Cores do Meu Coração

42 Teme 16 - A arte de atormentar… E ser atormentado


Notas iniciais
DiAngelo: Boa noite, pessoinhas! Eu sei! Quase q o cap desse fds ñ sai. Ñ me culpem, hoje teve de tudo por aqui, desde picuinha com mãe, faxina, revisão INTERMINÁVEL de caps até, e o mais importante: MV novo de BTS! *-* (Quero ver o oi das k-poppers de plantão!) Mas enfim, vamos ao cap de hoje: treta, um pouquinho de lemon, desenrolar de grandes segredos e mais treta! '-' Forninhos irão cair e nem a Giovanna vai poder segurar, só digo isso! Dedicações a HeloMB e Jheni uzumaki hyuga por favoritarem a fic, obg pessoinhas lindas, espero que curtam o cap! PS: Nonna e eu criamos uma page no facebook para atualizar vcs das novidades das fanfics e para q vcs pudessem interagir com os outros leitores! Curtam, principalmente pq precisamos de pessoas para nossos planos de interações. Um spoiler: Alguns envolvem diálogos entre os personagens, corram lá para conferir: https://www.facebook.com/sociedadeprovadoresgaspacho/?ref=bookmarks Nonna: Negada. Solta, negada. Vcs tem que soltar, negada! Esse capítulo tá especial de treta. Pq? Quem leu o título já manjou, para bons manjadores manjarão. Esse capítulo é de revelações de cair os queixos, os fornos, a casa, até choveu aqui em casa de tão tenso que esse capítulo é! Eu acho que esse capítulo tem o Plot mais foderoso de todos! Enfim, vou deixar que a curiosidade termine de matar vocês. O capítulo de hoje é dedicado a Lady de Muitos Nomes, porque um dos nomes dela é Profeta! Para de acertar as coisas, sua linda. *-* Enfim... Preparem a pipoca, o suquinho, o refrigerante gelado, se segurem onde puder porque lá vem bomba. Vamo que vamo!

Eu só conseguia rir enquanto alguns conhecidos me questionavam sobre quem era o “boy magia” dormindo com a minha filha. Outros, que sabiam de meus gostos e dos meus hobbies, só queriam saber como Uzumaki Naruto se tornara meu. Nenhuma resposta. Nem para eles e nem para Naruto, que por sinal estava lindo dormindo com minha pequena. Eu fora para uma reunião de velhos colegas da “faculdade”. É assim que acobertamos as reuniões de Dominadores/Dominadoras e Submissos/Submissas. Nos reunimos para beber, conversar e trocar cartões de empresas, quem as tinha, bem como futuras visitas residenciais e de local de trabalho. Conversamos, além disso, sobre os novos meios de se explorar o prazer no corpo humano, trocamos experiências e as práticas que temos. Nos tratamos com muito respeito, dignidade e como seres humanos que fizeram suas próprias escolhas.

Na volta para casa, depois de um emocionante café da manhã de despedida, fiquei pensando nos ciúmes de Naruto. As mensagens que ele me mandara. Se eu odeio esse ciúme? Claro que não, afinal qual é a pessoa que não se sente bem ao ser desejada com tanta intensidade? Mas é estranho que alguém como Naruto sinta ciúmes de mim.

Quero dizer, ele é modelo, se exibe para todo mundo, já tirou até foto só de sunga, não duvido que ele já tenha tirado fotos com menos roupa ainda, e eu não o proibi de continuar com essa profissão, mas sou eu que dou motivos de ciúme. O cara do escritório. Esse Naruto é uma figura, lindo e muito carinhoso, mas uma figura. E daquelas premiadas.

Respirei fundo enquanto sorria e comecei a formular as respostas para todas as perguntas que Naruto poderia fazer quando me visse. Sua mensagem de “Eu mesmo vou te buscar em seu carro” me pareceu uma tentativa de ameaça. Eu sei que os sentimentos deles são o que o fazem agir dessa maneira… Fofa. Me pego meneando a cabeça negativamente enquanto admiro o oceano pela janela do meu jato particular. Naruto é o tipo de surpresa que te surpreende sempre.

Provavelmente ele vai tentar me bater em público e eu vou ficar irritado, então discutiremos e por fim vou tomá-lo em minha cama.

Sexo depois de um bate-boca sempre é revigorante e reconciliador, ainda mais se eu o deixar me montar, dar-lhe a sensação de controle durante o ato quando na verdade eu o estou guiando. Naruto, quando não está confuso entre sua vontade obscena de me satisfazer e o medo de se envolver cada vez mais em minhas “práticas”, adora galopar demoradamente no meu colo, entre outras coisas que não mencionarei ainda por ser “assunto de casal”.

Meu celular vibrando me tira de meus devaneios. É Itachi, aliás, é Shisui usando o celular de Itachi. Soube disso assim que vi a mensagem. “Ligue para mim. Agora.” Itachi nunca ousaria me dar ordens e só Shisui é o único homem nesse mundo que eu perdoaria por querer mandar em mim. Retornei a ligação alguns instantes depois de pensar sobre o que poderia ter provocado aquela exigência repentina.

— Diz Shisui. — falei, assim que ouvi-o atender.

Como soube que…— ele me pareceu preocupado, não, angustiado, um angustiado tentando não deixar transparecer.

— Vá direto ao ponto. — fui firme. Se ele souber que eu estou bem, talvez se acalme.

Ele está aqui…— falou baixo, a voz abafada, provavelmente pela mão perto dos fones.

— Ele? — arqueei uma sobrancelha.

Ele, Sasuke, ele está no seu apartamento.— agora sua angústia era palpável. Respirei fundo, depois do estremecimento que se apossou da minha coluna. Merda.

— Por que ele está aí? — perguntei, sem transparecer a raiva que estava aflorando em meu peito. — E dentro da minha casa?

