Cores do Meu Coração
40 Teme 15 - Para tudo há a primeira vez
Notas iniciais
E enfim chegou o dia tão esperado. Dois dias depois de nossa reunião, enfim era sábado. Esperado por nós dois, devo dizer. Mas eu estava tão malditamente ocupado para ficar tranquilo à noite, que mal tive tempo de pensar corretamente no que poderia acontecer. Cheguei no trabalho, no Setor de Assessoria e me informaram que licenças inválidas de doença foram tiradas. Deuses, eu mereço uma dessas. Saí de lá e fui para o RH.
— Por que um problema desse chegou aos ouvidos da Sra. Hyuuga e consequentemente aos meus?! — falei, ao me deparar com o pessoal. Estagnaram e me fitaram com angústia. — Eu pago vocês para que? Para garantir que meus empregados tenham seus direitos e cumpram seus deveres! Quem autorizou as malditas licenças sem a supervisão da Sra. Hyuuga?
Uma alma medrosa se levantou.
— Foi o Leroy e a equipe dele, senhor presidente. — fechei a cara e as pessoas se desesperaram atrás desse tal de Leroy e sua equipe. Odeio trabalhar com gente que não foi contratada pelo currículo e sim pela cara. Droga… Tenho que rever o setor de contratação.
Oh vida difícil, Kami. Depois de ouvir as desculpas esfarrapadas de Leroy e de dar o ultimato de “ou conserta tudo ou você e sua equipe estão demitidos”, eu retornei para a minha sala, já sentindo que havia mais problemas me esperando. Dito e feito, eu estava tendo de novo conflitos com a filial de Nova York. Enquanto esperava o relatório chegar para enfim eu analisar o que estava acontecendo com a minha empresa, eu resolvi dar uma ligada para Naruto. Esperei alguns toques e enfim ele atendeu. Conferi a hora. Ele deveria estar no intervalo no trabalho.
— Bom dia, Naruto. — dei uma olhada na minha caixa de emails e vi o relatório. Finalmente! Abri-o. — Estou interrompendo alguma coisa?
— Ah, é você, Sasuke.— falou, num tom surpreso. Parece que realmente ele não esperava a minha ligação. — Desculpa, eu pensei que fosse Shisui dizendo que minha folga foi cancelada. Ele adora fazer esse tipo de brincadeira, só para me irritar.
Eu acabei rindo baixo. Suspirei, vendo o tamanho do relatório e quase joguei a porcaria do computador pela janela. Vou tocar fogo na Rebú de NY, sério. Só tem me dado prejuízo.
— Imagino. Como você está? Ouvi dizer que arrumou uma mulher possessiva que adora marcar você. — eu sei lá onde ele está. As pessoas não precisam saber que voltamos, não ainda. Chega de urubus midiáticos. — Shisui anda muito indignado com essa mulher, Naruto.
— Eu estou bem! — sua voz aumentou um tom, mas de forma contida, como se ele tentasse a controlar. — Não só Shisui… Kurenai adorou ter que me maquiar por uma hora e meia.— ironizou. — Essa mulher… AH! PUTA QUE PARIU, vai devagar! Como diabos você quer que eu desfile sem o pé!— Naruto falou distante do fone, mas sua voz saiu alta o suficiente para ser ouvida.
Franzi o cenho, pensando seriamente se eu devia perguntar onde ele estava, mas desisti. Sei lá, ele pode estar em tantos lugares, talvez numa pedicure, não sei. Suspirei e imprimi o relatório, porque pelo computador não tenho condições de ler. Esperei a máquina terminar de imprimir.
— Estão tentando te matar? — perguntei, pegando a quantidade inaceitável de folhas que o relatório tinha. Por que, deuses, essas coisas tinham que acontecer justo hoje?
— A massagista achou que seria divertido começar desfazendo todos os pontos de tensão de uma vez só!— resmungou, um pouco irritado, depois sua voz se distanciou novamente. — Delicadeza mandou lembranças, querida.
Eu ri. E pensar que ele está se reclamando de uma dorzinha de nada comparada as que vou provocar nele, se Naruto se tornar meu submisso. Olhei algumas páginas e vi qual era o problema com a filial novayorkina e quase não acreditei que deixei uma coisa dessas passar. Fui para a sala de Hinata, que fica antes da minha.
— Hinata. — ela parou de digitar e me fitou. — Demita Rogers Stanford. Foi a última vez que ele me deu prejuízo. Só porque sou sócio do pai, não quer dizer que eu seja obrigado a aturar as incompetências do filho. Promova a assistente dele, Virgine, para o cargo e marque uma reunião com os advogados do financeiro para as duas da tarde. — ela anotou tudo e já foi se levantando para tomar as providências. Voltei para dentro. — Mas diz, Naruto, como estão as coisas? Tirou o dia de folga, foi?
— Está tudo bem. De certa forma tirei, meio obrigado, sabe? Sui disse que eu estava terrivelmente desconcentrado, então resolvi passar o dia no spa ao lado da bela companhia de Inuzuka Kiba.— falou e eu ouvi a característica risada do amigo de Naruto. — Mas e você? Parece muito ocupado. Está tudo bem por aí?
— Manda um abraço para ele e diz que uma amiga minha não esqueceu a boca dele. — eu ri, lembrando da mulher me contando como fora a noite dela com Kiba. — Novidade seria eu ter folga. — sentei-me. — Eu estou quase pedindo a vocês dois para repetir o acidente de alguns anos atrás com um ex-gerente meu. — suspirei, esfregando meu rosto. — Sério… Está difícil achar gente que trabalhe direito nesse ramo. — fitei a tela do meu computador e sorri. — Mudando um pouco de assunto… Eu já assisti uma cinco vezes aquele vídeo, Naruto.
Soltei essa só para ir preparando o clima para mais tarde. Sério, eu estou precisando de uma boa foda, uma muito boa mesmo. Naruto me mandara uma delícia de performance com ele de frente a um espelho, sentado numa cadeira, as pernas encolhidas me dando uma visão e tanto de sua bunda, tocando-se com muita paixão enquanto descrevia uma suposta transa entre nós dois. Acabei soltando um suspiro rouco e grave. Calma, Sasuke, calma, falta apenas algumas horas, calma.
Naruto soltou um choramingo sofrido.
— Sasuke!— resmungou, indignado. — Eu acabo de ficar tenso de novo. Não faz isso, mais tarde eu vou ‘tá parecendo um robô.— reclamou, num tom emburrado. E provavelmente ele tinha um biquinho nos lábios.
Eu sorri de lado e suspirei.
— Vamos ver se posso fazer algo por você… Para que fique relaxado. Feche os olhos por um instante e se concentre na minha voz… — coloquei uma sonorização imitando a natureza. — Imagina um campo, Naruto, e que nós dois estamos nele. É final da tarde e a natureza parece conversar conosco… Os tons dourados do sol mesclam-se ao brilho rubro da noite que chega… Estamos sentados, apenas contemplando a natureza, provavelmente você está aconchegando-se a mim e o vento assobia, balança as nossas roupas e tudo faz sentido, nesse silêncio quase mágico… — deixei que ele escutasse a sonorização por um momento.
Sorri, de olhos fechados, visualizando seu rosto tranquilizando a cada palavra minha. Vê-lo tão tranquilo e sereno acabou me fazendo relaxar também. Deve ser esse um dos mistérios das soulmates. O que uma sente, a outra sentirá, dependendo do nível de conexão. Assombroso. Quando o áudio acabou, coloquei o telefone de volta no ouvido e suspirei, descansado.
— E aí? Tenso ainda, Naruto? — perguntei, sem alterar a minha voz. Mantendo-a baixa, sem conotação sexual, apesar de ela ser grave.
— Melhorou.— suspirou. — Parece que você também ficou mais relaxado. Estão tentando te deixar maluco, não é?— riu, suavemente.
— Tem gente que pensa que pode matar, mas não pode… Só Deus pode me dar um fim. — sorri. — Admita: foi melhor que a massagista, não foi? — falei, meio convencido.
— Ah, cala a boca! Você se acha demais! — respondeu, brincando.
Eu ri mais um pouco e suspirei.
— Acho que vou desligar então… — falei, ainda em tom de brincadeira. — Não quero interromper o seu dia de princesa. — eu ri. — Eu queria até dizer “eu te vejo mais tarde”, mas nós dois sabemos que esse tempo passou, se é que entende. — estreitei meu olhar.
Não que eu desconfie de Kiba, mas uma das ideias de Naruto fosse que mantivéssemos nosso relacionamento em segredo, então resolvi disfarçar até nesse ponto.
— Tchau, Sasuke. Ah! Antes que eu me esqueça. Dá um beijo na pequena por mim. — falou, num tom carinhoso.
— Ok… — nossa, ou eu estou sentimental ou ele realmente não quer dar bandeira. Naruto já deu “adeus” mais… Como posso dizer? Narutescos. — Tchau. — e desliguei.
Ao fim do dia, eu estava com a maior parte dos meu problemas resolvidos. Digo a maior parte porque o traste de Nova York achou que era interessante testar a minha paciência. Deixei que a preguiça em pessoa resolvesse. Shikamaru tem um dom de fazer as pessoas desistirem de me importunar. Eu adoro esse cara.
Fui para casa descansar assistindo A Bela e A Fera com Maiko. Na cena da dança no salão, Maiko e eu valsamos, ela a Bela e eu a Fera, só que por minha menina ser baixinha, eu a deixei em cima dos meus pés. Depois de dormir por alguns minutos, no quarto de Maiko, com ela por cima de mim, eu fui preparar-me. Levei minha filha para o meu quarto e banhei-me usando a ducha quente contra meu corpo.
Depois fui aplicar o meu hidrante para manter o preto das minhas tatuagens e por causa das minhas cicatrizes. Então fui vestir-me.
Entrei no closet, que fica no meu quarto principal, acendi as luzes todas para evitar a sensação de “ambiente macabro da tortura” e notei que Maiko praticamente está ressonando na minha cama. Eu fico mais calmo em saber que minha menina ainda é inocente, apesar do gênio Uchiha.
Agora que sabem que dou um Dominador, entendem porque simplesmente as coisas orbitam ao meu redor e eu exerço controle em tudo. Não é que eu queira ser assim, é que simplesmente sou. As coisas são porque são, não é preciso que se explique ou que haja uma razão compreensível. Eu sou Dominador porque sou Dominador. Tudo é uma questão de se aceitar como se é. Foi como vi em Kung Fu Panda, quando levei Maiko ao cinema. Aquela tartaruga foderosa disse que por mais que se quisesse uma laranja, um pessegueiro sempre será um pessegueiro. Esse réptil simplesmente resumiu a minha vida numa metáfora com plantas.
— O que vestir? Tudo bem que é um encontro e o que farei não precisa de roupas… Mas isso não quer dizer que eu vou mal vestido. — meu closet é um quarto à parte, inclusive tem um divã lá dentro caso eu precise me sentar ou foder alguém.
Estou de pé, diante da “sessão de roupas casuais noturnas”, escolhendo o look da noite. É, eu sou um maníaco por organização. Foda-se você seu bagunceiro julgador de meia pataca.
