Coração de Gelo ─ Nova Versão

1 Lembranças de um sonho que virou pesadelo...


Notas iniciais
Olá amores, sejam bem-vindas (os) a esta nova aventura! Esta fanfic teve sua primeira versão escrita por mim aqui no Nyah em 2013, mas por ela ter sido plagiada três vezes, eu tive que modificar a história dela muitas vezes e o enredo original acabou nunca sendo postado, mas agora eu decidir postá-lo e esta NOVA versão é MUITO diferente da ANTIGA versão, além de ser melhor, mais madura, menos corrida, mais estruturada, melhor escrita e contada EXATAMENTE como sempre desejei contá-la. OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Geralmente os postos de comando como almirante e vice-almirante são ocupados por pessoas mais velhas, que normalmente estão acima dos 50 anos de idade, mas aqui na fic eu estou deliberadamente ignorando esta regra, pois os personagens que ocupam esses postos são bem mais jovens. Por favor, comentem, pois os comentários são o incentivo de uma autora e sem eles não é possível saber quando se está acertando ou errando na história, por isso eles são muito importantes para mim e espero que vocês possam comentar. Por favor, leiam as notas finais.

Capítulo 1

Lyon, França...

A Mercedes Guardian negra foi estacionada em frente à sede da Interpol* e de dentro dela saiu uma morena de pele alva e olhos cor de chocolate, que enxergavam como os de uma águia.

Ela era Isabella Swan, a mais temida e respeitada agente da Interpol, afinal não era por acaso que as pessoas tremiam ao som de seu nome, pois sua reputação ousada a precedia por onde quer que ela fosse e sua fama de má não era nenhuma mentira.

─ Ai vem à megera. ─ uma das funcionárias do lugar sussurrou para o seu colega ao lado quando Isabella adentrou o local.

─ Shhh... ou você vai acabar descobrindo porque as pessoas a chamam de Coração de Gelo. ─ ele sussurrou de volta quando a morena passou por eles acenando com a cabeça na direção deles.

─ Ela não pode ser tão ruim assim. ─ a funcionária que antes a tinha chamado de megera, murmurou quando Isabella ou Bella, como alguns a chamavam, estava longe o suficiente para não poder ouvir a conversa deles.

─ Talvez não, mas dizem por ai que ela foi capaz de atirar no próprio parceiro de trabalho durante uma missão na Grécia e que por culpa dela o cara ficou coxo e teve que se aposentar por invalidez. ─ o rapaz comentou e sua colega de trabalho rolou os olhos acreditando que aquilo não passava de exagero da parte dele.

─────

Isabella raramente aparecia na sede da Interpol, porque ela passava a maior parte do seu tempo cumprindo as missões externas que lhe eram dadas por sua chefe, mas a agente especial sabia que os demais funcionários, que ali trabalhavam diariamente, estremeciam de medo quando isso acontecia e ela se divertia com aquilo.

─ Você está atrasada. ─ Justine, sua chefe, constatou quando Isabella chegou ao escritório principal.

─ Eu sei e peço desculpas por isso, mas limpar a bagunça feita por aqueles psicopatas ingleses demorou mais do que eu esperava. ─ a morena resmungou.

─ Nossa! Eles eram tão ruins assim? ─ Justine indagou.

─ Ruim é apelido, porém depois falamos disso. Por que você me chamou até aqui? ─ Isabella questionou.

─ Ah, direta como sempre! Eu gosto disso em você, sabia? ─ Justine comentou com ela.

─ Então pare de me enrolar e vá direto ao ponto. ─ a morena exigiu e Justine riu diante de tamanha impaciência.

Uma característica de Isabella já bastante conhecida por aqueles que lhe rodeavam.

─ Okay. Há alguns dias me pediram para indicar o nome de algum agente que fosse capaz de ser um grande líder e eu não pensei duas vezes antes de sugerir o seu, apesar de não saber se ele seria ou não aprovado pelo senado americano, no entanto acabou sendo e por esta razão o presidente americano acaba de nomeá-la como a nova diretora geral do FBI. ─ Justine revelou empolgada em dar aquela noticia para Isabella.

