Corazón De Angel
11 Capítulo 11 As escondidas?
Notas iniciais
Mas isso dará tempo para vocês deixarem muitas reviews e recomendarem a fic :))))
POV LUCE.
-Francesca – Falei entrando no seu escritório em Shoreline.
-Luce, Daniel. O que foi? – Ela perguntou.
-Luce teve outro sonho – Disse Daniel.
- O ultimo não aconteceu.
-Ainda – Eu disse.
-O que havia neste sonho, querida? – Perguntou Francesca sorrindo e acenando para que nos sentássemos.
-Era tudo escuro – Comecei lembrando-me – E havia vozes distantes. Falavam de uma garota, uma garota apaixonada, que caiu “no papo”. A outra dizia que ele não podia falhar, que se ele falhasse não permaneceria vivo, que era preciso a mistura do sangue de uma mortal que virou imortal, e de um anjo importante ao trono.
-O que acha que isso significa? – Perguntou Francesca.
-Que um de meus filhos corre perigo. Tem ficado de olho neles Francesca? – Perguntei.
-Sim.
-Eles estão bem?
-Mais que isso. Eles andam aprontando muito.
Eu ri.
-O que eles tem feito?
-Henry e os amigos sumiram com as toalhas do banheiro feminino deixando uma com pó de mico, ele e os amigos botaram a roupa de três colegas no lixo, diversas.
Daniel riu e eu encarei Francesca preocupada.
-E Emily?
-Colou a professora na cadeira, botou mel no spray de cabelo de uma aluna do terceiro, diversas também.
Desta vez Daniel ficou sério e eu ri.
-E o que você faz Francesca? – Ele perguntou.
-Eles nem sabem que eu sei, ora o que é a vida sem essas travessuras? Eu gosto delas.
Eu ri.
-Tudo bem, admito são boas, mas controle Henry. – Falei.
-O que? Controle Emily! – Falou Daniel exasperado.
-Daniel! – Repreendeu Francesca – Você, Roland e Cam – O nome me fez tremer – Aprontavam todas no céu!
-Ah isso é... Isso é irrelevante – Falou encabulado.
-Cam! – Falei.
-O que tem ele? – Perguntou Daniel.
-É ele o anjo do sonho.
-Isso é um absurdo Luce – Disse Francesca – Ele foi morto, por uma seta estelar, eu saberia se ele estivesse de volta.
-Mas e se Emily ou Taylor ou Henry correrem perigo?
-Calma Luce. – Falou Daniel –Eles estão bem, Taylor está aos nossos olhos, e Henry está cuidando de Emily.
-E quem está cuidando de Henry?
-Luce, ele tem quase dezoito anos, amor. Ele sabe lutar, e sabe usar com perfeição as asas e o poder.
-Contra Cam ele não tem chance! – Falei exasperada.
-Luce – Falou ele acariciando meu rosto – Vamos falar com ele hoje, mas Cam está morto.
-Ok – Acalmei-me um pouco.
Lembrei-me de tempos atrás, quando Emily nasceu, uma discução entre mim e Daniel, ele falou que eu me preocupava com tudo e eu neguei, mas cada ato meu mostrava que ele estava certo, por isso procurei agir com calma.
-Luce- Falou Francesca se levantando e indo até a porta conosco – Eu tenho anjos e nelfilins que me informam sobre muito. Além de que sou o anjo da adivinhação querida, sei quando algo está errado.
-Isso quando isso é certo – Insisti.
Ela riu.
-Calma Luce, nos vemos. – Ela nos abraçou.
-Ok – Falei- Tchau Francesca.
-Até breve – Disse Daniel.
Nós seguimos pelos corredores da escola e reconhecemos alguém, que deveria estar na aula.
Esse alguém estava quase saindo pelos para o pátio.
-Emily Grigori! – Falou Daniel.
Ela gelou.
-Pai! Mãe! Oi! – Ela nos abraçou.
-Onde estava indo?
-Ah, ouvi falar que vocês estavam aqui, vim dar oi! – Ela sorriu.
-Ah, e por que o nervosismo? – Perguntou Daniel.
-Quem está nervosa? – Ela falou. – Vocês são loucos.
Eu ri.
-E Emily – Falei – Eu quero falar com você quando chegarmos a casa.
-O que foi mãe?
Eu a abracei para Daniel não ouvir.
-Tenho umas ideias para suas travessuras.
-Como você sabe? – Ela riu.
-Eu sei muito.
-Vamos, nos vemos em casa. – Falou Daniel
-Ah, tudo bem se eu for pra casa de Lucas? – Perguntou Emily. – Vamos para o cinema.
-Ah, tudo bem – Disse eu.
-Que Lucas? – Indignou Daniel
-Que Lucas? Meu melhor amigo! Nosso vizinho.
-Ok, pode- Falou Daniel.
-Af, pai relaxa, já tenho namorado.
-O QUE?!
-É brincadeira!
-A ta.
Eu e Emily rimos.
-Até mais filinha – Falei
-Até!
POV EMILY
Foi por pouco, mas como sempre, minhas desculpas são geniais.
E ei, como a mãe sabe aquilo? Cara ela é ninja, mas pelo visto não se importa já que quer sugerir novas ideias.
Eu estava indo até a arvore que meu irmão julga secreta, Lucas a descobriu e eu e ele iramos nos ver lá para preparar coisas para novas travessuras, parece infantil falar travessuras.
-Hey, Lucas- sussurrei.
-Hey.
-Ta com o melado?
-Sim.
-Vamos até a sala de esgrima, eles estão lá, e ela está lá. A bolsa dela vai ficar melecada! – Comemorei.
