Notas iniciais
Capítulo de releitura!

Pega de surpresa Bella não fora capaz de reagir a tempo e quando finalmente se dera conta do que estava acontecendo também não teve coragem de empurrá-lo para longe, ainda que não estivesse correspondendo ao beijo, pois não queria magoá-lo, mas do que já faria no final.

Jasper tinha consciência de que o coração de Bella jamais pertenceria a ele, pois ela amava com loucura a Edward Cullen, porém ele já não aguentava mais ocultar o que sentia, o subdiretor havia chegado num ponto em que finalmente explodira e precisava se libertar antes que aquele sentimento virasse uma doença, obsessão.

Na porta entre aberta alguém os observava. Era o general Cullen, a única pessoa que jamais deveria ter visto nada daquilo, mas que por ironia do destino estava ali.

Ainda que tentasse negar Edward sabia que mais cedo ou mais tarde aquilo aconteceria, somente sua mulher ignorava ou fingia não ver o estava bem diante dos seus olhos, o general só não esperava ter de presenciar a cena.

O general sempre soube que Jasper amava Bella e já até mesmo a tinha alertado sobre isso, no entanto não esperava que o subdiretor fosse chegar tão longe sabendo que Bella era uma mulher casada.

—Por favor, não volte a fazer isso. –a esposa de Edward pediu tão logo seu amigo parou de beijá-la. –Você é alguém realmente importante para mim Jasper, mas entre nós não pode haver mais que uma amizade. Meu coração pertence a meu marido e você sabe disso.

Nem ela nem o amigo deram-se conta da presença do general porque ele mantinha-se extremamente silencioso e oculto.

—Eu sei e peço desculpas pelo que fiz, porém peço que me entenda. É difícil sufocar um sentimento tão grande como o meu amor por você estando tão perto assim, mas prometo que isso não voltará a se repetir e que jamais falarei ou demonstrarei o que realmente sinto por você. Bella você tem minha palavra de que a partir de agora sempre me contentarei em ser somente seu amigo. –Jasper lhe falou em uma torrente de palavras, no entanto ela quase não o escutava porque seus pensamentos estavam voltados para Edward.

A esta altura o general havia partido, pois não confiava em si mesmo caso se revelasse a eles. Seu sangue fervia e seria capaz de arrebentar Jasper Hale se ficasse frente a frente com ele agora, por essa razão preferiu sair dali o mais rápido possível.

—Você tem ideia do tamanho do problema que me meteu? De como meu marido pode reagir quando eu lhe contar o que aconteceu? Edward é extremamente temperamental e as vezes não reage de imediato, mas mais cedo ou mais tarde sua resposta a essa situação virá e eu não sei o que ele pode fazer com você ou com o nosso casamento!

Isabella saiu da sala de reuniões completamente atordoada e ela não saberia dizer por quando tempo ficara trancada em sua sala até sua secretária anunciar no fim da tarde que Emmett McCarty estava ali e queria vê-la.

[***]

Milla estava preocupada.

Seu pai havia chegado em casa a cerca de duas horas, mas não falou com ela ou lhe deu um beijo, ou abraço como fazia ao chegar em casa. Ele simplesmente estava no escritório com um corpo de bebida intocado na mão e olhando para o nada.

Algo havia acontecido para deixá-lo assim, a menina tinha certeza.

Será que seus pais ainda estavam brigados? Perguntou-se.

—Sue, acha que ele vai se irritar se eu for até lá e perguntar o que aconteceu? Será que eu posso ajudá-lo? -ela perguntou a empregada.

—Não acho que seu pai vá te dizer o que aconteceu, pois creio que sejam preocupações de adulto, mas penso que você pode ir até lá abraçá-lo, lhe dá um beijo e lembrá-lo do quando o ama e ele pode contar com você. –Sue respondeu com sabedoria.

—Farei isso, obrigada. –Milla disse com um sorriso singelo no rosto e deixando Sue na cozinha e foi até o Edward.

—Não fica assim papai. Seja o que for que aconteceu vai passar. Não se esqueça que amo você e sempre estarei aqui, assim como a mamãe te ama e sempre vai ficar ao seu lado. –Milla disse o abraçado forte e lhe dando um beijo estalado na bochecha.

