke foi até uma poltrona, arrastou-a até ficar embaixo do meu corpo e ficou largado ali, me assistindo enquanto acendia outro cigarro e fumava calmamente, lançando as fumaças para o chão, longe e muito de mim.

— Gosto da cara que você faz quando seu cu é estimulado… É como se eu tivesse te fodendo bem devagar... — sua voz soou lasciva. Ele está me torturando de propósito!

— Sasuke… — gemi seu nome. Sua face assumiu um semblante de extrema satisfação ao ouvir seu nome dito dessa maneira por mim.

Sasuke retirou seu cinto e dobrou-o, baixando o olhar. O seu alvo: minhas pernas. Ele se levantou, quando acabou o cigarro, seu semblante parecia sério. Muito sério.

Chicoteou-me mais duas vezes nas pernas, para então acertar uma vez em minha barriga. Meus músculos tremeram em protesto e gemi, agoniado, respirando rapidamente. Sasuke foi para o plug, aumentando a intensidade das vibrações e ao mesmo tempo beijava possessivamente a pele posterior das minhas coxas, raspando os dentes as vezes. De vez em quando o cinto acertava-as, eu sabia que a força era menor, mas dada a sensibilidade que meu corpo assumira, a dor era inexplicável. Seus beijos, o plug, as cintadas, tudo se misturava numa coisa louca em minha cabeça: havia momentos que a dor mesclava-se ao prazer e o prazer à dor, e eu não sabia se gemia de dor e agonia ou de deleite. Eu tentava desesperadamente me contorcer, mas a imobilidade causada pela corda e correntes só faziam meus movimentos serem inúteis. Isso só me causava mais cansaço.

Sasuke veio até a minha virilha e lambeu o meu pênis negligenciado. Só na ponta, girando a língua na ponta, contra a minha fenda. Depois foi me engolindo, aos poucos, movendo os músculos de sua garganta a me estimular mais do que eu já estava sendo. Seus olhos conectaram-se aos meus e eu recebi outra cintada nas pernas, quase em cima da minha bunda.

Gritei e revirei os olhos. Sem saber mais o que poderia fazer para me livrar de toda aquela tensão. Kami, como estou gostando de tudo isso! Não vai demorar muito para que eu precise usar a safeword, porque Sasuke está me empurrando para a beira do precipício da loucura.

O cinto foi ao chão, suas mãos ocuparam-se dos meus mamilos e dos meus testículos, apertando ambos numa massagem torturante. Ele succionava com força enquanto retirava-me de dentro de sua garganta, como se quisesse arrancar fora o meu pênis com um chupão. Lambeu os lábios enquanto buscava outra coisa em seu bolso. Parecia um imobilizador metálico de dedos, só que um pouco mais largo.

— Sabe o que é isso? — ele perguntou, mostrando o objeto, enquanto estrangulava o meu membro, impedindo-me de gozar.

— Um anel peniano? — meus lábios tremeram e eu não sabia se me encolhia em uma bola ou se chorava.

Não vou aguentar. Tenho certeza. Olhei para Sasuke, agonizando, e ele ria do meu desespero. Não respondeu, apenas colocou o objeto em mim e apertou. Era como um estrangulamento.

Sasuke lambeu demoradamente a minha glande como se ela fosse um sorvete. Gemi de forma arrastada, estremecendo. Depois ele foi para minha bunda, afastando as nádegas com as mãos. Puxou o plug dali e o que entrou foi a sua língua. Lambeu-me, chupou-me, sugou-me a entrada, mordiscou o meu reto, forçando-me para baixo, enquanto estapeava com toda força o meu traseiro.

Sasuke castigava as minhas nádegas e as minhas coxas em apertos ferozes com suas mãos enormes. Eu praticamente chorava, eram muitos estímulos para que eu suportasse. Desespero me define.

Eu gemia, choramingava, tentava me mexer, mas nada o fazia parar e eu não vi outra forma de tentar exprimir um pouco de meu prazer angustiante a não ser arranhar a palma de minhas mãos.

— Sasuke… — choraminguei, com a voz estrangulada. — Por favor, tira isso… — senti meus olhos se encherem de lágrimas.

Suas unhas arranharam de leve minha pele ferida, provocando um arrepio forte e quente por todo o meu corpo, como uma onda de choque. Arfei, as lágrimas escorrendo em abundância, porque eu queria gozar, no entanto quanto mais eu me excitava, mais o anel comprimia a base do meu pau. Sua língua entrou e foi direto na minha próstata. Gritei desesperadamente, tentando me contorcer de qualquer jeito, mas tudo o que consegui foi me frustrar mais com a minha limitação de movimentos.

— Parece meio… — ele foi para o meio das minhas pernas, acariciando os músculos de uma das minhas coxas. — Perdido, little bitch. Talvez um dildo te faça se encontrar. — ele foi até o outro criado-mudo e vi Sasuke retornar com um metálico.

Ele lambia lentamente a extensão do objeto, me olhando de forma sacana, deixando claro que me torturaria com aquele brinquedo e não me deixaria gozar. Sasuke aproximou a ponta do objeto no meu umbigo e ouvi um clique. Tremeu e vibrou contra a pele da minha barriga. Ele só sorria, massageando os meus testículos com uma mão.

— Vamos ver se te faço gozar com anel e tudo. Quer tentar? — ele engoliu o dildo e o retirou da boca, para então ir para trás de mim. — Você está tão apertado, little bitch… — a ponta encostou na minha entrada e me estimulou mais que o plug. — De uma vez ou bem devagar? Você gosta de ser penetrado devagar, não é? — começou a entrar e já parecia que todo o meu estômago revirava com a vibração. — Bem… Devagar...