Não sei, Sasuke, mas ele está atacando Itachi.— agora o desespero. — Eu queria estar com ele, mas Itachi me proibiu de ir com medo do pior…— o choro engasgado pela meia-idade e a seriedade da ligação. — Por favor, Sasuke. Não deixa ele machucar Itachi, não deixa!

Respirei fundo e fechei a cara, o aeroporto de Konoha já podia ser visto, de modo que senti o choque elétrico da ira começar a me consumir. Só peço aos deuses para que eu não descarregue em Naruto, que não merece me ver furioso.

— Não se preocupe, Shisui, de hoje não passa. Eu vou resolver esse assunto hoje. — então desliguei. Preparei-me, um gladiador pronto para a batalha.

Depois de alguns minutos meu jato pousou e eu fui para o saguão de desembarque. Eu vi a cabeleira loira de Naruto de longe. Sua postura de braços cruzados, os olhos apertados, um pé batendo no chão, denunciava claramente sua raiva por causa da foto. Inclusive eu reconheci a chave do meu carro em seu dedos. Por favor, Naruto, uma única vez em sua vida aprenda a ler os sinais que o corpo envia. Por favor, corra léguas de distância de mim, fuja do diabo porque é essa exata forma que eu sou, feroz, voraz, sombrio, maligno. Diabólico.

Eu sinto as pessoas se afastando de mim enquanto caminho, sou praticamente Moisés abrindo o mar de pessoas diante de mim até que eu fique cara a cara com meu namorado, que fazia de tudo para manter-se firme nas pernas e com a face variando entre o pânico e a raiva do acontecido de.ontem. Ele vacilava, mas seu orgulho não permitia que arredasse o pé, como eu sei que sua mente gritava, Naruto manteve-se firme até no instante em que tomei-lhe bruscamente as chaves de suas mãos e o arrastei para fora, sem lhe perguntar e sem ouvir suas reclamações, intraduzíveis pelo meu estado de fúria intensa. Achei meu carro, lancei-nos nos bancos e arrancamos dali.

Eu senti que a alma de meu namorado vacilava, atordoado com o meu comportamento… Não há palavras que definam no que eu me transformei. Deixou de ser raiva, de ser ódio ou fúria. É ira, no sentido mais pecaminoso que possa existir. Ele sempre me provoca esse sentimento quando nos vemos, o monstro que me fez ser, fez acordar o demônio que há em cada um de nós e, em mim, se alastrar como um câncer incurável e inexorcizável.

É isso o que eu sou: o diabo inexorcizável. Incúbus, Moloch, Belial, Lúcifer, dane-se o nome, eu sou o que sou.

— Perdoe-me, Naruto, perdoe-me por não dar ouvidos às suas queixas agora. Eu fiz aquilo para te provocar, essa que é a verdade, porque eu gosto de te irritar. Num momento mais oportuno, eu ouvirei absolutamente tudo o que tiver para me dizer e aceitarei o castigo que quiser me dar. Mas agora… Agora eu preciso saber se posso confiar em você uma história que pode custar a sua vida. Posso confiar em você um dos meus segredos mais profundos, mais… — arfei. — Eu posso confiar plenamente em você?!

Eu dirigia tão rápido que o mundo lá fora parecia apenas um borrão de cores, luzes e sombras.

Meu celular vibrou novamente, interrompendo a fala que Naruto tentava pronunciar ao mover os lábios num momento de inspirar. Peguei o aparelho e atendi. Era Shisui que ligava de seu próprio aparelho para mim. Atendi no segundo toque.

— Já cheguei, estou indo. — falei assim que pus o fone no ouvido.

Sasuke, ele vai tentar, ele vai abrir a boca! Vai dizer tudo a Itachi, sem pensar duas vezes, se você não estiver logo lá!!!— ouvi-o arfar. Tive que parar o carro para atender corretamente aquela ligação. — Ele vai… Vai ser o fim de tudo, Sasuke…

— Não vai ser. — fui firme e fitei o rosto confuso, meio desesperado, de Naruto, seus olhos focados em mim. — Eu não dei duro na porra da minha vida para que ele acabe com tudo só por causa de uma merda financeira! — eu me segurava para não explodir.

Naruto não merece isso, não porque eu tenho algum apreço por ele ou por ser meu namorado, eu não farei isso porque Naruto me pertence e eu não vou permitir que ele ferre com tudo, de novo, e chegue até Naruto. Nunca mais ele vai tocar no que é meu de novo, nunca mais ele vai interferir na minha vida e nem na de Itachi.

Sasuke… O que vai fazer?— Shisui gaguejou.

— O que for preciso. — eu desliguei de imediato e acelerei o carro para o meu apartamento, mas o trânsito não estava ajudando.

Parece que todas as pessoas de Konoha resolveram sair de carro nessa manhã nublada. O trânsito lento me permitia pensar na situação que viria a seguir e quanto mais eu pensava, mais enfurecido eu ficava. Senti que minha sombra estava descontrolada, eu podia sentir por cada poro do meu corpo. Tive que tomar uma rota alternativa, mais longa, para chegar até meu apartamento, mas o ronco do motor forçado parecia gritar e engolir o asfalto.

Respirei fundo e comecei a murmurar palavras em várias línguas, tentando distrair a minha cabeça para que eu não explodisse. Eu não posso explodir, não com Naruto do meu lado.

— Sasuke… — Naruto chamou, baixinho. — O que está acontecendo? Não estou gostando dessa cara que você está fazendo. A última vez que te vi assim, tínhamos acabado de sair de um boliche, quer dizer, naquele dia você parecia zen comparado a hoje… — ele retraiu-se, como se estivesse assustado.

— Responda-me, Naruto! — respirei fundo. Eu alterara a minha voz sem perceber. — Só me diga se eu realmente posso confiar em você. — falei mais baixo.

