Corações Em Chamas
4 A Ira.
Notas iniciais
Igor chegou em casa batendo a porta, chutando os enfeites da mesa de centro, que ficava na sala, derrubando as coisas da estante de livros, e tacando o controle da televisão na janela.
– Que ódio dele. Eles vão me pagar caro. — Igor pegou um vaso de planta, e tacou na direção da porta. — Os dois vão morrer!!!
A mãe de Igor entrou na sala, meia apreensiva, e sentou ao lado dele. Igor estava chorando de tanto ódio. Meio com receio, perguntou:
– Meu filho, tudo bem? — E tocou na cabeça de Igor.
– O que você faz aqui? Sai da minha casa. SAI! — Igor gritou.
– Mas Igor... Meu filho. — A mãe se levantou, tentando se aproximar do filho.
– Some daqui, sua velha. Vai embora. Quer que eu chame o asilo ou você vai embora por livre e espontânea vontade? VAI SUA VELHA!
A mãe de Igor, começou a chorar com medo do filho, que pegou umas peças de madeira e começou a tacar pra tudo que é lado. Sua mãe foi pra debaixo da mesa, e começou a chorar mais ainda, tentando se proteger.
– Igor, para. Por favor, para. — Ela chorava sem parar.
Igor abaixou, puxou sua mãe pelo braço, abriu a porta e a empurrou pra fora.
– Agora some daqui, e nunca mais volte. — Igor gritou com sua mãe, e fechou a porta na cara dela.
Igor foi pro seu quarto, e pegou umas coisas. Foi em direção a sala, e em meio a toda aquela bagunça, Igor começou a procurar a chave do seu carro. Achou ela jogada no canto. Pegou sua chave, e saiu sem nem trancar a porta. Tacou uma mochila no banco de trás, e entrou no veiculo. O olhar de Igor estava ódio puro.
Depois de dirigir por quase 2 horas, Igor chegou num casebre no meio do nada. Pegou sua mochila, e entrou no casebre. Era um lugar muito humilde, tinha umas correntes, umas cordas, uns galões que pareciam ser de gasolina, uns sacos de mantimentos (provavelmente tudo fora de validade), e muito, mas muitos ratos, muitas teias de aranha e baratas. O lugar parecia ter sido abandonado, e não era frequentado a muito tempo. Dois homens entraram no casebre, enquanto Igor estava arrumando o lugar.
– Que bom que vocês chegaram. — Igor sorriu. — Tenho um trabalho pra vocês. Esse é perigoso.
Os dois caras se olharam e deram uma rápida risada. Então um deles falou:
– Perigo? Eu tomo perigo no café da manhã.
– Assim que é bom.
– Qual o serviço chefinho? — Um dos caras perguntou.
– Vocês vão sequestrar uma pessoa, e matar. Mas antes de matar, quero fazer essa pessoa sofrer.
– Hum... Parece interessante. Conte mais.
– Vocês vão deixar passar um tempo. Não podem fazer nada agora. Entenderam?
– Sim.
– Ótimo. Vocês vão seguir uma pessoa, e me passar todos os passos dela. Onde mora, onde frequenta, e com quem sai. Eu vou dar o sinal verde pra vocês. Pra isso, vocês vão ter que andar sempre com ferramentas dentro do carro.
– Isso a gente sempre tem conosco. Quem vamos ter que seguir?
– Hãn... Cadê? — Igor começou a procurar uma foto. — Esse rapaz. Tirei essa foto hoje. Amanhã ele deve chegar no Restaurante Sem Fronteiras, por volta de 9 horas da manhã. Sigam ele. Entendido?
– Tudo certo patrão.
– Okay... — Igor virou de costas pros capangas, e sussurrou — Ele vai ter o que merece. Tá chegando seu dia.
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