Cores do Meu Coração

43 Dobe 17.1 - Brincadeira do diabo


Notas iniciais
DiAngelo: Hello pessoinhas! Está todo mundo bem? Espero q sim! :) Tenho uma notícia boa para vcs, adivinhem... *pausa dramática* HOJE É CAP DUPLO!!! Para compensar a quarta q ñ teve postagem. Acho q muitos estranharam a falta de atualização de NMD, mas avisamos na page, por isso enfatizo aqui a importância de vcs curtirem ela. Passamos todas as informações de nossas fanfics lá. '-' Bem, deixa eu dar outro recadinho: pode parecer negligência minha a falta de resposta dos reviews, mas juro q ñ é, povo, tá difícil arrumar tempo para tudo, então to fazendo aos poucos, essa semana respondi os do último filler e de Bebidas e Canções, aí finalmente posso voltar a responder os de NMD, e mesmo assim vai continuar sendo aos pouco! :') Mas prometo responder todos! Agora, o momento q mais esperei: a dedicatória desses caps! *Q rufem os tambores* Vi chan! Eu escolho você, seu lindo!!! *-* Gente, temos um fudanshi no fandom! Abracem e beijem ele, por favor, pq é o primeiro q dá as caras por aqui! O moleque (to falando carinhosamente, viu, moço?) teve q ter coragem para mandar review, viu, pq só tem mulé por aqui, mas ñ se preocupe, bendito sois vós entre as mulheres! ♥ Enfim, espero q vc goste dos caps, querido, pq caprichamos! :* PS: Tá aí o link da page: https://www.facebook.com/sociedadeprovadoresgaspacho/?ref=bookmarks Nonna: Sooooooooooolta negada! Como vcs tão nesse domingo de dia das mães? Eu espero q tão bem quanto eu! E para comemorar as mamys de todo o Nyah, e principalmente as q acompanham NMD, capítulo duplo! o/ E com lemon!!! o/ E cheio de amor pra dar!!! o/ Comemora, negada, que hoje o nosso casal mais trevoso vai se reencontrar e mileumas cositas irão rolar. Os caps de hj estão dedicados a Vi chan, como foi falado acima, q foi o primeiro garoto a comentar e se manisfestar aqui em NMD!!! *-* DiAngelo quase morre com essa informação. Imagina, menino fudanshi? Que coisa rara!!! Aproveite o cap, seu lindo! E homens, se tiverem mais, se manifestem!

Filho da puta. Desgraçado. Ridículo. Bastardo. ENCAPETADO!!! Tudo isso e muito mais. Sasuke me paga. Se ele pensa que vou ficar chorando na porta dele, está muito enganado. Eu quero mais é que ele se foda! Fui para casa soltando fogo pelo nariz. Acho até que tinha uma aura maligna envolta de mim, porque as pessoas que passaram por mim na saída de seu prédio me olharam com uma expressão muito assustada. Kurama também percebeu, porque assim que passei pela porta de casa, ele deu meia volta e foi para o meu quarto, se esconder.

Bati a porta com tanta força que vi todos os quadros da parede vibrarem. É melhor eles não caírem, porque hoje sou eu que estou possuído pelo demônio. Ficaram todos em seus lugares, quietos e temerosos. Marchei casa a dentro. Eu estava decidido a partir a cara daquela praga ao meio. Mas claro que eu não o procuraria. Não, não. Eu queria que ele aparecesse na minha porta. Minha boca salivava só de imaginar o momento que eu lançaria meu gato naquela cara bonitinha.

Cinco dias.

Nada.

Nesse meio tempo, minha raiva para com ele diminuiu consideravelmente. Acho que Sasuke estava falando sério. E isso não é nada legal. Eu o quero na minha vida! Mas certos tipos de atitude nunca aceitarei facilmente e me recuso a pedir desculpa por algo que eu não fiz de errado. Puta que pariu! Uma hora Sasuke era um príncipe, para cinco minutos depois ser um ogro. Minha raiva agora estava se voltando para mim mesmo. Por que? Porque eu estou sentindo falta daquele bastardo! E ele não merece nem um segundo de meus pensamentos.

Sério. Eu não acredito que estou sentindo falta daquele idiota depois de tudo que ele me disse. Eu sei que ele não me ama, mas… Me trocar tão fácil assim? Quem ele pensa que é para machucar as pessoas assim? E ainda por cima me ameaça depois do que fiz por ele! Tomara que ele se arrependa, aí vai ser o momento mais lindo da minha vida, quando eu mandar ele ir se fuder.

Num fim de semana, no qual Shisui me dera folga por perceber meu “bloqueio criativo provocado por situações externas”, eu fiquei em casa assistindo uma série que deveria ser divertida, 2 Broke Girls, mas eu não estava com o mínimo saco para ver. Geralmente nos sábados, Sasuke me levava para correr e depois almoçávamos juntos, então ele vinha descansar aqui em casa, antes de voltar para a rotina louca da vida dele. Mas aqui estou eu, sem motivação para nada.

Era sábado depois do almoço quando os ventos mudaram de direção. Eu ouvi Kurama sibilar para a porta, os pelos arrepiados e as unhas de fora. Era como se ele estivesse vendo a sombra de Sasuke, mas sei que ela não está por aqui. Eu saberia se estivesse, mas o gato continuava sibilando, ou seja, eu estou me sentindo repentinamente ansioso.

Ouvi uma leve batida na porta. Kurama se afastou mais dela e sibilou mais alto, mais feroz. Só podia ser ele, não tinha erro. Outra batida leve. Suspirei, me preparando psicologicamente para o que viria, e peguei o gato no colo. Para logo em seguida abrir a porta. Olhei para a rua e vi uma fumacinha vindo da esquerda. Coloquei meu rosto ali e vi Sasuke respondendo algumas mensagens rapidamente com uma mão, enquanto soltava lentamente os tragos pelo nariz, o cigarro preso nos dedos da outra mão.

Sasuke usava suas roupas costumeiras de correr: tênis vermelhos da Nike, calça swag preta de moletom, seu casaco preto com capuz estava amarrado na cintura e camisa branca sem mangas, deixando amostra parte da asa do corvo tatuado em suas costas.

— O que você veio fazer aqui, Sasuke? — mostrei todo o meu desagrado no meu tom de voz.

Ele ergueu o olhar e soprou a fumaça para o outro lado.

— Boa tarde. — disse, guardando o celular no bolso. — Vim pegar uma coisa que esqueci aqui. — falou calmamente, soltando a fumaça para o outro lado. — É o meu caderno de finanças. Acho que deixei no seu quarto da última vez que estive aqui. Posso pegar?

— Tudo bem, entra. Mas seja breve, estou ocupado! — claro que eu não estava ocupado, só não queria ver a cara daquele imbecil.

Ele assentiu, apagou o cigarro no chão e esperou que eu desse passagem para ele entrar. Fiquei no sofá, afagando meu gato, leia-se tentando o acalmar, enquanto Sasuke ia até meu quarto buscar o tal caderno. Quero ver se isso é verdade mesmo ou só uma desculpa esfarrapada para me ver. Uns dez minutos depois ele voltou com o tal objeto em mãos, mostrando-me enquanto fazia um breve aceno com a cabeça.

