Notas iniciais
Mais um para vocês... caso não tenha ficado bom, podem reclamar! por favor hahaha Boa leitura, beijos.

Beth aguardava sem ansiedade nenhuma Dean chegar para buscá-la. Olhou no relógio. 7:50 p.m. Ele tinha que chegar em dez minutos. Mas também, se não chegasse, não faria diferença alguma. Aceitara sair com o médico por impulso. Enquanto pensava em Eric uma raiva do loiro veio arrebatadora em sua mente que decidiu jantar com Dean. Cruzou as pernas e respirou fundo. Odiava esperar.

Se levantou rapidamente ao ouvir um barulho na porta e logo depois ela se abrir. Três homens passaram por ela, falando alto e rindo. Beth suspirou e abriu um sorriso para todos eles. Mike, Fred e Jeff.

— Hey Beth! – Fred e Jeff disseram juntos.

Ambos se adiantaram para cumprimentá-la, mas Jeff foi mais rápido que Fred, dando-lhe um abraço e um beijo no rosto. Fred empurrou-o e cumprimentou Beth do mesmo modo que o amigo. Ela não sabia o porque, mas gostava de Jeff. Achava ele divertido e alegre, assim como Fred.

— Oi, gente. – Beth colocou as mãos nos bolsos do sobretudo preto e ficou a sorrir para todos.

Mike se adiantou e a mediu dos pés a cabeça com um sorrisinho no canto dos lábios. Onde sua irmã ia vestida daquele jeito? Com certeza Dean a tinha convidado para sair com ele e ela aceitara. Não se importava. Queria mais é que ela fosse mesmo e que Dean a fizesse se esquecer daquele infeliz amigo de Fred e Jeff.

— Vai sair, Beth? – Indagou.

— É, vou... – Ela abaixou a cabeça e afastou uma mecha de cabelo para trás das orelhas, nervosa. – Dean me convidou de novo... Pensei em não aceitar, mas acabei dizendo sim.

— E faz muito bem. – Mike concordou.

Fred e Jeff se entreolharam. Ambos sabiam o que acontecia, só que Coury sabia um pouco mais. Sabia que Eric gostava muito de Beth e não ia ficar feliz se soubesse que ela estava saindo com outro cara. O mesmo cara do café.

— Não acho, mas é só um jantar... Nada demais. Aliás, eu falei para ele que era apenas como amigos. – Ela apressou-se à dizer.

Mike riu.

— Bom, eu conheço aquele neurocirurgião conquistador, Beth.

Elisabeth se irritou. O que Mike estava querendo dizer? Que ela era fácil? Que se esquecia fácil de um amor? Não, pelo visto ele não conhecia a irmã que tinha. Se Michael estava pensando que só o rostinho bonito e a boa educação de Dean Dawson a faria se esquecer de Eric num piscar de olhos, ele estava muito enganado. Amava apenas um cara, um que a fazia sofrer, mas o amava e ponto final. Sentia que era pra sempre aquele sentimento.

— Mas pelo visto não conhece sua própria irmã. – Beth disse, ríspida. Pegou sua bolsa e foi para a porta.

Chocou-se contra o ombro dele antes de alcançar a porta e ouviu-o resmungar. Bateu a porta atrás de si e deixou que algumas lágrimas molhassem seu rosto enquanto andava até a calçada. Nenhum Dean no mundo, nem qualquer um que parecesse com ele mudaria esse sentimento. Odiava-se por amar tanto quem não valia a pena, mas não tinha mais o que fazer. Já tentara tirá-lo de seu coração mais de mil vezes, porém aquele loiro não queria sair. Parecia que Eric algemara seu coração à ele e jogara a chave fora.

No momento, se arrependia por ter ligado marcando o jantar. Não queria ir, não queria aparecer na frente de Dean e muito menos olhar para a cara de “conquistador”, como seu irmão mesmo havia dito. Poderia ligar para ele, desmarcando tudo, mas faltava pouco para ele chegar. No momento em que levantou o rosto e enxugou as lágrimas que escorreram por seu rosto viu um carro parar em frente à sua casa. Não olhou para o condutor, apenas abriu a porta e entrou.

