Notas iniciais
DiAngelo: E AÊ, MEU POVO! Como anda a vida? Se tiver boa, vai melhorar e se ñ tiver, agora fica, porque o cap de hoje é o pipoco dos trovão! *aquela carinha* Narrado por ngm mais, ngm menos do q o Uke Rei, Uchiha Shisui! Gente, segura o forninho, pq ele foi agraciado diretamente pelo Incúbus, o cara é pura sedução! *se abanando* O q temos pra hoje? A noite de núpcias do casal trouxisse! O TÃO esperado lemon de vcs, bando de tarado! Recomendações para a leitura: 1 - Liguem o ventilador ou ar-condicionado, pq o negoço vai pegar fogo; 2 - Ñ leiam no busão nem no metrô, cs ñ querem chocar a senhorinha do lado, né? kkkkkkkkkkkkkk O cap ficou ENORME, mas tem nada ñ, o Uke Rei pode! Então sem mimimi, seus gotas! Mas vamo simbora pro cap agora :* Nonna: Então, minha gente, esse lemon é R18 digno da família Uchiha, o primeiro feito por nós duas, então por favor comentem sobre como ficou, se deu certo, se não pareceu estranho, pq virão outros e precisamos saber se agrada. Esse cap gigante cheio de amor, carinho e surpresas, pois esse casal q se ama a mais de vinte anos, esperando o momento certo para ficarem juntos, é dedicado para Yuy, minha cara leitora de outras paradas, espero que gostes. Lá embaixo eu trago uma proposta para vcs, então curtam sem pressa, montem uma playlist de músicas românticas e vamo de cap.

Mal chegávamos em casa e o celular de Itachi já tocava, meu olho direito chegou a tremer de irritação. Porra! Nem na noite de núpcias as pessoas davam um desconto ao grande médico Uchiha, o mais gostoso de Konoha, diga-se de passagem. Mas escondi minha vontade de jogar o celular pela janela do carro com um sorriso encorajador, o liberando para atender, infelizmente podia ser do hospital e por mais que eu quisesse passar a noite rolando nos lençóis com Itachi, eu não poderia deixar alguém morrer por minha causa. Não sou egoísta a esse ponto.

— É o Neji, ele está de plantão hoje. Prometo ser rápido, Shisui. — ele falou, enquanto descíamos do carro.

— Tudo bem, querido, leve seu tempo. — me aproximei do meu, agora, marido e dei um rápido beijo em seus lábios.

É assim mesmo. Ter um relacionamento com um médico pode ser cansativo as vezes. Eu admiro muito a forma que Itachi se porta perante seu trabalho, mas poxa! É o início da nossa lua-de-mel! Não que eu esteja chateado com ele, longe disso, Itachi sempre me deu toda sua atenção e esses últimos dias então... Bom, não tenho do que reclamar, meu marido é muito atencioso e gentil. E é por isso que estou levemente irritado e chateado, por essas qualidades, ele não consegue deixar ninguém na mão e coisas como essa acontecem. As pessoas não percebem que ele tem um vida fora do trabalho e muitas vezes nem sequer se importam se ele está cansado, ocupado ou, como pode ser visto, em lua-de-mel.

Fui andando na frente e abri a porta de minha nova casa, Itachi me seguia de perto, mas sentou no sofá da sala para resolver o que quer que ele estivesse resolvendo. Me encaminhei para nosso quarto, ainda ouvi algo sobre dissecção da aorta e ignorei, minha presença não faria a menor diferença no trabalho de Itachi, quer dizer, provavelmente eu ia acabar atrapalhando. Assim que entrei no quarto e passei pelo closet, vi que um moletom de Itachi estava no chão, possivelmente havia caído do cabide.

Fui até ele com a intenção de o devolver ao cabide, mas assim que o peguei, consegui sentir uma leve fragrância, era o cheiro de Itachi. Aproximei-o do meu rosto e aspirei o perfume. Hum... Delicioso. Logo uma ideia surgiu na minha mente e eu dei um sorriso digno de um Uchiha que acaba de pensar em um plano maligno. Peguei o moletom e fui escondido dar uma checada em Itachi, eu queria saber o quanto entretido ele estava na ligação. O vi ainda sentado no sofá, de pernas abertas, o cotovelo apoiado na coxa enquanto sua mão esquerda esfregava sua nuca, provavelmente incomodado com a ligação e a sua outra mão segurava o celular na orelha. Sua cabeça estava baixa, por isso ele não me viu.

Sorri. Eu poderia passar horas o admirando, sem me cansar. Itachi é tão lindo e com essa pose desleixada... Meu coração falhou uma batida antes de acelerar como louco. Eu ainda não consigo acreditar que ele é só meu. Meu marido. Meu homem. Meu tudo. Minha vontade era de arrancar aquele celular de sua mão, sentar em seu colo e o beijar da forma mais faminta possível, mas me abstive a seguir meu plano inicial.

Imagino que ele ainda vá demorar mais algum tempo, o que me dá minutos o suficiente para colocar meu plano em ação. Me apressei em seguir até o banheiro e tranquei a porta, por via das dúvidas. Coloquei a banheira para encher com água morna e tirei meu smoking. Só de cueca box, branca, vesti o moletom, azul marinho, de Itachi, daqueles que tem bolsos na frente. Se não me engano, ele o usa para correr. Fechei o zíper e puxei as mangas até os cotovelos, propositalmente deixando um ombro mais exposto do que o outro. Retornei a banheira e vi que ela já estava pela metade de água, peguei alguns sais de banho no armário debaixo da pia e joguei nela. A água que caia da torneira servia para misturar os sais e alguns segundos depois, a espuma já surgia.

