Notas iniciais
DiAngelo: Hello pessoas, estou aqui para apresentar meu novo projeto, foi uma ideia louca que tive logo que conheci o universo Soulmates Colour!AU. Inicialmente o enredo era somente meu, mais eu não estava satisfeita com o andar da carruagem e conheci a Nonna, atualmente minha autora favorita, através de uma fic dela. Depois de dar uma olhada no perfil dela, vi que era a oportunidade perfeita de a convidar para fazer uma parceria comigo. Eu precisava da insanidade e criatividade que só ela possui! ♥ Nossos planos envolvem postagens todos os fds e nas quarta-feiras, capítulos extra-expeciais. Enfim... Divirtam-se com o capítulo. Nonna: Sooooooooolta Negada! Olha eu aqui de novo! Quem esperava? Quem? QUEM? Levanta a mão e ganha um beijo! Pois é, eu aceitei o convite de DiAngelo, leitora sagaz de uma das minhas fics, para escrever uma fanfiction com ela. A princípio, era só uma consulta, mas aí, o deus Loki das Loucuras decidiu que tínhamos que fazer isso juntas e ta aí, uma fic nova em folha e feita em dupla. E como ela disse, divirtam-se.

Mesmo que eu goste do meu irmão e o trate bem, quero dizer, eu nunca fiz algo que o fizesse realmente me odiar, eu não consigo entender porque ele teve que me arrastar para um evento que já encheu a minha paciência há muito tempo, esses eventos são um saco. Não me julgue rabugento só porque desaprovo o convívio mundano em festas mundanas, é só que não condiz com o meu estilo. Sim, eu tenho minhas formas de diversão, apesar de não serem nada convencionais, gosto de ir para festas, mas essa em questão não me atrai nem um pouco.

A desculpa que Itachi usou dessa vez para me convencer fora a de que eu precisava conversar com alguns acionistas de uma empresa de marketing que está se propondo a cuidar da imagem da rede bancária que eu administro. A Rede de Bancos Uchiha, ou Rebú como minha finada mãe apelidou nos primórdios da empresa. Eu aceitei esse argumento, mas acredito que só estou dirigindo para o centro de Konoha apenas para desfrutar um pouco mais da companhia do meu irmão, afinal só me resta ele de família. Pelo menos que eu considero. Onde fica o tempo para as relações familiares quando se é banqueiro e seu irmão mais velho é médico? Não vou responder, a expressão que me ocorreu é pesada demais para uma conversa tranquila.

Eu estou dirigindo no momento, por isso perdoe eu não lhe olhar enquanto conversamos. Itachi está no banco de trás e parece muito ansioso, como se estivesse esperando que alguma coisa importante aconteça quando chegarmos lá.

Ele pensa que eu não sei, mas o único interesse do meu irmão em ir para o Festival Anual de Soulmaters de Konoha, também conhecido como FASK, que lembra falso, mas isso não vem ao caso, não agora, é ver uma pessoa. Meu irmão quer se encontrar com um primo meu que há uns dois anos não o vemos. Pelo espelho retrovisor eu consigo enxergar ele mexendo em seus cabelos compridos com uma pressa que não condiz com seu comportamento sempre controlado e seguro de tudo, nem parece o médico cardiologista tão famoso que eu conheço.

– Para um cardio, você vai acabar morrendo de um infarto se continuar assim, sabia? — comentei fazendo uma curva brusca e “acordando-o” de seu torpor repentino.

Ouvi-o rir contidamente.

– Desculpe… É que não vejo ele há muito tempo.

– Eu também não e nem estou com essas agonias todas. — comentei com um tom indiferente, apesar do meu sorriso. Eu estou me divertindo com o sofrimento dele. Acontece que esse meu irmão sempre tão sério, Uchiha Itachi, é um apaixonado platônico e enrustido por esse meu primo, que é um famoso estilista de uma marca própria de roupas masculinos.

– Pare de fazer caso, Sasuke, e dirija!

– Não sei se não te disseram esses dias, mas eu não sou seu chofer, Itachi. — rebati ainda me divertindo com sua raiva contida — Aquiete esse facho que seu fogo vai se apagar daqui a pouco.

Vi-o corar e aí foi a consumação da minha diversão. Ver alguém tão… Perfeito, como Uchiha Itachi, corar de vergonha é como ganhar na mega-sena: algo raro, valioso e muito bom de se fazer. Passei a marcha e acelerei só para vê-lo sorrir discretamente.

