Cores Reais
1 Capítulo Unico
Notas iniciais
Quando eu tive a ideia dessa fic, eu planejava fazer ela bem maior, por isso não estranhe se acharem esse capítulo corrido.
Uma dupla de irmãs ladras profissionais de espaçonaves era procurada por todas as polícias do universo, se tratava de Chichi e Maron Briefs. As duas participavam de uma quadrilha que roubavam naves espaciais das melhores marcas e depois desmanchavam e revendiam as peças.
Havia um Grupo de Investigações Especiais que investigava casos que envolvesse mais de um planeta. Esse grupo tinha como objetivo manter a paz no universo e era liderado por Goku. Yamcha, Mai, Launch e Tenshinhan também faziam parte do grupo. Depois de meses de investigação, eles estavam na cola delas e faltava muito pouco para pegá-las.
***
O Grupo de Investigações Especiais recebeu um chamado, havia sido encontrado um corpo no planeta Fire. Goku e sua equipe foram ao local vê do quem se tratava e para surpresa de todos era a Maron Briefs, o corpo estava ao lado de uma nave muito moderna. E começou então a investigação sobre quem seria o assassino da moça. As primeiras pessoas a serem interrogadas foram os pais e a irmã caçula das ladras, Bulma Briefs.
- Dr Briefs quando foi a última vez que viu sua filha Maron? – perguntou Yamcha enquanto estavam na sala de interrogatório.
- Foi há alguns meses, ela foi lá em casa só para nos visitar...
- O senhor sabia que para roubar as naves suas filhas usavam um aparelho de última geração com o qual abriam a nave sem precisar arrombá-las. Gostaria de saber como elas conseguiram isso?
- Eu não sei...
- Tem certeza? – retrucou Yamcha – Quem mais poderia ter feito um aparelho desse se não um renomado cientista?
- Saiba que não precisa ser um gênio para fazer isso... Qualquer idiota pode, inclusive você!
- Sabia que posso prendê-lo por desacato.
- E por que não o faz?
- Em respeito a sua idade e ao fato de ter acabado de perder uma filha. Mas é melhor ir agora então, não tenho mais nada a perguntar por hoje.
***
Em outra sala.
- Bulma Briefs você tem ideia de quem possa ter matado sua irmã? – perguntou Goku.
- Não senhor – respondeu de cabeça baixa – A minha irmã era uma ladra, pode ser alguém que ela roubou ou mesmo um de seus aliados.
- Você sabe onde a Chichi pode estar?
- Não senhor!
- Sinto que você me esconde alguma coisa...
- É impressão sua, eu não tenho nada a falar.
- Tudo bem, não vou insistir, pelo menos por enquanto. Vou deixar você e seus pais irem para enterrarem o corpo da sua irmã, mas fique sabendo que ficarei de olho em vocês.
***
A equipe se reuniu numa sala para discutirem os fatos que os intrigava sobre o crime.
- Desvendar esse crime vai ser muito difícil, não sei nem por onde começar – disse Tenshinhan.
- Para mim a chave é encontrarmos Chichi – disse Mai – com certeza ela deve saber de alguma coisa.
- Concordo com Mai – disse Launch.
- E a nave que encontramos ao lado do corpo? Já descobriram quem é o dono? – perguntou Goku.
- Pelo número de série, o dono é Gujjar Allein, mas não tem nada dele registrado.
- Vamos continuar nossa investigação – disse Goku – Launch analise o que causou a morte de Maron e qual foi a arma do crime.
- Sim, senhor!
- Yamcha investigue o dono da nave.
Yamcha concordou com a cabeça.
- Tenshinhan examine a nave.
- Ok!
- E Mai, você vai a campo comigo, vamos procurar Chichi.
***
Era noite e na casa da família Briefs, Bulma se isolava no jardim. Dr Briefs a observou pela janela do laboratório e resolveu e ir até a filha.
- O que foi filha?
- Eu estava me lembrando de quando eu era pequena acreditava que sempre que me sentisse acuada, por algum motivo, ou amedrontada, fechava os olhos, assim, apertando mesmo, e pensava em algo bom, muito bom, como chuva no final da tarde, minando aquele perfume de terra acolhida pelo frescor, ou a forma como o sol fazia a água da represa brilhar, como se diamantes nadassem nela – disse a garota com os olhos lacrimejando.