— Valeu por não ter jogado fora. — ele falou, folheando o tal caderno de capa azul com o nome “Finanças” na capa. Na verdade, me pareceu ser uma agenda, mas isso não me importa.

— Eu nem sabia da existência desse caderno. — falei, enquanto fechava mais meu outro braço em torno de Kurama. Seguro morreu de velho, já dizia meu pai.

— Certo. — ele foi para a porta. — Obrigado, de toda forma. — abriu-a e foi para a rua. Quando eu pensei em ir fechar a porta, ele voltou. — Ah… — ele suspirou. — Não diga a ninguém sobre Maiko, por favor. Nem mesmo a Kiba ou a Shisui. Não quero que você arrume problemas por minha causa de novo. — isso que eu estou ouvindo é humildade?

Se eu não estivesse com tanta raiva desse imbecil, eu poderia até me comover, mas…

— Quem você pensa que eu sou, seu idiota?! — resmunguei, fitando-o com raiva. — Acha que vou sair espalhando isso para toda Konoha?! Obrigado mesmo pela confiança! — me levantei, pronto para tirá-lo de minha casa nem que fosse a força.

Sasuke ficou me olhando, franziu o cenho e baixou o olhar, como se resolvesse mentalmente uma difícil questão. Desamarrou o seu casaco e o vestiu. Nada mais me disse, apenas se direcionou para a porta. Deu-me uma última olhada, suspirou, revirando os olhos e abriu a porta, saindo da minha casa. Realmente ele não tinha o que me dizer depois dessa falta clara de confiança em mim, principalmente depois de tudo o que eu fiz por ele.

Ouvi outra batida na minha porta, um pouco mais forte, e Kurama sibilou de novo em meus braços. Será ele de novo? Sasuke deve estar testando meus nervos hoje!

Fechei os olhos e respirei fundo. Dai-me paciência, Kami, antes que eu cometa um assassinato.

— O que você quer agora, Sasuke?! — falei, enquanto voltava a abrir a porta, sem mesmo ver quem era do outro lado. — Eu não sei se você sabe, mas meu gato não gosta de você… Nem eu nesse momento!

Ele me olhou, ainda com sua expressão inabalável de indiferença e suspirou.

— A porcaria do caderno. — disse. — Está em cima da mesa de centro. — ele enfiou as mãos nos bolsos do moletom. — E eu esperava que acabasse não gostando de mim. Não é novidade para mim, afinal, eu não sou você. — ficou quieto, me encarando, olhando diretamente nos meus olhos, com as mãos nos bolsos.

— Pois é, ninguém tem culpa de você ser um babaca. — comentei, quase casualmente.

— Não estou culpando ninguém da minha babaquice. Eu só quero meu caderno. Ou você me entrega ou eu pego e acabamos logo com isso. — falou com um leve tom de impaciência. — Eu sei que se eu demorar mais aqui, você vai me estrangular.

— Eu preferia tocar fogo nele, junto com você, mas… — dei passagem para ele novamente e Kurama voltou a se remexer em meus braços, indignado.

Sasuke entrou e foi direto para onde dissera que estava o caderno. Pegou-o e voltou, acho que se ele deu seis passos foi muito.

— Se você queimasse essa porcaria, deixaria duas mil pessoas sem emprego. E se eu fosse junto, não teria ninguém para resolver o problema por você. — rebateu-me, ainda sério, passando por mim sem me olhar e indo para fora. — De toda forma, obrigado por não ter ateado fogo em mim assim que me viu.

Ele ficou de costas, começaria a fumar.

— Que seja. — dei de ombros e revirei os olhos. Por que ele não vai embora logo?

— Isso é teu. — me jogou um objeto brilhante e eu peguei de reflexo, quase derrubando Kurama. Meu bracelete. — Eu sou babaca, mas não idiota e nem ingrato. — eu vi a fumaça começar a subir. — Você foi o melhor submisso que tive em toda a minha vida e não tenho nenhuma vergonha de admitir isso. Não posso trocá-lo por ninguém, porque eu sei que não tem ninguém igual a você. — ouvi-o suspirar e imediatamente senti meu ego inflar. Melhor submisso? Mas é claro que eu sou! Eu amo você, seu babaca! — De toda forma, acabou. Só não quero que pense que desprezei esses três meses. — ele me fitou de lado. — Obrigado por tudo.

Moveu-se para ir, mas se abaixou para amarrar o cadarço do tênis, colocando o caderno perto dos seus pés. Senti um impulso louco e resolvi o atender. Soltei o gato no chão, dentro de casa, fui até Sasuke e puxei-o pela gola da camisa, num movimento forte, o levantando de vez, quase derrubando a nós dois. Ignorei o fato dele ser mais alto, grunhindo de irritação e frustração.

— Qual o seu problema, hein?! — falei, respirando rápido, com os dentes trincados. — Qual. O. Seu. Problema. Sasuke! — tive vontade de o socar, mas me segurei. Então tudo que fiz foi apertar mais sua roupa. — Se você acha que pode fazer o que quiser, quando quiser, comigo, está muito enganado. Eu não sou seu brinquedo! Pode ficar com essa porcaria! — empurrei o punho fechado com o bracelete no seu peito.

Ele fitou o objeto e depois olhou-me, ainda com aquela calma indiferente. Sasuke tirou o cigarro da boca e soltou o trago para o alto. Tornou a me olhar bem em meus olhos.

— Brinquedo? Que tipo de homem acha que eu sou, Naruto? — ele manteve-se imóvel, jogou o cigarro no chão e o apagou com a ponta do pé. — Eu lhe expliquei como seriam as coisas, eu fui gentil com você… Eu lhe contei as regras, eu me abri para você. Eu nunca fiz isso com ninguém. Eu respeitei seu espaço, seus desejos, eu respeitei quem você é, me preocupando com a sua vida e com cada passo que você dava. — ele tocou os meus pulsos e tirou minhas mãos de si com cuidado, mas com dificuldade, dada a força que eu aplicava. — Eu não posso fazer o que eu quiser, Naruto, porque você é o que é e não há nada nesse plano, ou no outro, que mude isso.

Ele ajeitou suas roupas e se abaixou para pegar o caderno. Levantou-se, sem me olhar.

— Eu desconfiava que não desse certo, mas valeu a tentativa. — murmurou, como que para si mesmo. — Valeu a pena cada dia. — ele fez um cumprimento rápido de cabeça, cobriu os cabelos com o capuz do casaco e se virou, caminhando devagar.

Apertei os lábios e fitei o chão, me sentindo repentinamente vulnerável. Não quero que ele vá embora. Não quero que acabe. Eu amo esse bastardo. Não vou entrar no mérito dele merecer ou não esse amor, porque eu realmente não me importo, só o amo e ponto.

— Vou sentir sua falta. — falei baixinho, com medo que ele ouvisse.

O problema não é a raiva. É a mágoa. Dessa vez ele me machucou de verdade.

