Notas iniciais
fnalmente terminei -.-
sim, é giga enorme q

Meia noite. Finalmente chegou a hora. Agora sim, eu vou embora para sempre. Mas, de fato eles iriam me procurar. Talvez eu deixe um bilhete... Não, não... Hm... Pense, Lawliet, pense! Um... Talvez devesse ser um... Seqüestro! Não, não, isso seria muito estranho, e caso me encontrassem, me denunciariam por algo falso. Ah, que se dane.

Simplesmente deixei um bilhetinho, dizendo que eu nunca mais voltaria, e se me encontrassem eu iria sumir. Peguei minha mochila e simplesmente desci, com Black me seguindo. Não fez nenhum barulho, já que só tinha alguns centímetros de distancia. Sai andando com um pirulito na boca (vicio) e ainda com aquela roupa, sem me importar com ela. Agora, eu tenho que pensar, Pra onde eu vou? A escola, é claro. Isto é, eu levaria praticamente horas, ou até mesmo a madrugada inteira para chegar lá, e já iriam me encontrar, pois a escola seria um dos únicos lugares que eu iria.

Um sentimento estranho me preencheu, era diferente do outro. Mostrou-me um lugar bem embaçado em minha mente, do pouco que eu vi, era uma grande janela iluminada pela luz da lua cheia. Como se fosse controlada por algo corri dobrando várias esquinas, nem ao menos passei por aquele ponto de ônibus de sempre. Cheguei num beco, com uma grande de arames, e virei à esquerda, entre casas estranhas cinzas, dessas que nem tintura tinha, e as janelas fechadas, por cima, um varal com várias roupas. Havia uma passagem estreita, entre uma grade uma parede de uma da casas e aquela grade de antes. Foi fácil de passar com meu corpo fino e magro, e de algum jeito, a mochila passou.

Ainda sendo controlada, senti algo puxando meu braço, e cheguei à entrada de minha escola. Era um grande portão, feito de madeira e nada de novo, ela simplesmente liso. Tinha duas maçanetas, entre elas, um grande cadeado velho. Seus muros cobriam a escola toda, e estava bem desgastado. O colégio era meio velho, nem sei quantos anos ele tinha, e nisso não é de meu interesse.

-Isso é um atalho? Como eu cheguei aqui? –Saíram às palavras de meu lábios, observando o portão. Eu parecia notar algo, mas não sabia o que era. Aquela imagem veio a minha mente de novo, só que mais embaçada do que antes.

Ente. O portão está aberto.

A voz falou. Era tão irresistível, praticamente impossível de não obedece-lá. Imagine uma voz bem calma, suave, como uma melodia que passava por seus ouvidos, uma doce voz. Fina, doce, suave, e cada palavra sua soava como uma ordem, mas gentil, de alguma forma. E, essa era uma voz masculina. Segui-a como uma música que dissesse: “Venha até mim, estou apena esperando por você...” enfeitiçada por aquela doce voz, dirigi minha mão para o grande portão, e passei pelas grandes escadas de granito cinza naquele piso tão desgastado por tantos pés estranhos desde crianças até de adolescentes do colegial. Imagino quantos pés devem ter passado aqui todos os dias, e de quem deve ter passado. Os pés daquelas crianças populares, rodeados de amigos, sempre legais e fáceis de fazer amigos, daquelas legais, que sempre fazem algo impressionante que ninguém mais consegue. As talentosas, que sempre surpreendiam as pessoas, as que desenhavam, as que tocavam, cantavam, dançavam. As pessoas bonitas, alvos de apaixonites pelos garotos e garotas. E, é claro, as pessoas quietas, mas que tinham seus amigos. E ouros grupos, como os que se acham, e os que eram espertos de um modo diferente, os educados...

O problema é, eu sempre era a pessoa que ninguém gostava. Nem ao menos me percebiam direito. Eu estava esperando por algo, mesmo sem saber por que. Talvez fosse alguém que pensasse em mim o dia inteiro, mas isso é pouco provável. Eu queria ação, qualquer coisa que tirasse a monotonia do mundo humano. Como será ser um espírito? Opa, opa, Lawliet, que pensamentos são estes?

Olhei para onde eu estava indo, e me dei conta de que eu estava numa espécie de saguão, com uma grande janela na parede, iluminada pela luz da lua cheia, daquele dia estranho. A sombra das nuvens estava lá, estampada na pequena luz. Olhei diretamente para um canto meio escuro da janela, e um vulto negro estava lá. Não consegui distingui-ló direito, mas era um garoto.

-Uh... Olá?-Disse meio tímida. Ele nem se mexeu, então, num tom mais alto, perguntei: — O que faz aqui na escola, a essa hora da noite?

Não obtive resposta alguma. A sombra apenas se virou e sumiu em direção a escuridão. Suspirei, acabando sozinha. Dei três passos para frente, e aconteceu tudo muito rápido. A janela se quebrou em milhões de fragmentos, mostrando quatro vultos usando mascaras diferentes em cada rosto. Com sorrisos ou não, mas eram assustadoras. Usavam grandes robes roxo escuro cobrindo seu corpo todo, inclusive as mãos e pés.

-É ela?- Perguntou uma das vozes, era uma voz feminina, dura e fria. Sua mascara era de um sorriso maligno, com várias marcas azuis clara. Era bem... Estranho e assustador o modo em que estava em minha direção. Eu estava paralisada, sem ter o que fazer.

