Notas iniciais
Hoje, segunda-feira... Já é minha semana de provas... Ando mt ocupada e não vai dar para responder os comentários agora, mas amei todos! TODOS mesmo! Vocês são de mais! Espero que gostem do capitulo, beijos!

JÁ IA ESQUECER AQUI, obrigada pela recomendação I am a Unicorn fiquei mt animada! *-* Obg! Fico feliz em saber que você está gostando! ^^ ' Amei sua recomendação, bjs

Daniel chegou no seu trabalho, abriu a porta do escritório e assim que entrou viu Thalita sentada em cima da sua mesa, com as pernas cruzadas, deixando sua saia social subir levemente. Ele não disse nada, já estava cansado de dar sermões para a loira e decidiu se poupar das palavras.

Apenas se aproximou, ajeitando sua gravata frouxa. — Saia de cima da mesa. — Pediu, autoritário.

Ela sorriu, descruzando suas pernas, se limitou a obedece-lo. Segurou seu braço, passando a mão por seu ombro e descendo para o peito. Ele deixou, não tinha mais forças para repreende-lá. — Senti saudades de você Dan, me deixou aqui sozinha enquanto estava curtindo a sua folga... Menino mal. — Continuou com as mãos na sua barriga, subindo até o pescoço, onde afrouxou a gravata. — Hm, está mais... Forte... — Disse sentindo que seus músculos estavam mais ''cheios''. — Anda malhando?

– É, um pouco. — Respondeu fraco. — Eu precisava me distrair com alguma coisa, e já fazia um tempo que eu não ia para a academia.

– Hm, se distrair é? Do que?

Daniel andava calado a semana inteira, por fora parecia ''normal'', mas por dentro estava em tempo de explodir. Precisava desabafar com alguém, já que não tinha o Félix, nem o Martim, nem sua mãe por perto. Ele resolveu falar com a Thalita. — Da Julie.

Thalita sorriu em pensamentos. — Oh, o que essa mulher está fazendo contigo?

– Eu não sei o que está havendo com ela, já se passou quase quatro meses depois do acidente... Poxa... Ela poderia se conformar um pouco com a morte do bebê, mas parece que a cada dia que passa ela fica ainda pior... Eu sou carinhoso com ela, pergunto como foi o seu dia, tento beija-lá, abraça-lá... Mas ela continua indiferente.

– Você está sofrendo de mais. — Alisou seu rosto. — E eu não quero te ver assim... Porque não se separa logo dela?

– Porque isso é a ultima coisa que eu quero. Estou tentando salvar nosso casamento!

A loira revirou os olhos. — Parece que quanto mais o homem sofre, mais dá valor... Num é verdade? — Pausou. — Porque quer continuar com ela?

– Eu... Eu sei que no fundo ela... — Sorriu. — Me ama.

– Ah, é? E quanto tempo você não ouve um eu te amo dela, hein?

– Acho que... A quase quatro meses. — Suspirou lembrando das vezes em que ele dizia que a amava e ela sorria e respondia a mesma coisa. Sentia falta daquele tempo. — Semana passada, quando cheguei do trabalho encontrei ela conversando com o Nicolas na sala. — Mordeu seus dentes, cerrando seus punhos. — Você não sabe a raiva que senti quando vi ele ali...

– Porque tem tanta raiva do Nicolas?

– Como porque?? Ele e a Julie eram muito amigos... Eu não sei se... Sei lá... Ele gosta dela mais do que como amiga...

– Hm.

– O que foi? — Daniel percebeu a expressão séria de Thalita. Ele conhecia muito bem sua ex namorada. — Tá com aquela cara de que está pensando...

– É, eu estou pensando...

– No que?

– No Nicolas. — Balançou a cabeça. — Daniel, ele é advogado.

– É. — Concordou, também pensativo. — É verdade...

– Eu não sei, Dan... — Apertou seus cachos, se aproximando e descendo suas mãos para seu peitoral. — Será que ela quer pedir divórc--

– Não diga isso! E-eles... Só e-estavam conversando. E-eu cheguei e eles... Não estavam falando nada de mais.

– Hum, tem certeza? — Aquela pergunta calou fundo. Lembrou que assim que ele chegou, Julie e Nicolas desconversaram.

Ele ficou um pouco desconfiado. Mas não disse nada, apenas abaixou a cabeça, preocupado...

– Daniel, não esqueça nunca... Eu te amo. — Ela encostou seus narizes, porém, ele virou o rosto para o lado.

– Me ama mesmo ou só quer se vingar da Julie?

– Eu te amo, claro. Nunca te esqueci... Sei que não te dei valor quando estávamos juntos, mas ai eu percebi o homem maravilhoso que você é. — Balançou a cabeça, alisando o rosto de Daniel. — E vi que cometi o maior erro da minha vida...

