Notas iniciais
Olá queridos, *Vamos a mais um capítulo: 1. As coisas entre Thomas e Diana esquentam; 2. Helena nasce; 3. ‘Vida que segue’ seria absolutamente normal, mas... no cotidiano dos heróis da Liga, há sempre percalços e novidades! *Aproveitem a viagem: Beijos ♥

— Di, a massa já está pronta. Como está o molho? – Tom olhou para ela, que experimentava com a ponta da língua o sabor do líquido vermelho na panela.

— Está ótimo. Só preciso colocar um pouquinho mais de manjericão – Ela respondeu, dando-lhe um beijo casto nos lábios.

Eles estavam no apartamento de Tom, em Washington. Diana adorava aquele lugar: era aconchegante, limpo, simples, organizado – mesmo sendo o apartamento de um homem ocupado.

Ela amava a simplicidade da decoração: as estantes de livros, algumas pinturas surrealistas, fotografias dele espalhadas pelo apartamento, deles dois e de seu falecido irmão, Craig. Além dos pufes vermelhos e azuis na frente da grande televisão na sala. Thomas também tinha um quarto que ele usava como laboratório, onde guardava os seus equipamentos para fins de disfarce.

Ela estava com fome e cansada, mas a noite prazerosa na companhia de Tom a fez recuperar as forças. Eles comeram um pene maravilhoso e tomaram algumas taças do vinho Blanc de Noir que Diana levou. Depois, lavaram a louça juntos, rindo enquanto conversavam na cozinha.

Thomas olhou nos olhos da beleza morena em sua frente e não resistiu.

— Diana... – Ele agarrou-a suavemente para beijá-la.

A princesa ficou em silêncio, retribuindo o beijo e soltando um leve gemido. Ele continuou a devastar os lábios por alguns minutos, as mãos viajando para cima e para baixo em sua coluna vertebral. Sua cabeça estava girando como uma roda gigante e ele encontrou o desejo de despi-la emergindo à superfície desesperadamente, quando, de repente, ela buscou fôlego.

— Nós temos sobremesa? – Diana falou.

Nêmesis queria dizer ' você como sobremesa seria uma ótima opção', mas conseguiu conter-se. Em vez disso, ele limpou a garganta e fez um gesto para a geladeira.

— Que tal sorvete de Nutella e flocos?

— Eu quero! – Ela foi rápida em responder. – Vou pegar para nós!

Diana quase voou para a geladeira, deixando Tom meditando consigo mesmo. Ela abriu o freezer e pegou o sorvete e o despejou em duas taças. Ela decorou com cerejas e calda de caramelo. Depois, levou a taça até Tom, que estava sentado no tapete em frente a TV da sala, com as costas apoiadas no pufe, tocando violão. Diana mordeu os lábios.

— Eu não sabia que você tocava?! – Ela disse.

Ele deu de ombros e empurrou o queixo para o canto, onde havia uma foto do irmão.

— Aprendi com o Craig. Esse violão era dele. – Ela viu a tristeza em seus olhos.

Ela impulsivamente inclinou a cabeça para olhar para o namorado dela, e descobriu que Tom estava olhando para ela fixamente, com os olhos dourados da cor de avelã.

— O que foi? – Ela disse, tímida.

Ele sorriu: – Vou tocar pra você!

Diana se inclinou para trás e fechou os olhos enquanto ela ouvia Tom tocando algumas músicas antigas. Ela reconheceu Led Zeppelin – ‘Stairway to Heaven’ e algumas canções de Eric Clapton. Todas clássicas! A voz de Tom era leve e melodiosa, muito diferente de seu tom descuidado de costume, quando falava em público.

Então, ela abriu os olhos e viu como ele olhava para ela cheio de amor e desejo. Ela engasgou ao perceber que ele a estava ‘comendo com os olhos’, tamanha a intensidade de seu olhar.

— Sua vez! – Thomas disse a ela.

— Não, não. Eu não sei tocar! – ela protestou.

Então, de repente, como se por magia, Tom ficou atrás de Diana, colocando-a sentada entre suas pernas. Ele colocou a guitarra no colo dela, dizendo a Diana como manter adequadamente a delicadeza dos movimentos e mostrando como executar algumas notas. Ele sentiu a fragrância doce dos cabelos da sua namorada e ficou inebriado.

Depois de um tempo, ele parou de ajudá-la a dedilhar. Ele esfregou a bochecha na bochecha de Diana e deu-lhe um beijo suave quando ela se virou para encará-lo, sussurrando no seu ouvido:

— Eu te amo, Diana! – ele mordiscou sua orelha e ela não disse uma palavra, apenas a gemeu e arqueou as costas. Com isso, Tom tirou a guitarra de seu colo e a deitou no tapete.