O que eu não faço por esse cara?

Acontece que esse ano, uma edição comemorativa especial, o FASK caiu justamente no dia de aniversário da cidade e o pessoal da prefeitura resolveu fazer uma mega produção, com shows, exposições, a presença do Gurú Iruka e ainda um desfile de moda. Já consegue imaginar qual é o motivo da excitação do meu irmão, não é? Meu primo, Uchiha Shisui, vai terminar sua tour mundial da coleção “Eu sou o que sou” no festival com um desfile estrondoso para encerrar com chave de ouro, segundo disseram as propagandas.

Parece que o mundo inteiro veio ver esses shows e o desfile porque o trânsito em Konoha está um inferno de carros. Sorte que sou um motorista hábil e eu estou tomando algumas rotas diferentes para chegar ao centro, que mais parece um formigueiro se me permitem dizer. Os radialistas e as emissoras de televisão estão fazendo a cobertura em massa desse evento, de modo que qualquer televisão e qualquer rádio está exibindo exclusivamente o FASK.

Os organizadores do evento informam, com exclusividade, aos casais que desejam fazer consultas, que o Gurú Iruka estará disponível durante todo o evento após sua palestra inicial de boas-vindas a todos os visitantes de Konoha. Continuamos com a programação. A pedidos, Tribo chan do grupo É o Tchan!

Eu desliguei o rádio do carro. Ouvir esse tipo de música não rola comigo. Mas, mudando de assunto, quer dizer que Iruka atenderá a todos esse ano? Isso deve ser outro motivo para Itachi estar tão ansioso para chegar ao evento e ter um momento a sós com Shisui.

Depois de quarenta minutos, finalmente nós chegamos e eu estacionei o carro no subterrâneo do meu Banco, que ficava bem perto do local onde nós ficaríamos assistindo ao evento. Seguimos por um corredor isolado improvisado pelos organizadores até onde seria a ala VIP reservada para os patrocinadores, vulgo eu e mais alguns magnatas e outros acionistas que eu não me interesso muito. Mulheres vestidas de sexy-maids caminhavam para lá e para cá equilibrando bandejas brilhantes abarrotadas de drinks que talvez fossem coloridos, eu não sei e nem me importa se tem cores, caminhando como se fossem as coisas mais sensuais da face da terra.

Fitei a grande fachada de vidro que nos separava do resto das pessoas que se “divertiam” na pista principal, que correspondia ao centro da praça principal da cidade. Percebi Itachi se afastando de mim para um canto mais afastado e reservado da área. Ele ia para as poltronas cinzas extravagantes onde qualquer cliente que quisesse assistir ao evento poderia se acomodar confortavelmente, pois ali a vista era privilegiada. Desviei de algumas garçonetes e fui para perto dele, sentei-me em uma poltrona ao seu lado e fitei-o.

– E aí, que horas vai ser o desfile? — perguntei aceitando um drink de uma mulher que eu nem vi quem era. — É o evento mais esperado do ano, certo?

– Eu não sei. Comentaram que seria depois do show da banda. — assenti só para efeito de não deixar a conversa morrer. – Realmente tem muita gente que veio ver esse desfile. Shisui me contou por email que um de seus modelos reapareceria hoje depois de um acidente misterioso, ele não me explicou o que realmente aconteceu com ele.

– Quer dizer aquele modelo que apareceu do nada e se tornou a sensação do momento, aquele cara que faz mulheres desmaiarem com um olhar? — ele me encarou e percebeu o meu olhar de indiferença. – É sério, Itachi? Espero que isso seja realmente bom, para me fazer perder tanto tempo. — voltei a fitar o palco central.

– Quem sabe as surpresas que te aguardam? — ele sugeriu com um tom que eu não consegui traduzir o que queria dizer.

Fogos de artifício anunciaram o início das festividades, tambores ritmados marcavam o compasso das pessoas que pulavam como uma massa única de seres humanos. No grande palco central, que em tempos normais era o teatro municipal, holofotes intensos focaram num único ponto, uma entrada discreta pela lateral direita. Por ali passou o tão famoso Gurú Iruka, abrindo os braços e mostrando o mais amistoso de todos os sorrisos de que se tem notícia. Todos o aplaudiram fervorosamente, gritaram o mais alto que podiam para deixar claro o quanto ele era bem visto por todas as pessoas.

