Notas iniciais
PREPAREM OS BALDES DE AGUA FRIA! E PODEM ME MATAR! MAS EU AMO VOCÊS! ^^

“…I Love the way you look tonight, with your hair hanging down on your shoulders...”

Beth entrou em seu quarto em passos rápidos e tentou fechar a porta antes que Eric a alcançasse, inutilmente. Havia fugido dele desde a cozinha, mas aquele idiota era rápido demais. Com aquelas pernas longas tinha que ser mesmo... Afastou o pensamento das pernas de Eric em sua mente. Pra que pensar naquilo? Naquele corpo que lhe dava tanto desejo? Tinha que pensar em como tirá-lo de sua cola no momento, o que seria impossível. Ele empurrou a porta de uma só vez, fazendo-a quase cair para trás e num movimento rápido, pegou-a pelos dois braços finos e bateu-a contra seu corpo. Beth suspirou discretamente. A força daquele homem já a deixava mais excitada ainda. Os olhos dele presos nos seus... Lindos.

“... And your breath on my body makes me warm inside…”

— Não fuja de mim, Elisabeth. – Falou com seu rosto bem próximo ao dela e olhando-a nos olhos.

— Mas eu não quero você, Eric... – Disse com a voz falha. Os olhos dele a intimidavam e o desejo que sentia pelo toque dele a deixava quase sem voz.

Ele afrouxou um pouco a força que empregava para segurá-la.

— Quer sim, eu sei disso. E caso não queira, eu faço você querer.

Foi a ultima frase que saiu da boca de Eric antes de beijá-la ardentemente e tirá-la daquele quarto em passos largos e rápidos, chegando ao final do corredor em pouquíssimos segundos. Ele era muito próximo ao quarto de Paulina e Konrad. O quarto em que estava acomodado era bem mais longe e não queria que eles acordassem caso ouvissem alguma coisa. Pois faria Beth gemer. E muito.

Beth apenas fechou os olhos e entregou tudo aos céus, segurando na nuca de Eric enquanto era levada para outro lugar, provavelmente o quarto dele, que ficava bem mais distante. Que Deus lhe ajudasse, pois cometeria o mesmo erro novamente.

Com ela em seu colo, o loiro trancou a porta e juntando seus lábios aos dela começou a dar pequenos passos para o lado. Beth suspirou e gemeu no momento em que Eric bateu-a contra a parede, sentindo uma ligeira onda de dor que foi dissipada com o beijo que se seguiu. Ele poderia atacá-la contra a parede quantas vezes quisesse, contanto que a beijasse todo o tempo...

As línguas de ambos se entrelaçavam num misto de desespero e paixão. Eric sentia que dali a pouco se explodiria, só pelo motivo de ela estar com as pernas envolta de sua cintura e seus sexos se tocando, com apenas as roupas interferindo no contato puro.

Beth oscilava o corpo, pedindo por mais. Ela queria muito mais que só aquilo, que apenas se tocassem. Ela queria senti-lo preenchendo-a.

“... Our shadows on the wall and our hands everywhere...”

Suas mãos apalpavam as nádegas de Elisabeth, enquanto a segurava firme. Ela era pequena e não pesava muito. Com uma mão apenas conseguiria segurá-la, se brincasse. Era perfeita em todos os sentidos para ele. Sua ereção latejava dentro de seu shorts. Seu corpo implorava, gritava pelo dela. E ela se sentia da mesma forma e demonstrava isso. Lutando muito contra uma necessidade, teve de soltá-la devagar, deixando-a em pé, e fora mais difícil ainda desgrudar seus lábios dos dela, mas foi vencido pela necessidade de tirar a única peça de roupa que lhe cobria e procurar como um louco por uma camisinha em sua mala. Achou uma, depois de tirar tudo o que tinha de dentro dela, e colocou-a, observando Beth o olhando, corada e com o dedo indicador nos lábios, ainda encostada na parede.

“… And how you stare at me with those undress me eyes…”

Beth sentia que cairia a qualquer momento. Mais um beijo dele e alcançaria o orgasmo em segundos, tinha certeza. Ele se aproximou rápido e segurando-a novamente. Apalpou os ombros largos e desnudos dele, sentindo a pele quente na ponta de seus dedos. Tomou um susto quando ele lhe arrancou a camisola, arrebentando as alças de cetim e fazendo-a se aproximar do corpo dele. Sentiu sua feminilidade em contato com o membro latejante, quente. Deus, iria chegar ao orgasmo naquele instante, não conseguia mais se segurar. Ondulava seu corpo, queria que ele a penetrasse naquele segundo, mas Eric parecia estar gostando de torturá-la. Vê-lo mordendo o lábio inferior antes de beijá-la só fez agravar tal vontade.