- Eu sem bem disso, eu ensinei isso para você e suas irmãs.
- Mas hoje, eu faço esse mesmo ritual e parece não ter mais efeito que tinha quando eu era uma menina – Bulma já não conseguia conter as lágrimas.
- Filha, você precisa ser forte. Sei que está sofrendo muito por que perdemos sua irmã...
- Na verdade já tínhamos a perdido há tempos. Ela e Chichi. Mas eu não me conformo de ela ter sido assassinada...
- Eu também não me conformo – os dois se abraçaram e choraram.
***
No dia seguinte, a equipe começou a trabalhar cedo, se é que tinham dormido.
- Tenho novidades – disse Launch assim que entrou na sala de Goku – já sei o que causou a morte de Maron.
- O que foi? – perguntou curioso.
- Ela sofreu um ataque com a técnica chamada Bing Bang Attack.
- Isso já ajuda bastante, pois somente os sayajins de primeira classe dominam essa técnica.
- E eu posso lhe dizer com toda certeza que o assassino sabia muito bem usar essa técnica, por causa das marcas que ficaram no corpo dela.
- Muito bom trabalho, já conseguimos diminuir nosso universo de suspeitos. Agora vamos pegar a lista com o nome de todos os sayajins de primeira classe e vamos vê se algum teve a nave roubada pelas duas.
- Pode deixar, eu mesma farei isso!
Mal Launch saiu, Tenshinhan entrou, ele também trazia novidades.
- Bem, eu analisei a nave – disse Tenshinhan.
- E o que descobriu?
- A nave do senhor Gujjar Allein foi roubada há algumas semanas. Mas a nave que encontramos na cena do crime não é a dele, pelo menos não totalmente.
- Como assim? Explique.
- Somente a carcaça é da nave original. O restante pertencem a outras naves.
- Isso está ficando cada vez mais confuso.
***
Aquele dia passou sem mais nenhuma novidade, mas foi um dia de trabalho árduo. Só que no dia seguinte cedo já havia notícias, e não eram boas.
- O que aconteceu? – perguntou Goku a Mai.
- Acabei de saber que a casa dos Briefs foi atacada nessa madrugada. E tivemos vítimas fatais – respondeu prontamente.
***
Quando chegaram a casa dos Briefs haviam dois corpos na sala. Eram os corpos do casal Briefs.
- E a garota? – perguntou Goku – Ela também foi assassinada?
- Não há indícios que isso tenha ocorrido – disse Yamcha descendo as escadas – Estou vindo do quarto dela e acho melhor vocês irem até aqui para verem o que eu descobri.
Goku, Mai, Launch e Tenshinhan acompanham Yamcha.
- Pela minha teoria, a garota foi levada daqui viva – disse Yamcha apontando para o tapete que estava ao lado da cama – este tapete, ele tem marcas que indicam que ele oi segurado com bastante força... Certamente ela estava debaixo da cama – falou agachando-se para olhar debaixo da cama e viu o celular de Bulma. Ele pegou o celular e viu que havia uma ligação não completada – ela iria ligar para polícia, mas foi pega antes disso.
- Mas por que ele não a assassinou como fez com o casal? – perguntou Mai.
- Isso é que vamos descobrir! – Goku estava confiante.
***
- Onde estou? – perguntou Bulma acordando – Quem são vocês?
- Cale-se humana idiota – disse um ser alto, careca com a aparência de humano, mas tinha uma cauda. Era um sayajin.
- Eu exijo que me diga onde estou.
- Não tem condições de exigir nada sua terráquea idiota – o sayajin se aproximou de Bulma e a pegou pelo pescoço levantando-a.
- Nappa, já disse para ficar longe dela – ouviu-se uma voz vindo de uma poltrona que estava à frente do painel de controle da nave.
- Mas Vegeta, eu não entendo o porquê trouxe essa humana conosco.
- Você não tem que entender nada, só tem que me obedecer – disse Vegeta – eu tenho planos para ela.
Bulma não chegou a vê-lo, só ouviu a voz.
***
- Goku, tenho notícias de Chichi – disse Mai colocando um notebook com um vídeo de Chichi roubando uma nave em plena luz do dia no planeta Mirys a mão armada.
- Esse tipo de roubo não faz o estilo dela. Por que ela está fazendo isso? – Goku ficou pensativo.
