Corações Feridos
50 The next morning
Notas iniciais
Mas amei todos os reviews, agradeço a todas que comentaram. Obrigada (:
Talvez eu responda só mais tarde, ou então quando eu chegar do colégio. =/
O primeiro dia no trabalho de Julie foi normal, imprimiu e escreveu e-mails, passou FAX's e preencheu formulários. Tudo que a Ana, representante do chefe quando estava ausente lhe pedia. Ela ainda não tinha conhecido o seu chefe, já que o mesmo estava em uma reunião importante no seu primeiro dia de trabalho e também aconteceu aquela confusão no elevador.
E o J.P? Bom, JP tentou conseguir o trabalho aqui, mas foi Daniel quem decidiu se ele ficaria ou não e graças a briga dos dois no elevador, ele resolveu dar o troco e não aceita-lo no emprego.
Julie chegou no seu escritório, estava feliz. Se sentou na sua cadeira giratória e ligou o computador. Tinha que ir no seu e-mail para ver quais seriam suas tarefas de hoje.
- N-não... — Sussurrou, esqueceu de pedir a sua senha para a Ana. E agora? Como ela ia acessar?
Se levantou, sabendo que Ana ainda não tinha chegado. Caminhou até a outra porta, respirou fundo. E bateu. Logo se ouviu um ''entre'' lá dentro. Era uma voz grossa e determinada, fez com que Julie engolisse em seco. Estava com medo de pedir sua senha para o chefe e ele a achar um pouco ''lesada'' por ter esquecido a senha do seu próprio e-mail — '' E se ele me demitir? '' — Se perguntava, mas deixou seus pensamentos do outro lado da porta quando entrou.
Viu um homem baixo, dos cabelos pretos, usava um terno totalmente preto, junto com a gravata da mesma cor. Ele olhava concentrado para o computador, digitava sem parar, enquanto falava no telefone. De fato, era um homem muito ocupado. O que fez Juliana pensar duas vezes '' Será mesmo que devo incomodá-lo? ''
- Só um minuto. — Disse para a pessoa, no telefone. O deixou em cima da mesa e virou-se para Juliana. — O que quer? — Sua expressão era fixa e séria.
Sentiu um choque na sua espinha ao ver que seu chefe a olhava intensamente. Era tão estranho. '' Não posso... '' — Estava em conflitos com seus pensamentos quando ele repetiu a mesma pergunta, com o mesmo tom de voz sério.
- O senhor aceita um copo de café?
Ela jurou que viu um sorriso nascer no rosto daquele homem.
- Quero sim. Coloque creme, obrigado.
Julie assentiu, se retirando. O jeito era pedir a senha para Ana, se é que ela chegaria hoje...
Saiu da sua sala, indo para o corredor. Caminhou, até chegar nas escadas. Queria ir de escadas até a copinha, mas estava com medo de demorar muito com o café e aquele homem seco e cruel se irritar.
Foi de elevador. Ainda nervosa com o que aconteceu naquele dia...
Mas dessa vez foi tudo normal. Desceu até o primeiro andar. Era grande, assim como todos os outros.
Foi até a copinha, pegou um copo, lavou muito bem lavado para acabar com os germes, pensou até em jogar álcool, mas seria muita loucura. Caminhou até a grande máquina de café. E para sua surpresa, Daniel estava lá. — Hm. — Ele já tinha notado Julie ali, mas ainda estava indeciso com o tipo de café que pegaria. — Sua secretária não pega café para você? — Ela perguntou.
- Thalita não faz nada, é um zero a esquerda.
- Nossa. Porque não demite ela?
Ele levantou uma sobrancelha, encarnado Julie. — A tá. C-claro... Não faria isso... São namorados. — Sussurrou as últimas duas palavras.
- Não somos. — Pausou. — Mas tenho medo de demitir a Thalita e depois ela querer se vingar de mim. Sabe como a Thalita é vingativa. — Explicou. Julie ficou calada. — Lembra do trote que ela passou para você?
