Coração Tomado

1 Capítulo I: A mansão


Coração tomado

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As flores de cerejeira caíam das árvores, a primavera avisava de seu fim e o inverno vinha brando e forte, não mais haveria as brisas amenas que propagavam o cheiro tão particular que elas exalavam...o sentimento terno iria desaparecer para todo o sempre.

Mas nessa paisagem tão particular, se encontra o que um dia eu fui. Sim, eu estava ali sentada no parque observando o último pôr-do-sol da primavera se desfazer...era ali que todos os sentimentos que me aqueceram um dia, iriam embora.

Meu nome é Kagome Higurashi, tenho 19 anos e moro sozinha desde dos 16. Meu pai morreu quando eu tinha 6 anos de idade, e minha mãe vive com meu irmão em Tokyo. Moro em Osaka. Se me sinto sozinha? É difícil dizer ao certo, eu aprecio o silêncio, e sendo uma mangaka, preciso de muita concentração e criatividade, o que de certa forma esse silêncio me traz.

Osaka é uma cidade pequena, meio afastada da “urbanização”, claro que ela oferece energia elétrica, asfalto e mercados...porém são coisas que não prezo muito.

Vivo em uma casa meia afastada do centro da cidade, é uma velha casa que me desperta a criatividade e mais, é a casa que um dia encontrei alguém que despertou meu coração.

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CAPÍTULO I: A mansão

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Acabei de sair da faculdade, agora sou finalmente formada. Me mudei para esta cidade tão particular, chamada Osaka, aprecio realmente esta cidade...é mais rural do que urbana, gosto desse ar daqui, talvez finalmente possa chamar esse lugar de lar.

Escolhi a primeira casa que vi à venda, quando soube o preço fiquei extremamente interressada, “uma casa tão barata assim deve ser uma merda”, pensei comigo mesma, porém quando fui dar uma vista na casa, me surpreendi por ser uma espécie de mansão, bem...para mim de classe média era.

Comprei no exato momento, algo naquela casa de certa forma me chamava, sem dúvida gostei de minha escolha. Quando a mudança chegou, eu prontamente aprontei tudo, organizei certinho nos devidos lugares, limpei a casa, eu realmente estava feliz pela primeira vez em anos.

Uma coisa me pertubava...como será que uma casa tão velha estava em tão bom estado? Será que alguém cuidava dela? Perguntas sem respostas e que com o tempo desisti de procurá-las.

Meu gatinho, Buyo parece ter apreciado a casa também, fico muito feliz por estar aqui, o sentimento de paz deste lugar me traz uma harmonia interna que em muito tempo não tinha.

Descobri certas fotos de pessoas que já viveram aqui...mas algo em especial, ou melhor, alguém me chamou atenção. Era um garoto de olhos âmbares e com orelhinhas de cachorro...a expressão de bravo...ri dele um instantes.

Passei a ficar tanto tempo na casa, que alguns habitantes da cidade vinham me fazer visitas semanais para se certificarem de que eu estava bem, qual é o problema dessa gente? Até parece que eles acham que vou desaparecer da noite pro dia.

Cada vez mais as visitas dessas pessoas era freqüentes, minha paciência tava chegando ao fim! Um dia, não mais agüentando, gritei com uma dessas pessoas.

-POR QUE VOCÊS NÃO ME DEIXAM EM PAZ? –berrei com uma expressão de ferocidade que nada abalou a pessoa à minha frente.

-Parece que você não ouviu a história dessa casa. –a mulher disse.

-Que história? –perguntei interessada.

-Há muitos anos...cerca de 50...”