─ Isso por acaso é alguma brincadeira de mau gosto? ─ a morena perguntou séria.

─ Eu pareço estar brincando? ─ sua chefe, agora tão séria quanto ela, lhe devolveu a pergunta.

─ O pior é que não e é isso o que me apavora. ─ Isabella respondeu. ─ Justine, você melhor do que ninguém sabe que eu não posso aceitar esse cargo.

─ É claro que pode! ─ sua chefe a contradisse.

─ Não. Eu não posso! Não quando isso significa ter que regressar aos EUA e consequentemente reencontrar aquele homem. ─ a morena retrucou apavorada diante daquela possibilidade, mas Justine não recuou.

─ Aquele homem é seu marido e pai da sua filha, portanto mais cedo ou mais tarde você terá que enfrentá-lo. ─ sua amiga e chefe, sentenciou.

─ Não! Edward Cullen não passa de ser o assassino do meu pai e nada mais! ─ a morena afirmou irritada, fazendo sua amiga suspirar.

─ Por Deus, Bella, nem você acredita nesse absurdo! ─ Justine exclamou. ─ No fundo você sabe que só o abandonou por influência da sua mãe, que por sinal sempre o detestou e se aproveitou da sua confusão e fragilidade emocional para te afastar dele e te colocar contra ele. ─ declarou.

─ Talvez você tenha razão. Mas e se eu estiver errada? E se Edward realmente houver matado o meu pai? ─ Isabella questionou aflita.

─ Então você terá a chance de prendê-lo com suas próprias mãos. ─ Justine lhe respondeu.

─ Não entendi. Como eu poderia prendê-lo se a responsável por investigar o caso sobre a morte do meu pai é a Marinha Americana e não o FBI? ─ a morena quis saber.

─ Eu sei. Porém a Marinha Americana acaba de pedir ajudar ao FBI para tentar descobrir alguma coisa útil sobre o caso, já que sozinha ela não está conseguindo chegar a lugar algum. ─ sua chefe explicou e em seguida prosseguiu. ─ Em outras palavras: Como diretora geral do FBI você terá pleno acesso ao caso e assim poderá descobrir se de fato seu marido assassinou o seu pai ou se ele apenas está sendo injustiçado. ─ Justine disse e Isabella estremeceu só de cogitar a ideia de ter sido injusta com Edward ao abandoná-lo há 13 anos.

─ Eu não sei o que fazer. Eu... preciso pensar. ─ a morena murmurou e antes que Justine pudesse dizer algo a respeito Isabella se foi a deixando para trás.

─────

Washington, D.C, EUA...

Há 13 anos maio não era exatamente mês preferido do almirante Edward Cullen e todos sabiam disso, por isso buscavam ao máximo não irritá-lo, pois ninguém desejava ser alvo de sua irá, excerto Emmett McCarty, o vice-almirante SEAL e melhor amigo dele, que sempre esteve ao seu lado durante todos esses anos de sofrimento.

─ Outra vez pensando em Isabella? ─ Emmett perguntou a Edward quando o mesmo parou de treinar para poder beber água.

─ E quando é que não estou? ─ seu amigo lhe devolveu a pergunta.

─ Edward, eu sei que é difícil, mas você precisa esquecer essa mulher. É mais do que óbvio que ela não te ama nem nunca te amou como você a ama. ─ o vice-almirante tratou de aconselhá-lo e em troca acabou recebendo um olhar mortal de Edward.

─ Cale-se Emmett! Você não sabe nada sobre os sentimentos da minha esposa em relação a mim. ─ o almirante grunhiu para ele.

─ Nem mesmo você sabe. Afinal hoje se completam 13 anos desde que ela se foi do país te abandonando atrás das grandes, enquanto te acusavam de um crime que você não cometeu e você nem mesmo sabe onde ela está com a filha de vocês! ─ Emmett retrucou.