- Nem me lembre. — Estremeceu. — Passei muito mal naquele dia. Ela fez isso mesmo sabendo que eu estava grávida. Disse que você tinha se acidentado. Passei tanto nervoso pro neném...
- Terrível... — Balançou a cabeça. — Já vou indo...
- Espera. — Segurou seu braço, Daniel olhou para ela. — O nosso chefe é muito estranho, eu tenho medo.
- Novidade. — Sussurrou. — Mas por que diz isso?
- Ele é tão sério e só veste preto. Parece da Máfia.
- Ele é assim mesmo. É só mostrar serviço que ele vai gostar de você.
- Mas... Acontece que eu... Perdi... a minha senha do e-mail.
- Perdeu?
- Bom, na verdade, e-eu... Não sei qual é a minha senha.
- É muito fácil. É só o seu sobrenome e o número.
- Ah tá. — Sorriu mas o desfez. — Que número?
- Um número que vem atrás do seu crachar. — Explicou, mas Julie continuou sem entender.
Foi quando Daniel avançou sua mão no peito dela, mas ela se afastou quase no mesmo momento. — Desculpe, não era o que você... Estava pensando. Eu só ia mostrar o número... É nesse crachar ai no... Seu... Peito.
Ela olhou para baixo, tirou o crachar e virou para ver o número. — 13?!
Daniel sorriu torto. Sabia que ela ia surtar com esse número.
- Porque logo 13?! Porque colocaram 13 para mim?!
- É o computador que escolhe.
- M-mas... Esse número é ruim... Vai arruinar o meu trabalho.
- Pare de reclamar. — Bebeu um pouco do café. — O número do Martim é 24, acredita? Isso não significa que ele seja viado. E o 13 também não significa que você é azarada. — Pausou. — Eu tenho que ir, se eu demorar muito a Thalita vem atrás de mim. — Julie assentiu e ele saiu.
[...]
Ela voltou para o seu escritório, depois de dar o café para o seu chefe, se sentou na cadeira, agora mais tranquila. Colocou o seu e-mail... E na hora da sua senha digitou. Spinelli13. Porém, não conseguiu acessar. — Que estranho... — Sussurrou e tentou colocar com as letras maisucúlas.
Nada.
Tentou com o seu segundo sobrenome. Almeida13.
Nada.
Se levantou. Não podia perder mais tempo do que já havia perdido. — Daniel, você me paga. — Reclamou, imaginando que fosse algum tipo de pegadinha dele.
Foi até a sala dele, abriu a porta e acabou encontrando Thalita na sala de esperas, era lá que Thalita trabalhava. — Que surpresa! — Disse a loira, sorridente. — Você aqui, Julie?! O que veio fazer aqui?
- Não é da sua conta. — Tentou passar, mas Thalita barrou. — Dá licença?
- O Daniel está ocupado.
- Foda-se. — Empurrou levemente Thalita, que estava surpresa com a resposta de Julie. ‘’ Parece que ela não é mais a garotinha do colégio.’’
Julie entrou no escritório do Daniel, o mesmo digitava no computador. — Você só me fez perder tempo!
- Oi? — Ele a olhou.
- Me deu uma senha falsa!
- Senha falsa? Mas porque eu ia fazer isso?!
- Eu sei porque! Porque quer me prejudicar! — Foi se aproximando, Daniel se levantou da cadeira.
- Quero?
- Não se faça de bobo.
- Olha, eu não tenho tempo para as suas paranóias. — Cruzou os braços. — Pelo menos tentou digitar seu segundo sobrenome?!
- Claro! Mas não consegui!
Daniel descruzou os braços e mudou a expressão, agora também estava confuso. — Vamos ver... — Ele gesticulou com as mãos para que a morena se aproximasse.
Voltou a se sentar na cadeira. Agora digitava no computador. Pediu seu e-mail. — Você não vai conseguir. — Disse ela, balançando a cabeça. — Já tentei de todas as maneiras possíveis e... COMO CONSEGUIU?!
- Fácil. Tentei seu outro sobrenome.
- Spinelli?
- Não.
- Almeida?