“Havia aqui habitantes muito estranhos, eles tinha certas habilidades que nos preenchiam de medo e terror. Nós os chamamos de youkais. Um desses seres veio morar nesta cidade, vivíamos do comércio aqui, nesta casa morava Merity e sua filha Izayoi, a última era um doce de menina, na época tinha 17 anos, muito estudiosa, amava ler livros, e mais...muito educada. Elas viviam com o dinheiro da vendo de doces e tricô que elas faziam. Izayoi tinha um grande dom nas letras, todos os poemas que ela fazia eram sem dúvida incríveis”

“Nessa época, chegou um belo rapaz. Logo se espalhou pela cidade que este era um youkai, ele começou a ser proibido de freqüentar os lugares, e não demorou muito tempo estava doente.

Izayoi de pouco em pouco se tornou amiga desse youkai, que era um youkai cachorro. Era tão fofo vê-los passeando juntos, Izayoi sorria de uma maneira tão singela apenas para aquele youkai. Ela nunca havia se aproximado de nenhum garoto desde que ela e sua mãe foram abandonadas pelo pai da mesma.

Um tempo se passou e a Merity adoeceu, InuTaisho, como se chamava o youkai, ia visitar todo dia ela. Havia sido criado um vínculo de amizade muito forte entre aqueles três.

Então, um dia, quando Izayoi havia ido comprar os remédios para a mãe e deixado o Inu na casa, o pior aconteceu. Alguns dizem que o youkai matou Merity, outros afirmam que ele apenas tentou protegê-la, mas o que se sabe é que quando Izayoi voltou, InuTaisho estava machucado, com sangue escorrendo dele e com a mãe dela morta nos braços. Ele estava chorando.

Depois disso sabe-se que Izayoi passou a viver nessa casa com InuTaisho. Eles eram vistos muito freqüentemente, depois de uns anos, soubera-se que eles tiveram um filho, um híbrido, um hanyou. O garoto foi visto uma vez apenas. As aparições freqüentes deixaram de acontecer, e um dia, depois de muito tempo sem vê-los, decidimos chegar se estavam bem.

Quando abrimos a porta, tudo o que encontramos foram os corpos dos três, deitados lado à lado no chão da sala. Ninguém sabe o que houve, ninguém sabe como houve, só temos certeza que algo de muito ruim aconteceu.”

Depois desta narração da senhora, passei intimamente a temer um pouco a casa. Pensar que uma família inteira morreu aqui...me causava calafrios!

Pedi para a senhora não me fazer mais visitas, ou pelo menos passá-las de semanais para mensais. Ela concordou em vir apenas uma vez no mês ver se eu estava bem, e eu de certa forma fiquei aliviada.

Quando ela se retirou, o silêncio me abateu como um tapa, e o barulho de ficha caindo me trouxe à realidade. EU ESTAVA NUMA CASA ONDE HAVIA OCORRIDO UM POSSÍVEL HOMICÍDIO. Meu coração palpitou mais forte...comecei a ter medo de encontrar algo pelos corredores. Respirei profundamente “Kagome calma, você não é mais criança” me repetia mentalmente como se fosse um mantra.

Tomei um longo banho, bem...eu não estava sozinha, tinha o Buyo comigo...pensei na minha mãe...e fiz uma nota-mental de instalar o telefone amanhã. Terminando o banho comi algo e me joguei na cama de casal. Acabei adormecendo poucos segundos depois.

Despertei de repente, tive um péssimo sonho. Sonhei com o garotinho que tinha visto na foto, ele estava morto, com a expressão pálida e o pior! Ele me perseguia incessantemente como se não se cansasse.

Sentei na cama e respirei fundo, isso já está virando um hobbie. Liguei a luz e sentei na escrivaninha do lado da varanda, talvez desenhando um pouco eu me acalme, e assim segui-se minha noite.

Tornei à olhar pro relógio, eram só 5:30 da manhã, maldisse o tio Murphy e resolvi levantar. Resolvi dar uma volta pela cidade e aproveitar para fazer as compras da semana.