Escolhi um jeans preto de lavagem vintage, um pulôver gola V verde de mangas e pus uma jaqueta marrom de couro sintético por cima, calcei meus tênis daquela marca que todo mundo tem em casa, preto com branco, e vou para as gavetas de “indispensáveis”. Puxo o enorme gavetão e retiro dali uma das minhas carteiras, colocando no bolso interno da jaqueta.
Um homem como eu pode ser roubado a qualquer momento, ou morto, então tenho uma carteira para cada ocasião, com o que for necessário dentro dela. Peguei um relógio preto da Ferrari, uma pulseira de contas verdes que Maiko fez para mim no dia dos pais e fechei o gavetão.
Depois eu abri uma pequena porta do armário compartimentado que há acima do gavetão e retirei de lá uma caixa intacta. Esse é o armário dos “nunca deve faltar em meus bolsos”. Violei o lacre rapidamente, retirei cinco camisinhas e guardei-as no bolso de trás da calça, guardei-a e pensei em abrir a portinha do lado, mas desisti. Naruto deve ter alguns “produtos” em sua casa próprios para o momento. Ele deve ter se preparado, provavelmente.
Sai do closet e observei se Maiko dormia ainda, em cima da minha cama gigante. Como um anjinho, por sorte, encolhida entre os lençóis. Na minha cama, ela sempre dorme profundamente, exatamente como eu gostaria de fazer.
Não quero que a integridade da minha filha seja destruída antes dos dezesseis, quando eu pretendo contar a ela sobre os meus “hobbies”. Abri uma porta perfeitamente quadrada, preta, escondida pela escuridão da parede não iluminada, uma vez que o que eu acendera fora as luzes sob a cama e o fogo da lareira. Havia lá uma coleção significativa de cintos marrons de couro curtido, sem verniz. Cruzei meus braços e suspirei.
— Vamos ver… Acho que o mais longo deve servir... Não lembro de ter visto muitos suportes em seu quarto. — comentei, enquanto encaixava o cinto escolhido no cós da calça, ajustando-o aos meus quadris largos. Não sei porque um homem como eu tem que ter quadris largos. Abri outro compartimento, fechando o primeiro, e retirei de lá um objeto de ferro e o guardei no outro bolso de trás da calça. — Mas isso deve servir para um test drive.
Fechei a porta do armário, fazendo-o sumir na escuridão de novo.
Ajustei o climatizador para que Maiko ficasse confortável, acionei os sistemas de segurança da casa também. Ela ficara com a babá e eu fizera as recomendações para caso minha filha tivesse pesadelos ou crises respiratórias. Ela andou adoentada esses dias. Escolhi um carro discreto, a minha Mercedez c180 preta, e parti.
O caminho para a casa de Naruto foi calmo e tranquilo, inclusive eu parei em um drive food para comer um hambúrguer anormal com pimenta extra extra, que só a senhorinha dona dele sabe fazer, porque eu estava faminto e os problemas na Rebú não me deixaram jantar. Como saí com uma hora de adiantamento, pude comer sem pressa, degustando a comida. A noite estava relativamente fria e, por ser sábado à noite, Konoha estava notavelmente animada. As pessoas iam e vinham curtindo o que esse sábado pode proporcionar. Daqui a pouco eu também estarei, assim espero.
Fitei meu relógio. Ainda faltava meia hora para o combinado. Tenho tempo, pela primeira vez em meses, eu tenho tempo.
Eu mascava dois chicletes de canela para amenizar o sabor forte do lanche que eu fizera, eu os comprara quando fui numa loja de conveniência vinte e quatro horas, num posto. Abasteci o carro e enquanto isso folheei algumas revistas. Vi uma sobre decoração com um longo artigo — praticamente a edição toda era sobre o mesmo tema — sobre os “faz-tudo” e algumas dicas para quem quer ser um.
Havia uma seção ensinando a construir uma casa de bonecas. Sorri de lado, pensando em Maiko. Acho que posso fazer isso amanhã com ela. Comprei a revista e paguei a gasolina.
Dei uma passeada pelo bosque, contornando-o, só admirando um pouco a cidade em seu esplendor noturno iluminado pelas luzes urbanas. Realmente Konoha é uma ótima cidade de se admirar. Quando finalmente o relógio marcou o tempo que eu queria, fui para a casa de Naruto.
Virei a esquina e vi a casa. Tive que esperar o trânsito passar para pode seguir, mas eu já podia vê-lo na janela, observando cada carro que passava, cada moto. Ele parecia fazer o que eu fizera a pouco: admirava a cidade em sua agonia de sábado à noite.
Enfim cheguei a sua casa e deixei o carro de frente a sua garagem. Saí e retirei meu isqueiro e minha carteira de cigarros do bolso da frente da jaqueta. Cuspi o chiclete sem gosto no esgoto e encarei a casa. Acendi um cigarro e me demorei do lado de fora, encostado no carro, fumando calmamente enquanto encarava a porta.
Dez em ponto. Peguei meu celular e lhe mandei uma mensagem. “Estou aqui fora dando um trago. Entro daqui a pouco.”, eu não vou piorar a ansiedade de Naruto, se ele estiver sentindo. Ele não precisa de tortura, nós dois estamos em nossos limites.
Recebi uma mensagem dele. “Cuidado então, fera à solta. Kurama está pelas redondezas, foi visitar a namoradinha! :P”. Só pude sorrir e fitá-lo, ainda na janela, observando talvez a mim, talvez a rua, com um semblante muito bonito, praticamente brilhante. Fiquei encarando-o, degustando o tabaco do cigarro e admirando o seu rosto, principalmente os seus olhos. A noite está ótima, devo dizer. Quando finalmente terminei e desencostei do carro, Naruto sumiu do meu campo de visão, provavelmente para abrir-me a porta.
Bati de leve e guardei meu isqueiro e os cigarros, fechando o zíper da minha jaqueta. Esperei e não foi muito para que ele viesse abrir.
Naruto apareceu vestindo uma bermuda laranja apertada nas coxas, e provavelmente na bunda, dobrada na altura das barras das pernas, uma camiseta sem mangas branca, estampada com uma âncora e descalço, parecendo muito a vontade.
— Boa noite. — eu disse, colocando as mãos nos bolsos da calça. — Parece que a lua cedeu a noite para você, porque está radiante, Naruto. — ele riu, me dando passagem.
Entrei, vi-o trancar a porta e me guiar para o interior da casa. Detalhe importante: a casa está arrumada, limpa, nem parece a casa dele. Até pensei em fazer uma piada, mas estou na minha postura de Dominador, então apenas sorri em aprovação. Ficamos na sala, nos olhando. Abri a minha jaqueta e ele se ofereceu para pendurar a peça. Entreguei-lhe e ele a deixou no hall.
— Acho que Kurama adivinhou que você vinha, porque ele se negou veementemente a sair hoje, mas foi eu falar em namoradinha que ele se animou todo. — Naruto riu. — Acredita que o infeliz só tem olhos para ela?
Dei de ombros e fui sentar-me no sofá, arregaçando as mangas da minha camisa até os cotovelos. Naruto colocou-se na minha frente, sentando no tampo da mesa de centro, e ficou me olhando com concentração. Eu sorri.
— Que foi? Está me achando bonito? — perguntei, me aproximando dele, apoiando meus braços em meus joelhos e juntando minhas mãos.
— Eu te acho bonito sempre. — respondeu, dando de ombros e sorrindo.
Sorri e toquei seu rosto, acabamos nos beijando com calma, apenas de maneira gentil. Nossa, a pele dele está muito cheirosa e suave ao toque. Como as pessoas conseguem melhorar o que já é muito bom? O ser humano sempre me surpreende. Beijei-o de novo e suas mãos, por sua vez, tocaram o meu rosto e eu senti seus carinhos.
— Seja lá o que fizeram em você, fizeram o inacreditável. — sussurrei, ainda perto dele, para beijá-lo. — Te deixaram mais incrível.
Dei-lhe mais alguns selinhos e me afastei, recostando-me no estofado no móvel.
— Que bom que gostou, porque fiz tudo para você. — respondeu, levemente ruborizado.
Pisquei e minha mente gritou “MEU!!!”. Sacudi de leve a minha cabeça e puxei Naruto para se sentar em meu lugar, de modo que fiquei de pé. Preciso explicar a ele as coisas antes que nos tranquemos em seu quarto e Deus tome de conta. Tirei meu cinto, olhando indignado para a minha calça que desceu um pouco, sorte que a camisa é um pouco longa e ainda cobre o que aparecer. Enrolei-o e coloquei na mesa de centro. Tirei o objeto metálico do bolso, coloquei ao lado do cinto e fitei Naruto.
— Eu só estou fazendo isso porque você é meu namorado, entendeu? — ele assentiu. — Bom, Naruto, BDSM é uma prática consensual, só posso fazer algo em você se você deixar que eu faça. — sentei-me onde antes ele estava sentado. — E ser um submisso significa seguir algumas regras de comportamento, entende?
— Entendo sim. Eu… Hum… Pesquisei um pouco. — admitiu, envergonhado.
Sorri, satisfeito com sua atitude. Mostra que ele não está levando o assunto na brincadeira ou na putaria, está tratando de maneira adulta. Acariciei seu rosto, numa tentativa de deixá-lo mais confortável.
— E tem alguma dúvida? — perguntei.
— Acho que não, mas vi que cada dominador tem suas próprias regras pessoais… — me fitou. — Vai me explicar as suas?
Assenti, tirando a mão de seu rosto.
— Minhas regras eu só lhe direi dentro do quarto. — peguei o objeto metálico: algemas. — Naruto, basicamente eu faço três coisas por meus submissos: mimo, protejo e controlo. É isso que farei com você se seguir por esse caminho. Vou te mimar, te proteger e te controlar. — observei as algemas e coloquei em sua mão. — Vai estar preso a mim, será minha propriedade, mas poderá viver sua vida tranquilamente, eu vou estar sempre te respaldando, desde que nunca me desrespeite como seu senhor. Está compreendendo?
— Estou. — ele ficou quieto por um momento e me fitou, receoso. — Quando você diz que eu poderei viver minha vida tranquilamente, está dizendo que ainda tenho autonomia sobre minhas decisões? — perguntou, preocupado. — Quer dizer, não quero me precipitar deduzindo coisas.
— Que não me digam respeito, sim, você tem. Isso quer dizer que por mais que você me pertença, eu não vou poder lhe impedir de seguir sua vida, pois se um dia não quiser mais ser meu submisso, eu terei que aceitar essa decisão, da mesma forma que se eu não lhe quiser mais, você terá que aceitar.
Naruto suspirou e sorriu.
— Isso me deixa aliviado. — confessou. — Eu realmente acho que eu não conseguiria ficar totalmente a mercê de outra pessoa vinte e quatro horas por dia.
Coloquei-me ao seu lado e afaguei sua coxa, por cima de sua bermuda. Como resposta, Naruto beijou suavemente o meu pescoço e foi subindo para o meu rosto. Ele está tão carinhoso hoje, já consigo imaginar seu comportamento na cama essa noite. Fitei-o e lhe dei um beijo.
— BDSM não é simplesmente um fetiche sexual para mim, é um estilo de vida. Sendo meu namorado, isso me dá liberdade de ser seu dominador sempre e eu preciso que compreenda a proporção disso, Naruto. — ele me fitou. — Nem tudo são flores. Eu posso castigá-lo se tiver um comportamento ou uma atitude que me desagradar. — seus olhos se abriram. — Eu vou torturá-lo psicologicamente, de diversas maneiras, até que eu ache que pagou por seus erros. — ele fitou as algemas e depois me olhou, pensando em minhas palavras.
— Não vou mentir e dizer que isso me agrada, mas compreendo seu ponto de vista. — suspirou. — Não é como se fosse algo que você pudesse evitar, não é mesmo? — sorriu.
Suspirei, sorrindo, tomei sua mão e me levantei. Eu posso ver por seu olhar que ele não vai desistir, pelo menos não antes de saber o que vai enfrentar. Fomos para seu quarto, apagando as luzes pelo caminho. Nós entramos e eu fechei a porta. Notei-o finalmente apreensivo. Agora é de verdade, sem restrições minhas, apenas o meu controle por ser a primeira vez dele “no ramo”. Passei um braço por seus ombros e beijei sua têmpora.
— Esse será o primeiro degrau que você vai subir se quiser ser meu submisso. — acariciei seus cabelos e me afastei. — Mas tem regras e você deve sempre segui-las a risca. — comecei a impor autoridade em minha voz. — Vai sempre dirigir-se a mim como Sr. Uchiha. — fitei-o e apertei o cinto em meu punho cerrado. — Estamos entendidos, Naruto?
— Estamos, Sr. Uchiha. — respondeu, sorrindo bobamente, quase apaixonado, enquanto me fitava de volta. Seus olhos pousaram ligeiramente em meu punho e uma sombra passou por eles, mas logo ele a espantou e voltou a me olhar com firmeza. — Quais são as regras, Sr. Uchiha? — perguntou, ansioso.
Naruto não conseguiria esconder seus sentimentos de mim nem se quisesse. Ele é transparente, o famoso livro aberto. Extremamente fácil de ler. Pelo menos para mim. Ele já caiu em minha teia, nem preciso perguntar. Naruto já é meu submisso.
— Primeiro, você só pode usar uma peça de roupa aqui dentro, diante de mim. — fechei a cara, como se lhe lembrasse que ele ainda estava vestido. Cruzei meus braços e estreitei meu olhar.
Naruto foi tirando suas roupas, começando pela camisa, depois a bermuda, a qual ele teve mais dificuldade de tirar, por ser apertada nas coxas, e por fim escolheu ficar de cueca. Azul e eu sorri, satisfeito com a escolha, fazendo-o corar. Ele está tentando de todas as formas fazer jus ao posto de meu “único submisso”. Vou dar uma noite especial a ele só por causa desse esmero todo.
— Segundo, sempre que fizermos do meu jeito, você vai estar de joelhos no meio do quarto, me esperando, quieto. — fui para a cama, sentei-me ali e cruzei as pernas.
Naruto fez como eu lhe explicara e ficou de joelhos, olhando-me com atenção, esperando a próxima regra. Movi um dedo, chamando-o para perto de mim e Naruto veio engatinhando, ficando ainda de joelhos ao lado de minhas pernas.
— Você quer ser penetrado, certo? — olhei-o do alto, observando seu corpo tremer de leve e aos poucos ir ficando vermelho.
— Quero muito, Sr. Uchiha. — respondeu, ainda ansioso.
Passei uma perna para seu lado e deixei a outra do outro lado, deixando-o entre elas e tomei as algemas em minhas mãos. Ele arregalou os olhos quando eu o algemei com as mãos a frente do corpo, como um verdadeiro bandido. Peguei o cinto e deslizei o couro pelo seu peito até perto de seu umbigo, vendo-o estremecer. Ele mordeu o lábio e conteve um gemido.
— Terceiro. — aproximei-me de seu rosto, perto suficiente para beijá-lo, mas não o fiz. — Submissos obedientes são penetrados. — ele arregalou os olhos. — Faça por onde merecer e eu lhe darei o que quer.
Levantei-me, deixando-o ali, com uma cara de derrota que só me deu mais tesão, mas me controlei. Uma coisa de cada vez. Fui até seu closet e procurei por uma gravata. Achei uma larga suficiente para o meu intento. Voltei para a cama, ficando exatamente como eu estava antes. Estiquei a gravata ante seu rosto e ele apertou os olhos, como se fosse levar uma surra sem merecer. Retrocedi em minha atitude e o observei: ele estava trêmulo, provavelmente preocupado, sem conseguir me encarar direito.
— Está com medo, Naruto? — perguntei, tocando seu queixo e o fazendo me fitar. Ele me olhou, seus olhos já cintilavam de lágrimas não caídas.
— Estou, Sr. Uchiha, mas… — ele franziu os lábios, provavelmente com receio de falar. — É de mim mesmo. — olhou para baixo, evitando meus olhos. — E se eu não conseguir ser um bom submisso? Eu… Eu… — começou a sussurrar, debilmente.
Calei-o com um beijo carinhoso, sentindo sua língua se enroscar na minha como se ambas se abraçassem. Enquanto seus lábios reagiam aos meus, fui colocando a gravata sobre seus olhos e assim vendando-o. Endireitei minha postura e suspirei, observando-o. Lindo em sua entrega, tremendo sutilmente dada a sua insegurança, querendo colocar-se a minha mercê, mas com medo de me decepcionar. Tem como eu não foder gostoso uma pessoa assim? Tem como eu não fazê-lo gritar de puro prazer, fazê-lo unicamente meu e dar-lhe um tratamento especial na cama?
Tirei silenciosamente meus tênis, assistindo Naruto em sua provável primeira experiência sexual de olhos vendados. Tirei as meias e empurrei tudo para debaixo da cama.
— Eu vou te ensinar a ser um bom submisso, se assim você quiser. — comecei a acariciar seu pênis, por cima da cueca, usando meus dedos do pé. — Quarta e última regra. — ele começou a gemer baixinho. — Fazer bico e morder o lábio é pedir para que eu seja hardcore… E você não vai querer isso de primeira, vai? — notei sua confusão e eu ri de novo. — Significa que vou te torturar só com a minha voz e você não vai poder me tocar durante o ato, entre tantas outras coisas que posso fazer.
Acelerei a felação, sorrindo ao vê-lo endurecer, afastando as pernas para ter mais contato. Ele já está suando, arfando baixo, a respiração acelerando e seu corpo começando a se mexer num ritmo ditado pelo desejo. Ergui seu queixo e o beijei, deixando meu pé embaixo de sua virilha e vendo Naruto se esfregar nele com vontade.
— Continua assim e te deixo três dias sem poder desfilar. — sussurrei, para animá-lo. Ele gemeu alto, tremendo completamente e começou a girar os quadris contra meus dedos, que de vez em quando tateavam os seus testículos e o seu cu. — Por ter sido um bom rapaz durante esses dias de espera, por ser meu namorado e por ter se preparado todo para mim, sempre que transarmos em sua cama, você poderá me fazer um pedido, little bitch.
Apossei-me de seu pescoço enquanto beliscava os seus mamilos durinhos. Sorri de lado ao parar de chupar seu pescoço e segurei seus braços, ajudando-o a ficar de pé. Tomei-o em meus braços, na posição “donzela salva”, e levei-o para o meio do quarto. Busquei todos os travesseiros que encontrei e coloquei perto de nós. Deixei Naruto com a cara sobre um travesseiro e de joelhos, a bunda empinada para mim. Chupei a pele de suas costas enquanto dava tapas fortes em cada lado de sua bunda. Desci e fui retirando sua cueca, deixando-a nos joelhos. Dei mais tapas em toda a graça de Naruto, deixando bem visíveis as marcas dos meus cinco dedos.
Abri suas nádegas e lambi sua entrada bem devagar. Ele deixou um pequeno gemido escapar de seus lábios e arqueou as costas, empinando mais o bumbum. Faz muito tempo que dei um beijo grego em Naruto, acho que essa parte estava com saudades da minha língua. Beijei seu cu, empurrando minha língua ali, saboreando demoradamente seu suor. Enquanto isso, eu estapeava suas nádegas e suas coxas, enchendo meus ouvidos com seus gemidos luxuriosos. Raspei meus dentes nas paredes internas de sua bunda e arranhei com vontade a pele de suas pernas. Ele se contorceu completamente, quase caindo deitado se eu não estivesse o segurando. Isso, Naruto, se entrega, seja só meu, reaja só a mim e eu prometo que não vai se arrepender. Abri bem suas nádegas e comecei a chupar com vigor, sentindo-o se contrair. Ele gemia alto, as vezes chamando meu nome ou mesmo falando sons incoerentes.
Coloquei-o deitado de perfil, meti um dedo em seu interior molhado e empurrei lentamente. Suguei o ar por entre os dentes e fitei seu pau. Está praticamente gritando por mim. Com ele ainda nessa posição, comecei a chupá-lo, bem devagar, fazendo-o sentir, enquanto eu metia um único dedo. Ele começou a choramingar e não sabia bem o que fazer com as pernas, se as encolhia ou se as esticava. Nossa, Naruto está uma delícia essa noite. Retirei sua cueca completamente, já que ela ainda estava em seus joelhos, e abri suas pernas, expondo-o mais e mamei, sugando a sua glande com muito gosto, mas engolindo-o completamente e imprensando o seu pau em minha garganta. Fitei-o e sorri, encantado: chorando, com as mãos encolhidas perto do rosto, perdido em sensações e pensamentos. Massageei um pouco rápido o seu pênis enquanto eu me curvava para beijá-lo.
Encarei-o e estrangulei seu membro com dois dedos, me deliciando com sua cara de dor. Levantei-o, sentando-o em meu colo. Ele quis rebolar para me estimular, mas bati com força em sua pele nua, fazendo-o parar. Guiei suas mãos para seu próprio membro.
— Quero te ver fazendo carinho em si mesmo… — sussurrei em seu ouvido, enquanto beliscava seus mamilos. Ele grunhiu agudamente e começou a mexer as mãos juntas em volta de seu membro. — Faça exatamente como você faz quando se masturba pensando em mim.
Ele está muito entregue. Deuses, Naruto está fazendo por onde receber muito mais que uma boa foda. Suas mãos apertavam seu membro, iam e vinham, acariciavam-no, enquanto ele continuava gemendo meu nome, e quando pensava em acelerar, eu dava um beliscão ainda mais forte em seus mamilos, fazendo-o se contorcer e gemer alto. Eu puxava seus botões rosados entre meus dedos, girava-os, massageava-os enquanto eu beijava e chupava a pele de sua nuca, de seus ombros e as partes das suas costas as quais minha boca alcançava. Naruto gemia, choramingava e chorava de prazer, com a cabeça apoiada em meu ombro, dando tudo de si, ansiando desesperadamente o orgasmo.
