Notas iniciais
Capitulo grande, termina agora, deu trabalho, então espero que gostem!
LEITORAS FANTASMAS, COMENTEM! s2

Ele sorriu, sentindo os lábios quentes da amada percorrer seu pescoço. Daniel apertou sua cintura, subindo a mão até o sutiã. — Huh. — Dessa vez, Julie sorriu também, mas foi se afastando. — Para. — O repreendeu rindo. — Vou deixar você tomar o seu banho. — Disse já abrindo o box.

Porém, Daniel a abraçou por trás. — Não. — Sussurrou isso no seu ouvido. — Não queria que eu fizesse as pazes? — Seu hálito quente fez o corpo de Julie se arrepiar.

- Nós já fizemos, amor. — Tentava não mostrar muita animação.

Tirou os braços de Daniel da sua barriga, mas ele a abraçou por trás novamente, dessa vez fechou o box e a colocou embaixo da água do chuveiro. A água gelada caia por seu corpo, Julie sentiu um choque de temperatura, começou a tremer. — Sch... — Ele pegou seus braços e beijou suas duas mãos. Depois foi beijando o pescoço de Juliana. — Eu te quero tanto...

- Daniel. O bebê... — Ela tentava se soltar.

- Deixe o bebê! Ele está dormindo!

A morena suspirou, mesmo depois de ter feito as pazes com o marido ainda tinha dúvidas sobre uma coisa. — E a Thalita? — Perguntou com um pouco de remorso.

- O que tem ela?

- Vocês dois... N-não... Estão juntos não é?

- A única mulher com quem eu quero passar o resto da minha vida é com você. — Respondeu, seguro. Balançou a cabeça. — Nunca vou te trair, muito menos com a Thalita. Por favor, deixe dessas noias.

Ela sorriu, se virou para ele, completamente feliz. O abraçou pela nuca, o puxando para baixo do chuveiro. Ela confiava completamente na palavra de Daniel.

Depois do abraço, veio o beijo. Os dois se olharam, não conteram o desejo e se beijaram. Era um beijo rápido, mas cheio de amor. Os dois sentiram isso, foram se abraçando entre o beijo. As mãos de Daniel passeavam pela lateral do corpo de Julie. Enquanto a mesma alisava o peito definido do marido. Ela desceu o beijo para o pescoço, marcando-o com chupões roxos. — Você é só meu. — Sussurrou isso, lembrando de Thalita. Continuou a beijar o pescoço do loiro.

Até que percebeu que seu sutiã estava caído no chão. — Você está rápido. — Comentou. — Me lembro que na primeira vez você demorou de abrir o meu sutiã, é muito complicado, não é? — Riu.

Ele balançou a cabeça, rindo também. Levantou Juliana, ela deu um gritinho e se segurou na nuca dele. Ele beijou seus seios, mordendo o bico.

[...]

Continuaram a trocar carinho, ela unhava suas costas, deixando marcas vermelhas e alguns fortes arranhões. Foram trocando carinho por longos minutos, eles perderam a noção do tempo ali. O chuveiro ainda estava ligado, a água gelada ainda caía, mas nenhum dos dois se importavam mais. Julie já não sentia frio, nem tremia, pelo contrário, seu corpo estava pegando fogo.

O vidro do box estava embaçado com o calor do momento, Juliana até escreveu suas iniciais com o dedo no box. Enquanto Daniel ainda beijava seu pescoço.

[...]

Dez minutos se passaram e depois de toda a pegação Julie percebeu que estava nua. Ele a abraçou pela cintura e a emprensou no azulejo. Viu o rostinho feliz da amada e pensou em lhe fazer uma brincadeira. — Acho que chega, não é? É melhor você ir ver o neném... — Ele disse, se afastando um pouco.

Tentou prender a risada quando viu a expressão de Julie se transformar. Ela fez uma carinha de cachorra sem dono. — O que? M-mas já?

- É amor, estou cansado. — Levantou o braço para desligar o chuveiro, mas Julie o puxou.

- Nada disso! Vem cá! — Ela o surpreendeu com um beijo. Daniel não esperava aquilo, já que Julie era muito orgulhosa. Seria mais fácil ela ter parado com tudo.