“…Cuz I’ve never touched somebody like the way I touch your body…”

Eric observava o corpo parcialmente nu de Beth em seu colo, coberto apenas por uma fina calcinha vermelha. Aquilo sim, ao contrário da camisola, contrastava muito bem com a pele dela. Não estava sendo muito delicado, sabia disso, mas não podia fazer nada. Sua fome não o deixava ser um pouco mais delicado com Beth. Olhou-a por completo. O rosto de Beth estava vermelho, do jeito que gostava. Do jeito que sonhara. A forma como ela ficava com vergonha ou aparentava estar, o fazia sentir coisas inexplicáveis. O fazia sentir um aperto gostoso no peito, não como o que sentia quando não estava com ela. Amava até aquilo naquela garota. Amava? Sim, amava muitas coisas nela e naquele momento estava certo disso... Mas ainda não tinha certeza se amava ela. Sentia algo além de um sentimento simples, de uma paixão por ela e sabia disso. Mas não era hora de ver seus sentimentos. Faria isso pela manhã quando já estivesse saciado e parasse para analisar tudo.

— Eric, coloca... Por favor. – Beth disse num sussurro, arfante. Seu corpo estava pegando fogo!

— Calma... – Foi a única coisa que ele disse, sorrindo de canto, com aquela cara de sedutor ordinário que Beth tanto amava.

Calma? Ele estava pedindo para ela ter CALMA? Beth não acreditou. Estava quase pegando aquele membro quente, grande e duro e introduzindo-o em seu corpo por conta própria, sem esperar aquele lerdo! A calma não estava em seus planos. No momento, era o único sentimento que não sentia, pois de resto... Sentia amor, paixão, loucura... Tudo misturado em seu interior.

Eric carregou-a pelo quarto e num rápido movimento, atacou-a contra o chão. Beth sentiu uma dor lancinante em suas costas, mas sorriu. Até a brutalidade daquele homem a deixava louca. Aquela dorzinha chata desapareceu em questão de segundos.

“...Now I never wanna let your body go…”

O loiro temeu ter machucado-a, por conta de sua força involuntária, mas ao vê-la sorrir e mordiscar o lábio inferior, pedindo por ele, relaxou e se encaixou entre as pernas grossas de Beth, mantendo apenas distancia entre o quadril dela e o seu, pois não queria penetrá-la ainda. Seu corpo pedia, mas queria muito mais que apenas meter nela. Queria fazer tudo com calma, com tempo. Seu desejo era de beijar cada centímetro daquele corpo que tanto lhe dava prazer e sensações diferentes. As mãos dela passeavam de suas costas para sua nuca e cabelos, alternando, acariciando-o, arranhando-o. Eric sentia um calafrio cada vez que as unhas de Beth passavam por sua espinha, partindo do início ao fim dela, repetidamente. Inclinou-se e deslizou seus lábios pelo busto de Beth, chegando aos seios medianos. Os mamilos rosados, intumescidos o deixavam enlouquecido. Beth se arqueou, quase conseguindo tocar a boca de Eric com seus seios e ele os abocanhou, beijando, lambendo e sugando com avidez, loucura, cada mamilo e a extensão de seus seios, fazendo-a quase berrar de prazer e enlaçar seus quadris com as pernas grossas, puxando-o para se encaixar e quase conseguindo. Mas Eric ainda não o faria.

“... Let’s make a night to remember, From January to December… ”

— Eric! – Ela o chamou, com um suspiro, enquanto lhe mordiscava um dos mamilos e o lambia em seguida. – Não... Eles podem ouvir! – Protestou acariciando os cabelos de Eric, mantendo-o com a boca próxima de seus seios... Aquilo era tão bom...

— Não vão ouvir coisa nenhuma. Aqui fica muito longe e se ouvirem... Foda-se. – Voltou sua atenção novamente para os seios dela que eram mais interessantes do que as preocupações de Beth.