Retirou de vez e circundou a minha entrada, passou a ponta na região entre meu ânus e meus testículos, esfregando ali. Não sei mais o que saia da minha boca, se eram lamúrias, soluços, choro, ou o que. Eu simplesmente não sabia mais o que fazer. É demais. Eu não suporto mais. E estou começando a temer pelos meus nervos.

Depois desceu até o meu pau, estimulando-o, para voltar para a minha entrada pulsante. Ele deixou a ponta tocando parcialmente naquele lugar, pois sua língua começou a me forçar, seus lábios me chupando. Tudo malditamente ao mesmo tempo!

Meu pau já ardia, eu queria me livrar do anel e gozar com força, meu cu latejava, clamando que Sasuke me deixasse terminar. As lágrimas caíam indefinidamente dos meus olhos, eu já nem tinha forças para me debater, só para chorar de prazer e loucura. Eu nem sei como estou reagindo!

Sasuke tornou a empurrar o dildo em meu canal, fazendo todo o meu baixo ventre formigar e tremer. Ele começou a distribuir beijos pelo meu corpo, vindo em direção ao meu rosto. Nossos olhos se encontraram e eu vi seu semblante sorridente.

— Você não vai dizer a ninguém o que rolou aqui, porque não há palavras que definam o que está sentindo agora. — ele buscou algo em seu bolso e eu vi que era a porra do plug. — Acho que aguenta um pouco mais...

Sasuke beijou-me famintamente, me fazendo gemer em reação aos seus sons másculos guturais. O plug ligado começou a descer pela linha do meu peitoral, passando por meus mamilos. Sasuke soltou os meus lábios, mas ficou me olhando de perto, seu olhar imoralmente vermelho.

— Não… Não… — choraminguei, rouco, quase sem voz. — Por favor, Sasuke… Não… Não aguento mais. — solucei alto, muito aflito. — Controle… — sussurrei tão baixo, que tive medo dele não ter ouvido.

— Como disse, little bitch? — ele afastou o plug de mim, mas não o desligou. Deu-me um selinho rápido e enxugou minhas lágrimas.

— Controle… — voltei a falar baixo. Eu juro que tentei falar mais alto, mas me era impossível. — Não...

Ele me beijou mais e desligou o plug. Devagar, com muito cuidado, soltou-me e me desceu do gradeado. Enfim no chão, de costas, eu ouvi os motores e Sasuke voltar. Ele pegou-me nos braços e nos sentamos na poltrona. O dildo ainda estava em mim e ele sorria safadamente. Sasuke beijou-me enquanto eu era colocado em seu colo, uma perna de cada lado de sua cintura.

— Vou te deixar gozar… — sussurrou, afagando meu pau ainda estrangulado pelo anel. — Quer o dildo ou outra coisa dentro de você… — ele mordiscou minha orelha e me fitou, sorrindo sugestivamente.

— Você… — consegui falar um pouco mais alto, mas minha voz continuava rouca. — Eu só quero você, Sasuke… — engoli um soluço. — Só você, meu amor.

Ele sorriu. Beijou-me enquanto retirava devagar o dildo e o desligava. Sasuke me fez reclinar em cima de si e eu o vi abrir sua calça, libertar seu membro e tocá-lo. Nossos olhos se encontraram e eu senti sua glande roçar minha entrada. Sasuke foi me beijando e soltando o anel enquanto o meu próprio peso me fazia descer. Quando senti seu pau esmagar meu ponto sensível o anel saiu de mim. Foi o pulo para o abismo.

Não sei o que acontecia em volta de mim, só sei que senti o maior alívio da minha vida. Meu corpo desabou na hora e se não fosse Sasuke me segurando, tenho certeza que teria virado uma poça pastosa de Naruto no chão. Não entendi muita coisa, uma hora eu chorava, desesperado, e na outra, meu corpo estava tão relaxado que me pergunto se estou realmente vivo. Olha, não sei se desmaiei, mas é certo que visitei outra dimensão por um breve momento.

Quando meus sentidos se estabilizaram eu estava naquele pedaço de nuvem que era a cama de Sasuke e só com a coleira em meu pescoço. Meu corpo inteiro parecia ter tomado um banho de hortelã e menta. Reconheci de imediato que era aquela fórmula especial que eu experimentara no Monte Uchiha, que me provocou essa sensação generalizada de frescor e relaxamento. Só que ela tinha um contra: realçava a ardência de minha pele chicoteada e mordida, mas era suportável. Eu mal sentia minhas pernas, meus braços estavam moles e meu interior pulsando. Parece que não passei tanto tempo apagado assim.

— Olha só quem voltou da Terra do Nunca. — a voz de Sasuke terminou de me despertar. Ele juntava e guardava cordas, correntes e cintos em seus devidos lugares. Veio até mim e me beijou. — Está lindo com esses tons de aquarela… — sussurrou.

Olhei para minhas pernas pelo espelho próximo e vi que havia marcas roxas, vermelhas e rosadas em toda parte, mas principalmente em minha bunda e nas minhas coxas. A parte que eu via de minhas costas me dava a impressão que alguém tentara jogar palavras cruzadas em mim. Meus braços estavam com riscos por toda parte, por causa das cordas, e meu tronco estava em igual estado. Sasuke, literalmente, me beijou da cabeça até os meus pés, passando por minha virilha que deu um espasmo ao seu toque. Ainda estou sensível.

— Como se sente, little bitch? — ele me perguntou, terminando de fechar as portas embutidas.

— Mole como se tivesse sido batido no liquidificador. — ri preguiçosamente e me estiquei sobre a cama, testando meus músculos. — Mas muito bem… — suspirei, feliz.

