Coração é terra que ninguém vê
8 A memória mais marcante
Notas iniciais
Diana olhou rapidamente o relógio despertador no criado mudo. Já passava das 5h30, o fim da estação de Verão ainda mostrava seus sinais evidentes em Metrópolis e logos os raios de sol iriam tomar seu lugar através das cortinas brancas da janela do dormitório. Precisamente às 6h, o despertador deixaria bem claro para ela que seria hora de acordar... ‘Em nome de Hera... eu ainda nem dormi’, ela pensou, amaldiçoando-se por não conseguir dormir.
Depois da conversa com Kal, seu pensamento e seu coração não lhe deram trégua. Passara a noite toda e boa parte da madrugada chorando, com o peito apertado, sentindo-se exposta e questionando as decisões que tomara. Duvidava do próprio julgamento. Duvidava de si... Pela primeira vez na vida! ‘Eu não consigo’, foi seu pensamento imediato... ‘Você é uma guerreira amazona imortal, a campeã dos deuses, Diana. Aja como tal’, ponderou, buscando reforço em seus credos e tradições!
Pegou o celular no criado mudo, ao lado do despertador, com as mãos ainda ligeiramente trêmulas... Queria ligar pra Clark. Queria saber como foi a conversa com Bruce. ‘O que ele disse?’, seria a pergunta óbvia que ela faria ao seu amigo, mas seu coração sabia que, no fundo, tudo que ela queria honestamente saber era: ‘o que ele disse sobre mim? Sobre nós?’. Isso sim era o que realmente a afligia. Estava enlouquecendo com todo esse silêncio. ‘Ele ainda me odeia?’; ‘Um dia, ele será capaz de me perdoar?’... Todas as lembranças, dúvidas e medos pareciam emergir de uma vez só, ao mesmo tempo.
Estava furiosa porque Kal não havia dado notícias depois de ter falado com Bruce. Afinal, era só uma permissão. ‘Bastava esperar por um ‘sim ou não’, nada mais, Kal!’, decretou em pensamento, enfurecida. Olhou novamente o relógio: 5h45. Ainda era muito cedo para ligar, mesmo que Kal fosse seu melhor amigo. ‘Não, Diana... não faça isso!’. Então, contentou-se apenas em enviar mais uma mensagem de texto, somando-se às outras 18 que já havia enviado durante a noite, para que ele visse quando acordasse.
(...)
Já eram 7h da manhã quando Diana resolveu que era hora de pôr-se de pé, meio a contragosto. O corpo moído, a dor de cabeça e as olheiras visíveis mostravam o resultado de sua noite mal dormida. Pensou seriamente em ficar na cama o dia todo, embaixo dos lençóis, se escondendo da luz do sol e dos amigos. Definitivamente, ela não estava em condições de participar das interações sociais... Queria ficar sozinha! Mas conhecendo seus amigos, especialmente Shayera, sabia que em algum momento a ruiva sentiria falta dela e invadiria o quarto sem cerimônia.
Sem a opção de fazer o que realmente queria, que era isolar-se do mundo sob as cobertas, foi até o banheiro para tomar um banho frio, devidamente refrescante, para contrastar com as altas temperaturas do verão de Metrópolis. Vestiu-se com um delicado vestido de verão, branco, estampado com imagens de margaridas e lírios muitíssimo miúdos. As alças, muito finas, sustentavam um decote quadrado, bem estruturado no busto, como se feito sob medida. A cintura, bem marcada, que parecia prendê-la, contrastava com a saia, fluida, solta e livre, quatro dedos acima dos joelhos. Era uma versão moderna e delicada dos vestidos da década de 60! Estava longe de ser sofisticado e chamativo, mas ‘é confortável e há de servir’, pensou imediatamente, sem preocupar-se com vaidades desnecessárias!
