Notas iniciais
Olá leitores! *Finalmente os planos e o principal vilão – da primeira fase – foram revelados; *Espero que gostem da sequência dos fatos e da minha tentativa de dar à FIC uma boa sequência de ação; *Por favor, SE puderem, deixem sua opinião sobre os episódios que têm envolvido uma certa ação, porque eu sinceramente não tenho nenhuma experiência sobre isso e não sei se está agradando ou não. Se tiver lacunas, me apontem e eu vou tentar melhorar a estória! No mais, obrigada e boa leitura!

— Tolos patéticos... vocês acham mesmo que podem me parar?! – Savage rugiu para os três à sua frente.

‘Ou eles eram suicidas loucos ou eram uma elite bem treinada de seres formidáveis’, Savage ponderou, sem deixar-se abater, sem demonstrar sequer uma mudança de sua frequência cardíaca que mostrasse medo ou dúvida do sucesso de seus propósitos.

— Quem são vocês? – Savage perguntou com um tom tranquilo, como se conduzisse uma conversa amigável – Quem, neste mundo, é tolo o bastante para enviá-los até mim com o propósito de impedir a sequência dos meus planos?

Bruce observou que além das pessoas à frente dos computadores – cerca de dez – Savage, Slade e das três pessoas da ‘Comunicação’ desarmadas, haviam 12 homens fortemente armados lá dentro. Eles portavam armas que Bruce nunca vira na vida, mas facilmente identificáveis como de alta tecnologia. ‘Eles não parecem os mercenários contratados por Slade... devem ser do exército particular de Savage’, Bruce pensou. Mas em breve, muitos mais deverão vir até eles.

Savage observava os três com cautela e um tanto de curiosidade: No centro, um ser robusto e enigmático se impunha, coberto quase completamente – à exceção de sua mandíbula – por um traje negro que lembrava a figura de um morcego. O outro homem ao seu lado trajava uma peça única de roupa completamente agarrada ao corpo, mostrando a montanha de músculos e no peito, um símbolo similar à letra ‘S’ do alfabeto ocidental – mas a experiência milenar de Savage o dizia que aquilo estava longe de ser uma referência infantil a qualquer letra e sim um símbolo que revelava algo bem mais profundo sobre aquele homem.

Por fim, a mulher... Dos três, era quem mais atraíra as atenções não só dele, mas de todo recinto. Ela vestia uma espécie de armadura facilmente identificada por ele como de influência grega. Como uma versão feminina da armadura de Aquiles, embora a saia fosse bem mais curta. Ela portava um escudo e uma espada devidamente empunhada em posição de batalha. Os olhos ferozes e ansiosos contrastavam com a beleza arrebatadora e delicada de seus traços. Os cabelos negros como as asas de um corvo estavam presos em um rabo de cavalo, que prendia os fios até a metade de sua nuca para depois emoldurar-se numa caprichosa trança. Esta possivelmente era a mulher mencionada por Slade: forte, veloz e com poder de voo.

(...)

A guerra fria entre eles estava deixando Diana impaciente. Ela era uma guerreira e estava pronta para lutar. Todo esse silêncio avaliador antes da batalha era algo que ela dispensava sem pestanejar. Mas Bruce estava no comando e ela e Kal tinham que fazer tudo como combinado até segunda ordem.

Ninguém no recinto tomara qualquer iniciativa durante um tempo que parecera uma eternidade, mas que não passara de poucos minutos. Quando Bruce rompeu o silêncio:

— Quem é você? Quem é realmente? – o Batman acompanhou o mesmo tom de diálogo, embora sua voz ainda tivesse o timbre grave o suficiente para assustar – Nós já tivemos nossa cota de loucos com desejo de dominação... o que você quer e o que faz você pensar que não vai fracassar como tantos outros que tentaram?

