Corações Feridos
26 Emotions
Notas iniciais
LEITORAS FANTASMAS, COMENTEM! s2
Ele sorriu, sentindo os lábios quentes da amada percorrer seu pescoço. Daniel apertou sua cintura, subindo a mão até o sutiã. — Huh. — Dessa vez, Julie sorriu também, mas foi se afastando. — Para. — O repreendeu rindo. — Vou deixar você tomar o seu banho. — Disse já abrindo o box.
Porém, Daniel a abraçou por trás. — Não. — Sussurrou isso no seu ouvido. — Não queria que eu fizesse as pazes? — Seu hálito quente fez o corpo de Julie se arrepiar.
- Nós já fizemos, amor. — Tentava não mostrar muita animação.
Tirou os braços de Daniel da sua barriga, mas ele a abraçou por trás novamente, dessa vez fechou o box e a colocou embaixo da água do chuveiro. A água gelada caia por seu corpo, Julie sentiu um choque de temperatura, começou a tremer. — Sch... — Ele pegou seus braços e beijou suas duas mãos. Depois foi beijando o pescoço de Juliana. — Eu te quero tanto...
- Daniel. O bebê... — Ela tentava se soltar.
- Deixe o bebê! Ele está dormindo!
A morena suspirou, mesmo depois de ter feito as pazes com o marido ainda tinha dúvidas sobre uma coisa. — E a Thalita? — Perguntou com um pouco de remorso.
- O que tem ela?
- Vocês dois... N-não... Estão juntos não é?
- A única mulher com quem eu quero passar o resto da minha vida é com você. — Respondeu, seguro. Balançou a cabeça. — Nunca vou te trair, muito menos com a Thalita. Por favor, deixe dessas noias.
Ela sorriu, se virou para ele, completamente feliz. O abraçou pela nuca, o puxando para baixo do chuveiro. Ela confiava completamente na palavra de Daniel.
Depois do abraço, veio o beijo. Os dois se olharam, não conteram o desejo e se beijaram. Era um beijo rápido, mas cheio de amor. Os dois sentiram isso, foram se abraçando entre o beijo. As mãos de Daniel passeavam pela lateral do corpo de Julie. Enquanto a mesma alisava o peito definido do marido. Ela desceu o beijo para o pescoço, marcando-o com chupões roxos. — Você é só meu. — Sussurrou isso, lembrando de Thalita. Continuou a beijar o pescoço do loiro.
Até que percebeu que seu sutiã estava caído no chão. — Você está rápido. — Comentou. — Me lembro que na primeira vez você demorou de abrir o meu sutiã, é muito complicado, não é? — Riu.
Ele balançou a cabeça, rindo também. Levantou Juliana, ela deu um gritinho e se segurou na nuca dele. Ele beijou seus seios, mordendo o bico.
[...]
Continuaram a trocar carinho, ela unhava suas costas, deixando marcas vermelhas e alguns fortes arranhões. Foram trocando carinho por longos minutos, eles perderam a noção do tempo ali. O chuveiro ainda estava ligado, a água gelada ainda caía, mas nenhum dos dois se importavam mais. Julie já não sentia frio, nem tremia, pelo contrário, seu corpo estava pegando fogo.
O vidro do box estava embaçado com o calor do momento, Juliana até escreveu suas iniciais com o dedo no box. Enquanto Daniel ainda beijava seu pescoço.
[...]
Dez minutos se passaram e depois de toda a pegação Julie percebeu que estava nua. Ele a abraçou pela cintura e a emprensou no azulejo. Viu o rostinho feliz da amada e pensou em lhe fazer uma brincadeira. — Acho que chega, não é? É melhor você ir ver o neném... — Ele disse, se afastando um pouco.
Tentou prender a risada quando viu a expressão de Julie se transformar. Ela fez uma carinha de cachorra sem dono. — O que? M-mas já?
- É amor, estou cansado. — Levantou o braço para desligar o chuveiro, mas Julie o puxou.
- Nada disso! Vem cá! — Ela o surpreendeu com um beijo. Daniel não esperava aquilo, já que Julie era muito orgulhosa. Seria mais fácil ela ter parado com tudo.