Senti que faltava algo e comecei a fuçar o armário, procurando alguma coisa que ajudasse na minha empreitada. Achei algumas velas aromáticas e acabei gostando da ideia de as usar. Espalhei algumas pelo banheiro, sem me importar em usar os potes de vidro, minha ansiedade estava chegando a um nível alarmante e tudo que eu queria era terminar logo para ir buscar Itachi, porque nada disso funcionaria sem ele. As acendi com um isqueiro, que achei no armário também, e apaguei a luz do banheiro, mas acendendo o led que tinha exatamente acima da banheira.

Quando menos percebi, eu já estava sorrindo de forma travessa, pois eu era uma das poucas pessoas que conseguia abalar Itachi facilmente, derrubando aquela máscara de serenidade que ele usava. Minha diversão era evidente só em imaginar suas reações, imagina quando eu as visse. Lambi os lábios quando uma imagem de Itachi se engasgando, tentando desesperadamente voltar a respirar, era reproduzida em minha mente. Cheguei até a gargalhar de forma tenebrosa.

A banheira já estava cheia, então fechei a torneira. Dei uma olhada em volta e fiquei satisfeito com o ambiente. A meia-luz das velas e do led dava ao lugar um tom sensual, exatamente como eu queria. Destranquei a porta e fui apagar a luz do quarto também. Chamei Itachi dali mesmo, dizendo que eu precisava muito da sua ajuda numa coisa. O que não deixava de ser mentira. Voltei ao banheiro já sorrindo, imaginando novamente a cara que Itachi faria quando visse o que eu tinha aprontado para ele. Sentei na beirada da banheira e cruzei as pernas.

— Certo, você já fez a terapia analgésica e uma para evitar complicações, se não teve jeito, o paciente vai precisar de uma cirurgia urgente. — ouvi a voz nervosa de Itachi, ele já estava se aproximando do quarto. — O hospital já acionou o outro cardiologista, certo? Tudo que você pode fazer agora é esperar ele chegar. — agora sua voz vinha propriamente do quarto. — Só um momento, Neji...

Itachi apareceu na porta do banheiro e me encarou com olhos arregalados, o que facilitou a visão de seus olhos mudar intensamente do preto para o vermelho. Mordi meu lábio inferior em resposta. Sua boca abriu em um arfar mudo.

— Ne… Neji, você já fez todos os primeiros socorros, só espere. Agora preciso mesmo desligar. Uma situação mais urgente pede minha atenção. — ele gaguejou inicialmente, depois sua voz começou a sair falha, causada pela rouquidão que foi se instalando aos poucos.

— Situação mais urgente? — arqueei uma sobrancelha e sorri. — Tudo bem querido, posso começar sozinho… — seus olhos brilharam perigosamente.

— Nem pensar. — ele quase perdia o ar de seus pulmões. — Começaremos isso juntos, vamos terminar juntos agora!

— Você que manda, Itachi. – falei, me levantando e me aproximando sedutoramente dele.

É agora. Quero vê-lo se debater que nem um patinho.

O puxei pela gravata e mordi seu lábio inferior. Depois arrastei meus lábios pela sua bochecha e suguei o lóbulo da sua orelha, puxando delicadamente seu brinco. Ele arfou audivelmente.

— Espero que você não atenda mais nenhuma ligação. — Sussurrei no seu ouvido. — Pelo menos até amanhã. — Assoprei onde minha língua havia passeado.

— Sim, senhor. — eu ri ao vê-lo apressadamente desmontar o aparelho e jogá-lo dentro da pia, sem se importar se havia água ou não.

— Eu estou com muito calor, Itachi. Imagino que você esteja pegando fogo dentro desse smoking. — agora eu beijava seu pescoço, o chupando logo em seguida. Senti as pernas dele bambearem e só pude rir de sua situação.

Sabe qual é a vantagem de ser um Uchiha? A habilidade incrível em desfazer-se de roupas sociais. Itachi não levou nem cinco minutos para ficar só de cueca diante de mim, deixando suas roupas caírem graciosamente no mármore frio do banheiro. Lambi meus lábios com a visão de Itachi quase totalmente nu. Me afastei um pouco dele para puxar lentamente o zíper do seu moletom, vi que os lábios de Itachi tremeram e eu só podia me divertir com a forma que ele se abalava com minhas ações.

— Eu sei que vai parecer inconveniente… — ele falou com a voz falhada, apoiando-se na pia. — Mas se Sasuke me visse agora, eu estaria condenado para sempre. — seu tom brincalhão me fez rir sem que ele visse.

— Tudo bem, querido, prometo não contar a ninguém. — pisquei o olho e terminei de tirar o casaco. — Não é a toa que te apelidei de Zé Lerdeza. — mordi o lábio, provocando-o.

Senti seus dedos trêmulos em minha cintura. Itachi beijou meu ombro e riu.

— Zé lerdeza, é? — lentamente ele foi puxando minha pélvis para perto da sua e eu senti que nem tudo nele era lerdo — Não acha que mereço um apelido melhor?

— Prometo te dar um apelido muito melhor… — segurei seus longos cabelos negros nas mãos, em um rabo de cavalo, e os puxei de leve, de forma que seu rosto se elevasse um pouco, expondo sua boca. — Mas você tem que merecer.

Uni meus lábios aos dele em um beijo amoroso e logo minha língua já passeava entre seus lábios, ele meu recebeu de bom grado. Mas eu não estava ali para brincadeira, eu queria tudo que ele pudesse me dar, então intensifiquei o beijo, minha língua afoita passeava por toda sua boca e se unia a dele em movimentos cada vez mais escandalosos. Eu queria roubar seu fôlego e aparentemente, estava conseguindo, porque Itachi tentava desesperadamente puxar um pouco de ar durante o beijo.