— Tom... – ela sussurrou de prazer, olhando em seus olhos.

— Não vai acontecer nada que você não queira, Diana... Eu não vou forçar você a nada. Eu nunca machucaria você! Você confia em mim? – Thomas questionou.

Ela assentiu positivamente.

— Eu vou ser gentil, eu prometo. – Ele lambeu seu pescoço até o topo dos seios e o corpo dela tremeu como resultado. Lentamente Thomas desabotoou o vestido e começou a beijar seu corpo inteiro.

— Eu amo você, Diana... – Ele disse novamente com a voz rouca. A princesa amazona estava usando uma saia simples, de algodão, na altura dos joelhos. Quando ele moveu as mãos para baixo, sentiu a umidade quente formar-se entre suas pernas.

— Eu também te amo – Ela suspirou.

Ele sorriu para isso com a satisfação de um menino que ganhou seu presente mais amado. Ele a beijou apaixonadamente e empurrou seus quadris contra os dela... A noite seguiu com romantismo e carinho e os dois consumaram finalmente seu relacionamento. Dizer que Thomas Tresser era o homem mais feliz do Universo era certamente um eufemismo. E Diana sorriu para sua possibilidade de felicidade.

(...)

— Você está atrasada! – O Batman latiu. Não era uma pergunta. Era uma acusação feroz. Ela era a responsável pelo monitoramento a partir da meia-noite e estava vinte minutos atrasada.

Diana não esperava pelos acontecimentos lascivos de sua noite com Tom, por isso, imaginou que poderiam jantar e ainda sim ela estaria de volta antes das 23h à Torre. Mas como já era tarde e, devido asa suas ações nada comportadas, ela precisava de um banho para tirar o cheio de Thomas de seu corpo, ela acabou levando tempo demais na ação.

— Eu... Eu tive um contratempo. Me desculpe, Batman! – Ela falou com sinceridade e nem sequer olhou para o Caped Crusader. Estava envergonhada e nem sabia explicar porque se sentia assim diante dele.

— Claro... Um contratempo em Washington, eu diria!

— Como...? Claro... o maior detetive do mundo. E eu diria que não é da sua conta. Você quer um relatório do meu jantar, por acaso? – Desta vez ela se virou para encará-lo.

— É da minha conta se envolve questões da Liga e você está atrasada, Diana!

— Que bobagem, Bruce. Você está exagerando! Eu falei com o J’onn. Disse que me atrasaria alguns minutos e ele me disse que não havia problema.

— A questão não é essa – Batman estava sussurrando com a voz baixa e ameaçadora. Ele deu um passo mais para perto dela, examinando-a por trás de suas lentes opacas – Você é a responsável pelos novatos da Liga e está atrasada para o cumprimento dos seus deveres. Que tipo de exemplo você está dando, princesa? Não é o curso de ação mais apropriado para alguém na sua posição. Sua ética de trabalho está em cheque!

Diana levantou o queixo: – Não questione minha ética de trabalho. Eu sempre fui completamente comprometida com a Liga e nunca deixei minha vida pessoal interferir nisso... Ninguém se importou com uma bobagem dessas, Bruce! (...) Se era tão importante assim que eu estivesse aqui no horário, por que não me contactaram?

— Seu comunicador estava inativo! – Ele cuspiu com raiva e estreitou os olhos, cerrando os dentes! – Você devia estar bastante ocupada embaixo daquele filho da...

Isso já era demais para ela. Ele estava invadindo sua privacidade, sem o menor direito de fazê-lo. Ela olhou para as lentes brancas do capuz. Havia em seu olhar raiva, dor e mágoa, tudo junto.

— Como você se atreve? (...) Quer saber?? Está insatisfeito com minha ‘ética de trabalho’?? Então, me processe, Batman!! – Mulher Maravilha abruptamente girou sobre os calcanhares, com os cabelos girando em suas costas, em resposta ao seu movimento.

O cabelo em movimento roçou o rosto de Bruce e aquele perfume invadiu sua mente, dominando-lhe todos os sentidos, fazendo-o quase perder o controle sobre os joelhos. Ela não viu, mas o Batman teve que dar um passo atrás e cobrir-se com a capa para esconder a reação imediata de uma determinada parte sensível do corpo que se manifestou imediatamente.

— Eu não terminei de falar com você, Diana... Volte aqui e olhe pra mim quando eu estiver falando! – Batman manteve a postura assustadora e autoritária que fazia tremer toda Liga, até mesmo o Superman, mas ela deu de ombros.

