Corações Feridos

39 Aos poucos vou reconquista-lo.


Notas iniciais
Não me esqueci da minha outra fic, mas estou esperando reviews e inspiração. hahaha. Enquanto nessa fic estou mt inspirada *-* Já até estou escrevendo o próximo capitulo.
Obrigada por comentarem! Beijoos!

– Dani. — Thalita estava sentada no seu colo, estavam no escritório quando ela sussurrou no seu ouvido. — Você bem que poderia falar com o seu chefe para me dar um aumento. — Disse mordendo levemente sua orelha.

Mas ele não a respondeu, apenas teclava no computador.

– Hein? — Ela insistia.

Ele virou o rosto para a loira. A olhou. — Será que pode sair do meu colo?

Thalita deu um sorrisinho safado, mas aceitou.

Se levantou do colo de Daniel e se sentou em cima da mesa, amassando alguns papéis. — Ah, mas agora eu posso ser mais carinhosa com você... — Ela comentou, segurando a mão dele. — Sabe, ontem foi a melhor noite do ano! E esse ano foi horrível para mim, começou com a noticia de que você estava casado com aquela vadia...

– Não quero que venha me falar dela. Vamos, saia daqui. Estou trabalhando.

– Tá tá... Desculpa amor. — Pausou. — Eu prometo que não falo mais dela. Vamos falar... Só de nós dois. Como eu disse, ontem foi a melhor noite do ano. — Sorriu. — Lembra na balada? Dançamos e depois você... — Deu um sorriso ainda maior. — Me beijou. Eu sabia Dan, eu sabia que você nunca deixou de me amar...

– Eu estava bêbado. — Respondeu concentrado no computador. — Nem me lembro muito sobre ontem...

– Eu me lembro que a sua querida Julie foi dançar com outro cara.

Ele levantou o rosto para a loira, passou a manhã inteira tentando não pensar nisso, pois se sentiria mal, não queria lembrar que Julie esfregou o novo pretendente bem na sua cara na balada. Mas Thalita o lembrou.

Ficou com raiva.

– Acho que você faz de propósito, só para me abalar! — Se levantou. — Sabe que eu gosto dela, Thalita! — Puxou o braço dela. — Me deixa em paz, saia daqui! Vai trabalhar! — A expulsou pela segunda vez do seu escritório.

Thalita saiu, sorrindo, lembrando do que Daniel havia dito ‘’ Eu estava bêbado ‘’.

Era isso. Ela encontrou a solução para finalmente conseguir o Daniel de volta. Era só dar um jeito dele beber, encher a cara, só assim vai conseguir o ‘’amor’’ dele.

[...]

A tarde se passou, era quase oito horas da noite. Daniel guardava a papelada do seu escritório, se preparando para voltar pra casa da sua mãe, chegar no seu quarto e se deitar na cama... Ficar lá durante a noite, apenas pensando na Julie. Nas metas que pretendiam cumprir juntos, no seu filho e na morte dele. Seus pensamentos se resumiam apenas nisso.

Thalita entrou no escritório novamente, viu o rapaz de costas para ela, ajeitando a sua mesa.

Ela estava arrumada, tinha passado em casa para colocar uma roupa mais festeira.

Se aproximou dele, o agarrando por trás. Daniel se virou, por um momento imaginou que fosse Julie, mas suas esperanças e seu humor se acabaram ao ver Thalita. — O que quer? — Perguntou se soltando.

– Você é um idiota Daniel. — Ela cruzou os braços. — Estou tentando te dar amor, mas você me trata mal... Deveria tratar a Julie mal! Não eu! Eu gosto de você... E ela não, ela só pisa em você. — Daniel abaixou a cabeça com as palavras.

No fundo, Thalita estava certa.

– Já deveria estar em casa, não? — Daniel estranhou.

– É... Mas... — Ela alisou seu peitoral. — Eu vim aqui para a gente sair... Ir pra balada.

– Não! — Ele se afastou. — Não tive uma boa experiência com baladas...

– Claro que não teve, a Julie estava lá. Mas essa noite, vamos para outra balada... Uma... Mais agitada ainda né? Vai ser bom. Nós dois juntos... — Se aproximou. — Como nos velhos tempos.

– Já disse que não vou.

– Prefere ficar em casa sem fazer nada? — Ela retrucou. — Prefere ficar a noite inteira pensando na Julie enquanto ela pisa em você?

Daniel suspirou tristemente, odiava admitir, mas Thalita estava certa dessa vez. Era exatamente isso que ele fazia depois da separação. Acordava, trabalhava, chegava em casa e passava o resto do tempo pensando nela, só nela...

‘’ Pena que ela não pensa em mim... ‘’ - Ele abaixou a cabeça com esse pensamento. Mau sabia ele que na noite passada Julie não o tirava dos pensamentos.

[...]