Sasuke veio, esticando os braços para mim e eu automaticamente estirei os meus. Fui para seu colo e ele começou a andar devagar, dando-me beijos pelo rosto.

— Acho que deu por hoje… — sussurrou, me colocando sentado na poltrona e então ela foi empurrada pelo quarto. — Imagino que queira dormir agora. — ele me guiava para a saleta perto da lareira.

— O que?! — guinchei. — Não!!! — olhei para ele, por cima do ombro, indignado.

— Meu submisso está insatisfeito com seu dominador? É isso que estou ouvindo? — ele posicionou a poltrona em seu lugar e se apoiou nela, me encarando com um olhar desafiador, apesar de sorrir.

— Não! — gesticulei apressadamente. — Não foi isso que eu quis dizer! Eu… Eu… — o que? Merda! O que eu falo? — Mas você… — senti as bochechas esquentarem e baixei o olhar, me encolhendo na poltrona.

— Esperava algo a mais? — sugeriu, sentando-se no braço da poltrona.

Senti seus dedos tocarem o meu rosto e eu o fitei. Seu olhar negro me sorria, mesmo que sua boca ainda estivesse moldada num semblante sério. Ele se aproximou de mim e me beijou lentamente, estalando os nossos lábios. Sua boca começou a beijar meu rosto, descendo para o meu pescoço.

— Quer mais, meu submisso manhoso? — sussurrou, beijando meu pescoço com carinho.

Aos poucos ele foi se colocando de joelhos entre minhas pernas para melhor me beijar e me abraçar. Tornamos a nos beijar, aumentando a intensidade a cada beijo. Ele fitou-me intensamente, seus olhos da mesma cor do fogo que estalava na lareira. Sasuke arfou grave, circundando meu corpo com seus braços e o seu calor.

— Quero, mas… — fiz um biquinho. — Você merece mais, Sr. Uchiha.

Sasuke sorriu, me beijando mais.

— Eu nem te comi ainda… Até parece que acabamos. — ele se levantou e se afastou.

Ele foi até uma daquelas portas falsas vermelhas e a abriu. Mostrou-me o conteúdo: ali havia um sortimento variado de algemas. Sasuke cruzou os braços e piscou um olho para mim, notei um deleite especial em seu olhar por me ver nu, iluminado apenas pelas chamas da lareira e isso, eu pude perceber, o deixava… Encantado, talvez.

— Tão lindo… — sussurrou bem baixinho e mandou-me um beijo sem usar as mãos.

Corei furiosamente e encarei o chão em um súbito surto de timidez. Ouvi-o rir, mas não era deboche ou desprezo, era apenas felicidade. Talvez a mesma que eu sentia.

— Naruto. — chamou-me e eu ergui meu olhar com muito custo. — Escolhe. — ele apontou com o nariz para o armário — Vamos fazer uma brincadeira diferente agora. E vai ter prêmio para o vencedor. — piscou um olho para mim.

— Hum… — resmunguei, enquanto observava todos os tipos de algemas e braçadeiras do armário. — A vermelha com preto. — apontei para a dita cuja.

Era uma algema reforçada com uma parte acolchoada vermelha, com um fecho preto de ferro. Muito parecida com aquelas utilizadas em camas de hospital. Escolhi ela tanto pelas cores, que representava os olhos de Sasuke em momentos diferentes, quanto porque no outro dia teria a festa e eu não podia chegar lá com os pulsos marcados.

Sasuke as pegou e veio até mim, prendeu-as nos meus pulsos enquanto me beijava com uma fome inexplicável, quase rosnando enquanto nossos lábios se tocavam. Ele me pegou no colo e me deitou no divã, admirando meu corpo nu a luz da lareira e se afastou, sumindo no quarto mais uma vez por alguns minutos. Ficamos só eu, o fogo da lareira e a chuva.

Minha pele ainda ardia brandamente quando Sasuke retornou. Trazia em sua mão direita um copo cheio de gelo e na outra um cronômetro, seu rosto era pura sagacidade. Ele se sentou no divã, como se estivesse em uma moto, ficando de frente para mim, empurrou meu corpo para que eu ficasse sentado. Sasuke colocou meus pés em suas coxas, sem parar de me olhar e de sorrir.

O copo foi colocado numa mesa alta, quase uma espécie de suporte para vaso de flor, ao meu lado, junto com o cronômetro.

Ele pegou um cubo de gelo e colocou na boca, retirou as luvas, jogando-as de lado, e retirou seu pulôver devagar, jogando-o também. Nem sei onde foi parar, pois eu estava encantado com a visão de Sasuke seminu na frente do fogo vermelho e dourado da lareira.

Cuspiu o cubo e trouxe para os meus lábios.

— Abre. — abri a boca. O gelo foi depositado e ele fechou-a. — Vai ficar com ele aí enquanto te explico a brincadeira. É bem simples. — começou. Seus dedos tocaram meus pés e eu senti que estavam frios, talvez por causa do gelo. Encolhi-me sobre o estofado, tentando fugir do contato. — Nem tudo no BDSM é dor e sofrimento para provocar prazer no dominador... — suas unhas arranhavam de leve a planta dos meus pés. — Às vezes o prazer é dado pela forma mais simples.

Sasuke aproximou-se de mim e retirou o gelo da minha boca, devolvendo para sua. Beijamo-nos longamente, um beijo gelado, muito gostoso por sinal, o que me fez gemer manhosamente em sua boca. Suas mãos afagavam o meu corpo e eu só gemia baixo. Ele se afastou de novo.

— Você tem que aguentar cinco minutos. — ele ajustou o cronômetro e me fitou, sorrindo. — Se conseguir, eis o seu prêmio: transo com você sem roupa. — Sasuke ergueu o indicador. — Detalhe: não pode gozar e nem usar a safeword. Se qualquer uma das coisas acontecer, eu transo, mas vai ser do jeito que conhece. — suspirou. — Quer tentar a sorte?

— Qual vai ser a brincadeira? — perguntei, muito interessado.

— Gelo. — disse simplesmente.

Para ilustrar sua fala, ele pegou outra pedra de gelo e passou-a na planta do meu pé direito, subindo e descendo, do calcanhar até o dedão, bem devagar. Minha perna estremeceu instantaneamente, enquanto um arrepio subia por meu corpo.

— Aceito o desafio. — sorri para ele, me empolgando com a nova brincadeira.

Sasuke assentiu e fez o cronômetro rodar. Cinco minutos me separaram de ver o motivo de Sasuke nunca transar sem roupas. É hoje que descubro!

Aquele mesmo cubo de gelo começou a subir devagar pela minha perna, deixando um rastro brilhante, frio e arrepiante de água pelo caminho. Sasuke ia se posicionando melhor no divã, apoiando-se com um braço no recosto, fitando-me intensamente. Subia e descia, circulando na parte mais interna da minha perna. Ele repetiu o mesmo processo na outra perna até o gelo derreter-se. Então, com o outro cubo em sua boca, Sasuke começou a beijar meu pescoço.

Estremeci, encolhendo-me, fugindo do contato frio e provocante, mas eu estava cercado por seus braços fortes. Sasuke distribuiu lentamente beijos, chupadas leves e lambidas geladas por toda a parte da frente do meu pescoço e então me beijou novamente. Seu hálito fresco foi intensificado pelo gelo derretendo entre nossas línguas.

Nos fitamos e ele sorriu.

— Parece que está com febre, little bitch. — sussurrou, enquanto buscava outro cubo. — Todo vermelho assim. — chupou a minha orelha. — Já está molhado, por dentro, do jeito que eu gosto? Escorrendo? — perguntou, safado, e eu gemi, estimulado principalmente por sua fala.

Outro gelo na boca e dessa vez ele seguiu as linhas do meu peitoral, deixando meus braços acima da cabeça. Ouvi a corrente da algema ser presa em algum lugar, mas não me importei de saber onde. Tudo com calma, paciente, como um artista, realçando a minha pele, assumindo um tom vermelho ao entrar em contato com algo frio.

Senti minha pele queimando por já estar muito fria, aumentando o formigamento e as tremidas violentas.

— Para você, sempre, Sasuke… — falei entre gemidos, tentando manter meus olhos abertos para acompanhar sua doce tortura.

Primeiro ele contornou meus mamilos com o cubo de gelo ainda preso em sua boca, depois beijou e chupou, sua língua brincando com o gelo em contato com a pele sensível. Suas unhas arranhavam de leve meus bíceps, descendo pelas minhas axilas, quase sem tocar, passando pela lateral das minhas costelas e tornar a subir. Desceu novamente, sem parar de me fitar, massageando o meu peitoral, enquanto sua boca fazia as linhas do meu abdômen.

Sasuke deixou o cubo no meu umbigo e puxou as minhas pernas mais para si, nossas pélvis se encontraram e eu senti que ele estava se excitando também, apesar de não deixar transparecer nem uma vírgula disso. Ergueu uma perna minha e beijou-a devagar enquanto pegava outro gelo, começando a fazer círculos na parte traseira da minha coxa.

— Sempre sincero, little bitch. — lambeu-me. — Você quer muito ser fodido, não é? — seus olhos fitaram a minha virilha e sua outra mão tocou a minha bunda. — Olha só… — chupou os dedos molhados pela água que escorria da minha entrada, já que todo meu corpo estava molhado, até nos lugares mais inusitados. — Está piscando, quente, muito quente, sem mencionar sua pressa. — eu sabia que ele falava da minha ereção. — Não se passaram nem dois minutos e seu pau já está encharcado?

Mas Sasuke não é chamado de Íncubus a toa, ele tinha que me torturar mais. Depois de ter passeado com o gelo pelas minhas coxas, o filho da mãe colocou a porcaria na boca e começou um oral em mim, lento, praticamente me saboreando, que fez eu me arrepiar inteiro. E ainda ria mesmo com a boca ocupada em chupar as laterais e a base do meu membro! Suas mãos estapearam o meu traseiro de novo, me lembrando que eu não me recuperara da surra anterior, e sua língua fazia o gelo passear pela minha extensão.

Sua boca desceu mais, meu corpo foi sendo puxado e levemente curvado. Foi a vez dos meus testículos receber a devida tortura do Íncubus. Tive uma vontade terrível de chorar. A tortura era puramente psicológica. Sasuke sabia o quão desesperadamente eu o queria ver como veio ao mundo, e não me dava chances para ganhar o desafio. Ele sabia, planejava, que eu ia perder daquela vez. Gemi, frustrado, me sentindo pequeno, impotente. Eu não ia conseguir, disso tenho certeza. Ele também sabia disso.

Ele só parou o oral quando o gelo derreteu. Ajudou-me a endireitar a minha postura, mas ao invés de eu me sentar no divã, eu fui colocado de costas, ajoelhado, com os braços apoiados no recosto. Suas mãos vieram para as minhas costas e eu senti-as molhadas, provavelmente pela a água do gelo que derretia dentro do copo. Respirei fundo, tentando me preparar para o que quer que viesse. Por mais que eu soubesse o resultado final, eu não deixaria de tentar.

