Notas iniciais
Aqui vai mais um capítulo. Algumas partes emprestei do livro e do filme.




LEAH

Hoje eu tive que cumprir serviço comunitário na escola primária de Forks e até que foi bem divertido. Eu li histórias para crianças de 4 a 5 anos. É simplesmente encantador ver os olhinhos brilhantes de cada uma delas e como elas interagem com a gente.

Eu às vezes parecia mais bagunceira do que os pequenos. Além de contar histórias, também soltei a voz ao som de "Lucky" de Colbie Caillat e Jason Mars. Eu também me arrisquei no violão que emprestei do Sam. É claro que não sou tão boa quanto o meu namorado, mas eu improviso.

"Estão preparados?!"

"Sim!", gritaram em uníssono. E, então, começamos a cantar:


Você consegue me escutar?

Estou falando com você

Através das águas, do outro lado do profundo oceano azul

Sob o céu aberto, oh, nossa, meu bem, estou tentando

Garoto, te escuto em meus sonhos

Sinto o seu sussurro do outro lado do mar

Te guardo comigo em meu coração

Você torna as coisas fáceis quando a vida fica difícil

Sortudo, pois estou apaixonada pelo meu melhor amigo

Sortudo por ter estado onde estive

Sortudo por estar voltando pra casa novamente

Ooh


A música por algum motivo me fez lembrar de Jacob e da nossa conversa de ontem:


Queria que nos beijássemos novamente

Vou esperar você, juro que vou esperar

Sortudo, pois estou apaixonada pelo meu melhor amigo

Sortudo por estarmos apaixonados de todas as maneiras

Sortudo por termos ficado onde ficamos

Sortudo por está voltando para casa algum dia


Ali passamos as próximas duas horas cantando e brincando. Foi realmente muito bom. De repente, me vi pensando que talvez seria bacana fazer Magistério, ou Pedagogia. Eu me dou bem com crianças e, por incrível que pareça, acho que tenho um dom para ensinar.

Como esse é meu último ano, logo tenho que pensar na faculdade. As minhas duas primeiras opções foram Educação Física ou Medicina. Eu ainda estou insegura, meus pais já vem juntando dinheiro para que eu possa cursar uma boa faculdade. Sam também vem trabalhando duro, ele quer cursar Administração.

Sam diferente de mim, sempre teve que estudar e trabalhar e, para orgulho da sua mãe, meu namorado conseguiu terminar o colegial, sendo um bom aluno, com ótimas notas. Ele até conseguiu uma bolsa para a Universidade de Berkeley, porém decidiu esperar por mim.

Então, quando concluir o colegial, Sam e eu planejamos ir para uma Universidade em Seattle, assim não precisaremos nos separar.

"Você tem jeito com as crianças. Olha essa semana foi incrível. Elas se apaixonaram por você." A senhora Hellen diretora da escola, estava me encorajado a ser professora.

"É quem sabe a gente se torne colegas de trabalho", eu disse me despedindo dela.



***/ /***


"Aí que frio! Rápido!", Sam chamou abrindo a porta de sua casa.

"Que chuva gelada!" Eu estava tremendo, nossas roupas estavam molhadas.

Nós estávamos na praia, curtindo um momento juntos e aproveitando o sol tímido, quando fomos surpreendido pela chuva.

Ao chegar em sua casa, Sam logo foi tirando sua blusa e deixando amostra seu peitoral bronzeado que eu adoro, depois me olhou de um jeito malicioso.

"Gostou do que viu?", ele disse travesso.

Antes que eu pudesse dar uma resposta, Sam colou seu corpo ao meu e me beijou. Aquele beijo que me faz ficar sem fôlego, que me tira a razão, que faz meu coração bater a mais de mil.

"Vamos tirar essa roupa molhada e nos aquecer coladinhos um no outro", ele sussurrou no meu ouvido, me fazendo se arrepiar toda. Os botões da minha blusa foram sendo abertos por suas mãos ágeis. "Minha cor preferida!" Sua voz estava mais rouca.

"Que bom que gostou", sussurrei entre beijos. Meu biquíni era verde, sua cor favorita que eu coloquei especialmente para agradá-lo.

Minutos depois, nossas roupas foram jogadas pelo chão, enquanto nossos corpos nus se movimentavam num mesmo ritmo intenso. Minhas mãos apertavam os lençóis da cama, a cada sensação que Sam causava sobre meu corpo. Seus lábios deslizam sobre minha pele me fazendo gemer seu nome.

É incrível como nossos corpos se conversam sem precisar de palavras. É apenas através de cada toque, de cada olhar e dos beijos que trocamos. Tudo traduz perfeitamente nossos sentimentos. Nossos olhos se encontram mais uma vez, até que atingimos o orgasmo. A sensação é avassaladora.