Iruka é um homem de meia idade que nasceu com um estranho dom que agrada a todas as pessoas de Konoha. Seu olhar gentil e sua aparência agradável cativa a todos de uma maneira que nem eu consigo explicar, porque também sou cativo desse seu jeito especial de tratar todas as pessoas que procuram por seus conselhos. Ele é chamado de Gurú justamente por causa de suas habilidades extrassensoriais. Eu não sei bem do que é que ele é capaz, mas Itachi sempre me disse que tudo que ele ajuda a procurar Iruka encontra. Suas vestes sempre têm tonalidades claras, variando do branco para o cinza prateado, provocando uma sensação de paz profunda para quem o olha. Inclusive em mim.

Este ano ele estava usando um longo manto branco por cima de suas roupas cinzas tão claras que chegavam a brilhar com a luz do holofote.

– Irmãos e irmãs, amigos de todas as redondezas, de Konoha ou de qualquer outra parte do mundo, sejam bem-vindos a mais uma edição do Festival Anual de Soulmates de Konoha! — o silêncio pairou soberano, nem parecia que tinha gente lá embaixo. Na área vip, alguns dedicaram alguns momentos de suas conversas fúteis para ouvir o que Iruka tinha dizer. — Como a maioria aqui bem sabe, vemos em tons de cinza, preto e branco. — não sei porque, mas gosto quando ele fala sobre a nossa condição peculiar de existência — Azul, amarelo, verde, roxo… As cores só podem a ser enxergadas a partir de algum contato físico com a sua alma gêmea. — ouvi um suspiro apaixonado e eu tenho quase certeza que é de Itachi — Elas podem surgir aos poucos, inicialmente desbotadas, ganhando intensidade gradativamente ou podem surgir como uma explosão instantânea na mente dos… — Iruka sorriu — Felizardos.

E agora, a minha parte favorita.

– Muitos vieram até mim questionando as razões de sermos assim, dizendo se sentirem amaldiçoados pelos deuses. — de relance eu vi algumas pessoas VIP concordarem — Mas ouçam, meus caros amigos, nenhuma crença deseja mal aos seus… Se assim somos, é porque há um propósito. Nossas mentes ficaram amarguradas e frias, corrompemos nossas almas com sentimentos ruins que pouco a pouco foram apagando as cores de nossas mentes. — posicionei-me melhor, apoiando meu rosto nas mãos, interessado em suas palavras — Cada cor que nos foi roubada por esses sentimentos negativos, enegrecidos pela maldade, pelo sofrimento e pela dor, representavam algo intimamente bom… Cada cor, para cada um de nós, tinha um significado especial e aprazível… Mas… Tudo isso foi perdido, exceto por um único sentimento, que tudo suporta, tudo aguenta e espera, é sábio e nos entende.

Então a multidão ergueu as mãos para o alto e gritaram em coro:

– O amor! — disseram — Amor! — repetiram — Amor! — em todas as línguas presentes.

– Isso, meus irmãos e minhas irmãs! — eu praticamente podia vê-lo chorar — O amor que nos aquece e nos liga com nossa real identidade! Só o amor pode nos fazer ver a vida como ela realmente é, em sua imensidão perfeita de cores, sombras, formas, tal como os deuses desejaram que assim fosse! — uma onda intensa de aplausos se seguiram e eu pensei que os prédios seriam derrubados por causa dos sons das palmas — O amor nos devolverá aquilo que foi perdido pela nossa arrogância e maledicência. Ouçam… Mas não nos foi facilitado.

– Como assim? — gritaram várias pessoas.

– Amar é um mistério que nenhum dos seres vivos da terra consegue explicar em palavras. Esse sentimento é a base de todo o mistério e o significado da vida, por isso que não nos foi dada a dádiva de saber quem será aquela pessoa que salvará as nossas almas. Esse é o grande mistério da soulmaters. Quem será a pessoa que vai lhe trazer as cores divinas? Quem, é a grande pergunta que a nenhum de nós foi dada a resposta.

Não sei o motivo, mas adoro o mistério que ronda toda essa explicação.

– Meus amigos, minhas amigas, tudo o que lhes desejo é que encontrem sua alma gêmea.

Todos foram a loucura, até os que estavam na área VIP, comovidos pelas palavras sinceras do Gurú, que deixou o palco acenando lentamente para todos e sorrindo com uma docilidade que começara a me dar diabetes. Como se finalmente um transe acabasse, todos retornaram aos seus afazeres triviais de festa, como beber, comer, falar da vida alheia e rir do vento que sopra na cara, até mesmo Itachi pareceu ter acabado de acordar de um sonho pesado e emocionante.

