Notas iniciais
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“My lady's on the fly and she's never coming back...”

De fato, Eric não procurara mais por Beth e ela estava intrigada e ao mesmo tempo chateada com isso. Tinha abusado da paciência dele e sabia muito bem disso. Fora uma completa idiota em todos os sentidos,mas agora não podia voltar no tempo. Por mais que seu coração quisesse, por mais que quisesse sentir o toque das mãos do loiro ou do sabor do beijo dele, jamais o teria de novo. Brittingham deixava claro que a odiava. Nos dias que se passaram, ele pouco a olhava, fingia que não a notava, não conversava e muito menos tocava em seu nome. Tom ficava sem jeito, assim como Fred e Jeff quando ela estava junto dos quatro, o que passou a não fazer mais. Não saia do quarto de hotel, não comia com eles, apenas esperava a hora de entrar no avião ou sair dele. E aquilo já a estava cansando.

Iria voltar para sua casa, definitivamente. Mas antes disso, queria falar com Eric. Ao menos uma última vez, já que não o veria nunca mais.

Sentia algo estranho por ele. Algo que ela sabia o que era, pois já sentira uma vez, mas não queria crer. Isso não podia acontecer. Não podia se apaixonar por Brittingham, pois além de não ser correspondida, sabia como ele era. Cada vez que o visse com alguma mulher, sentiria ciúmes e ficaria mal. E não queria isso outra vez. Já tinha sofrido no passado, não estava a fim de sofrer novamente.

Arrumou todas as suas coisas, pois dali seguiriam para o aeroporto dentro de duas horas. Mais uma viagem. Só que a dela seria diferente. Ao invés de ir com eles para uma próxima parada na Europa, pegaria o primeiro vôo para Nashville. Para casa. Por mais que seu coração dizia para ficar ali, ouviu apenas sua razão. Não queria sofrer de novo e era melhor cortar o mal pela raiz. Nem estava gostando do loiro tanto assim.

Saiu do banho e foi se trocar, pensando no que falaria para Eric. Isso se ele aceitasse conversar.

Eric estava deitado na cama, pensando e fumando um cigarro. O contrabaixo estava largado em cima da cama e suas malas bagunçadas. Não queria arrumar nada para ir embora. Queria que tudo fosse à merda. Havia se segurado ao máximo para nem sequer olhar para Elisabeth desde a ultima brincadeira da garota. Aquela tinha sido literalmente a gota d’agua para ele.

Percebia que ela estava mais afastada, que estava sem graça. Mas a culpa era toda dela, não iria se incomodar com isso.

Deu mais uma tragada e soltou a fumaça lentamente, olhando para o teto. O pior era que queria Beth de novo sim. Estava louco para sentir as mãos dela passando por suas costas, a maciez dos lábios daquela garota e a visão do corpo dela descoberto. Queria avançar tudo aquilo, sentir-se dentro dela, sentir o prazer que ela poderia lhe proporcionar, mas não forçando-a. Não estava entendendo seu coração, mas sempre que pensava em Beth algo lhe doía lá no fundo. Apertava tanto que as vezes era insuportável. Sua cura para esses momentos era a droga e a bebida. Foi assim na ultima semana, desde que saíram de Paris. Tom também não estava no melhor momento, mas nem conseguia falar com o amigo. Sua cabeça estava mais confusa que a dele. Ignorava Elisabeth, mas algo sempre lhe fazia quase desistir da idéia. Uma voz lá no fundo falava para ele parar com aquilo e prestar atenção em Beth de novo.

Mas para que? Existiam tantas mulheres no mundo! Não tinha só ela. Poderia comer qualquer uma que se parecesse com ela e ai estaria tudo perfeito. Pronto, era só disso que precisava. Naqueles sete dias de turnê tinha transado com tantas groupies que não se lembrava do nome ou rosto de alguma e percebia que Beth ficava incomodada com isso. Fazia questão de fazê-la perceber que sempre tinha alguém disposta a transar com ele.

Só que, incrivelmente, ele mesmo se incomodava com isso. No fundo não queria fazer aquilo, mas bastava cheirar algumas carreiras de coca que estava tudo certo. Beth sumia de sua mente.

Exalou mais uma vez a fumaça do cigarro, nervoso. O que ela estava fazendo com ele?