Sam foi meu primeiro tudo. O primeiro garoto que eu gostei, mas que nunca me notava. Meu primeiro beijo, meu primeiro namorado e minha primeira vez. Aliás, minha primeira vez aconteceu bem nesse quarto, eu tinha acabado de completar 17 anos e tinha sido um momento um pouco desconfortável. Mas, na segunda vez, foi incrível e perfeito. A partir daí fui ficando experiente e descobrindo coisas sobre mim mesma.

Foi nesse mesmo tempo, que papai que sempre foi um homem calmo, descobriu que eu não era mais virgem e quis matar o Sam. Durante dias, o senhor Harry ficou magoado comigo. Mas, graças a Deus, aos poucos as coisas foram se ajeitando e ele voltou a falar comigo. E partir dali meu namoro se tornou sério.

"Eu te amo!", digo a Sam beijando seu peito nu, em troca ele me puxa para mais perto e me prende num abraço apertado. Em seus braços eu me sentia completa.

"Lee, eu... eu te amo muito!" Ele parece nervoso e ansioso. Seus olhos negros me olham com tanta intensidade e, então, Sam me faz aquela pergunta que me deixa paralisada: "Quer casar comigo?"

"O quê?!" Eu estou nervosa e incrédula, meu coração está martelando no peito.

"Sei que você só tem 18 anos, que somos muito jovens, mas... mas eu quero estar com você e acordar com você do meu lado, todos os dias", Sam diz mais determinado. "Eu quero construir um futuro ao seu lado, Lee-lee!"

Meu coração batia acelerado, eu estava extremamente emocionada e ansiosa, ouvindo ele se declarar para mim com aquele pedido inesperado.

"Eu quero que você, Leah Clearwater, case-se comigo!"

"Sim. Eu... eu aceito... Eu também te amo, Samuel Uley!", me declarei emocionada.

Em seguida, Sam colocou um lindo anel de noivado no meu dedo. Era um anel de prata com uma pérola branca. Seus lábios tocam minha mão delicadamente.

Nós comemoramos aquele momento tão especial, sem imaginar que o destino tinha outros planos para o nosso futuro.



***/ /***


Eu estava falando no telefone com minha prima. Emily Young era como uma irmã mais velha, sempre sendo leal e sincera comigo. Não havia segredos entre nós.

Minha prima estava me contando animada que havia concluído seu curso de gastronomia. Emily é muito talentosa, criativa, ama cozinhar e descobrir novos pratos. Por um ano, ela esteve trabalhando em um grande restaurante em Miami, mas agora decidiu voltar para casa.

"Será que você chega para o meu casamento?" Queria que ela fosse a primeira a saber da notícia.

"Uau! Quando ele fez o pedido?", ela indagou curiosa.

"Sam me pediu ontem. Foi bem doce e direto. Eu tô tão feliz!" Eu me sentia meio boba, sorrindo à toa.

"Parabéns, Lee!" Escutei ela rir do outro lado da linha.

Passamos quase uma hora falando sobre o casamento, novos planos e seu retorno.




Jacob

Todo mundo estava parabenizando os noivos. Leah estava radiante porque vai casar em breve com Sam, só estão esperando ela se formar. Depois, tudo vai mudar.

Primeiro Sarah me deixou, depois Becky e Rachel, agora será a Leah. Papai um dia também irá me deixar. Talvez, eu precise aprender que nada é para sempre, que promessas vão e vem. Você tem que aprender a continuar.

Bom, eu estava estressado e, talvez, decepcionado, por isso decidi caminhar na praia com Embry e Quil. Hoje era um dia frio e nublado em La Push, o mar estava agitado. Para minha surpresa, ali no meio de um grupo de jovens, reencontrei Bella Swan. A garota que nos últimos meses tem sido dona dos meus pensamentos.

"O que você tá fazendo aqui?" Ela sorriu ao me ver.

"Você tá na minha reserva, lembra?"

Enquanto a turma dela foi surfar, nós dois aproveitamos pra caminhar à beira mar. A coisa mais curiosa sobre ela foi seu interesse persistente pelos Cullen.

"O que seu amigo quis dizer sobre os Cullen não vir aqui?" Levantei as minhas sobrancelhas me sentindo surpreendido pela sua pergunta. Era complicado falar sobre eles. Na verdade eu achava tudo uma grande tolice sobre essas lendas e mitos, mas...

"Eu não tenho permissão pra falar sobre isso."

"Por que não?" Seu olhar era curioso e seu sorriso encantador.

