Notas iniciais
Oi amoressss!!! Passando aqui rapidinho para atualizar a fanfic e para dizer que domingo eu volto. Esse capítulo era para ter saído ontem, mas eu tive que ir a uma festa familiar de aniversário dupla. A piada é que eu organizei metade dela e esqueci que ia ser ontem kkkkkkkkkkkkkk É mole! Esse capítulo já está revisado. Boa leitura e por favor, leiam as notas finais.

Capítulo 9

─ Tio Edward?! ─ Charlotte, a sobrinha do almirante Cullen, exclamou baixo ao vê-lo parado na porta da escola dela.

─ Oi princesa. Sentiu minha falta? ─ ele perguntou ao se aproximar da menina para abraçá-la e em seguida beijar os cabelos dela.

Aos dez anos de idade Charlotte era uma criança linda e tão loura quanto sua mãe, mas os intensos olhos azuis dela eram de alguém desconhecido para a família Cullen.

─ Muita. Eu não lhe vi hoje antes de sair para a escola. ─ ela reclamou depois de sorrir e responder a pergunta dele.

─ Eu sei querida. Desculpe-me, mas o titio teve que sair para trabalhar mais cedo hoje. ─ Edward disse e sua sobrinha assentiu.

─ Tudo bem. Eu entendo, mas onde está Nancy? Eu pensei que ela vinha me buscar hoje. ─ ela perguntou ao sentir falta da babá que sua própria mãe tinha contratado para cuidar dela antes de sumir em uma missão da DEA.

─ Antes de sair do trabalho eu liguei para Nancy avisando que eu mesmo vinha buscar você na escola e ela está em casa nos esperando. ─ ele explicou e outra vez Charlotte anuiu. ─ Vamos? ─ a chamou e ela sorriu de novo.

─ Vamos. ─ a menina respondeu e pegando a mochila dela o almirante a levou para o carro dele.

─ Faz tempo que nós dois não tomamos um soverte juntos, não acha? ─ Edward comentou com sua sobrinha após coloca-la dentro do carro no banco traseiro e prendê-la com o cinto de segurança.

─ Faz. ─ ela concordou e ele sorriu para a menina.

─ E o que você acha de irmos tomar um agora? ─ questionou.

─ Eu ai adorar! ─ respondeu animada.

─ Vamos lá então. ─ seu tio disse e deu a volta no veiculo para poder se sentar no banco do motorista e dirigir até a sorveteria mais próxima da escola.

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─ Eu gosto daqui. É legal. ─ Charlotte comentou quando eles já estavam sentados a uma das mesas da soverteria.

─ Eu também gosto, mas se a sua mãe estivesse aqui ela me diria que eu não deveria estar dando soverte a você antes da hora do almoço. ─ Edward respondeu saudoso.

─ Um dia ela volta e puxa sua orelha, mas por enquanto esse é um segredo nosso. ─ ela rebateu otimista e seu tio se sentiu orgulhoso dela, pois apesar de ser uma criança Charlotte sempre se mostrou confiante sobre a volta da mãe e era por essa atitude dela que ele nunca desistiu de procurar a irmã dele.

─ Vai sim querida. Já escolheu de qual sabor vai ser o seu o soverte? ─ a questionou ao optar mudar de assunto para não deixá-la triste por conta da imensa saudade que sua sobrinha tinha da mãe, mesmo sem poder recordar do pouco tempo em que elas estiveram juntas antes do desaparecimento de Rosalie.

─ Hum... Um napolitano com muita, mas muita calda de chocolate! ─ ela respondeu quase salivando de tanto desejo por aquele sabor de soverte e o almirante não pôde deixar de pensar que esse era o preferido do seu melhor amigo.

Mas por que mesmo ele estava pensando em Emmett agora? Ele se perguntou, porém logo baniu tais pensamentos da sua mente e se concentrou em Charlotte.

─ Tio, o senhor está bem? ─ a menina indagou quando após seu tio fazer o pedido do soverte ele ficou parecendo meio disperso as vezes e ela percebeu esse detalhe quando ambos já estavam na metade da taça de soverte, que por ser muito grande para uma criança tomar sozinha, eles acharam melhor dividir.

─ Estou sim princesa, mas tem algo que eu preciso contar para você. ─ Edward murmurou.

