Corações Rendidos
27 Capítulo 27
Notas iniciais
“— Não vou fazer isso. Nem a pau. Continue daqui pra frente sozinha!
— Você está disposto a abrir mão da sua vida por ela, imbecil?
— Não por ela, mas não vou fazer algo contra meus princípios. Pode me matar se quiser, mas não vou fazer o que você planejou.
— Como quiser. ’’
***
Anne foi tirada de seus estudos por conta da campainha. Quem seria? Apenas duas pessoas visitavam Tom regularmente nos dias em que ela estava ali. A irmã dele e Eric. O loiro não aparecia a uns dias e Tom já estava preocupado. Pois nem para os últimos acertos do disco Eric aparecia. Estava estranho. Deixou seus livros novos abertos em cima da mesa de centro e se levantou devagar. Era tão chato quando Keifer não estava ali... Ainda mais quando estava chovendo e já era quase noite.
Andou lentamente até a porta e quando a abriu de uma só vez, se assustou com o que seus olhos encontraram. Um homem, molhado, estava apoiado no batente de sua porta e de cabeça baixa. Partes de sua camiseta azul marinho colada no corpo, estava rasgada em diversas partes e via-se os cortes no corpo firme e grande do rapaz, além de manchas de sangue e filetes do mesmo vertendo dos cortes mais profundos. Os cabelos molhados e compridos lhe cobriam todo o rosto.
— Me ajude... – Ela ouviu um sussurro.
— Mike? – Foi a única coisa que conseguiu dizer. Estava aterrorizada com a cena. O que teria acontecido com ele?
— Anne, por favor... – Viu uma boa porção de sangue cair praticamente aos seus pés. Mike estava vomitando sangue.
Ela nada mais disse. Se adiantou e tentou segurá-lo, que ao tirar o braço do batente da porta, quase caiu. Ajudou-o a entrar e colocou-o sentado no sofá. Pôde observá-lo melhor quando Mike levantou o rosto. Marcas vermelhas tingiam seu rosto, a boca com um corte descendo do lábio superior para o inferior, vertendo sangue. Do nariz também saia um filete do líquido vermelho, assim como de diversos cortes no corpo do rapaz. Colocou as mãos na boca.
— Meu Deus, Mike... O que houve com você?!
— Eu... Eu fui assaltado próximo daqui. – Ele fez uma careta de dor. – Levaram tudo o que eu tinha e eu ganhei uma surra por reagir...
— MAS VOCÊ É IMBECIL! VAI REAGIR POR QUE? VC NÃO SABE QUE ISSO É ERRADO! Mike, você podia ter sido morto! — Anne explodiu.
Ele fez um tom de descaso e tentou se levantar, inutilmente, pois caiu em seguida.
— Devia ter partido dessa pra melhor mesmo, porque ninguém merece essas dores que eu to sentindo... – Disse, colocando a mão na altura das costelas. – Acabaram comigo...
— Passa isso agora porque é burro. Caso não tivesse reagido, talvez estivesse intacto!
— Fala como se eu não soubesse... Na realidade... –Ele se levantou com um pouco de dificuldade. – Nem sei por que vim aqui. Desculpa, eu não quero causar problemas pra você, com o seu marido, namorado, sei lá o que ele é seu... – Curvou-se um pouco para frente ao sentir dores nas costelas. – Eu vou embora.
Mike se adiantou para a porta. Realmente, se Tom chegasse ali, Anne estaria numa bela encrenca. Mesmo que o rapaz estivesse machucado, conhecia Keifer muito bem para saber de seu ciúme cego. Mas não podia deixá-lo sair daquele jeito, machucado e sozinho.
— Não, Mike... Tudo bem, relaxa. Senta ai, vou chamar uma ambulância. É... – Passou as mãos no rosto — É o que eu vou fazer.
Anne empurrou-o com cuidado contra o sofá novamente e o mesmo se sentou, praguejando de dor. Pegou o telefone e se sentou ao lado do rapaz ferido. Seria perfeito que a ambulância chegasse e carregasse Mike dali antes que Keifer voltasse para casa. Discou os três números de emergência e aguardou pacientemente que a atendessem, mas antes que pudesse ser atendida e solicitar socorro à Mike, sentiu uma fisgada na altura de sua nuca. Levantou a cabeça e tudo começou a rodar. Em questão de segundos, seu corpo parecia pesar uma tonelada e estar molhado de suor. O que estava acontecendo? Largou o telefone no mesmo instante, deixando-o cair, e levou sua mão até o local da fisgada. Não havia nada ali. Olhou para Mike. O mesmo a observava, parado. Mas... Mas Mike estava embaçado... Sua visão estava falhando... O quê estava...?
Mike continuou a olhar a garota que já caía nos efeitos da droga que injetara nela. No instante seguinte a mesma já estava jogada em seu colo, desmaiada. Largou a seringa na mesinha ao lado do sofá e se levantou, pegando-a no colo e a carregando até o quarto.
Depois de tê-la arrumado na cama, retirado todas as peças de roupa da francesa e a deixado completamente nua em sua frente, Mike pensou mais uma vez em tudo o que estava fazendo. Estava tirando o amor de alguém, acabando com um relacionamento. Será que ele gostaria de estar no lugar de Tom? Nunca. Então porque fazia aquilo com ele? Porque uma mulher o mandava, sendo que já não obedecia e muito menos aceitava ordens de sua própria mãe? Porque era um tolo filho da puta? Sempre fora ensinado a não cobiçar as coisas alheias, e estava quebrando essa educação. Estava cobiçando tanto o amor de alguém que se incomodava com isso. Mas não movia uma palha para mudar. Cedia as ordens de Emily, como um cãozinho medroso e isso o deixava nervoso, mas impotente de fazer algo para mudar. Era como se Emily tivesse o algemado e dominado por completo. Aquela era a ultima parte do plano de Emily e como homem, sabia que Tom nunca mais perdoaria Anne. Ele mesmo não perdoaria, se estivesse no lugar de Keifer. Passou a mão no rosto e nos cabelos. Era um completo filho da mãe. Balançou a cabeça em negativa e retirou o restante das roupas que vestia, permanecendo apenas de cueca. Ouviu um gemido sensual e olhou para trás. Emily o olhava encostada no batente da porta do quarto, com os olhos famintos e o indicador na boca. Parecia uma cadela no cio. Encarou-a com uma carranca que deixaria qualquer um com medo. Qualquer um. Menos ela.