Ele a agarrou. Aquilo foi uma verdadeira prova de amor para ele, afinal, poucas vezes sua esposa engolia o orgulho.
Quando Julie se deu conta, Daniel já a penetrava. Ela parou com o beijo, abraçando sua nuca, fechou os olhos e sem querer soltou um gemido baixo. Ele a olhou com carinho, seus narizes se tocaram e eles continuaram, sentindo tudo mais quente.
[...]
Vestiram suas roupas, estavam no quarto. Daniel se deitou na cama, exausto. Julie riu, secando seu cabelo com o secador. — Está cansado? — Perguntou.
Daniel a olhou, ainda deitado, apenas assentiu com a cabeça.
Ela lançou o jato quente no rosto dele. — Que isso, mulher! — Gritou assustado, se sentando na cama.
Ela riu. — Deixa de ser preguiçoso, levanta e cuida do neném pra mim? Ele já acordou. — Disse reparando no berço, o bebê estava com o pé na boca, mordendo levemente seus dentinhos.
- Ah, Julie... — Ele reclamou.
- Você não disse que queria me dar um tempinho de folga? — Ela sorriu. — Vai Dan, por favor, estou ocupada! — Voltou a secar seus cabelos. Ele se levantou, pegou seu filho e o ninou.
Já era quase dez da noite. Depois de secar seus cabelos, Julie foi dormir. Daniel se deitou minutos depois. Como ela ainda estava acordada, resolveu se aproximar e dormir abraçadinha com o marido. — Promete que nada mais vai nos separar? Nem a Thalita... Nem o Nicolas...
- O que tem o Nicolas? — Ele perguntou.
- Só estou dizendo, já que você sente ciúmes...
- Eu não sinto.
- Sente sim, Daniel. Admite vai, eu admito que sinto ciúmes da Thalita.
Ele continuou com a cara amarrada. '' Não sei porque ela ainda é amiga dele, sabe que eu não vou com a cara do Nicolas... '' — Pensava. Mas nem nos seus próprios pensamentos admitia seu ciúme.
- Nada vai acabar com o nosso amor... A gente vai continuar junto. Nosso filho vai crescer... — A morena dizia, e Daniel concordava, ainda a abraçando.
- E a moto?
- O que tem?
- Éer... — Tentou falar, mas Julie já tinha entendido.
- Daniel, eu tenho medo daquela moto! Já disse isso para você! Eu sei lá... Tenho medo de você sofrer um acidente... — Suspirou.
Ele percebeu a expressão triste da esposa. — Tá. — Assentiu, tocando delicadamente no rosto da morena. — Por você, eu vendo a moto. — Ela sorriu. — Pelo seu sorriso eu faço de tudo. — Sorriu também e eles se beijaram.
- Te amo.
- Também te amo. Boa noite. — Apagou a luz do abajur e se deitaram abraçados.
~Dois meses depois~
Julie arrumava a bolsa de coisas do bebê. Daniel a apressava. — Juh, já pegou seus documentos? — Os dois estavam visivelmente felizes.
A três dias atrás, Juliana recebeu uma carta. Era uma carta de entrevista de emprego, e ela deveria comparecer na hora e no dia marcado para fazer a entrevista e concorrer a um emprego de secretária. Juliana já queria trabalhar fora faz tempo, desde quando eles namoraram e noivaram.
Mas mesmo planejando tudo, nunca conseguiu. — Já peguei tudo! — Respondeu. Completamente alegre. — Ah amor, vamos! Temos que chegar lá as sete!
- Calma! — Ele pegou as chaves do carro, segurando seu filho nos braços. Correram para a garagem.
Daniel colocou Diego no banquinho de bebê. Na parte de carona do carro. Julie entrou. Cruzou os dedos e em pensamento lhe desejou sorte.
Estava animada, já que o prédio do seu futuro trabalho era bem em frente ao trabalho do marido.
Daniel entrou no carro, girou a chave. Julie puxou sua blusa e o roubou um beijo. — É para dar sorte! — Disse sorrindo, Daniel riu e deu a ré, saindo da garagem.
[...]
- Nossa, já são seis horas da manhã...