Ele parou de andar e se virou. Fitei seu rosto. “Eu também.” Moveu os lábios e sorriu de lado, meio dolorido. Deu de ombros e tornou a caminhar devagar. Vi-o virar a esquina e desaparecer das minhas vistas, parecia que ele sumiria para sempre da minha vida.

Kami, ele está indo embora! Não, não, não, não! NÃO! Merda! O que eu estou fazendo?! Maldito orgulho que não serve para nada! Eu não posso deixar ele sair assim da minha vida. Eu amo Sasuke mais do que eu achava ser possível amar alguém. Foda-se meu orgulho! Assim mesmo, descalço, com roupa de casa, — que inclusive eu fechei a porta — disparei pela calçada, clamando aos céus que Sasuke não estivesse longe. Cheguei a esquina e olhei para a rua, procurando-o com os olhos, mas havia gente demais aquele horário.

Desci até o meio do quarteirão. Não, Kami, não, ele foi embora. Bati as mãos nos bolsos e não achei meu celular. Droga, eu esqueci em casa! Que merda! Dei mais uma olhada em volta e apertei os meus lábios, fazendo de tudo para não chorar. Se eu ligar, ele vai me atender. Corri desesperadamente para minha casa. Se eu ligar, ele vai atender.

Assim que cheguei na esquina eu vi alguém parar na outra, vindo da rua de baixo. Arregalei meus olhos. Não acredito. Dei passos desorientados, meio incrédulos, estiquei meus braços. Era Sasuke, ofegante, correndo em minha direção. Corri para ele e assim que achei que era possível, eu saltei para seus braços, que me receberam com força.

Fui abraçado e erguido no ar, em seu colo, quase de frente a minha casa. Aferrei-me a ele. Eu amo demais esse bastardo, por mais que eu não queira acreditar, eu amo esse homem que me faz completo, feliz, inteiro. Quase caímos e eu nem sei como Sasuke conseguiu nos colocar para dentro da minha casa comigo tão preso ao seu corpo. Só ouvi a porta batendo e Kurama sibilando para ele.

— Por favor, Sasuke… Fica... Não vai... Eu amo você. Fica, por favor! — implorei, segurando o seu rosto e beijando cada pedacinho dele.

Ele me olhou e com muito custo, pois eu não queria sair de seu colo, me colocou no chão, mas ainda perto de si. Sasuke pegou o meu pulso e me fitou, com aqueles olhos vermelhos vibrantes, fazendo um arrepio intenso percorrer a minha espinha. Tirou o bracelete do bolso e o colocou em mim, como se fosse uma algema. Sim, uma algema, a que me prendia a ele.

Sasuke apoiou uma mão na parede onde eu estava encostado e aproximou o rosto de mim. Sua outra mão foi para a minha cintura e me fez ficar praticamente colado em seu corpo e eu quase gemi de satisfação por causa disso. Ele olhou-me e foi para o meu pescoço, chupar a pele com tanta força que eu achei que arrancaria fora um pedaço daquela região.

— Você me pertence, seu maldito. — rosnou no meu ouvido. — Meu, ouviu?! — Sim, Sasuke. Seu. Somente seu. Sua mão bateu contra a parede e me assustou. — Eu posso não te amar ou não estar apaixonado por você, mas você é meu! — ele alterou levemente a voz e me encarou, ainda com aquele olhos vermelhos. — É você que eu quero, me entendeu?! — ele arregalou levemente os olhos e apertou a minha cintura. Minhas pernas tremeram devido as suas palavras e eu tive que me segurar firme nele, para não cair. — Pare de tentar me subjugar, Naruto, você é meu submisso, deve me obedecer e em troca eu sou seu. — ele suspirou, encostando a testa em meu ombro. Sasuke disse que seria meu?! Arfei audivelmente, totalmente envolvido por ele. — Pare de provocar o meu lado mais sombrio, Naruto, sabe do que sou capaz de fazer se perco o controle… — senti um beijo carinhoso em meu pescoço. — Eu sei que você é orgulhoso e é um espírito livre, Naruto, e eu faço de tudo para não te anular, mas se continuar agindo dessa maneira, burlando nossa relação, eu vou enlouquecer.

Soltou-me e foi se afastando até se encostar na outra parede, o olhar baixo. Seus olhos voltaram a ficar negros e eu senti a sua agressividade diminuir. Ele nem parecia ter os trinta e tantos anos que diz ter, com essa atitude ele parecia estar dividido: de um lado, o homem velho, cansado, calejado e machucado, do outro, o jovem inconsequente e inseguro que tenta sempre se conter. Sasuke esfregou os cabelos e me fitou, cruzando os braços em seguida, parecia ainda preocupado, comigo, ouso dizer, conosco.

— Desculpe-me, Sasuke. — apertei os lábios, segurando o choro. — Desculpe-me por não estar cumprindo nosso acordo como eu deveria… — ele foi lentamente me fitando. — Serei menos inconsequente. Terei mais cuidado. — prometi, pedindo aos deuses que ele me desse essa segunda chance. Ou seria terceira? — Só não quero te perder, meu amor. — meus lábios tremerem e eu sabia que não ia me segurar por muito tempo. — Faço o que você quiser, aceito o que você quiser me dar, mas… Não fala mais aquilo, Sasuke… Dói, dói muito ouvir isso.

Sasuke suspirou e esfregou os cabelos novamente, me olhando com aquela cara angustiante de quem duvida de suas palavras. Não era para menos. Era a segunda vez que tentávamos, e dessa vez ele me contara coisas que, segundo suas palavras, só eu ouvi. Eu fui privilegiado, mesmo ainda não sendo o alvo do seu amor, eu fui um homem privilegiado por Sasuke ter confiado em mim, tive seu respeito, seu carinho. Ele fechou os olhos e se abaixou, as mãos fechadas ante a boca, seu olhar concentrado me dizendo que ele ponderava.

— Eu não sei, Naruto… — disse e meu coração quase falhou uma batida. — É claro que eu disse aquilo pelo calor do momento. Eu nunca falto com a minha palavra: se eu disse que você é meu, é porque você é. Mas eu não sei… Se dará certo. — levantou-se. — Podemos ser namorados, mas você ser meu submisso? Acho que… Não vai dar certo. — suspirou em derrota. — Por mais que eu queira, não posso fazer de uma laranja, um pêssego.

Sasuke caminhou e se deixou cair sentado no degrau que antecede a minha sala, onde geralmente as pessoas se sentam para tirar os calçados. Franzi as sobrancelhas e não sei porque, mas tive a impressão que eu ia ter que me sentar para prosseguir com essa conversa e foi exatamente isso que fiz, sentei no chão mesmo.

— E no que isso implica? — perguntei, receoso, porque eu já imaginava a resposta.

— Você sabe bem, eu já lhe disse. — ele cruzou as mãos e me olhou. — Não transo com outras pessoas que não sejam meus submissos. — suspirou, cansado. — Uma época eu tentei, tentei mudar, ser “normal”. — fez aspas com os dedos. — Parar com tudo isso de BDSM e tentar ser como todo mundo. — arqueou as sobrancelhas e deu de ombros. — Eu descobri que dominar faz parte de mim, é um pedaço da minha alma, e negar isso ou querer mudar, é como se eu não quisesse ser Uchiha Sasuke. — fitou-me. — E eu não posso ser outra pessoa, só eu mesmo… Perdoe-me se sou irredutível nessa questão, mas simplesmente sou eu. Não há nada que eu possa fazer.