-Quem mais teria o poder para usar o vestido de Fiore?-Uma voz masculina falou, de mascara com um rosto irritado, e com marcas verdes em espiral.

-Huum... Então, é hora do julgamento, certo?-a voz sorriu, em tom de malicia. Levantou a mão, mostrando uma luva e a pele clara. Do nada, balançou o braço e de dentro de sua manga, surgiu uma adaga, com seu cabo todo trabalho, com listras azuis clara e preto, formando vários “X’s” e então, dois vultos vieram até mim. Assustada, tentei correr pra algum lugar, mas acredite, eles são TÃO rápidos! Vieram até mim como um borrão em vinho, nem sei quantos segundos demoraram a vir. Pedi aos grandes deuses gregos que me protegessem, pois aquilo era completamente medonho.

Pegaram em meus punhos violentamente. Era uma força enorme, que não me permitia nem ao menos tentar mexer meu punho. Comecei a espernear, querendo sair de qualquer jeito. Berrei, eu estava ficado louca, desesperada, e o medo me consumia demais. Eu berrava perguntando quem eram. Mas só ficaram quietos. O segundo que me segurava, passou meu punho para o outro, que riu baixinho, um riso malicioso e prazeroso, que gostava de ver gente assim, sendo consumida pelo medo. Fiquei quieta, e arregalei os olhos, virando meu rosto para aquela pessoa. De algum modo, eu não podia sair de jeito nenhum.

A voz masculina veio até mim com a adaga, e cortou meu pulso, deixando o sangue jorrar. Aquilo doía muito, até mesmo para mim, que, com uma queimadura no dedo, reclamava que estava morrendo. Mas era muito pior. Segurei para não gritar de dor. O dono da voz masculina deixou um pequeno pote embaixo, vendo o sangue cair para dentro dele. Senti uma leve presença, e um cheiro de perfume, muito doce e suave. Sorri e murmurei qualquer coisa. Soltaram-me, e eu fiquei de joelhos, olhando para o chão. Meu punho formigava pela grande força, e aos poucos, conseguia mexer normalmente.

O mesmo que retirava meu sangue, andou até o centro do salão, até onde batia a luz cinzenta da lua, e sussurrou algumas palavras e, deixou o sangue cair no chão. Mais do que rápido e violentamente, surgiu um grande rugido e uma criatura enorme e negra, como as trevas, como se fosse uma sombra roxa escura e negra. Como se fosse o medo. Tinha duas grandes olhos completamente prateados. Ele tomou uma forma medonha de aranha gigante, com uma grande cauda e espinhos por ela. Tinha grandes oito pernas, que o deixava gigante. Tinha duas grandes presas que subiam para cima e seus lábios, e os olhos mais assustadores do que nunca, e tinha grandes chifres marrons escuro. Seu corpo, era todo em circular, com várias curvas que deixava um circulo completamente torto.

A criatura me observou, e começou a vir atrás de mim sem hesitar. Eu, assustada demais para não fazer outra coisa a não ser correr, me levantei rapidamente, cambaleante e sentido a dor. Berrei de medo, e corri para um canto do salão. As pessoas não interferiram, apenas ficaram observando, em silêncio. Mas era como se rissem de mim. Nada estava acontecendo, apenas eu correndo e a criatura me seguindo. Notei um borrão, passando por mim e depois, direto para a criatura, que caiu violentamente, fazendo o chão tremer e ficou de costas, balançando as pernas para cima, tentando se levantar.

Eu estava ofegante. Observei o que era o borrão, e notei barulho de espadas. Fiquei na ponta do pé para ver melhor e enxerguei o mesmo garoto de antes. Mesmo diante daquela situação, me perguntei se era perseguição. Voltei à realidade, e aquele garoto lutava sozinho contra os cinco, com uma grande espada de prata, que brilhava com a luz da lua.

Como estava distraída observando-o, nem percebi que a criatura se levantou. Eu estava no canto do salão, sem ter pra onde ir, porque ela me encurralou. Engoli em seco, e apertei meu corpo contra a parede. O monstro abriu a grande bocarra, e eu não tive tempo nem para respirar. Mais um borrão passou, mas não tão rápido, e distingui quem era. Era o gato preto, Black.

A púnica coisa que ele fez, foi jogar uma bola negra na direção da boca do monstro, que o engoliu. Ele começou a se contorcer de dor, e por fim, deu um grande berro que mais parecia um rugido de leão. Seus olhos se esbugalharam para cima, virando para os lados, cresciam várias bolhas em seu corpo todo. Deu mais um berro, e a criatura explodiu, jorrando sangue para tudo que é lado, e partes de seu corpo. Seu sangue era o meu sangue. Que bateu em meu rosto, me deixando quase encharcada de vermelho.

As partes de seu corpo começaram a sumir, como poeira, em um grande portal que surgia no chão, puxando-o para dentro. Aflita, fiquei no meu canto. Senti uma grande força me puxar e berrei, caindo ao chão e segundo sugada pelo portal.

-ALGUÉM, POR FAVOR, ME AJUDE, ALGUÉM!-Eu berrava completamente consumida pelo medo. Era uma dor estranha, e puxavam meu pé. Não fizeram nada eu apenas mergulhei na escuridão rápida, com uma sensação ruim. Era pior do que tudo. Imagine, você, ser sugado, como se o medo te sugasse, para dentro de alguma coisa muito pior do que o medo. Como o inferno.

Notas finais
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