Corações Feridos

34 Mudando de caminho.


Notas iniciais
Estou de volta! Eu sei que demorei de postar e mereço uma surra. (rs), mas é que minha internet estava ruim...
AH, antes de mais nada, já entrei de férias e vou ter mais tempo de postar. Eu acho.
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Vocês ai tem twitter? Me respondam por MP, é muito... Muito... MUITO importante.

Juliana deu um prazo para Daniel assinar o documento. Ele aceitou aquele prazo só para não arrumar mais brigas com ela, afinal, o que ele menos queria nessa vida era brigar com Julie.



O prazo era de três dias, três dias para ele pensar, ler, re-ler o documento, vê os pontos altos e baixos da decisão que tomaria.


Porém, esses três dias já se passaram e na noite anterior Daniel disse com todas as letras que não assinaria aquele papel. Mesmo que Julie ficasse infeliz com o casamento, ele a amava e não queria deixa-lá por nada.

O loiro acordou com a luz do sol da manhã batendo no seu rosto, ele esfregou os olhos e se levantou. Tomou um banho quente e vestiu uma roupa.

Desceu as escadas e na sala teve uma surpresa.

– O que faz aqui? — Ele perguntou para Nicolas.

O mesmo se levantou do sofá que sentava e disse. — A Julie me mandou aqui.

– A Julie? Ela não pisa aqui há vinte horas!

– É, mas ela me mandou aqui para conversarmos sobre o divórcio. — Pausou. — Sente-se. — Disse gesticulando as mãos.

– Eu me sento a hora que eu quiser, a casa é minha!

– Eu não vim aqui para brigar. — Murmurou. — Na verdade, nós dois nunca brigamos, é você que não gosta de mim e até hoje não entendo o por quê.

– Um dos motivos principais é que você está ajudando a Juh a se separar de mim !

– Lógico, se ela não está feliz com você ela tem esse direito, certo? — Abriu sua pasta. — E aliais, eu sou advogado, ela está me pagando para isso. — Daniel revirou os olhos assim que viu Nicolas pegar um papel. — Aqui. — Me entregou.

– Eu já tenho um papel de divórcio... — Disse se negando a pegar o documento.

– Não, isso não é um divórcio. É um processo. — Explicou, ele arregalou os olhos. — Veja.

Acabou pegando o papel, estava surpreso com aquilo. — O que? Ela não pode me processar!

– Como você é bobo, Daniel. Claro que pode. — Nicolas sorriu. — Na verdade, é fácil sair desse processo...

– Então como eu saio?

Parece que essa era a pergunta que Nicolas esperava. Ele respirou fundo, ainda sorrindo. Disse as palavras lentamente. — Assine o divórcio.

– Ah. — Deixei o papel no sofá e cruzei os braços, ainda em pé. — E se eu não assinar? — Perguntou, mas não lhe dei tempo de responder. — Não, melhor... Ela está me processando exatamente por quê? Eu tenho o direito de não querer aceitar nossa separação, certo? Ela sabe o quanto eu lutei para conseguir o amor dela, precisei enfrentar o pai dela... Precisei ser o certinho, me casar e engravida-lá só depois do casamento. Ela sabe de tudo isso e sabe que eu a amo...

– É. — Ele o cortou. — Você está certo nesse ponto, é um direito seu não aceitar. — Daniel sorri torto com isso. — Mas, ela pode te processar.

– Por eu não aceitar o divórcio?

– Não.

Uma interrogação nasceu bem no meio da sua testa. Ele continuou. — Ela pode te processar porque você foi o culpado pela morte do filho de vocês. É homicídio culposo, quando não há intenção de matar. — Sorriu. — Eu disse para ela que ela poderia até te jogar para a cadeia, talvez. Mas ela não quis. Disse que você não merece tudo isso e que a única coisa que ela quer é se separar de você... — Ele se levantou. — Vai demorar muito para você assinar esse divórcio? — Perguntou encarando seu relógio de pulso. — Vou me atrasar para uma reunião.

– Eu já disse que não vou assinar.

– Daniel. — Balançou a cabeça. — Você é um ser muito teimoso... Quer se prejudicar só para ter uma mulher que não te ama mais? Isso é ser otário. — Riu fracamente. — E eu já cheguei a pensar que você fosse esperto.

