Corações perdidos
9 Capítulo 9
Na delegacia eles contaram a história novamente e depois de passarem o dia lá foram liberados para irem para casa. Zia e Franklin seguiram para San Francisco enquanto Claire, Maise e Owen iam para Madison. Como já era tarde quando eles saíram da delegacia, Owen decidiu ir dormir no motel e deixar para viajarem no dia seguinte.
— Você está bem? – Maise perguntou quando Owen a colocou na cama.
— Estou. Por que?
— Você está quieto.
— Eu estou bem. Agora, você deve dormi. Amanhã teremos um dia longo.
— Será que eles vão gosta de mim?
— Baunilha gosta de você, não gosta?
— Sim.
— Então, eles vão gostar de você. Gray confia muito em Baunilha.
— Tem certeza?
— Tenho. – Owen se esticou e beijou a testa dela.
Maise se virou na cama e fechou os olhos. Owen arrumou a coberta dela e foi para a cama ao lado. Ele podia ouvir Claire no banheiro. Ele se virou de costas para o lado dela. Ele fechou os olhos quando Claire saiu do banheiro.
Baunilha olhou para ele deitada no chão e balançou o rabo quando Claire saiu do banheiro. Ela se deitou na cama e se aproximou de Owen. Ela passou o braço ao redor da cintura de Owen. Claire quase se afastou quando sentiu ele ficar tenso.
— Ele não fez nada demais comigo. – ela sussurrou para ele.
— O que ele fez?
— Não vamos falar sobre isso. – ela passou a mão pelo o peito dele. – Eu estou aqui com você.
— O que ele fez?
Claire não disse nada. Ela foi um pouco para trás surpresa quando Owen se levantou da cama. Ela seguiu ele com os olhos enquanto ele saia do quarto. Claire piscou algumas vezes antes de abraçar o travesseiro que Owen usava a poucos segundos tentando não chorar.
Owen se sentou na calçada e colocou o rosto entre as mãos. Ele sabia que Claire falaria se tivesse sido algo grave, mas não saber exatamente o que aconteceu estava deixando ele louco. Owen não sabe quando tempo ele ficou lá fora, mas quando ele entrou novamente no quarto, as duas estavam dormindo. Baunilha foi até ele e lambeu a mão dele.
— Vai dormi, garota. – ele disse baixinho antes de ir para o banheiro.
Owen tomou um banho para tirar a frieza do corpo, antes de voltar para o quarto. Ele se deitou na cama, mantendo o corpo o mais longe possível de Claire.
Owen acordou antes das duas no dia seguinte. Ele se levantou e saiu do quarto. Ele foi até o mercado e comprou o café antes de voltar para o quarto. Claire e Maise ainda dormia, por isso o homem se sentou em uma cadeira e fechou os olhos. Seu corpo todo doía por causa do que tinha acontecido.
Claire acordou pouco tempo depois e estendeu a mão na cama procurando pelo o corpo do marido. Ela abriu os olhos quando sentiu o colchão vazio e frio ao lado dela. Ela olhou para a cama e viu que Owen não estava ali. Ela olhou ao redor do quarto e encontrou o marido sentado em uma cadeira. Ela sentiu os olhos se encherem de lágrimas. Owen nunca tinha ido dormir longe dela quando eles estavam no mesmo cômodo. A última vez que ele dormiu longe dela após uma briga, foi antes do casamento quando eles passaram algumas semanas sem se ver.
Owen levantou os olhos para a cama e viu Claire olhando para ele.
— Bom dia – ele disse e olhou para a frente dele.
— Bom dia.
— Tenho café caso queira. Agora que você acordou eu vou levar o carro em um posto. Estamos quase sem gasolina. – ele se levantou e foi para a mesa pegar a chave do carro. – Não deve demora muito. Quer que eu compre alguma coisa?
— Não. Estou bem.
Owen apenas concordou com a cabeça e saiu do quarto. Claire suspirou enquanto se levantava. Ela foi até o banheiro e trocou de roupa antes de lavar o rosto. Ela ainda estava um pouco pálida e sua perna doía. Quando ela voltou para o quarto Maise estava sentada na cama coçando os olhos.
— Bom dia, querida.
— Bom dia. Cadê Owen?