- Ela está roubando naves que são da mesma marca do Gujjar Allein. Pela pesquisa que eu fiz só existem 78 dessas no universo inteiro. Ela já roubou 7.
- Tirando a do Gujjar Allein, ainda restam 70.
- É, mas no planeta Mirys só tem 2, e ela já roubou 1.
- É agora que vamos pegá-la – disse Goku com um largo sorriso.
***
Chichi andava sem temor algum pelas ruas do planeta Mirys, segurava uma arma e todos a olhavam assustada, mas ela parecia não se importar. Caminhou alguns metros até avistar uma nave parada na frente de um shopping. Ela atira na porta da nave e percebeu que tem alguém sentado na cabine.
- Desce agora ou eu atiro – ordenou a garota.
- Se eu fosse você não faria isso – disse Goku girando na poltrona com uma esfera de ki,enquanto saiam dos outros compartimentos da nave soldados armados – largue a arma e erga as mãos agora.
- Por favor, não me prendam – pedia Chichi chorando – Vocês acabam de matar minha irmã.
***
Bulma dormia no chão da nave sem nenhum tipo de conforto, apenas com um pano que forrava o chão. Vegeta a observava sentado à uma mesa tomando uma taça de vinho.
- Vegeta, me diga, por qual motivo você não matou a garota assim como fez com os pais dela? – perguntou Nappa – Era esse nosso plano inicial... Você disse que mataríamos os três.
- Eu sei, mas agora preciso da garota viva, só assim posso chantagear aquela vadia que roubou minha nave.
- Mas você conseguiria isso mesmo com essa garota morta. Tem outro motivo que eu sei...
- Seja mais claro!
- Eu vi a forma como você olhou quando a puxou de debaixo da cama. A garota estava desprotegida chorava bastante. Mulheres frágeis sempre fizeram seu tipo.
- CALE-SE INSETO! – gritou Vegeta.
- Mas você se engana se acha que ela vai te querer. Você matou a família dela toda, ela vai sempre te odiar. Então é melhor nos livrarmos dela e focarmos no nosso objetivo.
- Sai daqui antes que eu perca minha paciência com você...
- Tudo bem, mas pense bem no que eu te disse – Nappa foi para o seu quarto e deixou o sayajin furioso. Ele quebrou o copo com as próprias mãos e lançou a garrafa na parede e acabou acordando Bulma. Ela acordou assustada e olhou para o sayajin com medo, se lembrara da noite passada quando foi sequestrada e havia sido aquele sayajin que a arrancou a força de casa.
- O que foi? – O sayajin estava embriagado e se aproximava da garota – Está com medo de mim?
Bulma nada respondeu, simplesmente baixou a cabeça. Ela estava sentada no chão.
- Eu fiz uma pergunta e exijo que me responda – disse ficando de joelhos na frente dela e ela continuava sentada.
- Desculpe, mas eu não vou responder.
- Eu estou mandando – disse puxando-a pelos braços fazendo com que ela ficasse rente ao seu corpo.
- Tenho sim, muito medo – disse o encarando.
- Por quê?
— Por que você é um assassino frio.
Vegeta a largou sentiu um pouco tristeza, tentou disfarçar, mas Bulma percebeu.
- Tem que medo de mim mesmo – disse Vegeta – Pois realmente eu sou o que você disse.
***
Chichi estava na sala de interrogatório cara a cara com Goku.
- Por favor, você tem que me deixar ir, é a vida da minha irmã que está em risco – Chichi falava com os olhos lacrimejando olhando para o relógio da sala como quem tivesse perdendo tempo.
- Se você cooperar com a investigação, pode ser que eu atenda seu pedido. É só responder a minhas perguntas.
- O que você quer saber?
- Quem matou sua irmã?
Chichi respirou fundo. Não queria falar, mas pensou na irmã.
- Foi Vegeta e um capacho dele chamado Nappa, os dois são sayajins. Inclusive Vegeta é o príncipe dos sayajins.
- Mas por que ele a matou?
- Por que nós roubamos a nave dele e mandamos para o desmanche. Ele descobriu e nos procurou dizendo que tínhamos 24 horas para recuperar a nave dele. Mas quando voltamos para o desmanche, a maioria das peças já haviam sido vendida. Só conseguimos recuperar a carcaça, então nós compramos outras peças e colocamos no lugar, achamos que ele não perceberia.
- Mas ele percebeu, não foi?
