Coração de Gelo ─ Nova Versão
5 Falso amigo
Notas iniciais
Capítulo 5
Ficar frente a frente com Bella sem qualquer aviso prévio depois de tantos anos sem vê-la e de tanto tempo ansiando por esse momento não foi algo fácil para Edward e, apesar dele ser um homem forte o almirante mal conseguiu continuar de pé diante da sua esposa ao perceber a frieza do olhar dela cada vez que ela olhava para ele dentro daquele avião. Mas, o pior de tudo para Edward foi acreditar que o amor de Bella por ele realmente tinha se transformado em ódio e que a história de amor que eles viveram agora nada mais era do que apenas a sombra de um passado remoto.
─ Senhor o carro que irá levá-lo até a nossa base já está aqui. ─ um dos soldados SEAL avisou a ele e ainda anestesiado pelas palavras duras que ouviu da sua esposa o almirante apenas assentiu e caminhou para fora do aeroporto como se estivesse com sua mente completamente fora de foco.
─ Almirante. ─ outro soldado SEAL que iria dirigir para ele até a base o cumprimentou e bateu uma rápida e discreta continência para Edward antes dele o liberar daquela formalidade com um discreto gesto de cabeça e entrar no carro completamente em silêncio.
E durante todo o caminho que percorreram naquele veiculo o almirante deixou sua mente mergulhar em antigas lembras que no decorrer desses treze anos sem noticias de Bella, ou da sua filha, tinham funcionado como uma tabua de salvação para que ele desejasse continuar lutando para provar sua inocência no crime do qual tão injustamente era acusado.
─ Então você vai mesmo ter que viajar? ─ Bella perguntou para Edward quando em uma manhã de primavera do ano de 2003 eles estavam conversando no campus da universidade de Washington.
─ Infelizmente sim, mas eu prometo que voltarei o mais rápido possível para você. ─ ele lhe respondeu e sua namorada que o fitou desgostosa.
─ E quanto tempo vai durar essa sua “encrenca”? ─ o questionou e Edward sorriu ao ouvir o codinome que ela criou para se referir as missões dele quando estavam em locais públicos, pois quase tudo sobre o trabalho dele era considerado secreto por envolver atividades de alto risco.
─ Eu não sei morango, mas creia que tudo o que eu mais quero agora era ficar longe de você! Nesse momento tão lindo das nossas vidas em que nos encontramos. ─ ele disse e Bella sorriu.
─ Morango? ─ ela perguntou e em sua voz havia um tom de diversão.
─ Eu já te disse, é o gosto que o seu beijo tem para mim. ─ esclareceu e a morena sorriu ainda mais.
─ Okay. Eu gosto de morango e só não vou te chamar de pêssego porque este seria um apelido ridículo. ─ ponderou e foi à vez do seu namorado sorrir.
─ E do que você vai me chamar? ─ inquiriu curioso.
─ Eu ainda não sei. Não é fácil dar apelidos para alguém na sua posição. ─ respondeu.
─ Alguém na minha posição? ─ Edward murmurou quando não entendeu o que Bella quis dizer com aquilo.
─ Sim. A de oficial condecorado da marinha americana. Já imaginou como seria constrangedor se eu, por exemplo, chamasse você de bebê na frente da sua tropa de soldados? ─ ela indagou e ele fez uma careta.
─ Tem razão. ─ Edward concordou com sua namorada ao se lembrar de que certa vez Lucy o chamou de lindinho na frente de alguns soldados SEAL’s e a maioria deles só não o provocou por isso pela alta patente que Edward ocupava nas forças armadas, mas quando os militares mais próximos dele souberam do acontecido o jovem teve que suportar inúmeras piadinhas sem graça sobre o assunto.
─ O que foi? ─ ela perguntou ao perceber a reação negativa dele.
─ Nada demais. É que uma vez Lucy fez algo do gênero e essa não foi uma experiência agradável. ─ ele disse e fez uma nova careta.
─ Ah, tadinho de você. ─ a morena murmurou indulgente ao invés de ficar irritada por Edward ter se lembrado da ex-namorada estando com ela.
─ Você é linda, sabia? ─ ele disse e aproveitando que estava sentada numa elevação que a deixava numa altura similar a dele Bella colocou suas mãos pequeninas no rosto dele e o olhou diretamente nos olhos.