Alguns minutos depois já esfregava meu corpo ao dele, enquanto arranhava suas costas. Senti suas mãos fortes em minhas coxas e então fui içado no ar, instintivamente enlacei sua cintura com as pernas e sorri satisfeito com sua língua passeando pelo meu peito.

— Sabe quantas vezes eu sonhei com isso? — ele sussurrou rouco, antes de apossar-se de um dos meus mamilos e lambê-lo com uma devoção categórica.

— Espero que muitas, se não eu estaria muito decepcionado. — falei manhosamente. Logo gemendo em seguida, devido as carícias que ele distribuía em meus mamilos.

Itachi me desceu devagar, fazendo questão que o atrito de nossos corpos aumentasse e sua língua criasse uma rota do meu peito para a minha nuca. Ele apoiou as duas mãos na parede e arfou, deixando todos seus músculos tensos. Achei sua pose muito sugestiva e sinceramente? Gostei muito, pois não era possível que eu fosse fazer tudo sozinho. Ri com meu próprio pensamento.

Seus olhos não me fitavam. Havia uma certa indecisão em seu semblante. No que será que ele está pensando agora? De repente sorriu, como se tivesse ouvido algo engraçado sobre si.

— Shisui. — ele me chamou, descendo seus olhos para o meu rosto. Seu olhar era doce, apesar de seus olhos vermelhos me desejarem. — Você é tão lindo… — revirei meus olhos.

— Eu sei, Itachi. Não é a toa que meu sobrenome é Uchiha. Mas agora fica aí mesmo onde você está e só me observa.

Itachi abriu um largo sorriso e fechou os olhos, como se concordasse com algo. Isso está estranho, muito estranho. Ele aproximou o rosto do meu e não me tocou, deixou sua respiração fazer o favor de me provocar um formigamento por onde passava. Desceu devagar, ajoelhando-se, deslizando os dedos pelo mármore frio. Beijou meu joelho e começou uma trilha suave para dentro das minhas coxas. Fui abrindo minhas pernas, dando espaço para ele. Uma mordida anunciou seu ato de brincar com o elástico da minha cueca.

Não acredito nisso! Ele acaba de roubar minha ideia. Dá para acreditar numa coisa dessas? Eu poderia até tomar as rédeas da situação de novo, mas quer saber? Não me importo nem um pouco em deixá-lo me controlar. Eu gosto desse equilíbrio. Dominar e ser dominado. Itachi tem liberdade para fazer tudo o que quiser e eu aceito de boa vontade.

— Você é o homem mais lindo do mundo… — sua voz abafada por minha pele provocou-me um arrepio longo. Suas mãos foram lentamente para os meus glúteos e um leve aperto me fez arquear o corpo. Então ele foi retirando a peça, com calma e concentração — Só que eu quero saber… — ele riu, interrompendo sua própria fala.

— O que? — o incentivei, enquanto mordia meus lábios.

Fui virado de vez, imprensado contra a parede depois de ter a peça completamente retirada. Itachi rosnou quando esmagou minha bunda entre seus dedos. Sua boca veio ao meu ouvido enquanto uma mão deslizava para meu ventre e a outra me matinha ali, com o rosto contra o mármore frio. Mordeu-me no pescoço enquanto seus dedos massageavam minha intimidade.

— Se você é tão gostoso quanto nos meus sonhos! — gemi com sua mudança de comportamento repentina. Hum... Gosto desse Itachi viril e másculo.

— Prometo elevar suas expectativas… — Devolvi a provocação.

Ouvi-o rir. Sua risada estava quase próxima a de Sasuke, quando este se divertia com alguma coisa implícita. Itachi parou de me tocar. Estranhei. Sua mão se afastara de mim e a outra retornara para a parede. Devo me virar para saber o que há com esse silêncio repentino? Quando percebi que ele continuava sem me tocar, virei a cabeça, olhando para trás. Sua mão me impediu de seguir com o movimento, obrigando-me a fitar a brancura da parede.

— Você está tentando me irritar, Itachi? — esbravejei seu nome. Mas o que?! Se for para ser assim, melhor que eu volte a controlar a situação.

Nada. O maldito silêncio continuava. Apertei os punhos pronto para dar uma surra nele quando um som peculiar me fez parar: aquele barulho que fazemos quando tiramos um dedo da boca. O que ele vai fazer?

— Itachi, que porra é que… — minha fala foi impedida por uma sensação gelada na altura do cóccix. Descia, devagar, seguindo a linha do meu traseiro e retornava. Arrepiei-me completamente — O que está… — de novo fui interrompido quando senti algo entrar em mim, lento, investigando, procurando.

Não era tão grande para ser o que eu queria, mas tive certeza que ainda fazia parte do corpo de Itachi. Deveria ser seu dedo. Devagar foi tateando-me até achar a minha entrada. Saiu. Não, pelo amor de Kami, não! Na hora que eu estava gostando. Quando pensei em reclamar, senti dois dedos seus entrarem de uma vez em mim, me empurrando para frente e me fazendo subir na parede, meio como o Homem-Aranha. Itachi me manteve ali, apoiando meu corpo no seu, enquanto empurrava seus dedos dentro de mim. Gemi luxuriosamente.

Só consegui ouvi-lo arfar enquanto tentava rir. Sua boca ocupou-se de chupar a pele das minhas costas, com aquela possessividade típica da raça de Fugaku. Pelo menos eu teria algumas marcas para me ajudar a contar a história a Naruto.

