Coração de Porcelana

15 Capítulo 15 - Talvez o 'para sempre' não exista.


Notas iniciais
[FINAL]Dica: Esse capítulo fica mais emocionante com a música que postei nas notas da fic (:Qualquer coisa, o link no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=50mBjRMz5cESó para explicar, BarlowGirl canta músicas como normalmente definem como "gospeis", mas não gosto de chamá-las assim, então usarei "cristãs". E a quem elas se referem na música é Deus. Como pode notar quando dizem 'Criador'.Eu, particularmente, amo essa música. E, de certo modo, combina com a fic, se colocarmos Stefan como a quem elas se referem. Mas deixo bem claro o que disse a cima. E se gostou, escute outras músicas delas, são lindas!Tradução:Coração PartidoMais uma vezLevante-sePorque chorar?Pedaços quebradosEm suas mãosDesejo saber como você o fará inteiroVocê sabe,Você oraIsso não pode ser o caminhoVocê chora,Você dizAlgo tem que mudarE consertar este coração de PorcelanaQue é meuQue é meuAlguém diz"Um coração quebradoPode ferir uma vez,Mas fará você ficar forte"Você quer saber o porquê que esta dor continuaSerá que os corações inteiros foram feitos somente para serem quebrados?Você sabe,você oraIsso não pode ser o caminhoVocê chora,você dizAlgo tem que mudarE consertar este coração de PorcelanaQue é meuCriador,Somente Você pega o destruídoE criaDentro dele beleza novamenteVocê sabeVocê oraIsso não pode ser o caminhoVocê choraVocê dizQue alguma coisa precisa mudarVocê sabeVocê oraIsso não pode ser o caminhoVocê choraVocê dizQue alguma coisa precisa mudarE consertar este coração de porcelanaPor favor, conserte este coração de porcelanaQue é meuQue é meuCriadorConserte este coração[http://www.vagalume.com.br/barlowgirl/porcelain-heart-traducao.html#ixzz1LYHujkH2]

- Mel? – Sophia só sentia a mão de Melissa na dela, a mesma não se movia. Como tivesse virado uma estátua.
— Shiu.
— O que foi? – sussurrou, desesperada.

Não houve resposta.
Eu fiquei atenta, sabia o que era que Melissa tinha visto do outro lado da rua. E a coisa que ela tinha visto as viram também.
Conseguia senti-las em minhas mãos, mas Sophia era concreta.
Eu estava pronta.
Mas... Elas deviam mesmo estar ali no estacionamento? E se...

- Quando eu pedir para você correr, você corre. Sem se preocupar comigo. É só... correr. O estacionamento está na sua frente, entre e peça socorro – sussurrou.
— Céus, Melissa! O que foi? – as lágrimas agitaram os olhos cegos da gatora.
— Faça isso. Apenas.... faça-o.
— Não!
— Sophia... por favor.
— Melissa! O que está acontecendo? — os olhos de Sophia perambulavam o nada e quase ela colocou seus braços para frente, tentando sentir algo.
— Shh — sussurrou, trêmula — Só faça o que estou mandando, e logo!
— Não.
— Sophia! Tem dois caras vindo para cá. Parecem ter saindo do banco do outro lado da rua. Estão armados, pelo que parece e já nos viram.

Sophia não respondeu, seu coração gritava por socorro. Ela não acreditava.

— Corra para lá e chame Stefan ou um dos garotos. Chamem a polícia.

Não. Não chame. Não era para chamar.

— Mas...
— Eu ficarei aqui. Se as duas correrem eles podem atirar, se só você correr eles podem ir atrás só de mim.
— Não Mel! Não!
— Sophia... — sua voz vacilou, parecia armagurada e cheia de pavor — Eles estão se aproximando... Oh Deus, vai logo!
— Não. Por favor — a amiga fechou os olhos e tentou se mantêr firme.

Mas as lágrimas corriam pelo rosto de leite da garota e caiam em seu vestido branco, criando pequenas manchas de água salgada.
Seu coração agora não batia de felicidade, mas de pavor.
Ela não deve correr! Não deve mais chamar ninguém. Melissa não tinha que ter essa idéia, ou tinha? Pelo menos ela não está aceitando.

— Sophia... eles estão chegando. É só correr.
— Não. Não. Não!
— Sophia – sussurrou – corra! – e empurrou um pouco a amiga que disparou para frente sem nada ver.

