Corazón De Angel

22 Capítulo 22 Reabrindo os machucados


Notas iniciais
Heyyy é curto, mas é de coração e é feito com pressa, tenho academia, shit!
ASUHAUSH
Mas no capitulo que vem é o reencontro da Luce e da Emy ownt!
beijos

POV EMILY

O silêncio estava começando a ficar desconfortável, e eu estava usando todas as minhas forças para parar de chorar, principalmente na frente deles, respirei fundo algumas vezes, e contive os soluços, percebi que Henry olhava para uma foto da Titia Ariane com nós dois, eu olhei e meus olhos se encheram de lagrimas, ela morreu por mim, olhei para cima e mantive meus olhos no teto.

Henry apertou os braços ao redor de mim, com força.

-Aut! – Falei.

Ele afrouxou o aperto.

-Tudo bem?

-É... Sim, só... Só me apertou forte demais.

-Ah, desculpe.

Luli trocava olhares com Lucas e depois olhava para mim, parecia que eles se comunicavam por olhares e eu não era capaz de entender.

Ah Lucas, eu sinto tanto. E eu queria poder falar isso em voz alta, mas...

Papai, titia Gabbe, titia Annabelle, Titia Francesca e o Sr.Cole voltaram da cozinha.

Meu pai veio até mim e eu segurei o coberto ao redor de mim, ele me puxou para um abraço e eu escondi meu rosto em seu peito para que ninguém visse as lágrimas.

Titia Gabbe tocou meu ombro e me puxou para ela, eu a abracei e ela me conduziu até o corredor nós entramos no antigo quarto de mamãe e papai e ela pegou uma roupa depois seguimos para o banheiro.

-Acho melhor você tomar um banho para depois comer algo.

-Não! – Falei sem pensar.

-Por quê?

-Eu... Eu posso tomar banho sozinha.

-Emily você está quase desmaiando eu não vou sair daqui, e você sabe que seu jeito teimoso não funciona comigo.

Assenti. Tirei todo o possível antes de tirar o cobertor.

-Emily você não pode entrar com o cobertor.

Suspirei e o deixei cair, ela sorriu e depois baixou o olhar até meus pulsos, ela os pegou com urgência.

-Emily...Cam fez isso com você?

Neguei a com a cabeça.

-Molly?

Neguei de novo.

-Então quem... Ah! – Ela me olhou com pena e me abraçou. – Emy, você não... Ah Emy, olhe isso...

-Por favor, por favor, não conte á ninguém, por favor.

-Shh, eu não vou contar, vamos lavar isso.

Ela pegou o álcool e botou meus braços á pia.

-Ah, tia não...

-Está infectado, Emily. –Ela derramou o álcool sobre meus pulsos, e aquilo ardeu, ela segurou meus braços para eu não os tirar, fechei os olhos, depois ela passou água.

-Entre no banho agora... Depois conversamos mais.

Assenti e assoprei meus braços que ardiam.

Eu fiquei parado de baixo do chuveiro deixei a água escorrer junto ao minhas lágrimas, quando Tia Gabbe percebeu que eu não iria me mexer começou a lavar meus cabelos tirando toda a sujeira e então passou a espoja pelo meu corpo como se eu fosse uma criança, depois que saímos do banho ela me secou e secou meu cabelo.

Ela me vestiu também e eu continuava a olhar para baixo [http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=58618462] eu parecia uma maníaca depressiva e eu decidi fingir que estava tudo bem, assim que saímos do banheiro fomos para o quarto. Eu me tapei até só ficar de fora minha cabeça.

Tia Gabbe fechou a porta.

-Eu sinto muito, por tudo o que passou, Emily, nunca imaginaríamos isso. E não se sinta fraca, você não é, você é humana querida, pode errar também.

-Sou nelfilim.

-Pode errar como todos.

-Meu erro custou caro. Titia Ari... –Não consegui terminar.

-Eu sei... Eu sei, mas foi melhor assim, ela não sobreviveria sem Roland, todos vamos sofrer com isso... Mas, é o que terá que ser.

-Nenhum dos dois precisava ter morrido. Foi culpa minha.

-Se não fosse por você os dois não teriam se reencontrado.

-Eu me sinto culpada.

-Ninguém está culpando você.

Ela estendeu a mão e eu entendi que ela queria meu braço, eu os dei, ela os tocou.

-Ah, Emy, queria poder fazê-las sumir para você.

-Tudo bem... Eu mereço, eu mereço a dor e a perda. É um castigo.

-Não, Emy...