— O que me faz acreditar em meu sucesso? – Ele fez uma breve pausa. – Diferente de todos aqueles que tentaram dominar o mundo e foram derrotados, eu sou um imortal, homem-morcego. – Ele começou seu discurso intimidante – Eu sou a criatura mais antiga deste mundo, seu tolo. Eu vivi inúmeras vidas, por séculos, sempre assumindo posições de destaque nas civilizações dominantes. Egito... Persas... Romanos... Espanhóis... Ingleses... Franceses... Alemães... Americanos... Por séculos eu acumulei conhecimento, poder, riqueza... Eu vi reinos caírem, civilizações ruírem, governantes destronados. Vi a morte inúmeras vezes e jamais fui atingido por ela. Eu sou um deus entre os homens e agora quero assumir meu lugar de direito, para finalmente guiar a humanidade por um caminho de ordem e prosperidade. Os homens, apesar da evolução, ainda são selvagens e bárbaros.

— O que te faz pensar que você está acima de todos nós? Que é melhor que qualquer um na Terra a ponto de ter o direito de comandar a humanidade? – Diana não fora capaz de segurar a língua e praguejou com tanto desdém quanto o que Vandal exibia.

— Sua inteligência certamente não é tão elevada quanto sua beleza, mulher. – Savage a provocou e ela fez menção de avançar em sua direção com a espada, mas foi impedida por Bruce – Além da experiência e sabedoria que acumulei vivendo inúmeras existências ao longo de milênios, minha mente ultra-desenvolvida supera a mente humana em uma infinidade de aspectos. Eu vivi milênios, seus tolos... Eu fui rei muitas vezes... comandei, direta ou indiretamente, todas as civilizações que se revezavam no poder... vocês não podem me deter! – Savage agora tinha um tom obscuro.

— Se você sempre esteve no poder, comandando o mundo direta ou indiretamente, por que isso agora? – Clark fez uma boa pergunta, Bruce pensou, embora de uma forma que parecia um escoteiro perguntando ao professor do que intimidando um vilão que quer matar mais da metade da população. – Pelo que você diz, o mundo sempre foi seu... por que isso tudo? Por que destruir parte dele?

— A humanidade atravessa um período de caos. Fome, doenças, desordem. Minha intenção é puramente colocar a humanidade novamente em um eixo evolutivo viável. A superpopulação de 7 bilhões é desnecessária. Podemos reduzir o número a 1 bilhão, sob meu comando, e teremos uma Era de paz e ordem inquestionáveis. – Vandal rebateu.

Diana não foi capaz de se conter e bufou. Aquele homenzinho era arrogante, sádico e prepotente. Um exemplar perfeito do modelo desprezível de homem que sua mãe e suas irmãs amazonas costumavam descrever para ela. Bem diferente de Bruce e Kal.

O que Savage não contara é que ele era talvez muito mais do que deixou-se conhecer. Tendo participado, ao longo dos séculos, de tantas guerras, tornou-se um estrategista brilhante. Ele teve seu nome gravado na História da Humanidade inúmeras vezes, assumindo um nome e uma aparência condizentes com cada uma das Épocas que atravessou. Ele fora o Faraó de Quéfren (no Antigo Egito); Alexandre, o Grande (um dos maiores conquistadores da História); Júlio César (Imperador romano), Gêngis Khan (o senhor da Guerra), Barba Negra (o maior pirata de todos os tempos), e Vlad III (o Empalador, cuja lenda afirma ser o temido Conde Drácula, a criatura imortal da noite).

(...)

Depois do silêncio, Bruce deu a ordem:

— Mulher Maravilha, você cuida dos guardas – Ele a viu assentir – Superman, você de Slade e eu fico com Savage!

De repente, a sala se encheu com mais guardas bem armados com os quais Diana teria que lidar.

"Ataquem!", foi o grito que Vandal soltou, cerrando os dentes em preparação para o movimento do seu adversário soturno

Um borrão de vermelho e azul passou voando, quando o Homem de Aço abordou Slade para o chão, levando-o efetivamente fora da equação. A atenção de Batman voltou-se para Diana, que estava cercada de guardas. Antes de ir direto à Savage, ele soltou alguns batarangs e bombas em direção aos opositores de Diana e ela gruniu: “Sempre tentando tirar minha diversão, não é Batman?”. Ele rosnou, com um certo divertimento na voz: “Só pra dar-lhe mais vantagem, princesa”.