O que? Não!
Mas foi aí que aconteceu. Antes mesmo de entrar no estacionamento, Sophia tropeçou em seus próprios pés bambos e caiu. Melissa, mesmo assustada e tremendo descontroladamente, não pensou duas vezes e foi ajudar a amiga. A mesma tinha a testa machucada, o sangue brotava aos poucos.
Nessa altura, os homens já estavam agachados ao lado das duas. Mas não foi para ajudá-las.

— Levantem de vagar, sem gritar – disse um deles, com um capuz sobre a cabeça e mostrando a arma escondida dentro do bolso do moletom – Agora.

As duas obedeceram. Melissa segurou a amiga pelo ombro enquanto se levantavam.

Sophia sentia sua testa latejar onde havia machucado, mas não se importou. Claro que não. Elas estavam em uma situação complicada e eu sabia o que deveria acontecer.

- Desculpe Mel – sussurrou Sophia, tentando direcionar a cabeça para onde escutava os dois homens se mexerem.

Eles eram mais velhos que elas, tinham vinte anos no máximo e eram baixos – comparados aos meninos lá dentro do estacionamento — e com aqueles moletons, sempre muito suspeito, ainda mais para uma noite quente como aquela.

— Eu juro que se falaram algo ou tentarem fugir, eu atiro e mato as duas – um deles falou, sem mostrar o rosto.
— Não iremos fazer nada – Melissa gaguejou.
— Cale a boca! – falou o segundo e se virou para o parceiro – E se elas viram nossos rostos?
— Não podemos arriscar — disse o outro, com um sorriso malicioso dentro da escuridão do capuz.

Melissa segurou mais a amiga perto dela.
Ainda estava ocorrendo tudo bem, esse era o plano, esse era o que devia acontecer.
Mas algo me incomodava com a localização. O lugar onde estavam.
E não deu outra.
Todos os quatro ouviram passos do estacionamento e vozes.

- Elas estão acompanhadas?! – gritou um – Que inferno!
— Droga! – o homem que parecia ser o líder pegou Sophia pelo braço tão rápido que Melissa não conseguiu processar e agarrou o ar.
— Não! – gritou Mel enquanto se jogava para frente, mas parou.

O capuz do homem saiu com esse movimento brusco ao puxar Sophia para si, seu rosto era totalmente nervoso, a barba crescia com o corte mal feito. Tinha a face suja e suada. A testa brilhava.
Ele colocou o braço em volta do pescoço de Sophia e tirou a arma do bolso. Nessa hora a mesma — completamente assustada por não conseguir ver e sentir seus pés tropeçarem — segurou o braço que estava em volta de seu pescoço com medo que fosse enforcá-la.

Sophia sentia o corpo suado do homem atrás de si. Sentia sua respiração acelerada e nervosa sobre o cabelo e teve muito medo.
E piorou quando o cano da arma tocou em sua têmpora. Nesse mesmo momento, a senti totalmente em minha mão. Mas ainda não era o suficiente.
Mas, segundos depois, me deparei com os garotos que acabaram de sair do estacionamento e pararam de rir, boquiabertos com a cena.
Stefan não acreditou. Seu coração parou ao ver Sophia com uma arma apontada para cabeça, a pele branca de sua testa se misturava com o vermelho-sangue que escorria de um pequeno corte.

Ele engoliu em seco e cerrou as mãos em punhos.

- Ótimo! — bufou, nervoso — Cale a boca todo mundo antes que eu acabe com a vida dessa aqui – gritou ele apertando a arma contra a cabeça dela.

Derek puxou protetoramente Melissa para si, que chorava inconsoladamente. Ele sussurrava palavras de conforto em sua orelha, mas não adiantava muito.

Marcos ajudou a conter Mel, segurando em sua mão, ela estava nervosa.

— Eu mandei calar a boca! – olhou para o parceiro – Coloque o dinheiro no carro.

O outro homem entrou no estacionamento com duas malas enormes em sua mão. Dentro da blusa e da calça dava para se ver mais dinheiro.
Quando o homem desapareceu, o outro olhou novamente para as pessoas em sua frente.

- Escute... Solte-a! – Stefan tentou se aproximar e não fazer nada comprometedor.
— Não se mova! – gritou – Eu atiro em você também!