─ E o que é? ─ Charlotte inquiriu com a curiosidade nata das crianças, e como quase todas são, ela foi direta na pergunta que fez a ele.

─ Milla voltou para os EUA. ─ seu tio também achou melhor ir direto ao ponto e ele tinha contado pouco a ela sobre Milla ou Bella, no entanto Charlotte sabia o suficiente para entender de quem Edward estava falando.

─ Milla... a sua filha? ─ ela quis saber ao ser pega de surpresa por aquela informação inesperada.

─ Sim. ─ respondeu.

─ E onde ela está agora? Como ela é? ─ curiosa sua sobrinha o encheu de perguntas.

─ É linda como você, só que um pouco mais velha e ela está morando aqui na cidade com a mãe dela. ─ o almirante respondeu e a expressão dela ganhou um ar de tristeza.

─ Isso... isso quer dizer que agora eu terei que ir morar com meus avós porque o senhor não terá mais tempo para mim? ─ sussurrou e ele ficou alarmado por ela ter chegando rapidamente a essa conclusão equivocada.

─ Não, querida. Eu amo você e sempre irei cuidar de você independentemente das circunstâncias porque você e Milla são o que eu tenho de mais importante na minha vida. ─ seu tio afirmou achando melhor deixar Bella de fora daquela frase para não confundir a cabecinha dela e ao dizer aquilo para Charlotte ele se ajoelhou na frente dela para ficar na altura dela e poder mirá-la nos olhos.

─ Mesmo? ─ ela perguntou desconfiada.

─ Mesmo. ─ Edward confirmou. ─ E eu sei que eu não sou sua mãe, mas quando ela me deixou responsável por você eu jurei que sempre irei protegê-la e eu jamais quebrarei esse juramento.

─ Isso quer dizer que eu vou continuar morando com o senhor? ─ inquiriu.

─ Vai sim, mas você também terá que aprender a dividir minha atenção com Milla, porque assim como você ela precisa de mim e eu sempre irei protegê-la e amá-la da mesma forma que faço com você. ─ ele explicou e mesmo contrariada sua sobrinha assentiu.

─ Agora sorria, está bem? Eu não gosto de ver você triste. ─ o almirante disse e Charlotte se esforçou para atender ao pedido dele.

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─ Que bom que vocês já chegaram! ─ Renée exclamou quando Bella e Milla entraram em casa.

─ Oi mãe.

─ Oi vovó. ─ as duas disseram juntas e Renée sorriu para elas.

─ Vocês estão com fome? ─ Renée perguntou atenciosa.

Ela adorava cuidar delas.

─ Na verdade não. Milla me pediu para almoçar fora hoje e no caminho para cá nós passamos num restaurante. ─ Bella respondeu um pouco constrangida por não ter vindo almoçar em casa com sua mãe. ─ Eu trouxe sua sobremesa preferida. ─ ela disse agitando uma pequena sacola de papelão em sua mão direita.

─ Ah, obrigada querida. Deve estar uma delicia. Vamos Milla. É melhor você tomar um banho antes de começar a fazer o seu dever de casa e enquanto isso você me contar como foram as coisas lá no colégio. ─ Renée começou a tagarelar para a neta e Bella sorriu ao observá-las subirem as escadas para o segundo andar e em seguida ela mesma foi para o seu quarto tomar um banho antes de voltar para o trabalho.

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Edward realmente é o homem da sua vida.” Aquela antiga frase de Charlie Swan atingiu a mente de Bella quando ela menos esperava, na hora de se preparar para tomar seu banho e o que era apenas para ser um momento de tranquilidade a levou a pensar num acontecimento que sucedeu há muito tempo...

─ Você está bem? ─ Charlie questionou quando ele notou que sua filha estava mais distraída que o normal enquanto ela estava lhe fazia companhia na cozinha.

O almirante naquele dia estava fazendo o jantar.

─ Hum. ─ ela murmurou ao não entender o que ele tinha lhe dito.

─ Eu perguntei se você está bem. ─ esclareceu e Bella piscou algumas vezes repetidamente antes de responder.

─ Estou. ─ a garota falou se sentindo atordoada pela intensidade dos seus próprios pensamentos secretos.

─ Então por que você está não distraída? ─ indagou.

─ Nada não. ─ ela disse e seu pai a encarou cético.

─ Você nunca escutou aquela famosa frase que diz que quem nada é peixe? ─ ele a provocou cínico e Bella sorriu.