—Eu sei princesa. Obrigado, o papai também ama você. –ele disse cheio de carinho retribuindo o gesto de carinho da filha. –Desculpe por não ter falado com você quando cheguei. Sei que preocupei você, mas não tive essa intenção.

—Eu sei lindão! -ela disse sorrindo e segurando nos dois lados do rosto do pai. –Não tem problema, as vezes os filhos também têm que cuidar dos pais também. Você é meu herói, sabia?

Por mais chateado que estivesse aquelas palavras encheram seu coração de alegria e por alguns minutos ele se permitiu esquecer seus problemas e planos de vingança.

—Você é minha vida, princesa!

[***]

O coronel sabia que o faria a seguir poderia ser o tiro de misericórdia contra ele mesmo, porém estava disposto a se arriscar pelo bem de Edward.

Emmett falaria com Isabella a qualquer custo, pois era sua valiosa amizade com Edward que estava em jogo e ele não deixaria seu orgulho e raiva dominarem seus atos diante dela.

Ela demorou um pouco para recebê-lo, mas pelo menos não se recusou a vê-lo e isso já era um começo.

Lhe pareceu que havia algo diferente nela, porém o coronel não soube precisar o quê e decidiu que não era hora para ficar especulando.

—Minha secretária disse que você quer falar comigo, mas já aviso que se veio aqui me ofender ou algo do tipo é melhor dá meia volta, pois hoje não tenho tempo para essas coisas e tão pouca paciência. –Isabella adverti-lhe.

—Não se preocupe, eu vim em missão de paz. — o coronel declarou.

—Nossa! Confesso que estão surpresa, mas se veio realmente em missão de paz vamos até minha sala.

—O que quer? Por favor, seja rápido, claro e evite ironias. Pois, hoje é um dos piores dias da minha vida. Eu perguntei o que você quer. –Isabella o pressionou após Emmett ficar vários minutos a encarando sem dizer nada.

—Posso ajudá-la de alguma maneira? -indagou de repente a pegando de surpresa.

Isabella gargalhou.

—Essa sua pergunta é algum tipo de piada bizarra? -questionou incrédula, controlando-se para não voltar a rir de tamanho disparate.

—Não. Apenas me dei contar de que bater de frente com você só prejudica Edward e como eu não quero que isto siga assim estou aqui para tentamos acertar nossas diferenças e ajudá-la talvez seja o melhor começo. –esclareceu.

—Não, não é. Nós dois sabemos o quanto nos detestamos e o mais provável é que nunca acertemos as nossas “diferenças”. –Isabella disse sucinta.

—E o que você pretende, que Edward siga sendo ferido por nossas estupidezes ou que ele seja obrigado a escolher entre nossa amizade e o casamento de vocês? -o coronel grunhiu.

—Nem uma coisa nem outra, mas proponho uma trégua. Você não se mete no meu casamento com Edward e para de me atacar e julgar a cada vez que tenha uma chance e eu também não te ataco mais ou julgo pelo bem da sanidade de Edward, mas isso não nos torna amigos nem nada. E se este trato for quebrado de alguma forma a trégua estará imediatamente suspensa. –sugeriu erguendo-se da cadeira. -O que me diz? É pegar ou largar.

—Odeio dizer isso, mas você está certa. No fim das contas não me vejo capaz de entender suas atitudes para com Edward e sendo assim não há como acertamos nossas diferenças, no entanto, aceito sua oferta.

Ela assentiu antes de falar.

—Pacto feito.

—Pacto feito. –Emmett concordou pondo-se de pé e apertou a mão que a esposa de seu amigo estendeu a ele. –Com licença. –Emmett murmurou pronto para sair.

—Emmett. –Isabella o chamou antes que ele se fosse. –Às vezes nem eu entendo certas atitudes minhas com meu marido. Talvez eu aja puramente por instinto, mas tenha a certeza de que realmente o amo. Independentemente do que eu disse ou deixei de dizer, do que eu fiz e ou deixei de fazer por Edward, eu sou capaz de qualquer coisa. –confessou.

O coronel a encarou por longos segundos, porém não disse mais nada e se retirou.

Assim que ficou sozinha Isabella sacudiu a cabeça na tentativa de dispersar seus pensamentos relacionados a Emmett McCarty, ela tinha coisas bem mais sérias para se preocupar no momento, pois ainda não tinha a menor ideia sobre como abordaria com Edward o que ocorreu entre ela e Jasper e só de pensar em fazer isso seu corpo inteiro estremecia.