Arrematou o look com uma sapatilha sem salto, com design romântico, combinando com as cores do vestido e prendeu os cabelos num rabo de cavalo despretensioso. Pegou a bolsa, um cardigam, para o caso de esfriar à noite e tomou seu rumo para longe dali, sem sequer incomodar-se com o fato de não ter um destino sequer desenhado na mente.
(...)
A amazona caminhou por quase toda cidade, detendo-se pacientemente a observar às diversas paisagens que encontrou em seu caminho. Pôs-se a observar as contradições dos espaços e apreciar a diversidade das coisas. Imensos parques contrastando com a selva de pedra dos edifícios que se multiplicam pela metrópole. A melodia frenética dos passos dos cidadãos eternamente apressados atravessando as avenidas do Centro, repleta de Bancos, Bolsa de valores, lojas caras e escritórios de advocacia multi-milionários.
Percebeu que estava com fome e olhou o relógio de pulso: Duas da tarde! ‘Já?’, pensou, surpresa com a velocidade do tempo. ‘Kal deve ter ligado’, imaginou, antes mesmo de verificar o celular na bolsa. Mas algo a fez mudar de ideia. Medo? Fuga? Nem ela sabia... Ela não estava pronta. Talvez fosse a sensação de que precisava buscar forças antes de encarar seus próprios demônios. Talvez...! Resolveu que ia almoçar antes de ‘retornar à realidade’. E lembrou-se de um restaurante que ficava há dois quarteirões de onde estava, onde Dinah a levara.
Tomou seu rumo, caminhando lentamente pela Alameda Garden, em busca do seu destino. Deteve-se, inadvertidamente, em frente a um suntuoso prédio residencial de alto padrão, incapaz de mover-se, por um bom tempo, em pé, contemplando o vai-e-vem de hóspedes e transeuntes. Perdera a fome, depois dos primeiros vintes minutos... Resolveu sentar-se num dos bancos do parque que servia de vista aos moradores do edifício.
Não sabia porque se deteve tanto tempo ali, na observação inútil, ora dos moradores do prédio, ora das pessoas no parque. Era um lugar agradável, com uma área verde absolutamente encantadora, um pequeno lago, onde dois casais faziam um passeio romântico de barco; havia um playground bem ao norte, com dezenas de crianças se divertindo nos aparelhos infantis; além de inúmeras pessoas dispostas sobre a grama, sozinhas ou em grupos, lendo, conversando, namorando...
Foi quando ela, de repente, sentiu seu coração partir-se em pedaços, com o golpe esmagador da própria solidão. Foi quando percebeu que nunca teria uma vida assim; que nunca teria a chance de experimentar a felicidade da vida simples; que nunca poderia apenas amar e ser amada por aquele que seu coração escolheu... e se censurou por sentir inveja daquelas pessoas de vida simples, que podem dar-se o direto de serem o que quisessem, amar a quem quisessem e dar às suas vidas o rumo que decidissem.
Então ela chorou, silenciosa e resignadamente... Buscando na memória as lembranças do amor que fora obrigada a dispensar.
Flashback on
Era uma madrugada bem comum em Gotham, como as outras que ela experimentara desde que saiu de Themyscira. O clima ameno do outono não era motivo para causar-lhe desconforto. Aliás, conforto era um eufemismo diante do que a mansão Wayne proporcionava a seus hóspedes. Mas Diana não conseguia dormir, olhando fixamente para o teto, enquanto esperava que o cansaço lhe concedesse o descanso merecido.
‘Era uma noite de sábado’, sua memória conseguia precisar, tamanha a importância dos acontecimentos e ela estava sozinha. Alfred havia tomado um vôo para Londres há cerca de dois dias, a fim de receber uma condecoração honrosa da coroa Britânica, pelos serviços prestados à Rainha, quando serviu ao serviço secreto britânico. E Bruce estava patrulhando nas docas, seguindo uma pista quente de que o Pinguim planejava um roubo do combustível atracado no cais, ou algo parecido. Se dependesse de sua vontade, ela estaria lá com ele, em patrulha. Mas ele só permitia que ela o acompanhasse nas diligências em busca da ‘amazona fujona’.
