Coração de Gelo (Versão antiga)

7 Escutando o coração, esquecendo a razão


Notas iniciais
Olá amores,Bom depois de quase matar a Rafa e Sandra (beta) de curiosidade eu terminei o cap kkkkkkkkkkkDivirtam-se amores e muito obrigada pelos comentários.

Três dias depois...



Bella dirigia pelas ruas da capital americana mal prestando atenção por onde passava, ela tinha muitas coisas em mente.

Primeiro sua filha tinha voltado pensativa demais da consultar para qual Renée a levou para alguns exames de rotina, há três dias e Bella se questionava se sua mãe não havia voltado a falar besteiras à menina, mas o que mais lhe atormentava era a lembrança da discussão que teve com o coronel MacCarty.

“Eu não preciso conhecê-la para saber a cretina que é afinal que outro nome pode se dar a uma mulher que é capaz de jogar a aliança de casamento na cara do marido e depois simplesmente lhe virar as costas, isso quando ele estava preso e nem se quer podia se defender!”

Essas palavras ressoavam em sua mente a todo instante lhe perturbando a todo instante como uma torneira pingando. É claro, que ela rebateu tal acusação, os dois discutiram feio até que ela desligou, mas não sem antes dizer:

“É melhor ter cuidado e não atravessar meu caminho coronel MacCarty, pois se aparecer na minha frente sou capaz de meter uma bala no meio das suas fuças e estourar seus miolos!”

–Bella! Que bom que ligou, já estava morrendo de saudades de você amiga. – Rafaela disse assim que atendeu ao telefone quando Bella ligou para ela a caminho do FBI.

–Também estava com saudades. – Bella disse sem muito animo.

–Aconteceu alguma coisa? Você parece tão desanimada.

–Não é nada, é só que eu não consigo parar de pensar naquela discussão que tive com o coronel.

Bella tinha ligado para Rafaela e lhe contado tudo no mesmo dia que as coisas aconteceram.

–Entendo. Bella, eu vou ser sincera com você, eu nunca gostei de tocar no assunto do general com você, mas outro dia estava conversando com a Milly e pelo pouco que sabemos chegamos á conclusão de que talvez ele não seja culpado. Você já pensou que podem ter armado para ele? No mundo em que trabalhamos existem muitas lutas pelo poder e talvez o general tenha sido vitima de uma dessas lutas. – sua amiga disse com sensatez.

–Não sei Rafa, já não sei o que pensar só que estou cansada de me sentir tão dividida, tão exausta.

–Bella no fundo você sabe a resposta que procura e se sente assim é porque é teimosa como uma mula e teima em não enxergar o que está bem na frente do seu nariz. Pare de lutar contra si mesma, contra o que sente e talvez se sinta melhor.

–Ok mamãe. – Bella disse em tom de brincadeira.

–Se continuar assim serei capaz de ir até ai só para puxar suas orelhas. –Bella duvidava disso.

–Eu preciso desligar amor, tem outra ligação em espera.

–Ok. Beijos então, e me liga.

–Farei isso, beijos. Swan falando. – a diretora disse ao atender a outra ligação.

–Bom dia linda!

– Por que está me ligando á essa hora Jasper?- questionou direta, ainda era cedo.

Ela ignorou o modo como ele a cumprimentou simplesmente porque sabia do interesse dele nela e a última coisa que queria era dar a ele falsas esperanças.

–Você já está a caminho do FBI?

–Estou.

–Excelente.

Tinha acontecido alguma coisa, ela podia sentir.

–O que aconteceu?

–Pegamos um filho da mãe passando informações sigilosas ao braço direito de um dos maiores contrabandistas do país. – a diretora apertou o volante com força.

–Ele faz parte do esquema de corrupção?

–Faz.

–Chego, em cinco minutos, esse infeliz não tem ideia do erro que cometeu.

–Pelo visto hoje conhecerei o coração de gelo. – a morena fez uma careta com esse comentário.