— Mas é claro que sim! — respondeu, ofendido.

Assenti. Finalmente cheguei a garagem do meu prédio e estacionei o carro. Saímos e eu o segurei pelos ombros, aproximando-o de mim. Fitei-o e lhe beijei devagar, tentando diminuir um pouco da minha ira com seu calor. Suspirei e o soltei.

— É sobre Maiko, Naruto, sobre minha filha. — iniciei, esfregando meus cabelos de forma nervosa. — É um problema que envolve Itachi também. E se eu não resolver hoje, meu irmão pode ficar em pior estado que a minha ex-mulher. — tenho que precaver Naruto, para que ele não cometa nenhuma atitude tola que vá o prejudicar depois.

— O que tem a princesa, Sasuke? — perguntou, me fitando com uma expressão preocupada.

— Ela não é minha filha biológica. Ela é filha de Itachi. — falei com calma, começando a desenrolar o grande novelo de mistérios que carrego em mim.

Naruto arregalou os olhos, chocado.

— Mas… Como?! — indagou, debilmente, parecendo desorientado.

Tomei sua mão e o guiei para o elevador, olhando em volta, preocupado se alguém nos ouvia.

— Há nove anos, Itachi e eu fomos para uma festa à fantasia, o caso é que meu irmão é fraco para álcool e logo ficou bêbado. Eu estava dançando com uma garota quando o vi sair pelos fundos com alguém. Não reconheci na época. — apertei o botão, chamando o elevador. — Consegue imaginar o que rolou, não é? — ele assentiu. — Itachi não lembrou de nada no dia seguinte e eu também não comentei em respeito a Shisui, mas três meses depois, uma moça apareceu em meu escritório dizendo estar grávida de um Uchiha, só não sabia qual de nós era, pois fomos para a festa com fantasias iguais, inclusive, Itachi estava de cabelo curto na época.

As portas do elevador se abriram e nós entramos.

— Eu assumi a gravidez. Disse que fora eu. Eu disse a mulher que não a assumiria, mas cuidaria de tudo a respeito da criança se fosse comprovado o DNA. — continuei assim que as portas se fecharam. — Foi comprovado que Maiko era filha de Itachi, mas eu adulterei o exame para que a mãe visse que era minha a criança. Eu fiz isso para protegê-lo. Itachi estava se libertando do medo que o impedira por tantos anos de falar com Shisui, ele estava reaprendendo a amar meu primo como qualquer pessoa merece ser amada. Eu não podia deixar que isso o abalasse, entende? — ele sorriu e assentiu.

Apertei o botão do meu andar e suspirei. Senti um grande pesar em meus ombros quando eu estava no carro, mas agora ele está aliviando. Acho que falar isso com alguém que sente algo de positivo em relação a mim deve estar me ajudando a diminuir o peso.

Naruto me abraçou apertado, com o rosto virado para o meu pescoço. Eu acabei o abraçando também, afagando as suas costas. Eu ainda estou explodindo de fúria, mas parece que a minha ira entende que Naruto não é merecedor dela, que não é o culpado.

— Você é sempre tão bom e altruísta, Sasuke! — sussurrou. — Sempre pensa na felicidade dos outros em primeiro lugar. Eu amo isso em você.

Fitei-o e lhe dei um selinho.

— Mamãe me fez assim. — sorri. — Mas, infelizmente, o problema não se resume só a isso, Naruto. Antes fosse. — suspirei, pesaroso.

— Kami, ainda tem mais? — ofegou, antes de tampar a boca com a mão.

Engoli em seco. Isso vai chocá-lo, mas é a verdade.

— Faltando duas semanas para o nascimento da criança… — apertei meus punhos ao me soltar de Naruto. — Eu soube que a mãe sofrera um acidente de carro… No entanto, fora constatado que foi proposital… — engoli em seco. — Foi levada às pressas para o hospital e ela entrou em trabalho de parto… Supostamente a criança morreu na hora do parto, tal como era o desejo da mãe. — esfreguei meu rosto. — Mas a verdade é que eu pedi aos médicos que escondessem a informação da mãe… Que não dissessem a ela que o bebê sobrevivera, do contrário eu sei que ela teria dado Maiko para adoção e eu teria perdido minha filha. — fitei Naruto. — A mãe de Maiko, Naruto, é a Sakura. — falei mais baixo, perto de seu ouvido.

Ele ficou paralisado, totalmente em choque.

O andar chegou e as portas se abriram. Fitei o corredor e imediatamente ele ficou no escuro, ficando apenas as luzes que iluminavam a soleira das portas do meu apartamento acesas. Nós dois saímos e as portas se fecharam. Eu não poderia exigir de Naruto que caminhasse por esse corredor sombrio, o qual eu já nascera nele, Naruto é luz e eu sou sombra.

Não posso pedir que me siga até onde o sol não alcance porque eu sei que sua luz se apagaria. Mas, eu sinto que, de alguma forma, eu posso fazer por ele o que não fiz por seus pais: eu posso salvá-lo. Posso salvá-lo da besta que me aguarda em meu apartamento.

Virei-me para Naruto e esperei alguma reação sua.

— Você está dizendo que ela tentou matar Maiko? — perguntou, horrorizado.

— Infelizmente sim. — suspirei e tomei suas mãos. — Ela estava começando a namorar com Neji e temia que uma criança Uchiha estragasse seu relacionamento com ele, principalmente levando em consideração que eu dissera que era minha criança. — fitei-o seriamente. — Itachi não sabe que engravidou Sakura, Sakura não sabe que ficou grávida de Itachi e tampouco que a menina sobreviveu. Só Shisui sabe de toda essa história, só a ele pude confiar. — apertei suas mãos. — Entende a dimensão desse segredo, Naruto? Entende porque eu não podia falar?