Ele riu.
Ele estava estranho, meio fechado comigo, garotos.
-Vamos – Falou.
Corremos até a sala de esgrima, avistamos a superchique bolsa de Lilith, A Rainha Nojenta.
Eu a peguei sorrateiramente e eu e Lucas nos escondemos, ele depositou o melado em tudo, pegou a carteira dela e botou ali dentro também, e depois botou nas maquiagens.
-Espere – Falei. – Não gaste tudo.
Peguei o rolom dela e botei melado dentro, as axilas dela vão ficar grudentas, e guardei em um bolso interno onde não havia melado.
Eu voltei a guardar a bolsa e nós saímos de perto.
-Ah, Lucas! – Eu o abracei- Sabia que eu te adoro?
-Eu também te adoro, Emy, mas por que isso?
-Porque ninguém tem coragem de aprontar assim!
Ele riu.
-Sou especial.
-É mesmo.
Sorrateiramente voltamos a aula, ele matemática e eu inglês, a única aula que eu não fazia com ele.
Sentei-me com Luiza nessa aula.
-Onde você estava? – Ela perguntou.
-Digamos que Lilith ficará melada – Eu disse rindo.
-Você é perversa.
-Ah eu sou!
Rimos.
Eu me escorei na mesa enquanto a professora fala, eu estava sonhando, eu nem pensava mais em como Lilith estaria melada, eu pensei em hoje a noite, Cam, meu anjo, viria me ver, no parapeito da janela, sobre o luar ele viria.
Não pude deixar de pensar em seu beijo, e em pensar em como voamos juntos, e o quão bom seria se voássemos de novo.
-Ah, será que vai demorar tanto? – Falei para mim.
-Na verdade, faltam três minutos pra acabar o período – Falou Luiza.
-Hm? Não é isso.
-Então o que?
Sorri marota e me aproximei dela.
-Um garoto, Cam, vai até lá em casa hoje, de madrugada, ele vai escalar o parapeito de minha janela apenas para me ver. – Sussurrei, mentindo em partes.
-Ai que fofo! Homens descentes existem! Ele não é gay né?
Eu ri.
-Não.
-Como ele beija?
-É perfeito é suave é...
~*~
“Pequena Emily, tão linda, com lábios tão doces. E tão pura, Ingênua... Lamento fazer isso”.
Acordei com um baque surdo, assustada.
Eu havia dormido de roupa, em cima do edredom, em olhando para a janela.
Levantei e ajeitei os cabelos que estavam fora do lugar, olhei pela janela, reconheci a silueta de Cam.
Tentei abrir as janelas, mas não consegui.
Pelo visto minha mãe havia trancado-las. Que merda!
Quase desisti, até lembrar que sou nelfilim.
E por acaso tenho um ótimo dom.
Ativei meu dom, por mais que isso consumisse minha energia por não poder treinar, já que mamãe é maluca e preocupa.
-Hey – Sussurrei.
Ele me deu um selinho.
-Vejo que alguém andou usando seu dom. – Ele disse.
-Mamãe trancou as janelas, ela é meio louca, sabe?
-Ah imagino – Ele riu.
Ele passou as mãos pela cintura e ficamos de pé no parapeito da janela, eu passei a mão por seus pescoço e subi até seus cabelos acariciando-os, tão belos, e negros, escuros.
-Parece que você tem sonhos agitados – Falou ele.
-Há quanto tempo está me cuidando? – Perguntei.
-Há um tempo, não quis te acordar tão rápido, você é tão bela dormindo quanto acordada.
-Ah, bom saber, sabe eu não porque estou dormindo – Ele riu de minha piada sem graça.
Mas nossos lábios não conseguiram ficar muito tempo separados, ele começou com selinhos provocantes, e depois seguiu o contorno de meus lábios, até eles entrarem em completo contato, sua língua pediu passagem e eu cedi, juntando com a minha, para que dançassem juntas novamente.
-Emily – Falou ele quando paramos para tomar ar – Eu estou apaixonado por você. Eu quero você. Eu quero que aceite namorar comigo.
Sorri, aquilo era perfeita, estávamos sobre o luar, a lua e estrelas eram as provas de nosso ato.
-Cam – Falei acariciando seus cabelos – Eu aceito. Mas precisamos...
-Ser sigilosos.
-Sim, algo escondido.
-É sempre melhor.
Eu ri.
Percebi que ele desenrolou as asas e me virou de costas para ele, colando meu corpo ao dele, passando suas mãos por minhas cintura e me prendendo a ele, ele se impulsionou e voo, fazendo giros, algo rápido, para celebrar.
E desceu.
-Eu preciso ir- Ele disse.
-Não vá – Pedi.
-Eu não posso ficar tanto tempo.
Eu o beijei de novo.
-Te verei amanhã?
-Você me verá sempre que quiser.
Sorri.
-Eu te amo, Emily – Ouvi ele falar isso fez meu coração encher de alegria, um garoto nunca falou isso para mim, não verdadeiramente.
-Eu também te amo Cam.
Ele acariciou minha bochecha, e afagou meus cabelos, depois se aproximou de meus ouvidos:
-Feche os olhos, pequena.
Fechei, senti os lábios deles nos meus, movimentando-se em sintonia, e então já não estavam. Uma brisa me atingiu e quando abri os olhos ele já havia isso.
Sentei-me no parapeito apreciando a noite, vi, na casa á frente uma silueta no quarto do segundo andar.
Ela olhava curiosa para mim de sua janela, e quando vi que eu o via também fechou as cortinas com violência.
A silueta era Lucas.
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