Com aquelas palavras, Thalita conseguiu ganhar um sorriso de Daniel, um sorriso fraco e apagado. Mas mesmo assim, era um sorriso. Ela o abraçou, beijando a gola da sua blusa. Deixando uma forte marca de batom vermelho. — Tá bom. — Daniel se soltou, ainda sorrindo levemente, estava tão carente que até aceitou o abraço da sua ex-namorada. — Pelo menos alguém me ama... — Disse alisando seu queixo, Thalita sorriu. — Agora saia, eu preciso trabalhar.

– Claro meu amor... — Beijou seu rosto.

Passou por ele, abriu a porta e foi para a sua sala. Se sentou na cadeira. Sorrindo.

[...]

Depois de um longo dia no seu escritório, Daniel dirigia.

Estava sério, atento a estrada larga e perigosa. Até que, no espelho retrovisor do carro, viu a marca de batom na sua blusa. — Droga... — Sussurrou. Agora controlando o volante só com um braço, enquanto com o outro, tentava limpar a marca vermelha sem sucesso, na verdade, sujava ainda mais a sua blusa, borrando o vermelho do batom na gola. — Não... Isso tem que sair... — Estava distraído com a mancha até que...

Quase bateu com um carro que vinha na direção contrária, só ai Daniel percebeu que estava quase entrando na outra pista... — Filho da puta! — O motorista do outro carro gritou.

– Nossa... Nossa... — Seu coração estava acelerado, voltou a dirigir normalmente. — Quase que eu morro... — Sussurrou, afinal, com a velocidade que ambos estavam a batida seria fatal.

[...]

Chegou em casa, encontrou Julie sentada no sofá. Ela o viu mas não disse nada. — Boa noite. — Daniel resolveu quebrar o gelo.

– Boa noite. — Respondeu sem encara-lo, estava concentrada no filme de terror que assistia. — Vem ver comigo, estou com medo.

Daniel a olhou, quase sem acreditar naquilo. — Como assim? — Estava confuso. — Você quer que... Eu assista... Com você? Nós dois juntos?

– Ah, se você quiser né... Se estiver muito cansado deixa...

– Não! Eu assisto. — Se sentou ao seu lado no sofá. — Vem cá, deita aqui...

– N-não, e-eu... Estou bem assim. — Disse abraçando a almofada.

Se passou quase meia hora, o filme estava envolvente e assustador. Daniel ainda estranhava a atitude de Julie. Ela o tinha chamado para assistir o filme, mas mesmo assim, ainda estava um pouco afastada...

– Me dá... — A morena sussurrou, desabotoando a blusa de Daniel. — Estou com frio.

Ele assentiu, retirando sua blusa social e colocando em seus ombros. — Então me abraça que eu te esquento...

– N-não sei... Não quero te abraçar, Dan... — Ele não a deixou terminar, puxou seu braço e a fez deitar em seu peito. Julie acabou aceitando, tentava se concentrar apenas na TV, mas não conseguia deixar de fitar o físico de Daniel. Ela o abraçou ainda mais, pousando sua mão no seu pescoço e enrolando seus cachos com os dedos.

Daniel segurou seu rosto, sorrindo. — Porque está tão boazinha comigo, meu amor...

Ela sorriu fracamente. — Sei lá... — Respondeu, mas no fundo, sabia muito bem...

Foi se ajeitando, ainda um pouco sem jeito, se agarrou mais a Daniel. Continuaram assistindo o filme, até que Daniel passou seu braço por volta do ombro da morena. Tocava no seu rosto, descendo a mão para o pescoço... Desceu até o seio. Onde ela lhe deu um tapa.

– Olha a mão boba! — Disse se soltando do abraço.

– D-desculpe...

– Não é porque estou te abraçando que eu quero que você fique me tocando, ouviu?

– D-desculpe, não se solta de mim não Juh, volta aqui... — Segurou seu braço, ela deitou em seu peito novamente.

Mas foi ai que viu a marca de batom na blusa de Daniel, que estava a aquecendo. — Hum...

O loiro ficou tenso assim que Julie percebeu a marca. Logo pensou que ela teria um ataque de ciúmes. Ele ficaria até feliz com um desses ataques, afinal, se existe ciúme existe sentimento também.

– A blusa está um pouco suja, não é... — Ela apenas riu, retirando a blusa de seu ombro. Viu que era uma marca de batom, mas continuou rindo.

– Não é o que você está pensando...

Julie se levantou. — Tanto faz. — Deu de ombros, sem se importar. — Vou por na máquina, amanhã eu lavo.

Depois de alguns minutos, Juliana voltou para a sala. Agora usava um casaco seu para se esquentar do frio da noite. Ela se sentou, deitou a cabeça no peito de Daniel e os dois continuaram abraçados. — Batom vermelho... — A morena sussurrou isso, mas Daniel ouviu. — Quem foi que sujou sua blusa? — Perguntou sem nenhum pingo de raiva. Na verdade, estava calma até de mais.