— Adoro o seu cu, Naruto, principalmente quando ele está bem molhado e pulsante. — Sasuke falava enquanto afastava as minhas nádegas. — Me deixa com água na boca. — seus lábios beijaram meus ombros. — Posso achar lindo seu rosto, mas é a sua bunda que me faz perder a compostura. — sussurrou, provocante, no meu ouvido. — Por isso que eu não te via desfilar… Ver essa delícia rebolando… — ele sugou o ar por entre os dentes. — Você não sabe quantas vezes eu quis cancelar os seus desfiles, só para te foder com força nos bastidores… — senti minha nuca ser beijada devagar, enquanto seus dedos frios brincavam com os meus mamilos. — Escapou por pouco, muito pouco, de ter sua carreira e sua bunda destruídas por meus desejos...

Ofeguei audivelmente. Kami! Como ele consegue falar essas coisas sem demonstrar um pingo de vergonha? Sério! Nunca vou conseguir me acostumar com essa forma obscena que ele tem de me elogiar.

— Sasuke… — gemi, envergonhado. — Você não pode falar isso…

— Eu sou Uchiha El Diablo Sasuke e posso dizer o que eu quiser de quem eu quiser. — senti um cubo de gelo contra o meu mamilo, deslizando pela minha barriga. — Sou sem vergonha de nascença. — beijou meus ouvidos. — Não quer que eu seja sincero e te conte as coisas…? — riu. — Como acha que vou lidar com a sua boca depois do boquete que me deu essa noite? — sibilou, o cubo se aproximava da minha virilha. — Você me tenta, Uzumaki Naruto…!

Vi-o, por cima do ombro, buscar mais gelo. Sua boca veio beijando o meu torso, com a pedra encaixada nela, até chegar a minha nuca e fazer as mesmas ações que ele fizera na frente do meu pescoço. Arfei e gemi baixinho. Por mais que ele passasse gelo em meu corpo, eu só conseguia sentir a minha temperatura corporal aumentar. Me sentia febril. E para terminar de acabar comigo, Sasuke segurou-me naquela posição, prendendo a corrente das algemas entre seus dedos, e eu senti mais um cubo de gelo, dessa vez deslizando pela minha bunda tão castigada. Senti um alívio instantâneo, a pele ardida foi tomada por um frescor delicioso, tipo quando a gente toma água gelada depois de chupar uma pastilha de menta. Suspirei, deslumbrado. Por um momento, esqueci o real motivo daquilo tudo e me deixei levar, gemendo sofregamente com todos aqueles estímulos maravilhosos.

Provocado em dois lugares ao mesmo tempo, dois pontos fracos, duas zonas de fraqueza minha, realmente uma tortura incrivelmente deliciosa, se não fosse o prêmio que iria perder. Assim que lembrei disso, me senti derrotado de novo e percebi que minha visão estava ficando embaçada. Ótimo! Vou chorar agora.

O gelo começou a descer pelo meu cóccix, a passar pelas minhas nádegas, a se aproximar da minha entrada que reclamava pelo pênis de Sasuke. Ele sugou o ar entre os dentes, perto do meu ouvido, quando o maldito cubo de gelo chegou ao “destino”. O de sua boca já era, mas o de seus dedos continuava firme e forte.

Primeiro, movimentos circulares lentos, depois, um sobe-desce longo, indo do meu cóccix até perto dos testículos. Sasuke soltou minhas mãos e segurou na minha coleira, puxou-me para trás e eu fiquei completamente de quatro, a bunda bem empinada, prato cheio para ele. Subia e descia, circulava, pressionava e eu só gemia alto, choramingando de prazer. Meus gemidos ficavam cada vez mais agudos com os estímulos.

— Mais alto, Naruto! Eu quero ficar com a sua voz na minha cabeça até a próxima transa! — ele sussurrava, rouco, no meu ouvido. — Eu adoro te ouvir gemer de prazer! — isso é sacanagem, é provocação! Não vale! Eu não resisto! Praticamente rebolei em sua mão, fazendo o gelo quase entrar no meu cu.

Senti os indícios do orgasmo e gemi, frustrado. Eu não ia conseguir. As lágrimas desceram silenciosamente pelas minhas bochechas enquanto meu corpo ficava tenso. Estremeci violentamente quando o meu pênis começou a pulsar urgente, Sasuke me beijava e continuava passando aquele gelo do inferno na minha entrada. Não aguentei toda aquela tensão, arqueei minhas costas, gemendo em sua boca e senti minhas pernas fraquejarem enquanto gozava.

Ouvi o clique anunciando a minha derrota. Sasuke parara o cronômetro. Seu rosto se esfregava em meus cabelos enquanto suas mãos afagavam meu pênis, para que eu “terminasse” melhor.

Fiquei envergonhado demais para olhar para Sasuke. Ele se sentou e me puxou para seu colo, mas ainda assim eu fiquei de costas para ele. Enquanto beijava meu rosto, ele retirou minhas algemas. Eu arfava, tentando retomar meu fôlego.

Seria perfeito esse orgasmo, se não fosse o que eu perdera.

— Ficou triste, Naruto? — perguntou, afagando as minhas coxas.

Não tive forças para responder.

— Ei… — Sasuke tocou o meu queixo com os dedos e foi virando o meu rosto. — Não fica assim… — mais um beijo no meu rosto. — Olha só. — apontou para o cronômetro.

Meu corpo congelou no tempo. 5:37. Encarei Sasuke. Ele sorria, satisfeito. 5:37. Encarei aquela maquininha que eu já considerava minha BFF. A porra marcava 5min e 37 segundos! Isso quer dizer que eu consegui, porra!!! CONSEGUI!