— Por que acho que o pior ainda está por vir? — perguntou, receoso, me fitando com preocupação.

— Olha, Naruto, essa briga não precisa ser sua… — acariciei seu rosto. — Mas se quiser lutar ela comigo, vai ter que ser forte… Porque você tem razão em achar que o pior estar por vir.

— Estamos juntos agora, Sasuke. — sorriu e devolveu o carinho em meu rosto. — Tudo que diz respeito a você é do meu interesse. Essa luta pode não ser minha, mas eu quero sim estar do seu lado.

Respirei fundo e fitei a porta do meu apartamento.

— Eu ainda tenho mais um parente vivo. — comecei devagar de novo. — O nome dele é Madara. É o meu avô e foi ele que transformou meu pai no monstro que ele foi. — engoli em seco. — Madara é realmente um homem que se deve ter medo e jamais confiar. — eu falava baixo, olhando Naruto bem no fundo de seus olhos azuis. — Meu avô sempre quis tudo o que eu tenho por meu pai não ter deixando absolutamente nada para ele em seu testamento. — coloquei minhas mãos em seus ombros. — Ele sabe o meu segredo, Naruto, e vem exigindo dinheiro de mim todo esse tempo, em troca de seu silêncio.

Arfei e baixei meu olhar.

— Ele vai fazer com Itachi o que eu fiz com Karin. — contei e retirei lentamente as mãos de seus ombros, afastando-me um passo. — Tudo porque ele te quer, Naruto. — fitei-o. — Ele me exigiu você em troca do seu silêncio, mas venho negando desde o dia que voltamos a namorar. Madara me disse que se eu não te entregasse, contar a verdade seria o menor dos meus problemas.

Eu realmente não queria que chegasse a esse ponto, de Naruto ter que se envolver com os meus problemas, principalmente os mais íntimos.

Naruto piscou os olhos, confuso.

— Mas por que eu? — franziu as sobrancelhas e de repente, voltou a arregalar os olhos. — Itachi! Não podemos deixar isso acontecer, Sasuke! O que faremos?!

— Se você não tivesse me namorando, ele não iria te querer. É porque você é meu, só isso. — virei-me para a porta do meu apartamento, ainda no começo do corredor. — Eu vou te proteger, mas preciso que tire Itachi daqui. — lhe entreguei as chaves do meu carro. — Leve-o para Shisui, eles são soulmates, Shisui vai poder cuidar dele, mas preciso que seja rápido. — olhei-o. — Madara não vai entrar na sua mente porque eu não vou deixar, mas ele vai tentar, então você tem que ser rápido, Naruto. Acha que consegue? Seja sincero e racional.

Ele fechou os olhos, respirou fundo e se acalmou.

— Por vocês, qualquer coisa. — sorriu. — Eu sei que consigo.

Sorri e toquei sua cabeça, encostando sua testa na minha.

— Fixe um pensamento na sua cabeça e estará protegido. — olhei-o no fundo de seus olhos e vi sua alma, envolvida completamente pela minha. — A quem você pertence? — sussurrei.

— A você. — sussurrou de volta. — Somente a você, Sasuke.

— Não tire isso um só segundo da sua mente e Madara não lhe fará mal. — beijei-o carinhosamente. — Você é meu e ninguém pode te tirar de mim. — falei com firmeza.

Era agora, ou nunca. Puxei Naruto para a entrada do meu apartamento. Respirei fundo e empurrei a porta, minha sombra invadindo completamente o lugar. Deparei-me com Itachi encolhido no sofá, Madara em minha poltrona, tomando breves goles de vinho em uma taça e sorrindo como o babaca que é. Ele me fitou e arregalou os olhos, sorrindo e se colocando de pé. Largou a taça e veio para mim, batendo palmas, rindo baixo, doentiamente. Eu vi em seus olhos vermelhos o reflexo assustado de Naruto.

— Uchiha Sasuke, meu neto preferido! Você me trouxe o que eu pedi? — ele contornou meu corpo, querendo chegar-se mais a Naruto, mas eu o impedi colocando uma mão em seu peito.

— Ele é meu. — falei, trazendo Naruto para mais perto do meu corpo, sentindo suas mãos em meus ombros. — Se tocar nele, eu te mato. — falei baixo.

A sala ficou quase na trevas, se não fosse pelos raios do sol entrando pelas janelas abertas.

— Seu? — Madara riu, agarrou meu braço e me jogou para cima do sofá. Rolei, quase parando em cima de Itachi. — Tudo o que você tem me pertence, Sasuke, inclusive esse jovem loiro aqui!

Sua mão foi para o rosto de Naruto, que sorriu docemente para Madara e numa virada brusca de rosto, agarrou a mão dele com os dentes. A mordida fez Madara gritar e acertar um soco de reflexo, derrubando Naruto de vez no chão. Ele fitou a mão. As marcas dos dentes de Naruto estava bem ali, na pele que sangrava, bem como a marca da mão de meu avô estava na sua cara. Ah não, ah não, ele não fez isso, não com o MEU NARUTO. Ergui-me e dei um chute poderoso em suas costas, sem me importar com seu terno impecável. Agarrei a gola da camisa de Itachi e o empurrei para os braços de Naruto.

— Naruto. — falei, fitando a porta enquanto eu retirava minha jaqueta e colocava minhas luvas de couro fosco, as mesmas que eu uso para bater nas pessoas.

Naruto levantou do chão e seguia porta a fora, mas parou por um momento.

— Só… Tome cuidado. — ele sorriu para mim e saiu puxando Itachi.

As portas se fecharam e eu sorri. Madara estava no chão. Erguia-se devagar, fazendo uma careta de quem sentia dores, tentando endireitar a postura.