Dei uma tapa em sua coxa direita e ergui suas mãos algemadas, impedindo-o de terminar. Eu ri de sua cara vendada de desespero. Olhei para a cama e vi algo interessante. Peguei meu cinto, prendi em suas algemas e puxei-o para perto da cama, amarrando-o ali, em uma das pernas do móvel. Deixei-o de bruços, nu e ofegante. Comecei a morder seu corpo, nada de tirar o sangue, apenas mordidinhas marotas, iniciando em sua nuca e descendo para os seus pés, até que eu tivesse coberto toda a sua pele.
Nesse meio tempo, a respiração de Naruto havia se acelerado a níveis alarmantes, ao ponto de eu achar que ele não estava puxando ar suficiente para seus pulmões. Sua cútis já estava tão sensível, que o mínimo toque o fazia estremecer e se encolher, vez ou outra um pequeno gemido era libertado por seus lábios. Essa pele dele… Kami, essa pele… Pele macia, cheirosa, bem cuidada e ainda com o suor delicioso. Em determinadas partes — ombros, nuca e bunda — eu lambia, chupava e mordiscava, saboreando seu corpo tão bem definido, tão bem cuidado. Eu não sei se sou bonito, porque tenho muito pouco tempo para me cuidar, — e esse pouco tempo uso para cuidar de Maiko — mas Naruto é realmente um homem lindo e nem mesmo eu posso negar esse fato.
Pena eu ter trazido tão poucas coisas para explorar mais do que esse corpo pode me oferecer. Mas… Sorri de lado ao me recordar de uma coisa que sempre ficava no bolso da minha jaqueta, justamente a que eu usava mais cedo. Deixei Naruto ali e fui até a sala buscar o brinquedo especial. Voltei uns minutos depois e já estava com ele preso em meu dedo indicador.
Fitei o corpo de Naruto do alto: todo vermelho, marcado principalmente nas nádegas e na nuca. Minha obra de arte pessoal. Estou quase tirando uma foto para deixar de recordação.
— Sr. Uchiha, por favor… — implorou, em tom choroso.
— Que foi? — afastei suas pernas usando meus pés e me ajoelhei entre elas.
— Eu não aguento mais. Eu te quero tanto, tanto, tanto, Sr. Uchiha… — seu tom de voz era tão sofrido que parecia que a qualquer momento ele desabaria em lágrimas e choro. — Não, eu não quero. Eu preciso!
Em meu dedo havia um pequeno vibrador, do tamanho de um dedal. É para estimular pequenas regiões, como o clitóris ou a ponta dos mamilos. Ativei-o e encostei lentamente na bunda de Naruto, deslizando a partir do cóccix até bem depois da sua entrada, perto de seus testículos. Ele voltou a choramingar, desesperado, sacudindo-se freneticamente por causa do contato em seu corpo já todo sensível, afinal eu também raspei meus dentes numa mordida sensual em seu cu.
Fiz o caminho de volta, mas deixei o dedo em cima de sua entrada, sem penetrá-lo, apenas contornado as bordas. Para completar a tortura, comecei a arfar gravemente, baixo, como se eu me masturbasse lentamente, apenas para provocar mais Naruto. Eu o vi levantar a cabeça e virar o rosto para trás, numa tentativa falha de ver através da venda, ao entender que eu estava “me masturbando” enquanto eu assistia sua entrada pulsar ante as vibrações. Por um momento ele ficou quieto, só prestando atenção, mas estalou a língua em frustração ao perceber que não podia fazer nada a não ser se deixar guiar por mim.
Naruto se remexia completamente, quase como um peixe fora da água, ora tentando fugir do contato, ora tentando me “estimular” mais, rebolando contra meu dedo. Ele disse que gosta de galopar, mas só rebolou safadamente até agora. Eu imagino que ele esteja se guardando para o “Grand finale”. Empurrei devagar, tateando os músculos do início de seu canal, deixando só parte do vibrador dentro de si. Ele se empinava, tentando inutilmente se satisfazer, mas quando percebeu que isso não aconteceria voltou a choramingar, frustrado. Ele está mais quente e escorregadio do que eu me lembro. Deuses, eu vou recompensá-lo muito bem daqui a pouco.
— Você tem direito a um pedido, Naruto. — senti sua entrada se contrair para gozar, então afastei-me, observando-o ofegar enquanto se lamuriava por eu ter parado de estimulá-lo. — Peça ao seu dono.
Sentei-me na cama, tirei o vibrador de dedo, deixando-o em meu bolso, cruzei minhas pernas e fiquei olhando-o, abaixo de mim e ao lado de meus pés, se estabilizando aos poucos. Ele só vai gozar quando eu quiser, ou seja, quando eu sentir meu pênis enterrado em seu cu. Naruto está me surpreendendo a cada minuto e isso me deixa muito satisfeito. Já nem sinto as tensões do dia.
— Quero te chupar, Sr. Uchiha. Posso? — perguntou, levantando o rosto para mim, com um pequeno sorriso tímido.
— Abra a boca e põe a língua para fora. — mandei.
Notei sua dificuldade de colocar-se de quatro, por estar com os braços algemados e presos na perna da cama, mas ele abriu bem a boca e deixou a língua bem exposta para mim. Sorri de lado. Dei uma tapa de leve em sua cara, para ele fechar a boca e o soltei da cama. Puxei Naruto para perto dos travesseiros e ele veio com dificuldade, por estar de joelhos. Observei-o e acabei rindo de sua “ansiedade ereta” com a mera ideia de me ter em sua boca. Vamos ver se ele faz gostoso.
Deitei-me, colocando um travesseiro embaixo de minha cabeça e guiei Naruto para cima do meu corpo, deixando sua virilha um pouco em cima do meu rosto. Por o cinto ainda estar preso a corrente das algemas, eu enrosquei parte dele em meu braço e puxei para trás, fazendo Naruto curvar os braços para trás de sua cabeça e assim eu poder controlar sua curvatura dorsal. Em outras palavras, Naruto só se abaixa se eu deixar.
Lambi e chupei a base de seu pênis enquanto eu abria a minha calça. Naruto está todo “untado” em pré-gozo e isso só me dá mais vontade de chupá-lo. Lambi sua glande enquanto eu massageava lentamente a minha extensão com a mão livre. Fitei seu corpo: tremia de expectativa.
— Se me deixar bem duro, little bitch, só com a sua boca, você vai ter conquistado o direito de me ter dentro de si, bem lá dentro. — mordi a parte da sua bunda próxima da minha boca. — Imagina… — sussurrei, assistindo ao seu desespero. — Eu metendo bem devagar, forte, te fazendo gritar e chorar de prazer, sua entrada quente me apertando… Consegue imaginar, little bitch?
Detalhe: seu cu estava me dizendo “Entra aqui de uma vez! Eu não aguento mais!” e seu pênis dizia “Meu tesão por ti está me matando! Acaba logo comigo!” e eu só conseguia rir e beijar a pele cheirosa de suas nádegas marcadas por mim de várias maneiras diferentes. Ocupei-me de dar um pouco de carinho aos seus testículos, chupando-os um de cada vez e com calma, sem pressa, vendo-o se contorcer sobre mim e, provavelmente, entendendo “onde e como” estava.
— Consigo sim, Sr. Uchiha… — arfou. — Ô Kami, se consigo! — ele falou num tom tão ansioso que me fez rir. Esse Naruto. Não devia ser tão ansioso, até parece que nunca transou com um cara.
Fui soltando pouco a pouco o cinto e ele foi se curvando. Ergui meu pênis e impedi Naruto de se curvar mais, porém eu já sentia sua respiração forte e acelerada contra minha glande. Nossa, parece que ele vai é infartar. Beijei demoradamente seu cu, metendo a língua de vez em quando, como se eu beijasse uma boca e Naruto gemeu alto, suas pernas bambearam por um momento e ele se esforçou para se manter firme. Soltei mais o cinto e, sem que esperasse, ele beijou a ponta do meu pau. Eu acabei rindo do seu tremor de surpresa.
Vi sua língua automaticamente querer começar a brincadeira, mas eu o puxei ao ponto de ele não conseguir me tocar. Eu ri mais um pouco do seu gemido frustrado.
— Sua mãe não lhe deu educação, rapazinho apressado? — eu ri de novo. — Como é que a gente pede, quando quer muito alguma coisa, little bitch? — lambi todo o seu membro e suguei a glande, esperando sua resposta.
Sério, Naruto está de brincadeira comigo de tão gostoso que está.
— Por favor, Sr. Uchiha, me deixe chupar seu pau. — implorou, gemendo.
— Sempre que quiser algo do seu dono, little bitch, seja educado e implore. — soltei o cinto o suficiente para que ele tivesse liberdade de fazer o sexo oral sem a dificuldade de não ter as mãos para sustentar o corpo.
Ele assentiu veemente enquanto gemia que nem uma vadia ao começar a chupar a minha glande. Eu senti o quanto ele estava se empenhando para me deixar exatamente como eu dissera. Arfei rouco quando ele capturou tudo o que podia, dada a altura que eu deixara a sua curvatura, e eu ouvi outro gemido vadio de satisfação com a minha reação. Sua cabeça começou a subir e a descer com pressa, enquanto sua bunda girava na mesma velocidade, pois eu colocara um dedo ali.
Estalei minha língua em reprovação ao seu comportamento e enrosquei mais do cinto, fazendo-o se erguer e me largar no ato.
— Por que está com pressa? — usei um tom mais severo. — Eu te mandei ter pressa? — bati em sua coxa, com força, e vi-o tremer, choramingando baixo e eu sei que é por eu ter impedido-o de continuar.
— Desculpe, Sr. Uchiha, mas o senhor é absurdamente delicioso. — respondeu, num tom culpado, meio triste.
Meneei minha cabeça negativamente e fui curvando-o de novo. Dessa vez, ao invés de ir com muita sede ao pote, ele esperou, o rosto meio virado para trás, esperando que eu dissesse algo. Lambi e beijei sua entrada.
— Se tem pressa, está me dizendo que quer terminar logo. — ele empalideceu momentaneamente. — E eu sei que não quer isso… Você se preparou demais para querer que tudo acabe logo. Quer aproveitar, não quer? — beijei suas coxas e apertei de leve seu pau em minha mão.
Ele assentiu e começou a beijar timidamente a minha glande, descendo devagar até onde sua boca alcançava. Beijei novamente seu cu enquanto masturbava-o lentamente, impondo o ritmo que Naruto deveria seguir. Meti minha língua ali quando ele foi me colocando dentro de sua boca, chupando com demora e gemendo de satisfação.
— Esperou tanto por esse momento, little bitch, agora curta, sinta, saboreei, pois a primeira vez jamais se repete. — raspei meus dentes onde antes eu lambia e ele estremeceu. — Você conseguiu o que queria, agora aproveite com calma. — ele começou a mamar e eu arfei rouca e audivelmente, sugando o ar por entre os dentes em seguida e dobrando uma das minhas pernas — Isso, little bitch, assim mesmo… Mama... Continue assim e eu vou meter com muito gosto em você.