─ Eu só estou relembrando algumas coisas. ─ isso foi tudo o que ela se permitiu dizer a Charlie.

─ Que coisas? ─ perguntou indiscreto e sua filha corou até seu último fio de cabelo. ─ Ah meu Deus, não me diga que esses seus pensamentos estão relacionados a sexo! ─ ele exclamou apavorado e um pouco enojado pela cena que surgiu na sua cabeça ao imaginar sua filha e Edward fazendo sexo, entretanto essa reação dele foi plenamente natural, já que para nenhum pai é fácil pensar nos seus filhos fazendo sexo, pois isso significa que eles já cresceram e mesmo que Charlie torcesse muito pelos dois o fato dele amar seu genro como um filho só aumentava a intensidade dos seus sentimentos de espanto e tentativa de negação.

─ Então eu não digo. ─ a jovem respondeu ao dar de ombros e seu pai gemeu.

─ Está bem. Eu aguento. Você e Edward já tiveram a primeira vez de vocês juntos? ─ o almirante perguntou para sua filha após respirar fundo.

Bella assentiu sem jeito.

─ E foi bom para vocês dois? ─ a questionou.

Ela assentiu de novo.

─ Vocês... é... conseguiram se entender bem? ─ ele inquiriu mais envergonhado do que sua própria filha por estar lhe fazendo essas perguntas.

─ Sim. ─ ela sussurrou desconcertada, todavia Charlie conseguiu ouvi-la.

─ E ele foi gentil com você? ─ ele se obrigou a continuar perguntando, porque o almirante sabia que sua filha não teria coragem de conversar sobre esse delicado assunto com a mãe dela.

─ Muito mais do que eu poderia esperar. ─ a morena respondeu com sinceridade.

─ E como você se sente sobre essa nova fase da sua vida? ─ Charlie a questionou tentando não soar tão invasivo para sua filha.

─ Plena. Eu com certeza fiz a escolha certa ao aceitar namorar Edward. ─ ela declarou e isso foi o suficiente para deixar Charlie muito feliz pelos dois.

─ Ai caramba! ─ de volta a realidade Bella praguejou quando distraída com suas lembranças ela deixou cair o vidro de removedor de maquiagem em cima do seu pé e isso foi suficiente para espantar suas recordações para longe e fazê-la se concentrar no seu banho.

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─ Filho que surpresa boa ver vocês aqui! ─ Esme Cullen exclamou ao voltar do trabalho e encontrar Edward e Charlotte na sala de estar da casa dela.

─ Olá mamãe.

─ Oi vovó. ─ ele e Charlotte a cumprimentaram ao mesmo tempo.

─ Está tudo bem? Vocês não costumam vir aqui durante os dias uteis da semana. ─ ela indagou desconfiada ao vê-los ali naquele dia.

─ Está tudo ótimo! Mais do que ótimo! ─ o almirante respondeu animado e sua sobrinha riu da empolgação dele.

─ Que bom querido. Onde está o seu pai? Eu vi o carro dele lá na garagem. ─ Esme perguntou depois de dar um beijo no rosto do filho e antes fazer o mesmo com sua neta caçula.

─ Ele foi à cozinha pegar alguns refrigerantes. ─ Edward respondeu e voltou a se sentar no sofá de onde tinha se levantado para abraçar sua mãe.

─ Nesse caso eu vou lá em cima trocar roupa e já volto. ─ Esme disse e de fato ela não demorou, pois menos de dez minutos depois a mãe do almirante estava de volta à sala de estar e durante esse tempo ela tomou um banho. Além do mais, no lugar da farda da farda azul da Marinha Americana a capitã agora estava usando um vestido florido bastante casual.

─ Olá, meu bem. ─ Carlisle, seu marido, a cumprimentou ao vê-la.

Ele tinha voltado a pouco da cozinha e como sempre fazia a beijou nos lábios sem se importar que alguém estivesse presente os observando.

─ Ai que romântico! ─ Charlotte suspirou espontaneamente ao ver aquela cena e essa atitude dela arrancou risadas dos adultos.

─ Querida, por favor, pegue o seu refrigerante e o leve lá para cima com você. Eu preciso ter uma conversa de adultos aqui com os seus avós agora. ─ Edward pediu e sua sobrinha nem pensou em contrariá-lo, porque ela foi educada para sempre respeitar os mais velhos e na maioria das vezes seguia arrisca esse ensinamento.