Sem esperança de obter pelo menos algumas horas de sono, resolveu descer até a biblioteca, a fim de encontrar algo para ler que a relaxasse, sem se importar de cobrir-se apenas com uma camisola de seda, das muitas que Alfred lhe comprara – seguindo as ordens de Bruce, de providenciar-lhe tudo que fosse necessário para que ela tivesse um bom tempo na mansão.
Procurou a sessão de romance e poesia em meio a imensidão de prateleiras dispostas nas inúmeras e gigantescas estantes de madeira. Não fora tão difícil, já que Alfred lhe mostrara anteriormente onde achar o que precisava, recomendando-lhe os títulos mais memoráveis da cultura literária do mundo do homem.
Ela já havia lido diversas peças de Sheakespere e vários poemas de Virgínia Wolf e queria algo fora desse contexto... Quando se deparou com uma brochura antiga, com as letras laterais já bem desgastadas, que dizia: ‘Orgulho e preconceito’, em letras douradas descascadas. ‘um romance de Jane Austen. Lembro-me de Alfred me dizer que é muito bom’, falou para si mesma, enquanto deixava-se cair desleixadamente no confortável e luxuoso sofá de couro da biblioteca.
Era precisamente 4h45 da madrugada quando Diana percebeu o movimento do imenso relógio de pêndulo do cômodo. Obviamente, ela já sabia que o relógio guardava a entrada de acesso à Batcaverna e isso significava que Bruce estava de volta da patrulha... E como por encanto, como de costume, seu corpo começou a reagir à sua presença – ou a expectativa dela: o rubor já alcançara as bochechas, os músculos já ficavam tensos e o coração acelerava.
Ela o recebeu com um amplo sorriso emoldurando o rosto delicado. Os olhos brilhavam ansiosos e o coração batia acelerado de excitação. Ela o viu atravessar a passagem até a biblioteca, enquanto lentamente o relógio voltava à posição de origem. Ele usava uma calça de moletom acinzentada e uma camisa preta despojada. Os cabelos estavam molhados e o perfume –‘provavelmente uma lavanda pós-banho masculina’, ela pensou – indicavam um banho recém-tomado.
Ele imediatamente sorriu quando a viu no sofá, esparramada preguiçosamente, com um livro no peito. A esta altura do campeonato, já não escondia seus sentimentos dela, de Alfred ou de si mesmo. Estava perdidamente apaixonado.
— Pensei que estivesse na cama, princesa?! – Disse Bruce, com sua envolvente voz aveludada, enquanto sentava-se no sofá.
— Eu não consegui dormir, Bruce... – respondeu Diana, ajustando-se junto dele, aninhando-se em seu colo, enquanto deitava manhosamente a cabeça na curva do pescoço.
Ele podia sentir as ondas de choque percorrendo seu corpo simultânea e repetidamente, assim que sentiu a ofegante respiração de Diana na curva do pescoço. Ele estava quente e ela estava em chamas... A finíssima camisola de seda não cobria quase nada de seu corpo, sendo incapaz de levar os pensamentos lascivos que se formavam em sua mente neste momento.
— Diana?! – Ele sussurrou, fazendo-a voltar-se para ele imediatamente. ‘Eu preciso dela... Eu a quero desesperadamente!’; ‘Ela também me quer?’, pensou, ao olhar para ela enquanto procurava as respostas em seus profundos olhos azuis.
— Bruce?! – Ela respondeu melodiosamente, com um brilho no olhar que pareciam labaredas de um fogo azulado. Dando a Bruce a certeza de que ela o queria tanto quanto ele a ela.
Bruce passou ambas as mãos por entre as camadas de seu cabelo sedoso, puxando gentilmente sua cabeça para trás e inclinando a face em direção a ela. Ele fechou os olhos, consultando seu último traço de resistência racional. Quando seus olhos se abriram, voltados para ela, eles ardiam em desejo.