Senti minha virilha ser molhada. Ou é baba escorrendo pelos cantos de sua boca ou são lágrimas que a gravata já não consegue mais aparar. Tirei os dedos de seu cu e trouxe seu pau para a minha boca, chupando-o na mesma velocidade que ele me chupava. Quando eu pressenti, pela forma como os músculos de suas pernas estavam se enrijecendo, que ele iria gozar, eu parei novamente, observando seu corpo ir aos poucos perdendo o “time”. Coloquei uma mão embaixo da minha cabeça, fechei meus olhos e arfei mais alto, bem grave, como forma de ratificar o bom trabalho dele, quando Naruto distribuiu chupadas nas laterais do meu pau.
Dá licença que quem vai curtir sou eu agora.
— Sr. Uchiha? — Naruto chamou, depois de me libertar de sua boca.
— Hn? — eu estava afagando a parte interna de suas coxas com a mão livre e já estava com as duas pernas dobradas, respirando profundamente.
Naruto, quando “domesticado”, sabe fazer um delicioso oral, tenho que admitir. Essa boca que eu gosto tanto de beijar, agora vai ser fodida de vez em quando por mim. Só de pensar nisso, eu me sinto mais quente.
— O senhor pode me soltar? Quer dizer, deixar só as algemas, por favor? — perguntou, receoso, virando seu rosto para mim. — Eu gostaria de me apoiar melhor. Prometo ser obediente. — falou, meio esperançoso, mas tímido.
Suspirei, tirando Naruto de cima de mim e virando-o de frente. Sentei-me, flexionando uma perna, deixando as mãos de Naruto sobre a panturrilha, e depois dobrei a outra. Então beijei-o lentamente para orientá-lo quanto a sua posição em relação a mim. Enquanto isso, retirei o cinto e o enrolei em meu braço, apoiei o braço com o cinto em cima da perna dobrada e o fitei. Ele queria morder o lábio, mas lutava bravamente para não fazer isso.
Aproximei seu rosto de meu pescoço e sorri quando ele percebeu isso e me beijou carinhosamente aquela parte, apertando o tecido da perna da minha calça para dissipar a ansiedade.
— Calma… — sussurrei. — Não vou te impedir de fazer algo tão bom. — Naruto sorriu e suspirou, claramente aliviado. — Só precisa descer em linha reta e vai ter o quer.
— Obrigado, Sr. Uchiha. — falou, humildemente.
Beijei sua boca e guiei-o. Apoiei-me nas mãos, atrás de mim, suspirei rouco e fechei os olhos, sugando o ar por entre dentes ao sentir Naruto começar a mamar lentamente, raspando levemente os dentes na subida e passando a língua em volta de minha glande sempre que meu pau estava próximo de sair de sua boca. Depois de um tempo, ele libertou seus lábios momentaneamente para respirar fundo e depois voltou a me sugar, dessa vez com as bochechas comprimidas, ainda num ritmo lento.
Franzi o cenho, sentindo aquela pressão boa, sorri, de olhos fechados, e coloquei uma mão em seus cabelos, acariciando-os para então prendê-los com força e ditar um ritmo mais rápido. Naruto gemeu, fazendo sua voz vibrar sobre meu pênis. Abri meus olhos e o encarei.
— Para de chupar. — ordenei, segurando sua cabeça. Ele parou, chorando e se lamuriando. Sério, Naruto estava chorando quando dei a ordem. Eu ri, meneando a cabeça. — Deixa a boca aberta, seu idiota. — ele abriu e eu comecei a empurrar, fodendo-a como eu queria.
Seu choro deu lugar a gemidos engolidos e engasgados de prazer. Segurei a corrente de suas algemas, acima de sua cabeça, Naruto afastou suas pernas para lhe dar maior apoio e eu o fiz engolir completamente o meu pau, até sentir o fundo de sua garganta contra minha glande. Puxei-o de volta, para ele tomar fôlego.
— Vai chorar? — perguntei, soltando suas mãos e puxando seus cabelos para cima. — Eu não te disse que estava fazendo direito? — ele assentiu, engolindo a saliva que escorria pelos cantos de sua boca. — Por que é que você estava chorando?
Fazê-lo entender quem está no comando e assim ensiná-lo a confiar em mim faz parte do treinamento para ser meu submisso perfeito. Não importa agora se ele vai desistir ou não, já decidi que quero Naruto para mim e quem não vai largar do pé dele sou eu. Minha mãe sempre dizia que jamais iria me fazer querer alguma coisa, porque sou implacável para obtê-la. E Naruto tem que aprender a não ser tão precipitado em seus julgamentos.
— Porque eu achei que o senhor não me deixaria mais chupá-lo como merece. — respondeu, com as bochechas vermelhas. — Além de que… — o rubor se espalhou pelo seu pescoço. — Eu queria que o senhor gozasse em minha boca.
Passei um dedo em seus lábios e instintivamente ele lambeu. Estou tentado a fazer isso, afinal eu realmente preciso de uma boa foda, mas não sei se faço. Estreitei meu olhar e me curvei para beijar seu pênis, obrigando-o a se deitar. Escancarei minha boca e mantive uma mão em seu rosto, retirei rapidamente a venda e, no “automático”, Naruto me encarou no exato momento que comecei a engoli-lo, até que meus dentes tocassem sua virilha. Ele ofegou audivelmente, com a boca aberta e os olhos tremulando.
Relaxei minha garganta e movi os músculos de minha garganta, estimulando-o. Apertei meus lábios e comprimi as bochechas, retirando-o de minha boca num chupão forte. Arfei e lambi lentamente, sem parar de olhá-lo um único instante. Ele disse que contato visual o deixa excitado, certo? Quero ver ele lidar com o meu contato visual. Chupei as laterais de seu pênis com uma calma, como se fosse normal para mim — e é, mas isso não vem ao caso — e o engoli-o de novo, comprimindo dessa vez a minha garganta.
Vamos, Naruto, eu quero ouvi-lo gozar. Retirei-o de novo e o segurei, subindo e descendo a minha mão. Lambi meus lábios, talvez agora ele entenda o que eu quero, e fiquei contornando a sua glande com a ponta da língua, de vez em quando simulando uma penetração na sua fenda. E, claro, sem parar de olhá-lo.
— Naruto… — sussurrei. — Faça por onde merecer… — pisquei um olho para ele. — Por que está se contendo? Não entendeu que eu quero... — arregalei meus olhos. — Tudo.
Ele se contorcia, completamente movido pela febre do tesão, choramingando e gemendo alto, suas pernas mal paravam de se mexer, se eu não as segurasse com o meu peso. Abarquei sua glande com meus lábios e suguei, praticamente o obrigando a gozar, acelerando a felação em sua extensão. Tenho que admitir: Naruto está uma delícia hoje.
Em dado momento, ele se sentou de súbito, agarrou meus cabelos com as mãos, mesmo estando com elas presas, e ergueu a minha cabeça, me afastando de si. Seus gemidos ininterruptos anunciavam o inevitável: ele iria gozar. Arqueei uma sobrancelha e lhe dei uma tapa forte em sua cara, fazendo-o deitar-se de novo.
— Goza. — mandei, aplicando um pouco de pressão em minha mão que estimulava seu pau, sem parar de olhá-lo. Naruto chorou, de novo, tentando fugir de mim. Meneei minha cabeça negativamente, pus a outra mão em seu pescoço, segurando-o no chão, e coloquei minhas pernas sobre as suas, impedindo seus movimentos — Goza, Naruto. — mandei, ainda mais autoritário.
Naruto arregalou os olhos, as pernas tremendo violentamente até os músculos de suas coxas travarem. Ele abriu a boca em um grito mudo e gozou com força, voltando a gemer baixinho assim que seus músculos relaxaram. Eu sorri, vendo a marca de cinco dedos em seu rosto ganhar mais cor, e levei minha mão suja de seu sêmen aos meus lábios, pendi minha cabeça de lado e fiquei observando-o recuperar as estruturas. Escorreguei minha mão e toquei-me por dentro da calça. Seus olhos ficaram para cair da cara.
— E acha que com esse comportamento eu vou gozar na sua boca? — eu disse, me levantando do chão e o deixando ali, virei-me de costas e movi meu pescoço, fazendo-o estalar. — Eu nem sei dizer se vai merecer que eu te foda, little bitch, quiçá me ter em sua boca de novo… — falei baixo, mas de forma severa.
Parece que ele esqueceu como funciona as coisas comigo. Ele deve ter esquecido que eu mando e ele obedece, simples assim. Acho que foi isso. Sentei-me na cama e cruzei as pernas.
— Desculpe, Sr. Uchiha… — falou, num tom culpado, depois de se sentar no chão. — Ainda estou tentando me acostumar com a ideia… — seus dedos remexiam inquietos sobre seu colo e seu olhar tremia enquanto ele tentava me encarar. — Não é tão fácil quanto eu achava que fosse… — fez um careta de desgosto e voltou os olhos para o chão. — Acho que o meu sangue é muito forte.
Suspirei e descruzei minhas pernas.
— Vem cá. — chamei com uma mão. — Vou deixar essa passar só porque é sua primeira vez e porque você estava indo muito bem até o sangue de Dona Kushina ter fervilhado aí. — ele deu um jeito de engatinhar até mim e se colocou entre minhas pernas. Tapei sua visão com a mão e com a outra eu abri minha calça. — Coloca suas mãos para frente.
Ele o fez e eu as guiei para o meu membro, ao passo que eu lhe tocava com a ponta dos dedos do pé. Naruto sorriu timidamente, soltando um resmungo de satisfação. Beijei sua boca quando senti seus dedos “reconhecerem o território”. Mantive minha mão em seu rosto, enquanto com a outra eu sustentava o meu próprio corpo. Suas mãos envolveram o meu pênis.
— Posso voltar a te chupar, Sr. Uchiha? — perguntou, sorrindo, levemente ansioso.
Sorri de lado.
— Pode… Mas se abrir os olhos, vai se arrepender amargamente. — afastei a mão de seu rosto e ele já estava apertando os olhos. — Não ouse me testar, Little Bitch… Não vai ser bom para sua sanidade testar o diabo.
Ele beijou a pele exposta acima da minha virilha e voltou o rosto para o meu, ainda de olhos fechados.
— Eu nunca faria isso… Desagradá-lo a esse ponto, Sr. Uchiha. — falou, sorrindo.
Naruto guiou-me e quando sentiu minha glande tocar seus lábios, colocou a língua de fora e circundou-a. Lambeu-me como se eu fosse um sorvete, para então me engolir o máximo que sua boca conseguia. Sugou-me lentamente, mas sua contenção era perceptível, ele apertava minhas coxas com força, procurando ali um ponto de equilíbrio. Naruto tinha fome.
— Eu pensei que queria me chupar, Little Bitch. — empurrei-o e ele engoliu-me um pouco mais, gemendo engasgado no ato, afastei minha mão de sua cabeça e ele retrocedeu, respirando fundo. — Parece que está com preguiça. — eu ri baixo. — Vai me chupar feito moleque ou feito homem, Naruto? — eu sorri que nem o diabo quando ele estremeceu. Isso lembra algo a vocês? Acho que sim.