— O que pensa que vai fazer? — disse. — Acha que eu tenho medo de você? Um simples moleque tentando conseguir uma ninharia de sentimentos? — o desprezo em sua voz era palpável. — Me bater não adiantará de nada. Me pagar também não. Eu falarei, falarei ao seu irmão sobre sua amada filha. — ele riu, voltando a poltrona. — Ele não vai aguentar viver com a culpa, com a dor, com a angústia de saber que tem uma filha, que ferrou a vida do irmão mais novo, que é, no fim das contas, um inútil.

Sentou-se e cruzou as pernas.

— Só me calarei, se me der Uzumaki Naruto. — ele riu. — É seu, certo? Para que possa me dar?

Primeiro eu senti raiva, depois, ela desapareceu e eu senti medo, depois dúvida, terror, angústia, perda, sufocamento, loucura, perdição, desespero e então, veio o riso. Baixo, sombrio, quieto, que foi crescendo, borbulhando em minha garganta, desejando sair e tomar forma, me fazendo curvar e rir cada vez mais daquelas palavras. Ele não podia estar falando sério, não podia estar dizendo aquelas palavras tão tolas. Eu gargalhei alto, a plenos pulmões, uma gargalhada tão profunda e tão sinistra quanto espontânea e sincera. Eu parei e encarei Madara, sem conseguir parar de sorrir de orelha a orelha e de rir baixo.

— Eu te dar Naruto?! — falei, rindo, enquanto ia para o meu quarto e retornei com a minha faca de caça. Madara se levantou. — Eu te dar Naruto?! ELE É MEU! — bradei.

Eu ria doentiamente, vendo Madara retirar de seu paletó uma arma. Segurei minha faca melhor e joguei-a contra sua mão. Ele gritou de dor, a mão sangrando sob a faca fincada na parede atrás de si. Aproximei-me dele e Madara arregalou os olhos.

— O que é você? — foi o que disse, as mãos e as pernas idosas tremendo violentamente, escorregando para o piso. — Você… Você… Sua sombra?

— O que tem ela? — arregalei meus olhos, aproximando-me dele, minha sombra se agigantando pelo apartamento, como as asas de um corvo infernal, alargando o quanto eu podia o meu sorriso. Eu sequer sentia a dor da pele ser esticada a esse ponto. Arranquei a faca da parede e a encostei em sua garganta. — Não se preocupe com a minha sombra. — falei baixo. — Ela nunca vai te deixar. Vai te assombrar pelo resto da sua vida, não se preocupe.

Abaixei-me e cravei a faca ao lado de seu rosto. Por dois segundos Madara não respirou e todo o meu apartamento ficou envolto em trevas, silencioso, vazio, escuro, provavelmente apenas meus olhos rubros cintilando na escuridão, minha risada sombria ecoando pelos infinitos de sua mente. Ouvi-o engolir em seco e agarrei sua gravata, puxando-o para perto de mim.

— Desapareça da minha vida, da vida do meu irmão, do mundo. — falei friamente, minha voz saindo mais grave e rasgada do que eu esperava. — Vá para o inferno se for preciso, mas eu nunca mais, enquanto eu viver, quero saber dessa sua existência miserável! — fitamo-nos.

As sombras se esvaindo, Madara mais pálido que o aceitável para alguém em pânico, seus olhos perdendo a negritude debochada características, perdidos no teto de minha casa, provavelmente encarando a face grotescamente sorridente de minha sombra atrás de mim.

— Eu não vou esquecê-lo, Madara, eu vou te torturar a cada dia da sua vida por tentar ferrar com a minha. — larguei-o e me levantei. — Você nunca mais dormirá, nunca mais terá paz em sua alma e nunca encontrará a luz. — eu tapei seus olhos com as minhas mãos ainda cobertas. — Ficará para sempre nas sombras.

Alguns segundos depois, ele caiu desfalecido, babando pelo canto da boca, o rosto completamente coberto pelos fartos cabelos negros e compridos. Liguei para um manicômio e mandei virem buscar meu avô. Fitei minha sombra depois que os paramédicos saíram juntamente com os enfermeiros. Quieta, encolhida num canto, com medo de sua própria aparência.

Sentei-me diante dela e suspirei. Nossos olhos rubros se encontraram. Eu sei o quanto eu odeio fazer esse tipo de coisa, mas é preciso, aliás, somos o que somos. Estalei os dedos no ar e minha sombra tornou-se uma mera projeção comum de meu corpo, algo que eu não via há muitos anos ela ser. Fitei minha casa. Densa e vazia. Não era o lugar certo para alguém como Naruto ou Maiko, eu tinha que “purificar” todo o ambiente. Sentei-me em posição de lótus bem onde seria o centro do apartamento e passei o resto da manhã meditando, absorvendo minhas próprias energias negativas e encerrando mais um ciclo em minha alma.

Respirei fundo e abri meus olhos, vendo as sombras daqueles Uchihas que eu enfrentara para estar onde estou. Vi a de Madara ser arrastada para aquela escuridão infinita, sendo engolida pelos braços alongados da minha própria sombra, desaparecendo como outrora acontecera com a de meu pai e com a do pai de Shisui. Respirei fundo, fechei devagar meus olhos, sentindo meu corpo pesar ainda mais e sorri de lado ao sentir, de alguma forma, que Itachi estava se estabilizando no colo gentil de Shisui. Enfim, mais uma vez a paz.

Durante a tarde eu tomei um banho de ervas, com sais e algumas outras coisas que minha mãe me ensinara, única sensitiva aceita pela família Uchiha. Fiquei sentado na banheira, sentindo os vapores relaxarem o meu espírito, a minha mente, relembrando as noites que eu passava chorando no colo nu de minha mãe, com medo dos monstros que me perseguiram nas sombras, na escuridão, monstros que riram de mim, que queriam comer minha vida, apossar-se de meu corpo, minha mãe sempre me prometendo que eles iriam embora.