Que gente mais estranha, ficam me secando...me dá calafrios! Colocava os produtos no carrinho, vamos ver...Café? Checado! Leite? Checado! Miojo? Checado! Salgadinho? Checado! Biscoito recheado? Checado! Cereal? Checado! Ração do Buyo? Checado! Cho... eu estava chegando minha lista mentalmente...portanto estava viajando no mundo da lua...quando um extraterrestre tenta me abduzir...e eu caio de bunda no chão derrubando o ser junto!

-Oh Bruxa, vê se olha pra frente! –reclamou o ser que estava se levantando...eu já vi esse garoto em algum lugar! Eu estava ali tentando me lembrar do maldito, sentada no chão, com uma expressão autista e com os olhos em foco no ser. –Oh Bruxa, tá tentando me enfeitiçar apenas por contato visual? Se quiser tira uma foto que dá pra usar de molde pra fazer vudu. –ele disse gozando da minha cara...eu ouvi essa última parte...e posso dizer que meu rosto começou a transparecer isso...toh começando a ficar vermelha de raiva.

Me levantei rapidamente, apontei um dedo pro ser de orelhinhas na cabeça e cabelos prateados e...calma! Pára tudo! Você, quer dizer, eu disse orelhinhas de cachorro?! MEU DEUS É O GURI DA FOTO! Mas ele não tava morto? AIH É UM FANTASMA, CORRE!!

Possivelmente esse “fantasma” tava começando a achar que eu era uma louca que havia fugido do hospício, porque a expressão dele não era uma das mais convidativas não...

-Ei...você tá bem? –ele perguntou com uma cara meio preocupada...aih os olhinhos tipo estilo Gato-de-Botas-do-Shrek-

(Lindu demais *-*)

-Toh, toh sim. –disse saindo do meu transe...(e que transe e.e”).

-Ei...eu não te vi ainda por aqui! –ele disse me encarando.

-Ah...é que sou meio nova pelas bandas, eu fico mais em casa mesmo! –disse meio sem graça.

-E onde é que você está hospedada? –será que é uma boa passar meu endereço para um desconhecido? Er...mas eu sinto que conheço ele de algum lugar.

-Na velha mansão próxima às cerejeiras! –disse meio que ainda tendo um conflito interno.

-Então é você que está na casa dos Taishos. –ele disse me surpreendendo que ele soubesse sobre aquela casa...mas pára, se ele mora aqui ele devia saber né? Derrrr pra mim.

Levantei-me com uma ajudinha do garoto que descobri se chamar Inuyasha, ele catou as coisas que caíram no chão e estava prestes à sair.

-Ei! –chamei ele que se virou pra mim. –Onde que você tá hospedado? –perguntei não contendo a curiosidade.

-Ah...-vi um certo brilho triste resplandecer nos orbes âmbar dele...que será que havia acontecido? –Não é de seu interesse Bruxa! –e assim ele deu o fora numa velocidade incrível...o que será que há de errado com esse cara?

Cheguei em casa lá pelas 12:30, estava cansada, estressada, com vontade de matar alguém, curiosa, e mais...com raiva do caixa que ficou dando em cima de mim, DEIXA EU BOTA AS MÃOS NAQUELE JEGUE DO KOUGA...caham...quer dizer lobo né? U.ú

Instalei o telefone rapidinho, como eu sou inteligente...só levei três choques (n.n”). Liguei pra mamãe...e qual é minha surpresa quando...

-Houve engano em sua ligação, por favor consulte a lista telefônica...

Ótimo...eu não sei o código da área da cidade de Tókio...alguém vai pagar caro...Para tentar me distrair um pouco, fiquei brincando com o Buyo...não levou nem uma hora pra que ele me desse as costas e fosse pro sono da tarde dele...gato vagabundo!

Resolvi por explorar o resto da casa...e fui pro sótão pra poder organizar um pouco a bagunça dali.

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Notas finais
Uii mas uma n.n'

eu sei q tenho um monte em haver -.-'

mas eu não resisto XD'

Bem, é isso aí,

mandem reviews q eu continuo

Bjinhus

Ja ne
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.