Coração de Gelo (Versão antiga)
14 Fogo & Frieza!
Notas iniciais
Três semanas depois...
Bella dormia serena quando o toque de algo a despertou. Ela não quis saber o que era, estava cansada demais, pois verdade seja dita, uma intensa noite de amor com seu marido lhe tirava as energias muito mais do que passar duas noites em missão estressante sob alta tensão, então simplesmente virou para o outro lado e voltou a dormir, mas o barulho recomeçou e sem muita vontade ela piscou as pálpebras ainda pesadas pelo sono e espreguiçou-se toda antes de abrir os olhos dando de cara com a forte do barulho.
O tal barulho vinha justamente do celular de seu marido, posto em cima do criado-mudo dele, ao lado direito da cama onde Edward devia estar dormindo, mas não estava.
O som da ducha ligada vindo do banheiro deles lhe deixou claro onde seu marido estava.
Por um instante Bella até pensou em deixar tocando, mas podia ser importante, então decidiu atender.
–Alô. –sua voz saiu rouca e grossa pelo sono.
–Edward amorzinho achei que não fosse me atender mais. Eu estou com saudades amorzinho, quero sentir outra vez seus braços fortes me pegando de jeito como só você faz. O que acha de nos encontramos hoje? Não vai dizer nada?–uma mulher disse do outro lado da linha sem se dar conta de que não era o general e sim outra mulher.
Se antes Bella estava sonolenta agora estava completamente desperta e com o sangue fervendo nas veias. Quem era esta fulana?
Por um instante mínimo a morena cogitou a ideia de colocar a criatura em seu devido lugar, mas antes que seu gênio forte tomasse a frente ela pensou melhor e encerrou a ligação. Bella não iria fazer isso assim, ela tinha uma ideia melhor. Ela colocaria a fulana sim em seu lugar, mas teria o prazer de fazer isso pessoalmente.
A morena podia bater de frente com o marido e colocá-lo na parede a respeito do assunto, mas ela era esperta de mais para isso, por isso saltou da cama, verificou o visor do celular e gravou bem o número em sua memória antes de apagar os vestígios da chamada e desligar o aparelho.
Se a fulana sem temor a vida voltasse a ligar iria direto para a caixa-postal, enquanto isso Bella saiu do quarto indo para o escritório.
Era hora de rastrear o tal número e livrar a terra de mais um encosto!
[***]
Esme observava sua filha inquieta demais nos últimos tempos e por mais que Rosalie não houvesse lhe dito exatamente o por quê ela sabia muito bem porque a filha estava assim, ela apostava que Rosie já havia descoberto o mesmo que ela.
Sem querer a matriarca da família Cullen havia escutado uma conversa entre suas empregadas após Eveline ter voltado do apartamento de seu filho depois de uma faxina semanas antes contando a respeito da presença de uma mulher e uma menina que se referiu a Edward como seu pai.
Sim Esme Cullen sabia que sua nora estava de volta. Eveline não disse nome algum durante a conversa com a outra empregada, mas não era necessário, Esme conhecia muito bem seu filho para saber que ninguém mais além de Isabella e a própria filha deles pisaria naquele apartamento para passar a noite como Eveline havia descrito para a outra empregada.
E assim a matriarca dos Cullen estava louca para que seu filho se pronunciasse a respeito para que assim ela pudesse abraçar e encher sua neta de beijos. De Isabella o que Esme mais queria era distância depois de tudo o que seu menino sofreu por essa mulher, no entanto ela conhecia Edward bem o suficiente para saber que rejeitar Isabella seria o mesmo que rejeitá-lo, então Esme não teria outra saída senão aprender a pelo menos tolerar a presença da nora quando necessário.
–Se você não contar logo te coloco na parede filhote. –ela murmurou consigo mesma.
[***]
Sentada em frente ao seu computador Bella batia com a ponta das unhas sobre a mesa, enquanto o sistema restrito do FBI rastreava exatamente aquilo que ela queria e não demorou para que isso acontecesse. Quando as informações apareceram na tela seus olhos correram rápido absorvendo os dados coletados e o nome da descarada saltou aos seus olhos como se estivesse em uma placa de neon e para a infelicidade da fulana Bella estava para tudo naquele dia menos para brincadeira.
O sangue borbulhando em suas veias iria entrar em ebulição a qualquer instante.
Seus ouvidos se apuraram quando o som de passos suaves chegaram aos ao seu alcance e de certo não poderia ser Milla, pois a esta hora sua menina ainda descansava como um anjo adormecido, então só poderia ser uma pessoa... seu marido.
–Bella? Neném o que você faz no escritório há essa hora?-Edward perguntou assim que abriu a porta e entrou.