─ E eu te adoro. ─ ela afirmou e em seguida o beijou de forma suave, porém apaixonada.
Os dois estavam juntos há cerca de um mês e meio e, apesar deste não ser um longo tempo tudo estava sendo muito intenso entre eles.
Alguns minutos depois, o despertador do celular de Bella tocou, avisando que faltava menos de cinco minutos para a próxima aula dela começar. E mesmo o casal não querendo se separar, os dois se afastaram um do outro para que a morena pudesse ir. Mas, bastou Bella olhar para o rosto desanimado do seu namorado para que ponderasse um pouco e chegasse à conclusão de que aquela aula não era tão importante assim. Não quando eles estavam prestes a passarem dias afastados um do outro.
─ Por que você não foi para sua aula? ─ Edward perguntou para sua namorada quando ela voltou para os braços dele ao invés de seguir para dentro do prédio da universidade.
─ Porque essa aula não é tão importante assim e hoje eu prefiro ficar com você. ─ respondeu amorosa quando ele a abraçou.
─ Tem certeza? ─ o jovem insistiu, não querendo prejudicá-la em seus estudos.
─ Muita. ─ Bella retrucou e ele a beijou.
“Eu prefiro ficar com você.” Ah, como Edward gostaria que a sua mulher tivesse repetido essas mesmas palavras para ele quando Charlie foi assassinado, ao invés de tê-lo abandonado como ela fez.
─ Nós já chegamos almirante. ─ o soldado SEAL que estava dirigindo para ele o avisou quando eles entraram no perímetro de uma das mais importantes bases militares das forças armadas americanas na cidade de Virginia Beach, uma cidade vizinha ao Distrito Federal americano.
Esta base atualmente estava sob o comando do almirante Cullen e por uma questão de segredo de justiça poucos ali sabiam da acusação criminal que pesava contra ele e muitos acreditavam que Bella morava fora do país por uma questão de segurança desde que o pai dela foi assassinado. Além disso, esse segredo era mantido para que Edward pudesse exercendo suas funções militares sem ter sua carreira severamente comprometida caso ele fosse verdadeiramente inocente, como desde o principio alegava ser e infelizmente ainda não tinha conseguido provar legalmente.
O almirante então saiu do carro e seguiu diretamente para o gabinete do comandante-chefe da Marinha América, Nathan Fox.
─ Olá, Genevieve. ─ ele cumprimentou educadamente a secretária do comandante.
─ Almirante Cullen que prazer revê-lo. Em que posso ajudá-lo? ─ ela respondeu as palavras dele com extrema simpatia.
─ O comandante Fox está? ─ o almirante a questionou sem deixar transparecer qualquer traço do seu verdadeiro estado de espirito naquele momento.
─ Sim, mas ele foi bem claro quando me disse que não deseja ser incomodado por ninguém. ─ a secretária explicou para ele.
─ Neste caso eu sinto muito Genevieve, todavia eu terei que ignorar o seu aviso. ─ declarou e sem esperar por resposta o almirante abriu bruscamente a porta do gabinete de Nathan Fox.
─ Caramba Edward você me assustou com essa sua entrada intempestiva! ─ o comandante resmungou e o almirante ignorou a reclamação dele e foi direto ao ponto.
─ Como você pôde ser tão dissimulado e mentir na minha cara durante todos esses anos mesmo sabendo que eu confiava em você? ─ Edward sibilou e Nathan temeu o que viria a seguir.
─ Eu não sei do que você está falando. ─ o comandante tentou disfarçar sua culpa.
─ Chega! Você não me engana mais. Bastou eu perceber que foi Bella quem lhe avisou sobre o ataque terrorista para que eu entendesse que foi você quem a ajudou a sair do país e a se esconder de mim. Entretanto, você teve o descaramento de me enganar durante todos esses anos quando eu te perguntava sobre essa questão. No entanto, isso acabou aqui e eu juro que se você tentar ajudá-la de novo você irá se arrepender amargamente de ter sido tão falso comigo. ─ grunhiu e Nathan teve a decência de lhe olhar envergonhado.
