Corações em Missão Secreta
2 Capítulo 2 - Dossiê Confidencial - Parte 1
Notas iniciais
O dia ficou estranho para os quatro detetives, pois nunca tinham trabalhado em equipe. “Não gostar” é algo muito forte, mas eles não se entendiam entre si — eram opostos.
Quando o turno de ambas as equipes havia se encerrado e as equipes noturnas chegaram, eles se encontraram na calçada, exaustos e cansados.
— Vamos para minha casa, certo? — disse Bella, olhando para os rostos de todos.
— Por mim, pode ser — respondeu Edward, meio animado.
Bella achou fofa a animação dele, então respondeu:
— Ok. Vamos no meu carro — e foi em direção ao seu Rolls-Royce Cullinan preto.
No carro, o clima estava estranho. Ninguém dizia nada. O único som era a respiração e o motor silencioso do veículo. Bella estranhou, porque todas as vezes que ia embora junto com seu amigo Jacob, ela sempre falava alto, sorria e comentava sobre o trabalho ou sobre o crush que tinha por…
— Tem como abrir a janela, por favor, Bella? — disse Edward.
— Tem sim — respondeu ela, apertando um botão perto do rádio.
O silêncio se estendeu até Bella parar o carro em sua garagem.
— Por aquela porta — disse a dona da casa, apontando com o dedo indicador para uma porta de madeira.
Eles entraram e foram direto para a sala de estar, com Renesmee e Edward seguindo Jacob, que já conhecia a casa de Bella como a palma de sua mão.
— É linda a sua casa, Bella — elogiou Renesmee, parada ao lado do sofá.
— Obrigada — respondeu Bella. — Sente-se, por favor.
Ela obedeceu.
Quando todos estavam em seus lugares, Bella, que era a melhor em examinar e entender dossiês, ficou em pé, à frente da sala.
— Eu comecei a estudar esses documentos hoje de manhã e entendi o porquê de o nosso chefe ter nos juntado. Esse caso é o mais complexo que eu já vi em toda a minha vida.
“Nosso alvo é o dono da maior fábrica de tecnologia de Seattle: Emmett Sinclair.”
Todos ficaram assustados, pois Emmett era amigo do chefe deles. Na verdade, eram melhores amigos.
— O chefe sabe que é o amigo dele? — perguntou Jacob.
— Provavelmente não, porque é ele quem organiza os documentos iniciais — respondeu Renesmee. — Mas será que ele pode estar envolvido com Emmett?
Renesmee era a melhor em ligar os pontos.
— Claro que não! — disse Edward. — Ele é o melhor policial-detetive de Seattle.
— Tá! Mas o caso é sobre Emmett, não sobre o nosso chefe.
Todos se calaram. Edward sempre gostou do jeito durão de Bella, então deu um meio sorriso.
— Desculpe, eu… eu me exaltei.
Bella suspirou e continuou:
— Ele está acusado de branqueamento de capitais. Mas… eu estou considerando roubo. Ele contrata dez pessoas diferentes por semana, o que, no mês, dá quase cinquenta pessoas. Assim, eles roubam o dinheiro dos empregados de um jeito que eu ainda não sei. Mas o mais estranho é que essas pessoas desaparecem pouco tempo depois. O que vocês acham? — perguntou ela, sentando-se no sofá ao lado de seu parceiro.
— Bem — começou Renesmee —, pelo que eu vi, parece que eles contratam pessoas apenas para poder roubar o dinheiro, porque a fábrica exporta muito material, o que gera muito lucro. Mas por que eles roubariam pessoas que nem têm tanto dinheiro?
A pergunta pairou no ar.
— De todos os crimes que envolvem dinheiro, normalmente roubam pessoas ricas. Como assim roubar pessoas que não têm nada? Isso é maldade. Pura maldade.
— Mas qual será o nosso primeiro passo? — perguntou Jacob. — Como vamos impedir isso?
— Isso não está escrito aqui — disse Bella, folheando novamente o dossiê. — Lembram? O chefe disse: “Estudem-no e amanhã iremos dar uma grande cartada.”
Todos assentiram.
— O que será que vamos ter que fazer?
Silêncio novamente.
Todos sabiam o que teriam que fazer. Porém, não sabiam o risco que corriam
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