— Olha, eu acho melhor não sairmos hoje, o.k? Alias, melhor não sairmos nunca mais. – Ela disparou, olhando para baixo. Não queria encará-lo.

— Com quem você ia sair, Beth? – Ela ouviu uma voz grave e conhecida.

Beth hesitou um pouco antes de virar o rosto e encarar quem estava na direção do veículo. Praguejou em pensamento. Estava enganada ou entrara mesmo no carro de Eric Brittingham? Virou o rosto de uma vez, olhando-o com os olhos arregalados. O loiro a observava, com os braços cruzados e o rosto sério. Quis sair correndo dali no mesmo instante, porém seu corpo estava paralisado. Não conseguia nem mesmo mover o dedinho do pé. Seu coração acelerou-se, assustado por concluir quem era o motorista e por estar muito próxima à ele, com aquele oceano azul que eram os olhos de Brittingham cravados nos seus.

Eric se irritou em como seu corpo reagia na presença de Beth. Seu coração batia excessivamente rápido e temia um ataque cardíaco ali no momento. E além disso, sentia desejo por ela. Imagens dela quando a encontrara pela manhã invadiram sua mente. Beth usando apenas um short e uma regata, corpo cheio de curvas e perfeito. Aquela garota era um delírio. Se surpreendera quando a encontrara na calçada e mais ainda quando ela entrara em seu carro. Mas agora sabia o motivo por qual ela estava lá. Queria saber com quem ela sairia, mesmo já imaginando quem seria.

— Não me lembro de ter marcado alguma coisa com você. – Ironizou.

Beth despertou o transe em que ficara e balançou a cabeça, mordendo o lábio inferior. Ele não perdia a arrogância nunca.

— E nem eu. Eu ia sair com o Dean, porém não vou mais. E... O que você está fazendo aqui na minha casa? Quem te deu o endereço, Brittingham?

— Eu nem sabia que você morava aqui. Eu simplesmente estava voltando para a minha casa que é quase de frente para a tua pelo visto. – Eric se deu conta da proximidade entre casa dela e dele e ficou surpreso por não tê-la visto nenhuma vez.

Beth bufou. Destino, você não quer brincar mais um pouco não? Assim, fazer o carro dele quebrar na minha porta seria ótimo. Filho da puta. Ela pensou, enfurecida com sua vida.

— E eu pensando que iria me ver livre de você. – Ela murmurou, olhando para a janela.

— Você quer isso? – Perguntou, se arrependendo no instante seguinte de suas palavras.

Beth ficou quieta ainda observando a janela. Não, não queria isso. Não queria se ver livre de Eric por um lado, mas por outro, desejava que ele saísse de sua mente, coração e vida. Uma lágrima escapou de seu olho. Como seria se não amasse ele? Era impossível ver-se de coração limpo e fazê-lo desaparecer de suas lembranças. Estava tão confusa!

Eric sorriu de canto. Ela estava demorando muito para responder a simples pergunta que fizera. Por que?

— Não quer? – Instigou-a.

— Eric, me deixa tá? – Enxugou discretamente a lágrima que rolou por sua face e voltou a olhá-lo. – Eu... Eu... – Não sabia o que falar. Mordeu o lábio inferior. Eram tantas coisas que rondavam sua cabeça, que as palavras vinham e morriam em sua boca.

Aquela mordida no lábio fazia Eric descontrolar-se. Beth era tão linda, tão gostosa, tão perfeita... Era uma decepção que ela não gostasse dele. Queria pegar aquele rosto e puxá-lo de encontro ao seu e beijá-la. Seu corpo ansiava por isso. Só de pensar o coração apertava e o desejo crescia. Precisava dos lábios dela de novo e não estava conseguindo resistir. Viu-a umedecer os lábios com a ponta da língua e aquilo foi a gota d’água para ele.