Diana soltou um gemido inaudível, enquanto queimava de excitação por dentro, imaginando o que estava por vir. Logo em seguida, Bruce já estava devorando-lhe os lábios, buscando abrir espaço para uma dança de línguas ferozes, que devastavam um ao outro por entre beijos. O que eles queriam era urgente, era feroz, era incontrolável, era indomável.
Há um mês atrás, quando se beijaram pela primeira vez, experimentaram a troca incessante dos beijos delicados, a descoberta do toque sutil na pele um do outro, a delicadeza contida na troca de olhares e sorrisos cheios de rubores... Agora eles queriam mais... e o desejo cresceu em necessidade e urgência tamanha que se fez dominador e descontrolado.
Após um breve momento de hesitação, ela começou a responder seus beijos com a mesma intensidade libertadora e frenética. Toda emoção contida que eles tinham colecionado um pelo outro ao longo dos quatro meses desde que se conheceram fora vertida numa dança particular na sequência de beijos ardentes.
Delicadamente, ele retirou as mãos de seu cabelo e tomando-lhe pelos braços, levando-a no colo pelas escadas, em direção à suíte principal, alternando beijos suaves e pequenas mordidas em seus lábios e ao longo do pescoço.
Diana colocou os pés descalços no carpete macio do quarto de Bruce, tentando controlar, sem sucesso, o turbilhão de sentimentos que a dominavam naquele instante. Bruce logo colocou as mãos em sua cintura, trazendo-a para perto, fazendo com que ela sentisse sua excitação cada vez mais latejante. Lentamente, concentrou sua atenção em beijá-la, mordiscando seu pescoço, bem abaixo da orelha, abrindo caminho com a língua, enquanto descia por todo comprimento até o topo dos seios. Sua mão deslizou para cima do ombro, removendo o que sustentava a camisola, para descobrir cada polegada que podia antes de refazer a trilha com mais beijos ardentes.
Diana gemeu baixinho, sussurrando com a voz cheia de trepidação: "Bruce, o que é isso?", perguntou, quando sentiu a evidência clara de sua excitação na altura do umbigo... Ele esboçou um sorriso furtivamente malicioso em resposta e ela. ‘Não se preocupe, princesa. Eu tenho tudo sob controle’, ponderou. Ela instintivamente envolveu seus braços em volta do pescoço dele, entregando-se relaxadamente aos seus beijos, sem preocupar-se com o porvir.
Inclinando-se, Bruce beliscou e beijou Diana ao longo de sua clavícula enquanto massageava seus seios. Sob o tecido, os mamilos endureceram quando ele esfregou os dedos através deles, provocando um gemido ofegante dela. Lentamente, ele deslizou as mãos para baixo, curvando-se ligeiramente para acariciar sua intimidade, por entre as coxas. Seus dedos fizeram e refizeram inúmeras vezes o mesmo caminho, enquanto ele puxava a boca dela por tempo suficiente para conter todos os gemidos que ela emitia.
Com uma intensidade cada vez maior ele a beijou novamente, com uma das mãos enfiando-se através do cabelo dela, para segurá-la na posição em que a queria, com os lábios presos nos dele. Ele serpenteou seu braço ao redor da cintura de Diana e, com a mão em seu traseiro agora nu, levou-a para a imensa cama no centro do cômodo.
Abrindo os olhos, Bruce se afastou ligeiramente dela, fazendo-a encará-lo com um olhar de interrogação, decepcionada com o intervalo do contato. Diana se mudou para o lado direito da cama, assistindo Bruce despir-se, correndo os olhos sobre sua forma com um brilho predatório. Ela observou atentamente como ele removia suas roupas com rapidez, sentindo o corpo irradiar uma chama crescente da necessidade física que sentia.