Eu puxei seus braços, apertando o abraço e afundei meu rosto em seu pescoço, cheirando os cabelos de sua nuca em uma posição meio torta, rindo bobamente. Era uma felicidade tão grande que senti que meu peito seria pequeno para abarcar todos os sentimentos. Sasuke me ajudou a ficar melhor em seu colo, aprofundando o nosso abraço. Nos beijamos. Esse bastardo que eu tanto amo gosta muito de me beijar.

Eu senti sua ereção roçando na minha bunda, por baixo do jeans que finalmente sairia, caralho! Me esfreguei desavergonhadamente nele, não dando a mínima para mais nada no mundo. O que deixou, de fato, Sasuke mais satisfeito e mais desejoso.

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— Pronto para o gran finale, little bitch?

— Sim, sim, sim! — repeti como um mantra, ansiosissímo.

Ele riu e me pegou nos braços. Levou-me para cama. Sem correntes, nem cordas, nem algemas, nem chicotes, nem nada, só eu deitado assistindo Sasuke se colocar de pé na cama, uma perna de cada lado do meu corpo, abrindo sua calça.

— Me diz… — ele falou, enquanto descia o zíper. — Por que quer tanto ver meu corpo? Você é bem mais gostoso do que eu e pode acabar se decepcionando. — riu, retirando o que havia em seus bolsos: carteira de cigarro, isqueiro, camisinhas e a carteira mesmo. Jogou tudo aleatoriamente no chão, longe de mim e me fitou.

— Pode ser para você. Só que ninguém no mundo consegue me deixar arrepiado e excitado somente com o olhar, como você. — sorri ternamente. — Você é lindo, Sasuke. Mas não é só isso que vejo. É o pacote completo, entende? — tentei me explicar, mas sei lá, talvez só eu entenda esse sentimento louco se revolvendo em meu peito.

Ele suspirou, sorrindo de lado, e baixou as calças, retirando-as e ficando só de boxer. Ok, calma, coração. Primeira vez que eu me deparo com Sasuke de cueca, e ainda com sua ereção despontando por baixo do tecido, nada de desespero, calma, Naruto, respira fundo e calma.

Tem gente que coleciona tampas de garrafa, selos de correio, brinquedos… Sasuke coleciona cicatrizes. Tinha a da bala, logo abaixo a da garrafada, a que eu vira, a “cesária”, essas eu conhecia. Mas agora eu via outras. Em sua coxa esquerda, uma cicatriz de cirurgia que começava abaixo do joelho e ia até dentro da cueca. Na direita, abaixo do joelho, estava uma pequena, fruto do acidente do caminhão. No lado direito de seu peitoral, bem perto das axilas, estava a marca da cirurgia de suas costelas e do seu pulmão.

Não, ele não fez charme ou algo do tipo, seu olhar parecia meio duvidoso para o próximo passo. Sasuke suspirou, sorrindo de lado e retirou a última peça. Eu finalmente entrei para o restrito hall das pessoas que viram Sasuke nu.

Havia outra cicatriz em sua virilha, bem perto da sua genitália, na diagonal, alongando-se até o quadril, cruzando com a da coxa esquerda. Ainda havia uma lateral, no quadril, descendo pelo músculo da coxa direita e uma muito parecida com a de bala, porém menor e perto da cesariana. Nove cicatrizes. Ele coçou os cabelos, e só nesse momento, agora que eu estava atento, eu vi que sua frase lema fora tatuada sobre outra, exatamente do mesmo estilo da cesariana e do quadril. Uma cauterização em linha reta. Dez.

Pelo o que esse homem passou, para esconder tão veementemente as marcas de sua vida?

Sasuke se ajoelhou sobre o colchão, suspirando, e deixou o peso sobre os calcanhares. Me encarou e sorriu, meio dolorido.

— Viu? — deu de ombros — Nada de mais, apenas uma colcha de retalhos.

— São esses retalhos que contam sua história, não? — comecei, carinhosamente. Não sei porque, mas acho que Sasuke precisa ouvir isso. — Acho que você ainda não entendeu que absolutamente tudo em você me fascina. Todos os mínimos detalhes, Sasuke. — olhei para ele, enquanto estendia minha mão para tocar suas cicatrizes, pedindo permissão. — São elas que te faz ser quem você é: meu Sasuke. — senti o amor transbordando de mim e vazar por meus olhos. — Kami… Você é tão lindo… — falei, rouco de emoção. — Obrigado por dividir tudo isso comigo.

— Você me desarma, Naruto, completamente… De um jeito que nem sei lidar direito… — ele me segurou habilmente e quando entendi, estava aconchegado em seu colo, vendo e tocando o, talvez, maior de seus mistérios.

Ele tomou a minha mão e me fez sentir as superfícies de cada uma de suas cicatrizes. Eu vi, pelo brilho de seu olhar, o quanto Uchiha Sasuke, o homem mais forte e mais inabalável do mundo, estava exposto, quase que… Eu ouso dizer, vulnerável. Sasuke estava livre de sua armadura e agora, pelo menos por esta noite, era simplesmente um homem retalhado pela vida.

— Você conquistou o direito de entrar na minha vida como só Maiko conseguiu até hoje. — abraçou-me, me trazendo para mais perto de si. — Eu não me preocupo com Itachi ou com Shisui… Mas você e Maiko… — beijou o meu pescoço e arfou. — Me fizeram o homem mais feliz do mundo. — ouvi-o suspirar. — Eu te amo, Naruto, e obrigado por não desistir de mim… Eu te amo. — me fitou e sorriu. — Como nunca amei ninguém na minha vida.

— Eu também te amo, meu amor. — enlacei seu pescoço e o beijei apaixonadamente. — Eu te amo tanto, tanto, que vivo a me perguntar como cabe todo esse amor dentro de mim. — sussurrei sobre seus lábios, de olhos fechados.