Não estava nem um pouco preocupado com o que ouviriam no momento e muito menos com o que pensariam. Não havia nenhum inocente naquela casa e Beth era descompromissada, assim como ele. Ninguém podia falar nada. Além de tudo, eram adultos.

“... Let’s make Love, to excite us, a memory, to ignite us…”

Fez um caminho de beijos pelo abdômen plano, até chegar ao paraíso. Definitivamente aquilo era um paraíso. Ainda parecia sentir o gosto dela em sua boca, queria senti-lo de novo. Mordiscou o lábio e involuntariamente passou a língua entre seus lábios, umedecendo-os. Afastou um pouco mais as pernas roliças e sem olhá-la, concentrando-se apenas naquele triangulo que lhe dava tanto prazer, arrebentou as alças da calcinha de Beth com as mãos e sorriu para ela, que mantinha uma feição de assustada, antes de se abaixar e retirar o pedaço de tecido com os dentes e jogá-lo para o lado. Voltou a ficar ereto, sobre seus joelhos. Observou cada detalhe do corpo dela com um sorriso. Seu coração batia descontrolado em seu peito, tanto que temia um infarto naquele instante. Aquilo era pior que o efeito de cocaína. Pior que qualquer droga. Beth era um perigo, para ele.

Abaixou-se e inalou o delicioso cheiro da excitação dela, ficando inebriado com tal odor. Com vontade e completamente louco, lambeu aquele pedaço úmido e maravilhoso do corpo dela. Ela se contorcia a cada movimento que sua língua fazia, gemendo baixo, um gemido sufocado, com medo de Paulina ouvir o que faziam. Sua vontade era de berrar, mas não podia. Enquanto a ponta da língua de Eric passava por toda aquela parte de pele tenra do corpo de Beth, ela cravava as unhas em seus ombros, fazendo-o sentir um pouco de dor, mas se deliciando com a sensação. Concentrou-se num pequeno botão de carne que a deixava maluca ao ser tocado, seus dedos continuavam a penetrá-la com força e rapidez, como havia iniciado na bancada da cozinha. Beth estava ficando completamente maluca com tais caricias e não conseguiu segurar. Com um gemido alto, seu corpo foi tomado por espasmos e suas pernas ficaram moles. Havia chego ao orgasmo. Seu corpo tremia por inteiro e Eric sorria, olhando-a. Aquele infeliz estava gostando de fazê-la ficar louca. Ergueu-se e puxou-o para um beijo e fazendo-o cobrir seu corpo com o dele. Devagar, ele recuou o quadril e o membro de Eric deslizou pelo sexo de Beth perfeitamente, e a extremidade de seu pênis chocou-se contra a feminilidade dela. Beijou-a mais uma vez e numa arremetida rápida e forte, mergulhou no corpo dela, fazendo-a soltar um grito de prazer. Como era maravilhoso senti-lo dentro dela novamente...

“... Let’s make out... Let’s do something amazing... Let’s do something that’s all the way.”

Eric se arrepiou inteiro ao sentir o calor dela lhe envolvendo o membro e o canal apertado lhe recebendo. Não conseguia ir com calma em suas arremetidas, não dava para se conter. Seus movimentos eram rápidos, segurando nas coxas dela, separando-as um pouco mais. Arfava, penetrando-a fundo, como se nunca mais fosse tê-la de novo, amando a visão que tinha dela embaixo de seu corpo, sentindo prazer, rasgando suas costas com as unhas.

Passaram um tempo daquela forma, logo depois Eric resolveu trocar de posição fazendo-a ficar por cima. A primeira experiência que tivera com ela em cima de seu corpo veio em sua mente e o fez ansiar por aquilo de novo. Tinha sido a melhor em toda sua vida. Já se segurava para não deixar-se fluir, pois queria mais. Queria passar a vida inteira dentro de um quarto fechado, transando com Beth o tempo todo. Não precisaria de mais nada em sua vida além disso. Beth completava cada espaço que estava vazio e Eric dava-se conta disso cada vez mais.

“… Let’s make a night, to remember all life long...”