─ Emmett, você não está dizendo nada do que eu já não saiba, mas será que você não pode se colocar no lugar de Bella por um instante e entender que talvez você tivesse reagido igual se estivesse no lugar dela? ─ Edward questionou.

─ Não. Eu não teria, porque sou leal às pessoas que amo. ─ o vice-almirante afirmou.

─ E sua lealdade não ficaria dividida se o seu pai fosse assassinado e a sua esposa fosse a principal suspeita do crime? Afinal teoricamente você amaria os dois. ─ Edward retorquiu sagaz.

─ Está bem. Eu me rendo. Você tem razão, a minha lealdade ficaria dividida, mas eu ainda não acho justo que você siga sofrendo por uma mulher que parece ter se esquecido da sua existência. ─ Emmett disse de maneira honesta.

─ Ninguém jamais esquece um amor verdadeiro e eu sei que Bella me amava de verdade. ─ o almirante declarou e em seguida saiu deixando seu melhor amigo sozinho na sala de treino.

─────

Em seu dormitório Edward tirou a roupa que usava e foi para o banho. Ao sair de lá ele se enrolou em uma toalha e se jogou em sua cama antes de pegar o porta-retratos em que estava uma foto sua ao lado de Bella durante o primeiro encontro romântico oficial deles.

Na foto Bella e ele estavam em um momento de descontração onde ambos sorriam para a câmera e Bella tampa os olhos dele com as mãos dela.

Ali eles estavam no auge da felicidade, uma felicidade que tinha prazo de validade, mas nenhum deles desconfiava disso enquanto viviam aquele amor que nasceu entre eles de forma tão natural e espontânea.

Pensar nisso fez Edward mergulhar nas lembranças de uma época em que a vida parecia um sonho que se tornou um pesadelo do qual há 13 anos ele vinha lutando para despertar.

─ Edward. ─ Charlie, seu amigo e mentor, chamou por ele quando Edward ia passando em frente a sala dele.

─ Sim. ─ Edward prontamente respondeu ao chamado de Charlie parando na porta da sala dele.

─ Eu ouvi dizer que você terminou com Lucy. ─ Charlie comentou com ele.

─ É verdade. Eu já tinha me esquecido que aqui as noticias não correm, elas voam. ─ Edward respondeu em tom brincalhão e seu amigo riu.

─ Eu gostaria de poder dizer que sinto muito pelo fim do seu namoro com Lucy, mas a verdade é que eu estou feliz que isso tenha acontecido. Aquela mulher não era para você. Em minha opinião você merece alguém muito melhor que ela e que te ame de verdade. ─ Charlie fez uso de sua habitual sinceridade.

─ Eu gostaria que você tivesse me dito isso há dois anos quando lhe contei que eu iria pedi-la em namoro. ─ Edward confessou antes de entrar na sala de Charlie e fechar a porta atrás de si.

─ Bem que eu tentei, porém você é o tipo de homem que quando se apaixona se joga de cabeça e não escutar a mais ninguém. ─ Charlie respondeu.

─ Eu sei e este é um defeito que ando tentando corrigir, no entanto não sei se algum dia serei capaz disso. ─ admitiu.

─ Meu jovem amigo, escute o conselho de um homem mais experiente que você: Nunca mude aquilo que é sua essência, porque ela o faz você ser quem é. ─ Charlie lhe disse e Edward sorriu para ele antes de se sentar em uma das cadeiras em frente à mesa de seu amigo.

─ Esta é a pequena Bella? ─ Edward perguntou ao ver a foto de uma linda jovem em cima da mesa de seu mentor.

Na foto a jovem estava deitada sobre a grama, vestindo roupas casuais e usando óculos de sol que lhe davam um charme a mais.

─ É sim, mas minha garotinha já não tem nada de pequena, não é mesmo? ─ Charlie disse.

─ É verdade. Confesso que estou surpreso com o quanto ela cresceu. A última vez que vi uma foto dela ela devia ter uns 11 anos de idade. ─ o jovem comentou.

─ Eu sei. E você ainda era um moleque rebelde de apenas 16 anos de idade, mas Bella cresceu e hoje aos 18 anos de idade se converteu em uma mulher responsável, assim como você se tornou um grande homem. ─ seu amigo afirmou.

