Notas iniciais
Bom está ai mais um capitulo. Apesar que os leitores do nyah estão deixando muito a desejar com seus reviews...

Já havia se passado três dias após o episódio do avião. Ninguém perguntara nada, nem comentara, mas Eric não fora atrás de Beth. Ela estava brincando com ele e não estava gostando de nada disso. Qual era o problema dela? Uma foda simples não a mataria! – Tudo bem que não seria nada simples... Pelo contrário, queria tudo muito completo.

Já estava de saco cheio. Se ela não aceitasse logo, a pegaria a força. Pensando bem, deve ser gostoso, pensou. Fora um idiota quando não a pegara no momento que ela lhe mordiscou o pescoço, podia muito bem ter transado com ela ali na poltrona mesmo, já que todos dormiam e se arrependia de ter ficado sem ação. Normalmente não era assim.

Apenas a aproximação dela fizera seu corpo ferver como nunca e ao sentir o leve toque dos lábios dela e os dentes lhe mordiscando a pele, perdeu completamente seus sentidos. Nenhuma nunca o fizera ter essa sensação... Maravilhosa. Sim, aquilo era maravilhoso e ao se lembrar da mordida no queixo seu corpo ficou em chamas de novo. Estava ficando louco. E se não conseguisse nada com Beth... Nem sabia o que iria lhe acontecer.

Beth lhe fazia ficar com um fogo intenso, pra depois lhe jogar um balde de gelo.

— Eric! – Ouviu alguém chamá-lo. Era Fred.

O baterista se aproximou.

— Fala.

— O Tom pediu pra você ir até o quarto dele.

— Fazer?

— Não sei! Anda logo, por que ele esta pedindo sua presença urgente, Mr. Adonis. – Riu ao receber um tapa na cabeça.

— Vai se foder, tampinha.

Saiu da sacada do quarto, e apagou o cigarro no cinzeiro mais perto, deixando Fred quieto no mesmo lugar. Acendeu outro cigarro antes de chegar na porta e bateu-a.

O que Tom queria? Com certeza era sobre Emily e ele estava deprimido. Só podia ser.

Passou pelo quarto de Beth – Pois ficava a dois quartos antes do de Tom – E parou no mesmo instante que viu a porta entreaberta. Viu de relance que ela estava apenas enrolada numa toalha e os cabelos molhados e soltos. Se encostou na porta, antes olhando para os dois lados e ficou a espiar a garota. Ela havia esquecido a porta aberta e agradecia muito por isso.

Beth escolhia alguma roupa para vestir, mas não conseguiu ver qual era, pois ela jogara para o outro lado. Nem estava ligando para roupa mesmo. Queria mais é que aquela toalha caísse, ou que ela a tirasse... Com certeza no momento voaria em cima de Beth que ela nem teria tempo de recusar. Se seu corpo estava em chamas só de lembrar do que ela lhe fizera, agora vendo-a assim, sentia-se no inferno.

Ela ameaçou retirar o pano branco que lhe cobria e ele deu um passo por impulso e fez a porta abrir mais um pouco. E ela percebera.

— Eric?! – Exclamou, apertando a toalha contra o corpo com força.

Puta merda, tinha esquecido a porta aberta e nem se tocara. Puta merda, puta merda... Era a única coisa que conseguia pensar no momento. Mas ver aquele loiro grande, apenas de calça de couro e bota, fumando um cigarro estava lhe tirando até o fôlego. Ele era lindo! Meu Deus! Só não podia cair de amores por aquele filho da mãe. Sim, ele era um filho da mãe, e lindo demais ainda por cima. Não, não cairia de amores por ele. Nunca.

Ele apenas entrou calmo e trancou a porta. Estava lascada agora. Literalmente.

— Sabia que não se pode deixar a porta do quarto de hotel aberta? E se fosse algum louco que entrasse aqui? – Ele disse, se aproximando e exalando a fumaça do cigarro.

— Seria bem melhor entrar um louco do que você. – Começou a caminhar para trás.

Ele riu. É talvez fosse melhor mesmo. Beth não tinha mais pra onde correr, ela já estava encostando na parede. Aquela era a oportunidade perfeita pra ele fazer tudo o que queria. Ela estava encurralada, sem roupas – A não ser pela toalha – e praticamente entregue. Ele apenas tinha que pega-la, jogá-la na cama e saciar sua vontade. Tragou uma ultima vez e jogou o cigarro no chão, pisando em cima dele, apagando-o.

O ar nos pulmões de Beth estava ficando escasso. Ele iria conseguir... Iria conseguir o que queria. Não podia deixar. Seu coração batia cada vez mais forte e o ar diminuía. Parou por um momento e fechou os olhos. Procurou se acalmar e puxou o ar com mais força, soltando lentamente. Aos poucos foi voltando ao normal... E teve uma idéia assim que ele lhe tocou no braço, puxando-a para ele.