Num impulso, se jogou para frente e puxou o rosto dela contra o seu, beijando-a com suavidade e carinho. No começo apenas colou os seus lábios aos dela. Como eram macios... Já tinha se esquecido do sabor daquele paraíso. Aprofundou o beijo e ela correspondia de forma incrível. Ah não, aquela garota não queria ver-se livre dele. Se quisesse teria resistido.

Beth queria empurrar Eric, parar aquela tortura, mas seu corpo simplesmente não respondia. Permanecia ali, parada, sentindo as sensações que ele lhe proporcionava com o beijo carinhoso. Mas por qual motivo ele fazia aquilo? Eric não gostava dela. Nem um pouco. Aquele loiro estava brincando com seu coração de novo. Aquela conclusão fez uma fúria crescer dentro de si. Queria explodir. Eric a beijava, gostava disso, mas ele não sentia o mesmo. Tentou se desprender dele e conseguiu com um pouco de dificuldade empurrá-lo.

Encarou-o, com fúria no olhar. Com uma mágoa disfarçada.

— Nunca mais, Eric, NUNCA MAIS TOQUE EM MIM! – Gritou com ele e saiu do carro, batendo a porta e voltando para dentro de sua casa.

Eric não entendeu o porque ela mudara de repente. No início parecia estar gostando do prazer que ambos usufruíam e de uma hora para outra, o empurrara como se tivesse que fugir. Definitivamente desistia de entender aquela mulher. Ligou o carro depois de alguns segundos e seguiu para sua casa, passando a língua em seus lábios diversas vezes. Gostava do sabor daquela garota. Gostava demais.

Beth não entrou em sua casa. Sentou-se na soleira da porta e ficou aguardando seu choro cessar. Por que sentia tanta mágoa só por ele ter tocado-a? Só por um beijo? Fora o que mais quis durante o ultimo ano e agora que conseguira, sentia-se machucada. Não conseguia entender a si própria. Menos de cinco minutos depois, mais um carro parou em sua porta. Dessa vez não se levantou e entrou no carro desconhecido.

Suspirou nervosa quando um loiro alto saiu de dentro do veículo, sorrindo para ela. Estava desconfortável com a situação. Não sabia o que fazer. Jantaria com ele e explicaria toda a situação em que se encontrava? E diria que não queria mais nada dele além de amizade? Que amava perdidamente aquele cara que a humilhara no café? Ou desmarcaria tudo e o deixaria ir embora? A primeira opção pareceu ser a mais correta. Se levantou quando ele chegou próximo e limpou inutilmente as lágrimas do rosto.

Dean se aproximou da garota e seu sorriso sumiu no momento em que constatou que ela havia chorado à pouco.

— O que aconteceu? – Perguntou preocupado.

— Ah, nada... – Passou a mão nos cabelos. – Nada.

— Elisabeth, pode me contar...

— Vamos jantar. Lá eu te conto tudo. – Forçou um sorriso.

Dean a acompanhou até o carro e abriu a porta para ela. Enquanto fechava, pensou no que ela queria lhe contar. Estava inquieto. Deu de ombros e entrou no carro. Seja o que for, ele ficaria sabendo dali a alguns minutos.

Dawson levou-a a um dos melhores restaurantes da Filadélfia. Pediram apenas um vinho primeiro. Teriam tempo de sobra para conversar e comer, além do mais, nenhum dos dois sentia fome.

— Pronto, agora pode me contar porque estava chorando. –Ele disse, sorvendo um gole do vinho suave importado.

Beth fez o mesmo. Mas que vinho maravilhoso era aquele? Respirou fundo e deixou a taça sobre a mesa.

— Eu encontrei aquele cara do café pouco antes de você chegar.

— Ele te humilhou de novo? – Dean indagou, sentindo seus músculos ficarem rígidos. Só de pensar em Beth sendo ataca com palavras por aquele infeliz se sentia tenso e uma enorme vontade de amassar o rostinho bonito daquele cara. – Anda, Beth! Fala.

