"Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem"


Conversa de Botas Batidas — Los Hermanos


Bruno foi o primeiro a acordar, mas ao invés de levantar, preferiu ficar deitado observando a garota dormir. Ela era simplesmente incrível. Olhando-a dormir ninguém imaginaria tudo o que ela já superou nesses últimos anos, ninguém imaginaria a força que ela tem. Era quase angelical a maneira como os cabelos loiros estavam espelhados pelo travesseiro, com a mão por baixo do rosto e a boca semiaberta.


O moreno abriu um sorriso se lembrando da noite anterior.

"De angelical ela só têm a aparência." –Ele pensava.

A noite havia sido espetacular. Bruno se perguntava como havia conseguido ficar tanto tempo sem tê-la. Agora isso parecia impossível. Ele havia tentado se enganar pensando que um dos fatos que fez a noite anterior ser tão boa, foi o fato de ele não fazer sexo há meses, mas no fundo ele sabia que isso era um pretexto. Desde a primeira vez que ele dormiu com Fatinha, ele sentiu algo diferente. Se ele não fosse tão orgulhoso, talvez tivesse percebido que havia muito mais entre ele e a loira espetacular do que desejo. Nunca foi somente algo carnal.

Bruno pegou o telefone e viu que já eram nove horas da manhã. O turno de Fatinha começava às dez. Ele resolveu aproveitar a hora que tinha para fazer uma surpresa a ela, então levantou cuidadosamente da cama, torcendo para que ela não acordasse. Na cozinha ele pegou o telefone para fazer uma ligação. Marta atendeu no segundo toque.

–Bom dia, meu filho. Tudo bem? Como está a Fatinha? A sua irmã me contou o que aconteceu. –A mulher já foi logo o bombardeando com perguntas.

Bruno riu, ele estava obviamente feliz.

–Oi mãe, eu estou muito bem sim. E a Fatinha já está melhor.

–É um alivio saber disso meu querido, estive tão preocupada com ela.

–Pois agora não precisa se preocupar. Mãe, na verdade eu te liguei por outro motivo.

–E que motivo seria esse?

–Preciso da sua ajuda para fazer as suas panquecas. Eu tentei uma vez e elas ficaram horríveis, sorte que a Fatinha estava com fome.

Marta riu do pedido do rapaz.

–Algum motivo especial para todo esse capricho? –Ela perguntou curiosa.

–Eu acordei de bom humor, só isso. –Ele respondeu vagamente tentando controlar a felicidade que sentia.

–Sei. Tudo bem, vou te ensinar como fazer as minhas famosas panquecas. Já pegou todos os ingredientes?

–Eu acho que sim.

–Você acha? Me fala o que você já pegou.

Marta ficou ensinando o filho a cozinhar via telefone, ela estava achando toda a situação engraçadíssima. No final tudo parecia ter se encaminhado bem, Bruno havia conseguido cozinhar sem fazer muito barulho, no entanto, a cozinha estava tão suja quanto o possível. Ele montou uma bandeja com a maior variedade que conseguiu, arrumando até um botão de rosa.

Assim que o rapaz chegou ao quarto com a bandeja, ele sem querer fechou a porta com mais força do que o necessário. O barulho foi o suficiente para acordar Fatinha.

–Bruno? –A loira murmurou confusa.

–Bom dia minha loira. Não era a minha intenção te acordar, mas... –Ele disse dando os ombros.

–Hm, que cheiro ótimo é esse? –Ela perguntou sentando na cama, obviamente animada.

–Fiz panquecas. Dessa vez eu acho que deu certo. –Ele disse colocando a bandeja em cima da cama.

–O cheiro está delicioso. –Ela disse já atacando a bandeja.

–Calma Fatinha, se acabar eu faço mais. –Ele brincou.

–Se eu estou com tanta fome assim, é culpa de uma certa Beatriz, sabe? Agora me diz que horas são, não posso chegar atrasada no Hostel.

–Nove e meia. –Ele respondeu e depois pegou um pedaço de panqueca para ele. –Hm, dessa vez ficou boa mesmo.

–Tenho que concordar. Tem certeza de que foi você quem fez?