Ela o observava com os olhos azuis escurecidos de prazer e o rosto pigmentado de um vermelho escuro. Os lábios entreabertos. Os cabelos já um pouco molhados cobriam seus seios. Beth acomodou-se e se sentou em seu membro, fazendo-o gemer e se segurar mais ainda. Ela naquela posição era divina e o fazia quase explodir. Começou a cavalgar em cima de seu corpo rápido e gemendo agora sem nenhum pudor. Paulina ficaria mais do que feliz ao saber que sua neta havia pegado o amiguinho de infância. Beth concluiu, enquanto se deliciava sobre o corpo do loiro, que tê-lo dentro dela era a melhor sensação do mundo. Estava aproveitando cada segundo que passava, gostando do prazer que ele estava aparentando sentir, os monossílabos de encorajamento que ele pronunciava enquanto massageava seus seios e seu corpo com aquelas mãos calejadas e perfeitas... O simples toque dele era o que mais amava no mundo. Amava aquele homem como nunca amara alguém em toda a sua vida.

“... I Love the way you move tonight, beads of sweat driping down in your skin…”

Sugou calmamente o dedo indicador que ele colocara em sua boca e sentiu o desejo repentino de fazer isso com o que preenchia sua feminilidade no momento. Eric abriu um largo sorriso e retirou o dedo de seus lábios. Saiu de cima dele num certo momento e sem deixá-la tomar as rédeas da situação, como ela queria, virou-a e a colocou de joelhos no chão e apoiando-se com as mãos na lateral da cama, penetrando-a novamente. Eric era muito ágil no sexo, além de ser um excelente parceiro de cama. Beth podia morrer naquele instante que estaria completamente feliz. Mesmo sabendo que sua vida desmoronaria quando tudo aquilo acabasse e o sol despontasse no horizonte. Enquanto a invadia, Eric apalpava, apertava as nádegas grandes e maravilhosas de Beth. Enrolou os cabelos compridos e negros em sua mão e puxou-os, fazendo Beth inclinar a cabeça para trás e olhá-lo. O olhar dela era de pura luxúria e os gemidos que saiam dos lábios carnudos curvados num sorriso pervertido o fizeram sentir mais tesão ainda e aumentou um pouco mais seus movimentos, ainda segurando-a pelos cabelos. Aquela mulher era uma perdição! Ela era sua completa perdição. Como imaginaria que aquela garota magricela e chata ficaria daquele jeito? E o deixaria louco daquela forma? Com o coração prestes a se render completamente á ela? Era inexplicável...

“... I think about you all the time. Can’t you see you drive me outta my mind?...”

Depois de Beth chegar ao ápice incontáveis vezes e Eric se segurar muito para não se derramar, além de experimentarem durante uma noite inteira, diversas posições diferentes fazendo daquela noite inesquecível para ambos, Eric deixou-se finalmente fluir e esparramou-se por cima do pequeno corpo dela, cansado, saciado e ofegante. Jaziam na cama e o dia começava a amanhecer, pois a pouca claridade que entrava no quarto pela janela denunciava que seria praticamente seis horas da manhã.

“... Well, i’m never holding back again, yeah I never want this night to end…”

Escondia seu rosto na curva do pescoço dela, enquanto Beth lhe acariciava os cabelos loiros e ensopados de suor, com um sorriso. Os corações de ambos tão próximos batiam freneticamente. Eric tentava reunir forças para sair de cima dela, mas não conseguia. Seus músculos não respondiam aos estímulos de seu cérebro, tudo parecia estar dormente. Nunca havia se satisfeito daquela forma louca e selvagem, mas cheia de sentimento envolvido. Queria mais e mais vezes. Se pudesse, faria de novo naquele segundo, mas seria impossível. Tentava ao máximo não fechar os olhos. Não queria dormir sem antes falar com ela, mas já estava tão esgotado que não conseguia manter as pálpebras de seus olhos abertas.

“… Cuz i’ve never touched somebody like the way i thouch your body, now I never wanna let you body go.”

Mais uma vez, Beth pensou, ele não vai falar nada. Talvez, fosse o jeito dele. Ou talvez, ele só queria aquilo mesmo. Transar e mais nada. Era difícil saber o que Eric pensava, ou ao menos imaginar. Não dava para adivinhar o que ele pensava, mesmo que quisesse muito. Estava difícil de respirar com todo o peso dele sob seu corpo pequeno, mas estava gostando daquela posição. Ainda acariciando os cabelos dele, notou que ele já respirava fundo. Eric dormia. Era o que o corpo dela também desejava, mas queria aproveitar mais um pouco do corpo dele contra o seu, de estar com ele, antes de se levantar e conseguir o desprezo de Eric. Era fato que ele nem sequer a olharia no dia seguinte. Tinha dado o que ele queria mesmo...