─ Eu sinto muito Edward, de verdade sinto muito, mas Bella é minha afilhada. Ela é como uma filha para mim e mesmo sendo seu amigo eu não podia trair a confiança dela. ─ ele tentou se explicar, porém o almirante não engoliu tal absurdo.
─ Você está certo. Você não podia trair a confiança dela, mas Bella é minha esposa e mesmo que você não pudesse me dizer onde ela estava poderia ter me dito que ela estava viva e não ter me deixado até mesmo pensar que minha família estava morta! Você poderia ter me dito que elas estavam bem e me impedido de procurá-las até mesmo debaixo da terra! ─ Edward gritou e se o comandante-chefe fosse um homem qualquer ele teria estremecido de medo.
─ Perdão Edward, contudo se eu fizesse isso eu sei que você teria me pressionado até eu revelar o paradeiro delas e o fato de sermos amigos teria funcionado contra mim melhor do que qualquer técnica de tortura que você pudesse usar a seu favor para conseguir o que queria de mim. ─ Nathan tentou se defender e mesmo assim o almirante Cullen manteve uma postura dura diante dele.
─ As suas desculpas esfarrapadas não me interessam, não quando você viu de perto tudo o que eu sofri. No entanto, você está avisado e não pense você que terei algum tipo de consideração caso você descida me apunhalar pelas costas novamente. ─ asseverou-lhe.
─ Esta é uma ameaça? ─ o comandante inquiriu-o.
─ Apenas uma afirmação, mas você pode encará-la como quiser. ─ retorquiu frio.
─ Edward, eu não fiz por mal. Você é um dos meus melhores amigos. ─ argumentou.
─ Um amigo não engana o outro e é isso o que mais me dói. Porque eu sim sempre fui um amigo sincero e leal a você, porém agora eu percebo que você tem agido como o meu pior inimigo. ─ retrucou amargamente e lhe deu as costas.
─ Edward espera. Edward! ─ o padrinho de Bella gritou por ele quando o almirante fez questão de ignorar o chamado dele e marchou na direção contrária a que ficava o gabinete do comandante-chefe.
Depois Edward seguiu para o seu próprio gabinete e lá executou algumas tarefas importantes antes de ir para a antiga cada dos Swan no Distrito Federal onde ele sabia que agora sua família estaria residindo.
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Coração de Gelo. Foi assim que Isabella Swan ficou conhecida como agente especial dos EUA, mas por trás de toda aquela sua falsa frieza e ensaiada dureza existia um coração machucado que agora estava sofrendo muito por todas as barbaridades que ela disse ao seu marido e bastou que Milla decidisse descansar da viajem quando elas chegaram a casa para que Bella se refugiasse em seu próprio quarto e lá dentro deixasse sua armadura cair em um pranto sofrido e doloroso, porque ela odiava ter que se fazer de forte na frente de Edward quando tudo o queria era se jogar nos braços dele e beijá-lo.
Mais do que isso, ela odiava ter que se fazer de forte na frente de todos, especialmente de Milla e não foi fácil fingir tranquilidade enquanto durante todo o caminho do aeroporto até ali sua filha não parava de falar sobre o que sentiu ao abraçar seu pai pela primeira vez em sua vida.
─ Cale-se Milla! ─ Renée exigiu durante determinado ponto do caminho e, apesar da morena quase ter se sentido aliviada pela intervenção da sua mãe no falatório de Milla, aquela foi a gota d’água para que algo dentro dela reagisse e ela começasse a se questionar que postura deveria assumir dali para frente, agora que teria que ficar constantemente frente a frente com Edward pelos mais diversos motivos, mas especialmente por Milla, pois Isabella sabia que a menos que fosse obrigado ele nunca mais ficaria longe da filha deles.
“Porque apesar de você ter me humilhado e me abandonado no pior momento da minha vida o meu coração segue batendo por você como um louco que não pode, nem sabe viver sem seu medicamento principal.” Aquelas palavras do seu marido estavam martelando na cabeça dela sem parar e Isabella disse a si mesma que a partir do dia seguinte ela daria tudo de si para descobrir se Edward foi vitima de um grande engano ou um cretino que sabia mentir muito bem para ela a ponto de tocar seu coração mesmo quando a morena não queria ser tocada por ele.
