Notas iniciais
Nesse primeiro capítulo não terá violência, mas terá uma grande surpresa.

Se passaram 18 anos e eu ainda não consigo acreditar que a Kataryna tenha me traído daquela forma. Toda noite eu penso em o que eu poderia ter feito para que aquilo não tivesse acontecido, mas nenhuma ideia vem em minha mente. As vezes, eu paro no tempo, imaginando tudo aquilo que aconteceu.

– Vicent? — Sarah interrompe meu pensamento sobre a Kataryna.

– Oi?

– Estava pensando em que amor?

– Nada não, só sobre o trabalho.

De repente a campainha toca. Eu me levanto do sofá e vou atender. O porteiro do prédio me entrega uma carta. A carta diz para mim comparecer na delegacia no dia seguinte, ás 10 horas da manhã.

– O que é isso amor?

– Uma carta. Aqui diz para mim ir na delegacia amanhã de manhã.

– Ué, por que? Você fez alguma coisa de errado?

– Que eu saiba não.

Sarah se interrompeu quando iria falar alguma coisa, e eu sabia o que era. Depois que a Kataryna morreu, nós decidimos nunca mais falar sobre a morte dela e a morte das outras pessoas.

DIA SEGUINTE

Cheguei na delegacia por volta de 10h05.

– Bom dia. Eu recebe essa carta pedindo para eu comparecer aqui na delegacia — Fui interrompido pelo atendente que estava na bancada.

– Venha. Por aqui senhor.

O atendente me levou até a sala do delegado.

– Bom dia, Vicent. Sente-se.

– Bom dia delegado.

– Bom, eu te chamei aqui por que eu queria novamente seu depoimento sobre a morte de Kataryna Oliveira Santos. Estamos reabrindo o caso, por que apareceu uma testemunha.

Na hora que o delegado terminou de falar me deu um certo medo, por que, as únicas pessoas que estavam na hora da morte dela eram meus pais, o Victor, a Sarah e minha irmã, não tinha nenhuma pessoa além deles.

– O senhor poderia me dizer quem era essa testemunha?

– Não, isso é confidencial.

– Ok!

– Pois então, vamos lá.

UMA HORA DEPOIS

– Muito obrigado senhor Vicent. Pode sair.

O delegado me fez as mesma perguntas que tinha feito na época do acontecimento. Só foi feita uma pergunta diferente, que foi:

– Você tem alguma coisa a ver com as mortes dos 3 adolescentes, que tinham acontecido um tempo atrás antes da morte de Kataryna?

Para ele ter me feito essa pergunta com certeza mais uma pessoa sabia. Mas, quem era essa pessoa?

Eu estava indo para casa de carro, no sábado, quando eu parei no sinal vermelho. Fiquei admirando uma mulher que estava de costas, no lado direito da rua, em cima do passeio, conversando com outra moça. Ela tinha o cabelo da cor do de Kataryna, bem escuros. Eu até imaginei que poderia ser ela, mas nem tinha condições. Uns segundos antes do sinal abrir, a mulher se virou. A mulher era idêntica a Kataryna. Tinhas os olhos castanhos de Kataryna, mas um castanho que só ela tinha, os cabelos longos e pretos e o corpo perfeito. A moça deu um leve sorriso. Logo depois, o sinal abriu, os outros carros passaram e a mulher sumiu.

Chegando em casa eu contei a Sarah o que tinha acontecido na delegacia. Ela também ficou surpresa com a tal pergunta do delegado, e preocupada.

– Calma amor, com certeza essa história não vai muito para frente.

– Eu espero que sim.

Depois eu comecei a lembrar da mulher que eu tinha visto no sinal hoje. Será mesmo que era a Kataryna?

– Amor, hoje eu vi uma mulher meio parecida com a Kataryna. Ela tinha os olhos castanhos e os cabelos pretos e longos que só ela tinha. Eu até imaginei que poderia ter sido ela.

– Sério? — Sarah me olhou com uma cara de espanto depois que eu falei isso. — Eu também vi uma mulher igual a ela essa semana, com as mesmas características, mas eu não quis te contar para você não ficar preocupado com besteira, ou começar a remoer o passado.

Eu ia falar uma coisa, mas nossa filha, a Eduarda de 4 anos, entrou na cozinha correndo com seu ursinho.

– Papai, vamos no Shopping hoje para a gente usar seu cartão de crédito e comprar um monte de brinquedos para mim? E também brincar várias vezes no parquinho que tem lá no Shopping?

– Gente, que menina espertinha. Eu não estou sabendo disso não filha.

– Mas eu estou papai. Vamos, vamos, vamos?

– (Risos). Vou ver.

Umas 8h da noite nós fomos almoçar, em casa mesmo.

– Vamos no Shopping hoje papai?

– Hoje não, vamos ter que deixar para amanhã.

– Ah.

Logo depois a gente escultou a campainha tocar.

– Será quem é? — Perguntou Sarah.

– Não sei. Você chamou alguém para vir aqui hoje?

– Não, e você?

– Também não.

Levantei e fui atender a campainha.

Virei a chave e abrir a porta.

– Oi Vicent.

– Eh, oi. Quem é você?

– Sua melhor amiga, ou melhor dizendo, sua ex-melhor amiga, a Kataryna.

Notas finais
Olha só quem está de volta. No capítulo da semana que vem você saberá como que a Kataryna está viva.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!