Corazón De Angel
21 Capítulo 21 Pedido de desculpas.
Notas iniciais
AGORA TEM OUTRO MAIOR
seria maior ainda, mas meu pai ainda ta enchendo o saco -.-'
aushuashuas
ooook quero muiiiitos reviews! beijoos
POV DANIEL
-Ah! Visitas? – Disse Cam, exibindo seu sorriso sarcástico- Sejam bem vindos.
-Isso aqui não é uma reunião amigável, Cam, vim buscar minha filha. A devolva, ou comece uma luta. Sabe que vai perder, está em desvantagem. – Falei.
-Você acha?
Atrás de Cam apareceram os párias, dezenas, centenas de Párias, com seus arcos na mão, prontos para o ataque.
- O que dizia, maninho?
-Achei que havia deixado claro que não somos irmãos. Não mais.
Ele riu, um som grosso.
-Vamos ao que interessa então... Daniel.
-Roland – Molly se pronunciou – Que traição... Achei que nossa noite o fez pensar de que lado ficar.
-E fez, por isso estou deste lado. – Disse Roland, senti que ele se divertiu respondendo isso.
Molly fez uma careta.
-Comecemos logo com isso – Ela disse.
-Daniel, prepare-se e seu mero exercito também. – Cam disse.
-Terei minha filha de volta Cam... Nem que você morra por isso.
-Como queira.
Cam estalou os dedos e os Párias atacaram, atacamos também, nossas armas não eram tantas quanto as deles, mas possuíamos algumas setas que nem eles, e roubávamos algumas deles, tínhamos nossos dons, e os usamos contra eles, me direcionei a Cam... Aquela luta começou há muitos anos atrás e agora a terminaríamos.
-Cam, evite sua morte... A entregue.
-É o que estou fazendo... Evitando minha morte.
-O que minha filha tem a ver com isso?
-Eu a entrego... Eu vivo.
-Você é um estúpido.
O poder que invocávamos nos cansava por isso eu procurava desviar do poder que ele invocava, para não invocar o meu poder e me cansar, para cansar a ele.
POV EMILY
Algo estava acontecendo e eu vi quando anjos chegaram, muitos anjos, eles estavam ali por mim? Para me salvar... Não. Quantos perderiam a vida por mim, eu não quero ser salva... Eu quero que me levem é mais fácil me render do que enfrentar a todos que amo e admitir meus erros.
Eu fiquei no parapeito da janela, eu olhei aquilo acontecer derramando mais lágrimas do que podia, observei o feixe de sangue que escorria pelo meu pulso, um novo corte.
Olhei para todos, papai estava ali, ele lutava com Cam, Lucas, Henry, Lilith, Tia Francesca, Tia Ariane, Tia Annabelle, Sr.Cole, Titia Gabbe... Luiza?
Solucei, eu não podia esta fazendo isso com eles, eu não acredito que estou permitindo isso acontecer. Eu simplesmente não acredito que eu ficaria parada.
POV HENRY.
-Luiza! – Gritei e ela virou a tempo de desviar da seta.
-Obrigada.
-Agradeça depois.
Eu apanhei uma seta que estava no chão e cravei nas costas de um Pária, ele se dissolveu.
-Admirável – Disse Luiza levantando voo para escapar da seta de um Pária que prendeu em uma árvore e ela foi direto pegá-la, para depois destruir o Pária que tentou matá-la.
-Acho que estou me saindo bem.
Eu dei um riso curto.
-Acha? É melhor cuidar com o seu “acho”
-Henry! – Ela se jogou sobre mim e eu e ela caímos, ela em cima de mim ofegante, apenas vi uma flecha passando reto por cima de nós.
-De nada – Ela ofegou – E cuide você com seu acho.
Eu não pude resistir seus lábios tão perto dos meus e lhe dei um beijo.
-Caso não sobrevivamos – Falei.
Ela riu e se levantou.