Tudo que teria dali para frente era aquela noite incrível que vivera para se lembrar.

Passou os dedos de leve nas costas largas de Eric e quase riu ao sentir as inflamações na pele dele, causada por seus arranhões. Abaixou suas pernas, que estavam envolta da cintura dele, e relaxou o corpo, sentindo ainda mais o peso dele. Dando-lhe um beijo no rosto, pois a boca dele se escondia em seu pescoço, adormeceu sorrindo.

***

Eric despertou e logo imagens da noite passada fizeram seus lábios se curvarem num sorriso. Não abriu os olhos e respirou fundo. Sentia-se tão bem! Beth deveria ainda estar adormecida ao seu lado, pois a noite fora cansativa para ambos. Perdera as contas de quantas vezes ela havia alcançado o orgasmo na noite anterior e isso o deixava mais do que radiante.

Virou-se para o lado e procurou-a passando a mão ao seu lado, sem sucesso. Abriu os olhos de pronto, assustado e se sentou na cama olhando o cômodo por inteiro. Nenhum rastro dela. De novo.

No chão não havia nem uma peça de roupa, nada que indicasse que ela estava ali. Que passara a noite com ele. Apenas sinais do que fizeram a noite inteira jaziam no chão. Como suas roupas, a camisinha – já pronta para ser jogada ao lixo, mas sua preguiça falara mais alto e acabou por deixá-la no chão. – além dos lençóis. Apenas um cobria seu corpo nu. Beth havia ido embora novamente? Ela parecia amar fazer isso. Se ela tivesse saído de Salisbury como fizera com ele na turnê, a caçaria até o inferno. Levantou-se, com raiva e a necessidade de um banho falou mais alto. Estava grudento. Espreguiçou-se. Era bom ela não ter saído daquela casa. Entrou no banheiro e tomou um banho não muito longo. Ao sair, vestiu apenas uma roupa simples, pois estava calor. Sem secar muito bem as madeixas loiras, foi atrás de Elisabeth.

Abriu a porta do quarto dela e olhou dentro do aposento. Nenhum mísero barulho, nada. A cama estava arrumada e isso não era novidade. Ela havia dormido em seu quarto, tinha completa certeza disso. Ela teria ido realmente embora? Mas que mania infernal e horrorosa que ela tinha! Entrou no quarto, já nervoso e foi procurar algum vestígio dela. Abriu primeiramente o guarda-roupa e o medo que sentia se dissipou ao ver as roupas dela penduradas nos cabides. Beth devia estar na cozinha. Virou-se e se deparou com a camisola e a calcinha que havia detonado enrolados em cima de uma sacola na poltrona. Sorriu. Aquela noite... Nunca mais se esqueceria. Saiu do quarto e na metade da escada, ouviu murmúrios e reclamações. Desceu e encontrou Beth, Paulina e Loren na sala. Paulina estava ajeitando um vestido em Beth, que estava um pouco arqueada para frente e com uma das mãos na altura do estômago e a outra na lombar. Sua visão dela era linda e o vestido ficava perfeito no corpo dela.

— Ai, Loren! Pelo amor de Deus! – Ela reclamou alto, quando a ruiva puxara um pouco mais os cordões do espartilho. – Não vou sair, só estou experimentando isso! Eu estou morrendo de dor nas costas, inferno! Não precisa apertar tanto!

— Ninguém mandou ficar se divertindo a noite inteira. – Loren respondeu com pouco caso e sorrindo, puxando ainda mais, arrancando um berro dela.

— Filha da mãe! Cala a boca! – Beth resmungou.

— Se divertindo com o que, Beth? – Paulina indagou num tom de pura malícia e analisando-a, com os óculos na ponta do nariz.

Ah, Eric sabia muito bem com o que ela estava se divertindo... E sabia mais ainda o motivo das dores nas costas dela. Sorriu, parado na escada e observando a conversa das três.

— Nada. Não tem nada para me divertir aqui. Loren é uma imbecil que não sabe ficar calada. Só fala merda. – Beth olhou feio para a amiga, que mantinha um sorriso cínico.

— Ah tem sim, minha filha. E uma coisa muito boa para você se divertir. Eric tem um belo corpo e é muito bonito... Ai se eu tivesse sua idade e fosse você...