Com uma fúria inominável, ele a puxou, girando-a em seus braços, levando-a contra a parede, e sobrepondo seus lábios aos dela, mordendo o inferior com violência. A dor a fez abrir a boca e o choque a impediu de reagir. Mas... embora essas fossem as reações imediatas a priori, depois ela amoleceu o enrijecimento imediato nos braços do homem que tomava seu fôlego.

Diana abriu a boca, ainda em choque, e Bruce aproveitou sua vantagem para aprofundar o beijo. A mente da amazona simplesmente desligou e ela entregou-se ao sabor daquele homem que seu coração tanto desejava. Ele apertou-a ainda mais contra a parede e ela sentiu o corpo inteiro formigar. Ela gemeu baixo quando ele lambeu o pescoço e quando ele se afastou abruptamente, ela engasgou, perdendo o fôlego em sequência.

— O... O quê... O que foi isso, Bruce?! – Ela perguntou com uma voz rouca, ainda reunindo os pensamentos, tremendo, encostada à parede enquanto ele se afastava.

— Agora sim... Agora eu terminei de ‘falar com você’. Volte ao seu trabalho, princesa! – Ele fez questão de dar-lhe um sorriso sarcástico e ela, por mais que tentasse, não conseguiu esconder sua falta de controle. Ele saiu da sala, como se houvesse um pequeno triunfo dentro de si.

Diana se sentiu aquecida. Ela roçou levemente o dedo indicador sobre o lábio inferior, ainda ferido. Ele nunca a tinha beijado antes daquele jeito usando o capuz e aquilo foi incrivelmente emocionante. O problema era que agora, ela estava mais confusa do que nunca!

‘Por que, Bruce? Por que você faz isso comigo?’, ela se perguntou enquanto se dirigia à cadeira em frente às telas de monitoramento.

*****

‘Mestre Bruce’, o comunicador auricular chamou, com o sotaque britânico inconfundível de Alfred.

‘Sim, Alfred’, Bruce respondeu.

‘Está na hora!’, o mordomo informou.

‘Estou a caminho’, ele respirou fundo, solicitou o transporte para Gotham e foi ao encontro de Selina. Sua filha iria nascer e uma onda de nervosismo o invadira!

(...)

Helena Kyle Wayne nasceu numa noite chuvosa de terça-feira, com 3,800 kg, saudável, de bochechas rosadas e muito, muito chorona. Seu pai estava ao lado da mãe orgulhosa e emocionada, no hospital Geral de Gotham, segurando-a com satisfação inexprimível.

Bruce e Alfred cuidaram para que tudo fosse feito sob sigilo absoluto, derramando uma quantia obscena de dinheiro sobre os funcionários e os médicos envolvidos para que a informação não vazasse até que ele tivesse o controle de tudo. As informações de que ele teria uma filha chegariam cedo ou tarde aos tablóides, mas ele teria o controle sobre quando e como isso seria conduzido.

Selina não conseguia esconder a satisfação em seu rosto. Havia dentro de si uma vontade imensa de dar a esta criança um vida feliz e Bruce, ela imaginava, sentia o mesmo. O que não deixava de ser verdade.

O coração de Bruce estava completamente preenchido de amor por aquela pequena coisinha rosa em seus braços. Os olhinhos fechados, a carinha emburrada, desconfortável com a vida fora do útero, cheia de barulhos confusos, deram a ela ainda mais charme. Seu pai estava orgulhoso e isso era visível.

Dick, Tim e Bárbara, assim como Alfred e Leslie estavam presentes e felizes por verem que Bruce finalmente teria uma chance de felicidade em sua vida. E no fundo, era isso que ele também esperava.

Ele beijou a têmpora de Selina e sussurrou algo em agradecimento por aquele pequeno presente. De alguma forma, ele tentou confiar na sorte que a vida lhe impôs. Felicidade nunca fora um de seus objetivos e ele, sinceramente falando, também não esperava que a chegada de Helena mudasse isso.

Agora, sentindo o amor que lhe invadira com a chegada daquela criança, ele impôs-se ainda mais responsabilidades com relação aos seus entes queridos. Mas, quem sabe, ao menos um ‘respiro de alívio a vida estava lhe dando... talvez’, ele sorriu para si mesmo.

**** Metrópoles, dois anos depois ****

Ding... Dong!! Ding... Dong!! (campainha)

— Di, você pode abrir a porta? Eu ainda estou colocando o almoço na mesa! – Clark gritou para Diana, que organizava a louça na sala de jantar.

— Tudo bem! – Ela gritou de volta.