-Boa sorte.
-Não está afim de um dueto?
Ela desviou uma flecha.
-Feito.
POV EMILY;
Eu fixei os olhos em Lucas, tão bravo lutando e se arriscando por mim. Eu queria que ele saísse dali agora, que ele parasse de se arriscar por mim. Meu melhor amigo... Nunca percebi que o que nós tínhamos era mais que isso. Pena que nunca poderemos tentar isso. Eu odiava enfrentar a realidade, mas era essa,
Abaixei o olhar as lágrimas caíram no pulso misturando-se com o sangue que escorria.
-AAAAAAAAH – O grito veio lá de fora.
Levantei o olhar.
Cam havia gritado e meu pai havia deixado-o sem meios de defesa.
O que? Não!
Não sei o que deu em mim, mas Cam não podia morrer, tanto porque isso não adiantaria... Eu levantei e corri para fora.
-Pai!
-Emily? –Meu pai me viu.
-Não se distraia irmãozinho – Disse Cam e quase arrancou a seta de meu pai.
-Não se mexa Cam, acabemos com isso rápido.
Eu abri minhas asas e voei até eles.
-Pai, não.
Meu pai e Cam me olharam espantados, tive a impressão que todos me olharam assim.
-Pai não pode matar Cam, isso tem que vir dele – Falei.
-O que quer dizer com isso, Emily?
Lágrimas voltaram a escorrer, nem eu entendia o que dizia.
-Eu não sei... – Olhei para Cam,ele estava surpreso – Por que eu não sei o que falo Cam?
Ajoelhei-me ao lado dele.
-Cam... Eu não sei como, mas eu me apaixonei de verdade por você, e eu te odeio, mas não o odeio ao mesmo tempo.
Cam sorriu, meu pai ainda tinha a seta em seu pescoço.
-Pai, tire essa seta.
-Mas Emily...
-Pai.
Ele tirou.
Cam se levantou e eu também, ele me olhou de cima a baixo.
-Eu nego sua ordem– Ele falou sem olhar para outro lugar além de meus olhos.
No meio da multidão um Pária gritou.
-Temos um acordo, Cameron.
-Eu o estou quebrando.
-Quebrarei sua parte também.
-Quebre... Mas antes... Emily, o que você fez comigo para eu amá-la? Eu te amo Emily,e eu desisto, eu não sou capaz de machucá-la, você... –Ele passou a mão em meu rosto e limpou minhas lágrimas- Merece mais Emily, você é mais... Você é minha pequena, e eu sinto muito. – Ele fechou os olhos e depositou um beijo em minha testa. Depois se afastou. – Irmãozinho, parabéns.
-Cam...
O Pária pegou algo do bolso, um pergaminho, e começou a rasga-lo, vários furos de luz surgiram em Cam.
-Cam! – Eu gritei e meu pai me segurou – Eu sinto muito – Sussurrei a ultima parte.
Cam se foi, havia se dissolvido em luz.
Meu pai me abraçou.
-Ai! – Falei, mas o abracei também.
-Emily, você está bem? O que... O que aconteceu com seus pulsos?
-Não é hora para reencontros familiares ainda – Falou O Pária – A guerra de Cam acabou, mas a nossa começa agora.
Ele mirou uma flecha na gente e meu pai me tirou do caminho saindo também.
-Emily entre! – Ele gritou.
-Não!
-Vai acabar se machucando.
-Não vão lutar sozinhos por mim.
-Você não tem habilidade.
Naquele momento veio um seta e eu a peguei em pleno ar.
-O que dizia?
Sem arco eu a atirei de volta e matei um Pária.
-Teimosa. Temos que matar o Pária chefe, para assim todos se retirarem.
-Deixa comigo.
Eu peguei o arco e as setas do Pária que eu matei.
Hora de me divertir. Percebi Molly voando, fugindo da luta, parecia que ela não era tão valente quanto aparentava, sorri.