- Maron pediu para ir sozinha – Chichi começou a chorar.
- Só que eu não entendo o porquê de Vegeta querer essa nave. Se ele é o Príncipe dos Sayajins, pode ter qualquer nave que quiser. E ainda por cima a comprou com um nome falso.
- Eu não sei por que ele a quer tanto. Só sei que ele deu uma semana para conseguir a nave dele ou minha irmã morre. E ele já matou toda a minha família.
- Sinto muito pelas suas perdas, mas você vai ficar presa.
- Não, por favor – implorou chorando – A vida de Bulma corre perigo. Se eu não devolver essa nave pronta, ele vai matar minha irmã. Eu sei que fiz muita coisa errada e estou preparada para arcar com as consequências do meu erro, mas minha irmã não. Ela não escolheu isso, ela não pode ser penalizada pelos meus erros e os de Maron.
Goku ficou pensativo, respirou fundo.
- Então o que você me sugere?
***
Já haviam se passado dois dias. Os mantimentos da nave de Vegeta haviam acabado, eles deveriam pousar o mais rápido possível no planeta mais próximo e era o planeta Mirinoi. Bulma desceu junto com os dois, o Príncipe dos sayajins não queria nem pensar na possibilidade de a garota fugir. Depois de andarem um pouco no planeta, acharam uma feira.
- Eu vou escolher o que quero comer esses dias – disse Vegeta – E eu quero que você escolha o que você quiser comer.
Bulma olhava para todos os cantos, como quem procurasse algo. Toda aquela comida era estranha para ela. A garota já estava ficando desanimada, olhava todas as barracas e nada. Até quando avistou algo que gostava muito: maçãs.
- Você teve sorte – disse o vendedor – esse é nosso último quilo.
- Ai que bom, acho que tive sorte mesmo!
Bulma estava tão distraída que não percebeu quando um ser alto, gordo, forte que mais parecia um ogro a segurou pelos braços e a jogou numas barracas.
- ESSAS MAÇÃS SÃO MINHAS! – gritou.
Vegeta vendo o que ele tinha feito, se enfureceu...
- O que você pensa que está fazendo? – Vegeta cerrava os punhos.
- Ela roubou minhas maçãs!
- Seu inseto... Vou acabar com você – Vegeta partiu para cima dele e deu-lhe uma boa surra, em seguida correu para socorrer sua amada. Ela tinha alguns ferimentos por todo o corpo, mas um ao lado esquerdo da barriga sangrava um pouco mais, pois entrara um pedaço da estaca da barraca. Vegeta a pegou no colo e a levou para o quarto dele. Bulma chorava muito de dor.
- E agora? – perguntou Vegeta para si mesmo colocando-a na cama – O que eu faço? Nunca cuidei de alguém ferido.
- A deixe morrer – disse Nappa – Ela não fará falta.
- Se não for ajudar não atrapalhe, inseto! – o Príncipe rangia os dentes de raiva do seu súdito – Vá pegar algo para limpar esses ferimentos.
- Tudo bem, eu já estou indo – Nappa obedeceu às ordens do Príncipe.
- Por que você está me ajudando? – perguntou Bulma com dificuldades – Você já tirou tudo de precioso que eu tinha, por que não me deixa morrer.
- Eu não vou deixá-la morrer...
Vegeta cuidou da garota durante todos os dias que ela ficou de cama. E ela de certa se sentiu cuidada e protegida por ele. E sempre antes de dormir ele ia vê como ela estava.
- Vim vê como está o ferimento – o sayajin não costumava bater a porta.
- Já está bem melhor!
- Deixe-me vê – Vegeta sentou-se na beirada da cama.
Bulma levantou um pouco a blusa. Ele passou a mão ferimento.
- É verdade – concordou Vegeta – está bem melhor mesmo.
Sayajin desceu a mão passando sobre a barriga da garota. Ela sentiu arrepios, ele então a puxou como quem quisesse beijá-la, ela desviou o rosto o rejeitando. Vegeta não esboçou nenhuma reação, somente levantou-se e deu as costas abrindo a porta para sair, mas antes ele falou de costas ainda:
- Amanhã é o dia da troca. Eu vou recuperar minha nave e você voltará para sua irmã – e saiu em seguida.
- Burra... burra – xingava-se a si mesma Bulma – como você pode se apaixonar pelo assassino dos seus pais e da sua irmã. Ai que ódio... eu nunca vou conseguir ficar com ele, nunca!