─ Te amo. ─ Charlotte disse e antes que Edward pudesse responder algo para ela a garotinha saiu correndo para o andar de cima.

─ Aconteceu alguma coisa? ─ Carlisle perguntou preocupado para o filho quando os três ficaram a sós.

─ Sim. Bella e Milla estão de volta a Washington D.C. ─ o almirante disparou a queima roupa e sua mãe soltou um grito de surpresa.

─ Quando isso aconteceu? ─ seu pai questionou um pouco mais controlado que a mãe dele, mas igualmente nervoso.

─ Ontem. ─ Edward respondeu e imediatamente ele começou a narrar todos os fatos que aconteceram durante seu reencontro com a dele, porém deixando de fora a parte da discursão que Bella e ele tiveram na casa dela e também o beijo que os dois trocaram lá. ─ É isso. ─ o almirante disse quando terminou seu relato sobre aquele assunto e seus pais o encararam abismados.

─ Céus, Deus é grande e eu sempre soube disso, mas nesse momento eu não sei se eu quero estrangular Isabella ou se eu pulo de alegria por estar tão perto da minha neta! ─ sua mãe exclamou em êxtase.

─ Acho melhor a senhora escolher a segunda opção. Os meus assuntos com Bella são apenas nossos e eu agradeceria se vocês respeitassem essa minha decisão. ─ ele aclarou e Carlisle anuiu, no entanto Esme não disse, nem fez nada por medo de acabar quebrando aquela promessa.

─ E como vocês dois pensam em agir daqui para frente? ─ seu pai quis saber.

─ Nós ainda não tivemos condições emocionais de conversamos como duas pessoas civilizadas e a única certeza que eu tenho é que a partir de agora Milla sempre será uma presença constante na vida de todos nós. ─ declarou e seus pais assentiram.

─ Filho, eu estou muito feliz por você, apesar das coisas para vocês ainda não terem se resolvido cem por cento e eu vou me esforçar ao máximo para não me intrometer nos seus assuntos com a sua esposa, entretanto se ela passar dos limites eu não responderei por mim. ─ Carlisle o alertou e Edward suspirou.

─ Faço minhas as palavras do seu pai e eu sei que essa nossa postura incomoda você, mas nós não podemos permitir que ela faça você sofrer mais ainda. Não é justo. ─ Esme também não se pronunciou e o filho deles não se sentiu no direito de contestá-lo, porque ele também era pai e se a felicidade da sua filha algum dia fosse ameaçada ele jamais hesitaria em entrar em ação para protegê-la.

Droga. De certa forma Edward era pai duas vezes e com Charlotte ele sempre adotaria a mesma postura que teria com Milla.

Sendo assim como o marido de Isabella poderia dizer que não entendia seus pais se ele os entendia perfeitamente?

─ Está bem, mas, por favor, tentem evitar confrontos com ela o máximo possível. ─ Edward lhes pediu.

─ Tudo bem, só não fique contra nós se algum dia nós não conseguimos atender ao seu pedido. ─ sua mãe pediu e seu pai apertou a mão dela endossando aquele pedido.

─ Vocês são meus pais. Eu sei o quanto me amam e quanto vocês querem meu bem. Por essa razão eu os admiro e sempre irei respeitá-los. Não importa o quanto eu fique furioso com alguma atitude de vocês eu nunca ficarei contra vocês, nem irei desrespeitá-los porque sei o quanto isso seria ingrato da minha parte. ─ o filho deles declarou emocionado e tanto Esme, como Carlisle sentiram a garganta embagar. ─ Além disso, vocês me dariam uma surra se algum dia eu fosse louco o suficiente para agir ao contrário. ─ o almirante acrescentou numa tentativa de deixar o clima mais leve e funcionou porque seus pais sorriram e o que era para ser um momento de lágrimas se transformou em algo mais leve.

Mas, por trás daquela brincadeira também havia um certo pingo de verdade naquilo que ele disse sobre seus pais lhe darem uma surra.

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─ Por que você e Charlotte não dormem hoje aqui? ─ Esme perguntou quando algumas horas depois da conversa séria que eles tiveram ela estava na cozinha preparando o jantar para sua família.

─ É uma proposta tentadora. Eu estou tão cansado. ─ ele disse e sua mãe sorriu.