Beth revirou os olhos, fingindo desinteresse e fazendo pouco caso. Na verdade tinha se divertido sim e muito. E que corpo maravilhoso aquele cara tinha... Em sua cabeça, ela não havia apenas transado com Eric. Tinha exposto todo o seu amor ali para ele, mesmo ele não percebendo.

— Obrigada, mas ele eu passo. Com o Eric NUNCA!

— Aham... – Eric disse, rindo e descendo as escadas em passos duros e barulhentos, indo em direção a cozinha. Olhou para ela por um segundo e desviou o olhar em segundos.

— Depois que eu falo que você é burra, acham que estou brincando. – Paulina largou-a na sala com Loren e foi preparar algo para Eric comer.

Beth bufou, nervosa. Sua vontade era de se esbofetear. Ele era um idiota. Um idiota lindo.

— Beth, pra que mentir? Eu não ouvi quase nada. Alias, não tinha como não ouvir você. Sorte que a Paulina tinha tomado algo para dormir, pois estava com dor de cabeça e Konrad não acorda nem que explodam a casa... Mas sei que você transou com o Eric. – Ela sentou-se e passou a ajeitar a saia do vestido.

— Tenho meus motivos, Loren. Você viu a reação dele? Ele riu de mim! Vai ser disso pra pior! Agora ele vai me ignorar! – A garota já possuía lágrimas nos olhos. – Eu sou uma imbecil! Pior que você! Mas não posso me arrepender... Já foi.

— Calma... Não chora. – Loren se levantou e abraçou a amiga.

Beth deixou-se chorar amparada pelos braços da melhor amiga. O medo que tomava conta dela desde que despertara envolta nos braços de Eric, agora virava realidade. Nem um bom dia dava. Mal a olhava. Além de tudo o filho da mãe ainda ria de sua cara como se fosse uma palhaça. Talvez ela fosse mesmo.

— Por quê ela tá chorando? – A voz de Eric ganhou a sala.

— Não é da sua conta, seu inútil! – Loren atacou o loiro, ainda abraçando Beth. Queria proteger aquela doida de tudo como um escudo, mas não podia fazer muito.

— Loren, vai cuidar da sua vida. Deixa eu conversar com ela.

— Continua grosso, como sempre! Não vou deixar você falar com ela.

Eric perdeu a paciência e se adiantou, atravessando a sala em passos largos. Pegou Beth firme pelo braço e puxou-a do corpo de Loren, fazendo a ruiva cambalear e Beth se desequilibrar, quase caindo. Amparou-a em seus braços.

— Eric, porque você não vai embora? Deixa a Beth em paz, cara! Que droga!

— Loren! – Beth disse enxugando as lágrimas. – Eu vou resolver isso sozinha. E agora.

As ultimas palavras de Beth fizeram os instintos de Eric se aguçarem. O que ela estaria querendo resolver? E qual o motivo do choro? Jamais compreenderia aquela mulher. Era um enigma! Uma louca.

— Mas Betty...

— Sobe e liga pro Ryan. Não perca seu tempo comigo... Eu estou bem. De verdade. – Enfatizou.

A ruiva deixou Eric levar Beth para o lado de fora da casa. Não queria vê-la sofrer e Eric era um verdadeiro ordinário. Beth deveria ter dito o bendito sim para Dean. Se dissesse, não estaria daquela forma agora. Sentiu uma onda de náusea vindo, uma das poucas que tinha. E foi para o banheiro em passos rápidos.

Eric se afastou o máximo possível da casa com ela, ficando próximo á piscina nos fundos. A garota tinha dificuldade para acompanhá-lo, por conta do vestido que se enrolava em seus pés e a fazia tropeçar. Não se incomodou em ter que parar diversas vezes para ela segurar a barra, pois ela estava linda vestindo-o. Com os cabelos soltos, cheirosos e rebeldes, ela estava perfeita. Parou-a e a fez sentar-se num dos bancos do jardim, dessa vez com mais delicadeza. Ela apenas o observava com os olhos vermelhos e cheios de raiva. Sentou-se ao lado dela, calmo e cruzando as pernas.

— O que foi? Por que você tava chorando, Betty?

Ela semicerrou os olhos. Ele a havia chamado de Betty? Lembranças do passado, quando ele a chamava daquela forma tomou conta de sua mente. Queria se jogar nos braços dele outra vez, como estava na noite anterior, mas não podia ser mais boba. Eric tinha que aprender e ela o ensinaria que ninguém era bobo. Muito menos ela.