— Um pouco de pressa não mata ninguém, querido! — tentei soar irritado, mas só consegui que minha voz saísse falha, enquanto meus olhos reviravam em suas órbitas.

— Não vai me deixar realizar meu sonho, Shisui? — caramba, quem é esse? Sua voz saiu grave, quente, perigosa no meu ouvido. Eu senti que poderia gozar só com isso. — Não vai me deixar fazer o que eu quiser com você?

— Faz, Itachi, mas faz logo. — gemi. Eu até, mentira, eu estava gostando muito daquele lado poderoso dele. — Daqui para o fim da noite penso em um novo apelido para você. — consegui rir baixinho.

Ele riu daquele jeito estranho de novo.

— Daqui para mais tarde, você não vai pensar em mais nada. — ele falou autoritário, empurrando outro dedo em mim e acelerando as investidas — A única coisa que vai passar pela sua cabeça é a loucura do nosso prazer.

Uau! É assim que meu marido é na cama? Porque demoramos mesmo para fazer isso? Eu posso me acostumar com esse Itachi possessivo. Quer dizer, ou eu sou sortudo ou muito sortudo. Porque ele é inteligente, lindo, gostoso e quente como o inferno.

Seus dedos saíram de uma vez de mim e eu senti seu corpo se afastar. Virei-me. Itachi estava sentado na privada, lambendo os dedos que usara e me olhando com um olhar rubro e provocador. Me julguem porque eu deixei passar um detalhe importante: Itachi está usando uma cueca vermelha estilo sunga de banho. Como, por todos os poderes de Kami, eu não vi esse pecado? Ele terminou de lamber os dedos e apoiou as mãos nas pernas afastadas.

Parecia esperar por algo. Seu rosto sério me confirmou a hipótese. Sorri para ele, enquanto me aproximava e encarei descaradamente seu pênis excitado, por baixo da cueca. Me ajoelhei entre suas pernas e passei as mãos por suas coxas fortes e grossas, subindo até seu quadril, enfiando meus dedos dentro da peça e a puxando, com a intenção de retirar. Ele levantou um pouco o corpo, e consegui tirar sua cueca, jogando-a para algum lugar que realmente não estou interessado em saber.

Itachi segurou minha cabeça, dando aquele sorriso estranho, e ao invés de me deixar mergulhar de boca, como eu queria, ele acariciou meu rosto com seu membro. Abriu minha boca com o polegar e passou a sua glande molhada em minha língua. Sua mão deslizou para o meu queixo e ele se curvou, para me beijar ferozmente. Sua outra mão buscou as minhas e guiou-as para o seu pênis quente e pulsante.

Nos beijamos com necessidade, desejo, fogo. Ele arfou ao se afastar. Simplesmente Itachi cruzou suas mãos acima da cabeça e deixou-se a minha mercê. Finalmente ele está me dando a autonomia que eu preciso para me deliciar com seu gosto. Passei minha língua da base até o topo de seu membro, repetidas vezes, umedecendo-o, depois a deixei dar algumas voltas na glande e chupei somente a cabeça do seu pênis. Não me demorei muito ali, pois tudo que eu o queria era o sentir, de preferência, todo de uma vez. E “mergulhei” de uma vez por todas, relaxando minha garganta e o apertando em minhas bochechas comprimidas. O suguei intensamente, num vai e vem inicialmente lento, que ia acelerando aos poucos.

Itachi fechou os olhos movendo suas pupilas para trás. Suas mãos deslizaram pelos meus braços e foram para os meus cabelos, afundando-se neles. Então ele arfou, baixo, sorrindo como um bêbado que acabara de tomar o melhor dos drinks.

— Não precisa… — ele gemeu — Ter piedade de mim… Porque eu não vou ter de você.

Não respondi, agora que eu o tinha na minha boca, não sairia dali nem tão cedo. Escorreguei uma das minhas mãos para os seus testículos e os acariciei com delicadeza, enquanto continuava a chupar seu membro, que ficava mais duro com minhas carícias. Voltei a lamber sua glande, me demorando na fenda. Apertei levemente suas bolas e o sentir pulsar em minha boca quando o pus de volta nela. Rodeei a cabeça de seu pau com a língua novamente, mas dessa vez com seu pênis dentro de minha boca e arrastei levemente meus dentes quando o soltei de meus lábios.

Ouvi-o arfar, sorrindo, arqueando o seu peito. Itachi apertou seus dedos em meu cabelo e me empurrou com força, obrigando-me a o engolir de uma vez até a base. Senti meus olhos lacrimejarem, mas eu não podia reclamar, não quando era tão bom ver que ele estava gostando tanto quanto eu. Ele puxou meus cabelos de novo e finalmente pude respirar.

Ele negou, estalando a língua. Foi se levantando e me levou consigo para a pia. Beijamo-nos com carinho, trocando sabores e sentimentos pelas línguas.

— Você é virgem, Shisui? — ele indagou com aquele sorriso diabólico que tentava se parecer com o do irmão. Eu acho que eles andaram conversando.

— Você está de brincadeira, né? Sabe que tenho 40 anos? É claro que não sou! — revirei os olhos para ele.

Seus olhos se abriram imensamente num ímpeto de fúria. Ele girou meu corpo e chocou-me contra a porta do banheiro. Meu gemido de dor foi engolido pelo de ser invadido repentinamente por Itachi, sem piedade, como ele dissera. Itachi estapeou com força a minha bunda e abocanhou minha nuca enquanto se movia ferozmente dentro de mim.