— Hey, calma... Parece o Ryan... – Ela deu uma pequena risada. – Não, ele não me humilhou dessa vez.

Elisabeth contou tudo para Dean, desde quando conhecera Eric, o que acontecera nos hotéis em que se hospedara com ele na Europa, o sentimento que havia crescido e não era recíproco até poucos minutos atrás dentro do carro do baixista. Dean ouvia tudo calado, olhando-a nos olhos, sentindo pena do coração daquela garota. Queria curá-lo, mas via que seria quase impossível. Ela amava aquele cara e deixara bem explícito isso. Nem se quisesse conquistá-la conseguiria.Somente a opção que lhe restava era de ser amigo dela. Porém, Dean Dawson não era de desistir no meio do caminho.

— Oh, entendi. – Serviu ambos de mais vinho. – Então você acha que ele não sente nada por você além de desejo.

— Eu não acho, tenho certeza absoluta, Dean. Esse é o jeito dele, sabe. Eric Brittingham não pode ver um par de pernas bonitas com um traseiro bom o bastante que já fica todo excitado. – Sorriu quando Dean gargalhou.

— Beth, eu entendo que você não queira, aliás, não consiga esquecer esse cara, mas não adianta chorar por quem não gosta de você. – Sorveu um gole de vinho. – Você é linda demais para ficar triste e “sofrendo” por um cara como esse que não te dá valor.

— Dean... – Beth não queria ouvir, mas sabia que ele estava certo.

— Calma. Deixa eu falar... – Riu baixo. – Não estou dizendo que você tem que tentar esquecê-lo com o primeiro que ver pela frente, ou comigo. – Riu quando ela lhe acertou com uma bolinha de guardanapo que fizera. – É sério, não estou brincando. Você tem que aproveitar a sua vida, além de tudo você é linda, como eu já disse, tem uma situação financeira perfeita, é formada... Tem tudo para ser feliz.

Com certeza, ele estava corretíssimo.

— Mas eu não consigo, não sei... E sério, eu estou tão confusa... Pior que cego em tiroteio. – Afastou os cabelos para trás e segurou seu rosto com ambas as mãos, apoiando os cotovelos na mesa.

— Você precisa viajar. Sentir novos ares, Beth. Pensar direito e com esse cara perto de você e a encontrando todo momento fica difícil. Ainda mais que ele mora próximo à você. – Estalou a língua. – Eu não queria estar falando isso, mas... Se esse cara gostar de você, ele vai vir atrás. Ele vai ser seu. – Esparramou-se na cadeira, cruzando os braços sobre o peito forçando o sorriso no rosto.

Era verdade, não queria falar aquilo, mas era um fato. Estava começando a gostar de Beth e dizer que outro cara seria dela não era uma tarefa muito fácil.

Ela pensou com cuidado nas palavras de Dean e tudo o que ele falara a acalmara e estava certo. Por fim, sorriu para ele.

— Dean, posso fazer uma pergunta? – Tomou o restante de vinho que estava em sua taça.

— Todas.

— Você é algum tipo de psicólogo? – Ela riu junto com ele. – Porque cara... Eu me sinto melhor. Tudo o que você disse... – Passou a mão nos cabelos de novo, bagunçando-os e mordiscando o lábio inferior. – Faz muito sentido.

— Não, eu não sou psicólogo. Mas tenho um irmão que é... Então... – Bateu a mão uma na outra. – Eu aprendi algumas coisas no tempo que morei com ele na Escócia. Além disso, até mesmo Loren poderia dizer essas coisas pra você. São óbvias. – Sorriu.

— É, eu sei. Vamos pedir algo? Essa conversa despertou minha fome.

— Como quiser. – Dean se apressou à chamar o garçom.

Depois de jantarem, Dean a deixou em casa. Beth durante toda a noite pensara nas palavras dele. Realmente tinha ficado melhor depois de ouvi-las. Dawson seria um bom amigo. Virou para o lado e antes de pegar no sono, decidiu visitá-lo no hospital assim que acordasse.