–Ei, está duvidando das minhas habilidades culinárias? Pois saiba que eu fiz tudo sozinho. –Bruno disse. –Tá, talvez a minha mãe tenha me passado algumas instruções pelo telefone, mas quem colocou a mão na massa fui eu.

Fatinha riu do rapaz. Os dois comiam em um clima de descontração, em um bom humor sem igual. Depois de terem tomado o café da manhã, a loira foi ao banheiro deixando a bandeja na cozinha. Quando ela voltou minutos depois, Bruno estava deitado na cama com um sorriso irresistível.

–Gostou do café da manhã que eu preparei? –Ele perguntou.

–Adorei. Espero que tenha aprendido a receita para poder repetir em outras manhãs. –Ela respondeu indo até o guarda-roupa pegar o uniforme de trabalho.

Enquanto ela procurava o lenço, Bruno se levantou e a surpreendeu com um abraço pelas costas.

–Eu não mereço nenhuma recompensa? –Ele sussurrou no ouvido dela.

–Merecer até que merece. –Ela respondeu ficando de frente para ele. –Em que tipo de recompensa você está pensando?

–Nesse tipo. –Ele disse beijando a garota.

Fatinha logo passou os dedos pelo cabelo dele, sentindo a mão quente do rapaz a envolvendo pela cintura. Quando a loira menos esperava estava sendo carregada até a cama.

–Eu tenho que ir trabalhar. –Ela tentou protestar mais foi interrompida por outro beijo.

Quando a coisa estava começando a esquentar, e as poucas roupas começando a voar, o celular da loira tocou.

–Não atende. –Bruno mandou, ainda beijando o pescoço dela.

–Eu preciso atender. –Ela disse fugindo da sedução do rapaz.

Ela atendeu o telefone já no quinto toque.

–Alô?

–Oi Fatinha, aqui é o Michel.

–Ah! Oi Michel! Estou atrasada não é?! Mil desculpas, prometo que em cinco minutos eu chego aí. –Ela disse afobada.

–Não Fatinha, na verdade eu estou te ligando por outro motivo.

A garota que já havia levantado da cama, e tentava vestir a calça fazendo uso de uma mão só, parou.

–Que outro motivo?

O Hostel está passando por uma dedetização hoje. Não é nada pesado demais, porém foi recomendado que grávidas e crianças ficassem afastadas por algumas horas.

–Ué, então como é que eu vou trabalhar? –Ela questionou.

Você não vai. Hoje você está liberada.

–Tem certeza Michelito? Você vai ficar o dia todo sozinho aí?

–Na verdade não, vou aproveitar para fazer o treinamento com um rapaz que está precisando de emprego.

–Você vai contratar mais alguém? Mas e eu? Vou ser demitida? –A loira perguntou apreensiva.

Não Fatinha, já estava mais do que na hora de arrumar um terceiro funcionário. Ainda mais com você entrando em licença maternidade em poucos meses.

–Hn, e quem é esse rapaz? Eu o conheço?

–Na verdade você conhece sim. O nome dele é Leonel, e estuda no Quadrante também.

Calma aí, Leonel? O Pilha? –Ela perguntou rindo.

–Ele mesmo, mas não se anima muito não porque é só uma experiência. Pelo que eu pude perceber o inglês dele é tão bom quanto o seu, então ainda não decidi nada.

–Poxa Michel, vai dizer que você não reparou no tanto que o meu inglês melhorou?! Estou magoada agora.

–Fatinha, eu preciso desligar agora. Os rapazes belgas vão para Paraty agora, e eu tenho que organizar tudo. Até amanhã, ok? Ah, e eu percebi sim o quanto o seu inglês está melhor.

Bom mesmo. Até Michelito! Beijos.

Fatinha desligou o telefone, e tirou a calça que estava embolada nos pés.

–Pensei que essa ligação nunca fosse terminar. –Bruno resmungou deitado na cama. –Ei, se você não está pretendendo voltar para essa cama agora é melhor continuar a vestir a calça, do contrário eu não respondo por meus atos.

–Proposta tentadora. Ainda não me decidi se volto para cama ou se vou para a sala assistir TV. Uma dúvida cruel. –Ela provocou.

–Como assim assistir TV? Você não tem que estar no Hostel às dez?