Todos a conheciam e a temiam como a fria coração de gelo, mas se existia alguém milhares de vezes mais perigoso que ela esse alguém era seu marido. Isabella tinha medo não só do que ele pudesse fazer com Jasper, entretanto com ela mesmo, pois apesar de que desde se reencontram Edward vim agindo como um homem maleável, frágil e sensível ela sabia esta estava longe de ser a real natureza de seu marido. O verdadeiro Edward era um homem forte, traiçoeiro, temperamental, impulsivo, ciumento, possessivo, mas seguro de si, que não se deixava pisar por ninguém, que se impunha e que fazia valer suas vontades, apesar de romântico, carinhoso e protetor.

Isabella tinha a certeza de que esta casca de vulnerabilidade provocada por tudo o que seu marido passou uma hora iria se desfazer e o verdadeiro Edward iria surgir como um felino pronto para o ataque e a espera por esse dia lhe causava ânsia e medo, pois não tinha ideia das consequências que este acontecimento traria quando o momento chegasse.

Após respirar fundo ela entrou em casa e encontrou sua filha deitada no sofá de barriga para baixo, com as pernas sacudindo no ar e assistindo TV.

—Oi, filhota! -Isabella disse atraído a atenção da menina para si.

—Mamãe! -Milla exclamou e correu em sua direção a abraçando e lhe dando um beijo estalado no rosto.

—Onde está seu pai? -Isabella perguntou depois de retribuir aos gestos de carinho de sua filha.

-Pediu para a Sue ficar comigo até a senhora chegar e saiu. Ele chegou cedo em casa, mas estava muito estranho. Não falou comigo ao chegar, foi direto para o escritório, pegou um copo de bebida, mas não tomou um gole e ficou um tempão olhando para o nada até que fui falar com ele. Papai não disse nada, mas eu percebi que ele estava muito triste e também parecia com raiva de alguém. –Milla mal tomou fôlego para falar.

Isabella não tinha plena certeza, porém achava que seu marido estivesse assim por algo relacionado ao trabalho dele.

—Não se preocupe meu amor, logo seu pai vai ficar bem, eu prometo. –ela disse na tentativa de tranquilizar sua garotinha. –Você já jantou?

—Já, só estou terminado de ver aquele seriado que gosto.

—Está bem, mas assim que acabar a senhorita vai direto escovar os dentes, rezar para seu anjinho da guarda e dormir.

Milla assentiu prontamente, no entanto sua mãe a conhecia bem para saber que mais tarde quando fosse vê-la a encontraria ressonando com um livro nos braços.

Isabella foi até a cozinha agradecer e dispensar Sue por hoje e depois subiu para tomar um banho e trocar de roupa, entretanto antes de tirar suas roupas pegou o celular e ligou para Edward, mas a chamada foi direto para a caixa-postal.

Onde ele estaria? Tentou novamente e nada. Ligou para a base SEAL, entretanto lhe informaram que seu marido não havia regressado para lá de que saiu mais cedo e não estava em nenhuma missão até onde sabiam.

Será que ele havia ido visitar a família ou foi atrás de Emmett? Se fosse isso ela não saberia até ele chegar em casa, pois apesar de ter os números não ligaria para a casa da família dele e muito menos para o coronel McCarty.

—E você ainda tem a cara de pau de reclamar quando não atendo suas ligações! Ah meu amor se você soubesse o quanto me preocupo quando você some assim. No entanto do que estou reclamando? Eu sou casada com um general SEAL! -a esposa de Edward resmungava consigo mesma enquanto tomava banho.

Quando saiu de casa deixando Milla sob os cuidados de Sue, Edward ainda não tinha plena certeza sobre para aonde estava indo até parar em frente a mesma boate que certa vez viu sua esposa e seu soldado, Paul dançando juntos.

Era um lugar bastante frequentado pelos homens da marinha americana.

Ele foi direto ao bar e pediu uma dose da mais forte bebida que houvesse ali e bebeu tudo em um único gole. Fez isso outras duas vezes e quando estava prestes a repetir o gesto pela quarta vez sentiu uma mão forte sobre seu ombro.

Continua...