— JÁ VAI! ESPERA! – Tom gritou, esfregando os olhos e lutando para colocar uma calça.

Quem à aquela hora da madrugada batia em sua porta? Olhou no relógio antes de abrir a maldita porta. 4:36 a.m. Se fosse Eric, o chutaria dali para fora depois de socá-lo na cara por tê-lo acordado. Tinha saído da casa do baixista quase meia noite, e se ele viesse lamentar sobre Beth de novo... Não perdoaria. O socaria sem dó.

Assim que abriu a porta já com um xingamento pronto na ponta de sua língua, o mesmo morreu em sua boca. Encarou boquiaberto a figura em sua porta que o olhava fixo e sorria. Seu coração passou a bater descontroladamente. O que ela fazia ali?

— Anne Danielle... O que você está fazendo aqui? – Indagou num fio de voz.

— Ah Tom me deixe entrar, está um pouco frio aqui fora. – Esfregou as mãos nos braços.

Keifer liberou a passagem e ainda assustado trancou a porta. Não podia acreditar. Se virou e no mesmo instante recebeu um beijo carinhoso da garota e um sorriso quando ela o largou.

— Como você veio pra cá? Que horas? Anne!

A garota riu.

— Quando voltei para casa depois de você embarcar, percebi que não ia conseguir ficar sem você. – Falou, tirando as luvas. – Peguei o telefone, consegui minhas férias que estava atrasada e logo depois reservei o primeiro vôo para a Filadélfia da noite. – Sorriu para ele.

Tom sem pensar duas vezes a abraçou e beijou. Aquela garota era maluca! E ele era pior ainda. Era maluco por ela. Jamais imaginaria que ela viria para os Estados Unidos atrás dele... Nunca mais duvidaria de nada vindo de Anne.

— Sua louca. – Falou numa voz rouca e encostando sua testa na dela depois do beijo.

— Por você, com certeza. – Envolveu o pescoço de Keifer com os braços. – Agora se você não se importa de me esquentar um pouco... Acho que estou com muito frio. – Deu uma risadinha junto com ele.

— É pra já.

Keifer a levou para o quarto, deu o seu melhor em cima da cama e incendiou aquele cômodo, arrancando gemidos altos, gritos e risadas por parte dela.

Beth deu um grito quando foi acordada de súbito, quando um corpo enorme e pesado despencara sobre si. Tentava se desvencilhar dos beijos que recebia no pescoço e no rosto todo, mas não chegavam em seus lábios. Conseguiu acertar um soco na cabeça do brutamontes que estava esmagando-a. Ele praguejou e começou a rir. Só depois de esfregar os olhos e conseguir enxergar melhor, Beth notou que era Mike.

— Ai! Caramba Beth... Que soco de homem... – Ele esfregava o local da pancada na cabeça olhando-a.

— Não é legal você acordar alguém assim. – Ela riu, sentando-se na cama com ele. – Caso fosse uma namorada, com certeza a reação seria outra...

— Ah-ah!, engraçadinha. Você não pode falar nada. Também não tem namorado.

Ela riu sem graça. Eram os irmãos solteirões e Ryan se vangloriava por ser o único desencalhado por ali. Se espreguiçou, sentindo dores leves no corpo todo. Praguejou por ter um irmão daquele tamanho e atlético. Ele e Ryan – Incluindo Dean também – Não poderiam ser mais magros como os caras normais, não? E menores também? Iria agradecer muito se fossem assim, mas não. Eles tinham que ser altos, enormes com músculos rígidos e pesar uma tonelada. Suspirou e levantou-se da cama, olhando no relógio. 10:00 a.m. Estava num bom horário para ir ao HUP , não tinha um motivo concreto para ir visitá-lo, mas o faria assim mesmo. Afinal, também poderia ver seu irmão.

— Aonde vai? – Mike perguntou, esparramando-se em sua cama.

— Vou ao HUP. Não tenho mais o que fazer aqui. E você? Não vai trabalhar hoje não?