***
No dia seguinte, estavam no lugar marcado. Um galpão abandonado no oeste do Planeta Terra. Bulma e Vegeta não trocavam uma palavra, somente olhares. Os dois aguardavam ansiosamente. Quando Chichi chegou, Vegeta pediu para que Nappa que ficasse com Bulma enquanto ele analisava a nave.
- Está tudo ok – disse Vegeta sem olhar para Bulma – Vamos embora Nappa. E deixe a garota ir para onde a irmã.
Bulma correu para Chichi e abraçou emocionada. Vegeta e Nappa entraram na nave e assim que ligaram sentiram uma força puxando-os para baixo e começaram a gritar.
- O que está acontecendo? – perguntou Bulma.
- Eu fiz com que assim que eles dessem partida a gravidade aumentasse 300 vezes a mais do que o que um sayajin está acostumado.
- Mas eles vão morrer!
- Eles têm que pagar pelo que fizeram a nossa família.
Bulma parecia não ouvir o que a irmã dizia e se desesperou ao ouvir os gritos.
- Vegeta... Vegeta – gritava Bulma enquanto corria ao redor da nave procurando um meio de abri-la.
- O que ela está fazendo – perguntou Goku. Ele havia acabado de chegar.
- Não sei, eu não estou entendendo nada.
De repente os gritos cessaram. Ela caiu de joelhos, chorando muito. Goku então abriu a porta da nave, os dois corpos estavam estendidos no chão. Abriu o compartimento que servia para guardar objetos e tirou uma caixa preta.
- Era por causa disso que Vegeta queria tanto essa nave – disse Goku para Chichi abrindo a caixa. Dentro havia as esferas do dragão – Ele iria usar as esferas, mas por uma questão de segurança ele as guardou dentro dessa caixa, pois ela faz com que as ondas que essas esferas emitem sejam bloqueadas, assim sendo impossível encontrá-las através do radar.
- E quando eu e Maron roubamos, ele também ficou impossibilitado de encontrá-las pelo radar.
- Exatamente.
- Obrigada Goku – disse Chichi o abraçando e roubando-lhe um beijo que logo foi correspondido – Nunca vou esquecer o que fez por mim, mesmo eu não merecendo.
***
Chichi foi presa pelos crimes que cometeu, mas ela teve o apoio de Goku e da irmã para poder sair da cadeia uma pessoa melhor. Mas Bulma nunca esquecera o amor que sentira por Vegeta, ela o amava, apesar de tentar odiá-lo. Todos os dias no fim da tarde, ela sentava-se na grama do seu jardim e se sentia sozinha e foi assim durante três meses. Até que ela teve a surpresa.
- Bulma!
Ela ouviu uma voz e seu coração congelou ao reconhecer a voz. Ela não acreditava no que ouvira, por isso virou-se devagar para verificar se realmente era ele.
- Vegeta – Bulma estava muito nervosa e se tremia bastante – Você não estava morto.
- Não, eu não morri.
- Mas como?
- Naquele dia na nave eu percebi que lutar seria em vão. Então, quando percebi que Nappa havia morrido, eu me fingi de morto. Eu sabia que eles só iriam abrir a porta quando tivessem certeza que eu estava morto. Depois eu subornei um funcionário do necrotério para dizer que alguém da minha família havia ido buscar meu corpo.
Bulma parecia feliz ao vê-lo vivo, mas ainda demonstrava ter uma certa mágoa do sayajin.
- Bem, eu só vim aqui para te entregar isso – disse estendendo a caixa preta – eu peguei isso lá do escritório deste tal de Goku antes de vir aqui. Na verdade, só peguei de volta o que era meu.
- Eu não estou entendendo!
- São as esferas do dragão... use-as para ressuscitar sua família.
Bulma olhou para as esferas e não conteve as lágrimas.
- Antes, a única que coisa que eu via em você era uma escuridão. Mas hoje eu vejo suas cores reais, e elas brilham muito. Não tenha medo que as pessoas vejam esse seu lado – ela disse passando a mão no rosto dele – Agora eu vejo quem você é de verdade e é por isso que eu te amo.
Os dois se abraçaram e finalmente Bulma pode beijar seu amado sem se sentir culpada.
Notas finais
Comentem o que vocês acharam!
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