–Talvez, mas não queira conhecer Jasper, nem sempre é bom quando isso acontece. – ela murmurou antes de desligar.



[***]

Quando a diretora pisou no FBI trouxe com ela uma tempestade e uma tempestade furiosa, daquelas que fazem estragos por semanas.

–Eu fiz uma pergunta e quero resposta, que tipo de informação você passou para aqueles cretinos? Responde agente Carter e talvez eu tenha alguma piedade de você. – Bella disse com um estranho brilho no olhar.

Ela tinha presa a sua mão direita um soco inglês e sem aquele brinquedinho seu soco já era potente com ele então...

–Espera sentada que eu diga algo sua cadela!- Carter a desafiou.

–Não, eu prefiro fazer isso arrebentando sua cara. – e dizendo isso á diretora o socou tão forte que ele caiu da cadeira em que estava sentado a força e um filete de sangue escorreu de sua boca.

–Vadia. – ele falou passando a mão na boca e limpando o corte.

–Posso até ser uma vadia como você diz, mas é muito melhor do que ser um traidor. Levante ele!- ela ordenou a dois agentes que estavam na sala com eles.

Jasper observava tudo em um canto da sala.

–Quer ajuda Bella?

–Não é necessário. Carter ou você falar de uma vez por todas que tipo de informação passou a eles ou eu te dou minha palavra que você vai se ferrar bonito. – em resposta ele cuspiu no rosto dela.

Bella limpou a face, deu um sorriso de escárnio e pegando a cadeira na qual até pouco tempo o traidor estava sentado o acertou com uma força dilacerante, sem sombra de duvidas tinha arrebentado uma costela dele.

–Ai!- Carter urrou de dor.

–Você escolhe, abre essa maldita boca ou eu posso quebrar mais umas duas ou três costelas suas ou quem sabe te deixar falando fino. – e dizendo isso ela pisou com o salto de seu sapato nos países baixos dele aproveitando que ele estava caindo no chão.

Os três homens presentes ali além de Carter fizeram uma careta imaginando a dor sentida pelo traidor.

–A-As m-missões con-conjutas com os Seals. – ele gaguejou.

–Bom garoto. – a diretora disse com escárnio antes de tirar o pé só para chutá-lo nas costelas. –Tirem esse infeliz daqui e Jasper, por favor, peça para prepararem o helicóptero para mim.

–Se quiser posso ir com você. – ele se ofereceu prontamente.

Não mesmo, ela tinha certeza que discutiria com Edward e não precisava de plateia para isso.

–Não é necessário.

Dez minutos depois ela estava entrando na aeronave com toda a papelada das missões, mas lembrou que havia esquecido seu celular em sua sala e voltou para buscar, porém parou no meio do caminho ao escutar algo que lhe interessou.

–E então como anda o caso do general Cullen?

–Esses dias eu consegui avançar um pouco, ainda não há provas claras de que ele é o assassino realmente, mas consegui algumas evidências que podem mantê-lo na cadeia por um bom tempo.

Dois agentes conversavam a respeito do caso de Edward, do caso que tanto a atormentava.

–E você acha isso justo? O cara pode nem ser culpado. – o primeiro agente falou.

–Para mim tanto faz, o cara é um cretino. Nunca gostei dele, se vai se ferrar ou não para mim tanto faz. – o sangue de Bella ferveu com este comentário.

–Você devia ser imparcial cara e não levar para o lado pessoal. – ela começava a ter apreço por esse agente.

Ele parecia justo, diferente do que era responsável pelo caso de Edward.

–Que se dane! Deixei as evidências na sala de provas e depois trato de organizá-las e pedir um mandado.

Isso não iria acontecer não no que dependesse de Bella, não sendo uma investigação tão suja.

Ela foi até a sala de provas, entrou no sistema, localizou o arquivo, apagou o histórico e foi até a prateleira onde estava o arquivo.