─ Está decidido então: vocês dormem aqui. ─ sua mãe declarou e Edward nunca foi louco de discutir com ela.

─ Nós dormimos. ─ ele concordou e eu vou até aproveitar que o jantar ainda vai demorar a ficar pronto e vou tirar um cochilo lá no meu quarto. ─ ele disse e Esme outra vez sorriu quando seu filho se levantou de uma das baquetas do balcão e a abraçou pelas costas antes de beijar o rosto dela.

─ Filho. ─ ela o chamou.

─ Eu te amo. ─ asseverou-lhe carinhosamente.

─ Eu também te amo, mamãe. ─ Edward rebateu antes de sair da cozinha e ir para seu antigo quarto.

Lá ele observou as antigas fotos da sua juventude quando Bella e ele ainda estavam juntos como um verdadeiro casal apaixonado e outras com todos os membros da sua família daquela mesma época.

Em seguida olhou com carinho para uma foto recente de Charlotte e para a cópia da única foto que ele e seus pais tinham de Milla, uma foto que foi tirada no dia em que ela nasceu e que Nathan lhe deu pouco tempo depois.

Pensar em Nathan o deixou irritado e ele decidiu focar em outras fotos para tentar esquecer um pouco da traição do seu falso amigo.

A próxima foto que Edward olhou era uma na qual Rosalie estava toda sorridente ao seu lado, uma foto tirada num dia que foi muito especial para ambos...

─ Eu passei. Eu passei! ─ Rosalie entrou gritando no quarto do seu irmão e antes que ele pudesse ter alguma reação para perguntar do que ela estava falando a loura se jogou nos braços dele, o abraçando desajeitadamente e com tanto entusiasmo que no começo Edward quase perdeu o ar.

─ Você passou e seja lá no que for eu já estou muito feliz por você. Mas no que você passou? ─ ele questionou feliz pela contagiante alegria dela.

─ No DEA. Eu acabei de receber o comunicado oficial de boas-vindas e eu mal posso acreditar que isso é verdade! ─ ela anunciou se sentindo incrivelmente feliz e realizada por ter alcançado seu tão sonhado objetivo.

─ Ah meu Deus! Isso é maravilhoso! Parabéns minha irmã! Eu definitivamente estou muito orgulhoso de você! Você merece isso e muito mais! Eu sempre soube que você iria conseguir. ─ seu irmão afirmou e a loura não poderia se sentir mais grata pela confiança que ele sempre depositou nela.

─ Obrigada. Eu mal vejo a hora de contar para os nossos pais! ─ Rosalie exclamou animada e Edward sorriu largamente.

─ Ah, por favor, mas antes de você contar me avise para que eu esteja com os meus ouvidos devidamente protegidos, porque nossa mãe vai explodir de orgulho quando souber e quando isso acontecer ela com certeza vai pirar legal! ─ ele se divertiu ao imaginar a reação da mãe deles e sua irmã riu junto.

─ Eu vou contar hoje na hora do jantar. Agora me diz o que significa esse brilho especial que eu tenho visto no seu olhar nessa última semana. ─ ela exigiu observadora e Edward sorriu sem graça.

─ Não é nada. ─ respondeu.

─ Ao contrário, eu estou vendo que é tudo. Eu só não estou entendendo porque você está demorando tanto a me contar dessa vez ─ Rosalie analisou.

─ Bella e eu avançamos para um novo nível da nossa relação e não espere que eu seja mais explicito que isso. ─ ele disse e a loura sorriu.

─ Tudo bem. Eu já entendi o que você quer dizer e pelo brilho do seu olhar eu não tenho dúvidas de que dar esse passo só aumentou a conexão sentimental que há entre vocês. ─ avaliou.

─ Sim. ─ o vice-almirante confirmou e ele tinha um sorriso suave nos lábios.

─ Isso é muito bom. Mostra que vocês são perfeitos um para o outro e eu não vejo a hora de poder conhecê-la. ─ declarou e seu irmão a abraçou carinhosamente.

─ Eu te amo. ─ ele expressou em retribuição ao carinho dela.

─ Também amo você, irmãozinho. ─ ela sussurrou de volta.

Lembranças, doces lembranças e uma imensa saudade da sua irmã caçula o almirante avaliou quando uma lágrima de dor caiu dos seus olhos.