“Não é possível que você realmente acredite que eu matei o homem a quem eu amava como um pai.” Seu marido tinha lhe dito dentro daquele avião e a verdade é que ela não acreditava que ele tivesse matado o pai dela, ao menos não com a mesma força de antes e era essa incerteza que a fazia pronunciar em voz alta as piores atrocidades mesmo quando ela queria se calar, já que esta era a única forma que Bella tinha para se defender do poder que o almirante ainda exercia sobre ela, mas a filha de Charlie sabia que se Edward estivesse falando a verdade durante todo esse tempo ela jamais se perdoaria por romper o coração do único homem que verdadeiramente amou até ali e que se arrependeria amargamente por tê-lo ferido tanto.
“Você não sabe o que diz. Você não sabe toda a merda que eu tenho passado desde que vocês se foram.” Esta foi outra das afirmações do seu marido dentro daquele avião e ela não tinha ideia do que ele quis lhe dizer com aquela última frase, contudo a morena tinha certeza que mais cedo ou mais tarde ela seria capaz de compreender aquelas palavras e honestamente tomara que isso não lhe doesse tanto como doeu ter sido cruel com o pai da sua filha.
“Eu literalmente procurei vocês até debaixo da terra quando achei que pudessem estar mortas...” Pensar nessas palavras dele não dava a Isabella à mínima noção do quanto seu marido realmente sofreu estando longe dela, mas dava a dimensão do quanto ela errou se estivesse miseravelmente equivocada em relação a ele.
“Porque eu te amo mais que a mim mesmo e sempre amei, mas a nossa filha vem em primeiro lugar.” Ele lhe assegurou quando eles estavam no aeroporto e Bella se perguntava como era possível que o almirante ainda a amasse depois dela ter fugido dele com a filha deles nos braços após, como o próprio Edward disse, ela tê-lo humilhando e o abandonado quando ele mais precisou dela.
Do mesmo jeito que você finge odiá-lo, mas na verdade ainda o ama. Sua mente a acusou e tomar consciência daquilo provocou nela um reboliço de emoções que a levaram direto para uma antiga recordação poderosa...
─ Oi, oi, oi! O que minha garota preferida está fazendo por aqui? ─ Charlie cantarolou depois de bater na porta do quarto de Bella e abri-la em seguida.
─ Pai! ─ ela exclamou feliz por vê-lo de volta do trabalho e levantando da frente sua escrivaninha ela correu para abraçá-lo.
─ Também senti sua falta, querida. ─ ele confessou ao retribuir o abraço carinhoso dela. ─ Agora vem comigo, porque eu trouxe um presente para você, mas ele é muito grande para ficar carregando ele pelas escadas. ─ o almirante Swan anunciou e mesmo sua filha estando entristecida pela falta do namorado ela sorriu para ele.
─ Vamos lá. ─ Bella disse e pegada na mão do seu pai ele a guiou até a sala onde ao rodapé da escada Edward estava parado a espera dela e o hilariante de tudo para Bella foi notar que ele ostentava um laço de fita rosa ao redor dos braços.
─ Me desculpe por isso morango, mas o seu pai me fez colocar esse laço ridículo. ─ seu namorado falou quando a jovem largou a mão de Charlie e se jogou nos braços dele.
─ Ora, todo presente deve estar devidamente embrulhado para entrega. ─ o pai dela brincou, enquanto os observava trocarem um beijo apaixonado depois de doze dias afastados um do outro pela missão que Edward precisou cumprir fora do país.
─ Você é o melhor presente que eu poderia ter ganhado de alguém. ─ Bella afirmou quando Edward terminou o longo beijo deles com um selinho carinhoso e ele sorriu para ela.
─ Viu só! ─ o almirante Swan murmurou convencido para o seu genro. ─ Agora chispem daqui e não façam nada do que eu não faria. ─ ele disse para os dois e sua filha corou até o seu último fio de cabelo ao entender perfeitamente o tipo de insinuação descarada que Charlie estava fazendo para eles.
─ Vamos morango. Eu tenho uma surpresa para você e eu preciso matar essa saudade que senti de você. ─ Edward concordou com seu sogro e amigo sobre sua namorada e eles saíram, todavia sua mente não estava repleta de conotações sexuais.