─ Sua filha realmente é linda. ─ Edward não pôde discordar de Charlie. ─ Aposto que você sente muito orgulho dela e que os namorados dela te tão muito trabalho. ─ comentou.

─ Do mesmo modo que me orgulho de você e, apesar de ser linda Bella só teve um namorado de fato, mesmo tendo tido um ou outro paquera por ai, e pelo modo que ela tratava o rapaz eu duvido muito que tenha gostado dele de verdade, pois sequer fazia questão de vê-lo.

─ Talvez ela só não tenha encontrado o cara certo ainda. ─ o jovem sugeriu.

─ Talvez você esteja certo. Eu nunca tinha pensando por esse ângulo. ─ Charlie murmurou.

─ E sendo o pai superprotetor que você é aposto que essa ideia te agrada. ─ Edward falou em tom brincalhão e Charlie riu, mas depois ficou sério.

─ Na verdade, eu quero que minha garotinha seja tão feliz ao lado de alguém como eu sou ao lado de Renée. ─ seu mentor confessou e a voz dele era sonhadora.

─ Eu te admiro por isso, pois se algum dia eu tiver uma filha não sei se conseguirei ser tão tranquilo assim. ─ o jovem revelou e Charlie mais uma vez riu.

─ Você e seu eterno jeito ciumento de ser. ─ seu amigo falou divertindo-se.

─ Eu prefiro o terno zeloso. ─ Edward retrucou e Charlie gargalhou.

Depois disso Edward e ele continuaram conversando por mais alguns minutos até Edward ter de ir tratar das funções do seu cargo de vice-almirante* da Marinha Americana, mas antes Charlie o convidou para o almoço de domingo em sua casa.

─────

─ Ei Edward, é verdade que sua irmã vai entrar para o DEA*? ─ Emmett perguntou a ele durante um treino de rotina.

─ É sim. ─ Edward confirmou.

─ Aposto que dona Esme está explodindo de orgulho e que seu Carlisle está triste por sua princesinha não querer seguir os passos dele na medicina. ─ seu melhor amigo disse.

─ Você tem razão, mas de todo modo papai está feliz por ela. ─ Edward respondeu se esquivando dos golpes de Emmett.

─ Carlisle é um grande pai. ─ Emmett afirmou.

─ O melhor! ─ Edward declarou.

─ Eu queria que o meu pai fosse como o seu, mas ele não passa de um bêbado folgado e violento que agride a minha mãe. ─ seu melhor amigo lamentou.

─ Eu pensei que eles tivessem se separado. ─ comentou.

─ E se separaram, mas minha mãe é fraca. Basta ele prometer que vai mudar para ela aceitá-lo de volta. ─ Emmett revelou.

─ Cara, eu sei que se trata da vida dos seus pais, porém você precisa colocar um basta nisso. Se sua mãe não o denuncia, então o denuncie você. ─ Edward o aconselhou.

─ É isso o que você faria se estivesse no meu lugar? ─ seu amigo quis saber.

─ Ignorando o fato de que minha mãe poderia imobilizar meu pai com os braços nas costas. Sim, é isso o que eu faria, se isso significasse proteger minha mãe e dar ao meu pai a chance de se tratar e quem sabe se regenerar. A gente sabe que isso nem sempre acontece, porém você precisa tentar antes que termine sendo tarde de mais. ─ Edward respondeu honestamente.

─ Obrigado. Você sempre me diz aquilo que eu preciso ouvir, mesmo que às vezes suas palavras não me agradem.

─ Você é meu melhor amigo e sempre poderá contar comigo. ─ garantiu.

─ Assim como você sempre poderá contar comigo. ─ Emmett prometeu e logo depois os dois se abraçaram dando nas costas um do outro aqueles famosos tapinhas masculinos.

─ Ei Edward, não se esqueça do jantar no domingo. ─ Charlie os interrompeu surgindo de forma inesperada na sala de treino.