O loiro sentiu vontade de voar em cima de Nicolas e esmagar seu pescoço, mas precisava se controlar, afinal, já estava sendo processado por ''homicídio''.

– Por um acaso ela te disse que não me ama mais? — Revidou. — Olha, eu conheço a Juh, quantas vezes nós já terminamos e reatamos? Hein? Você era do colégio, acho que você sabe muito bem que nosso relacionamento sempre teve altos e baixos... Mas ela sempre me queria de volta, ela me pedia desculpas e dizia que ainda me amava e que seria assim para sempre.

– Nos beijamos.

– O qu-e... que?? Rep-ete.

– Nos beijamos.

– É mentira, ela não faria isso. Ela não gosta de você.

– Não gosta mas me beijou.

– Seu cachorro, pegou minha mulher! — Partiu pra cima dele, agora seria na base da violência, Daniel já não gostava muito dele... Mas depois disso ele passou a ser seu inimigo. Daniel já estava se preparando para soca-lo, até que o celular de Nicolas tocou.

Isso o fez acordar. Não poderia cometer essa besteira, mesmo sentindo raiva, precisava se controlar.

Ele pegou o celular. — É ela. — Até mostrou, era o número do celular da Julie. Daniel ficou calado e ele atendeu na sala mesmo. Fazendo Daniel ouvir a conversa. — Não, ele não assinou. Tá dificil viu, vou te cobrar mais caro hein... — Disse rindo.

'' Ele acha que tem intimidade para fazer brincadeirinhas com ela. '' — Daniel pensou.

Eles conversaram por alguns minutos, até que Nicolas afastou o telefone do ouvido, tampando o mesmo e sussurrou para Daniel. — Ela disse que quer marcar um encontro entre nós três parar resolvermos logo isso.

Daniel mordeu seus dentes, ainda estava com raiva pela noticia que recebeu, mas também sentia saudades de Julie. Já que fazia um tempinho que ele não a via. -Tá bom. — Aceitou, dando esperanças de que assinaria aquele documento. Eram falsas esperanças, já que ele topou só para ver Juliana novamente.

[...]

Uma semana se passou, os três estavam no escritório do Nicolas. Fazia uma semana que Julie e Daniel não se viam mais, os dois estavam nitidamente nervosos na presença um do outro.

– Sentem-se. — Nicolas pediu.

Daniel puxou uma cadeira para que a morena sentasse. Ele estava sério, porém, deu um sorriso fraco e torto para Julie. Ela adorava aquele sorriso então corou. Aceitou e se sentou. — Obrigada. — Sussurrou para o loiro que apenas assentiu e se sentou ao lado dela também.

– Hunf. — Nicolas tossiu para ''acordar'' os dois

Eles ainda olhavam profundamente um para o outro, até que Nicolas decidiu quebrar o silêncio de um vez. — Vai assinar ou não, Daniel? — Perguntou, fazendo o loiro se virar para ele.

– Assine logo. — Julie disse. Já angustiada, não aguentava mais aquela tensão toda.

– Julie. — Ele pegou a mão da amada, entrelaçando seus dedos, porém, ela se soltou, sentindo suas bochechas queimarem. — Me perdoe Juh, sabe que jamais quis acabar com a nossa família, eu... não tive culpa!

– Eu já te perdoei, já disse. — Ela o cortou, um pouco seca. Não queria relembrar o pior momento de sua vida: A morte do seu filho. — Você vai assinar ou eu terei mesmo que te processar?

– Ou pode mandar ele para a cadeia. — Nicolas se intrometeu.

Daniel abriu a boca para falar, encarava Juliana... Jamais imaginou que a mulher que amava iria processa-lo ou até mesmo lhe mandar para a prisão algum dia... Estava profundamente magoado com isso e sabia que em um certo ponto, Nicolas tinha razão: Não valia a pena se prejudicar para ter uma mulher que não o amava mais.

Com esse pensamento, ele pegou a caneta mais próxima. Fitava aquele documento que agora, fazia parte do seu destino. Tinha que acabar logo com o seu sofrimento, mesmo sofrendo ainda mais com isso.

Já ia assinar quando Nicolas o interrompeu. — Fizemos um novo divórcio, não acha melhor ler? — Perguntou.

– Pra quê ler? O que vou ganhar com isso? — Disse já se preparando para assinar, mas Julie segurou sua mão, os dois se olharam.