— Ele foi abastecer o carro. Deve está de volta daqui a pouco. Com fome?
A menina concordou com a cabeça e foi para a mesa. As duas comeram em silêncio e logo Owen estava de volta. Ele cumprimentou Maise e começou a pegar as coisas deles para levar para o carro. Ele tinha comprado uma cadeirinha para colocar Baunilha para ela ficar mais confortável com a perna machucada. Ele prendeu a cachorra e entrou no carro para ver se estavam prontos para a viagem.
— Owen? – Claire o chamou parada do lado dele.
— O que?
— Você vai ficar assim até quando? Não aconteceu nada. Não é isso que importa?
— Não. Você não confia em mim.
— Eu não vou falar o que aconteceu para você sair como um doido atrás de Mills.
— Não ia adiantar de nada. – ele saiu do carro e parou em frente dela. – Ele morreu. Pelo o que os policiais disseram, Rexy pisou nele ao sair. Eu vou pagar pelos os quartos. Zia e Franklin já devem estar prontos para irem.
Owen passou por ela e foi para a recepção. Claire se encostou no carro e fechou os olhos. Maise saiu pouco tempo depois e entrou no carro se sentando ao lado de Baunilha. Owen passou no quarto de Zia e Franklin e falou com eles rapidamente antes de ir para o carro.
— Prontas? – ele perguntou colocando o cinto.
— Sim. – Maise respondeu animadamente.
— Vamos lá.
Owen ligou o carro e saiu do motel. O caminho foi feito particularmente em silêncio. Owen ligou o rádio e deixou uma música ao fundo, mas ele não falou nada. Eles pararam para que Claire estivesse a perna e Baunilha pudesse beber um pouco de água e andar um pouco.
— Posso ir lá? – Maise perguntou apontando para a loja.
— Quer alguma coisa? – Owen perguntou enquanto Claire estava no banheiro.
— Não sei. Eu nunca estive em uma loja com essa antes. Eu não sei o que tem.
— Vamos lá. Baunilha espere Claire aqui. – ele passou a mão no pescoço da cachorra.
Owen pegou a mão dela e a levou até a loja. Maise olhou para tudo com curiosidade e olhou para os doces. Owen deixou ela pegar alguns antes de pegar os chocolates preferidos de Claire. Ele pagou e eles foram para o carro.
— Pronta? – ele perguntou fechando a porta do carro.
— Sim. – Maise disse abrindo o pacote de balas.
— Então vamos.
Owen passou a sacola com os chocolates para Claire e ligou o carro. Eles voltaram para a estrada e seguiram em frente.
Maise estava passando a mão no pescoço de Baunilha quando viu algo pelo o canto do olho. Ela olhou para a janela e ficou surpresa ao ver Pterossauros voando.
Claire olhou para o lado para ver se Owen ainda estava com raiva dela quando viu os animais voando. Ela colocou a mão na perna dele, que olhou para ela. Claire continuou olhando para fora e Owen seguiu o olhar dela. Ele franziu a testa e voltou sua atenção para a estrada acelerando um pouco mais o carro.
— O que vai acontecer agora? – Maise perguntou fazendo Claire olhar para ela.
— Eu não sei, querida. Vamos pensar nisso depois. – ela sorriu para a menina e voltou sua atenção para Owen.
— Vamos chegar em três horas. Querem parar em algum lugar?
— Podemos levar o almoço. Eu não avisei que estávamos indo.
Owen concordou com a cabeça e continuou olhando para frente. Eles pararam em um restaurante e Owen foi comprar a comida enquanto Claire ficava com Maise e Baunilha no carro.
— Ele está bem? – Maise perguntou fazendo Claire olhar para ela.
— Sim. Ele apenas tem muitas coisas na cabeça logo ele volta ao normal.
— Ele é sempre assim?
— Sim. Owen é um homem intenso. Quando ele está nervoso ou ele sai batendo as portas, ou ele ignora tudo a sua volta, falando apenas o necessário.
— Eu também faço isso. – Maise disse com um sorriso enorme.
Claire apenas sorriu para ela e olhou para Owen que estava caminhando para o carro com duas sacolas nas mãos. Ele entrou no carro e entregou as sacolas para ela.
— Não quer ligar para sua irmã? – ele perguntou ligando o carro.
— Eu mandei uma mensagem para Gray. Ele disse que eles estão nos esperando.
Owen apenas concordou com a cabeça e seguiu para a casa da cunhada. Assim que ele estacionou o carro fora de casa, Gray saiu correndo. Owen saiu do carro e foi atacado pelo o abraçou do adolescente.
— Ei, Gray. Como vai? – o homem perguntou se afastando do garoto.
— Bem. – ele sorriu e olhou confuso para Maise que desceu do carro. – Quem é ela?
— Essa é Maise. – Owen colocou a mão no ombro da garota. – Maise, esse é Gray.
— Oi. – Gray disse acenando para Maise que se encolheu contra Owen.
— Vamos lá, garota. Gray é um menino legal. – ela apenas abraçou Owen mais apertado.
— Tia Claire. – Gray disse indo abraçar a tia que mancava em sua direção.
— Oi, docinho. Como vai?
— Bem. Por que a Baunilha está em uma cadeirinha? – ele perguntou enquanto Owen soltava a cachorra.
— Ela está com a pata quebrada. – Owen colocou a cachorra no chão. Baunilha começou a balançar o rabo enquanto latia para o menino. – Vamos entrar.
— Vamos. Mamãe está esperando lá dentro. Papai veio hoje. As coisas estão um pouco tensas.
Owen rolou os olhos. Se Scott estava ali, as coisas estavam muito tensas. Eles entraram na casa e foram para a sala. Karen levantou do sofá assim que viu a irmã.
— Claire, oh Deus, o que aconteceu com você?
— Estou bem, Karen. Trouxemos o almoço. – ela disse abraçando a irmã.
— Quem é essa garota? – Scott perguntou e Maise se escondeu atrás de Owen.
— Minha filha. – Owen disse fazendo a menina ir para a frente dele.
— Você tem uma filha? – Zach perguntou descendo as escadas.
— Sim. Eu não sabia. Descobri faz pouco tempo. A mãe dela não me disse, ela vivia com o avô, ele morreu há alguns dias. – ele mentiu passando a mão pelos cabelos da menina.
— Por que você não me disse pelo o telefone?
— Aconteceram tantas coisas, Karen. – Clareia mancou até o sofá. – Ainda não tivemos tempo para absorver tudo.
— O que aconteceu com os dinossauros? Por que falam sobre vocês?
Claire suspirou enquanto Owen se sentava na poltrona com Maise no colo do outro lado da sala. O mais longe possível dela. Ela olhou para as mãos e começou a contar a parte editada da história. Owen ajudou em alguns pontos, mas não falou muito.
— O que vamos fazer agora? Os dinossauros estão soltos. – Karen perguntou enquanto servia a comida.
— Temos que ver qual será o plano do governo. – Claire disse ajudando a irmã. – Eu vou manter contato com os meus amigos enquanto estivermos aqui.
— Vão ficar por quanto tempo? – Gray perguntou fazendo carinho em Baunilha.
— Alguns dias. – Owen respondeu. – Eu tenho que terminar a cabana.
— E Blue? O que vai fazer sobre ela?
— Ainda não sei, Zach. Eu preciso encontrar-la antes que alguém a mate ou ela mate alguém. – ele passava a mão no cabelo de Maise. – Eu acho que devemos voltar para San Francisco, eu tenho que terminar a cabana e Claire precisa ver como vão ficar as coisas.
— Vão matar os dinossauros? – Gray perguntou fazendo com que Maise se encolhesse no colo de Owen.
— Não sabemos. – Claire respondeu.
— Eu acho que devem matar esses monstros. – Scott falou seco. – São monstros geneticamente modificados que não deveriam existir. Não passam de simples clones. Deveriam ter morrido a muito tempo.
Maise se levantou do colo de Owen e correu para fora.
— Maise! – Owen chamou correndo atrás dela.
— Você não pensa no que diz? – Claire rosnou se levantando para seguir o marido.
— O que eu disse? – Scott perguntou enquanto Claire saia da sala.
— Maise soltou os dinossauros e você fala sobre como deveriam morrer. Como acha que deve está a cabeça dela? Ela é apenas uma garotinha. – Zach falou antes de seguir os tios para fora.
Claire encontrou Owen sentado no quintal com Maise em seu colo. A garota chorava. A mulher se sentou ao lado deles e colocou a mão nas costas dela.
— Querida, não ligue para o que Scott fala. Ele é um imbecil.
— Eu sou um clone. Nunca devia ter nascido. – ela resmungou na camisa de Owen.
— Você é mais que isso, Maise. Você é nossa filha agora. Não importa como você veio ao mundo. – Owen segurou o rosto dela com a mão e a fez olhar para ele. – Você é uma criança incrível, nada mais importa.
— Owen está certo. Você é nossa. Nada nem ninguém pode mudar isso.
— Tia Claire? – Os três olharam para trás e viram Gray parado ali. – Eu trouxe isso. – ele estendeu uma barra de chocolate. – Sempre me faz me sentir melhor.
Maise olhou para Owen que sorriu para ela e fez que sim com a cabeça. Ela pegou o chocolate mas não abriu.
— Obrigada. – a menina disse com a cabeça encostada no ombro de Owen.
— Você gosta de dinossauros?
— Sim.
— Eu tenho um monte de coisas sobre eles. Posso te mostra se quiser.
— Posso ir? – ela olhou para Owen novamente.
— Claro. – Owen beijou a testa dela.
Maise se levantou e pegou a mão do menino. Owen se levantou e deu um passo para entrar novamente.
— Você não vai falar comigo? – Claire perguntou fazendo ele parar.
— Eu não tenho nada para falar.
— Owen, precisamos ficar juntos. Principalmente por causa de Maise.
— Eu não tenho nada a dizer, Claire. Nada. – ele se virou para ela. – Você não confia em mim para falar o que aconteceu.
— Não foi nada.
— Então por que não me fala?
Claire abriu a boca, mas fechou novamente.
— Eu estou cansado, Claire. Realmente estou. Eu vou ficar no quarto com Maise e Gray. Se continuar ouvindo Scott vou acabar dando um soco nele.
Owen entrou na casa e seguiu para o quarto do menino mais novo. Maise estava sentada no chão comendo chocolate enquanto Gray mostrava seus dinossauros. Owen ficou parado na porta por um tempo enquanto olhava para eles. Ele estava feliz pelo fato deles terem se dado bem. Ambos eram novos demais para tudo o que passaram.
— Ei, tio Owen, quanto tempo vai ficar aí?
— Não sei. Até seu pai ir embora.
Gray riu quando Owen entrou no quarto e se sentou ao lado de Maise que subiu no colo dele.
Eles passaram o resto da tarde ali. Scott ficou até depois do jantar. Owen não falou muito o resto do dia. Ele apenas respondia o que Maise e Gray perguntava para ele. Ele tomou um banho e colocou Maise para dormir no colchão ao lado da cama deles.
Claire entrou no quarto pouco tempo depois. Owen estava deitado na cama com o braço em cima dos olhos. Claire subiu na cama e desligou a luz. Ela deitou e ficou olhando para cima por um tempo. Ela estava quase dormindo quando Owen se levantou da cama e se sentou na poltrona perto da janela.
Claire virou de costas para ele e começou a chorar. Ela escondeu o rosto no travesseiro e esperou até ter certeza que Owen estava dormindo, para sair da cama e descer as escadas.
— Não conseguiu dormi? – Claire pulou ao escutar a voz da irmã. Claire olhou para Karen. A mulher mais velha correu ao ver que a outra chorava. – O que aconteceu?
— Owen vai me deixar. – a ruiva soluçou.
— O que? Como assim? – Karen perguntou confusa. Ela notou que o marido da irmã estava um pouco mais distante mas pensou que fosse apenas estresse. – Vem, senta. Me conta o que aconteceu.
— Eu e ele discutirmos e ele não dorme mais comigo. Owen dormiu em uma cadeira, agora ele está na poltrona.
— Claire, isso não significa que ele vai te deixar.
— Você não entende. – A ruiva negou com a cabeça. – Ele nunca fez isso. Nem mesmo quando eu taquei um prato na cabeça dele. Ou quando eu falei que ele era um imbecil que morreria sozinho se ele não parasse de me irritar. Ou quando...
— Ok, entendi. – Karen sabia que a irmã e o cunhado brigavam muito. – O que aconteceu?