- Não. — Pausou, ela o encarava confusa. — Castellamare.
Juliana corou. — E-eu... Não tenho mais esse sobrenome. Quem fez essa senha para mim, hein? Foi você?!
- Foi o computador.
- A-ah... M-ma-s iss-o est-á err-ado.
- Prefere pensar assim agora?! Que... Essa senha foi um simples erro do computador? — Ela ficou calada. — A Julie que eu conheço acharia que isso é um sinal. Um sinal que mostra que devemos continuar juntos.
- É, é um sinal. — Admitiu. — Eu ainda penso assim.
Ele sorriu fracamente. — Então? — Alisou seu rosto.
- Não é um bom sinal. — Se afastou. — Por causa do número 13...
- Isso é uma grande idiotice.
- Prefere pensar assim agora? — Revidou. — Olha, eu preciso mesmo ir...
[...]
No dia seguinte, Julie já parecia mais adaptada ao trabalho. Porém, ainda não ia com a cara do seu chefe. Mesmo não o conhecendo direito, ela sentiu algo ruim nele. ‘’ Aposto que ele é de escorpião. ‘’ — Esse era seu pensamento, mas na verdade, ela sentia medo. Cada olhada que ele lhe dava, era como se a desejasse... Para outros tipos de trabalho.
Julie se estremecia com esse tipo de pensamento.
Mas o restante da semana foi normal. No sábado, ela também trabalhou, mas saia do trabalho às três da tarde e só retornava na segunda-feira, às dez da manhã.
Daniel não tinha uma rotina muito diferente, porém, aos sábados ele saia as seis da tarde. As vezes ele se arrependia de ter dado aquela vaga para Julie. Afinal, de vez em quando eles dois se encontravam pelo corredor, ou na copinha... Cada vez que ele a via, sentia seu peito se explodir de mágoa. Ele ainda a amava, a amava de mais e se sentia torturado por ter Julie tão perto e ao mesmo tempo tão... Tão longe.
Ele chegou em casa, tomou um banho, se perfumou e se arrumou, colocou uma jaqueta de couro, uma calça jeans rasgada. Enquanto ajeitava a abotoadora do seu blazer, olhou para o seu pulso.
Viu a tatuagem que fez com o nome da Julie. Suspirou. ‘’ Isso sim é uma verdadeira prova de amor... ‘’ — Estava desanimado, mas não se deixava vencer pela desanimação. Terminou de ajeitar o seu cabelo.
Era a primeira vez que iria para a balada sem a Thalita, até se sentiu melhor em saber que iria sozinho. Afinal, todas as vezes que saia com Thalita acabava acordando deitado ao lado dela.
[...]
‘’ Não sei porque eu vou para a balada se não me divirto... ‘’ — Era seu pensamento, ele balançava a cabeça enquanto encarava seu quarto copo de vodka.
Olhou em sua volta, tinha tantas mulheres lindas... Mas ele só conseguia pensar na única mulher que mudou a sua vida. — Oi.
Se virou. Era uma morena dos cabelos longos, castanhos escuros e nas pontas eram um pouco ondulados. Que nem os cabelos de Julie, só que um pouco mais claros... Usava um vestido de couro preto, bem chamativo. Daniel a achou um pouco parecida com Juliana. Então respondeu. — Oi.
- Sabia que eu estava te observando?
- N-não., Não percebi.
- Eu vi que você me olhou, mas nem veio falar comigo. — Sorriu. — Quer dançar?
- Sabe o que é? E-eu... — Passou a mão pelos cabelos. E a moça notou algo no seu pulso.
Ela segurou seu braço, o interrompendo, levantou a manga do blazer e viu a tatuagem. — Entendi. Você tem namorada.
- Não. Não tenho.
- Então quem é essa Julie?
- Só uma amiga.
- A tá. — Sorriu. — Seu nome?
- Daniel. — Respondeu pensando. ‘’ Ela me lembra muito a Julie... ‘’ — Até sorriu com seus pensamentos. — E o seu?
- Sou Débora.
Notas finais
E o final desse capitulo hein? Hmmmm....
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