Novamente se perderam por alguns segundos no olhar um do outro, até que com muito custo, Julie acordou do transe e disse. — É melhor você lê, talvez não concorde com tudo.

– Não é apenas um divórcio, agora é uma separação de bens.

– ... — Daniel se calou, pegou o papel e seguiu o conselho dos dois. Começou a ler. — O que? — Estava um pouco surpreso com isso. — Eu vou ter que te dar o meu carro? Pra que quer ele? — Perguntou para Julie.

– Ué, já que vamos nos separar, preciso arrumar um emprego... E se eu pegar um emprego lá na cidade? Eu não vou andar de ônibus, aqueles assentos sujos e o motorista pode estar bêbado, eu posso morrer com a fumaça da gasolina forte ou então ele pode dar uma curva fechada de mais e tombar, o carro é bem mais seguro.

– O carro é meu. — Disse com um pouco de raiva. — Não... Eu não vou dar o carro.

– Então a Julie fica com a moto. — Nicolas se intromete mais uma vez.

– A moto? — Ele perguntou com um pouco de tristeza.

Gostava mais do carro do que da moto, mas estava com raiva da Julie e não queria lhe dar o carro...

Mas a moto... Sempre foi seu sonho, apesar de ainda estar pagando e o carro já ser seu por direito. Ele acabou cedendo. — Tudo bem, fique com o carro.

– E a casa.

– O que? M-mas isso agora??? A casa Juliana, A CASA???

– Se for parar para pensar, vai ver que eu assinei a casa, ou seja, ela está em meu nome.

– Mas eu paguei.

– Mas é minha. — Ela ergueu a sobrancelha e sorriu torto.

– Sabe... Eu não quero a casa... Pode ficar Julie, fique com tudo o que é meu... Eu não importo mais, mais nada me importa a não ser ter você ao meu lado, mas já que também não terei isso... Não vou querer mais nada. — Abaixou a cabeça e parou de ler o divórcio.

Por fim, assinou.

[...]

Os dois saíram do escritório do Nicolas. Passavam pelos corredores, não conseguiam olhar para cara um do outro. Um clima estranho se formou no ar e permaneceu por alguns minutos.

Até que desceram as escadas e na porta da saída. Daniel tirou a chaves do carro. — Aqui.

Julie o olhou, arregalando seus olhos castanhos. — Não precisa me entregar o carro hoje, como vai pra casa sem carro?

– É pra isso que existe os ônibus. Tome. — Ainda segurava as chaves, insistindo para que ela pegasse.

– Não... Pode me entregar outro dia... Ou quando a gente se vê por ai...

– Tome. Por favor, pegue. — Continuava insistindo, sério.

Ela suspirou. Mas acabou aceitando. — Tchau... — Ele disse passando por ela e atravessando a rua. Julie o via de longe, até que o loiro desapareceu em meio as pessoas.

Ela abaixou a cabeça, olhando para a chaves do carro. Sentiu um pingo de culpa invadir seu peito.

Até que Nicolas surgiu por trás dela, segurando sua mão. — Olha, não foi fácil convence-lo não é?

– É... — Ela concordou rindo fracamente. — Não sei se devia pegar o carro dele... É dele, poxa...

– Pare com isso Julie, ele acabou com a família sozinho e nem se sentiu culpado.

– Não sabemos como ele se sentiu Nicolas, não fique julgando o Daniel.

– Tá... Tá... — Sorriu. — Finalmente vocês dois estão separados. — Disse alisando o rosto da morena. — Agora eu sei o que você sente por mim...

Julie se afastou. — Está dizendo isso por causa daquele beijo? Foi... só um acidente.

– Ah, para. O Daniel não está aqui, você pode admitir que gosta de mim.

– Não posso admitir algo que não é verdade. — Disse se afastando ainda mais, seu tom de voz era sério e rasgado. — Me desculpe Nicolas, mas não me separei do Daniel para ficar com você, e nem com ninguém. — Disse.

Foi indo até o carro, com as chaves, o abriu, entrou e se foi...

Notas finais
Gostaram? Como vai ser o rumo da história agora, hein? ... u.ú
Não se esqueçam de me responder por MP! Mandem seu twitter, sigo de volta! É por uma coisa importante e do interesse de vocês ! Obrigada ;*