Puta que pariu! O homem enlouqueceu de vez! Senti um arrepio sinistro por causa da dor e da ardência. Mesmo que ele já tivesse me preparado, isso não anulava o fato de ter sido um bruto na hora da penetração inicial. Me subiu uma vontade louca de me soltar dele e esmurrar sua cara. Eu amo Itachi, muito, mas meu corpo ainda é meu, o mínimo que ele me deve é respeito!

— ITACHI, SEU IMBECIL. — gritei mesmo. O que aquele idiota estava pensando? — A culpa não é minha se você demorou mais de vinte anos para tomar uma atitude. Não, pera, fui eu que tomei! — falei furiosamente.

Ele parou, ofegando, os lábios encostados onde antes mordiam. Suas mãos foram para a porta, suas unhas arranhavam a madeira sem emitir som nenhum. Silêncio, aquele estranho silêncio de novo. Seu peito de vez em quanto tocava a pele das minhas costas, de acordo com sua respiração.

— É melhor você ser mais cuidadoso, se não quiser ser espancado! — eu ainda ardia de fúria e dor. Mas tentei relaxar, não queria piorar a minha situação ficando tenso, muito menos ficar chateado com meu marido logo agora.

Devagar, suas mãos desceram da porta e envolveram a minha cintura. Fui abraçado e onde antes eu recebia mordidas, passei a receber beijos delicados. Sua cabeleira lisa caiu por cima de meus ombros. Era como se ele pedisse a minha permissão para se mover.

— Tudo bem, amor. Só não surta de novo. — sussurrei e o encorajei rebolando no seu pênis ereto, que ainda se mantinha abrigado em mim.

Itachi arfou e começou a se mover, devagar, entrando e saindo todo, na velocidade que seus beijos ocupavam meus ombros. Suas mãos acariciaram onde antes ele me machucara com seus tapas, todo o meu corpo foi relaxado com suas carícias gentis e logo aquele calor gostoso, de baixo para cima, retornou. Itachi correu os dedos para os meus mamilos e os beliscou de leve, me fazendo rir e me arrepiar.

Ele nada dizia, só investia em mim com aquela lentidão concentrada. De novo o estranho silêncio se intercalava entre nós. Tem algo errado com ele.

— Itachi? — tentei.

Nada, quieto, nem um gemido ou um suspiro. Suas investidas aceleraram um pouco, procurando meu ponto sensível, suas mãos ergueram de leve o meu traseiro para que ele pudesse meter melhor, indo mais fundo dentro de mim. Sua boca se afastou das minhas costas e agora eu só sentia seus dedos e suas coxas atrás das minhas. Gemi com suas investidas, mas aquele comportamento estava me deixando extremamente frustrado.

— Não consigo… — foi o que ele sussurrou, simplesmente do nada, tão baixo que eu pensei ter sido um pensamento meu.

— O que? — perguntei, enquanto franzia as sobrancelhas. Agora eu estava ficando inquieto. — Você está me preocupando, Itachi.

Ele parou. Guiou-me, comigo ainda de costas, para a pia e me fez apoiar-me nela. Tornou a me penetrar, porém manteve meu rosto baixo para que eu não pudesse olhar-nos através do espelho. Minha única chance de saber o que estava se passando com ele era olhá-lo, mas com sua mão sobre minha cabeça, ficava impossível.

— Estou ficando irritado agora. — rosnei. — Não acho que você queira isso! — alertei-o.

Sua mão saiu de minha cabeça e eu pude me levantar. Fitei os nossos reflexos no espelho. Havia algo de errado, muito errado. Tentei focar a vista para entender o que era, mas Itachi achara o meu ponto sensível e agora só investia nele, com o rosto afundado na curva do meu pescoço, os cabelos cobrindo sua face e seus braços me abraçando carinhosamente. Uma de suas mãos envolveu meu falo e começou uma masturbação deliciosa. Me deixei levar pelos gemidos.

Mas Itachi continuava em silêncio e havia aquela estranheza no espelho, talvez perto da privada. Num golpe de vista, eu entendi que era uma silhueta. Havia algo atrás de nós.

Pensei em perguntar ou falar algo, mas estava vindo, eu podia sentir. Itachi estava estocando com mais força, mais precisão, reagindo aos estímulos do meu corpo. A masturbação acelerou e a minha vista se nublou. A silhueta ainda estava lá, parada no mesmo canto, nos observando. Meus gemidos ficaram mais altos, de modo que nem soube se ele também gemia. O orgasmo era iminente.

Meu corpo foi comprimido pelo espasmo do orgasmo e ao mesmo tempo eu fui preenchido intensamente por Itachi, que apertou com força seus braços ao meu redor.

— Itachi. — gemi baixinho. Querendo ou não, eu estava muito frustrado com aquele comportamento do meu, então, marido.

Ele me soltou e foi se afastando. Ouvi seus passos indo para trás. Eu me virei-o e o vi ofegante contra a parede, como se acabasse de correr quilômetros. Ele esfregou os cabelos e me fitou com pesar. Engoliu em seco e de alguma forma se arrastou para a banheira. De imediato, resolvi ignorar o borrão que eu havia visto, pois estava mais preocupado em descobrir o que se passava com Itachi. Uchihas não se assustam facilmente.

— Você quer falar sobre isso? — perguntei, pois não estava gostando nenhum pouco daquele clima esquisito.

Itachi mergulhou completamente na água e depois saiu. Continuou sentado, sem me olhar, os cabelos molhados caindo sobre as costas largas. Lindo.

— Desculpa… — sussurrou. — Eu estava com ciúmes.