"Na verdade é só uma velha história de terror." Nós nos sentamos num tronco de árvore.

"Vamos lá. Eu sei guardar segredo." Bella continuou me pressionando. "Eu juro que não vou contar a ninguém."

Bom, se ela queria ouvir a história que assim seja. Pelo menos posso ficar mais perto dela.

"Você sabia que os Quileutes, supostamente descendem dos lobos?", indaguei em tom de suspense. "E que os lobos são nossos irmãos?"

"O quê? Lobos de verdade?" Ela me olhou incrédula.

"Sim. É a lenda da nossa tribo." Eu ri da reação dela.

"Tudo bem. Então, qual é a histórias dos Cullen?"

"Então, tem as lendas sobre... os Frios. Eles supostamente descendem de um clã inimigo. Meu bisavô, o chefe da tribo, encontrou eles caçando em nossas terras. Bem... eles disseram que eram diferentes. Então, fizemos um acordo. Se eles prometessem sair de nossas terras, nós nunca contaríamos o que eles eram de verdade para os caras-pálidas."

"Jacob, o que eles são... de verdade?" Bella parecia conturbada com aquela informação.

Era no minuto estranho todo esse interesse dela nessa família, que eu particularmente, não gosto. É como se eles tivessem algo muito obscuro dentro deles. Das poucas vezes que nos cruzamos, senti como se fossem realmente um INIMIGO.

"São bebedores de sangue!" Eu falei num tom mais obscuro, tentando assustá-la. "Vocês chamam eles de... VAMPIROS!" Mas, ela não parecia com medo, estranhamente, seu olhar era mais curioso do que amedrontado.

"Você é um bom contador de história", ela disse ainda olhando o mar.

Eu decidi falar sobre coisas mais produtivas. Aos poucos, fomos entrando em sintonia e a conversa foi fluíndo. Ela me disse sobre a escola, sobre os novos amigos, que sentia falta do calor e, principalmente, da mãe. E, assim, terminamos a tarde trocando ideias e rindo.



Meses Depois...

Eu estava num mau humor danado, porque meu pai me obrigou a colocar essa roupa social, chata. A parte pior era usar a gravata.

"Droga!" Eu tento de um jeito e de outra e nenhum dá certo.

"Olha só pra você... tá elegante!", disse Embry entrando no meu quarto com Quil.

"Diga... X!" Meu primo tirou uma foto no celular e me deixou muito furioso.

"Volte aqui! Eu vou te matar!" Saí correndo atrás dele.

"Ei, garotos... parem de bagunça! Assim vocês vão destruir a casa." Meu pai apareceu. "Você ficou ótimo Jake, parece até mais velho. Não é por você ser meu filho, mas você tá bonito." Ele conseguiu arrumar a gravata. "Esse é o meu garoto!"

"Pai, eu tenho mesmo que fazer isso?"

"Jake, pense pelo lado positivo... Você vai ver a Bella."

Cumprindo a tarefa que meu pai me deu, segui até o colégio de Forks e parei na entrada, esperando Bella chegar. Provavelmente, vai vir com o tal Cullen. Só de pensar no cara sinto meu sangue ferver.

Os convidados foram chegando, estavam bem elegantes. Eu esperei o momento certo e entrei na escola. Lá dentro havia uma grande circulação de pessoas, até que a avistei na pista de dança.

Bella estava bonita do jeitinho dela. Simples, sem frescura e, ainda assim, encantadora. Seus cabelos estavam mais arrumados, ela usava um vestido azul e uma de suas pernas estava engessada, porque havia sofrido um acidente.

Meu coração começou a acelerar de ansiedade e nervosismo. Foi quando o Cullen travou seus olhos nos meus, sua expressão era de raiva e desgosto.

Ignorei o Cullen e resolvi me concentrar somente em Bella. Logo, seus olhos encontraram os meus. Naquele instante, senti que minhas mãos estavam suando, respirei fundo e segui até ela.

"Bella."

"Oi, Jacob." Ela sorriu para mim. "E aí?"

"Eu posso atrapalhar?", perguntei olhando para o Cullen.

Eu não queria ser petulante ou desrespeitá-lo, só queria ter um momento com ela.

"Obrigado", depois de agradecê-lo, ele trocou mais um olhar com a Bella, antes de nos deixar sozinhos.

Eu coloquei gentilmente minhas mãos em sua cintura, enquanto Bella colocou suas mãos em meus ombros. Era uma sensação incrível de tê-la tão perto e sentir seu perfume. Meu coração batia freneticamente.

"Nossa Jake, você tá mais alto do que a última vez que te vi. Qual é a sua altura agora?"