— Não foram, mãe, eles continuam aqui… — murmurei, colocando minha cabeça entre os joelhos. — E eu sou um deles, sempre fui, mãe… — fitei meu reflexo na água. Eu ainda sorria doentiamente, como o diabo que sou. — E gosto de ser um deles, mãe, gosto de ser o que sou.

Mergulhei completamente e fechei meus olhos, deixando que a água agisse pelos longos minutos que se seguiram. Maiko estava na aula de balé, sorridente, nem sabia o que se passava, Itachi dormia sob a vigilância carinhosa de Shisui. E Naruto… Naruto caminhava de um lado para o outro, encarando o celular, provavelmente se perguntando se deveria ou não ligar para mim.

Saí de dentro da água quando senti falta de respirar e terminei meu banho “ritualístico”. Como mamãe me ensinara, eu acendi incensos acompanhados de velas aromáticas em pontos específicos da casa e fiz orações para os meus ancestrais, a fim de que nada de ruim tornasse a acontecer com quem pisasse ali.

Fitei o relógio. Eu ainda tinha três horas até o momento de ir buscar Maiko. Sentei-me na poltrona da sala, com as janelas da varanda abertas e fechei meus olhos, deixando que os ventos quentes afagassem meu corpo, coberto por um jeans azul e uma camisa branca, — uma das pouquíssimas que eu tenho e que não é social — secassem meus cabelos molhados e me fizessem entrar num estado de semi-consciência relaxante.

Só me acordei com o telefone tocando. Busquei-o e o atendi.

— Alô? — era da recepção. — Pode mandar subir. — falei, meio embolado, meu corpo ainda cansado. Dois segundos depois eu disquei um outro número. — Alô… Uma pizza extra grande de pepperoni… Acompanha uma sobremesa… — suspirei. — Sei lá… Surpresa de uva. No endereço de sempre. — alguns instantes depois eu desliguei.

Fazer esse tipo de coisa me deixa com fome e cansado. Eu espero não ter que fazer esse tipo de coisa nem tão cedo. Nem sei explicar o que eu sinto quando algo assim acontece, o que sinto antes, durante e depois do “surto”. Ouvi alguém batendo na porta.

— Entra. — falei alto o suficiente para que me ouvissem.

A porta foi escancarada, Naruto passou por ela feito um louco, girando no próprio eixo a procura de alguma coisa. Quando me viu sentado, correu para mim, depois de fechar a porta numa explosão louca de reflexos impensados, e praticamente me montou, afundando seu rosto na curva do meu pescoço. Quase fiquei ser ar dada a velocidade das ações.

Ele me abraçou com força, com carinho, com medo, com… Sei lá que porra é que ele está sentindo, só sei que esse sentimento está me sufocando! Belisquei sua barriga, por dentro de sua camisa e por fim ele folgou o abraço desesperado.

— Porra foi isso, Naruto, quer me matar? — perguntei, retomando calmamente o meu fôlego.

— Eu estava preocupado! Você não ligou, não avisou nada. — ele analisou meu rosto, provavelmente procurando machucados. — O que aconteceu?

Sorri, tomando seu rosto entre minhas mãos, e lhe dei um breve beijo nos lábios.

— Não importa. Eu estou bem e nada de ruim vai mais acontecer. — dei de ombros. — Assim espero pelo menos. — apertei seu nariz. — Não tem que agir como um cãozinho que vê seu dono em apuros, Naruto, toda vez que eu for resolver algo. — soltei-o.

— Não é só eu que sou impulsivo, Sasuke. Eu disse e repito. Juízo bateu aí na sua cabeça e voltou… — me olhou desconfiado. — Você não o matou, não é? — falou baixinho, me encarando com aqueles grandes olhos azuis.

Eu ri e senti minhas bochechas doerem. Eu ri tanto que minhas bochechas ficaram doloridas.

— Existem várias maneiras de se matar alguém, Naruto. — beijei sua boca rapidamente outra vez. — Mas não, não da forma que está pensando.

— Ufa! — ele suspirou aliviado. — Temos muita coisa para conversar, mas não agora. Você não está com uma cara muito boa. — ele tentava esconder o sorriso, mas seu olhar de diversão o entregava.

— Fala logo. — eu disse, o empurrando para o lado só para que eu tivesse espaço para sair e ir na cozinha buscar água. Só posso está de ressaca. Que sede é essa? — Nunca estou com uma cara boa, então fala. — suspirei. — Eu te prometi ouvir todas as suas reclamações, lembra? — tomei um gole soberbo de água. — Pode começar.

— Posso pensar em um ou dois momentos que sua cara não é tão ruim… — ele deu uma risadinha, depois respirou fundo. — Não gostei daquele monte de gente em cima de você. — resmungou, chateado. — Você não faz o tipo que passa despercebido por aí…

Suspirei e fui até ele, sentando-me de novo e o colocando em meu colo.

— Eu sei… — acariciei seu rosto e peguei meu celular, procurei pela foto e lhe mostrei. — Não vou mentir para você, Naruto, porque não tenho razões para isso… Algumas dessas pessoas foram minhas submissas, mas hoje em dia somos apenas amigos que moram há quilômetros de distância. — afaguei suas costas.

Ele franziu o nariz e olhou para baixo.

— Hum… Certo. — Naruto encostou a testa em meu ombro e resmungou. — Mas eu não gosto disso.

Deuses, o que eu faço com essa coisa manhosa no meu colo?

— Eu sei que não gosta… — sussurrei em seu ouvido. — Por isso que eu tirei a foto. — fitei-o. — Mas não se preocupe, nenhum deles vai te tirar do seu posto. — dei uma mordida leve em sua orelha. — A maioria são velhos conhecidos meus, dominadores, que queriam saber quem é a pessoa que desbancou quatro submissos de Uchiha Sasuke de uma vez. — fitei-o, fazendo seus olhos focarem em mim. — Eles têm inveja de mim, sabia?

