Notas iniciais
A palavra do dia é bitafe! Hoje vim com uma mudança de rumo, que nem eu mesma esperava! Tomara que vocês gostem!!

Senti um coiso pular no peito

Carregando cruel desejo

Quando fui me pôr ao leito

Recordei tal qual um lampejo

Da ruindade que havia feito

Maldade pro bom coração

Do pobre coitado sujeito

Ajoelhei para oração

Confesso-Lhe, Deus Poderoso

Pequei muito, por minha culpa

Eu dessabia como era gozo

Agora peço-lhe desculpa

Mas foi enlance desgostoso

Me apaixonei sem perceber

Sem primórdio religioso

Orei para a alma não perecer

Sem vestido ou grinalda branco

O capataz nem me olha mais

Nunca teve o peão amor franco

Eram infinitesimais

Já pelo primeiro atravanco

Bitafe largou do romance

Covarde qual cavalo manco

Orou para sair de alcance

Besta eu que nele acreditei

Devia ter bem mais de um harém

Meu homem eu por ele deixei

Oro pelo perdão, amém

Notas finais
O poema de hoje veio em forma de balada! Três estrofes de oito versos, mais uma com quatro, todos octassílabos. E então, minha gente?? O negócio é que o peão pode até ter se apaixonado, mas não era tão bom moço assim! E pra ser sincera, eu mesma caí no papo dele, só descobri a verdade ontem. O capataz que me contou! Espero que tenham gostado da reviravolta! Beijos de luz!!