Levantou-se para pegar mais um cigarro na mesa do lado da cama quando ouviu três batidas na porta. Quem seria? Provavelmente seria Tom. Jogou a bituca que tinha em mãos num cinzeiro próximo e foi atender a porta. Quando a abriu, não acreditou em quem estava lá, feito um poste.

— Beth?

— Oi. – Ela disse, sem jeito.

— O que você quer? – Indagou com o máximo de frieza que conseguiu.

Naquele minuto o coração de Eric estava acelerado. E o dela... Não estava diferente.

— Ah, cara... – Ela passou a mão nos cabelos, num gesto nervoso. – Eu queria pedir desculpas pelo que eu fiz. Foi muito idiota.

Eric cruzou os braços. Beth sabia que ele não ia aceitar suas desculpas, assim fácil. Era melhor ter ido embora sem dar uma única palavra com ele. Seria o mais sensato. Era uma desgraça quando ouvia seu coração. Queria um saco de papel pardo no momento. Sabia que ele apenas queria transar com ela e ele era o errado, mas se sentia muito mal por tê-lo feito de bobo varias vezes.

Brittingham continuou estático. A reação que queria ter no momento era puxar aquela garota pra sua cama e transar com ela. Tentou ignorá-la ao máximo.

— Olha, eu sei que você não vai me desculpar. Só estou tentando ficar tranqüila, ok? – Beth disse, pondo as mãos na cintura. Nenhuma palavra saia da boca de Eric e aquilo estava irritando-a. Teria que se desculpar ao modo Brittingham? Era o que estava parecendo.

Olhou-o nos olhos por um momento. Aquele azul a deixava maluca, realmente. Assim como os lábios daquele cara idiota. A pele dele, os braços, as mãos forte, as costas, tudo. Queria ele. E talvez não iria se arrepender do próximo impulso que estava prestes a tomar.

Puxou o rosto de Eric e beijou-o urgentemente, empurrando-o para dentro do quarto, fechando a porta com o pé. Tinha duas horas. Seria o suficiente. Ele descruzou os braços e pegou em sua cintura firme. Ele não iria resistir. Empurrou até que chegaram à cama e o fez deitar-se de costas, ficando por cima de Eric. Iria transar com aquele cara e que se danasse o mundo. Gostava dele, mas não admitiria de forma alguma.

Eric rolou para o lado, deixando-a por baixo. Ela estava se entregando ou era mais algum jogo? Tinha medo daquela mulher. Realmente. Não quis saber, tratou logo de lhe arrancar a blusa de uma vez e estourar-lhe os botões que prendiam a calça num puxão. Não tinha tempo para aquilo. Com a mão esquerda empurrou o contrabaixo que jazia na cama, fazendo-o cair no chão com um estrondo. Não estava nem ai se tinha estragado ou não.

Com rapidez puxou o sutiã da garota, arrebentando-o no meio. Ela riu. Beth parecia estar gostando. Sorriu e beijou-a novamente, urgente. Era tão bom sentir aqueles lábios colados nos seus que Eric estava surpreso. E era melhor ainda ter ela debaixo do seu corpo. Nunca tinha sentido tal coisa com qualquer outra garota, isso porque nem tinha penetrado ela ainda.

Não demorou muito para ambos estarem nus e ele encontrar uma camisinha. Eric mantinha-se um pouco longe dela, pois queria aproveitar e dar prazer para ela antes de iniciar qualquer coisa. Queria que ela implorasse por ele. Beijou-a desde o pescoço até chegar ao baixo ventre. Ouviu um grito de surpresa de Beth quando beijou sua feminilidade. Continuou acariciando-a com a língua e quanto mais a garota gemia, mais ele fazia. Ela tinha um gosto tão... Bom que não queria sair dali.

— Eric... Por favor... – Ouviu-a sussurrar entre gemidos, agarrando-se na cama.

Gostou tanto daquela visão que continuou sua carícia, com um pequeno sorriso. Por ele, não sairia dali nunca mais.

Minutos depois – que foram muito longos para Beth – Ela conseguiu puxar Eric e enlaçou os quadris do loiro com suas pernas. Queria que ele a penetrasse naquele mesmo instante, mas ele não o fez. Apenas parou e ficou encarando-a. Ela estranhou.