–Bom dia para você também. –Bella disse em um tom brincalhão, lutando para parecer o mais natural possível.
–Bom dia amor, desculpe. Mas o que você faz aqui há essa hora?-Edward disse em um tom carinhoso aproximando-se dela.
–Hum... Nada demais, apenas estava respondendo alguns e-mails das minhas amigas, bem eu já contei para você como são Milly e Rafa. –ela mentiu e torceu para que desta vez seu marido não notasse.
–E será que não pode deixar isso para depois? Sabe como é, tem alguém aqui querendo sua atenção.
Se não estivesse tão irritada Bella teria rido da manhã de seu marido.
–Claro querido, eu termino mais tarde.
Enquanto falava Bella passava os dedos rápidos sobre o teclado apagando qualquer vestígio que Edward pudesse capturar caso por ventura precisasse de algo ali.
–Deveria ser crime ser tão cheirosa e gostosa assim neném. –Edward falou a agarrando pela cintura quando ela passou por ele a mantendo presa contra seu corpo cheirando o pescoço macio e tentador da esposa.
–Hum... E se isso fosse crime quem me prenderia, hã?-ela o provocou.
Estava com raiva, mas não era hora de demonstrar isso. Era hora de fingir, hora de usar seu lado coração de gelo.
–Um certo general. –Edward alheio a tudo entrou no jogo dela.
–E o que esse general faria comigo?-Bella lhe sussurrou ao pé do ouvido e lhe arranhou o peito com as pontas das unhas longas, pontas essas que mais tarde ela usaria para desfigurar certa vadia.
–Ele te acorrentaria em uma cela e depois abusaria desse corpo maravilhoso de todos os modos possíveis, enquanto faria você gemer como louca de prazer antes de atingir o clímax. Primeiro ele te amaria bem devagar... Quase como se fosse uma tortura . –a mão dele deslizou com suavidade por entre as coxas dela. — ...E depois te amaria selvagemente até deixá-la sem forças. –com a palma de sua mão e usando um pouco mais de pressão com firmeza ele apertou a carne macia da região que tocava e a fez gemer.
–Pois diga a esse general que não posso fazer nada disso, pois sou uma mulher casada e como tal respeito muito a instituição do casamento. –Bella murmurou em um sussurro provocante, enquanto deslizava as mãos pelos quadris dele só para depois soltá-lo e sair rebolando seu traseiro sinuoso porta a fora.
[***]
Antes de ir para a base Seal Edward foi deixar a filha na escola e no caminho Milla lhe disse algo, no entanto ele não conseguiu presta realmente atenção.
O general estava tenso demais, ele podia sentir algo de errado no ar, mas não tinha ideia do que poderia ser, mas fosse o que fosse seus instintos diziam que sua mulher estava envolvida em o que quer que fosse esse “algo errado”, pois mesmo ela nada tendo lhe dito ele sentia isso.
–Terra chamando papai!-Milla disse, tocando seu ombro e o sacudindo levemente.
–O que foi princesa?-ele questionou deixando seus temores de lado por um instante para presta atenção na filha.
–Eu disse que já chegamos papai, qual o seu problema hoje, hein? Está tão estranho. –ela disse o observando.
–Não é nada filha, o papai só está meio aéreo hoje. –mentiu.
–É notável. –Milla riu. –Tem certeza que não é nada?-insistiu.
–Tenho. –Edward sorriu para a filha, mas o sorriso era algo apenas superficial.
–Ok.
Apesar de ter concordado Milla sabia que seu pai estava mentido. Ele estava distraído hoje e se tinha uma coisa que o general não costumava ser era distraído.
–Chegamos princesa. –Edward falou, estacionando o carro em frente à escola. –Sue é quem vem buscá-la hoje. Como sua mãe avisou no café hoje ela tem muito trabalho.
–Ok. Sue é legal. –Sue era a emprega de Bella e Edward e como nunca se tinha muito o que fazer na casa ela passava boa parte do dia fazendo companhia a Milla. –Te vejo mais tarde?-a menina perguntou antes de sair do carro.
–Claro princesa.
O pai lhe mandou um beijo no ar e ficou olhando ela ir para o portão da escola e só partiu quando teve certeza de que ela havia entrado.
O resto dia de Edward foi extremamente carregado e por isso ele demorou a notar que seu celular estava desligado, só percebendo isso na hora do almoço quando decidiu ligar para sua mulher para saber se estava tudo bem já que aquela sensação ruim ainda persistia e lhe incomodava.
É óbvio que o general estranhou o aparelho está desligado, mas achou que talvez ele houvesse desligado na noite anterior e nem lembrasse disso por causa dos momentos que passou nos braços de sua esposa.