Nesse momento meu pai entrou no quarto, eu me assustei e tentei ser rápida o suficiente para esconder os machucados, mas eu não os esconderia pra sempre.

Odiava admitir, mas eu precisava de ajuda. Eu precisava de ajuda, da pra acreditar?

Meu pai olhou para Tia Gabbe e para mim.

-Cam?

Neguei.

-Molly?

Neguei.

Titia Gabbe e ele se olharam, ele entendeu e suspirou.

-Mamãe não precisa saber, ninguém precisa saber... Ninguém devia saber – Eu falei.

-Por que Emily?

-Eu... Eu... Ah, era uma forma de buscar alivio, de tentar acabar logo com isso.

-Emily...

-Não gosto de ser o centro das atenções, por favor, vamos esquecer disto?

Tia Gabbe enfaixou meus pulsos.

-Não dá para esquecer, filha.

-Da sim, e é o que será feito.

-Quantas vezes fez isso?

-A cada segundo que eu estive lá.

-Prometa nunca mais fazer.

-Eu não sei mais o que é uma promessa. Podemos conversar depois?

-Não quero ter esse tipo de conversa perto de sua mãe.

-Pare com isso, se é pra conversar bote ela na conversa, ela não precisa saber disto, mas pare de esconder tudo dela.

-Não quero que ela se estresse mais.

-E eu também não quero mais me estressar, pai, eu cansei. E sabe? Eu fui forte a vida toda,mas agora eu sou fraca.

-Emily você tem razões para agir assim, foi um trauma... Vai superar.

-E se eu não superar?

-Você vai.

-Como tem tanta certeza?

-Tens todos pra te apoiar.

-Pare pai, pare de fingir que não está com raiva de mim. Roland e Tia Ari se foram por minha culpa!

Meu pai me abraçou, Titia Gabbe saiu dali para nos deixar sozinhos.

-Não, Emy, shh, minha menininha, não é culpa sua, se Cam tivesse pensado nas consequências dos seus atos, aquela criatura não pode ser meu irmão.

-Irmão? – Limpei uma lágrima – Eu namorei meu tio? – Fiz uma cara de nojo.

Meu pai deu um fraco sorriso.

-Por isso você não devia namorar – sorri para ele – Todos os anjos são seus tios. Todos os anjos são irmãos.

-Eu queria saber disso antes... Papai?

-Sim?

-Promete não me odiar?

-Eu não te odeio, eu te amo.

-Promete nunca me deixar papai?

-Prometo. Vamos para casa?

-Uhum.

Eu levantei e botei meus tênis, fomos até a sala onde estavam Lucas, Tia Francesca, Sr. Cole, Lucas, Luiza, Henry, Tia Annabelle e Titia Gabbe.

Abracei a todas as minhas tias e agradeci, depois olhei para Luiza e nos abraçamos.

-O que você...? Como você? – Falei.

-Ela é nelfilim – Disse Henry.

-Ah! – Virei para Lucas- Lucas... – Ele me abraçou e eu devolvi o abraço.

-Que bom que está bem Emily.

-Que bom te ver. – Falei.

-Vamos para casa – Disse meu pai – Luisa, Lucas eu deixo vocês em casa.

Eu entrei na frente com meu pai, ele ligou o som, Beautiful da Christina Aguilera começou a tocar, era minha música favorita, mas no momento eu nem ligava.

Ele deixou Luiza em casa e depois parou em frente a nossa casa, Lucas desceu e se despediu e seguiu para sua casa, nós entramos em casa e eu corri para meu quarto.

POV HENRY

-Ela vai se recuperar? – Perguntei.

Papai assentiu.

-Acho que... Que é melhor ela frequentar uma pscicóloga.

-Acha que a Emy precisa disso?

-Nem imagina o quanto.

-Como assim?

-Se ela se sentir a vontade dirá, mas acredito que é melhor deixar assim.

-E mamãe e Tay?

-Amanhã pela manhã voltam.

-Espero que mamãe esteja mais calma.

-Eu também.

POV EMILY

Já devia ser meia noite, eu estava finalmente em minha cama, em minha casa, onde acreditava estar segura, mas o sonho não vinha, eu fechava os olhos e ouvia gritos, ouvia a Tia Ari, revia toda a luta, revia todo aquele sufoco, eu não tinha paz.

Eu me levantei e de dentro de minha gaveta tirei uma tesoura, eu desfiz os coativos, e reabri os machucados cicatrizados, eu voltei a fazer um corte em mim mesma.

Era isso, eu estava presa, eu estava dependente disso. Minha vida havia virado uma bagunça.

Notas finais
reviews?