— Você não acha isso meio bobo? — tentei esconder meu sorriso.

— É que só de pensar… Que a sua virgindade… Pertence a outra pessoa… — ele estirou-se na banheira — Eu sei que é bobagem minha, mas… De certa forma eu me sinto frustrado por não ser o seu primeiro.

— Você é tão bobo, amor. — entrei na banheira também, sentando no seu colo, de frente para ele, e beijei seu pescoço. — Mas tudo bem, gosto de você bobo assim mesmo.

Ele riu baixo.

— Belo apelido você me arrumou, Shisui. Bobo.

— Você tem que admitir que é melhor que o anterior. — ri.

Ele se recostou na banheira, deslizando suas mãos pelo meu traseiro. Arrepiei-me. Itachi veio para o meu pescoço e tocou a parte que ele mordera. De repente ele riu, como se alguém tivesse lhe contado algo engraçado. E me abraçou.

— Não acho que seja certo. — ele murmurou tão baixo que eu tenho certeza que só ouvi porque sua cabeça estava do lado a minha.

— O que?

— Nada. — nos afastamos e ele me beijou — Não foi nada.

— Não tente me enrolar, Itachi. — o repreendi.

— Juro que não foi nada, Shisui. — ele tentava controlar uma crise de riso.

— Do que está rindo, bobo? Fala logo, você está me deixando curioso. — mordi sua orelha.

Itachi gemeu rouco e foi deslizando seus dedos para a minha entrada de novo, apenas afagando de leve. Seus lábios se moveram dizendo “Vou tentar”, mas não era comigo que ele falava. Suas mãos vieram para as minhas coxas, me içando. Me vi sentado na banheira. Ele lambeu dois dedos e eu sorri com sua intenção. Itachi me abocanhou devagar, engolindo-me completamente enquanto tateava a minha entrada com a ponta dos dedos.

Arfei e estremeci quando seus dedos molhados entraram em mim ao passo que sua boca me chupava lentamente. Arqueei minhas costas, sentindo o calor percorrer meu corpo de novo. Droga, ele sabe como me enlouquecer. Gemi enquanto fechava os olhos com força. Sua mão esquerda segurava meu quadril, me mantendo no lugar, e os dedos atrevidos da mão direita me penetravam lentamente, eu queria muito me contorcer, mas Itachi não deixava.

— Quietinho… — ele murmurou ao me retirar de dentro de sua boca, beijando a glande — Eu te disse para não ter piedade de mim, não disse? — gemi frustrado.

— Querido, não estou para tortura hoje. — olhei para ele. — Quanto mais rápido você estiver dentro de mim, mais feliz ficarei. — abri a boca em um sorriso falso. Depois ri de verdade, o que saiu estranho, eu gemia ao mesmo tempo que ria, pois em momento nenhum seus dedos me abandonaram.

Ele riu, desviando brevemente seus olhos para a esquerda e alargou seu sorriso, voltando a me fitar com fogo e vontade. Seus dedos foram mais fundo, seu corpo colou-se ao meu e sua mão foi para o meu pênis, me masturbando na mesma velocidade que me penetrava.

— Não estou te torturando… — ele sussurrou no meu ouvido, escorregando seu nariz pela tez atrás da minha orelha. Estremeci — Eu vou te dar o máximo de prazer. — ele lambeu meu pescoço e sugou a minha orelha. — Vai ser como se fosse a sua primeira vez.

— Você está se preocupando muito, bobo. – falei rouco, gemendo. — Nunca amei outro além de você. Ninguém me faria sentir esses arrepios só com um beijo.

Nos fitamos e novamente ele desviou o olhar para a minha esquerda, bem rápido, depois me beijou devagar, aumentando a intensidade enquanto permitia meu corpo deslizar para dentro da água, para junto do seu. Senti-me ser penetrado lentamente e ofeguei. Ele parecia maior dentro de mim, abrindo espaço por dentro. Só com aquela penetrada, ele chegou ao meu ponto sensível e eu gemi alto, envolvendo seu pescoço.

— Você está tão apertado, Shisui. — ele chupou a pele da frente do meu pescoço.

— Especialmente para você, Itachi. — seu nome saiu em um gemido, extremamente sensual, da minha boca.

Ele franziu o cenho enquanto esperava eu me acostumar, Itachi fitou a minha direita dessa vez e acenou levemente a cabeça.

— Posso te pedir uma coisa?- ele arfou, rouco. Seu corpo estava quente, muito quente.

— O que você quiser. — olhei para ele com ternura.

Itachi deitou-se na banheira, erguendo um pouco os quadris e entrando mais em mim. Empinei mais o bumbum, me apoiando em seu peitoral.

— Rebola. — ele falou com uma timidez, finalmente, coerente com sua personalidade habitual.

— Ah sim, Itachi. Como você prefere? Devagar? — rebolei lentamente. — Ou com mais intensidade? — acelerei os movimentos.

Ele revirou os olhos de prazer, completamente a mercê da minha vontade.

— Eu não… — ele mordeu o lábio — Droga, é bom dos dois jeitos!

— Posso pensar em um jeito de te agradar. — comecei a alternar os movimentos entre lentos e rápidos. E finalmente meus ouvidos foram preenchidos pelos gemidos guturais de Itachi, que tanto fizeram falta na primeira vez.

Vê-lo apertar minha cintura, encarar-me cheio de tesão, reagindo aos meus comandos, era realmente a recompensa pela frustração anterior. Eu tentava prestar atenção em todos os seus movimentos, mas as vezes fechava os olhos e jogava a cabeça para trás, completamente entregue ao prazer. Itachi me abraçou e afundou seu rosto no meu peito.