Ele ligou o aparelho e discou o número de Bella rapidamente para fazer a ligação, franzindo a testa quando a linha chamou mais de cinco vezes seguidas e ela não atendeu deixando cair na caixa de mensagem.
“Aqui é Isabella Swan, se você está ouvindo essa mensagem é porque no momento estou ocupada e não posso atender, mas deixe seu recado e eu retornarei logo que possível”. –a gravação da voz melodiosa de sua esposa soou do outro lado da linda.
Ela ainda usava o sobrenome de solteira por questões de trabalho de ambos.
–Neném acho que você deve está em reunião ou no mínimo arrebentando a cabeça de alguém já que não me atendeu, então me ligue assim que pegar este recado. Amo você. –ele disse e desligou.
–Minha nossa Edward é esse tipo de recado que você deixa para a sua esposa?-Garrett questionou, sentando-se ao lado dele na mesa do refeitório.
Era hora do almoço.
–Se você conhecesse ela tão bem quanto eu saberia porquê digo isso. –Edward deu de ombros.
–Caso você não lembre eu cheguei a conhecê-la bem antes de vocês se casarem. Charlie tinha o maior orgulho da filha. –disse o major.
–Eu sei, mas Bella já não é como antes Garrett. Ela mudou e mudou muito.
–Espero que para melhor então.
–Com certeza. –o general não pôde evitar sorrir ao falar dela. –Mas se você a vi agora como a diretora Swan é capaz de ter medo dela.
–Então a fama de coração de gelo da qual ouvi falar é verdadeira?-o major quis saber.
Edward fez uma careta.
–Talvez. Eu ainda não vi este lado, pois tenho convivido com a mulher, com a mãe e não com a profissional que ela é.
–Então o que ela fazia aqui na base há algumas semanas quando te beijou na frente de todos?
Merda!
Sem querer Edward havia acabado de dá uma bola fora.
–O que eu quis dizer é que nós já tivemos sim reuniões de trabalho, mas nada extremo. Eu ainda não a vi em campo, em ação realmente.
O general não era homem de dar explicações, mas Garrett era seu amigo e só por isso ele ainda não o havia mandado se ferrar ou coisa pior.
[***]
Dentro do FBI Bella fez tudo muito rápido. Assinou o que tinha de assinar, ouviu o essencial, demandou tarefas, colocou em curso uma perigosa missão, foi a uma reunião com o chefe de segurança do estado e saiu de lá como um furacão.
Tinha algo mais importante a fazer.
[***]
Em um apartamento localizado em uma respeitada área da cidade uma mulher muito bonita, mas de aparência fútil se banhava para depois sair à caçada.
Ela tinha ligado para Edward e o mesmo atendeu, mas não falou nada e logo depois desligou. A irmã chata dele devia estar por perto ou algo assim, então ela mesma iria procurá-lo na base.
Quando começou a sair com ele há muito tempo atrás Edward tinha lhe dito para jamais ir a base ou procurá-lo onde quer que fosse, pois quando ele precisasse dela ele mesmo iria atrás, mas como há meses eles não se viam era hora de arriscar, pois já diz o ditado “quem não arrisca não petisca”.
Ela já estava quase terminando o banho quando a campainha de seu apartamento tocou.
–Já vou. — a mulher disse quando começaram a tocar com muita insistência, quase como se quem a estivesse tocando quisesse quebrá-la. –Já disse que já vou, mas que... –a mulher parou de falar ao abrir a porta e dar de cara com uma morena de pose altiva e face carrancuda.
–Renata Collins? –a morena indagou e a fitou de cima abaixo a vendo só de toalha.
–Sim. Quem é você?-indagou, não gostando nada da presença daquela mulher ali.
–Eu poderia dizer seu pior pesadelo, mas isso é muito clichê, então me encare como o inicio da sua tortura. –a morena respondeu com o olhar tão gélido que fez a outra mulher tremer de medo.
–Acho que você se enganou de endereço, eu nem mesmo sei quem você é. –Renata começou a gaguejar.
A morena sorriu com escárnio.
–Não mesmo. –falou. –Mas ao meu marido você conhece muito bem pelo visto. “Edward amorzinho achei que não fosse me atender mais. Eu estou com saudades amorzinho, quero sentir outra vez seus braços fortes me pegando de jeito como só você faz. O que acha de nos encontramos hoje? Não vai dizer nada?”. Isso te diz alguma coisa? -Bella questionou com fúria nos olhos ao terminar de citar o que Renata havia dito mais cedo ao telefone.
Renata arregalou os olhos e tudo o que sentiu foi o punho potente de Bella descer sobre seu rosto.
Continua...
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