- Não quer matá-la — Stefan colocou as mãos para frente, como se rendendo e tentando chegar perto.
— Ah, eu quero, garoto. E posso.
— Não — balançou a cabeça — Você pode soltá-la agora e não faremos nada para denunciarem vocês.
— Sei — o homem riu roucamente — Cale a boca logo. Está me irritando!
— Não chamaremos a policia — disse, confiante, ainda se aproximando aos poucos.
— Como terei certeza? Vocês viram meu rosto! – apertou mais o pescoço da garota, que gemeu.
— Hey! – gritou Stefan – Vai com calma!
— Eu juro que atiro cara, se afasta! – apontou a arma para ele — Se afasta — soletrou.
— Não – sussurrou Sophia ao sentir o cano da arma sair de sua cabeça. Ela sabia que ele apontara para Stefan.
— É melhor voltar para o seu lugar! Eu não estou brincando!
— Eu sei.
— Vamos! – gritou mais alto – Volte agora! Você vai piorar as coisas! Vou adorar matar todo mundo aqui, está entendendo? Se vou me ferrar, vocês vão junto! Começando por você!
— Pode atirar. Se largar ela, você pode atirar em mim. Mate-me! — ele abriu os braços — Mas deixe-a em paz – e se aproximou mais.
— Tudo bem, mas te matarei de graça — ele juntou Sophia para mais perto de seu rosto.
— Não! Não! – gritou Sophia e tentou sair dos braços dele, lutava cegamente.
— Hey! Hey! – ele voltou a apertar o pescoço da garota – Nem pense nisso boneca.

Stefan tremeu com a palavra e deixou os braços penderem ao lado do corpo. Ele mal podia acreditar no que tinha deixado acontecer. Se não tivesse demorado tanto!

Ela estava nos braços do homem armado e não nos braços dele. Ele não tinha a protegido. Ela não estava segura.
A bonequinha de porcelana dele...
Seu coração bateu a primeira vez ou ele só tinha notado agora que ainda estava vivo. Que aquilo não era um sonho.

- Solte-a – urrou Stefan.

É como sempre digo, você pensa que agiria de certa forma em uma situação dessas. Mas na hora, acaba sendo diferente. Não dá para imaginar como é.

- Stefan... Não – Marcos ainda segurava Melissa, que agora estava soluçando.
— Cale a boca, Marcos. Eu cuido disso.
— Hum... Entendi – o homem bateu a mão na testa – Vocês são namorados não é?
— Solte-a.
— Ótimo. Vou me divertir um pouco antes de apodrecer na prisão. O que acha? Eu mereço uma diversão, não? — ele parecia um psicopata.

Stefan ia se jogar para frente, mas Marcos segurou seu ombro.

- Não – mandou ele.
— Eu acho que mandei se calar – Stefan estava totalmente nervoso.
— Nunca mais se esquecerá disso rapaz...– disse, cheirando os cabelos de Sophia – Hum — e sorriu como se estivesse se deliciando com isso.

Stefan se jogou, mas Marcos o segurou com um aperto de urso.

— Não! Se você tentar impedir ele a mata! Pense Stefan, somente pense e se acalme!

O homem foi passando os lábios da orelha de Sophia até o seu pescoço, gemendo às vezes, como um animal. A garota fechou os olhos e virou a cabeça, seu estômago estava embrulhado, estava com vontade de vomitar.
Stefan relutava contra os braços de Marcos e o mesmo murmurava algumas palavras para ele, tentando fazê-lo parar.
O homem continuou, mas desta vez virou Sophia para ficar de frente para ele. Foi aí que viu.

- Interessante... – sorriu malicioso, da testa brotava suor, mas todos podiam ver seus braços apertarem Sophia para si. Ele realmente a queria para se divertir – Uma ceguinha? Você se apaixonou por uma ceguinha? – gargalhou irônico – Que lindo.

O homem começou a beijar o pescoço de Sophia. A mesma tentava desesperadamente sair dali, mas ele era muito forte, nem se movia quando ela tentava socar seu peito.
Ele ainda mantinha a arma na cabeça dela e a outra mão corria pelas costas e pescoço da garota. Ela podia jurar que iria vômitar.
Melissa pediu para que Derek fosse ajudar Marcos a conter Stefan, Sophia ainda era refém e isso era perigoso. Os dois tiveram dificuldades em segurá-lo.
O homem tentou beijar a garota, mas a mesma cuspiu nele, sem mesmo saber onde. Nervoso com sua relutância, soltou um rosnado de ódio e puxou o cabelo dela para trás com a mão livre.