Ele entortou a boca e franziu as sobrancelhas, numa expressão de indignação ou de ofensa. Respirou fundo e suavizou a expressão. Depois ele lambeu todo o meu pênis, espalhando sua saliva e voltou a me chupar, vorazmente, dessa vez. Agora sim, até me arrepiei com isso. Naruto aplicava tanta pressão que quando retirava-me de sua boca um estalo alto era ouvido. Arfei em resposta, de forma grave, para lhe indicar que era exatamente assim que eu queria. Ele gemeu, satisfeito, fazendo a vibração reverberar por mim. Acabei fechando meus olhos só para me concentrar mais em suas succionadas.
Droga, ele quer me arrancar fora e isso só me deixa mais duro! Por não conseguir, pelo menos eu acho que é isso, me engolir por completo, parte do meu pau sua boca comprimia e chupava com muita gula, enquanto a outra era massageada rapidamente por suas mãos. E para terminar a minha loucura pessoal, o tintilar das algemas com seus movimentos era um afrodisíaco para os meus ouvidos. E pensar que vou realmente gozar na boca dele.
Levantei-me e, “no susto”, Naruto me engoliu de vez, me provocando risos mesclados a rosnados luxuriosos. Segurei sua cabeça e fi-lo parar de me chupar, mas não de me tocar com pressa. Ele apertou os olhos e engoliu em seco, retomando o fôlego.
— Abre a boca… — ordenei num arfar grave. Ele abriu, colocando a língua para fora, e eu tirei suas mãos de mim, segurei seus cabelos com uma mão e com a outra masturbei-me.
Naruto segurou-se em uma de minhas coxas e eu o olhei. Sua cara de expectativa, de entrega, de desejo, somado aos seus gemidos de boca aberta, depois de todo o boquete que ele me dera, me fizera gozar em sua cara, parte em sua boca, parte pelo rosto, enquanto eu emitia um som que nem sei definir o que era. Passei a cabeça do meu pau em sua língua, limpando-a e despejando o resto, para então esfregar em sua cara, de leve. Ele praticamente ronronou, satisfeitíssimo, enquanto engolia o que tinha em sua boca. Soltei-o e me afastei, arrumando as minhas roupas, arregaçando as mangas da minha blusa.
— Abre os olhos. — ele o fez lentamente, como se acordasse de um sonho bom. — Gostou, little bitch? — sorri de modo safado para ele.
— Muito, Sr. Uchiha. — respondeu, com os olhos brilhando de esperteza.
— Isso é o que acontece quando é obediente. — pisquei um olho para ele. Apontei para seu rosto. — Ainda tem. — ri ao mesmo tempo que ele ria.
Fui até seu closet em busca de outra gravata. Encontrei uma vinho. Gostei, vou ficar com ela. Retornei para ele, parando-me de frente a Naruto e acabei rindo contidamente de seu olhar guloso para o volume em minha pélvis. Esse Naruto é tão descarado.
— Vai para a cama. — indiquei o lugar com o rosto. — Chegou a hora. — pisquei um olho e ele abriu os olhos de forma absurda. — Tem lubrificante, little bitch?
Dei-lhe as costas e fui para o banheiro, imaginando que seria ali onde ele guardaria. Aproveitei e peguei uma camisinha em meu bolso.
— No armário do banheiro, Sr. Uchiha. — respondeu.
— Quando eu voltar, te quero na cama. — fitei-o de quatro no chão. — Se saiu tão bem que eu vou te comer num lugar confortável. — pisquei um olho para ele, de dentro do banheiro, sorrindo de lado.
Abri o armário e, ao lado de produtos para pele, encontrei o lubrificante. Li rapidamente o rótulo enquanto fechava a porta do banheiro. Deixei o lubrificante na pia e coloquei a camisinha em mim, dando o tempo que julguei necessário para Naruto chegar a cama. Organizei-me e saí, levando o lubrificante comigo. Deparei-me com ele de joelhos, sobre o colchão, as mãos algemadas entre as coxas.
Sorri e peguei alguns travesseiros depois de saber que não é tão pegajoso. Joguei os travesseiros em cima da cama e subi, colocando-me de pé ali. Fiz um gesto com o dedo para ele ficar de quatro. Sorri ao ver sua bunda bem empinada para mim quando ele se virou, deitando o rosto para me olhar. Neguei, erguendo a gravata. Só porque conquistou o direito de ser comido, não quer dizer que vai ver. Vi seu olhar de vacilo em se frustrar ou não.
Ajoelhei-me e ele endireitou a postura para que eu colocasse a gravata em seus olhos. Vendei-o, abracei-o por trás, fazendo questão que sua bunda roçasse em minha ereção. Ele se empinou e se esfregou em mim, ofegando.
— Não fique triste, Naruto. — sussurrei, abandonando só por aquele momento o meu dominador interior. — Eu prometo que não vai se arrepender de estar vendado. — beijei e succionei com carinho sua clavícula.
— Tenho certeza que não me arrependerei de nada, Sr. Uchiha, principalmente se for algo que lhe agrade. — ele respondeu, com a cabeça encostada em meu ombro. Virou-a um pouco e cheirou meus cabelos.
Deitei-o, coloquei dois travesseiros embaixo de seus quadris, e dei duas tapas, uma de cada lado de sua bunda. Abri suas nádegas com uma mão e dei outra tapa, mais forte, bem naquela região perto de sua entrada e seus testículos. Ele gemeu alto, encolhendo-se sob meu golpe. Eu o quero bem sensível, muito sensível quando me sentir dentro de si. Suspirei, me deliciando com o tom de vermelho que ela estava adquirindo enquanto eu esfregava aquela região para aumentar a temperatura. Delícia de bunda, Kami! Dei outra ali e fitei-o quase gritar dada a sensibilidade. Lambi sua entrada e despejei o lubrificante sobre meu pênis, tocando-o e ao de Naruto em igual velocidade.
— Não ouse segurar o grito. — falei, com a voz autoritária. Naruto me “fitou” por cima do ombro com as sobrancelhas franzidas, claramente confuso.
Já esperei demais. Rocei minha glande em seu cu e empurrei de uma vez, vencendo sua resistência com a minha força. Naruto gritou alto, quase se engasgando com o choro, e voltou a se encolher, puxando os lençóis com força. Eu só conseguia repetir em minha mente “meu, meu, meu, meu”, como se fosse um mantra para não perder o meu autocontrole. Gemi alto, grave, algo parecido com um rosnado selvagem, quando senti-me completamente dentro de Naruto, arranhando com força suas nádegas. Ele respirava de forma curta e audível, quase desesperada, mordeu o lençol, puxou-o descontroladamente, rasgando o tecido, e voltou a gritar furiosamente. A pressão que me aplicava é indescritível, pulsava violentamente ao meu redor e era quente, imoralmente quente. Caralho! Que cu é esse, meu amigo?! Se eu não cuidar, eu me perco.
Respirei fundo, voltando dessa viagem até o inferno do prazer, abri bem a bunda de Naruto, saí lenta e completamente só para empurrar uma segunda vez com força. Não, eu não estou vendo isso. Kami, faz isso ser uma ilusão ou eu vou surtar! Sangue, está escorrendo sangue do cu de Naruto, criando finos caminhos pelas suas coxas. Eu comecei a rir, gargalhando alto, me sentindo crescer. Eu tirei a virgindade dele?! É demais, é demais, eu, o dominador, tirei a virgindade do meu submisso? Eu vou pegar Naruto, colocar uma coleira e esconder ele lá em casa, porque está demais para a minha sanidade!
Sacudi a cabeça, contendo meus impulsos sádicos, curvei-me para beijar e chupar a pele das costas de Naruto enquanto começava a me mover. Eu nem preciso dizer o quanto os lençóis de Naruto estão lindos com os pingos vermelhos. Fui entrando e saindo, metendo menos que completamente, pois ainda encontrei um pouco de resistência.
Fechei meus olhos e arfei, estocando num ritmo delicioso. Naruto começou a gemer, não mais de dor, mas de prazer e sei que é prazer por causa da coloração de suas orelhas. Vermelhas de prazer. É engraçado, eu sei, mas é a verdade. Meti bem devagar, sorrindo de boca aberta, esmagando seu ponto sensível e ouvi o som melodioso de um submisso gozando gostosamente. Arfei de modo gutural ao sentir seu canal praticamente me estrangular durante o orgasmo e isso provocou um espasmo em Naruto. Parece que alguém gosta de ouvir o “monstro”. Naruto deitou-se com o rosto de lado no colchão, ele respirava pesadamente, mas eu não saí de dentro dele.
Dei-lhe um tempo, coisa de alguns segundos, para então tornar a me mexer.
— Você disse que gosta de galopar. — sussurrei em seu ouvido, enquanto eu apertava os seus mamilos inchados e metia com força e velocidade. — Vamos ver se galopa tão bem quanto me chupa.
Agarrei sua cintura e eu rolei para o lado, fazendo Naruto sentar-se sobre meu ventre, sentindo-me todo em si. Mais um grito seu, dada a repentina mudança de posição e eu me senti o homem mais relaxado do mundo. Adoro ouvir o grito de um submisso, principalmente se for eu o motivo do grito. Peguei os travesseiros, deixei atrás de mim e me recostei, observando Naruto se posicionar melhor no “cavalo”, “montando” melhor. Dobrei uma perna e suspirei, deleitando-me com a visão de suas costas toda marcada.
— Quanto tempo faz que não galopa com vontade, little bitch? — apertei seus quadris e no ato arranhei a pele daquela região. Subi-o um pouco e deixei que seu peso o fizesse descer, entrando tudo de novo.
Ele gemeu e se empinou sobre meu colo, apoiando-se em minha perna dobrada. Girou os quadris de leve e voltou a subir. Rebolou de novo e desceu com força, arqueando as costas e jogando a cabeça para trás, choramingando.
— Há quase dois anos, Sr. Uchiha. — respondeu, ofegante.
Dois anos? Então calma. Não posso perder isso. Eu empurrei o corpo de Naruto para frente, e foi meio brusco, eu sei, agarrei suas pernas e o girei, deixando-o de barriga para cima. Acabei rindo de sua cara de confusão. Segurei em seus braços e o trouxe para meu colo, fazendo seu rosto se chocar contra meu peito. Meti lentamente em seu interior, ouvindo seu gemido lascivo e demorado, e fui me recostando sobre os travesseiros, deixando-o montado de novo, porém com as mãos em minha barriga. Ofegante e pingando, uma delícia.
— Seu rosto está tão lindo, todo corado. — peguei suas mãos, ergui-as e subi minha camisa, pousando-as ali de novo. — Agora galopa gostoso que eu quero gozar dentro de você. — enrijeci os músculos do abdômen, exatamente onde ele tocava.
Ele passeou as mãos ali por um tempo, respirando com a boca aberta, e começou a rebolar suavemente. Depois, levantando um pouco os calcanhares, iniciou um sobe e desce ritmado. Subia devagar, girava os quadris, descia com força e rebolava. Eu simplesmente estou flutuando de satisfação com sua desenvoltura. Valeu a pena a espera e tudo o que aconteceu pelo caminho. Mas sinto que vou ter que ensinar algumas coisinhas a ele, coisas “do ofício”.
Isso até ele cansar e ficar só no sobe e desce. Naruto se empinava e arranhava meu abdômen, gemendo alto sempre que meu pau entrava todo dentro dele. Agarrei sua cintura e o ergui, ajoelhando-me, coloquei minha cabeça entre seus braços e o fiz descer, entrar rapidamente e com força. Naruto gritou deliciosamente no meu ouvido.