Eric pegou-a com firmeza e trouxe para junto de seu corpo. Percebeu que ela puxava o ar com vontade, mas sorriu ante isso. A fizera perder o fôlego e isso era bom. Assim que levantara seu rosto para beijá-la a garota despencou, quase caindo se não a segurasse. Correu e colocou-a na cama, sendo delicado pela primeira vez. Por qual motivo ela tinha desmaiado? Bateu no rosto dela de leve três vezes.

—Beth... Beth acorda. – Chamava-a. – Elisabeth...

A garota não respondia. Ah, que legal. Tinha feito-a desmaiar.

— Puta que pariu. – Xingou, pegando-a e deitando-a direito na cama. – Caralho.

Mais uma vez ela tinha conseguido escapar. Mas o que causara isso? Aproximou o rosto do dela e tentou sentir a respiração de Beth.

No momento em que percebeu que ele iria verificar sua respiração, Beth segurou-a, soltando-a aos poucos, ficando contente quando ele se afastou.

— Cacete...

Ela nem estava respirando normal. Por um lado, estava feliz por tê-la feito desmaiar por conta do seu toque, por outro, estava com um ódio mortal, pois tinha perdido uma excelente oportunidade. Resolveu deixá-la deitada e sozinha, assim não o culpariam de nada e tinha certeza que ela não contaria nada para alguém. Saiu do quarto, dando uma ultima olhada em Beth. Ela era realmente, muito linda. Esparramada na cama então... Seu desejo. Vê-la esparramada na cama daquele jeito, mas com ele por cima dela.

Sorriu e fechou a porta, mordendo o lábio inferior se deliciando com a cena formada em sua mente. Seguiu para o quarto de Tom, acendendo mais um cigarro e dando longas tragadas.

Beth esperou mais alguns momentos e quando não mais ouviu o barulho das botas de Brittingham no corredor, abriu os olhos, voltando a respirar normalmente. Ótimo. Tinha conseguido se safar mais uma vez. Até que aquele jogo estava... Interessante. Nunca sentira tanto pavor em alguém tocá-la – Até mesmo porque, apenas um a havia tocado, em toda sua vida. Ao se lembrar do cheiro do corpo do loiro, voltou a fechar os olhos. Era muito bom. Um aroma de puro almíscar. Másculo. Suspirou e rolou na cama, rindo consigo mesma. Não podia prestar atenção no cheiro daquele cara. Não podia prestar atenção em como o contorno dos lábios dele eram perfeitos, nem em como os olhos azuis tinham um brilho lindo. E muito menos como era quente. Não podia se apaixonar por aquele imbecil. Não, não.

Brittingham não era para ela. Beth buscava – mesmo sabendo que só existia em sonho – Um amor verdadeiro. Um cara que se apaixonasse por ela perdidamente, como se só existisse ela no mundo e que ela sentisse o mesmo por ele. Que lhe desse flores, chocolates, amor, carinho. Que lhe propusesse casamento e uma bela vida a dois. E aquele baixista não era nem um por cento disso. Pelo contrário: Eric era um cara mulherengo, que não podia ver um rabo de saia que já saia atrás. Um que ao invés de flores, chocolates, amor e carinho só sabia dar uma boa transa e um puta orgasmo. Apenas isso. Eric Brittingham só sabia meter e mais nada.

Sentiu raiva da própria conclusão, da verdade. Mas não ligou. Não deveria se importar com o que ele fazia ou não da própria vida. Só queria se divertir naquela turnê e provocá-lo era a melhor forma de fazer isso. Decididamente.

Se levantou e trancou a porta antes de colocar sua roupa. Iria dar umas voltas com Fred logo após o almoço que ela tinha combinado com Tom e Jeff. Concluiu mais uma coisa enquanto colocava sua camiseta do Kiss: Não queria contato algum com qualquer membro do Bon Jovi. Eric já estava bom demais para sua cabeça.

— O que aconteceu, Tom? – Eric indagou assim que entrou no quarto do vocalista.

Tom não respondeu. Terminou primeiro de cheirar a carreira de coca que tinha acabado de preparar. Já era a quinta que cheirava naquela manhã. Jogou-se para trás na cama e não respondeu ao amigo. Não tinha o que falar, apenas queria tirar Emily da sua cabeça. Ela era um tormento.

— Hey, nariz de prata, cuidado. Vai com calma. – Eric disse pegando o pacotinho vazio de pó da mesa ao lado de Tom. – Além do mais, você podia me oferecer.

— Você tem mais uns sete desses na sua mala.

— Eu sei.

— Então cala a boca.

Eric largou o pacotinho no chão e sentou ao lado de Tom. Ele tinha chamado-o para ser arrogante? Por que se fosse, levantaria e iria ver como Beth estava. Seria bem melhor do que tentar consolar Tom e sua dor de cotovelo.