─ Não esquecerei. ─ Edward assegurou e Charlie acenou para eles antes de ir.

─ Cuidado com esse almoço. ─ Emmett alertou seu amigo.

─ Por que está me dizendo isso? ─ ele quis saber.

─ É que outro dia sem querer eu escutei uma conversa do almirante Swan com a secretária dele e ele disse algo sobre unir seus filhos. ─ contou e Edward riu.

─ Até onde sei Charlie só tem uma filha. ─ seu amigo falou.

─ Para um cara inteligente às vezes você é bem lento. O almirante Swan te considera como um filho e pelo o que entendi essa união não seria de forma exatamente fraternal e sim romântica. ─ Emmett esclareceu e Edward não fez nenhuma objeção em relação àquilo. ─ Filho da mãe! A ideia não te desagrada, não é? ─ Emmett percebeu ao se dar conta do silêncio do amigo e para o total aturdimento de Edward ele corou.

─ Eu estaria mentindo se dissesse o contrário. Isabella é uma garota bonita. ─ o amigo de Charlie murmurou após algum tempo.

─ E desde quando você se atrai só pela beleza de uma mulher? Já parou para pensar que essa garota pode ser fútil e que provavelmente é alienada? ─ Emmett indagou.

─ Eu não sei. Há algo na beleza dela que me atrai de uma maneira que nenhuma mulher me atraiu antes. E por que ela seria fútil e alienada? ─ questionou.

─ Talvez eu tenha exagerado ao chamá-la de fútil, entretanto ela pode sim ser alienada, afinal você mesmo já me disse que o almirante é um pouco superprotetor em relação à filha. Na certa essa garota foi criada em uma bolinha de cristal e não tem a menor ideia do mundo real ao seu redor. ─ seu amigo tratou de se explicar.

─ Acredito sim que Isabella seja superprotegida, mas duvido que ela seja do tipo alienada, pois Charlie sempre me falou do quanto ela é inteligente. ─ Edward esclareceu.

─ Talvez você esteja certo e eu apenas esteja sendo preconceituoso. ─ seu amigo admitiu.

A partir daí eles passaram a treinar em silêncio e ao final do treino foram até o vestiário para tomar um banho antes de irem até o pátio verificar os soldados.

─────

─ Você está no mundo da lua? ─ Rosalie, a irmã caçula de Edward, perguntou para ele.

Os dois estavam sentados no chão da sala de estar da casa de seus pais.

─ Apenas estou pensando em algo que Emmett falou. ─ respondeu.

─ E o que aquele ogro te falou? ─ ela questionou.

─ Nada de mais. Vamos falar de você. Você não quer que eu te ajude nos treinos para os testes físicos do DEA? ─ ele indagou.

─ Não mesmo. Eu não quero que as pessoas pensem que eu entrei lá por influência da minha mãe ou porque meu irmão mais velho me ajudou nos treinos. ─ sua irmã respondeu.

─ Está bem, mas se mudar de ideia me avise. ─ pediu.

─ Okay.

─ O que você vai fazer nessa noite de sábado?─ Edward quis saber.

─ Hibernar. ─ foi a resposta dela.

─ Isso é sério? Não me diga que baladeira Rosalie Cullen está se aposentando! ─ brincou.

─ É claro que não! Eu só estou cansada. ─ explicou.

─ Entendi. E por falar em cansaço eu já estou farto do seu ex me ligando para tentar saber de você. Por que você não o atende de uma vez quando ele ligar para o seu celular? Assim ele para de me torrar a paciência ligando para o meu. ─ seu irmão reclamou.

─ Porque ele é um chato e da próxima vez que ele te encher o saco sinta-se autorizado para amassar a fuça dele, afinal ela já é achatada mesmo. ─ Rosalie disse e Edward riu, mas a risada dele foi interrompida pelo som de algo se estilhaçando.

─ O que foi isso? ─ Edward perguntou, entretanto antes que Rosalie pudesse lhe responder eles ouviram a voz alterada do pai deles.