Sophia gemeu e fechou os olhos por causa da dor. Seu pescoço branco sobre a lua se esticou para trás e ela engoliu em seco.

- Você não está me ajudando. Vou ter que matá-lo para me divertir.

Essa foi a gota d’água. Ela não tinha alternativa, se sentia ameaçada e perdida, pelo menos podia tentar salvar a vida dele. E eu a sentia em minhas mãos, logo poderia fechar e levá-la.

Sophia relaxou sobre os braços do homem e ele a levantou de novo, ainda com a arma nas mãos. Seus dedos tremiam e todos podiam ver que ele poderia atirar até sem querer.

Ele passou os lábios nos dela, beijando-a loucamente. Ele parecia que iria engoli-la, de verdade. Se divertindo com aquilo, como se tivesse graça vê-la sem vida em seus braços, já que não reagia mais, com medo de comprometer Stefan.

Sophia queria vomitar na boca dele, queria dar-lhe um soco – mesmo se não o machucasse – ela queria sair dali e ir para os braços de Stefan. Mas não podia.
O homem ameaçou fazer coisas piores com a garota. Ao ver a ameaça, Stefan se virou e deu um soco em Derek, que o soltou. Ele colocou as mãos no nariz e se agaixou, gemendo.

Marcos — assustado — fez o mesmo, somente o soltou, para não levar um soco.
O homem viu e preparou a arma, sorrindo.
Senti que era a hora. Fui fechando minha mão, mas algo me impediu, uma barreira e meus dedos ficaram parados no lugar.

Tremi.

— Solte-a! – rosnou ele e se jogou para cima do homem.

Não era para isso acontecer!
Sophia foi jogada para trás e Marcos a pegou.
Realmente, mudaram-se os planos. Eu não a sentia mais em minha mão e estava completamente perdida ali.

Parece que houve uma mudança nos planos. Eu sairia dali sem ninguém, então?
Não. Eu estava com outra pessoa em minhas mãos. Meus dedos formigaram ao sentir que Sophia foi substituida, mas ainda estava impedida de fechá-los.
Stefan conseguiu fazer a arma voar longe e segurou o homem pelo colarinho e lhe deu um soco. Eu pude ouvir o nariz quebrando. Dois filetes de sangue saíram do nariz dele.
Mas o mesmo também deu socos em Stefan, que chegou a limpar o sangue da boca.

- Não! Não! Derek, Marcos, o que está acontecendo? — Sophia tentou encontrar Melissa com as mãos. Mas Marcos não a soltou e ela girava a cabeça para todos os lados, tentando escutar.

Ninguém respondeu.

- Meu Deus! Respondam-me! – Sophia começou a chorar desesperada – Melissa! Ah Melissa!
— Derek, pegue a arma! – Mel sussurrou para o namorado – Marcos, ligue para a polícia.

Os dois fizeram o que foi ordenado. Marcos ligou para a polícia e Derek correu atrás da arma.
Stefan estava ganhando a luta, mas por um momento se distraiu com a arma jogada – agora quase ao seu lado – e se lançou para pegá-la. Mas o homem conseguiu ser mais rápido e apontou para Sophia.

— Não! – Melissa se jogou para colocar-se na frente da amiga. A mesma pôde senti-la chegando perto, mas não estava a sua frente e ela pensou que iria morrer. Que ele iria acertar nela.

Houve um disparo.
Eu fechei as minhas mãos, a barreira invesível foi embora.
Sophia arregalou os olhos. Sem saber quem havia levado a bala, e certa de que não estava sentindo dor alguma, colocou as mãos para frente de vagar para ver quem estava lá. Quem havia levado um tiro por ela.
O corpo caiu em seus braços trêmulos e ela teve que sufocar um grito de desespero. Como não conseguiu aguentar quem quer que estaria ali, caiu junto. O corpo em seu colo.

Houve uma sirene ao longe.

- Malditos! – gritou o homem – Chamaram a polícia! – correu para dentro do estacionamento, achando que conseguiria escapar se entrasse rápido no carro.

“Não é o ladrão” – pensou Sophia enquanto chorava soluçando. Sem entender. Suas mãos não se mexiam e ela não queria identificar quem era, com medo.

Os policiais chegaram e tiraram as armas. Logo podiam escutar a ambulância.