Fechei os olhos e massageei minhas têmporas, me forçando a manter a calma. Respirei fundo.

— Eu disse desde o início que gosto de você exatamente do jeito que você é, Sasuke. Não idealizo um Sasuke melhorado ou algo assim, assim como sei que você me aceita do jeito que eu sou… — tampei o rosto com as mãos, suspirei e passei meus dedos por meu cabelo, com certa força. — Não dá, Sasuke. Não dá. — neguei com a cabeça. — Como você acha que eu me sentiria sabendo que você tem não sei quantos submissos por aí? — olhei para o chão, por não conseguir fitá-lo. — Ok, pode até ser egoísta da minha parte, mas eu quero tudo. — senti meu rosto esquentar furiosamente.

Ouvi-o rir baixo, de modo que o fitei só pelo canto do olho, ele apoiou o rosto numa mão e me olhou, me mostrando um meio sorriso mais calmo.

— E o que quer que eu faça? — notei sinceridade em sua voz. — Naruto, não quero ser um monstro com você. — ele esticou as pernas e suspirou. — Mesmo não te amando, você é importante para mim… É meu bom amigo, um bom amante, uma pessoa que Maiko confia e… — ele riu, com as bochechas sutilmente coradas. — Sente ciúmes de mim. Acho que é a única pessoa viva, adulta, que sente ciúmes de mim. Eu realmente não sei mais o que fazer sobre nós, Naruto.

Sorri bobamente. Mas é claro que eu sinto ciúmes. Quem não sentiria no meu lugar? Fitei-o, pendendo a cabeça para um lado. Por que estamos tão longe mesmo? Não sei, mas vou dar um jeito nisso. Engatinhei até ele e me pus em seu colo. Sim, eu posso ser ousado de vez em quando, né? Ele recebeu-me, ajustando suas pernas para me dar sustentação.

— Podemos começar usando essa situação como experiência. — o encarei e acariciei seu rosto. — Eu aprendo a ser um submisso melhor e você não fala mais que vai me substituir. — abracei seu pescoço e descansei meu rosto sobre ele, respirando o seu cheiro, me sentindo estupidamente aliviado. — É um começo, não?

Eu o vi mover os lábios para dizer algo, mas o barulho ameaçador de Kurama o fez parar. Droga, esqueci o gato que odeia profundamente meu, sim, só meu, namorado. Sasuke virou lentamente o rosto, seus olhos não estavam vermelhos, mas não deixavam de ser intimadores.

— Deixa eu mandar a real, Kurama. — o gato o encarou. — Ou você me deixa em paz ou eu vou infernizar a sua vida, o que me diz bichano? — o animal se encolheu e começou a andar devagar para trás, como se estivesse com medo de chamar atenção. — Foi o que pensei. — Sasuke se voltou para mim e sorriu de lado. — Vou ser bom com você, só dessa vez. — ele levantou o meu rosto e me olhou intimamente. — Não vou mais te castigar por morder o lábio ou fazer biquinho, mas vai ter que arcar com as consequências. — suas mãos escorregaram por meu corpo e descansaram sobre minha bunda. — Morder lábio, caso não saiba, é me dizer que quer sexo, bico manhoso, é pedir para eu ser rude. — piscou safadamente um olho.

— Isso quer dizer que estamos bem? — perguntei, só para confirmar mesmo.

Ele assentiu, sorrindo de forma calma, olhando-me com alguma atenção, como se quisesse captar cada detalhe do meu rosto. Sorri e voltei a abraçá-lo. Está tudo bem agora. Sasuke voltou a ser meu. Senti suas mãos afagando as minhas costas, como se me dissessem que o pior já havia passado, que agora o sol brilharia.

— Eu te amo. — sussurrei, feliz.

— O que eu faço com você, hein, todo manhoso no meu colo? — ele me fez olhá-lo de novo, sorrindo mais ainda para mim, meneando a cabeça negativamente. — Tão lindo… — sussurrou, afagando o meu rosto. — O mais lindo que já tive… — deu-me um selinho e foi se empurrando para cima, colocando-me de lado.

Sasuke ficou de pé e me olhou do alto, pois eu ainda estava sentado, sorriu, acariciando meus cabelos, verificou se seu caderno ainda estava dentro de suas roupas e se virou para a porta.

— Mas você não está indo embora não, né? — perguntei, com uma sobrancelha arqueada.

Ele se virou para mim, olhando-me sentado ali no chão.

— Minha intenção inicial era pegar o caderno e ir resolver um milhão de coisas. — comentou, colocando as mãos dentro dos bolsos do moletom — A gente se resolveu, mas eu ainda tenho um milhão de coisas para resolver. — sorriu de lado.

Me senti como uma criança travessa repentinamente.

— Mas e então… Você não pode ficar mais um pouco? — adivinhem. É. Eu fiz. Sorri e mordi o lábio, fitando-o.

Sasuke estreitou o olhar e moveu o pescoço para os lados, estalando-o. Ele veio até mim e afastou as minhas pernas com um pé, dando espaço para ficar entre elas. Olhou-me, piscou um olho e fez o Moonwalker para a porta, sorrindo ainda mais.

— Trinta minutos. — disse-me. — Preciso deixar esse caderno no meu escritório ou vou ter problemas grandes demais. — abriu a porta. — Decida se quer ser fodido ou ser amado. Trinta minutos. — e saiu.

Foi nesse momento que Kurama resolveu se chegar, todo mansinho, ronronando, querendo colo e, talvez, dizer o quanto estava feliz com o capeta ter ido embora.

— Para sua infelicidade, ele vai voltar. — dei de ombros e o gato miou, indignado.

Tirei Kurama de meu colo e me levantei. A TV ainda estava ligada, então desliguei-a e fui para o meu quarto. Quase volto para sala para chorar. Como vou arrumar essa zona antes que Sasuke chegue? Kami, me ajuda! Corri para o banheiro e tomei um banho, com direito a óleo corporal e tudo. O que eu visto pelo amor dos deuses?! Puta merda, só tenho dez minutos! E Sasuke NUNCA se atrasa. Por que demorei tanto no banho?!

Ok, calma, posso ir arrumando o quarto enquanto penso nisso. Peguei tudo que era roupa, foda-se se elas estão limpas, e coloquei tudo no cesto de roupa suja. Puxei o forro da cama, não estava ótimo, mas tinha que servir. Minha arrumação ia ter mesmo que servir, porque eu só tenho… CINCO MINUTOS! Merda! Sasuke está chegando e eu ainda não sei o que vestir!

Comecei a fuçar meu closet, em busca da roupa ideal, mas nada me vinha a mente! Desde quando eu não sei o que vestir?! Belo modelo, Naruto! Parabéns! Continua assim e Shisui cancela a sociedade. Algo azul… Azul… Porra! Não tem nada azul que não parece que estou indo para uma noite de gala? ONDE ESTÃO MINHAS ROUPAS?!!