— Você é incrível, Shisui! — ele rosnou, se apossando de um dos meus mamilos. Gemi sofregamente com todas as carícias. — Tão quente, tão apertado, tão bom…! — revirei os olhos, sentindo o prazer aumentar com o estímulo auditivo.

Sua voz era um afrodisíaco para mim.

— Ah querido, e você é tão gostoso! — minha voz saiu falha, devido a rouquidão.

Nossos olhos se encontraram e se conectaram. Itachi se levantou comigo ainda em seu colo, saiu com cuidado da banheira e fomos para a cama. Ele me beijava enquanto deitava-me com carinho e me penetrava devagar. Seus cabelos longos caíram sobre meus ombros e meu rosto, criando uma divisória do resto do mundo, deixando-nos a sós.

— Como você quer…? — ele perguntou, movendo-se devagar, num rebolado delicioso, fitando-me intensamente com seus olhos rubros.

— Você é lindo, Itachi. Gosto muito de olhar para o seu rosto, mas quero experimentar fazer de quatro com você. — dei o típico sorriso Uchiha para ele.

Itachi riu, beijando a minha boca, saiu de dentro de mim e esperou que eu me posicionasse. Fiquei exatamente como eu queria e com um rebolar o chamei. Ele não se demorou a entrar e parece que ele descobriu como me estimular com a primeira estocada. Fui sentindo cada centímetro seu me preencher até que nossas coxas se encontraram.

— Como? Rápido ou devagar? — ele gemeu rouco no meu ouvido.

— Porque você não tenta descobrir? — me insinuei no seu membro.

Ah, como eu adoro brincar com Itachi! Poderia passar o dia todo assim, provocando-o, seduzindo-o. Como passei tanto tempo sem isso? Descobri meu novo hobbie: tirá-lo do sério; o livrar de sua máscara, de suas amarras. Ele fica delicioso quando se deixa levar.

Meu marido riu e empurrou de vez, com força, acelerando as estocadas a cada minuto que passava. Eu sorri, gemendo em seu ouvido, provocando-o a ir mais rápido. Meus quadris começaram a se mover involuntariamente enquanto Itachi golpeava dentro de mim com mais velocidade e precisão.

— Gosta assim…? — seus dedos apertaram a minha cintura com força. Eu ficaria marcado ali também quando o dia raiasse.

— Sim, Itachi. — arfei. — Exatamente assim! – meus gemidos ficavam mais altos a cada estocada.

Itachi agarrou minhas costas e me suspendeu sobre seu colo, me ajudando a subir e descer, indo mais fundo do que eu achava que podia suportar. Olhei por cima do ombro e nos fitamos. Era claro o desejo do orgasmo simultâneo. Apoiei-me em seu braço e em sua cabeça quando as estocadas ficaram mais fortes, mais fortes que antes, me fazendo perder qualquer traço de sanidade que eu tinha.

— Shisui… Eu estou quase… — ele recostou sua testa na minha, aproximando nossos olhos.

— Sim… Eu também – respondi, gemendo.

Itachi agarrou a minha cintura, deitou-se de vez na cama e continuou empurrando com força e rapidez, acertando meu ponto sensível várias vezes. Eu gritava agora apertando seus cabelos longos entre meus dedos. E então, o êxtase. Foi tão intenso que acabei perdendo os sentidos, caindo num mar de tranquilidade e calmaria.

Só acordei alguns minutos depois, limpo e vestido naquele mesmo moletom e na minha cueca, porém eu estava sozinho no quarto enorme de Itachi. Quer dizer, no nosso quarto. Olhei em volta. Nenhum sinal da sua presença, pelo menos naquele cômodo.

Sentei e chamei alto seu nome, não estava com a menor vontade de sair da cama. Ouvi passos e uma conversa se aproximando. Era ele. Mas conversava com quem? Olhei a hora: duas e quinze. Seria com Sasuke?

A porta foi aberta, mas ele demorou a entrar, como se a pessoa estivesse do lado de fora e ele ainda conversasse algo antes de entrar. Entrou sorrindo de modo carinhoso.

— Já acordou, amor? — ele perguntou, sentando-se na beira da cama.

— Com quem você estava conversando?

Ele corou de leve e baixou o olhar. Tive vontade de morder suas bochechas, mas me contive. Kami, esse homem é fofo demais para seu próprio bem!

— Então você ouviu? — assenti — Bem… Somos casados mesmo, não tem porque eu esconder isso de você. — ele respirou, tomando coragem — Promete que não vai rir?

— Prometo tentar não rir. — mordi o lábio inferior, já sorrindo.

— Eu tenho um… — Itachi esfregou os cabelos — Um amigo. Um amigo imaginário. — arqueei as sobrancelhas.

— Como nunca percebi isso antes? — sorri. O que? Não posso julgá-lo quando ele está sendo tão fofo desse jeito.

Itachi sorriu triunfante.

— É que ele é bem discreto. Só conversa comigo quando estou sozinho. Raras situações ele fala quando estou acompanhado.

— Querido, acho que hoje foi uma situação rara, porque você falou com ele a noite toda. — tentei segurar o riso, mas falhei miseravelmente.

— Então você ouviu? — ele cruzou os braços e se levantou — Você prometeu não rir, Shisui!

— Eu prometi tentar não rir, bobo. – respondi, ainda rindo. — Volta para cama, amor. — exigi.

Ele olhou de lado, como que para o outro lado da cama, bem discretamente, e sorriu, meneando a cabeça negativamente. Veio até mim, engatinhando pelo colchão, até ficar ao meu lado, de braços abertos, só esperando que eu me aconchegasse.