Ele a agarrou. Aquilo foi uma verdadeira prova de amor para ele, afinal, poucas vezes sua esposa engolia o orgulho.

Quando Julie se deu conta, Daniel já a penetrava. Ela parou com o beijo, abraçando sua nuca, fechou os olhos e sem querer soltou um gemido baixo. Ele a olhou com carinho, seus narizes se tocaram e eles continuaram, sentindo tudo mais quente.

[...]

Vestiram suas roupas, estavam no quarto. Daniel se deitou na cama, exausto. Julie riu, secando seu cabelo com o secador. — Está cansado? — Perguntou.

Daniel a olhou, ainda deitado, apenas assentiu com a cabeça.

Ela lançou o jato quente no rosto dele. — Que isso, mulher! — Gritou assustado, se sentando na cama.

Ela riu. — Deixa de ser preguiçoso, levanta e cuida do neném pra mim? Ele já acordou. — Disse reparando no berço, o bebê estava com o pé na boca, mordendo levemente seus dentinhos.

- Ah, Julie... — Ele reclamou.

- Você não disse que queria me dar um tempinho de folga? — Ela sorriu. — Vai Dan, por favor, estou ocupada! — Voltou a secar seus cabelos. Ele se levantou, pegou seu filho e o ninou.

Já era quase dez da noite. Depois de secar seus cabelos, Julie foi dormir. Daniel se deitou minutos depois. Como ela ainda estava acordada, resolveu se aproximar e dormir abraçadinha com o marido. — Promete que nada mais vai nos separar? Nem a Thalita... Nem o Nicolas...

- O que tem o Nicolas? — Ele perguntou.

- Só estou dizendo, já que você sente ciúmes...

- Eu não sinto.

- Sente sim, Daniel. Admite vai, eu admito que sinto ciúmes da Thalita.

Ele continuou com a cara amarrada. '' Não sei porque ela ainda é amiga dele, sabe que eu não vou com a cara do Nicolas... '' — Pensava. Mas nem nos seus próprios pensamentos admitia seu ciúme.

- Nada vai acabar com o nosso amor... A gente vai continuar junto. Nosso filho vai crescer... — A morena dizia, e Daniel concordava, ainda a abraçando.

- E a moto?

- O que tem?

- Éer... — Tentou falar, mas Julie já tinha entendido.

- Daniel, eu tenho medo daquela moto! Já disse isso para você! Eu sei lá... Tenho medo de você sofrer um acidente... — Suspirou.

Ele percebeu a expressão triste da esposa. — Tá. — Assentiu, tocando delicadamente no rosto da morena. — Por você, eu vendo a moto. — Ela sorriu. — Pelo seu sorriso eu faço de tudo. — Sorriu também e eles se beijaram.

- Te amo.

- Também te amo. Boa noite. — Apagou a luz do abajur e se deitaram abraçados.

~Dois meses depois~

Julie arrumava a bolsa de coisas do bebê. Daniel a apressava. — Juh, já pegou seus documentos? — Os dois estavam visivelmente felizes.

A três dias atrás, Juliana recebeu uma carta. Era uma carta de entrevista de emprego, e ela deveria comparecer na hora e no dia marcado para fazer a entrevista e concorrer a um emprego de secretária. Juliana já queria trabalhar fora faz tempo, desde quando eles namoraram e noivaram.

Mas mesmo planejando tudo, nunca conseguiu. — Já peguei tudo! — Respondeu. Completamente alegre. — Ah amor, vamos! Temos que chegar lá as sete!

- Calma! — Ele pegou as chaves do carro, segurando seu filho nos braços. Correram para a garagem.

Daniel colocou Diego no banquinho de bebê. Na parte de carona do carro. Julie entrou. Cruzou os dedos e em pensamento lhe desejou sorte.

Estava animada, já que o prédio do seu futuro trabalho era bem em frente ao trabalho do marido.

Daniel entrou no carro, girou a chave. Julie puxou sua blusa e o roubou um beijo. — É para dar sorte! — Disse sorrindo, Daniel riu e deu a ré, saindo da garagem.

[...]

- Nossa, já são seis horas da manhã...

- Calma Juh, é só um pouco de trânsito, nós vamos chegar a tempo. — Ele tentava acalma-lá, já que era realmente um pequeno trânsito por causa de um acidente.