─────

─ Louis aqui é Bella. ─ Isabella disse ao celular quando no fim do dia ela saiu do trabalho e voltou para cara.

Oui,* chérie*. Como vai? ─ Louis Fabre, um agente especial do alto escalão da Interpol, perguntou ao atendê-la.

─ Eu poderia estar melhor, mas não é sobre mim que eu quero falar agora. ─ ela respondeu.

À droite.* E sobre o que você quer falar? ─ indagou.

─ Sobre alguns dos seus informantes extraoficiais ao redor do mundo. ─ disse.

O que têm eles? ─ Louis questionou cauteloso.

─ Algum deles tem ligação com a Colômbia? ─ inquiriu.

Vários. Mas por que você quer saber? ─ perguntou.

─ Eu preciso que você entre em contato com todos eles e os coloque em ação para descobrirem o padeiro atual de Rosalie Lillian Masen Cullen. ─ explicou e Louis passou a ouvi-la com mais atenção.

Quem é ela? ─ questionou.

─ Uma agente do DEA. Ela desapareceu há dez anos durante uma importante missão dessa organização, onde deveria atuar como infiltrada para recolher informações de um perigoso cartel colombiano com conexões internacionais, especialmente conexões americanas. ─ respondeu preferindo ocultar todas as ligações pessoais entre elas.

E se meus informantes ficarem sabendo de algo a respeito dessa mulher? O que você quer que eu faça? ─ indagou.

─ Você deve me repassar todas as informações que eles conseguirem e depois eu decido o que fazer. ─ o instruiu.

Está bem. Em breve eu entro em contato com você novamente. ─ Louis respondeu e mesmo que ele não pudesse vê-la ela assentiu.

─ Está bem. Até logo. ─ Isabella disse e a ligação foi encerrada por ambos.

─ Eu não posso acreditar em você! Diga-me que eu escutei mal e que você não está pretendendo ajudar aquele assassino do seu ex-marido! ─ Renée gritou para ela revelando que ouviu as escondidas toda a conversa telefônica da sua filha.

─ Não é a Edward que eu estou ajudando. É a minha melhor amiga e eu já lhe disse para não chamá-lo assim. Além do mais, ele não é meu ex-marido. Nós nunca nos divorciamos. Esqueceu? ─ a fria Coração de Gelo a contradisse e sua mãe corou de raiva.

─ É a mesma coisa. Se você tentar encontrá-la automaticamente irá se reaproximar desse homem e eu jamais vou aceitar isso. Entendeu Isabella? Nunca! ─ gritou histérica e essa atitude dela ascendeu uma chama de desafio dentro da morena.

Uma chama perigosa que poderia impulsioná-la exatamente na direção que Renée não queria que ela fosse novamente.

Continua...

Notas finais
Oui* é igual a sim. Chérie*é igual a querida. À droite* é igual a certo. Muito obrigada a todas que comentaram no capítulo. Vocês são muito divas! Eu espero vocês nesse aqui. Agora leiam esse comunicado com atenção, por favor: AVISO: Por favor, nesse momento eu PEÇO a ATENÇÃO e a COMPREENSÃO de TODAS vocês ao LEREM esse aviso ABAIXO: Em dezembro do ano passado eu disse em outro aviso colocado aqui no grupo que a partir do dia 15/02/2019 eu iria atualizar com frequência as fanfics Amor ao Limite, Coração de Gelo, Segredos da Paixão e A Princesa Guerreira até eu terminá-las para poder voltar a atualizar as minhas outras fanfics, mas infelizmente para mim 80% de vocês não entenderam esse aviso e para que EU MESMA não perca o foco tendo que responder tantas perguntas desencontradas aqui vai uma decisão DEFINITIVA: A partir de agora eu vou atualizar UMA fanfic por vez até TERMINÁ-LA e como a minha inspiração agora está muito forte para Coração de Gelo eu vou começar fazendo isso por ela. Sendo assim, Coração de Gelo a partir da semana que VEM será atualizada DUAS vezes por semana até o fim desse enredo e DEPOIS que eu terminá-la irei atualizar Amor ao Limite da MESMA forma que ela. Quanto às outras, elas irão permanecer no meu perfil no Nyah e eu com certeza VOU TERMINAR TODAS elas, mas NÃO darei uma data final para isso acontecer. Desde já muito obrigada pela atenção e compreensão de vocês. Com todo meu carinho, Nilcia Silva.