Nos beijamos apressadamente, como se fizesse anos que não fazíamos isso. Sasuke me abraçava de tal modo que parecia que ao me soltar eu desapareceria entre seus dedos. Ele me encheu de beijos apaixonados e intensos, fazendo meu corpo se aquecer a níveis que eu não sabia que era possível. Droga, eu quero Sasuke agora, dentro de mim, me fazendo seu como só ele sabe!

— Deu para mim, little bitch… — falou, com aquele tom de voz que me diz que eu vou ser fodido até perder os sentidos.

Sasuke me olhou: ardendo em chamas, me dizia que não esperaria mais. Afastei mais minhas pernas, para dar mais de mim a ele, e Sasuke entrou de uma só vez, num único movimento, apertando seus braços ao meu redor. A dor que senti foi tão bem vinda que gemi alto, quase gritando. O prazer que a dor me trazia se alastrava por todo meu corpo, me deixando mole nos braços de Sasuke.

Ele rosnou alto, investindo contra a minha pélvis, entrando e saindo gostosamente de mim, beijando carinhosamente os meus joelhos. Seus olhos prenderam-se aos meus e ele não parou um só instante de me olhar, parece até que se esquecera de piscar. O diabo estava de volta e ele queria muito me amar. Eu queria ser amado pelo diabo.

— Naruto, eu vou te contar… — suas mãos afagavam as minhas pernas, dando tapas seguros nas coxas. — Eu já fodi muita gente nessa vida, homens e mulheres, mas absolutamente ninguém se compara a você.

— Hum… — gemi em seu ouvido. — Pensei que você não soubesse rebolar! — e depois ri.

— Tive um ótimo professor. — Sasuke colocou minhas pernas de lado, inclinou-se sobre mim e empurrou com mais força, enquanto me beijava vorazmente.

Nossos corpos se chocando era música para os meus ouvidos. Eu o sentia tão profundamente que meus olhos voltaram a lacrimejar. Isso parecia uma metáfora da minha vida, ele estava tão dentro de mim, tão enraizado, que acabou sendo uma parte de mim. Kami, eu estou tão apaixonado por esse homem controlador e irreverente.

Sasuke continuava investindo furiosamente dentro de mim, seu rosto perto do meu, sua mão apoiando na cabeceira da cama, enquanto a outra me segurava perto dele. Eu tentava manter minha respiração controlada, olhando para o seu rosto, achando-o absurdamente sexy com aquela expressão séria, os cabelos negros caídos, fazendo sombra em seu rosto, deixando seus olhos de um vermelho mais intenso que o normal, os músculos do maxilar completamente rígidos e a boca levemente aberta, acompanhando a minha respiração.

— Puta que pariu, Sasuke! Você é gostoso pra caralho! — mordi meu lábio de propósito, provocando-o.

— Só para você, seu safado bom de foder. — ele me beijou e no ato mordeu meu lábio inferior. — Adoro quando se contraí comigo dentro. Porra, você é um puta homem gostoso!

Ele agarrou-me e me virou de costas para si. Fui penetrado violentamente de novo, meu ombro foi chupado e mordido por ele, enquanto minha bunda era estapeada com força, a pele ardendo novamente, me fazendo lacrimejar de satisfação.

Parou, de repente, ele parou.

— Faz o que você sabe fazer, minha pequena vadia. — agarrou com força meus cabelos entre os dedos e puxou-me para trás. — Delícia de homem.

— Você quer que eu rebole? — perguntei sensualmente, com a voz arrastada.

— Se eu quero? — devolveu com um tom ainda mais sensual. — É sua obrigação rebolar para mim, Naruto. — mais tapas na minha bunda.

— Obrigações não deveriam ser chatas? — comecei a rebolar lentamente sobre o membro dele, fechando os olhos, totalmente entregue.

— Não nesse quarto, não no meu mundo. — Sasuke abraçou o meu torso, curvando para trás, praticamente sentando sobre os calcanhares.

Me apoiei em suas coxas fortes e acelerei os movimentos aos poucos, tentando fazer o que Sasuke vive me aconselhando: “aproveitar o momento”. Meus gemidos eram mais frequentes, e quando não aguentava mais aquele ritmo lento, inclinei mais meu corpo para frente e comecei a cavalgar com rapidez, sentindo o pênis de Sasuke pressionar aquele pontinho, que me faz revirar os olhos, com força. Ouvi o gemido gutural de Sasuke ecoar pelo quarto, sua mão deixara os meus cabelos e agora apertava a minha nuca.

Pressionei-o dentro de mim, involuntariamente, e apertei suas coxas com força, tentando me manter são. Sasuke empurrou-me, obrigando-me a deixá-lo. Virou-me de barriga para cima, içou meu corpo no ar, minhas pernas indo para os seus ombros e eu fui imprensado contra a cabeceira da cama. Tornou a meter furiosamente, acertando sem piedade o meu ponto sensível, sua testa encostada na minha e seus olhos queimando a minha alma. Mantive meus olhos abertos, com um pouco de dificuldade, observando-o febrilmente e comecei a gemer sem cessar, as vezes seu nome, outras vezes coisas incoerentes até para mim mesmo.

Meu corpo não aguentava mais, era demais para mim, principalmente com aquele olhar matador de Sasuke. Eu ia gozar de novo. Senti um arrepio gostoso descer de minha nuca e olhei desesperado para o meu namorado quando senti a pressão no meu baixo ventre aumentar a ponto de eu achar que fosse explodir.

Abracei seu pescoço com força e gemi longamente seu nome, minhas pernas parecendo gelatina, enquanto me derramava sobre meu próprio abdômen. Sasuke arfou gravemente em meu ouvido, puxando meus cabelos e me empurrando contra a madeira da cama, enquanto me preenchia por completo. Foi violento, foi intenso, foi louco, foi só nosso.