Suas mãos tremeram ao ler todas as informações postadas, ela xerocou cada página que havia ali e colocou tudo no lugar outra vez, exceto os últimos materiais colocados lá.

Eram as evidências.

Pegou também algumas coisas de outro arquivo para disfarçar o que levava ao sair do lugar.

Entrou em sua sala, se certificou de que a porta estivesse trancada, guardou as cópias do caso de Edward numa pasta e largou o material que não lhe interessava em sua mesa, abriu seu armário, tirou uma garrafa de álcool de lá e despejou um pouco de seu liquido inflamável na lixeira de aço de sua sala onde jogou as evidências e logo depois, pegou uma caixa de fosforo que sabe se lá porque sempre tinha em sua bolsa e acendeu dois palitos jogando-os na lixeira.

As chamas subiram rapidamente e lá se foram as evidências.

Sua razão dizia que o que estava fazendo era errado e que tal atitude poderia mudar o rumo das investigações, mas desta vez ela seguia seu coração e não a razão como tinha feito tão erradamente há tantos anos.

Quando saiu de sua sala ela levava nos braços a pasta preta que mudaria e muito as coisas, meia hora depois Bella já estava nos domínios da base Seal ignorando os olhares lascivos que os soldados lhe lançavam durante sua passagem.

–O general Cullen está?- ela perguntou a secretária de Edward.

–Não senhora, mas ele não deve demorar. – disse a morena de olhos verdes simpaticamente.

–Ótimo, vou esperá-lo em sua sala. –a diretora informou.

A secretária disse algo que se pareceu com um protesto, mas ela não ligou e entrou.

Não podia perder a coragem e muito menos pensar no que estava fazendo ou desistiria.

[***]

–Bella!- Edward exclamou surpreso, vendo sua neném parada em sua frente.

–Olá Edward. – ela o cumprimentou com a voz suave, porém séria.

Apesar da surpresa Edward sorriu, não havia frieza no modo que ela falara e não o havia chamado de general, parece que estavam progredindo.

–O que a trás aqui?- foi á primeira pergunta que veio a sua cabeça.

–Ah meu Deus!- a morena exclamou ao invés de lhe responder. – Você está ferido?- Bella indagou vendo o braço dele enfaixado.

–Não é nada neném, não se preocupe. – o general respondeu tocado com a preocupação dela.

Bella abriu a boca para dizer que ele não a chamasse daquela forma, mas depois do que ela foi capaz de fazer mais cedo isso importava?

–Primeiro eu precisava conversar com você sobre as missões conjuntas entre o FBI e o grupo Seal, mas agora preciso falar com você sobre algo muito mais sério. – ela murmurou finalmente respondendo a pergunta antes feita por ele.

De repente o general ficou temeroso.

–Sobre o que se trata?- intimamente ele rezava para que ela não estivesse ali para lhe acusar de assassino outra vez.

–Veja você mesmo. – Bella disse, entregando nas mãos dele uma pasta negra.

Os olhos ávidos de Edward correram rápidos pelos papeis que ali estavam e quando ele terminou de ler duvidava que houvesse compreendido direito.

–O que isso significa?- ele indagou.

Bella mordeu os lábios.

–Exatamente o que parece. – a morena lhe respondeu o deixando aturdido.

–Por que me trouxe isso? É algum tipo de brincadeira de mau gosto? Alguma piada de humor negro?- o general questionou ainda com os papeis de seu caso em mãos.

Bella fechou os olhos lembrando a si mesma que com as atitudes que ela teve durante esses treze anos ele só poderia chegar a essa conclusão.

–Não se trata de nada disso, mas tenho que admitir que você tem o direito de pensar assim depois dos meus atos e palavras, mas isso não vem ao caso agora.

–O que significa essa sua atitude Bella? Por que fez isso? Por que me trouxe esses papeis? Eles são todo o processo de investigação que estão fazendo contra mim.