— Inferno! — resmunguei, enquanto jogava uma regata verde musgo para trás. Sério, verde musgo? Por que comprei isso mesmo?

Ouvi um riso baixo ir crescendo pouco a pouco. Olhei lentamente para trás, como se fosse ver o diabo em pessoa e num é que é ele mesmo? Digo, Sasuke estava escorado na soleira da porta do closet, rindo e com a minha regata pendurada na cara. Ele a retirou e observou-a.

— Bonita camisa. Pena que não cabe em mim. — murmurou, ainda rindo e pendurando-a no meu ombro esquerdo. Olhou-me e ofegou. — Cheguei.

Puta merda! Esse tempo todo e eu num fiz nada! Bem, pelo menos eu estou de cueca… Oh, grande coisa, Naruto! Grande coisa mesmo. O que aconteceu? Corei horrores enquanto voltava meu olhar para o chão. Eu sou uma besta quadrada! Mamãe deve estar olhando para essa cena e se acabando de rir. Valeu pela força, Dona Kushina!

— Pontual… — sussurrei.

— Sempre. — ele me abraçou por trás com força, cheirando avidamente o meu pescoço. Beijou carinhosamente a minha nuca, enquanto seus dedos percorriam o meu peito e a minha barriga. — Vou beber água. — sussurrou e se afastou.

Espera um segundo! Isso o que eu acabei de sentir foi o cheiro forte e delicioso do suor de Sasuke? Oi, é sério isso?! Vi-o sair de meu quarto retirando seu moletom e eu percebi as costas de sua camiseta umedecidas, coladas em suas costas imoralmente definidas. Deuses, eu realmente ia deixar esse mesmo homem ir embora? Qual o meu problema mental?! Ouvi os barulhos de água e então alguns minutos de silêncio.

Fui para o quarto. Sasuke retornou e eu confirmei os meus fetiches particulares. Quando ele ficou na porta do quarto, com as mãos na cintura, respirando profundamente, eu vi as linhas de suor desaparecendo dentro de suas roupas, os cabelos da franja levemente grudados em sua testa. Eu quase infartei quando ele começou a sacudir a camisa, para se abanar, e eu vi o elástico de sua cueca de fora da calça. Obrigado Kami por me dar forças para resistir. As recompensas por meu esforço são mais do que satisfatórias e gratificantes.

— Você veio correndo? — fiz a pergunta mais idiota possível… Ótimo! O que?! Não me culpem! Tentem vocês falar algo coerente na frente desse mesmo Sasuke!

— Eu estou correndo desde as dez. — ele deixou parte da camisa levantada, como que para dissipar o calor de seu corpo. Eu sinto que esse calor veio para o meu, porque estou começando a suar. — Nem tomei banho ainda. — deu de ombros, com uma cara safada. — E aí? Decidiu o quê?

Eu sinceramente acho que estou babando para o “abs” do meu namorado. Eu achei que o meu era bonito, mas o de Sasuke está de sacanagem comigo. E pensar que é meu! Estou quase dando piruetas no ar de felicidade. Só eu posso ver Sasuke assim, só eu. E é justamente por isso que já sei o que quero. Se eu escolher o jeito de Sasuke, terei pouca autonomia e eu NÃO POSSO perder de aproveitar essa pele suada.

— Pode ser do meu jeito? — perguntei, mordendo o polegar.

Sasuke riu e fez uma coisa que eu tenho certeza que foi para testar o meu coração. Ele se escorou na porta, deslizou lentamente a mão, partindo de sua cintura, passando por seu abdômen, subindo por seu peitoral perfeito, me revelando partes que eu logo beijaria, com toda certeza, e a mão parou no queixo. A camisa, essa bandida, desceu e cobriu tudo de novo. Sasuke fez como eu e mordeu a ponta de seu polegar, piscando um olho para mim. Ah miserável, me dando o troco, não é?

— O que acha? — ele sorriu mais, fazendo sua mão “distraidamente” fazer o caminho de volta, chegando a insinuar que tocaria em sua virilha, mas sem o fazer. Apoiou a mão na cintura e suspirou. — Você fica ainda mais lindo de cueca preta. — olhou-me e mordeu o lábio, soltando-o de leve. Agora eu sei o que ele sente quando eu mordo o meu lábio. É um movimento muito sexy quando bem feito. — Me excita mais do que você nu. Realmente, preto é a minha cor.

Gemi, meio desesperado.

— Como diabos você faz isso? — praticamente choraminguei.

Ele veio para mim e eu fui enlaçados por seus braços. Nos beijamos com fome, com desejo, com fogo, diminuindo a distância entre nossos corpos. Sasuke me acalma, seus beijos, por mais que me excitem e me façam perder o controle, me acalmam, fazem minha alma flutuar. Sua língua investigava cada centímetro da minha boca e eu senti o sabor da nicotina de um talvez recente cigarro. Arfei, satisfeito, quando ele passou a beijar atrás da minha orelha, chupando o lóbulo e raspando seus dentes ali.

— Fico muito feliz que tenhamos nos acertado, porque senão meu esforço teria sido em vão… — comentei, de forma travessa.

— Esforço? — ele sussurrou gravemente, me fazendo estremecer em seus braços. Sasuke me segurava, como se não quisesse que ninguém mais me tocasse, só ele. Foi a vez do meu pescoço ser beijado e chupado com o devido mérito.

— Comprei umas coisinhas… — ri, como um menino arteiro.

— Hum… Isso soa promissor. — ele me fitou e sorriu de forma sagaz.

Sasuke soltou-se de mim e observou mais o quarto. Abriu a porta do meu closet, e como só os cães farejadores treinados para encontrar drogas fazem, ele achou as algemas e o cinto de couro. Ficou observando os objetos por um tempo, forçou um pouco as algemas e meneou a cabeça positivamente. Depois especulou o cinto e quando menos eu esperei, Sasuke se chicoteou na mão com tanta força que além de fazer uma careta breve de dor, sorrindo, fez sua mão ficar vermelha. O barulho do couro em contato com sua mão foi alto e horrível, o que me causou susto.

— Parece que alguém andou fazendo lição extra de casa para agradar o professor. — comentou, colocando os objetos no puff e indo para o meio do quarto.

— Consegui? — eu me aproximei dele e rodeei seu pescoço com meus braços, depois afundei meu rosto ali, beijando-o embaixo da orelha.

Sasuke assentiu, colocando as mãos nos bolsos e baixando seus olhos para mim. Beijei a boca dele e puxei gentilmente seus cabelos com uma mão, enquanto a outra enfiei por baixo de sua blusa e passeei por sua barriga e seu tórax. Ao sentir meus dedos, Sasuke, propositalmente, pois pude ver por seus olhos, deixou seu peitoral rígido enquanto me dava o troco ao morder o lábio. Hum… ele estava tão suado. Isso é MUITO interessante. Logo que o beijo acabou, pensei logo em me livrar da roupa dele e ver isso com meus próprios olhos.