— Assim… — sussurrei, apertando seus quadris entre minhas mãos e fazendo ir e vir contra meu abdômen. — Nem preciso mandar você se apertar… Já faz isso naturalmente… — chupei e mordi sua orelha, movendo seus quadris mais rápido. Ele abraçou meu pescoço e encostou a boca na minha pele, ofegando e gemendo sobre ela. — Assim mesmo, agora rebola.
Soltei um som animalesco quando ele começou a girar os quadris e eu o mantendo ali, sem subir, comigo completamente enterrado dentro dele. Naruto arfava ininterruptamente, ora jogando a cabeça para trás ora recostando em meu pescoço. Puxei seus cabelos, beijei vigorosamente sua boca quando comecei a meter impiedosamente, acertando sem parar o seu ponto sensível e de vez em quando eu estapeava as suas nádegas com a outra mão. Ele chorava, agoniado, clamando meu nome, arranhando minha nuca e puxando meus cabelos com força suficiente para eu sentir um leve formigar.
Ele está em chamas! Ou sou eu? Deve ser eu. Deitei-o, tirando seus braços de meu pescoço e prendi suas mãos no ferro da armação da cama. Vou dar uma recompensa especial a ele, uma que nunca dei a nenhum submisso meu, nem mesmo a Kiba. Isso deve se dar ao fato de Naruto ser minha soulmate, faz até sentido. Meti mais rápido, segurando suas pernas, aplicando mais força para fazê-lo se contorcer de prazer, clamando pelo orgasmo, mas querendo que ele demore para me sentir mais. Agarrei a barra da minha camisa e a subi até ficar no meu tórax, dei uma tapa de cada lado de suas pernas e senti meu pau ser praticamente estrangulado. Ele voltou a gemer alto, tentando encolher as pernas, enquanto segurava a corrente das algemas com as mãos, puxando-a involuntariamente.
Coloquei-me de quatro sobre ele, apoiando meu peso nos cotovelos, Naruto enlaçou a minha cintura com as pernas e eu comecei a me chocar vigorosamente contra sua bunda, fazendo os sons de nossos corpos se batendo, mesclados aos da cama rangendo serem absurdamente altos, isso tudo somado com os gritos de Naruto — que subiam uma nota a cada investida — e aos meus rosnados.
Estava chegando e seria frenesi puro. Fui retirando a venda de Naruto enquanto sugava seus mamilos, pois eu vou deixar que ele me veja gozar. Eu quero que Naruto, como meu mais novo submisso, receba a maior de todas as gratificações: a expressão do orgasmo de seu senhor. Depois de alguns segundos, ele me encarou e sua expressão de desespero luxurioso se deparou com a minha de tesão voraz.
— Você é o único que conseguiu ser penetrado de primeira, Naruto. — sua boca se abriu, acompanhando seu espasmo forte, o último momento de sanidade. — Vai ser o único a me encarar nesse momento sublime! — ele sorriu e mordeu o lábio rapidamente, talvez se dando conta que não o deveria ter feito, mas eu vi.
Oh se vi. E vou dar o troco. Não agora. Agora eu vou finalizar a primeira rodada de uma ótima transa. A segunda talvez comece comigo lhe dando um castigo pela ousadia.
Não demorou. Duas estocadas depois, Naruto gozou violentamente, perdendo o fôlego, a voz e os sentidos, principalmente depois de ouvir todos os sons másculos que soltei, pois eu gozara junto com ele. Ainda consegui beijá-lo antes que Naruto desmaiasse, completamente esgotado. Um verdadeiro submisso encontra a plenitude na face de prazer de seu senhor.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Ele adormeceu e eu fui para a janela fumar um pouco, enquanto Naruto se recuperava. Eu queria dizer que transamos mais pela madrugada, mas ele não acordou, estava exausto. Acabei indo dormir também, abraçado pela primeira vez, em anos, ao meu submisso. Geralmente eu os deixo dormir e vou embora, mas senti vontade de ficar. As vezes, na madrugada, Naruto mexia-se, procurando se aferrar mais a mim. Essa é, também, a primeira vez que dormimos juntos, como se fôssemos um “casal normal”, o que pode explicar o comportamento de Naruto. E, por incrível que pareça, eu dormi até tarde. Levem em consideração que geralmente durmo umas quatro horas por dia e seis da manhã já estou no batente. Então eu dormi e quando acordei, me vi quase sem camisa, com o meu abdômen todo marcado de beijos que já sumiam, e com Naruto ressonando alto, abraçado a minha cintura. O lençol já havia sido derrubado e ele estava exatamente como veio ao mundo, porém com a pele digna de uma pessoa que andou rolando numa rua de cascalhos.
Soltei-me dele, colocando um travesseiro no lugar da minha cintura para ele agarrar, e me deixei alguns minutos admirando o “resultado”: as marcas de minhas mordidas, chupadas e palmadas ainda eram evidentes em sua bunda, apesar de estarem mais “suavizadas”, a pele de seus ombros e sua sua nuca caminhavam pelo vermelho leve, mas eram gritantes os meus chupões. Suas costas e seus quadris estavam levemente arranhados, mal dava para se ver. Olhei para um canto abaixo de suas pernas e vi a pequena mancha seca de sangue. Só pude sorrir e ir para o banheiro.
Meu banho foi rápido, devo dizer, eu realmente estava era com fome. Mas ainda fiquei pensando nas marcas em meu corpo. Ele me beijou enquanto eu dormia? Moleque ousado, vai receber um castigo gostoso quando acordar.
Depois de limpo e vestido, sendo seguido por um gato em seu modo demoníaco, fui para a cozinha ver o que tinha para comer. Diante das opções, optei por cozinhar algo e pensei seriamente de jogar Kurama na panela com água fervente, se ele não parasse de tentar me arranhar. Preparei uma vitamina de banana com maçã, cortei fatias de pão e as assei no azeite, fiz três omeletes com queijo branco e algumas verduras e vi que já era nove da manhã. Nossa, como eu dormi! Sentei-me para comer e adivinha quem subiu em cima da mesa para me vigiar de perto? O gato.
— Por que você não vai procurar um rato para encher o saco? — perguntei, colocando num prato as fatias de pão e duas omeletes.
Servi-me da vitamina e simplesmente o gato deu um bote, quase arranhando a minha cara de novo, miando ferozmente. Eu desviei a tempo e pensei em jogar uma faca nele, mas ignorei. Kurama ficou sibilando alto para mim, todo arrepiado, e sempre que eu ia pegar no copo, ele tentava me atacar, mas eu desviava de sua patada. Eu via em seu olhar que seu desejo era pular na minha cara e retalhá-la, mas como eu estava “na minha”, ele só ficava agindo feito cobra: sibilando e dando bote.
E, de repente, provavelmente movido ou pelo cheiro da comida ou pelo fato de eu não estar ao seu lado na cama, Naruto apareceu, só de cueca e usando um suéter sem gola e com um “naruto” na frente, o cabelo todo bagunçado, mas o rosto recém lavado, provavelmente indicando o recente banho. Kurama, ao ver o dono, miou alto, como se exigisse algo de Naruto.
— Bom dia para você também, coisinha irritante. — revirou os olhos para o gato. — Deixa o Sasuke em paz, senão eu deixo ele fazer o que quiser com você.
Kurama olhou para Naruto com as orelhas em pé e se virou para mim. Sibilou de novo, sem se deixar intimidar, tentou me arranhar de novo quando aproximei minha mão da jarra de vitamina. Eu desviei, mas enfim ele não me deixou mais pegar a jarra. Suspirei, irritado, fiquei tamborilando os dedos na mesa, encarando o felino. Kurama se encolheu, miando de forma ameaçadora e com os pelos arrepiados ainda, e ficou olhando para os meus dedos. Eu estou perdendo a minha paciência com esse gato.
Naruto bufou e pegou o pequeno demônio no colo.
— Eu não vou me estressar com você logo de manhã. — falou, enquanto saía da cozinha.
Alguns minutos depois voltou, com o gato dentro de uma “jaula”, aquelas que se usa para transportar animais. Colocou-a perto da porta da cozinha, virada para a mesa.
— Você só sai daí depois que Sasuke for embora. — resmungou para o gato e se sentou a mesa também. Olhou para mim e sorriu brilhantemente. — Bom dia.
Sorri de volta, mais contido, e me levantei para servi-lhe o café da manhã que eu fizera. Como era basicamente tudo muito light e feito no azeite, eu sei que ele não vai estar quebrando regra nenhuma de dieta. Quando eu terminei de colocar a vitamina no copo, apoiei-me na mesa, com Naruto entre meus braços e aproximei meus lábios de seus ouvidos.
— Coma bem… — sussurrei. — Porque você vai receber o seu primeiro castigo como meu submisso. — mordi de leve o seu pescoço, vendo-o se encolher e estremecer de leve.
Me afastei e fui lavar o que eu sujara para preparar e comer o café da manhã. Naruto terminou de comer e me trouxe seu prato, seu copo e os talheres, me fitando com uma cara de cachorro culpado. Só sorri de lado e continuei lavando.
— Leve o gato para o seu quarto. Não quero que ele veja isso. — disse, sem me virar para saber como Naruto estava. Silêncio. — Entendeu, little bitch?
— Entendi sim, Sr. Uchiha. — resmungou, quase baixinho demais, meio chateado.
Eu apenas sorri, ainda de costas e ouvi o miado de Kurama se distanciando. Alguns instantes depois, Naruto retornou e eu já havia terminado de lavar tudo. Fiz um gesto para que ele se aproximasse e abri a gaveta onde achei os utensílios de cozinha. Eu encontrei o que buscava. Um pegador, um negócio de aço inox, cuja ponta é de borracha colorida, que literalmente pega as coisas, geralmente usado para pegar alimentos muito quentes para serem colocados em outro local. Como aquela coisa que as mulheres usam nos cílios, só que maior.
— Sabe por que vai ser castigado? — encostei-o um pouco duramente contra a pia e comecei a levantar a barra de seu suéter.
— Não… — murmurou, olhando para o que eu fazia, assustado. — Sr. Uchiha.
Levantei a minha camisa e lhe mostrei meu abdômen com as leves marcas. Naruto, ao ver, arregalou os olhos e apertou com força a região da pia onde suas mãos estavam. Aproximei meu rosto dele quando deixei seu suéter na altura que eu queria, um pouco acima dos mamilos.
— Sabe o que é isso? — apontei para uma das marcas com o pegador.
Ele apertou os lábios, olhou para o chão e começou a respirar de forma acelerada.
— Desculpe, Sr. Uchiha. — falou, ainda num tom sussurrado.
— Eu não lhe dei permissão para fazer isso, dei? — ele negou culposamente. Aproximei o pegador de um dos seus mamilos e o circulei bem devagar — Vou conta até dez. Se você aguentar sem desviar os olhos do meu rosto, eu não vou mais te castigar.