— Quando eu fui conversar com Mills sobre a missão, Mills me levou para sair. Eu pensei que fosse apenas conversa sobre a missão. Ele queria me leva para a cama, eu neguei disse que sou casada e Mills... Ele me agarrou. Eu conseguir fazer ele se afastar. Ele se desculpou e disse que foi a bebida. Owen quer saber o que aconteceu. Eu não posso falar isso para ele. Eu o conheço. Ele vai perde a cabeça.
— Claire, você disse que Mills morreu. O que Owen pode fazer para você não falar isso para ele?
— Eu não posso falar isso para ele, por que ele vai querer saber exatamente o que aconteceu. E se ele souber...
— Claire, o quão longe esse homem foi antes de você para-lo?
A ruiva não disse nada, apenas abaixou a cabeça.
— Owen? – Karen chamou se levantando sem se importar se ia acorda as crianças. – Owen?
— Karen, o que você está fazendo? – Claire correu atrás da irmã.
— O que foi? – Owen perguntou descendo as escadas correndo com os olhos arregalados. Karen nunca gritou desse jeito no meio da noite. Ele estava preparado para lutar contra alguém.
— Mills estuprou Claire. – ela disse na lata.
Owen olhou para a esposa depois para a cunhada.
— Ele não me estuprou. – Claire negou. – Ele apenas me agarrou.
— Você está estranha. E agora me diz isso, não me diz que o que aconteceu. Você não disse para o seu marido. O que quer que eu pense?
— Ele não me estuprou. – ela negou novamente. As duas pularam quando Owen socou a parede com toda a sua força.
— Eu vou correr. – ele disse passando pelas as duas e saindo da casa batendo a porta.
Claire olhou para a porta por um momento antes de ir para o quarto e se deitar na cama. Ela se virou para a porta e esperou.
Owen estava correndo o mais rápido que podia como se ainda estivesse sendo seguido. Ele podia sentir seus músculos reclamarem, mas ele apenas seguiu correndo.
Ele deu três voltas no quarteirão antes de voltar para a casa da cunhada. Estava tudo escuro e não havia sinal de Claire ou Karen. Ele foi para a cozinha e bebeu um pouco de água antes de ir para o quarto que estava dividindo com Claire e Maise.
Assim que entrou, ele notou Claire olhando para ele, mas ele apenas pegou uma roupa e foi para o banheiro. Ele passou água no corpo para tirar o suor e depois voltou para o quarto.
— Você vai me contar? – ele perguntou se sentando na cama de costas para ela.
— O que aconteceu, aconteceu. Você não precisa saber.
— Eu não vou seguir em frente se não saber, Claire.
Ela se aproximou dele e encostou a testa no ombro dele. Owen endureceu os ombros mas não se afastou.
— Ele me agarrou. Me empurrou contra uma parede e me beijou. Eu dei uma joelhada nele e me afastei.
— Não minta. Não foi só isso.
— Isso é tudo o que você precisa saber. Ele não passou disso. Não importa agora.
Owen não disse nada. Claire passou a mão pelo o peito dele. Owen não moveu nem um músculo e isso estava incomodando Claire.
— Você deve descansar. Sua perna ainda está ferida e você está se recuperando. – Owen disse sem se mexer.
— E você? – ela perguntou.
— Já vou. Durma.
— Tem certeza?
— Sim.
Claire deitou e ficou olhando para Owen que não se mexeu. Não demorou muito para ela dormir. Owen passou a mão no rosto e se levantou. Ele foi até a janela e olhou para fora. Ele sabia que Claire não falaria mais sobre o que aconteceu. E isso estava o matando
— Owen?
O homem olhou para trás e viu Maise sentada na cama.
— Oi, querida. Pesadelo?
— Sim. Eu sonhei com o vovô. – Owen se aproximou da cama e se sentou ao lado dela. – Você teve pesadelo também?
— Não. Ainda não dormi. Tenho muita coisa na cabeça.
— Deita aqui comigo?
Owen sorriu para a menina e deitou ao lado dela. Maise abraço ele e fez algumas perguntas sobre Blue. Owen contou sobre o raptor e o que ela aprontava quando era apenas um filhote. Maise voltou a dormir e Owen continuou ao lado dela.
Fale com o autor