Recostei-me confortavelmente em seu corpo e suspirei satisfeito ao ser abraçado. Ouvi-o rir baixo, enquanto virava o rosto para o colchão. Então sua crise de riso aumentou e ele começa a gargalhar com a mão na boca.

Itachi quase nunca se deixa levar pelas risadas e eu me vi fascinado por aquele riso grave, mas gostoso. Como uma pessoa pode ser tão perfeita assim? Já falei o quanto sou sortudo?

— O que ele falou de tão engraçado? — perguntei curioso, achando sua reação bonitinha.

— Na verdade ele está me xingando. — Itachi falou, vermelho de tanto rir — Disse que eu sou um broxa por ter sido só duas vezes! Acredita nisso?

— Ele tem nome? — investiguei.

Ele assentiu, retomando o fôlego e a compostura.

— E você não vai falar? — arqueei a sobrancelha.

— É… — ele esperou e assentiu — É o Sasuke. — fiquei um tempo calado, processando a informação.

Itachi riu fraco e pareceu concordar de novo com esse tal amigo imaginário.

— Itachi. — o encarei, sério, assustando-o. — Eu te internaria num hospício... – fiz uma pausa, dramatizando, Itachi arregalou os olhos e eu cai na gargalhada. — Se eu não fosse sentir muito sua falta. Principalmente depois dessa noite. – sorrimos juntos.

— Sasuke me avisou que você diria isso de mim se eu contasse sobre ele. O Sasuke imaginário me avisou. — ele explicou com cautela.

— Você é muito bobo. — beijei seu pescoço. — Mas vai passar a noite conversando com Sasuke ou vai dormir comigo?

— Sasuke. — ele disse, virando o rosto — Saí. Esse quarto é meu e de Shisui. — ele apoiou-se no cotovelo e acompanhou o tal ser com os olhos — Também acho que Naruto esteja precisando da sua atenção essa noite.

— É verdade. — concordei.

Eu realmente achei que Itachi estava com um parafuso a menos por algum motivo absurdo que só esses filhos de Fugaku possuem, mas isso mudou quando a maçaneta se mexeu, a porta abriu e se fechou devagar, sem bater.

— Itachi, somos loucos juntos. Me diz que somos. Não era a sombra dele, não é? – perguntei, com os olhos arregalados.

— O que você acha? — ele arqueou uma sobrancelha — Pensou que eu fosse um doente mental, tipo um esquizofrênico. Quer ver uma coisa? Sasuke! — ele chamou. Uma fresta da porta foi aberta. — Bate três vezes.

Três malditas batidas! Eu estremeci, encolhendo-me em seu abraço. Fora isso mesmo o que eu ouvira. Três batidas na parede, de leve, apenas para ecoar o som. Puta merda! No banheiro, a silhueta! Era a sombra de Sasuke. Como não percebi isso antes?

— Itachi, você está me dizendo que o Sasuke viu tudo... ? — eu queria morrer! Ele abriu a boca para dizer algo, mas eu não esperei ele terminar. — Não, não responde.

— Mas…

— Sem mas, Itachi. — virei para porta e gritei. — VOCÊ NÃO TINHA QUE ESTÁ FAZENDO SALA PRO NARUTO? — senti minhas orelhas queimarem de raiva.

— Ele disse que Naruto não quer vê-lo, então ele não pode se aproximar. — Itachi me fitou — Mas disse que não viu nada, apenas me deu dicas, ficando de costas.

— Itachi… — trinquei os dentes. — É melhor irmos dormir. Você sabe o que acho de violência. Então não me obrigue a te deixar com um olho roxo! — olhei para ele, muito sério.

— Eu te disse que não ia dar certo, caralho! — ele alterou sua voz, fitando a porta — Seu babaca! Eu avisei um milhão de vezes!!! Quando você voltar eu vou dar na tua cara!

Pensei em falar mais algumas ameaças, mas só fiz virar meu corpo para o outro lado e fechar meus olhos. Itachi me abraçou gentilmente e suspirou, também irritado. Não o repeli, por mais que a situação tivesse me irritado, estar em seus braços era algo que eu nunca me negaria, muito menos a ele. Foi o meu desejo por anos e agora que ele tinha se realizado, não vou me abster dessa satisfação. “Psiu”. Era a voz dele na minha mente, de Sasuke. “Obrigado por cuidar do meu irmão”. Então senti aquela presença densa e arteira se afastar. A porta fechou e nós dormimos cansadamente, felizes, posso dizer, pois acordamos no outro dia sorrindo.

Notas finais
DiAngelo: Já acenderam o cigarrinho? kkkkkkkkkkkkk Gente, o q é esse homi seduzindo Itachi? Juro q conseguir ver ele babando q nem cachorro nos pés de Shisui... Serião, é ou ñ é primo do capeta? :3 Gostaram? Povo, kd vcs nos reviews? SAIAM DA ESCURIDÃO DO ARMÁRIO! Se assumam! Só digo uma coisa: Quero meus comentários, se ñ vai ter treta! *lixando a unha* Vlw flw! o/ Nonna: Shisui faz jus ao posto de primo do capeta - quando cês verem o lemon com Sasuke, de vera, vão saber do q estou falando - num é? Itachi comendo na mão de Shisui não tem preço. Vamos a proposta: DiAngelo e eu preparamos um filler ginórmico para vcs. Gostaram? Eu sei q sim! Só q esse filler é em comemoração para a primeira recomendação. - não é chantagem, cês sabem q eu faço isso, qm vem de outras fics minhas sabe disso - Então. Qm quer um filler de presente?