– A Thalita. — Nem mesmo depois da resposta de Daniel ela ficou com ciúmes.

– Hum. Tenho que admitir que vocês formam um casal bonito...

– Não foi nada de mais, ela só beijou meu pescoço, eu nem tinha sentido... Tá bom? Não fique chateada...

Julie riu. — Relaxa, porque eu ficaria chateada, hein?

Daniel se calou com aquela pergunta: Como assim... Como assim ela não estava chateada com aquilo? Julie e Thalita nunca foram amigas, ainda mais porque ambas disputavam o coração de Daniel.

[...]

O filme tinha terminado, Daniel xingou em pensamentos com isso, afinal, essas duas horas e meia junto a sua esposa passaram rápido para ele. Ele queria continuar ao lado dela a noite toda, até amanhecer. '' Até a eternidade... '' — Pensou.

E a sacudiu. — Acorda, o filme acabou.

Ela abriu os olhos aos poucos. Sorriu fracamente e beijou o rosto do seu marido, Daniel a olhou torto, ainda desconfiando do seu jeito carinhoso. '' Porque de uma hora para outra ela ficou assim? '' Ele se perguntava.

Mas retribuiu o beijo. — Huh, e-eu dormi aqui... — Ela foi se sentando. — E agora vejo o quanto esse sofá é desconfortável, né...

– Eu já até me acostumei...

Ela abaixou a cabeça. — Está tão frio... — Comentou ainda fitando o chão. — Eu não vou conseguir dormir sozinha. — Agora olhava para Daniel.

Um sorriso fraco foi se formando no seu rosto, até que ficou sério. — Tá. O que está acontecendo aqui?

– O que?

– Você está... Tão boa comigo... — Ela abaixou a cabeça com suas palavras. — Me diz o que aconteceu Julie...

– V-você... Vai saber... — Sussurrou, mas Daniel não ouviu. — Eu vou dormir... — Pegou sua mão, sem entrelaçar seus dedos. Daniel também se levantou e ela o levou até o quarto.

Ele tomou um banho quente.

Juliana já estava deitada na cama, com mil e um pensamentos em mente. Não sabia se ficava feliz ou triste com sua decisão. Estava completamente confusa naquele momento. As vezes achava que ainda amava Daniel, outras vezes pensava justamente o contrário disso...

Daniel saiu do banheiro do quarto, usava só uma cueca box. Levantou o edredom grosso e se deitou na cama, colocando seu braço direito no ombro de Julie e a puxando, ela se deitou no seu peito.

– Como foi seu dia no trabalho?

''Mais diálogo? Porque ela quer tanto conversar comigo?'' — Foi normal... Atendi pessoas... Agendei horários...

– Mais alguma coisa?

Ele franziu a testa. — Está querendo conversar sobre a marca de batom na minha blusa?

– Não é isso, eu nem estava pensando nessa besteira...

– Besteira? M-mas... É uma marca de batom... Na blusa do seu marido, e você acha isso besteira? Não se importa com isso?

– Nem um pouco...

– ...

– Mas me conta, houve alguma outra coisa?

– Um quase acidente de carro, talvez.

Ela levantou o rosto, o encarando assustada. — Quase. Eu disse quase.

– Você se machucou?

– Não. Mas foi um susto... Eu quase tive um ataque do coração, se eu não desviasse com certeza não estaria aqui...

– Mas... Que perigo... — Só agora mostrou preocupação.

– É, mas... Não houve nada, eu estou bem. — Ele a abraçou. — E estou aqui com você.

– Hm... — Julie retribuiu o abraço. — Eu não quero que nada aconteça com você, quero que você seja feliz...

Ele não disse nada, estranhava aquelas palavras. — Mas eu sou feliz, b-bom... Não esses dias... M-mas... Sou feliz.

– E eu quero que continue assim. — O abraçou ainda mais. — Eu te adoro Daniel, mesmo que eu não demonstre muito bem isso esses dias...

Ele continuava estranhando aquela conversa. — O que aconteceu? — Foi direto ao ponto.

Ela suspirou. — A-ah, só... Estou falando... Aconteceu que... Eu... te adoro muito, amigo. — Sorriu fracamente.

– Amigo? — Ele levantou seu corpo, se sentando na cama, a encarava com seriedade.

– É, amigo. — Segurou sua mão.

– Amigo não... Eu não sou só seu amigo... — Ele tentou beija-lá, mas Julie desviou seu rosto.

– Daniel, não torne isso mais complicado do que já está sendo, por favor... — Balançou a cabeça.

Ele estava calado, ainda não acreditava naquele discurso. — Então... Indiretamente você está me dizendo que não me quer mais...?

– Indiretamente não. É... Diretamente mesmo. — Ele abaixou a cabeça. — Me desculpe Daniel, eu te adoro...

Ela o abraçou.



Notas finais
Que triste... :((

O que acharam? Será que o Daniel vai aceitar a separação ou vai tentar salvar o casamento?