─ Você ficou louca? Você poderia ter me machucado com esse vaso. ─ Carlisle disse parecendo bastante irritado com a atitude da esposa.

─ Era para machucar mesmo. Você pensa que eu não vi aquela oferecida da Alice Brandon dando em cima de você! ─ a mãe deles gritou claramente alterada.

─ Esme, por favor, não comece a ver coisas onde não têm. ─ o pai deles pediu. ─ Alice é apenas uma amiga.

─ Uma amiga que é louca para pular na sua cama. ─ Esme rebateu.

─ É nessas horas que me lembro de onde vem o seu lado ciumento. ─ Rosalie comentou com o irmão.

─ Pode até ser, mas eu não fico vendo coisas onde não existem. ─ ele se defendeu.

─ É verdade, porém apesar de quase sempre ficar ao lado do nosso pai, desta vez eu preciso dar razão a nossa mãe. Alice é louca por ele e você sabe disso.

─ Sim. Eu sei, mas o que importa é que o nosso pai não está nem ai para ela. Ele é louco pela mamãe e isso não é segredo para ninguém, além do mais, Alice tem idade para ser filha dele. ─ Edward defendeu Carlisle.

─ Você tem razão. Entretanto ela não parece se importar com esse detalhe. ─ sua irmã comentou.

─ O problema é dela. O que vale é que nosso pai é o cara mais fiel do mundo. Ele não só respeita como nos ensinou a respeitar o sacramento do matrimônio.

─ Você está certo e por essa razão eu tenho certeza de que quando você se casar você será o mais fiel dos homens. ─ Rosalie afirmou.

─ Você me conhece bem. ─ Edward disse e depois beijou a testa da irmã.

─────

─ Estou bem? ─ Edward perguntou para sua mãe no fim da manhã de domingo.

─ Lindo como sempre! Uma pena que mesmo tão bonito até agora você não foi capaz de me arranjar uma nora decente que possa me dar netos lindos como você. ─ Esme resmungou.

─ Nossa mãe! A senhora fala como se eu fosse um quarentão encalhado e não um cara de 23 anos de idade. ─ ele respondeu em tom brincalhão.

─ Garoto, idade é só um número. Eu quero netos! ─ sua mãe retrucou e Edward riu.

─ Okay dona Esme. Eu vou pensar no seu caso, mas agora eu preciso ir ou vou me atrasar para o almoço na casa de Charlie. ─ Edward disse a abraçando por trás e dando um beijo estalado em seu rosto.

─ Vai com Deus, meu menino e dê lembranças minhas a Charlie. ─ Esme disse.

─ Pode deixar! ─ Edward gritou já a caminho da garagem onde estava seu Cadillac Escalade preto.

─────

Faltando dez minutos para o meio dia Edward chegou à casa de Charlie e quando ele tocou a campainha à porta foi aberta instante depois por Isabella e se ele a tinha achado linda por foto pessoalmente ela era ainda mais bonita e encantadora.

─ Olá. Você deve ser Edward Cullen, não é mesmo? ─ ela perguntou a ele e Edward pensou que ele nunca tinha ouvido voz mais angelical e doce que a dela.

─ O próprio. A seu dispor senhorita Swan. ─ ele respondeu a pergunta dela e depositou um beijo suave e respeitoso sobre os dedos da mão direita dela.

A jovem então o pegou de surpresa ao torcer o nariz diante das palavras dele.

─ Por favor, me chame apenas de Isabella ou Bella, pois pelo que o meu pai me disse você é como um filho para ele. ─ ela pediu.

─ Está bem Bella e permita-me dizer que o seu nome e apelido lhe caem muito bem. ─ Edward a elogiou.

─ Obrigada. ─ Bella lhe agradeceu e um tom de rosa adorável tomou conta de suas bochechas quando ela corou diante do elogio dele. ─ Por favor, entre. Papai está lá no jardim a sua espera. ─ ela falou lhe dando espaço para que ele pudesse entrar.

─ Você se importaria de me guiar até lá? É que eu só vim aqui uma vez e nem mesmo cheguei a entrar. ─ explicou.