— Hoje é minha folga e amanhã também. Estava pensando em dar umas voltas à noite. Você vai comigo?

— Vou sim.

Depois de concordar, trancou-se no banheiro e foi arrumar-se para sair.

Beth não sentiu fome e resolveu sair sem tomar café. Pensou na hipótese de almoçar com Dean, mas descartou-a logo. Balançou a cabeça e afastou a idéia. Não podia pensar assim sobre Dawson. Riu consigo mesma e esvaziou sua mente com dificuldade quando pensou em Eric. Eram os dois em que não queria pensar. Nem um pouco.

Ao chegar no HUP, mal entrou na sala de Dean. Parou na porta e observou uma Loren sorridente e quase saltitante sair da sala de Ryan que era um pouco mais a frente. Cruzou os braços e esperou-a chegar próximo.

Beth foi surpreendida por um grito e Loren pular em seu pescoço. O que aquela maluca estava fazendo?

— Eu nem vou perguntar se está tudo bem... – Beth encarou-a com um pequeno sorriso no rosto.

— Nem precisa! Está tudo mais que ótimo, mais que lindo, mais...Mais que tudo nessa vida... – Os olhos verde-claros da amiga brilhavam.

— Conta logo o que aconteceu, Loren!

— Os Mountbatten vão ter mais um membro na família... – Contou com um sorriso enorme.

Beth ficou pasma. Loren estava... Grávida? Isso era muito bom para a amiga! Abraçou-a forte e parabenizou-a. Depois faria isso com seu irmão.

— De quanto tempo?

— Acredito que dois meses. Ah, eu estou tão feliz, Beth...

— Imagino.

— Mas o que você está fazendo aqui? Na porta do Dawson, hein? – Loren olhou-a com malícia. Beth riu.

— Não é nada disso que você está pensando. Apenas vim cumprimentá-lo. – Loren fez como quem não acreditou – O.k., não sei por que vim. Satisfeita?

— Talvez porque aprecie a presença dele, a conversa, a... – Recebeu um tapa no braço.

— Fica quieta. – Riu.

Depois de mais algumas palavras, Beth deixou para falar com Dean outra hora e aceitou o convite de Loren para fazer compras. Há tempos não ia à um shopping ou coisa do tipo.

A ruiva fez questão de entrar numa loja de Vinis, pois estava louca atrás do próximo disco do Bon Jovi. Fora uma briga e tanto entre as duas quando Loren ficou sabendo que Beth estivera lado a lado com Jon Bon Jovi e não pegara nem sequer um autógrafo para ela. Foi duro Beth conseguir se desculpar com a amiga pelo esquecimento. Assim que Loren recebeu a notícia de que ainda não estava à venda, ficou triste, mas passou a olhar outros discos de vinil.

— Acho que daqui a alguns meses sai. – Beth comentou, olhando um disco que achara e olhando fixamente para ele. Night Songs, Cinderella. Eric bem impresso na capa.

Seu coração se encheu de alegria por vê-lo ali, os discos da banda vendendo bastante, mas logo depois a tristeza veio arrebatando-a novamente. Sortuda seria a mulher que conseguisse domar Brittingham e seu coração. Suspirou e colocou o vinil no mesmo lugar onde achara, porém Loren o pegou novamente.

— Olha, eu ainda não te perdoei por não ter pego um autógrafo do Jon pra mim, tá? E... Espera. – Analisou o disco em sua mão. – Essa não é a banda do Eric?

Beth confirmou com um aceno de cabeça.

— Vou comprar.

Elisabeth queria dar um soco na cabeça de Loren, mas não faria isso em respeito à amizade das duas e a seu sobrinho que ela carregava.

— Beth? – Ouviu uma voz conhecida atrás de si.

Hesitou em se virar. O coração encheu-se de ódio e a mágoa viera em abundancia ao reconhecer a voz.

Notas finais
E aí? O que acharam? Quem será? O Eric de novo, já que esses dois só se encontram por acaso? haha tentem adivinhar...no próximo vocês saberão...Beijos!