Quando Diana abriu a porta, deu de Cara com Um Bruce Wayne vestido despojadamente com um jeans, uma camisa obviamente cara, porém simples e uma jaqueta de couro de muito bom gosto – para variar. Mas algo a surpreendera mais que o sorriso em seu rosto ao vê-la abrir a porta: a pequena menina de cabelos pretos curtos, olhos esverdeados e timidez aparente, agarrada à sua perna direita.

Diana abaixou-se para encarar a pequena belezinha em seu mesmo nível de altura, olhando-a nos olhos e voltando-lhe um sorriso arrasador de corações.

— Olá, senhorita! Você deve ser a pequena Helena, certo? O meu nome é Diana. – Ela estendeu a mão para tocar a franjinha que caía sobre o rosto da menina.

Helena logo sorriu de volta, para surpresa de seu pai, que fitava as duas com simpatia e satisfação velada. Ela foi saindo timidamente de trás de seu pai e mostrando-se para a morena ajoelhada em sua frente, com um ar ‘sedutor’ que não negava seu DNA: Selina e Bruce eram dominadores plenos desta arte.

— Eu sou Helena Wayne... – Ela sorriu. – Meu pai disse que você era uma princesa de verdade!

— Ah, ele disse? Bom... isso é verdade. Eu sou sim, mas a minha casa fica muito... muito longe daqui. Vamos lá pra dentro comigo? Você gosta de cachorros? O tio Clark tem um cachorro muito legal!

— Eu amooooooo cachorros, mas a mamãe não gosta. A Isis (gata de Selina) tem medo de cães e o papai não quer me dar um – Helena logo acompanhou Diana.

Bruce não deixou de se divertir e se familiarizar com a situação. Ele achava que seria uma má idéia de Clark no começo – um almoço com a ‘trindade’ tinha a intenção clara de estreitar novamente os laços entre os três amigos, mas ele estava relutante. Porém, ao ver Diana brancando com Krypto e Helena na sala de Clark, enquanto ele colocava o almoço à mesa o deu uma sensação de felicidade que ele foi incapaz de controlar.

— Se eu fosse você eu tirava esse sorriso idiota da sua cara antes que ela perceba! – Clark sussurrou para Bruce, segurando uma travessa de lasanha.

— Não é mais idiota que esse avental do Flash que você está vestindo, Clark. – Bruce voltou à sua seriedade normal e Clarck riu.

Os dois amigos de repente ficaram encantados com a cena à sua frente: Diana e Helena rolavam com Krypto pela sala, como duas crianças, rindo, abraçando-se e recebendo lambidas do labrador intrépido do Superman. Era uma cena tão familiar e sadia, tão cheia de afeto e carinho que aqueceu o coração dos de Bruce e Kal-El. Eles se olharam com uma cumplicidade absurda. Não era preciso dizer uma única palavra. Ambos sabiam os significados presentes nas entrelinhas.

Bruce agradeceu silenciosamente a idéia de seu amigo. Ele estava grato de ver que Diana estava feliz e que a relação dela com Helena era tão fácil, assim como a abertura natural de sua filha para com ela. Ele suspirou, inconscientemente, relaxando os ombros. Aquilo o estava trazendo um sentimento de conforto e alegria que era difícil de dizer a última vez que ele sentira-se assim. Era algo como uma paz de espírito, mas ele duvidou um pouco dessa definição porque sua incredulidade o fazia vacilar. A questão é que, bom... ele estava sorrindo. Sorrindo como um idiota. Sem parar!

(...)

Helena estava numa cadeira ao lado de Diana e a princesa a ajudava a comer. Clark havia colocado algumas almofadas para dar a altura da mesa desejada para que a pequena pudesse comer tranquilamente. Bruce e Kal completaram os lugares.

— Alguém me passa as batatas? – Diana estendeu a mão.

— Se você continuar comendo assim, princesa, vai precisar fazer uma dieta – Bruce disse muito mais em tom provocativo que para enfatizar a realidade.

— Ah, Bruce! Que gentil da sua parte esse cuidado com a minha forma. Você por acaso além de detetive também é nutricionista?

Todos, com exceção de Helena, que não entendeu absolutamente nada, riram.

Bruce jamais confessaria, mas aquela tinha sido a idéia mais brilhante de seu amigo Clark Kent: Um almoço entre amigos, uma tarde no parque, um dia tranqüilo. Ele havia se recusado a ir, porque como sempre, achava tudo aquilo uma perda de tempo. Mas Diana acabou convencendo-o que valeria a apena!

Bruce voltou para casa com um quê de satisfação sobre os lábios. Ele olhou discretamente para o banco de trás do carro, onde Helena dormia em sua cadeirinha, obviamente cansada do dia agitado e feliz. Sua mente não o deixava esquecer as imagens que aqueceram seu coração: Diana e Helena e sua interação feliz e natural.