— Não sei porque. — corou violentamente e voltou a encostar o rosto no meu ombro.

— Porque eu te tenho e eles não. — beijei seu pescoço. A campainha tocou. — Licença. Pizza.

Tirei-o de meu colo e fui abrir a porta. Paguei a comida e recebi o meu pedido. Levei tudo para a cozinha e chamei Naruto com um aceno de cabeça.

Joguei a caixa aberta sobre a mesa da cozinha, peguei o primeiro copo grande que vi, enchi de um vinho aberto que havia na geladeira, guardei a sobremesa e comecei a comer, ali mesmo, em pé, esperando que um Naruto faminto e manhoso aparecesse. Não demoraria. O cheiro do pepperoni estava muito forte e de dar água na boca. Principalmente na minha, que sou fã desse sabor. Eu acho que comi uns dois pedaços rapidamente antes de Naruto aparecer na porta da cozinha, olhando para a pizza como se ela fosse a última do mundo.

— Eu estou indeciso, Naruto. — comentei, colocando um pedaço para ele num prato. — Estou com muita vontade de comer duas coisas, mas não sei o que comer primeiro.

Ele olhou para o prato, mordeu o lábio, olhou para mim, depois voltou para o prato. Por fim, afastou-o e negou com a cabeça. Peguei o pedaço de seu prato e dei uma mordida enquanto ia até a geladeira. Abri-a e busquei um sanduíche consideravelmente grande, embalado, e coloquei no prato. Era um sanduíche natural de frango desfiado.

— Eu estou indeciso se te como primeiro ou se como a pizza. — tomei um gole do vinho. — Qual a sua opinião sobre isso? — coloquei a taça perto dele e a enchi de novo. Vou ignorar só por agora a sua atitude errada. Ele sabe que não deve morder os lábios na minha frente.

Mais tarde eu lhe dou o seu castigo.

As pernas dele bambearam e Naruto teve que se apoiar sobre a mesa. Seu rosto enrubesceu de leve e ele me fitou com os olhos brilhando de excitação. Respirei fundo e apoiei ambas as mãos sobre a mesa, olhando-o com uma sobrancelha arqueada.

— Acho que independente da ordem você sairia ganhando. — falou, com a voz rouca.

— Não é questão de ganhar ou perder. — caminhei lentamente, contornando a mesa e me coloquei atrás dele, deixando meu rosto ao lado do seu. — Mas a ordem que as coisas vão acontecer. — sussurrei. — O que você quer primeiro? Me ver comendo pizza ou me ver te comendo?

Ele gemeu baixinho, pendendo a cabeça para o lado, expondo-me seu pescoço.

— E você acha que a pizza pode esperar? Se puder, eu ficaria muito satisfeito em ceder meu corpo para você.

— Ceder? — eu ri baixo. Virei-o para mim e peguei-o em meu colo. — Eu sinto em lhe esclarecer tal questão, Sr. Uzumaki, mas aquilo que não está em sua posse não pode ser cedido por sua pessoa. — sustentei-o, apertando sua bunda com as minhas mãos. — Segundo o nosso acordo, estabelecido a três meses, toda a sua pessoa física está em posse de um novo investidor. — pisquei o olho para ele e o levei para sala. — Que vai fazer uso de sua posse agora.

Nos beijamos famintamente. Eu poderia descrever como nossa transa foi, mas não vou. Hoje não. Mas posso dar uma palhinha dos “finalmentes”. Preciso deixar claro uma coisa antes: desde a primeira vez que fizemos sexo, eu simplesmente me recuso a não olhar nos olhos do meu submisso enquanto ele goza. Por que eu disse isso? Porque eu quis.

Parei de estimular sua entrada com o lubrificante e de estrangular seu pau com meus dedos quando eu vi sua expressão de clamor por mim. Ele estava perto. Tirei os dedos de dentro de si e soltei seu membro, levantando-me do chão e soltando as amarras que prendiam os tornozelos de Naruto aos pulsos, numa posição que o deixasse bastante exposto para mim.

Fui para o meu sofá e me sentei ali, me tocando enquanto Naruto tentava entender alguma coisa, se recuperando do quase orgasmo, ainda sentado em minha poltrona.

— Vem, little bitch. — chamei-o, colocando a camisinha em mim.

Ele sorriu, todo faceiro, e veio, um pouco trêmulo, devido as sensações intensas que seu corpo experimentara há pouco. Ajudei-o a me montar. Ele desceu choramingando, beijando meu pescoço enquanto eu metia lentamente em si. Arfei em seu ouvido quando eu estava completamente dentro dele. Naruto é quente, deliciosamente quente.

Segurei-o pela cintura e o deitei em meu sofá, abraçando seu torso e empurrando no ritmo da música que eu colocara para melhorar o clima. Beijei-o demoradamente, sentindo seu canal me apertar. Eu o vi revirar os olhos quando acertei seu ponto sensível. Coloquei suas pernas em meus ombros, puxei sua bunda um pouco para o alto e estoquei mais forte, no ritmo de “U+Ur Hand” da Pink. Ele puxou meus cabelos com força com uma mão enquanto arranhava meu ombro com a outra, respirando curta e rapidamente, respiração essa que era interrompida com frequência por seus gemidos.

— Vai gozar para mim, não vai? — minha voz soou mais rouca que o normal e, ao que me parece, isso deixou meu namorado mais excitado. — Eu sei o quanto gosta de gozar só levando nesse rabo quente e molhado. — eu ri com o outro aperto e revirei meus olhos, de puro prazer. — Vai gozar gostoso dizendo meu nome, vai, Naruto?