- Atrás dele, Derek! – gritou Marcos e os dois correram junto com os policiais para dentro.

“Não é Derek nem Marcos” – pensou novamente enquanto tentava fazer seu corpo obedecer. Mas suas mãos tremiam de mais. O choro e as lágrimas a deixavam confusa.
Ela sentiu o sangue quente molhar todo o vestido, isso a deixou louca.
Conseguiu levantar as mãos, tateando a barriga da pessoa ali em seu colo, o sangue não deixava transbordava e ela não conseguia identificar que roupa era aquela.

Levantou a mão novamente e aos poucos foi levando-a mais para cima. Tremendo e sufucando, sentiu o rosto, os traços e os lábios.

- Aqui! Ajudem-o! – gritou Melissa, para os paramédicos.

Houve um grito.
Saiu do fundo da garganta de Sophia, quase a deixando rouca.

- NÃO! NÃO! – gritou ela – NÃO! STEFAN NÃO! STEFAN! – se jogou contra o corpo deitado – agora – ao chão. Sentiu o sangue quente molhar seu corpo. Ela não escutava sua respiração, não escutava nada vindo dele – NÃO! NÃO! STEFAN!

Sophia o abraçou, a mesma segurança que sentia ela não sentiu agora.
Chorava descontroladamente, gritando e se afogando com as lágrimas.
Era uma dor horrível. Nem mesmo eu gostaria de sentir. Essa era a única dor que eu – se fosse humana – acho que não suportaria.
Sophia era forte, mas não para isso.

- NÃO! NÃO! NÃO! STEFAN! VOLTA! – sussurrava entre os soluços no ouvido dele – VOLTA! – levantou a cabeça – ALGUÉM O AJUDE, POR FAVOR!

Ela escutava a correria atrás dela. Eles estavam tirando a maca e os equipamentos.

— Stefan... – passou as mãos trêmulas por sobre os lábios dele, sentiu o sangue molhá-los – Por favor, diga que me ouve. Diga... diga que está aqui.

Não ouviu nada.

- Então... volte, volte para mim, por favor! Eu... eu não posso... eu não posso perder a minha única luz Stefan! Você é minha luz!

Nada.

O sangue era quente sobre a pele dela, ela estava encharcada. O cheiro não era bom e ela abraçou o corpo caido sem vida sobre seu colo. Soluçou alto.

- Stefan acorde! Acorde! – colocou a boca na dele, sentiu o gosto do sangue invadir sua lingua – Stefan? – sussurrou contra os lábios dele – Stefan!

- Ali! Ali! – Melissa gritava apontando os dois deitados ao chão. Sophia em cima dele.

Os homens que estavam de branco chegaram, finalmente.

- Acorde! Eu não consigo ver... Mas você tem que acordar! Você é minha luz, se lembra? Heim? – riu consigo enquanto chorava. A risada saiu misturada com um soluço.

- Ela está delirando! – Melissa falou assustada – Ajudem-na!

Os homens a pegaram pela cintura para separá-la dele.

Sophia juntos as sobrancelhas, ela não sentia mais o corpo de baixo de seus braços.

- Não... não. NÃO! LARGUEM-ME! NÃO! – debatia – ELE PRECISA DE MIM... Eu te amo! Eu... – encostou a cabeça no ombro do homem que a pegou no colo e chorou.

Melissa colocou a mão na boca e uma na barriga. Fechou os olhos e chorou ao ver Sophia no estado que estava.
“O que vai acontecer? Ah Deus, não!” – pensou Mel, e nessa hora eu pude sentir que minha mão estava totalmente fechada.
Eu estava indo embora. Nunca se sabe o que pode realmente acontecer. Stefan preferiu morrer por ela e pode ser interferência de alguém muito maior do que eu.
Senti me afastar da situação. Eu não chorava, não sentia pena. Era meu trabalho.

Mas... espere!

Quando olhei para a minha mão, separando meus dedos, não vi nada. Nada!

Stefan não estava ali.

Eu estava indo sozinha?

FIM.

Notas finais
Obrigada todos que leram e que me deram um crédito pela fic ser pequena e ter alguns erros. Faz tempo que a escrevi e não mudei nada, praticamente. Espero que gostem. E se sim, torçam para que um dia possam vê-lo - de uma forma um pouco diferente, nova e aprimorada - nas livrarias! Quem sabe, não é? Posso sonhar rs! Att, Júlia.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!