Confuso é pouco perto de como o general se sentia nesse momento.

Bella lhe deu as costas e fixou seu olhar nas grandes janelas da sala dele, enquanto falava.

–Eu aprendo com meus erros, Edward, e não sou de cometê-los duas vezes. Uma vez eu já virei às costas para você e te neguei a chance de me provar que era inocente, mas agora estou dando a você a chance de se salvar da cadeia. Você tem nas mãos tudo o que o FBI tem contra você ou quase tudo. – ela murmurou.

Isso pegou Edward desprevenido, tanto que foi difícil para ele encontrar as palavras para falar.

–Como assim quase tudo?- em um ato quase automático Edward aproximou-se de sua neném e colocou a mão direita no ombro esquerdo dela e no mesmo instante um arrepio passou pela pele de ambos.

Ela virou-se para ele ficando a centímetros do corpo másculo e viril.

Nos olhos dela havia um dilema contar ou não contar a Edward? Fazer isso daria esperanças a ele de um futuro juntos, e ela queria dar tais esperanças a ele? Bella não sabia dizer, pois mais uma vez se via confusa e vulnerável diante dele.

–Antes de vir para cá eu queimei as mais recentes evidências encontradas. –a voz da diretora não passou de um sussurro.

–Você o quê?- o tom da voz do general foi o oposto da dela tamanho foi seu espanto diante da revelação feita por ela. – Por que agiu assim? Nós dois sabemos que isso pode mudar completamente o rumo das investigações. –Edward queria entendê-la, saber o que a levou a agir assim.

A morena não encarou assim.

–O que queria que eu fizesse?!- ela explodiu afastando-se dele. –Se eu não tivesse feito isso em poucos dias você estaria preso e sua carreira arruinada de vez.

Que ótimo agora ela estava irritada!

Infelizmente o gênio de Bella costumava levar o melhor sobre ela muitas vezes.

–Eu só estou tentando entender porque fez isso, entenda neném no passado você me deixou e quando voltou me acusou de ser um maldito assassino. –o general disse voltando a se aproximar dela.

Bella suspirou.

Como ela poderia explicar a Edward se nem mesmo ela sabia a resposta?

–Eu não pensei quando agi Edward, eu simplesmente fiz ao saber que você poderia ser preso, eu só fui lá e fiz é isso, portanto não me pergunte o porquê, pois eu não sei. – a morena confessou sem que em nenhum momento desviasse os olhos dos dele.

–Você pode não saber a resposta para o que fez, mas olhando em seus olhos eu sei a resposta, ela brilha em cada faísca do seu olhar. Você fez isso por amor neném, fez isso porque no fundo não acredita que eu seja culpado e eu deveria saber disso desde o inicio. Eu já disse uma vez e vou dizer outra vez seus lábios dizem uma coisa, mas seus olhos dizem outra e eu devia saber que mentia ao dizer que sou um maldito assassino, pois no fundo você sabe que não sou.

Edward tinha plena razão em tudo o que dizia, mas Bella não conseguia admitir isso nem para si mesma que dirá para ele, no entanto as palavras dele por mais que ela negasse tinham lhe tocado no fundo da alma.

–Não sei do que fala Edward, você está delirando. – ela murmurou desviando do olhar lascivo do general.

–Oh neném você nunca foi mentirosa, não negue, pare de fechar os olhos para os seus próprios sentimentos meu amor. –Edward acariciou a pele macia daquele rosto de fada e mais uma vez a faísca existente entre eles se ascendeu, mas ele se obrigou a continuar, enquanto ela matinha os olhos fechados sob o toque dele. – Se você não me amasse e de fato não acreditasse em minha inocência não estaria aqui, não passaria por cima de tudo e muito menos iria querer-me livre, enquanto sou acusado pela morte de seu pai. – esse lembrete a fez abrir os olhos e se afastar bruscamente do general.

Continua...