Coração

1 Uma garota chamada Suzanna


Komui estava eufórico, aliás, quase toda a ordem negra estava.

-O que está acontecendo Komui-san? – perguntava Allen, já que ele ainda não sabia o que estava acontecendo.

-Tenha paciência Allen-kun, você e os outros exorcistas saberão o que está acontecendo em breve.

-Está quase chegando supervisor. – disse o encarregado Reever adentrando na sala de Komui onde também se encontravam os outros exorcistas.

-Em quanto tempo? – perguntou o supervisor ansioso.

-Cerca de quinze minutos.

-Perfeito. – falou Komui e logo depois o encarregado saiu da sala.

-Parra onde Reever-san ir? – perguntou Krory em um canto da sala.

-Foi receber a nossa visita.

-Tsc, não sei pra que reunir todos os exorcistas. – falou Kanda emburrado. (como sempre *-*)

-Pra que esse estresse Yu? – falava Lavi.

-Não me chame pelo primeiro nome. – coloca a Mugen no pescoço de Lavi. – Não lhe dei essa intimidade.

-O-o que eu quero dizer é que se Komui-san nos chamou aqui deve ser alguma coisa importante. – dizia Lavi tentando afastar a katana com o indicador.

-Não sei se vou conseguir passar tanto tempo perto deste Moyashi. – aponta pra Allen.

-É Allen! E eu também não estou gostando nem um pouco de ficar perto de você, Bakanda. Até porque eu estou com fome. – coloca as mãos sobre o estômago que começa a roncar.

-De novo Allen-kun? – perguntou Lenalle ao lado do amaldiçoado.

-Não posso fazer nada. – respondeu ficando vermelho.

No meio de toda aquela confusão estava alguém que ainda não havia se pronunciado — apenas observava – Bookman mantinha os olhos atentos em tudo, precisava registrar os momentos importantes. Ele também não sabia o que estava acontecendo, mas ao contrário dos outros exorcistas, este tinha uma vaga idéia.

-Ela chegou Supervisor. – disse Reever entrando na sala.

Nesse instante Komui se levanta de sua cadeira com os olhos bilhando de expectativa.

-Peça pra ela entrar então.

Reever então abriu completamente a porta, revelando cinco finders que rodeavam uma pessoa completamente coberta por um manto negro. O que o capuz revelava era apenas um pedaço de sua boca e seu queixo. Sua pele era tão branca quanto o papel que o encarregado segurava.

-Aproxime-se Suzanna-chan. – disse o supervisor estendendo a mão, mesmo a garota estando à metros de distância.

A garota começou a andar, e como se tivessem levado um choque os finders se afastavam instantaneamente, lhe dando passagem.

-Finalmente encontraram. – dizia Bookman com os olhos arregalados paraa garota que ainda se movia.

-O que panda? – perguntou Lavi levando um tapa na cabeça.

-O “coração” seu baka.

-Por que não tira esse capuz Susa-chan?

Obedecendo ao supervisor levantou os braços lentamente, revelando que também possuía um par de luvas nas mãos quando a manga escorregou. Puxou o capuz para traz, revelando cabelos num tom quase tão brancos quanto os de Allen, e o pouco que o capuz antes mostrava, já não era mais escondida, e chegava a ser mas clara que o próprio cabelo. Quando respirava, parecia se inverno, pois o ar também se esbranquiçava antes de voltar ao normal.

-“que linda” – pensou Lenalle.

-STRIK. – falou Lavi.

-Tsc. – falou Kanda apenas virando o rosto como sempre.

Já Allen sentiu o coração palpitar mais rápido por debaixo do peito, não se sentia assim nem quando falava com Lenalee, mas ficou desse jeito só de olhar para a garota.

-Então Susa-chan, como foi o seu caminho até aqui? – perguntou Komui.

-Normal. – a garota continuava inexpressiva.

-Desculpe-me o atraso supervisor. – disse alguém abrindo violentamente a porta e com uma cara de *entrada bombástica*

-Então você veio? General Cross. – disse o supervisor vendo o visitante. – não achei que fosse aceitar o pedido.