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─ Que lugar é esse? ─ Bella perguntou para Edward quando depois de saírem da casa dela ele a levou para um imóvel bonito que ela não conhecia na cidade.
─ Esse aqui é o meu refúgio quando não estou na base e quero ficar um pouco sozinho. ─ seu namorado respondeu e a morena gostou de poder conhecer um pouco mais do seu namorado.
─ É um apartamento de muito bom gosto. ─ ela elogiou o local.
─ Obrigado. Agora fecha os olhos porque seu pai nos expulsou da sua casa porque ele sabia que eu tinha preparado uma surpresa aqui para você. ─ contou-lhe e Bella sorriu para ele.
─ Uma surpresa, é? ─ ela indagou em um tom naturalmente sedutor, já que a morena não estava com a menor intenção de sê-lo de verdade.
─ Sim e eu acho que você vai gostar. ─ Edward ronronou quase que completamente perdido na sedução dela.
─ Então me mostre. ─ Bella pediu quase que quebrando o clima de sedução, mas logo ele voltou a cercá-los.
E ele mostrou com muito prazer para a sua namorada a surpresa que preparou para ela e essa surpresa consistia em um lindo e romântico jantar a luz de velas todo preparado pelo próprio Edward.
Além disso, o ambiente em que ele pôs a mesa estava todo decorado com almofadas de veludo cor de vinho e rosas na cor rosa-bebê.
─ Você gostou? ─ o vice-almirante inquiriu para a morena quando eles estavam sentados no chão sobre algumas daquelas almofadas.
─ Muito. ─ ela respondeu, enquanto os dois dividiam uma taça de champanhe sem álcool.
─ Mesmo? ─ ele quis se certificar de que a deixou completamente satisfeita e enquanto isso distribuía beijos na pele exposta da parte superior do corpo dela.
─ Sim. Você já pode até casar. ─ sua namorada brincou e Edward decidiu surpreendê-la com uma declaração que pelo pouco tempo em que estavam juntos talvez fosse precipitada, no entanto não deixava de ser verdadeira.
─ Eu te amo, Bella. E eu sei que nós ainda estamos a três dias de completamos dois meses de namoro, mas eu realmente me apaixonei por você e esses doze dias em que estivemos longe um do outro eu entendi a profundidade dos meus sentimentos por você com uma clareza absurdamente assustadora. ─ revelou e ela sentiu o coração dela disparar a cada nova palavra dita por ele.
─ Eu também te amo Eddie e não me importa se nós estamos juntos há pouco tempo, pois eu sei que nós temos uma chance real de darmos certo e que vale a pena estar ao seu lado. ─ a morena também se declarou para o namorado e ele não poderia estar se sentindo mais pleno que do depois de saber que era correspondido por ela.
Assim, apesar de todo o clima estar propício para que o casal fizesse amor pela primeira vez juntos nada de concreto aconteceu entre eles naquela noite e tudo não passou de algumas suaves caricias apaixonadas misturadas a beijos amorosos e outros ardentes.
─ Bella você está acordada? ─ Renée Swan chamou por sua filha e a fria Coração de Gelo foi arrastada de volta à realidade graças à voz dela.
─ Sim. O que foi? ─ ela respondeu só depois de ter a certeza que sua voz estava firme o suficiente para que sua mãe não percebesse que ela estava chorando.
─ Aquele assa... Aquele homem está aqui. ─ Renée lhe informou e por um breve instante de tempo Bella achou que seu coração tinha parado diante da possibilidade de rever seu marido em um tão curto espaço de tempo, mas logo aquele órgão vital deu um arranque tão grande em seu peito que a primeira coisa com a qual ela conseguiu compará-lo foi ao potente motor de uma Ferrari moderna. ─ Bella você me ouviu? ─ sua mãe a pressionou.
─ Sim. ─ respondeu ainda atordoada por aquela noticia, já que tão certo quanto dois e dois são quatro a fria Coração de Gelo sabia que Edward e ela acabariam discutindo pela terceira vez naquele dia cheio de emoções e inevitavelmente se magoariam mutuamente na inútil tentativa de se defenderem um do outro.
Continua...
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