Coração Complicado
2 Dificuldades
Keiko estava olhando para Yusuke, que concentrava uma grande quantidade de poder nas mãos.
Keiko: Quer nos matar é?
Yusuke: Que matar o quê, sua exagerada!
Keiko: Onde está a Botan?
Yusuke: Que Botan? Eu não vi a Botan hoje.
Keiko: Yusuke, o que está acontecendo? Você está tirando uma com a minha cara? Eu quero ir embora.
Yusuke: Mas eu não sei de nada! O Kurama me trouxe aqui e disse que tinha um treinamento e...
Keiko: Treinamento de novo? Quando que você vai parar com isso? Não acha que já tiveram lutas demais na sua vida não?
Yusuke: Keiko, eu...
Keiko: Eu não quero saber Yusuke. Abra esta porta que eu quero sair agora.
Yusuke: Oh menininha difícil. Você sabia que tem um gênio do cão? Tá, vou abrir esta porta sua chata.
Yusuke se direcionou para a porta e liberou uma grande quantidade de poder, mas ele se desfez sem fazer a porta nem tremer.
Yusuke: Eu não entendo. O que aconteceu?
Keiko: Tá perdendo o jeito? A porta nem se mexeu...
Yusuke: Há há. Não tem ninguém perdendo o jeito não. Vou colocar um pouco mais de força.
Novamente ele tentou derrubar a porta e ela não se mexeu.
Keiko: Estou vendo que não vamos sair daqui hoje. Tá bom Yusuke. Pode parar de tentar. Você não vai conseguir.
Yusuke: Quem não vai conseguir? Você vai ver.
Keiko: Então tá. Fica tentando aí então.
Keiko então se sentou e pegou uma revista que estava em cima de uma mesinha na sala onde estavam. Ela estava achando tudo aquilo muito estranho. Era uma casa simples, mas estava toda mobiliada. Até a cozinha estava abastecida. A casa possuía dois quartos e ambos estavam arrumados. E apenas um tinha cama. Em um deles havia uma mala, mas como não sabia de quem era, resolveu não abrir. Botan havia deixado ela ali há quase uma hora e agora Kurama tinha trazido Yusuke. O que será que estava acontecendo?
Yusuke: Eu desisto. Não quer abrir.
Ele olhou para Keiko, que estava perdida em seus pensamentos. Olhou em volta. A sala não era muito grande, mas estava arrumadinha. Tapete, mesinha, revistas, sofá. Mas não tinha televisão e nem telefone. Yusuke viu um envelope em cima de um dos sofás. Ele pegou e começou a ler:
Queridos pombinhos:
Percebemos que os dois não conseguem se entender, por isso resolvemos deixa-los trancados nesta casa até que resolvam a vida de vocês. Daqui uma semana voltaremos para abrir a porta e esperamos que vocês tenham se resolvido. Não aguentamos mais o mau humor dos dois.
Ah, Yusuke, as portas e janelas da casa estão seladas com um poder do mundo espiritual. Você não vai conseguir abrir, mesmo que você use todo o seu poder.
A casa está abastecida com comida, então aproveitem a chance e coloquem tudo em ordem.
Dos amigos mais lindos e que torcem por vocês,
Botan, Kuwabara, Shizuka e Kurama.
Yusuke: Eu não estou acreditando nisto!
Keiko: O que você está lendo aí?
Yusuke: Ah, não é nada não!
Keiko: Me dá. Eu quero ler.
Yusuke: Mas você não vai gostar. Vai ficar mais mau humorada do que já está.
Keiko: Me dá agora!
Yusuke: Tome. Eu avisei.
Keiko pegou a carta.
Keiko: O quê? Uma semana? O que eles estão pensando? Eu vou perder aula!
Yusuke: Eu avisei...
Keiko: Você sabia disso, não sabia?
Yusuke: Eu? Eu juro que não. Eu não sabia de nada.
Keiko: E aquela mala lá no quarto?
Yusuke: Que mala garota? Você viu que cheguei depois de você!
Keiko foi para o quarto e Yusuke foi atrás dela. Chegando lá, ela abriu a mala e viu que tinham roupas dela e de Yusuke dentro.
Keiko: Eu não estou acreditando nisso. Quando os encontrar, vou matar um por um.
Yusuke: Mas esse gosto você não vai me tirar.
Keiko: O que vamos fazer agora?
Yusuke: Nada! Vamos esperar essa semana passar. Onde fica a cozinha? Eu estou com uma fome danada.
Keiko: Procura você!
Yusuke: Credo! Pode deixar que eu acho sozinho.
Keiko ficou emburrada olhando para o chão. Yusuke realmente nem se importava. E o que estava escrito naquela carta não quis dizer nada para ele. Começou a achar que esses anos todos longe dela, o haviam distanciado e que a promessa dele tinha ido por água abaixo.
Quando chegou na cozinha, Yusuke ficou olhando para o armário aberto cheio de alimentos. Os amigos deles tinham agido na maior boa vontade, mas o que faria agora? Keiko estava uma fera! Eles iriam ficar uma semana trancados um com o outro, debaixo do mesmo teto. Ele não ia ficar indiferente a isto. Mas como colocar pra fora tudo o que sentia. Talvez ela não estivesse mais tão apaixonada assim por ele. Três anos longe era muita coisa.
Yusuke: Oh Keiko, o que você vai fazer pra gente comer?
Keiko: Não enche!
Yusuke sorriu. Ia ser muito difícil esta semana.
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