Depois disso tive que focar nessa luta, eu encontrei Lucas na hora H.
-Meu melhor amigo não sua bisca! – Acertei um Pária.
Lucas sorrio.
-Senti sua falta.
-Não imagina o quanto eu senti a sua – Falei tentando transmitir meus sentimentos á ele.
Mas não havia tempo para isso, havia uma luta nos esperando.
Eu queria que aquilo acabasse eu queria ir para casa, eu queria que vencêssemos, sem perdas, mas aquilo não era um livro, ou uma história era real e eu precisava dar o meu melhor. Mas eu já estava cansada de invocar meu poder, eu já estava exausta de disparar flechas, e minha visão estava turva devido a fraqueza. Eu percebi que desmaiaria.
Mas algo me fez lutar a mais, algo me prendeu a mais, além de saber que eu não podia deixar vencer.
Foi meu irmão, algum Pária que eu não consegui identificar vinha atrás dele, pronto para o golpe certeiro nele, e ninguém teria como avisa-lo.
Peguei minha ultima flecha, e no meu ultimo fiapo de energia a acertei no Pária. Ele gritou e se dissolveu, várias asas bateram, todos os Párias sumiram, ficou apenas nós. E eu cai.
-Emily – Percebi meu irmão comigo no colo, eu ainda estava deitada no chão, mas com a cabeça no colo dele. Eu não devia ter desmaiado a muito tempo.
-Você está bem?
-Estou – Levantei e o abracei, deixando me derramar em lágrimas. – Me diz que acabou.
Meu pai tocou meu ombro,
-Acabou Emily, estamos bem.
-Não – Disse Titia Gabbe.
-Nem todos – Disse Titia Annabelle banhada em lágrimas.
-O que quer dizer? – Perguntou meu pai.
-Ariane e Roland – Disse Annabelle.
-Eles não...
-Nós os perdemos – Disse Gabbe.
Eu solucei mais se possível.
Minha tia morreu por minha causa, aquela figura alegre, aquela figura que sempre me ajudava,aquela tia que era mais uma irmã. A minha segunda mãe se foi.
Meu irmão me ergueu e eu continuei abraçada nele.
Meu pai olhou para o chão, percebi algumas lágrimas caírem. Eu sabia o quão especial Tia Ariane era para ele.
Isso foi culpa minha.
-Vamos para casa, resolveremos tudo lá.
Ele passou por mim e por Henry e me pegou.
-Eu... Eu posso voar pai – Falei entre soluços.
-Não, você ainda vai cair no voo.
Assenti e escondi meu rosto.
Todos voamos até a casa de reuniões, ninguém parecia animado, nem mesmo Lilith.
Papai me botou no sofá e eu puxei uma manta que tinha ali para cobrir meus pulsos, logo Luiza, Henry, Lucas me cercavam, eu abracei Luza e Lucas.
Depois eu abracei meu irmão mais uma vez sem querer soltá-lo.
-Cadê mamãe?
-Ela está com seus avós, e Tay, eu as mandei para lá, era mais seguro. – Falou papai.
Depois tia Francesca agradeceu a todos e disse que estava liberados para irem.
-Por favor – Falei- Esperem... Eu queria agradecer, não por ser meu dever, mas porque estou extremamente agradecida... Eu sinto muito pelas perdas... Eu sinto muito pelo o que passaram... Obrigada por tudo.
Alguns disseram “de nada” sorriram para mim m e desejaram o melhor, outros apenas saíram.
Depois minha família, o que sobrou dela foi para a cozinha. Eu, Lucas, Henry e Luli ficamos na sala.
Eu continuava a chorar, mas silenciosamente, tudo estava silencioso, eu queria limpar as lágrimas, mas mostraria meus pulsos, e eu estava profundamente envergonhada.
Eu apenas fiquei quieta, esperando alguém, que não eu, quebrar o silencio.
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