Meus sentidos foram me abandonando aos poucos, mas eu acredito ter ouvido ele dizer algo antes que eu desmaiasse. “Vou sentir sua falta”. Não faz sentido algum. Mergulhei na escuridão tranquila do pós-orgasmo.

Acordei sentindo algo quente tocando a minha pele, como se eu flutuasse no ar ou boiasse na água. Abri pesadamente meus olhos e me deparei com o banheiro mais incrível que eu já vi, pois bem a minha frente havia duas portas de correr de vidro e por elas eu via o bosque que contornava a mansão. Chovia, mas já era de manhã.

O banheiro era todo trabalhado no branco e no champagne. Eu estava mergulhado até o peito numa banheira enorme, com espuma branquinha. Havia incensos acesos ao redor da banheira, dando uma sensação de paz e limpeza interior inexplicável. Um banho de sais com hidromassagem feita pelas bolhas. Quase perfeito.

A perfeição mesmo era ver Sasuke embaixo de mim, com um braço ao meu redor, os dedos afagando o meu corpo, enquanto o outro estava estirado sobre a borda da banheira, o rosto caído para trás, os cabelos jogados na mesma direção. Perto de seu braço estirado haviam potes feitos de madeira, de modo artesanal, que eu não soube o que era. Sorria minimamente, talvez curtindo tudo o que aquele banho proporcionava ao seu corpo.

Eu estava deitado sobre seu peito, aconchegado, enquanto a água fazia sua mágica.

— Bom dia, flor do dia… — ele sussurrou, sorrindo, ainda de olhos fechados.

— Bom dia, Sr. Uchiha. — tentei falar sério, mas acabei rindo gostosamente.

— Agora eu sou só Sasuke… — Sasuke suspirou e me fitou, trazendo-me mais para perto de si. Ele cheirou o meu pescoço com avidez e riu. — Como você está?

Sasuke ajudou-me a beijá-lo, pois eu não tinha forças nas pernas para me impulsionar para cima, e ao contrário do que eu imaginei, não havia marcas pelo meu corpo, pelo menos nas regiões que a minha vista alcançava. E eu não sentia tanta dor.

— Estranhamente eu não sinto dor. Por que? — perguntei curiosamente, fitando-o por cima de meus ombros.

— Receita minha… É um unguento especial. Eu o chamo de “Some evidências”. — deu um riso sacana. — Muita gente agradece até hoje por eu ter aplicado o unguento e as evidências do crime terem “desaparecido”. — fitou-me. — Só fiz isso por causa da festa, do contrário, sua pele andaria perto do roxo.

— Hum… Roxo é legal. Eu gosto de roxo. — fiz um biquinho para ele.

Sasuke tocou meu ombro, afastando a espuma e eu vi um curativo ali.

— Mas não se preocupe… Fiz questão de que algo fosse deixado, para que esse momento seja eternizado. — ele tocou a cicatriz da minha mordida. — Da mesma forma que você fez em mim. — e bateu os dentes, sugerindo uma mordida forte.

— Ela é linda... — falei, sorrindo carinhosamente, me sentindo estupidamente feliz. — Eu gostei muito. Parecem gêmeas, né?

Ele meneou a cabeça, não concordando muito bem, mas abrindo mais seu sorriso lindo. Até seus olhos negros sorriam.

— Prefiro pensar como… — sua mão entrelaçou na minha e o indicador fez um círculo no ar. — A amostra da infinidade do que sentimos. Círculos perfeitos, nos unindo tanto quanto o sutil fio das soulmates. — um beijo leve em minha testa. — Gosto de pensar assim. Cicatrizes contam histórias… Dos mais variados tipos… A nossa...— ele disse “nossa”. — Conta a nossa história, com seus longos anos de existência. A nossa conturbada vida de soulmates.

Mais um beijo em meus lábios e eu fui levantado no ar, em seus braços, sendo levado para fora da banheira. Ele cuidou de mim, me vestiu e me levou para outro de seus cinco quartos, o que Sasuke chamava de “quarto de descanso”. Disse-me para dormir enquanto ainda tinha tempo, que ele logo viria deitar-se comigo, só tinha que avisar do almoço para as cozinheiras da mansão.

Não dormi, me recusei a dormir, por mais que o corpo clamasse, enquanto Sasuke não viesse.

Sentir seus braços ao meu redor, sua respiração forte em meu rosto, sua pele cheirosa e quente me recebendo, seu corpo inteiro acolhendo o meu, foi simplesmente divino. O melhor presente que Sasuke poderia me dar era a si mesmo.

Notas finais
DiAngelo: Gente, é muita informação! Eu sei, desculpa! :''''''') Naruto GOXTA de apanhar!!! Sasuke finalmente mostrou o seu belo corpo marcado pela vida! *-* E esse amor gostosinho e violento? Como lidar? Eu num sei de mais nada, to indo me abanar! Tchau o/ Nonna: ............................. Loading............... Carregando a vida............... 10% Negada....? Não. Sério. Negada....? Negada?! Vcs tão aí :') ? Esse cap foi de enterrar no núcleo qm tava no chão, foi não? E o q vcs acharam de descobrir pq El Diablo não fazia sem roupas? E El Diablo safadenho atiçando o galego? E como lidar com esse cap inteiro sabendo q o coitado vai morrer?! T^T Negada.... Se vcs tiverem aí.... Comentem, recomendem, favoritem, sejam felizes.... Só não compartilhem porque.... Cês sabem né? *aquela carinha* esse cap não. Té o/