— Posso tirar? — perguntei a ele. Minhas mãos seguravam a barra de sua camiseta.

Ele moveu a cabeça um pouco para o lado, estreitando o olhar e sorriu mais abertamente, tirando as mãos dos bolsos e erguendo-as um pouco acima da cabeça, cruzadas sobre ela. Praticamente me disse “Fique à vontade”. Tive que me segurar para não bater palmas que nem um retardado, graças a felicidade que senti com seu consentimento. Só espero que ele continue assim e me deixe tirar o resto. Oremos.

Puxei a blusa para cima. Foi subindo, devagar, revelando um corpo que eu não me acostumara a ver porque ou o diabo fazia usando camisa “semi aberta” ou me deixava vendado. Eu me questiono o motivo de eu ter tirado tão devagar, sendo que sou anormalmente ansioso por natureza. Enfim, ignorem isso.

Puta que pariu! Morri!!! Alguém chama a ambulância. Certo, parei. Acabo de formular uma teoria, ele está sempre vestido para não causar infartos. A verdade é essa.

A peça veio ao chão e Sasuke sorriu largamente com a minha expressão. Eu o senti se curvar e beijar o meu pescoço, exatamente onde ele me marcara. Sasuke sussurrou, de novo, o quanto eu ficava bem de preto, apesar de me achar mais sexy em cores mais fortes. Suas mãos, saíram de seus bolsos, escorregaram pelas minhas costas, tocando a minha pele apenas com as pontas dos dedos e acariciou os meus quadris. Ele recostou sua testa em meu rosto, provocando-me com seu olhar sacana e com seu sorriso arteiro. Sasuke respirava profundamente, empurrando minhas mãos espalmadas em seu peito desnudo, com movimentos graduais. Ele é largo, grande, talvez tivesse tendência a engordar, mas sem camisa Sasuke parece ainda maior aos meus olhos. O negro de seus cabelos se destacam ainda mais na sua alva tez suada.

Bem, eu não conseguia tirar os olhos de seu peitoral musculoso, suado e maravilhoso. Linhas finas de suor escorriam, seguindo os contornos do seu corpo. Eu sei, eu estou absurdamente aficcionado por esses músculos, não me julguem. Exatamente como eu lembrava, mas tinha algo de diferente, uma tatuagem que pareciam asas abertas, penas destacadas em sua pele alva ligadas por um eixo em Y, cuja união terminava antes do seu umbigo, seguindo a linha de seu abdômen que eu faria questão de lavar todas as roupas do mundo.

Penas negras presas em linhas que imitavam as asas de algum bicho. Lindo desenho e dizia tanto sobre ele, só que eu não vou perder meu precioso tempo tentando descobrir o significado místico dessa tatuagem. Sério! Quem faria isso diante de um corpo desse?

— Quando fez? — passei os dedos sobre o desenho, sentindo a textura da pele tatuada e dos músculos firmes. Kami, essa criatura não existe.

— Depois que a gente terminou, quando você começou a sair com Shino. — ele sussurrou no meu ouvido, depois de dar uma sensual mordida na pele atrás da minha orelha. Só pude estremecer.

Pensei em responder, mas chega de conversa. Não tenho tempo a perder. O empurrei com meu corpo até a cama, ele foi beijando-me com vontade. Ouvi a batida de suas panturrilhas contra a cama e então senti a gravidade, vulgo Sasuke, me puxar para baixo. Enfim deitados. Desci meu rosto até seu pescoço e senti de perto o cheiro de seu perfume misturado com suor, quase choro de emoção. Lambi sua pele e gemi de satisfação, até seu suor era gostoso. Isso era ridículo! Alternei beijos e lambidas naquela área antes de começar a descer, me dirigindo aquele pedaço de paraíso que era seu peitoral.

Ele se mexeu apenas ficando mais confortável abaixo de mim, observando silenciosamente, ou quase, porque de vez em quando ele suspirava, satisfeito, inflando seus pulmões devagar, o que eu estava fazendo em si.

Apertei suas coxas enquanto continuava o “reconhecimento do território nunca antes visto”, literalmente, com a minha boca. Beijei cada pedacinho de pele como se não houvesse amanhã. Continuei a descer e passei a língua em volta de seu umbigo, ouvi Sasuke arfar baixo com esse gesto meu, eu estremeci só de pensar em continuar com meu intento, só queria que ele colaborasse para variar.

— E a calça? Pode? — nem ousei o encarar, a ansiedade estava estampada em minha voz, imagine como meus olhos estariam.

— Depende… — senti o colchão se mover, sua voz grave se aproximar e seu dedo chegar ao meu queixo, levantando o meu rosto. — Do que você quer fazer. — ele sorria safadamente.

— Eu quero chupar você. — ofeguei.

Seu polegar trafegou por meus lábios, limpando os cantos que eu já não conseguia evitar que a saliva escorresse só com a mera ideia de… Porra, Sasuke, deixa! Ele afagou os meus cabelos e de repente começou a rir, meio contido, mas não era de deboche, ele ria de diversão. Apoiou-se nos cotovelos e pendeu a cabeça de lado, ainda rindo.

— O que fiz de engraçado? — franzi as sobrancelhas.

Ele parou de rir e respirou fundo.

— Só coisa boa até agora. — ele mordeu o lábio e piscou um olho para mim. — Não vai se incomodar com o fato de eu estar suado, Naruto? Nem ter tomado banho ainda? — havia um tom divertido em sua fala.

— Você está de brincadeira, não é?! — fitei-o, espantado. — Se eu me incomodo?! — me soltei de suas mãos e dei uma senhora lambida em seu abdômen, resmungando e gemendo de tanta satisfação. Ele o enrijeceu em resposta a minha atitude. — Não sou uma donzela, Sasuke. — brinquei.

— É verdade… Você é a minha bitch. — ele riu e veio me beijar. — Mas hoje eu vou fingir que você não é e vou tentar te agradar, Naruto. — falou lentamente o meu nome para então beijar-me com carinho.

Sasuke riu mais um pouco e esticou-se, deitando no colchão, curvando a cabeça para me fitar e piscar um olho para mim. Ouvi o barulho de sua calça se abrindo, o zíper descendo, eu estremeci com a mera expectativa de olhar para baixo. Eu continuei olhando para o seu rosto, ofegando. Seus braços cruzaram abaixo de seus cabelos negros e ele apoiou a cabeça neles.

— Já que gosta de oral… — falou, ainda com aquele sorriso sacana estampado em sua cara. — Faz o seguinte, me dá um beijo e vai se divertir.

Beijei sua boca com vontade, desesperado. Ele me fitou e afagou meu rosto, sorriu de lado e indicou para onde eu deveria ir com os olhos. Olhei para a direção que seus olhos indicaram e arfei ao ver sua calça aberta, eu podia ver o tecido da sua boxer cinza praticamente me chamando.

Os lábios de Sasuke se aproximaram do meu ouvido.

— Vai… — sussurrou. — Faz tempo que fodi sua boca. — ele chupou meu lóbulo.

Tem alguma coisa que não estou entendendo. Isso está fácil demais. Tem coisa errada, só pode!