— Me chamou pra me mandar calar a boca?

— Não.

Menos mal, Brittingham disse em pensamento.

— Então o que foi? – Indagou, pensando em acender outro cigarro, mas com preguiça demais para isso.

Tom se endireitou na cama e olhou para o amigo. Coçou o nariz com a costa da mão direita e bagunçou os cabelos. Estava odiando se sentir necessitado de alguém. Odiava aquela angustia toda.

— Ah cara, eu to um lixo. – Disse, colocando as mãos na cabeça.

— Eu sei disso. – Vencido pelo vicio, acendeu outro cigarro. Tragou e exalou a fumaça pelo nariz. – Cara se for por causa da Emily, é perda de tempo. Ela nem ao menos liga pra você.

Sabia disso. Não conseguia entender aquela mulher. Quando estavam juntos, agia como se fosse um animal, louca de ciúmes. Quando estavam separados nem ao menos ligava para ele. Tom que sempre corria atrás dela, ou algo acontecia e acabavam voltando sempre. Queria que aquele sentimento de necessidade passasse só isso.

— Sim, mas eu sinto falta dela.

— Errado! – Bateu o isqueiro na cabeça de Tom, fazendo-o olhar para ele.

— “Errado” o que, Eric?

Brittingham riu e exalou mais fumaça. Quem era ele para dar conselhos de amor para Tom? Ele nem ao menos se apaixonara alguma vez! Só que ele era se amigo. Mesmo que falasse merda, era seu dever falar alguma coisa.

— Você não sente falta dela. Você sente falta do corpo dela. Garanto que não sente falta dos barracos que ela armava por conta de ciúmes. – Tragou mais uma vez.

— Não, pelo amor de Deus, não sinto falta nenhuma disso. – Umedeceu os lábios. Nem a droga estava fazendo efeito. Cadê a loucura toda que vinha com ela? Sua angustia era tão grande que nem se cheirasse 10 quilos de pó ficaria louco.

— Então pronto. Você sente falta de sexo. Isso é normal. Mas eu acho Tom, que você deve conhecer outra pessoa. Alguém que te faça bem, alguém que te ame de verdade.

— Ah não. Acho melhor não. Amor leva a ciúmes e eu estou fora disso. Fora de escândalos.

Eric riu baixo, balançando a cabeça negativamente.

— Tom... Se aquilo que a Emily sentia por você era “amor”, cara eu não quero que alguma mulher se apaixone por mim! – Riu. – Não, eu estou falando sério Tom. Dá uma chance pra você mesmo de novo. Mais cedo ou mais tarde você vai achar a pessoa certa.

Eric nem ao menos se tocava do que estava falando. Apenas queria deixar o amigo melhor. Depois de alguns minutos de reflexão, Tom se levantou e foi tomar um banho. Precisava ficar sozinho no momento para concluir tudo aquilo que o baixista tinha falado. Sabia que Eric estava certo, e muito. Tinha que dar uma chance para o amor de novo, mas talvez não daria agora.

Beth chegou quando todos da banda estavam na mesa do restaurante combinado. Não sabia andar em Londres, mas se achou fácil. Era uma linha reta. Tinham decidido a não almoçar no hotel e sim algo diferente. Ela achou todos fácil, por conta de Eric. Não tinha como não reparar naquela calopsita.

— Demorei, mas cheguei. – Sentou-se ao lado de Fred.

— Chegamos há pouco tempo também. – Tom disse.

Eric não desgrudou os olhos de Beth. Ela estava muito bem para quem tinha desmaiado por falta de ar a pouco tempo atrás.

— Está melhor, Beth? – Indagou.

— Estou muito bem, porque?

— Nada demais. Só queria saber se melhorou depois do desmaio repentino. – Tomou um gole de cerveja.

— Desmaio? Eu desmaiei? Oh não, estou ótima. Não me lembro de ter desmaiado hoje.

— HAHAHAHA Eric está sonhando muito. – Jeff riu do loiro, acompanhado por Fred.

Eric quase estourou a garrafa de cerveja em sua mão, ao notar o sorriso cínico de Beth. Então ela havia fingido um desmaio para escapar dele. Uma boa atriz e muito esperta. Mas não cairia nos truques dela de novo. Aquilo já lhe servira de aviso. Elisabeth era capaz de qualquer coisa para provocar e fugir. Essa foi a única conclusão que teve.

O almoço inteiro não falou com a garota, ao contrário do restante da banda. O dia seguinte seria melhor. Seria o dia que conseguiria a todo custo foder aquela garota. E estava decidido.

Notas finais
Só espero que essa eu também não pare de postar por falta de incentivo!!! O que já estou quase fazendo. Obrigada.