"Um e oitenta e quatro." Todo mundo ficava surpreso com o meu desenvolvimento rápido.

Eu comecei a me movimentar desajeitadamente, fingindo dançar. Minha mente estava presa em Bella e seus olhos castanhos chocolate. Por um minuto, havia esquecido do motivo que me trouxe aqui.

"Então, como você venho parar aqui? Venho de penetra, ou... com alguém?"

"Não."

Me sentia meio tolo, mas já que vim até aqui, eu precisava ir até o fim.

"Meu pai me pagou vinte pratas... para que eu... eu lhe desse um aviso." Ela riu de mim me fazendo se sentir um idiota.

"Então, fala."

"Não fica brava, tá bom. Ele quer que você termine com seu namorado. Ele disse..." Fiz sinal de aspas. "Vamos ficar de olho em você!", falei imitando o meu pai. Nós dois rimos, porém me senti desconfortável. "Bom, o pai ficou preocupado quando soube do seu acidente em Phoenix. E ele acha que a culpa foi do seu... namorado."

"Olha Jake, se não fosse pelo Edward e o pai dele, eu poderia estar morta." Agora Bella parecia com raiva.

"Bella, eu sinto muito." Eu não consegui encarar seu olhar. "Meu pai estava só preocupado e..."

"Jake, eu não estou brava. Você é meu amigo. Seria impossível ficar com raiva de você." Ela me deu um sorriso sincero. "Diga a Billy que eu o agradeço, mas já estou bem." Bella não parecia estar chateada comigo. Isso foi bom.

"Bella, eu não te disse antes, mas você está muito bonita." Ela ficou corada com o meu elogio.

"Obrigada. Você também está muito charmoso. Então, já que você está aqui, deveria aproveitar." Ela me disse olhando para pista de dança. "Tem várias garotas interessantes que... talvez você goste."

"Eu já achei a garota", falei olhando bem no fundo de seus olhos. "Mas, ela já está acompanhada." Então, Bella desviou seu olhar.

"O que você vai fazer com a grana. Já tem planos?" Bella trocou logo de assunto.

"Sim. Vou comprar uma peça que falta pro Rabbit."

"Eu espero que você termine logo seu carro." Ficamos em silêncio por um instante. Eu queria poder aproveitar mais esse momento com ela, porém a música havia acabado.

"Você quer se sentar? Eu te ajudo", murmurei hesitante.

"Está tudo bem, Jacob. Eu cuido dela." Levei um susto quando o Cullen apareceu subitamente.

"A gente se vê por aí, Bella." Nós trocamos um último olhar, antes de eu ir embora dali.

Me senti perturbado com tudo. Por ela e pelo olhar de Edward Cullen. Havia algo nele que me atormentava, como uma energia ruim.

Ao chegar em casa me deparo com o velho Quil parado na porta, seu olhar estava vidrado em mim.

"Os dias de tormentos estão próximos. Haverá morte, dor e sangue. Fique em alerta. Os protetores devem ressurgir!" De repente Velho Quil sente-se tonto, eu consigo evitar que ele caia no chão. Aos poucos ele volta a normal.

"Jacob, o que aconteceu?", questiona meu pai parando ao meu lado. Eu também estou muito confuso.

"Sinto muito. Eu estou bem", diz o Velho Quil com seu jeito calmo. Eu o ajudo a se levantar.

"O que você quis dizer com... Dias de Tormento?" Os dois homens se olham. O mais velho ainda parece desorientado.

"Eu não sei do que você está falando." Então, o Velho Quil vai embora me deixando perdido.

Naquele instante, senti um arrepio frio e um medo incontrolável.



O Lobo Negro

Sam estava tendo um dia difícil no trabalho. Ele trabalhava numa grande loja de eletrodomésticos e móveis em Forks, fazendo entregas ou como montador.

Após uma discussão com seu chefe, o namorado de Leah sai enfurecido, com um desejo insano de matar o tal homem. Sam passa pelas pessoas sem realmente vê-las e entra em seu carro. Depois dirige desenfreado e sem rumo. Ele respira com dificuldade, sente como se um fogo queimasse intensamente por dentro. Sua mente e seu corpo já não o obedecem mais.

De repente, ao olhar para o retrovisor interno, ele se depara com olhos selvagens e se assusta. Consequentemente, perde o controle do carro que sai da pista e se choca contra uma árvore.

Sam sai do carro ileso, mas inexplicavelmente começa a correr na direção da floresta. Nesse momento, cada célula de seu corpo começa a mudar, até que abruptamente, o rapaz se transforma num enorme lobo negro.

O lobo voltou para casa. Para cumprir a sua missão.



Notas finais
Por favor comentem!!!