O dicionário define cor como a impressão que a luz refletida ou absorvida produz nos olhos, mas acreditamos que a cor não é apenas uma ilusão, mas sim, sentimentos, emoções, pessoas. Todos nós sabemos como é ter o coração quebrado em milhares de pedaços, muitas vezes esses pedaços se tornam milhares de duvidas, e nós temos que consertá-los afinal, não podemos viver nossas vidas de acordo com um talvez. Mas aquele sentimento, uma mistura de tristeza e esperança que fica até a completa superação ou esquecimento de alguém, isso é algo horrível. As cores tem sentimentos, ou pelo menos, podem ser usadas para expressar eles, como por exemplo, o Azul está relacionado a depressão, monotonia, o Vermelho a paixão, raiva, excitação, o Branco a pureza, paz, inocência, Rosa a ternura, sensualidade e beleza, o Roxo a tristeza, mistério, libertação, o Verde liberdade, nojo, esperança, Amarelo a criatividade, alegria, otimismo, Cinza a solidão, ausência de emoção e o Preto está ligado ao medo, solidão e seriedade. Se as cores são capazes de expressar sentimentos será que elas também influenciam neles!?
Azul é um garoto simpático e muito agradável, alto, com um tom de pele oliva, olhos enormes e castanhos, e como todo garoto de 15 anos tinha muitas paixões e hobbies e planos, mas de suas favorita é ler um bom livro de poesias ouvindo musicas suaves, com um delicioso pingado de São Paulo, e de vez em quando um cigarro, Azul é um garoto incrivelmente adorável. Tinha recebido esse nome pois diferente de muitas pessoas uma anomalia em sua melanina o deixou marcado de uma forma especialmente peculiar, seus cabelos são naturalmente azuis.
Se as cores influenciavam em sentimentos realmente não temos certeza, mas sabemos que, pelo menos, esse não é o caso de Azul.
O fato da coloração de seus cabelos nunca o incomodava, porém por alguma razão incomodava os outros, sempre ouvia comentários das pessoas ao seu redor, se questionando por que os pais de Azul simplesmente não pintavam o cabelo de preto ou de uma cor mais normal, essa palavra lhe incomodava um pouco, fazia ele se sentir anormal, mas nunca se deixou abalar, mesmo com todas as piadas sem graças e as discriminações, ele seguia em frente, ele percebeu que não se deve procurar por críticas, elas estão em todos os lugares, sempre vai haver alguém que não gosta do seu cabelo, ou dos seus jeans rasgados, ou ideologia, e sempre que alguém duvidava se era verdade sobre a coloração de seu cabelo ele simplesmente respondia:
– As pessoas são feitas de modo diferentes. Nós não precisamos saber o porque, precisamos apenas respeita-las.
Ele estava correto e as pessoas começaram a perceber isso, e começaram aceitar e respeitar isso, ninguém nasce ignorante, preconceituoso ou intolerante você aprende a ser um, e tudo o que é ensinado pode ser desensinado, Somos ensinados que existem quatro ou cinco raças diferentes no planeta, mas está errado existe apenas uma raça no planeta Terra a raça humana, e somos das mais diversas e variadas jeitos, temos apenas que aprender a respeitar todas.
Azul sempre foi um garoto que não necessariamente tirava as melhores notas, mas tinha boas notas, ele não era popular, mas tinha bons amigos, se não fosse pelo seu cabelo ele iria ser tão comum quanto qualquer outro garoto.
E mesmo com tantas pessoas dizendo para ele ser mais normal, pintar o cabelo de uma cor mais comum, tentar ser como tal pessoa, dizendo que assim ele ficaria mais bonito, Azul se sentia um pouco triste com isso, todos ficamos quando alguém diz que não estamos bonitos, mas ele simplesmente parou de ouvir essas pessoas, e percebeu que não precisava ser bonito que nem eles, ele podia ser bonito que nem ele próprio.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor