Coragem de Hugo
4 Planos e Metas
Notas iniciais
_ E todos nós sabemos que ele foi um bravo cavaleiro, um excelente mago, e um principe que conservou sua nobreza_ Era um sacerdote que falava para os presentes no funeral de Lucian, um dia após o ocorrido. Entre os presentes, magos, nobres e a família real e amigos: Hugo, Percival, Mizumi e as princesas, além de outros amigos da família. A rainha tinha sido internada às pressas pelos médicos do reino, com ordens de Percival, e ela estava em estado crítico, podendo falecer a qualquer momento_ Jaz agora, na Catedral dos Cavaleiros, em Selene, o Prícipe Consorte Lucian IV, o mago.
Todos se levantaram das cadeiras da Catedral dos Cavaleiros, e se dirigiram para a saída. Hugo estava acompanhando sua mãe, uma mulher de pele branca, olhos castanhos, cabelos castanhos com mechas rosas e loiras, e era mediana. Usava um vestido preto longo com flores pretas, que cobria seu corpo todo, inclusive seus braços, um véu preto, que cobria seu rosto e seus cabelos, um chapéu com uma fita vermelha, luvas, e um cordão com a imagem de Lucian na ponta. A princesa Manoela Haruno, Duquesa da Magia, Viúva de Lucian, Herdeira de Hugdom e Mãe de Hugo.
_ Filho, vá com seu tio treinar, e nos vemos mais tarde no castelo_ Disse ela para ele, com Percival do lado dela.
_ Infelizmente minha irmã, eu não posso treiná-lo até nossa mãe melhorar. Perdão_ Disse ele.
_ Por que?_ Ela perguntou.
_ Porque nossa mãe disse que eu vou assumir a regência do reino até segunda ordem_ Falou ele.
_ Percival!_ Ela se revoltou_ Como podê aceitar a regência?!
_ Mas, foi pedido direto de nossa mãe!_ Falou ele.
_ Você é o mais novo dentre nós e você não deveria nem pensar nisso!_ Gritou Manoela, atraindo a atenção de uma mulher de cabelos castanhos com mechas loiras, cabelos curtos, olhos castanhos-mel, vestido branco igual ao de Manoela, um chapéu de penas, um cachecol preto, carregava uma foice e estava com a barriga promeniente. Ela era Duquesa de Auria, Princesa de Hugdom e Senhora dos Sábios, Bianca Haruno.
_ Mas, ele está certo, irmã_ Disse Bianca para ela_ Nossa mãe é quem decide.
_ Nem certo, nem certa, eles dois são sacos de batatas invertidas!_ Falou Manoela.
_ Hei!_ Interrompeu Percival_ Você está xingando a sua própria família de invertida?
_ Estou!_ Disse ela em estado de fúria_ E você, eu vou amaldiçoar a sua criança se você não me der o trono! Eu nasci primeiro, então, eu que mereço o trono!
_ Eu nasci primeiro!_ Falou Bianca_ Eu mereço o trono, pois eu fui registrada primeiro!
Num canto, Hugo e Mizumi perguntaram para Percival a história do nascimento das princesas.
_ Bem, o que eu sei, é que a princesa que nascesse, falasse, ou fizesse algo primeiro que a outra, só que elas empataram em tudo, até na hora do registro no cartório_ Falou Percival.
_ Meu Deus!_ Se surpreendeu Hugo_ Mas, se fosse por esse pensamento, minha mãe engravidou primeiro então...
_ A Vida Humana não conta!_ Falou Mizumi_ É o que diz o Livro de Tradições, não é Perci?
_ Exato, e é por isso que elas podem travar essa guerra civil_ Falou Percival.
_ Entendo, mas, minha avó não pode..._ Ele fez uma pausa_ Escolher uma sucessora?
_ Não, senão, aí ia com certeza, ocorrer uma guerra civil, e contestações das gerações futuras sobre esse episódio_ Disse Percival.
_ Ia ser ruim_ Falou Mizumi.
_ Bem, vá com sua mãe para o palácio, e lá, conversaremos_ Disse Percival para Hugo, que foi para o lado de sua mãe e a levou para a carruagem deles, toda preta, com detalhes dourados.
_ E nós Perci?_ Falou Mizumi_ O que nós vamos fazer?
_ Nós vamos visitar uma pessoa aqui em Selene_ Falou ele_ Ele vai nos ajudar na questão da chave.
_ E, quem é ele?_ Perguntou Mizumi.
_ O Mago Dward_ Falou Percival andando na direção da carrugaem dele, na cor verde em detalhes parteados.
_ E quem é o Mago Dward?_ Perguntou Mizumi acompanhando Percival.
_ É o Mago mais sábio desse lado do Avalon_ Disse Percival entrando com Mizumi na carruagem.
Enquanto isso, na Carruagem de Manoela, ela e Hugo conversavam sobre os acontecimentos recentes.
_ Mãe_ Ele falou de início.
_ O que foi filho?_ Disse ela em tom baixo, mas audível.
_ Eu estou com medo_ Disse ele.
_ Eu também filho_ Ela respondeu o abraçando_ Mas por que você está com medo?
_ Porque meu pai morreu, parte da capital está destruída, minha avó internada e eu talvez esteja guardando uma chave em mim, e pra descobrir isso, eu tenho que passar por um ritual, em que eu posso morrer_ Falou ele começando a escorrer lagrimas pelos olhos_ Eu não quero morrer!
_ Calma meu filho, nós vamos viver, e você vai ser o mais corajoso herói que esse lado do Avalon já viu_ Falou ela_ Descanse.
_ Sim_ Ele disse com um certo tremor em sua voz, e começou a fechar os olhos.
Do nada, a carruagem caiu num barranco, e foi girando até a margem do rio Avalon, jogando Manoela e Hugo para fora, caindo no rio. Ao voltarem para a margem, perceberam que o cocheiro estava com uma flecha atravessada no coração e que ele estava sangrando muito, já os cavalos fugiram, ou foram roubados por alguém, por não estarem mais ali.
_ Quem será que fez isso?_ Se perguntou Hugo.
_ Não sei quem, mas vamos voltar logo para o castelo, antes que escureça por aqui_ Falou Manoela para Hugo, e ela pegou a mão dele, segurando forte_ Juntos.
_ Sim, juntos_ Concordou Hugo sorrindo, pois ele não era muito apegado a mãe.
Em Selene, numa casa bem velha, que ficava perto da margem do Avalon, Percival e Mizumi estavam esperando alguém abrir a porta, até que um homem com uma cicatriz que cortava o olho abriu a porta para eles. Tinha o outro olho de cor castanha, seu cabelo era preto como a noite fria, alto, usava uma túnica preta por cima de uma camisa, calças e sapatos pretos. Segurava um cajado com pinturas tribais escritas em Shigo.
_ Dward..._ Falou Percival_ Esse é Mizumi, meu assisstente e amigo fiel.
_ Prazer pequenino gigante, espero que saiba que teu futuro será de glória!_ Disse Dward.
_ Perci, você não falou que ele previa o futuro_ Falou Mizumi no ouvido do amigo.
_ Ele não preve, ele só define_ Disse Percival, se virando para o mago_ Dward, quero que você ajude-nos a descobrir se Hugo, príncipe de Hugdom, tem uma das Sete Chaves Ancestrais, possívelmente é a Chave da Luz, ou Chave da Magia, que estava com Domino Heart, Mestre de Armas, Guardião do Arsenal do Exército.
_ Ele terá que passar pela Magia Arcaica para descobrir essa intriga_ Disse o Mago_ Será difícil e complicado, e tem de ser feito pelo princípio da noite até as zero badaladas dos sinos de Hugdom. A pessoa que passar pela magia deve estar descoberta no tórax para que se a chave estiver nele, ela saia por aí e se revele aos que assisstem. Tem de ser treze pessoas, sendo dez para ajudar nos ritos da magia, um mago e dois sóis para que ele não perca a esperança e morra infectado pelo líquido da magia!
_ E quem seriam esses sóis?_ Perguntou Mizu.
_ Vocês dois, seriam perfeitos para isso, desde que a pessoa tenha plena confiança em vocês_ Disse o mago.
_ Então, somos nós mesmos_ Disse Percival.
Na entrada da capital de Hugdom, Manoela e Hugo estavam caídos. Eles tinham andado muito e já era noite, quando os cidadãos da área foram ajudá-los a se enxugar, pois ainda estavam molhados, e a se aquecer, já que fazia frio. Eles foram levados para a casa da Gnomo Comerciante Lina.
_ Tomem o chá antes que esfrie_ Disse ela, que possuía olhos azuis, cabelo longo e castanho, com a altura de Hugo, usava um vestido roxo, botas marrons e um arco prateado, além do cinto na barriga.
_ Obrigado, moça_ Disse Hugo, que corava com os olhares de Lina.
_ Nada!_ Ela respondeu indo para a cozinha, e voltando logo em seguida com uma bandeja com potes de biscoito e pão recém-assado_ É um privilégio receber membros da família real na minha humilde casa.
_ Nós que ficamos privilegiados em você nos ajudar_ Falou Manoela.
_ Quantos anos você tem?_ Perguntou Hugo.
_ Quatorze_ Disse ela_ Um ano mais velha que você, nobre príncipe.
_ Ok!_ Disse ele_ Você tem sardas_ Ele disse corando, deixando ela corada também.
_ É, eu tenho..._ Ela disse muito vermelha, e de tão nervosa, deixou a bandeja que segurava, cair_ Me desculpem!_ Ela pediu nervosa, e totalmente vermelha_ É que eu sou meio desastrada.
_ Não se preocupe, eu limpo pra você_ Pediu Manoela.
_ Mas, você é uma princesa!_ Disse Lina_ Você não se deve prestar ao trabalho de pensar nisso.
_ Sou um ser humano também, quero ajudá-la_ Disse a princesa_ Aceite a minha ajuda.
_ Ok..._ Disse Lina surpresa com o ocorrido.
Após essa confusão toda, Manoela e Hugo foram escoltados até o palácio pelos gnomos e foram direto para seus quartos dormir.
E no dia seguinte, Percival chegava ao palácio, acompanhado de Mizumi.
_ Bom dia, tio_ Falou Hugo com ele.
_ Bom dia, Hugo_ Falou Percival.
_ Percival, quero conversar com você, pode vir até a biblioteca?_ Perguntou Manoela.
_ Claro!_ Disse ele, enquanto Mizumi e Hugo o seguiam.
Andaram até chegar no local.
_ O que houve?_ Perguntou Percival.
_ Nosso cocheiro, Bloodther foi morto com uma flechada no coração enquanto vinhamos de Selene para cá, ontem_ Disse Manoela segurando na mão do irmão.
_ Isso..._ Ele fez uma pausa_ Sería impossível! O trajeto era secreto! Só eu, você, Hugo, Mizumi, Bianca, Bluno e nossa mãe conhecíamos.
_ Ou seja, há um espião no Palácio!_ Falou Manoela junto de Mizumi.
_ Vocês tem idéia de quem seja ele?_ Perguntou Hugo para os dois.
_ Eu acho que não deveríamos pensar nisso agora, pois podemos nos desconcentrar de perguntas fundamentais, como: Por que há um espião aqui?_ Manuela falou a opinião.
_ Tem que ser alguém que nós nem pensaríamos, mas que estava junto até da Rainha nesse ponto_ Esclareceu Mizumi.
_ Nesse caso, o enfermeiro!_ Falou de súbito, Percival_ Ele era o único que ficava com nossa mãe, não importa o caso.
_ Então, vamos atrás dele!_ Disse Hugo desembainhando a espada.
_ Mas, temos que ter um plano!_ Falou Percival.
_ Um bom palno_ Enfatizou Mizumi.
E, em outra sala, um homem encapuzado, assisstia tudo por uma boal de cristal.
_ Agora, começa a caçada_ Disse ele, retirando o capuz e mostrando o uniforme branco de enfermeiro_ Eu, Fearcure, vou mostar a dor de vocês para vocês! Inglórios!
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