Com custo, Thalita conseguiu convence-lo. Ela precisou ‘’abrir os olhos’’ de Daniel, dizer que ele estava sendo um bobo por amar alguém que não o ama. Falava mal da Julie como se fosse a santinha. Mas de tanto falar da ex-esposa, acabou sendo convencido com o papo de ‘’ Agora precisa esquecer ela e ir curtir... ‘’

Chegaram na balada, as músicas eram tão agitadas quanto a outra. Thalita o levou para a parte de bebidas. — Precisa por toda essa mágoa para fora. — Ela dizia. Pediu para o bar-man fazer uma mistura forte. — Toma, você tem que esquecer essa mulher, tem que mergulhar suas tristezas na bebida.

– Não sei... É difícil.

– Não, não é. Precisa se dar uma segunda chance. — Lhe entregou o copo com a mistura, era quase uma cachaça. — Vamos nos divertir, mostra pra Julie que você não precisa dela.

Ele olhava indeciso para o copo, o cheiro era muito forte. Sabia que não podia beber muito pois amanhã cedo precisava trabalhar. Mas esse pensamento não deixava Thalita se sentir culpada, pelo contrário, ela queria embebeda-lo de qualquer jeito. A qualquer custo.

Ele sabia de que precisava se distrair de algum jeito.

Só que... Esse era o jeito errado.

Quando se deu conta, já tinha bebido metade do copo. Viu o sorriso largo de Thalita. Ele fechou os olhos, o cheiro daquela bebida o deixava tonto, mas não hesitou em beber a outra metade.

Colocou o copo em cima da mesa novamente. Sentia sua cabeça girar um pouco.

Thalita olhou para o bar-man e sorrateiramente, gesticulou para que ele enchesse mais um copo. — Não se sente melhor? — A loira perguntou.

– M-me sint-o ton-to.

– Que nada amor. — Disse tocando nos seus cachos, lhe deu o segundo copo. — Te garanto que essa bebida vai te fazer feliz, mais do que a Julie te fez. — Sussurrou isso, ele ouviu e pela primeira vez não revidou.

Apenas bebeu o segundo copo.

Thalita continuou o convencendo de tomar até chegar no sétimo copo. Ele já estava fora de si. Ela percebeu que se ele continuasse bebendo ia desmaiar ou ter alguma convulsão. — Já chega. — Disse, dando o dinheiro para o bar-man. Segurou forte o braço do rapaz. — Vamos... — Tentava o puxar, mas dessa vez Daniel não queria largar a bebida.

Ela demorou um pouco, mas com custo conseguiu leva-lo para o carro.

Thalita não estava bêbada, na verdade, ela não tomou nem um copo de refrigerante diet.

A loira sorriu ao ver Daniel tentando colocar seu cinto de segurança, mas estava tão tonto e bêbado que não conseguiu. — Eu ajeito meu amor. — Ela disse, colocando o cinto de segurança nele.

Era quase dez horas da noite. Ela não queria pegar trânsito, estava louca para chegar em casa. Seu plano estava perfeito.

Pegou um corta caminho, mas mesmo assim demorou uns vinte minutos. — Chegamos amor. — Viu que Daniel dormia no banco de carona. Ela o balançou e ele foi acordando aos poucos.

A visão estava embaçada, ele via tudo girando. Nem conseguia distinguir quem era a jovem moça na sua frente. Só sabia que ela era bonita e seu perfume era delicioso.

Thalita o tirou do carro, Daniel não percebeu que aquela não era sua casa. Foi entrando junto com ela. De tão tonto que estava, Thalita precisou segura-lo. ‘’ Mas todo esse esforço vai compensar daqui a pouco. ‘’ — Ela pensou sorrindo.

– M-mãe? — Daniel chamou. Já estranhava aqueles móveis, o sofá e a decoração.

– Sua mãe não está amor, mas eu cuido de você.

Thalita pensou em subir as escadas, mas Daniel não tinha condições. ‘’ Acho que exagerei na quantidade de bebida... ‘’ — Ela pensou. E o levou para o quarto de hospedes, que era no primeiro andar.

Assim que ele se sentou na cama, se inquietou. Fechou os olhos com força, sentindo sua cabeça doer como se fosse esmagada por um caminhão. Quando abriu os olhos novamente sua visão estava mais nítida, porém, ainda se sentia tonto. — T-Thali-ta.

– Ah, você me reconheceu amor. — A loira sorriu.

– Prec-iso ir p-ra cas-a. — Tentou se levantar, mas simplesmente não conseguia.

– Não precisa não. — Ela disse, se aproximando. — Está na hora da segunda parte da diversão. Eu vou fazer você esquecer essa morena paranóica de uma vez.

– J-uli-e.

– Sch. — Ela colocou seu dedo nos lábios dele. — Não gosto de pronunciar o nome dela nessa casa.