— Não quero parecer idiota, mas também não quero fazer alguma coisa errada e te irritar. Não vou poder tirar a calça, não é? — perguntei só para confirmar, porque eu já tinha ideia de sua resposta.

Ele assentiu, sentando-se e deixando seus braços como apoio para o corpo, me deixando montando em seu colo.

— Vai se irritar por causa disso? — ele perguntou, arqueando uma sobrancelha.

— Não. — respondi sinceramente. Bem, a melhor parte é que eu teria acesso, então eu estava muito satisfeito.

Sasuke sorriu de lado.

— Ainda não é hora, Naruto… — sua mão foi para meu ombro, me empurrando para baixo e eu, inconscientemente, fui descendo, me ajoelhando entre suas pernas. — Você está quase ganhando esse direito, se servir de consolo.

Me ajoelhei completamente e passei os dedos em seus quadris, beijando seu abdômen. E ali, em sua pele, estavam, que se fosse comigo com certeza seria um problema, mas em Sasuke, são praticamente marcas de batalha. No lado esquerdo, um pouco perto da clavícula, bem acima da tal “asa” de sua nova tatuagem, estava a cicatriz do tiro que ele levou tentando salvar minha mãe e meu pai. Bem mais perto de mim, já no lado direito, um pouco perto do umbigo, estava a cicatriz de quando nós dois lutamos. Era o perfeito círculo da garrafa, porém com uma parte mais alterada do que outra, como se em determinada parte do círculo a linha ficara mais intensa por causa da cirurgia de remoção dos estilhaços. Parece que cada Uzumaki do mundo deixou uma marca em Sasuke, inclusive eu.

Ele sorriu minimamente, seus olhos ainda negros aprovando meu comportamento. Coloquei minhas mãos sobre suas roupas.

— Vou abaixar só um pouco. Tudo bem? — o encarei com expectativa.

Sasuke assentiu e continuou me fitando intensamente, seu semblante agora ficara sério, mas seus olhos se mantinha negros, com um brilho forte. Suspirei, aliviado, e puxei sua calça e sua cueca de uma vez só, o suficiente para que eu tivesse livre acesso ao seu pênis. Salivei com a visão e lambi os lábios. Mas algo me chamou atenção. Eu sei, parece loucura, mas havia algo em Sasuke mais interessante que seu membro.

Eu diria curioso. Sabe quando uma mulher dá a luz a um bebê e o parto é cesariana? Sabe a cicatriz? Bem no baixo ventre, perto de seu membro, Sasuke tinha uma. Porém muito reta, para uma cicatriz, e não parecia ter sido costurada, como cicatrizes normais de cirurgia. Ela era lisa, uniforme, como uma queimadura. Uma cauterização. Sasuke foi cauterizado?! E em toda essa extensão de seu corpo?! Era quase de uma ponta à outra de seu quadril!

Passei os dedos por ela, de leve, sem querer incomodá-lo. Fitei seu rosto, com as sobrancelhas franzidas, deixando claro minha confusão. Ele me sorria de lado, com um semblante tranquilo. Ajeitou-se melhor na minha cama, apoiando-se no colchão, e afagou meus cabelos, numa carícia gentil.

— Que foi? — perguntou, ao passar as costas dos dedos pela lateral do meu rosto.

— Faz tempo? — novamente passei os dedos ali.

— Muito. — seu tom de voz era brando. Sua mão pousou sobre a minha e a afastou da cicatriz. — Te preocupa? — recebi um beijo na ponta dos meus dedos que antes o tocavam.

Sorri e neguei.

— Doeu muito? — pode parecer curiosidade, mas juro que não é. É preocupação mesmo.

Ele me olhou, questionando-se mentalmente se deveria me responder. Eu já conheço o olhar que Sasuke faz sempre que pensa se deve ou não me responder. Ele beijou de novo a minha mão e sorriu, de forma sincera.

— Foi o tipo de dor que só eu pude suportar. Não a desejo nem ao meu pior inimigo, ou a pessoa que eu mais odiar na minha vida. — disse, simplesmente, sem hesitar ou parar de sorrir daquele jeito tão dele.

Assenti e voltei a sorrir. Eu gosto quando ele faz isso. Confia em mim. Quando me deixa fazer parte mais e mais da sua vida. Sasuke se sentou de súbito na cama e segurou meu rosto entre as mãos, para me beijar intensamente, como se tivesse acabado de ouvir meu pensamento e me beijasse assim só para confirmar. Se fosse outra pessoa me beijando dessa forma, eu diria que era um beijo apaixonado, mas como é o meu diabo, então é um beijo de confiança.

Não sei pelo que ele passou e nem vou perguntar. Quando ele quiser, ele vai me contar. Sei disso. Assim que Sasuke soltou meu rosto e voltou a se reclinar, me fitando com aqueles olhos brilhantes de desejo, voltei-me novamente para seu baixo ventre. Olhei para aquela cicatriz e me senti feliz, não por ele ter se machucado, longe disso, mas por ele me deixar ver mais um pedaço de sua vida. Acariciei aquele pedaço de pele com meu nariz, beijando-a de leve, com adoração, enquanto fechava meus olhos para aproveitar melhor o momento.

— Obrigado… — sussurrou, me fazendo cafunés. — Por não perguntar… — ele suspirou de satisfação com os meus carinhos. — Obrigado por me respeitar… — arfou de novo. — Eu não me importaria de levar um tiro por você, Naruto, porque é por essas atitudes que sei que você vale muito a pena. — me fitou e sorriu mais.

Senti a pele de meu rosto queimar. Deuses! O que faço com esse homem? Quando falo as pessoas que Sasuke é gentil e amoroso ninguém acredita, mas a prova está aí! Quem não viu, perdeu! Enfim…

— Chega de levar tiros, por favor. — brinquei.

— Concordo… E outra, você passou por uma situação angustiante. — ele voltou a falar em um tom de brincadeira. — Merece se divertir, não é? — assenti, entrando na brincadeira. — E eu sei o quanto você gosta de me chupar… Deve estar faminto por isso, não é, Naruto? — ele passou os dedos por meus lábios, empurrou o polegar em minha boca para que eu chupasse.

Fechei os olhos, sugando seu dedo, e estremeci, só em pensar no que ainda estava por vir.

— Não vou mentir, até porque é motivo de orgulho pessoal meu… — ele me fez abrir a boca, só para ver a minha língua. Abri os olhos também, ávido para acompanhar o movimento. — Até hoje, ninguém superou a sua boca… Em todos os sentidos e em qualquer coisa que ela faça. — piscou safadamente o olho para mim.

Ofeguei, enquanto meu peito inflava de orgulho. Mordisquei seu dedo, Sasuke sorriu, e soltei-o. Sua mão pousou em sua coxa, como um lembrete do que eu mereço depois de tudo o que passei nesses últimos dias depois da briga. Chega de conversa.

Enlacei seu pênis com meus dedos e apertei-o levemente, para logo depois aproximar meu rosto e passar a língua em volta de sua glande, enquanto fazia leves movimentos de vai e vem com meus dedos. Esfreguei minha língua de leve na fenda de seu membro e o apertei com a mão. Logo depois eu o abocanhei aos poucos, indo e voltando, cada vez colocando mais dele dentro da minha boca. Gemi abafadamente, satisfeito. Sasuke é muito gostoso.