–Não, o Michel acabou de me liberar. O Hostel está sendo dedetizado. –A loira respondeu enrolando a ponta do cabelo.

–Você está falando sério? –Ele perguntou.

–Estou. Então, o que nós vamos fazer hoje?

–Hoje eu não sei. –Ele respondeu ficando ajoelhado na cama de modo a alcançar a loira. –Mas eu sei o que nós vamos fazer agora.

Dito isso Bruno puxou a garota, fazendo-a cair deitada na cama.

–E o que nós vamos fazer agora? –Ela provocou.

–Você vai ver. –O moreno respondeu envolvendo-a em um beijo intenso e imediatamente correspondido.

O resto da manhã passou rapidamente envolto nesse clima romântico, e quando eles perceberam já havia passado o horário de almoço.

–Moreno, eu estou com fome. –Fatinha comentou manhosa, deitada sobre o peito dele.

–Que tal se nós almoçássemos fora hoje? –Bruno sugeriu.

–Hm, uma ótima ideia. Aonde nós almoçaremos? Misturama?

–Não, estava pensando em fazer uma coisa diferente hoje. Que tal irmos à praia? –Ele sugeriu.

–Praia? –Ela se sentou rapidamente. – Eu acho uma ótima ideia. Não me lembro de ter ido à praia aqui no Rio de Janeiro.

–É verdade, já faz tempos que eu não vou à praia também. Precisamos corrigir isso imediatamente.

–Ótimo, eu vou tomar banho então. –Fatinha anunciou deixando a cama.

Antes de ir ao banho, a loira passou na cozinha para beber um copo de água, e foi com surpresa que ela encarou a bagunça feita por Bruno.

–Moreno! –Ela chamou.

–Pois não minha loira? –Ele respondeu deixando o quarto apenas com uma cueca trunk preta.

Fatinha encarou aquele moreno lindo e sensual por inteiro.

“Porra! Como ele é gostoso! Para que eu chamei ele mesmo?” –A loira pensava com os hormônios de grávida a levando a loucura.

–Er... Essa bagunça aqui na cozinha. –Ela disse tentando controlar a vontade de arrastá-lo para o chuveiro com ela.

–Foi mal minha loira, mas na tentativa de fazer o mínimo de barulho possível, a bagunça foi ao máximo. Vou arrumar enquanto você toma banho. –Ele disse.

–Ok. –Fatinha disse levemente decepcionada por não ter companhia no banho.

“Se controla Maria de Fátima!” –Ela gritava mentalmente.

O banho foi gelado, mas revigorante. Fatinha não sabia se o dia estava realmente quente, ou se era ela quem pegava fogo. Quando ela saiu do banheiro a cozinha estava limpa, mas o moreno ainda pouco vestido. A loira foi direto para o quarto, evitando a tentação.

Ao encarar o guarda roupa, Fatinha encontrou-se em um dilema. Os biquínis eram todos menores do que ela estava acostumada a usar. Melhor dizendo, ela não usava biquíni, somente maiôs, e não havia um no guarda roupa.

Depois de muito pensar e experimentar ela decidiu ficar com um tomara que caia com estampa de onça. Ele era de longe o mais discreto e o único que comportava os seios avantajados da grávida. Com esforço ela conseguiu alcançar uma saia longa de tricô branca, bem no estilo praiano. A saia estava na parte mais alta do guarda roupa, e junto com ela veio o caderno de Francisco. A loira encarou o objeto por alguns instantes e decidiu guardá-lo em uma gaveta qualquer. O dia não estava para coisas tristes.

Fatinha vestiu a saia, uma camiseta marrom. Depois colocou tudo o que seria necessário em uma bolsa grande. Na sala ela encontrou Bruno com uma bermuda e sem camisa.

–Vamos? –Ele chamou.

–Você chamou mais alguém? –Ela perguntou.

–Não, somos só nós dois. –Ele respondeu.

–Então vamos. –Ela concordou.

Quando Bruno estava trancando a porta do apartamento, Fatinha perguntou:

–Você vai sem camisa?

–Está fazendo calor. –Ele respondeu simplesmente.

–Eu também estou com calor e devidamente vestida. Para de ser exibido e coloca essa camiseta logo. –Ela implicou.