-Nunca perco um desfio. – disse indo se sentar no sofá.

-M-mestre, o que o senhor está fazendo aqui? – perguntou Allen já pensando em mais dívidas.

-Eu vou ser o professor dela. O que mais seria aprendiz idiota?

-Susa-chan, este é o General Cross Marian, e será o seu tutor. A ajudará a controlar a inocennce que está no seu corpo.

-E ai branquinha? Eu sou o Lavi. – disse o aprendiz de Bookman estendendo a mão para a garota.

-Não se preocupe com ele, Lavi adora colocar apelidos nas pessoas. – disse Lenalee.

A garota não retribuiu o comprimento de Lavi nem falou mais nada, apenas continuou quieta e inexpressiva. Até que a garota quebrou o silêncio.

-A sua inocennce. – apontou para o martelo de Lavi.

-O que tem ela?

-Por que a deixou triste?

Ninguém havia entendido o porquê dela ter dito aquilo. Mas Komui rompeu novamente o silêncio.

-Bem Susa-chan. Estes são Bookman, Allen, Lenalee, Krory, Miranda, Kanda e o Laquê que já se apresentou.

-Muito prazer Susa-chan. – dizia Lenalee se aproximando, mas parou quando sentiu um calafrio pelo corpo quando estava a um metro de distância da garota.

Só agora as pessoas presentes percebiam que as folhas de papel sob os pés da garota começavam a congelar aos poucos.

-Muito prazer Lenalle-chan. – a garota esboçou um sorriso pela primeira vez, fazendo com que todos se encantassem. Se aproximou da chinesa e lhe tocou os cabelos curtos. – É uma pena que você não tenha saído inteira de lá. Me desculpe eu fiz o melhor por você. A portadora do coração não parecia ser mais ela. Sua voz estava turva e com um eco que não tinha como ser provocado pela sala. – Pena que não foi o suficiente, me desculpe por te fazer sofrer.

Quando terminou de falar pegou a mão que estava no cabelo de Lenalee e colocou na própria cabeça, como se estivesse sentindo uma dor realmente muito forte. Começou a cambalear para traz. Mas quando ia cair foi segurada por Kanda.

-Tsc, tenha mais cuidado da próxima vez. – disse o chinês com cara de bravo.

-Me desculpe Kanda-san, mas quando alguma inocennce tem alguma coisa a dizer eu não consigo controlar.

-Quer dizer que quem estava falando comigo agora, eram as Dark Boots? – perguntou Lenalee.

-Me desculpe, não pude evitar.

-Obrigada. – a chinesa disse indo abraçá-la.

Lágrimas escorriam de seu rosto. E podia sentiu o frio por beixo do casaco de Suzanna, mas decidiu que não tinha importância.

-Tsc, dá pra saírem de cima de mim? – perguntava Kanda com uma veia saltando da testa e Lenalee percebeu que quando foi abraçar Suzanna ela ainda estava nos braços do exorcista.

-Me desculpe Kanda. – dizia a chinesa. – não se ferio, não é?

-Como se eu fosse me machucar com uma coisas dessas. – disse o chinês friamente.

Após toda a confusão, foi cada um para o seu quarto e Lenalee foi mostrar inde era o de Suzanna.

-Amanhã você irá até Hevlaska e ela irá avaliar a inocennce. – disse Lenalle para a portadora do corção.

-Tudo bem. – Suzanna respondeu tirando o manto que vestia até agora, revelando um vestido negro, rodado, e com uma fita de cetim negra rodeando a cintura com um laço na ponta, tinha pequenos babados em baixo da barra, usava também uma meia até o joelho completamente negra e uma botinha que ia até o tornozelo. (uma gotic lolita da vida.*--*)

-Lenalle-chan.

-O que foi Susa-chan?

-quer me ajudar a decorar o meu quarto?

-Claro Susa-chan, vai ser um prazer, quando você tertminar de falar cm Evlaska que vou te acompanho.

-Arigatou, Lenalee-chan.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.