– O qu-e va-i f-azer? — Só ai percebeu que os dois estavam no colchão.

Thalita se sentou no colo dele, colocando uma perna em cada lado da sua coxa, ela puxou seu pescoço e o beijou.

No inicio Daniel não retribuiu. Estava tão bêbado que chegou a pensar que ainda estava casado com a Julie e não queria trai-lá. Mas foi só Thalita o seduzir retirando seu vestido que ele voltou a realidade, lembrou que se embebedou na balada, que estava na casa de Thalita e que... Julie não o amava mais.

[...]

Já estavam completamente nus, seus corpos estavam em chamas. Thalita o fez cair por cima dela, os amassos estavam cada vez mais quentes. — Is-so e-est-á err-ado. — Ele tentava se levantar, mas a loira o agarrou com as pernas.

Ele fitou o corpo dela. Voltou a ser enfeitiçado, mesmo lutando contra, era homem e não aguentou por muito tempo.

[...]

Acordou abraçado com Thalita. Sentiu um frio na sua espinha junto com uma dor infernal na cabeça, foi retirar o edredom e viu que estava nu. Se assustou, mas por poucos segundos lhe veio imagens da noite passada na sua cabeça.

Já sabia o que tinha acontecido. Se vestiu. E aproveitou que Thalita ainda dormia para procurar pela algo importante pela cama... Sabia que ela era louca e poderia fazer de tudo para conseguir o ‘’amado’’ de volta.

Suspirou aliviado ao encontrar o que procurava: Uma camisinha usada.

– Pelo menos não vou me preocupar com pensão... — Sussurrou.

– Huh. — Ela se remexeu, ainda dormindo, sorriu.

Ele tratou de calçar seu sapato e, mesmo tonto, passou pela porta e saiu antes que ela acordasse.

Conseguiu dar uma passadinha em casa para se arrumar, chegou um pouco atrasado no trabalho e a bronca que levou do seu chefe o deixou com o humor pior ainda. — Já que chegou atrasado, preciso que me faça um favor... — Seu chefe disse, um pouco mais calmo.

Daniel estava calado, só esperando o favor que faria. — Quero que vá para a sala quinze. Estou fazendo uma entrevista de emprego para mais secretárias. E como não tem ninguém para ajudar nas entrevistas... Você pode ir até lá, faça algumas perguntas. Estão todas nesse papel. — Lhe entregou um papel. — Anote quem você acha que é qualificada para o emprego.

– Hm, quantas vagas? — Perguntou meio sem vontade.

– Uma.

– Mas... Que p... — Ele engoliu o palavrão. — Porque só uma vaga?

– Digamos que... Eu precise de uma secretária... Só para mim. — Daniel não notou o sorriso safado do seu chefe, ainda estava tonto, além de sentir dores na cabeça. Nem prestou muito a atenção.

Mas acabou aceitando o favor, afinal, assim não teria a Thalita o dia todo lhe enchendo no escritório.

Chegou na tal sala, se recostou na mesa, agora lendo o papel com as perguntas. Ele chingou baixinho, amassou e jogou o papel no chão.

Não estava com vontade de fazer nada.

A porta se abriu, uma mulher de cabelo curto e ruivos entrou sorridente. Porém, viu Daniel com uma cara de poucos amigos e desfez o sorriso. — É aqui que estão fazendo a entrevista de emprego?

– É. — Respondeu grosso, descruzou os braços. — Está com o seu curriculo?

– Estou. — Disse se sentando, Daniel apenas se aproximou e pegou o documento das mãos da moça.

– Pode sair. — Rosnou depois de pegar o currículo.

– M-mas... Não vai me fazer nenhuma pergunta? — Estranhou.

– Não.

– Ah, mas eu pensei que--

– Não pense mulher! Não me enche! Saia, está me fazendo perder tempo!

– Hm, grosso! — Ela revidou se levantando, saiu.

Daniel fez isso com quase dez mulheres, seu chefe não estava por perto, então ele fazia tudo do seu jeito: Não estava com saco para ouvir e fazer perguntas o dia todo. Então... Só pegava o currículo e mandava sair.

Aproveitou que estava alguns minutos sozinho e começou a reclamar. — Porcaria, porque transei com ela? Mas que vida é essa minha... — Murmurava. — Que dor de cabeça...

Parou de reclamar assim que viu a porta se abrir. — Oi. — A mulher disse olhando para sua bolsa, guardava o celular enquanto entrava.

Daniel ficou paralizado. Mesmo sem a moça o olhar diretamente, ele já tinha a reconhecido.

Julie levantou o rosto, os dois se encararam e um silêncio estranho surgiu.


Notas finais
Hmm, Thalita finalmente conseguiu o que queria, será que isso vai mexer com o Daniel? ;p
E a Julie? O que veio fazer ali? Ela vai querer um emprego... Mas para quê?
Comentem! Obrigada *-*