–Já que você insiste. –Bruno concordou rindo, pegando a camiseta que estava jogada no ombro e vestindo.

Os dois foram juntos até a garagem pegar o carro, e de lá até a praia do Botafogo.

Chegando lá a loira ficou encantada com a vista, se arrependendo por demorar tanto para ir à praia. Depois eles foram até um dos quiosques e fizeram o pedido do almoço. Eles ficaram em um clima de descontração enquanto esperavam a comida. Estava tudo mais do que perfeito.

Depois de terem almoçado, eles foram curtir a praia. Já eram três horas da tarde, mas Fatinha preferiu evitar o sol. Bruno então pegou um guarda sol para ela, e depois anunciou que iria entrar no mar.

A loira ficou observando enquanto o rapaz se despia, até ficar somente de sunga.

“Ai meu pai do céu, nem acredito que estou namorando esse homem.” –Ela pensava extasiada.

Bruno foi para o mar e a garota conseguiu colocar os pensamentos em ordem. Fatinha estendeu a esteira de praia que havia trago, e se sentou, tirando a camiseta para passar o protetor solar.

Quando ela terminava de espalhar o protetor pela barriga, um menino que brincava por perto ao chutar a bola, jogou muita areia em cima da loira.

–Ai, meu olho! –Fatinha deu um gritinho tentando tirar a areia dos olhos.

Uma das mãos dela estava lambuzada de protetor, enquanto a outra estava suja de areia. A loira começou a entrar em pânico tentando alcançar a toalha que estava na bolsa.

–Calma, eu vou te ajudar. –Disse uma voz masculina desconhecida.

O rapaz, quem quer que fosse, se ajoelhou na frente da loira e com o auxilio da blusa dela, tirou o excesso de areia dos olhos da garota.

–Está melhor? –Ele perguntou.

Fatinha tentou abrir os olhos, mas ainda havia areia.

–Não consigo enxergar nada. –Ela anunciou.

–Com licença. –O rapaz pediu e logo depois Fatinha sentiu duas mãos limpando os seus olhos. –Peço desculpas por isso. O meu filho se empolgou na hora de chutar a bola, e acabou jogando areia na sua direção.

–Desculpa moça. –Disse uma voz infantil.

–Tenta abrir os olhos. –O homem disse.

Fatinha obedeceu, as vistas ainda estavam um pouco embaçadas, mas ela conseguia ver o pedaço de mau caminho que estava na sua frente.

–Melhor? –Ele perguntou.

–Melhor, mas não cem por cento. –Ela respondeu piscando os olhos com frequência para ver se ajudava.

–Espera, deixa eu te ajudar. –O rapaz disse.

De novo Fatinha sentiu a mão do homem no rosto dela, no entanto, dessa vez ele estava abrindo o olho dela para soprar, na tentativa de tirar o resto de areia. A loira sentiu o hálito quente, cheirando a menta, tocando-lhe o rosto.

“Se controla Fatinha!” –Ela ordenava.

Depois de o rapaz ter feito o processo dos dois olhos, as vistas da loira estavam limpas.

–Nossa, muito obrigada. –Ela agradeceu.

–Não precisa me agradecer, eu é que te peço desculpas novamente.

Fatinha, encarando aquele loiro musculoso que estava na sua frente não resistiu à pergunta.

–Alguém já te disse que você é a cara do Rodrigo Hilbert?

O rapaz sorriu.

–Já me disseram sim, mas infelizmente eu não sou casado com uma Fernanda Lima.

Fatinha riu.

–Sua esposa não gostaria de ouvir você dizendo isso.

–Eu sou solteiro. Meu nome é Rodrigo, mas por pura coincidência do destino. –Ele disse estendendo a mão para se apresentar.

–Prazer, meu nome é Maria de Fátima, mas pode me chamar de Fatinha. –Ela respondeu apertando a mão dele.

–E eu sou o Lipe. –Disse o menininho entrando na conversa.

–Sim, esse é o Felipe, meu filho. –Rodrigo apresentou o garoto, que era tão loiro quanto ele e aparentava ter uns quatro anos. –O que quase te deixou cega.