Livre de todo tecido, completamente nu, Bruce olhou para Diana e a encontrou com o olhar paralisado, voltado exclusivamente para seu membro rijo, e deduziu que esta deveria ser a primeira vez que ela teria posto os olhos na forma masculina completamente excitada. Em seu íntimo, a ideia de que ela seria dele, só dele, o excitava ainda mais.
Ele subiu na cama, deslizando uma das mãos entre as coxas e abriu suavemente suas pernas, se posicionando entre elas, com as mãos apoiadas em ambos os lados, olhando fixamente em seus olhos. Ele se inclinou para beijá-la com mais suavidade, para conduzi-la com todo carinho que o momento pedia, já que seria a primeira experiência sexual da princesa. Ela estendeu a mão e enfiou os dedos pelos cabelos dele, puxando-o para perto, aprofundando o beijo, dando-lhe a permissão silenciosa para continuar.
Bruce puxou a boca da dela, beijando e mordendo o pescoço através clavícula, enquanto Diana arqueava as costas. Ela gemeu quando ele puxou seu mamilo com a boca, provocando um, depois o outro, com a especialidade de um perito abençoado por Eros. Seu ataque foi implacável. A respiração de Diana aumentou vertiginosamente, quando ele deslizou a mão pelo seu estômago em direção a suas dobras úmidas.
"Princesa... minha princesa!", ele sussurrou em seu ouvido e seus olhos se abriram. Ele deixou seus dedos trabalharem suavemente o clitóris, dando sequência ao frenesi erótico, enquanto a observava, ainda mais bela, gemendo e contorcendo-se ao explodir num orgasmo, arqueando as costas.
Ele a beijou e, em seguida, novamente olhou fixamente em seus olhos vidrados paixão. Ele abaixou-se e empurrou o comprimento dentro dela. Os olhos de Diana se fecharam com a sensação. Ele seguiu com movimentos lentos, permitindo-lhe adaptar-se a sensação dele dentro dela, sem pressa. Ela mordeu o lábio inferior quando colocou as pernas em torno de suas coxas e flexionou os quadris, para então engasgar com a sensação de senti-lo ainda mais fundo. Quando ela revirou os quadris, dando a permissão para que ele aumentasse a velocidade, ele estabeleceu um ritmo um pouco mais rápido e constante.
Bruce estabeleceu movimentos mais acelerados quando ela começou a se contorcer debaixo dele, empurrando os quadris para frente, ganhando velocidade, até que ele sentiu os músculos dela tensos em torno dele. Como a pressão atingiu o seu limite, ela apertou os olhos com força. Ela parecia lutar contra o prazer quase doloroso.
"Sim, princesa...", ele sussurrou em seu ouvido, fazendo-a abrir os olhos azuis ferozes. "Deixe acontecer... deixe acontecer...", ele gemeu quando suas estocadas se tornaram descontroladas e selvagens. Suas palavras a levaram ao limite e ela entregou-se totalmente a ele, estremecendo e convulsionando enquanto ondas de prazer a inundaram.
A visão dela vibrando de prazer, o som de seus gemidos e a sensação de seu clímax, dominaram os sentidos de Bruce e ele logo seguiu Diana na completude do prazer, vertendo seus líquidos dentro dela. Ele rosnou, enquanto as sensações elétricas de prazer percorriam todo o seu corpo. E por um momento nada mais importava.
Quando sua respiração se acalmou, Bruce apoiou-se nos cotovelos, mas não fez nenhum movimento para separá-los. Ele olhou para ela com os olhos cheios de paixão e gentilmente beijou seus lábios. Quando os olhos dela se abriram, ele sorriu suavemente para ela.
— Eu disse que a venceria numa luta, não disse? – Ele grunhiu bem-humorado, ainda recuperando o fôlego. – Será que isso conta como um nocaute, princesa?
Ela devolveu o sorriso. – Eu não tenho certeza... Talvez sim, Bruce. Mas acho que quero uma revanche!
— Que tal uma melhor de cinco? – Bruce arrematou, enquanto a beijava apaixonadamente.
Flashback off
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