Suspirei e me recostei na poltrona, tomando o resto do meu drink ao som das bandas que começaram a tocar e fazer a galera pirar que nem um bando de malucos.

Duas horas de conversa idiota que eu mais ouvi do que falei em companhia de Itachi, o médico galanteador, fora anunciado o início do tão esperado desfile. Eu vi as vidraçarias estremecerem com os gritos das pessoas na parte baixa de tão animadas que elas estavam para ver um grupo de pessoas indo e vindo usando roupas, recebendo uma pagamento absurdo de dinheiro só para andar por alguns metros, parar, olhar para as câmeras e voltar para trás. Eu não sei o que é que esse povo vê de tão emocionante num desfile de moda.

Os magnatas e os acionistas correram para a sacada, lutando por espaço para ver os modelos de Shisui.

Continuei sentado, bebendo outro drink, me divertindo com a pressa de Itachi em ver o desfile. Eu sei bem que o que ele quer ver de verdade é o estilista, não os modelos. Assobios, palmas, barulho, loucura, tudo isso durante uma hora de pessoas bem vestidas, eu tenho que admitir, caminhando como se fossem os mais incríveis seres da Terra. Ouvi alguém me chamar. Fitei a entrada da sala e me deparei com alguém tentando passar pelos presentes. Era uma mulher usando um “perigoso” vestido cinza escuro com abertura nas costas e luvas brancas até a altura das axilas.

– Uchiha Sasuke! — ela falou erguendo uma taça e sorrindo — Quem diria que eu lhe veria por aqui?

– Todas as pessoas diriam. — rebati voltando meu olhar para Itachi. — Todo mundo sabia que eu vinha hoje por aqui e por isso estão me bajulando. — eu movi um pouco meus olhos para ela — Inclusive você vai fazer isso agora.

– Você é muito sacana mesmo, Sasuke, não perde uma. — ela sentou-se na poltrona onde Itachi estava, cruzou imoralmente as pernas e deixou propositalmente sua cinta-liga exposta — É por isso que eu quero que você escute a minha proposta.

Suspirei e estirei minha mão para o alto. Outro drink foi colocado em minha mão e eu a encarei com todo o desprezo que cinco doses de álcool me permitiam. Para quem não sabe, essa mulher com cara de prostituta e que adora usar flores de papel nos cabelos mudou seu nome para Konan, como é Conan, o Bárbaro, por causa da empresa que ela herdou do pai. A empresa é a Konan Imagens e foi ela que Itachi me sugeriu para fazer o marketing da Rebú. Já conseguem entender por que essa mulher me apareceu de modo tão vulgar.

– Vai falando. Se eu não ficar de saco cheio, pode ser que eu aprove algo.

Ouvi ela rir e então endireitar sua postura.

– Bom nossa ideia é que… — um gongo soou tão alto que eu estremeci de susto. Levantei-me e fui até a vitrine saber o que diabo ocorria. Fitei a passarela. Shisui anunciava o retorno às passarelas de seu “muso inspirador”, o tal modelo que se afastara por razões misteriosas. Eu simplesmente não podia acreditar no que os meus olhos viam. Não podia ser, não depois de tantos anos.

– Mas o que....

Konan veio até mim e cruzou os braços, ao meu lado.

– Eu daria um braço para trabalhar para esse cara… — ela comentou observando aquele cara caminhar com toda a autoridade de um homem poderoso, parar no fim da passarela, sorrir, mandar beijo e piscadelas de olho e retornar — E daria uma perna para trabalhar para você.

Fitei-a e meneei minha cabeça negativamente. Era só o que me faltava.

– Eu te disse que você poderia ver surpresas por aqui.

Fora Itachi e eu tive uma vontade intensa de socar a cara dele por causa dessas palavras. Sim, eu esperava por alguma surpresa, mas não algo como ele. Não ele, tudo menos ele.

Notas finais
DiAngelo: Bem pessoal, esse capitulo é mais light por ser o primeiro, mas nos próximos as tretas já começam... MUAHAHAHAHA Deixem comentários, prometemos responder todos. Nonna: Gostaram? Eu espero que sim. É uma nova experiência para mim e estou especialmente motivada. Quero meus comentários, meus reviews e futuras recomendações! Até os coments.