— Hum… Sasuke… — gemeu. Duas coisas que eu adoro ouvir quando Naruto geme: meu nome e meu sobrenome. É praticamente um afrodisíaco para mim. Meti devagar, vendo-o se arrepiar e estremecer. Mesmo que não diga, eu sei o quanto ele adora quando faço isso.

Apertei suas nádegas com força, dando leves tapas nelas, depois subi minhas mãos para suas costas e o levantei, deixando-o sentado em meu colo. Apoiei-o no encosto do sofá, ainda com suas pernas em meus ombros, e acelerei dentro dele, só acertando seu ponto de prazer. Naruto não sabia se se segurava em mim ou se no sofá, gemendo cada vez mais alto e mais agudo, se contorcendo em meu colo.

— Goza, Naruto, goza gostoso, me aperta enquanto goza, que isso me deixa louco! — segurei seu pau e comecei a subir e descer a mão. Ele quase gritou, se não tivesse tapado a boca com uma das mãos e com a outra se apoiado no sofá. — Vem cá.

Tirei suas pernas de meus ombros, trazendo-o para mim e nos abraçamos com força. Então, o êxtase e o nirvana. Arfamos juntos, eu lambi a minha mão, completamente encharcada com seu sêmen, e devagar o fui tirando de meu colo.

Duas horas de banho e comida depois, eu e Naruto estávamos na sala, eu fumava e ele se comportava como um idiota que acabou de transar, o que não deixa de ser verdade.

— Naruto. — eu disse, colocando as cinzas do cigarro no cinzeiro. — Eu preciso lhe dar uma má notícia. — fitei-o depois de dar um trago rápido. — Você vai ser castigado.

— O que?! Por que?! — perguntou, preocupado, indignado.

Suspirei e apaguei o cigarro todo, ele me olhava com um bico emburrado. E ainda pergunta porque. Esse moleque… Deuses, o que ele tem de gostoso, tem de idiota.

— Fazer bico, morder os lábios… Você sabe o que combinamos sobre essas coisas, não sabe? — tentei ajudá-lo. — Aliás, lembra, não é?

— Mas eu não faço porque quero! É inconsciente, Sasuke! — cruzou os braços, irritado. — Não quero ser castigado. — resmungou, fitando-me com raiva e chateação.

— Só que vai. Para aprender a se policiar. — falei sério, me levantando do sofá. — Eu faço de tudo para não te provocar à toa e você sabe disso. Você me pediu para evitar determinadas atitudes minhas em público, que te deixam excitado, e me policio para não lhe prejudicar. Como meu submisso e meu namorado, você tem que fazer o mesmo, Naruto. — cruzei os braços. — Vai sim receber um castigo por isso.

— Não, Sasuke… — apelou, manhoso. — Por favor. Não quero.

Neguei, sem me deixar abalar. Eu sei que tenho uma queda por esse lado manhoso dele, mas não me convence tão facilmente como vocês pensam. Apoiei uma mão na cintura e desloquei o peso para outra perna.

— Eu já cansei de pedir que você tenha cuidado. Eu lhe avisei que se fizesse de novo, eu te castigaria. — relembrei-o, como se eu estivesse falando com Maiko. — Vai ter que arcar com as consequências, Naruto. — cruzei meus braços e suspirei. — Vá para casa. Mais tarde eu passo lá para lhe dizer qual vai ser o seu castigo.

— Não sou obrigado! — rosnou. — E não vou esperar você!

Arqueei uma sobrancelha. Vou dar um susto tão grande nesse moleque que ele vai aprender a nunca mais me revidar enquanto for meu submisso. Fui até ele e o guiei educadamente para a porta, afagando seu braço que tinha a pulseira que eu lhe dera. Eu abri a porta e ele passou, ainda irritado, a passos firmes e seguros que ele vencera essa batalha. Mas no ato de sair, eu puxei a pulseira de seu pulso e fechei a porta, trancando-a.

— Agora você não é mais obrigado a nada! — falei alto o suficiente para que ele ouvisse. — Eu lhe avisei, seu moleque desobediente!

— Você é um babaca, Uchiha Sasuke! — respondeu, furioso. — Quer saber? Vá pro inferno!

Estreitei meu olhar.

— Vou sim, eu vou para o inferno e vou arrumar gente para ficar no seu lugar, seu idiota. — rebati ainda em voz alta. — Vá para casa, porque aqui você não tem mais nada.

— Não seja por isso! — riu, quase histericamente. — Aparentemente tem outros dominadores que matariam para me ter.

Joguei a pulseira no sofá, destranquei e abri lentamente a porta, assustando Naruto com a minha repentina aparição irritada.

— Vá para casa, agora. — mandei. — E nunca mais repita isso em minha presença, se não quiser que eu faça a briga do bar parecer brincadeira de criança. — falei no tom mais assustador que tenho.

Ele me lançou um olhar furioso, mesmo que seu corpo estremecesse de leve, virou a cara e saiu pisando duro. Droga… Se continuar desse jeito, vou acabar realizando a vontade de Madara e perdendo Naruto de vez. Mas ele tinha que ser tão cabeça-dura?

Notas finais
DiAngelo: E aí? Como lidar com a descoberta do grande segredo? Eu ainda to no chão :') Então ñ me pronuncio. E essa zueragem com o Naruto aí no final? sacanagem, só digo isso. Bem, vcs já sabem, né? Comentem, favoritem... etc. Até quarta! :* Nonna: Quem desconfiava?! Bora, cadê o povo que desconfiava?! Quero ver nos comentários quem desconfiava que Maiko era sobrinha e não filha de Sasuke! Cadê?! Eu num disse que esse plot era devastador! Negada... E esse Naruto mula no final? ¬¬ Como assim, vei? ¬¬ Num digo mais nada. Só quero que recomendem, comentem, favoritem, partilhem com os amigos e façam essas autoras morrerem de felicidade com vcs! Té negada o/