Ele ouviu um estrondo seguido de resposta grunhidos do Superman, obviamente, tomar algum tipo de golpe de Slade, mas ele sabia que provavelmente seria a última que Wilson seria capaz de fazer por um tempo.

Savage sorriu malignamente enquanto olhava o morcego, com um olhar de realização. – Você não será capaz de me parar, seu tolo!

— Eu vou levá-lo à baixo – o Batman cuspiu, fechando os punhos e estreitando os olhos por baixo da máscara. – Você não terá permissão para ferir ninguém por um tempo muito longo.

Savage começou a circular lentamente seu caminho para mais perto dele, rindo de sua ameaça, apertando seu punho em uma adaga longa, que ele tirou de sua cintura. Seus braços descansavam em seus lados, parecendo não ameaçador, apesar da arma mortal que ele tinha em seu aperto. Sua mente estava correndo, no entanto, com os planos e possibilidades enquanto ele ainda avaliava seu adversário.

Diana destroçava seus adversários um a um, voando contra eles, desviando seus lasers disparados pelas armas ultra-modernas com os braceletes e batendo-lhes com o escudo e giros de perna. Sem causar ferimentos fatais, dada a recomendação de Bruce. “Apenas os deixe incapacitados... nada de feri-los a ponto de causar-lhes a morte”, ela lembrou da recomendação. Em questão de momentos, os homens de Savage foram tomados fora de ação.

Savage rosnou quando ele se lançou sobre o homem morcego, atacando-o com uma rápida sucessão de golpes de adaga. Batman usou as luvas com garras como entraves, fazendo o seu melhor para bloquear a lâmina de aço que veio perigosamente perto de seu pescoço mais de uma vez. O Caped Crusader sabia que precisava fazer algo antes que sua cabeça ou seus braços fossem cortados fora. Ele então sacudiu a testa contra a de Savage, fazendo-o cambalear e deixando-o atordoado e meio desorientado.

Batman não o esperou recuperar os sentidos e aplicou uma sequência de socos e chutes. Savage conseguiu atingi-lo próximo ao ombro, causando um ferimento profundo doloroso. Percebendo que o sangue encharcava seu ombro e descia pelo traje escuro, Bruce tentou deter os contra-ataques de Vandal.

Bruce de repente viu um conjunto de botas se aproximando, sabendo quem eram antes mesmo de olhar: Diana e Superman se juntaram a ele contra Savage, quando Diana deu-lhe sua espada.

Fúria rasgou através dele como um poderoso raio de luz quando ele pegou a espada, impondo-se à Savage, que apesar de mais forte e com técnicas de luta milenares, ainda não se comparava ao Morcego. “Agora, Superman”, ele gritou e o Homem de aço segurou Savage, imobilizando-o depois que Bruce o encurralou com a espada colocada rente à garganta do ditador.

— Mulher Maravilha, prenda todos, inclusive Slade (que havia sido batido pelo Superman). Eu vou tentar impedir as explosões! – Batman argumentou.

Bruce se dirigiu ao console e começou uma série de tentativas para parar a contagem regressiva de explosões. Ele já tinha avisado à Segurança Nacional, à ONU e à Agências de Inteligência pelo mundo das ações do grupo, sem assumir a autoria, no entanto, apenas identificando-os como ‘agentes da justiça’. Em pouco mais de meia-hora, Bruce teve êxito e os telões no salão mostravam os governos de diversas partes do mundo onde as ogivas foram direcionadas vibrando de emoção e alívio.

Savage ria pesadamente: – Vocês acham mesmo que acabou? – Ele deu um simples comando de voz e uma luz acendeu no console marcando mais uma contagem regressiva. Desta vez, ao que parecia, era uma contagem de auto-destruição. Em menos de um minuto, tudo iria pelos ares!