— Bom… — Sasuke pendeu a cabeça para o outro lado. — Sem pressa… Eu não vou sair daqui nem tão cedo. — afagou gentilmente os meus cabelos. — Assim mesmo...

A mão de Sasuke parou em minha nuca e apertou de leve os cabelos dali enquanto arfava baixo, franzindo as sobrancelhas, provavelmente sentindo seu corpo aquecer.

Tirei seu pênis de minha boca e passei a lamber de baixo para cima, tentando deixar o mais molhado possível, numa tentativa de ajudar a minha desenvoltura. Algum tempo depois voltei a chupá-lo, agora com mais vontade.

— Hum… Naruto… Isso mesmo... — Sasuke riu, eu sentia seus olhos sobre mim, fazendo meu corpo arder em chamas — Está com muita fome, hein?

Olhei para ele, tentando passar meus pensamentos e sentimentos sem precisar parar o que eu estava fazendo. Ele assentiu, captando o que eu queria repassar, suas sobrancelhas franzidas emoldurando seu olhar negro de tesão por mim, a boca meio aberta, como um risco mal feito num papel branco e a respiração levemente alterada.

Sasuke segurou os meus cabelos e me fez engoli-lo completamente. Tirei minha mão de seu membro e a apoiei, junto com a outra, em suas coxas. Ele só parou de empurrar a minha cabeça para baixo quando sentiu meus lábios tocarem a base de seu pênis. Senti meus olhos lacrimejarem e eu mal conseguia respirar, mas não podia me importar menos com isso. Vai saber quando Sasuke vai me deixar fazer isso de novo, sem a venda, quero dizer.

Sasuke puxou-me com força, tirando-me completamente e me fitou. Eu ofegava, buscando ar e implorando com os olhos para continuar, apesar das lágrimas caírem.

— Calma… Vou melhorar a minha postura para você ficar mais confortável. — ele falou, sem o tom de comando que me faz enlouquecer.

Sasuke se levantou e foi sentar-se em outro local da cama, as costas levemente reclinadas sobre os travesseiros, a cabeça encostada na parede e as pernas descansadas sobre o colchão. Começou a se tocar devagar, subindo e descendo a mão, me olhando sério. Praticamente me comia com o olhar.

— Vai continuar, Naruto? — sua voz grave somado ao ato de pentear seus cabelos para trás, deixando o braço ali, arrepiou-me a pele por inteiro. No antebraço era visível o seu “Foda-se o mundo” na sua caligrafia impecável. Era puro charme.

Até seu pau é diabolicamente charmoso, se é que posso descrevê-lo assim, grande, grosso, com as veias saltando fora da pele pálida, a glande banhada em pré-gozo, suculento, ficando ainda mais largo quando se aproximava da base, os pelos escuros bem aparados dando um “toque final”. O que eu poderia responder ao Íncubus, Kami-sama? O óbvio.

— Com toda certeza! — arfei. Era demais ver Sasuke se masturbando daquela forma tão sensual. — Se você deixar, claro. — não que eu ache que ele vá negar, mas eu tinha prometido aprender a lição dessa vez, não é? Ser submisso não é tão fácil assim para mim.

— Naruto, eu estou ficando velho, não doido. — ele riu, afagando só a ponta de seu pênis e eu sei que é para me provocar. — Duas coisas que meu pai me ensinou a não negar: um copo de água e um boquete. Vindo de você então? — riu mais. — Pode vir para cá que eu já estou sentindo falta. — acho que posso me acostumar com esse Sasuke brincalhão.

Engatinhei sobre a cama e me aproximei dele. Sasuke me puxou para um beijo faminto e parou de se tocar, nos fitamos desejosamente e eu vi sua mão entrelaçar-se com a outra no alto de sua cabeça. Acho que ele só não quer isso mais do que eu, posso ver em seu olhar. Mal abri a boca para começar a chupá-lo e eu senti novamente minha cabeça ser empurrada para baixo.

Seu pênis rasgava a minha garganta, abrindo caminho, empurrando a minha língua, buscando mais espaço dentro da minha boca. Apertei suas coxas, minhas mãos tremendo por causa da “invasão” brusca. Puxou-me para que eu pudesse respirar e cinco segundos depois, eu estava novamente engolindo toda a sua extensão. Sasuke estava fodendo a minha boca, como costuma dizer.

Depois de três “mergulhos”, ele me soltou e eu arfei, tossindo e tentando respirar. Sua risada baixa, sem o costumeiro deboche, denunciava o quanto o diabo estava satisfeito comigo. Enquanto eu retomava o controle dos meus pulmões, Sasuke puxou-me para perto de si, beijando de leve o meu pescoço, ainda rindo baixo.

— Comprei mais uma coisa que você não achou. — sorri, enquanto mordia o lábio.

— Hum… Mais brinquedos? Quer que eu adivinhe ou você vai buscar? — sua boca já buscava os meus mamilos endurecidos enquanto seus braços encurtavam a distância entre nossos corpos.

Me soltei de seus braços, relutantemente, devo dizer, já que está ótimo estar em seus braços, sendo mimado desse jeito. Sua língua ficou se aproveitando do meu corpo quando eu me estiquei sobre a cama. Me peguei rindo da tapa leve que Sasuke deu em meu traseiro, que ficou empinado bem em baixo do seu nariz, por assim dizer.

— Dona Kushina está de parabéns, porque essa bunda aqui… — outra tapa do mesmo estilo. — Com todo respeito, é herança dela. — recebi um beijo por cima da cueca e uma apertada na outra nádega. Gargalhei, um pouco chocado com sua fala.

— Por mais que papai gostasse de você, com toda certeza, você teria levado um soco com essa. — falei, ainda rindo.

— E você acha que seu pai nunca deu em mim por causa da minha “sinceridade desinibida”? — ele se esticou sobre os travesseiros, rindo. — Seu Minato descontava as minhas ousadias na aula de capoeira, eu me ferrava, mas era tão feliz. — suspirou. — Mas nunca toquei em sua mãe. Eu a respeitava como se fosse minha mãe e ela me tratava como filho dela… — falou, nostálgico. — Seu pai foi um homem abençoado por ter sua mãe. De fato.

Abri a última gaveta do criado-mudo e peguei o acessório que Kiba me ajudou a comprar. Me ajeitei na cama e entreguei a ele. Simplesmente a boca de Sasuke se abriu a níveis que eu não sabia que podia, num sorriso sacana, enquanto sua língua trafegava entre seus dentes.

— Vai fazer um show para mim ou quer que eu use em você? — Sasuke falou, observando com alguma atenção as bolinhas brancas do dildo que eu comprara. O primeiro da minha vida, por sinal, e que levei um dia inteiro para saber como funciona.

— Prefiro que você faça isso. — senti meu rosto esquentar absurdamente.

Notas finais
DiAngelo: Tá fazendo o q ainda aqui? Corre pro próximo!!!