- Calma Juh, é só um pouco de trânsito, nós vamos chegar a tempo. — Ele tentava acalma-lá, já que era realmente um pequeno trânsito por causa de um acidente.
- Olha, é de moto! — Julie disse assustada. Via o homem ser carregado pela ambulância com a perna quebrada. — Meu Deus, eu realmente detesto motos!
- Qualquer veiculo causa acidente, Juh. Carro também, caminhão... Até bicicleta...
- Com a moto o impacto é bem pior... — Reclamou.
Virou o rosto para trás e viu seu filho na cadeirinha de bebê do carro. Sorriu. — Olha que coisa mais linda! — Disse, encantada. Seu filho dormia. — Eu preciso tirar um foto desses cachos! — Pegou a máquina fotográfica, tirou o flash para não assusta-lo e fotografou.
Daniel conseguiu sair do trânsito, voltou a dirigir.
Chegaram com dez minutos de atraso, Julie já estava desesperada. — Destrava logo essa porta! — Gritou.
- Julie, por favor! Pare! São só dez minutos de atraso, nada de mais! — Ele destravou a porta do carro.
- Olha. — Respirou fundo, precisava explicar tudo de novo para o marido. — Volta pra casa, esquenta a comida no microondas. E pelo amor de Deus, cuidado com aquele gato que está zanzando pela rua, ele está doente!
- Ele só estava se coçando e você já diz que é doença...
- Pra mim ele está doente e ponto!
Daniel suspirou, olhou para o lado, viu o prédio do seu trabalho. Lembrou que precisava pegar uns papéis no seu escritório. — Eu preciso resolver uns problemas lá no meu escritório, preciso pegar uns documentos que um cliente deixou na minha sala, é importante. — Avisou.
- Agora?
- É, agora! Eu estou de folga, só vou lá e voltar.
- Tá. Fica com o bebê, leva pra casa...
- O que? É melhor você ficar com o bebê! — Daniel pediu. — Você tem leite!
- Para Dan! — Riu. — Não posso ficar com ele na minha entrevista de emprego. E tem leite no armário!
Daniel bufou. — Tá certo. — Concordou. — Mas eu também não posso levar ele para o meu trabalho, meu chefe disse que não quer bebês no prédio!
- E porque ele está com essa implicância com o meu neném? — Cruzou os braços.
- O Diego... Golfou na mesa dele.
Ela riu. — Tá bem, deixe ele no carro, mas volta logo. E vai direto para casa tá? Cuida bem dele. — Disse se virando e olhando para o seu filho, ainda adormecido. Jogou beijo para ele, beijou seu marido e saiu do carro.
Olhou para o grande prédio a sua frente, respirou fundo antes de entrar, pois sempre achou que isso lhe dava sorte. Ela passou pela porta giratória e entrou. Daniel ficou do carro a olhando, viu sua esposa pegar o elevador, sorriu. — O papai já volta. — Sussurrou o mais baixo possível para o seu filho,tirou o cinto, levantando o vidro do carro, fechou tudo, trancou a porta e saiu.
Ele entrou no seu prédio, subiu o elevador e chegou no seu andar. Estava feliz, afinal, Thalita também folgava no mesmo dia que ele. Ou seja, não veria a loira petulante na sua frente, pelo menos não hoje.
Abriu a porta da sala de espera, já que era caminho para o escritório e se surpreendeu com três clientes, o aguardando. — Desculpe. Mas não trabalho hoje.
- Por favor. — Um dos homens se levantou. — Nos atenda, precisamos que você leia esse contrato. Você é perito, não é? — Ele assentiu, ainda sem segurar o documento. Não pretendia atende-los. — Estamos a mais de quatro horas esperando aqui.
- Porque não voltam amanhã? Amanhã eu estou aqui.
- Não podemos. — Um rapaz se levantou também. — É urgente, é para hoje ainda.
Daniel continuava calado. — Quanto costuma cobrar?
- Dois mil.
- Triplicamos o valor!
- Triplicam?! F-fica... Seis mil!
- Tudo bem. — Um deles cedeu. — Daremos oito mil! Mas é a nossa última proposta! Você aceita?
- A-ah, C-claro!
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