Curvei-me para lamber e chupar o seu mamilo, apenas para que ficasse duro. Ele estremeceu violentamente, provavelmente por sua pele ainda está sensível. Encarei-o seriamente e encostei a borracha do pegador naquela parte. Encaixei-o ali e apliquei pressão. Ele ofegou e arregalou levemente os olhos, o medo era visível neles.
— Um. Dois. Três. — movi lentamente, apertando um pouco mais. — Quatro. Cinco. Seis. — Naruto franziu as sobrancelhas e apertou os lábios, numa clara expressão de sofrimento. Dava para ouvir os resmungos de dor que sua boca produziu, mesmo fechada. — Sete. Oito. — puxei para frente o pegador, vendo o mamilo dele ir perdendo a cor. — Nove. — ele me olhava suplicante com olhos brilhando de lágrimas não derramadas, os lábios tremendo e as pálpebras pesando para fechar. — Dez. — soltei-o.
Deixei Naruto olhando para si enquanto respirava embargado pelo choro. Ele foi um submisso tão bom, para seu primeiro dia, que vou lhe dar sua primeira recompensa. Abri o freezer da geladeira, peguei um cubo de gelo e o coloquei na boca, fechando em seguida. Aproximei-me de Naruto e tirei sua cueca, ainda deixando-o de pé. Deixei-o escorado na pia, um pouco acima do chão, e quando eu senti que o cubo estava no tamanho que eu queria, comecei a beijar seu mamilo avermelhado, lambendo e chupando de leve, apenas para que o gelo entrasse em contato, mas não machucasse tanto.
Tateei sua entrada e empurrei lentamente um dedo, massageando a sua zona erógena. Naruto apertava não só o mármore da pia com as mãos, como também o meu dedo com o seu interior quente. Usei minha língua para acariciar a região dolorida com o gelo e ouvi um arfar arrastado. Beijei seu mamilo e me afastei, mas mantendo meu dedo em seu canal, porém movendo agora.
— Como se sente, Naruto? — eu já não usava mais o tom dominador sobre ele. Naruto se saíra muito bem cumprindo seu papel. Nós dois merecíamos uma “saideira”.
— Como se tivesse acabado de tentar fugir de uma sessão com Kurenai e ela tivesse me alcançado. — respondeu, com uma expressão confusa no rosto.
Eu não aguentei. Era demais para o momento. Acabei me afastando completamente de Naruto e desatinando a rir tenebrosamente, uma gargalhada que foi aumentando à medida que a imagem de Kurenai correndo atrás de Naruto, que corria desesperadamente, com algum apetrecho de maquiagem gigante crescia em minha mente. Eu ri até sentir dor na barriga e falta de ar. Quando finalmente parei e me recuperei, eu já estava no chão, as costas contra a pia, com meus braços apoiados nos joelhos flexionados. Como é que eu posso tentar alguma coisa com ele agindo dessa maneira? Aí eu me desmonto. Deuses, esse Naruto… Não posso negar em dizer que senti falta desse lado dele que me faz ser mais humano.
Levantei-me com dificuldade, ainda rindo, porém de forma mais contida, e esfreguei meus cabelos, tentando dissipar a vontade de rir de novo. Olhei de lado e me deparei com Naruto: braços cruzados, sobrancelhas franzidas e boca meio torta para baixo, quase num bico, me encarando. Faz o bico para eu morder, pensei, me virando para ele.
— Que foi? — perguntei, me aproximando, e envolvi sua cintura com minhas mãos.
— Você, rindo de mim! — respondeu, indignado, e dessa vez fez o “meu bico”.
Ah, sim, Naruto, agora sim. Apertei sua cintura e o fiz dar um “salto para o meu colo”. No ato ele enlaçou a minha cintura e eu deixei minhas mãos embaixo de suas nádegas. Seus braços envolveram relaxadamente o meu pescoço e uma de suas mãos ficou mexendo em meus cabelos da nuca. Suguei o ar por entre os dentes quando empurrei novamente um dedo em sua entrada e ele arfou baixo, me olhando ainda de sobrancelhas franzidas, mas sei que a razão é outra. Comecei a caminhar pela cozinha, indo para a sala.
— Por que a gente não esquece isso, evita uma discussão desnecessária e você dá para mim antes de eu ir buscar Maiko? — arqueei uma sobrancelha e lambi aquele bico tão meu.
Meti outro dedo, ainda devagar, movendo-os em sincronia, já o preparando independentemente da resposta que Naruto me desse. Ele me abraçou com mais força e encostou seus lábios em meu pescoço, respirando e ofegando baixinho sobre minha pele. Arfei com o arrepio que sua respiração aquecida provocou em mim. Depois se voltou para meus lábios, deixando um selinho ali, que acabei devolvendo quase que imediatamente.
— Você não é chamado de diabo à toa, não é, seu manipulador safado?! — respondeu, num tom brincalhão, rindo. Eu sorri de lado e pisquei um olho para ele.
Joguei-me sobre o sofá, deixando Naruto novamente montado em meu colo, e meti um pouco mais rápido os dedos dentro de si, enquanto trocava um beijo luxurioso com Naruto. Com a outra mão, eu afaguei seu pau, que já dava sinais do que Naruto queria naquele momento.
— Vai me dizer que você prefere discutir comigo no lugar de me dar esse rabo delicioso? — coloquei o terceiro dedo, ainda devagar haja vista que ele ainda está sensível pela noite passada.
Não movi, fiquei olhando-o e esperando. Naruto apertou o tecido de minha camisa entre os dedos e soltou o fôlego. Eu soltei seu pênis e afaguei seu rosto com as costas da mão, para escorregar até as nádegas e apertar uma de leve, numa massagem gentil.
— Não. — beijei suavemente seu pescoço, tentando de alguma forma diminuir sua dor. — Eu não poderia mentir nem se quisesse. — me encarou e sorriu.
Novamente nossas línguas se encontraram para uma valsa e um beijo demorado aconteceu, enquanto eu me libertava e massageava o seu interior com os três dedos. Alguns instantes depois, eu colocava a camisinha, enquanto Naruto beijava a região atrás da minha orelha ao mesmo tempo que afagava meus cabelos com leve puxões. Rocei sua entrada com a glande e o fitei.
— Acha que aguenta? — perguntei sério, olhando-o nos olhos.
Eu sei que se fizermos agora, amanhã ele não vai ter condições de trabalhar, já que hoje Naruto está completamente marcado e dolorido, além de estar com a “pélvis comprometendo seu andar”. Amanhã nem sentar ele vai, por causa do momento, ainda que eu esteja sendo a gentileza em pessoa.
— Vamos, Sasuke, eu quero… — ele tentou rebolar, mas eu o impedi. — Eu aguento.
— Tudo bem então… — beijei-o enquanto alargava sua entrada com uma mão e com a outra eu me empurrava para dentro.
Segurei seus quadris, ainda beijando-o de forma carinhosa, mas faminta, e fui o descendo, bem devagar, me engolindo pouco a pouco. Ele apertou meus ombros com força, fechando os olhos e tentando respirar fundo, mas sua ansiedade não deixava. Naruto é muito impaciente. Eu sei que ele só se contenta com tudo, então só parei quando senti suas coxas contra as minhas. Ajudei-o nos primeiros movimentos, pois ele não conseguiu me esconder sua face de dor, mas seus olhos me gritavam, em meio as lágrimas, o quanto ele queria prosseguir. Mais alguns beijos e estávamos deitados no sofá, eu por cima dele, estocando com vigor, mas lentidão, enchendo a minha mente com seus gemidos de prazer.
— Relaxa, Naruto. — sussurrei, depois de beijar e chupar suavemente a sua orelha. — Tem que relaxar ou vou te machucar… — falei roucamente, dado os apertos fortes ao redor do meu membro. Era como se ele estivesse em sua primeira vez. Nos fitamos e eu lhe dei beijos rápidos. — Está doendo?
— Um pouco, mas é bom… — acariciou meu rosto, sorrindo docemente. — Porque é você.
Sorri, deixando um beijo na palma de sua mão e vou dizer como fora aquela manhã. Não houve uma só estocada minha dentro dele que eu não o tenha beijado ou lhe encarado. Sempre me achei frigideira, mas parece que achei outra frigideira que combina de certa forma comigo, ainda não tenho certeza. Acho que o que fizemos naquela manhã, deitados em seu sofá da sala, o qual Naruto nunca mais soube olhar de modo normal depois, foi o que chamam de “fazer amor”. Ao fim, chegamos ao orgasmo juntos. Eu me sentia extasiado e enquanto eu levava Naruto para seu quarto, ele não parava de beijar meu pescoço e meu queixo, completamente aferrado a mim.
Kurama, ao ver isso, se inflou e miou alto. Eu conheço o ciúme quando vejo. Deixei Naruto em sua cama, enquanto eu saía catando pela casa os meus pertences. Retornei ao quarto para lhe dar adeus e lhe fazer o questionamento.
Ele estava de bruços na cama, a parte superior do tronco sobre dois travesseiros, e parecia completamente realizado. O safado até sorria, passando o polegar por seus lábios.
— Naruto, eu quero te fazer duas perguntas. — eu disse, sentando-me ao seu lado para calçar meus tênis. — Por que tinha aquela obsessão de ir para a cama comigo?
— Não era obsessão, seu convencido! — revirou os olhos, sorrindo. — Não é por nada não, mas você já se viu no espelho? — levantou a sobrancelha sugestivamente e depois riu. — Brincadeira, não é por isso. Desde aquele dia no hospital você me provoca, Sasuke, e por Kami, esses seus olhos são de arrepiar.
Sorri de lado e me curvei para beijar-lhe a face, depois de ter calçado meus tênis. Faz sentido. No fim, fora minha culpa e, nesse caso, que bom que foi minha culpa.
— Levando em consideração que independentemente da sua resposta, eu vou te fazer meu submisso, por que o que é meu é meu! — sussurrei gravemente em seu ouvido e endireitei a minha postura. — Depois de tudo o que passou, sabendo que só piora, quer ser meu submisso, Uzumaki Naruto? — arqueei charmosamente uma sobrancelha, sorrindo minimamente.
Ele olhou para mim ansiosamente, mordendo o polegar.
— Vai ser só eu? — perguntou, corado.
— Para seu azar, vai. — respondi, dando de ombros, e sustentando meu sorriso. — Só eu, você e minhas vontades diabólicas. — pisquei um olho.
— Quero! — respondeu, empolgado, sorrindo bobamente. Naruto parece uma criança em manhã de natal, que acaba de ser visitada pelo “papai noel”. — Quero muito!
Meneei a cabeça negativamente, sorrindo, satisfeito por sua resposta, dei-lhe um longo beijo de “até breve” e saí de sua casa. No caminho de casa, liguei para Shisui perguntando se ele poderia dar uma folga a Naruto porque “Maiko queria muito vê-lo” na segunda, dia que convenientemente ela não tinha aula. Inclusive ela tornou a mentira verdade, depois que lhe contei que estava namorando Naruto, mas que era um segredo especial que ninguém podia saber. Shisui? Shisui nunca disse não a Maiko, então imaginem a resposta.
O que posso dizer? Duas coisas: finalmente eu achei o que eu queria e quem sabe alguém como eu não é digno de ter Naruto como sua alma gêmea? Quem sabe, não é?
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