Eric ficou estático por um momento. Aquilo já estava sendo demais para ele. Seu coração parecia querer sair pela boca e era estranho. Porque aquela transa estava sendo tão diferente? Porque não puxara o cabelo de Beth ou a deixara de quatro como fazia com as outras? Porque os olhos dela o hipnotizavam? Porque estava gostando tanto de ter a presença dela em sua cama? Não tinha resposta para nenhuma de suas perguntas. Apenas beijou-a o mais carinhoso que conseguiu, enquanto sua mão direita acariciava a pele nua de Beth. Desceu os lábios novamente, parando dessa vez nos seios da garota. Não eram grandes, mas não eram pequenos. Tinham um tamanho perfeito que lhe agradou muito. Lambeu, chupou e mordiscou cada mamilo rosado, fazendo-a tremer e gemer de prazer. As mãos dela exploravam suas costas, passavam de novo por sua nuca e braços, puxando-o para junto dela.

Somente quando não agüentou mais de tanto tesão Eric penetrou-a de uma vez, fazendo-a soltar um gritinho. Ela era... Apertada. Por um instante temeu que a garota fosse virgem, e se fosse, já estava feito. Não tinha como voltar atrás e perguntar. Faria isso depois. Começou com movimentos leves, acariciando-a com a mão e sentindo-a rasgar suas costas com as unhas compridas. Era uma sensação maravilhosa aquilo. Ela não o olhava, apenas mantinha os olhos fechados e mordia o lábio inferior, abrindo-o várias vezes para soltar leves e prazerosos gemidos.

Eric não sentia vontade de fazer com ela o mesmo que fazia com as outras. Queria com ela algo diferente. Não sabia o motivo, mas queria tudo diferente.

Permaneceram na mesma posição durante minutos, até que ele rolou para o lado, deixando-a por cima, fazendo-o sentir-se no paraíso. Sim... Beth era uma ótima garota.

Não demorou muito para que Eric não conseguisse mais segurar o prazer e ela também. Depois de estarem saciados, ela deitou sobre o peito do loiro, que arfava, ambos molhados de suor. Ele abraçou-a sem dar uma palavra. Não sabia o que dizer, sobre aquilo. Não sabia se a agradecia por ter lhe dado tantas sensações novas, uma transa diferente. Não sabia se a enchia de perguntas, então resolveu se calar. Fechou os olhos e em poucos segundos adormeceu.

Beth aguardou até perceber que Eric dormia. Uma lágrima rolou por seu rosto. Era simplesmente aquilo que ele queria. E ela tinha o satisfeito. Uma angustia se apoderou de seu coração. Nem uma palavra. Todo o tempo. Nem um sentimento. Nada.

Se livrou dos braços dele lentamente e Eric nem ao menos percebeu, tão profundo era seu sono. Saiu de cima do loiro e enquanto colocava suas roupas, olhava para ele. Não queria gostar de Brittingham. Não devia. Sabia disso! Mas se tinha uma coisa que ela não podia mandar e somente obedecer, era seu coração. E ele estava sendo entregue à um cara que não valia a pena. Terminou de calçar seu tênis e pegou o sutiã arrebentado no chão. Não deixaria vestígio algum para trás.

Abriu a porta e saiu. Para nunca mais voltar a vê-lo.

Beth trocou de roupa, pegou suas coisas e sem avisar nem ao menos Fred no momento, chamou um táxi e partiu para o aeroporto. Voltaria para casa naquele instante e sem olhar pra trás. Seu coração parecia se dilacerar por dentro. Queria continuar com ele, mas sua vontade de não sofrer novamente era maior.

Eric despertou rapidamente, procurando por Beth na cama. Ela não estava mais ali. Sorriu. Devia ter ido para o quarto novamente, trocar de roupa. Riu sozinho. Do nada, sem forçar, ela havia se entregado à ele. E tinha sido perfeita. Com certeza a procuraria quando fossem para o aeroporto. Queria repetir tudo aquilo de novo. Todas as noites. Olhou no relógio e suspirou, satisfeito.

Se levantou e foi para o banheiro tomar um banho. Dali a alguns minutos eles estariam indo pegar o avião novamente. Tudo de novo... Mas seria bem melhor. Teria Beth.

Notas finais
Curtiram??? Beijos!