—Pra que você quer saber?

— Me fala. Eu só quero saber isso. Mais nada.

— Só isso? Então pois bem, eu vou falar o motivo. Por que eu sou uma BOBA! – Quase berrou a frase inteira. – Por que eu faço coisas ridículas e sofro por elas depois! Simples! Me arrependo sempre!

Eric tentou não entender o que ela dizia, mas era óbvio e não tinha como negar. Nem tentar fingir que ela estava brincando. Beth se arrependia de ter se entregado facilmente na noite anterior. De novo, sentiu aquele antigo aperto no peito. Viu uma lágrima se desprender dos olhos dela e Beth tentando arduamente segurar outras mais.

— Não devia ter deixado você encostar um dedo em mim, Eric. Me arrependo muito disso!

— POR QUÊ? – Eric se exaltou, nervoso, batendo as mãos nas coxas. – Por que se arrepende?! O que eu fiz de errado, cacete? CARALHO, BETH! Eu não consigo te entender! – Disse alto.

— Por que você me faz de idiota! Não sou uma puta, uma groupie, nada disso! NÃO SOU QUALQUER UMA! Quer só dar uma trepada? Pega uma NA RUA!

— Eu posso muito bem fazer isso.

— E porque não faz? EU FICARIA COMPLETAMENTE AGRADECIDA!

O tom de voz de Beth fazia Eric sentir algo diferente, um sentimento que não conseguia explicar. Seu corpo tremia por dentro. As palavras dela o machucavam.

— Porque eu não quero!

— Ah claro. Tem uma fácil aqui, pra que ir procurar uma na rua e pagar? Meter na palhaça aqui é mais cômodo. Come bem e não paga! SAI MAIS BARATO E MELHOR! – Exaltou-se, se levantando.

— Beth, não fala isso. – Passou a mão no rosto, nervoso e se levantou também.

— A verdade é feia, não é? E você não gosta de escutá-la. Burra sou eu de cair no seu jogo cada vez que você encosta em mim! Sou burra mais ainda por ter dito não a alguém que me ama!

Eric inclinou levemente a cabeça para o lado e franziu o cenho. O que ela havia dito? Alguém que a ama? “Não”? Um sentimento de posse tomou conta de seu interior e sentiu um gosto amargo na boca. O sabor do ciúme. Quem era o infeliz?

— O quê? – Indagou, semicerrando os olhos.

Beth arfava. Não queria chorar, mas estava sendo impossível segurar.

— É isso mesmo que você ouviu. – Falou, com a voz embargada. – Eu disse não para o Dean, quando ele me propôs casamento no dia do meu aniversário. Há exatamente dois dias. Foi a pior escolha que tomei em toda a minha vida.

Uma onda de ódio fez o sangue de Eric subir e ele cerrou os punhos. Engoliu forçado. O aniversário dela. O doutorzinho filho da puta tinha feito um pedido de casamento para Beth. Para sua Elisabeth. A porcaria de seu sonho estava se tornando realidade? Só que ao contrário? Sem perceber, já estava ofegante de ódio. Se seguisse seu instinto naquele momento, estaria a caminho da Filadélfia para encontrar aquele filho da mãe e estourar aquela cara bonitinha dele. Afinal, não entendia o motivo de Beth não ter aceitado o pedido. Ainda se lembrava do dia em que os vira juntos. Ela toda sorridente. O cara também não era nada mal, não era feio. Eric praguejou. Estava se sentindo ameaçado pela primeira vez na vida e isso não era legal.

— E porque não aceitou? – Disse entre dentes.

— Não sei. – Deu uma gargalhada nervosa. Sua vida era uma bosta. Uma completa, grande e mau cheirosa bosta! – NÃO SEI! Aliás, sei sim. Porque eu sou uma burra, lembra? Porque eu sempre faço uma escolha ERRADA!

— Beth... – Começou. Não estava mais o conseguindo segurar. O sentimento de posse, e só imaginá-la indo procurar o médico para mudar sua resposta, lhe deu coragem suficiente para falar o que segurara por tanto tempo. – Eu posso falar?

— Não estou com a sua boca.