- Olha, é de moto! — Julie disse assustada. Via o homem ser carregado pela ambulância com a perna quebrada. — Meu Deus, eu realmente detesto motos!

- Qualquer veiculo causa acidente, Juh. Carro também, caminhão... Até bicicleta...

- Com a moto o impacto é bem pior... — Reclamou.

Virou o rosto para trás e viu seu filho na cadeirinha de bebê do carro. Sorriu. — Olha que coisa mais linda! — Disse, encantada. Seu filho dormia. — Eu preciso tirar um foto desses cachos! — Pegou a máquina fotográfica, tirou o flash para não assusta-lo e fotografou.

Daniel conseguiu sair do trânsito, voltou a dirigir.

Chegaram com dez minutos de atraso, Julie já estava desesperada. — Destrava logo essa porta! — Gritou.

- Julie, por favor! Pare! São só dez minutos de atraso, nada de mais! — Ele destravou a porta do carro.

- Olha. — Respirou fundo, precisava explicar tudo de novo para o marido. — Volta pra casa, esquenta a comida no microondas. E pelo amor de Deus, cuidado com aquele gato que está zanzando pela rua, ele está doente!

- Ele só estava se coçando e você já diz que é doença...

- Pra mim ele está doente e ponto!

Daniel suspirou, olhou para o lado, viu o prédio do seu trabalho. Lembrou que precisava pegar uns papéis no seu escritório. — Eu preciso resolver uns problemas lá no meu escritório, preciso pegar uns documentos que um cliente deixou na minha sala, é importante. — Avisou.

- Agora?

- É, agora! Eu estou de folga, só vou lá e voltar.

- Tá. Fica com o bebê, leva pra casa...

- O que? É melhor você ficar com o bebê! — Daniel pediu. — Você tem leite!

- Para Dan! — Riu. — Não posso ficar com ele na minha entrevista de emprego. E tem leite no armário!

Daniel bufou. — Tá certo. — Concordou. — Mas eu também não posso levar ele para o meu trabalho, meu chefe disse que não quer bebês no prédio!

- E porque ele está com essa implicância com o meu neném? — Cruzou os braços.

- O Diego... Golfou na mesa dele.

Ela riu. — Tá bem, deixe ele no carro, mas volta logo. E vai direto para casa tá? Cuida bem dele. — Disse se virando e olhando para o seu filho, ainda adormecido. Jogou beijo para ele, beijou seu marido e saiu do carro.

Olhou para o grande prédio a sua frente, respirou fundo antes de entrar, pois sempre achou que isso lhe dava sorte. Ela passou pela porta giratória e entrou. Daniel ficou do carro a olhando, viu sua esposa pegar o elevador, sorriu. — O papai já volta. — Sussurrou o mais baixo possível para o seu filho,tirou o cinto, levantando o vidro do carro, fechou tudo, trancou a porta e saiu.

Ele entrou no seu prédio, subiu o elevador e chegou no seu andar. Estava feliz, afinal, Thalita também folgava no mesmo dia que ele. Ou seja, não veria a loira petulante na sua frente, pelo menos não hoje.

Abriu a porta da sala de espera, já que era caminho para o escritório e se surpreendeu com três clientes, o aguardando. — Desculpe. Mas não trabalho hoje.

- Por favor. — Um dos homens se levantou. — Nos atenda, precisamos que você leia esse contrato. Você é perito, não é? — Ele assentiu, ainda sem segurar o documento. Não pretendia atende-los. — Estamos a mais de quatro horas esperando aqui.

- Porque não voltam amanhã? Amanhã eu estou aqui.

- Não podemos. — Um rapaz se levantou também. — É urgente, é para hoje ainda.

Daniel continuava calado. — Quanto costuma cobrar?

- Dois mil.

- Triplicamos o valor!

- Triplicam?! F-fica... Seis mil!

- Tudo bem. — Um deles cedeu. — Daremos oito mil! Mas é a nossa última proposta! Você aceita?

- A-ah, C-claro!

Notas finais
Hmm. O que acham que vai acontecer? A Julie vai ficar lá para a entrevista de emprego, o Daniel vai ficar no escritório... Será que os dois não se esqueceram de nada não...? Comentem!