─ É claro. Que cabeça a minha! ─ Bella exclamou dando um tapinha na própria testa. ─ Me acompanhe. É por aqui. ─ pediu e em seguida caminhou à frente para lhe mostrar o caminho.

Nesse momento Edward não pôde deixar de pensar que além de um lindo rosto ela tinha uma bela silhueta com curvas muito bem distribuídas e definidas por todo o seu corpo recém-formado de mulher.

Deus! Será que Emmett estava certo sobre as intenções de Charlie? Edward se perguntou, mas logo varreu de sua mente todo e qualquer pensamento indecente sobre a filha de seu amigo.

─ Edward. ─ a voz de Garrett, o contra-almirante* SEAL da Marinha, na porta de seu dormitório arrancou o almirante de suas lembranças e o trouxe de volta ao presente.

─ Sim. ─ Edward respondeu ao chamado dele.

─ O subdiretor do FBI está ao telefone e quer falar com você. ─ Garrett o informou.

─ Está bem. Por favor, peça para ele ligar de voltar em dez minutos. ─ o almirante pediu.

─ Okay. ─ Garrett respondeu e logo Edward ouviu os passos dele se afastando.

Mas o que Jasper Hale poderia estar querendo a uma da manhã? O almirante se perguntou antes de se levantar da cama e ir se vestir afinal ele não estava apresentável para aparecer em público e não seria legal que os seus companheiros de tropa o vissem passeando pela base SEAL exatamente como ele veio ao mundo.

Continua...

Notas finais
Contra-almirante: é um posto de oficial, nas forças navais de vários países. Normalmente, corresponde ao primeiro posto permanente de oficial general sendo imediatamente inferior a vice-almirante. Vice-almirante: é um posto de oficial general, existente nas forças navais de vários países do Mundo. Normalmente é o posto imediatamente inferior ao de almirante e superior ao de contra-almirante. Almirante: é a designação genérica da mais alta patente de oficial general nas forças navais de muitos países. FBI: é a policia federal americana. DEA: é a policia americana especializada em drogas. Interpol: é uma organização internacional que ajuda na cooperação de polícias de diferentes países. SEAL: é o mais respeitado e temido grupo das forças armadas americanas. Por terem muitas diferenças entre as duas versões eu vou citar apenas algumas aqui: * Para começar o assassino e a razão do assassinato de Charlie são outros. * O Anjo a agora é outra pessoa e o destino dele também. *Diferente da ANTIGA versão nesta NOVA versão serão mostradas todas as lembranças do casal Beward desde que se conheceram até a separação há 13 anos e algumas lembranças pós-separação também estarão presentes. *O ódio de Renée por Edward agora terá outro motivo e a história dela será diferente. *Nesta NOVA versão vocês poderão conhecer exatamente como Bella costumava ser com todos antes de se tornar a fria Coração de Gelo. *A postura de Bella também se modifica nesta NOVA versão, sendo às vezes para a melhor e outras para a pior. *Nosso Edward passa a ser chamado da maneira correta correspondente as patentes da Marinha, que no caso dele é ALMIRANTE. *Edward ainda amará Bella com loucura e continuará sendo o homem sensível que a maioria conhece, mas nesta NOVA versão ele terá uma postura mais firme, justa e decidida. *Na ANTIGA versão de Coração de Gelo Bella trabalhava em uma subsede do FBI fora do país, agora ela vem da INTERPOL para o FBI. Autora: Nilcia Silva. Capa: Paulinhahalle. Revisão: Therose. As postagens de capítulo serão feitas sempre que possível. Da mesma autora de Amor ao Limite, Coração de Gelo, Vidas Trocadas, Meu Querido Presidente!, entre outras... Pequenas informações interessantes: O SEAL é o mais respeitado e temido grupo das forças armadas americanas. Os soldados SEAL's estão presentes em quase todas as missões do EUA para limpar o caminho para as demais forças armadas do país. O grupo SEAL pertence à Marinha Americana e seus soldados eliminaram o famoso terrorista Bin Lader. Beijos.