— Eu não estou te fazendo de boba, entenda! – Não se deixou abalar pela arrogância dela. – Eu... Sei lá, cara. Sinto algo... Sinto coi...

— Que gritaria é essa aqui? – Konrad disse, cortando Eric. – Dá pra ouvir lá de dentro. – Observou-os. – Brigando de novo? Vocês não se cansam? Nem ficando mais velhos param com isso?

— Nunca vou me dar bem com ele. – Beth apontou para Eric, nervosa.

— Konrad, se puder nos deixar a sós... Estamos apenas conversando. – Fez um gesto, que Konrad prontamente entendeu que era para sair dali.

O homem assentiu e voltou para o interior da casa, com seu jornal, recebendo de Paulina uma colherada no braço, ao passar pela cozinha, por ter interrompido os dois.

Droga, Eric praguejou. A coragem de Eric se dissipara. Expirou e voltou a olhá-la. Beth parecia irredutível. Não conseguia mais falar e até se esquecera das palavras que tinha em mente. Xingou-se por dentro. Pra um homem que completaria vinte e oito anos dali a uma semana, agia como um adolescente de quinze, com sua primeira paixão. Apenas se aproximou dela e a beijou. Beth resistiu um pouco no começo, mas acabou por correspondê-lo com o mesmo calor.

— Não estou te fazendo de boba. – Enfatizou, olhando nos olhos dela, segurando o rosto de Beth com ambas as mãos. – Entende isso. – Deu-lhe um beijo na testa.

Beth continuou calada e se largou nos braços dele, chorando em silêncio. Deveria se sentir aliviada? E porque não conseguia se sentir assim?

Eric acariciou os cabelos dela e ao olhar para frente, viu Paulina e Loren na janela da cozinha, ambas sorrindo feito bobas, os olhando. Assim que perceberam que as vira, desviaram o olhar e fingiram estar fazendo algo. Sorriu e balançou a cabeça em negativa. Paulina era ótima.

***

— Até que enfim você chegou! – Emily disse ao entrar na casa de Mike como uma louca.

Mike fechou a porta e encarou-a, com as mãos no bolso e tranqüilo. Havia mentido a ela a data de sua chegada, estendendo-a por mais dois dias.

— Era minha família. Eu não podia sair de lá correndo. Eles iam perceber.

— Não preciso saber dos detalhes da sua vida. – Ela disse, mexendo na bolsa e retirando algo. – Não quero mais demora ou enrolação. O tempo acabou. – Encarou-o.

— Emily, eu não to mais afim... – Disse, passando a mão nos cabelos. Não agüentava mais.

— Eu acabo com a sua vida se você pular fora, seu idiota. – Emily falou, olhando-o fixo, como uma psicopata. O que realmente ela estava aparentando ser. – Você sabe que eu sou capaz de muitas coisas. Inclusive de te matar.

— Você é um saco. – Reclamou. – Fala logo o que é pra eu fazer, então.

Ela estendeu as duas mãos e observou o que continha nelas. Que porcaria era aquilo? Emily estava ficando maluca? Não faria algo daquele tipo! Jamais! Era contra seus princípios!

— Não, garota. Esquece. Não vou fazer isso. Não vou usar isso. – Negou-se.

— Ou você faz, ou você morre. Você começou e agora vai até o fim, tá me entendendo? Seu fraco, imbecil?

— Não fala assim comigo! Sua ordinária! – Deu dois passos pra cima dela, mas recuou um antes que metesse a mão naquela cara ridícula e lisa.

— CALA A BOCA!Você vai fazer o que eu mandar.

Mike praguejou. Queria que aquilo terminasse rápido. Era a primeira vez que era dominado por uma mulher. E não estava gostando nem um pouco.

— Então me diz o seu plano e o que você pretende fazer com isso. – Apontou para o objeto.

— Você vai fazer o seguinte:

Notas finais
Bom a música que coloquei no ínicio é Let's make a night to remember do Bryan Adams!
Aqui está o link dela: http://www.youtube.com/watch?v=Xm9GlSbxy78
E a letra não está na ordem!!!! E p.s: Não, essa música não é do ano em que a fic está! Heaven sim... Agora essa, que na minha opinião ficou perfeita, não....
E aí, gostaram do capitulo? Humm o que será que essa Emily deu pro Mike fazer? D: Deêm seus reviews! Estarei aguardando e já escrevendo o próximo capítulo!! Beijos!