–É um prazer te conhecer Lipe. E não se preocupe, eu estou enxergando muito bem. –Fatinha disse.

–Você não vai apresentar o seu bebê, não? –Lipe perguntou apontando para a barriga dela.

–É claro que eu vou apresentar. Rodrigo, Lipe, essa aqui é a Beatriz, mas ela gosta de ser chamada de Bia. –A loira apresentou, acariciando a barriga.

–E a Bia chuta? –Lipe perguntou curioso.

–Chuta, quer sentir? –Ela perguntou e o menino assentiu colocando a mãozinha sobre a barriga dela.

–Nossa, ela chutou! Sente também papai. –Lipe gritou espantado.

–Posso? –Rodrigo perguntou.

–É claro. –Fatinha respondeu, seduzida pelos olhos verdes.

A mão quente dele fez com que Bia ficasse mais empolgada, chutando com mais força.

–Uau, sinto falta da época em que o Lipe era desse tamanho e dava menos trabalho. –O rapaz disse. –Estou brincando.

Os dois riram, enquanto Lipe estava focado no movimento da barriga da loira.

“Fatinha, Fatinha, controla esses hormônios. Ai, mas gato tipo Rodrigo Hilbert, e ainda um pai solteiro responsável? É muita tentanção.” –Ela pensava.

No mar Bruno havia percebido a interação entre o rapaz e Fatinha, desde que ele tirava a areia dos olhos dela. No entanto, ele não havia percebido que era isso o que loiro estava fazendo.

O moreno saiu do mar o mais rápido que pode, tentando controlar a fúria que o consumia por dentro. Quando ele chegou perto da loira, percebeu que o homem estava com a mão na barriga dela e que os dois riam.

–Estou atrapalhando alguma coisa? –Bruno perguntou rude.

–Oi Bruno, você não está atrapalhando nada. –Fatinha disse, com cara de culpada. –Esse aqui é o Rodrigo, e o filho dele Felipe.

–Prazer. –Rodrigo se levantou e estendeu a mão para o moreno.

–Bruno, namorado da Fatinha. –Ele se apresentou com um aperto de mão firme.

Rodrigo percebeu a indireta e pegou Lipe no colo.

–Bom, nós temos que ir embora. Novamente te peço desculpas Fatinha. –Ele disse. –Ah, e boa sorte com a Bia, esses pequenos dão um trabalho.

–Tchau Rodrigo. Obrigada pela ajuda. –Fatinha respondeu.

–Tchau! –Lipe disse.

Depois que os dois saíram, Fatinha olhou para Bruno que ainda estava com a cara amarrada.

–Da próxima vez mija em cima. –Ela disse brava.

–O quê? –O moreno se fez de desentendido.

–Você acha que eu não percebi essa demarcação de território que você acabou de fazer? –Ela disse se levantando. –O cara era gato e muito tentador, mas um pouco de confiança ajuda né?!

–O cara era gato e muito tentador? –Bruno repetiu o que a garota disse incrédulo. –Eu não posso te deixar um segundo sozinha que já aparecem vários gaviões.

–Não fazia ideia de que você era tão ciumento assim. Estou impressionada. –A loira disse.

–Não é ciúmes! É... –O moreno tentava pensar em uma explicação cabível. -É tudo culpa desse biquíni minúsculo que você está usando.

–É ciúmes sim, mas eu não me importo. –Ela disse passando os braços em volta dos ombros dele. –Chega a ser fofo, você todo enciumado.

–Fofo? –Bruno fez uma careta.

–Isso mesmo: fofo. –Ela disse dando um selinho nele.

Bruno aprofundou o beijo, e ela correspondeu.

–Vamos para o mar? –Ele convidou.

–Hn, não sei.

Bruno se aproveitou da hesitação da menina e a carregou antes que ela pudesse reagir. Em poucos segundos eles já estavam no mar, e ela esbravejava.

O dia passou tranquilo, todo envolto em um clima romântico. Fatinha se agarrou a isso e tentou ignorar a vozinha irritante que sussurrava para ela:

Ele não respondeu o ‘eu te amo’.”

Notas finais
Peço mil perdões pela demora, simplesmente não parei em casa nesses últimos dias.
Espero que tenham gostado do capítulo.