— Está contente agora? – Indagou à loira, que se aproximava.
— Não, querido. Não vou estar contente até que Tom veja essa cena maravilhosa. Agora, pra ficar tudo completamente perfeito... – Ela caminhou até a garota e retirou o lençol que cobria o corpo delicado e bem torneado de Anne. Mike ficou em estado de alerta.
Olhou no relógio.
— Pelo que conversei com Jeff e aquele tonto me falou... Tom vai chegar logo. Temos de ser rápidos.
No instante seguinte, sem ao menos falar algo, era beijado por ela. Ficou parado, sem reação alguma, até Emily deslizar as mãos de seus ombros largos, por sua barriga firme e definida, provocando-lhe calafrios ao sentir a ponta das unhas compridas em contato com sua pele, e parando em seu membro, acariciando-o por cima da cueca que vestia. Não teve outra reação a não ser a óbvia, pela fricção da mão dela contra seu membro: Tesão. Não tinha como resistir. Seu corpo respondia facilmente a qualquer estímulo nele provocado, sem importar a pessoa que o estivesse fazendo. Emily parou de beijá-lo e se abaixou. Lentamente tirou-lhe a cueca e envolveu-lhe o membro na boca. Segurou-a pelos cabelos e passou a movimentar seu quadril, para frente e para trás. Emily podia ser uma psicopata, maluca, retardada, tudo de ruim... Mas fazia um bom trabalho no sexo, não podia discordar do fato. Já estava quase para deixar-se fluir na boca da loira, mas ela o empurrou e levantando rápido, puxou-o para perto de Anne.
— Agora termina o serviço. Quero tudo perfeito.
— Não, Emily... Isso, não.
— ANDA!
Mike foi vencido pela necessidade da liberação. Colocou-se por cima da garota desacordada e afastou-lhe as pernas bem torneadas e numa estocada violenta, penetrou-a fundo, soltando um urro baixo. Movimentou-se rapidamente, sem esperar retorno de carícia ou algo da parte dela. Sentia-se como um necrófago. Ao sentir que seu esperma estava para ser liberado, tentou retirar-se dela, sem sucesso. Antes que pudesse fazê-lo, acabou por se derramar dentro dela e por instinto masculino, se afundou ainda mais no corpo da garota.
Alguns segundos depois, se retirou dela e deitou-se ao lado de Anne. Observou Emily com os olhos semicerrados. De vergonha, de pesar. A filha da puta mantinha um sorrisinho triunfante no rosto. Mike sentia necessidade de socar a si mesmo até que morresse.
— PERFEITO! Gozou dentro dela... Perfeito até demais, Michael! – Ela bateu palmas, sorrindo largo. – Eu tinha imaginado outra coisa... Como você gozar na barriga dessa vadia para o Keifer ver, mas fazer isso dentro dela foi melhor!Essa puta pode engravidar e o Keifer nunca mais vai perdoá-la! – A maluca parecia delirar, imaginando o que poderia acontecer. E Mike não podia negar... Anne poderia engravidar. Respirou fundo. – Você é ótimo, Mike! Se tivéssemos combinado um valor a ser pago a você... Com certeza eu pagaria o dobro só por isso!
O moreno colocou as duas mãos no rosto e se pudesse gritar de ódio, era certo que o faria. Como não pensara que Anne podia vir a engravidar? Se aquilo acontecesse, seria sua ruína. Uma criança se formar por um ato covarde daquele, seria um eterno e grande castigo.
Ouviram barulhos na porta. Alguém havia chego. Emily, sem falar nada se colocou para fora da casa pela janela aberta, com agilidade. Tom Keifer chegara. Mike cobriu-se e puxou Anne para junto de seu corpo. Ela se moveu. O efeito da droga estava passando. Tudo saia de acordo com o plano de Emily e nos mínimos detalhes...
— Anne? Meu amor? Você está em casa? – Ouviu Tom chamá-la.
Tom procurou Anne em todos os cômodos, mas sem sucesso em sua busca. O sofá estava úmido, tudo silencioso. Estranho. O quarto era o único lugar em que não olhara. Após dar uma ultima observada na sala, foi direto para lá. Tinha novidades para contar a ela e uma delas era que conseguira falar com Eric. Estava feliz, pois sua vida e a do baixista já estavam dando certo. Eric estava enrolado com Elisabeth e ele iria se casar com Anne. Tudo seguia perfeitamente bem agora.
Sua alegria foi dissipada até chegar ao seu quarto. Antes que entrasse no mesmo, se deparou com uma cena terrível, pois a porta estava escancarada: Sua Anne, nos braços do irmão de Beth, dormindo. Nua. Seu sangue subiu de imediato. Não pensou em mais nada a não ser em seu impulso de matar a ambos. Vaca! Anne era uma vadia! Entrou no quarto, nervoso. Sem emitir uma palavra, puxou Mike de sua cama, derrubando-o no chão. Desferiu-lhe um soco no rosto e o mesmo se levantou. Antes que Keifer pudesse desferir outro soco, sua mão foi segurada pela de Mike. Aquilo só o enfureceu mais ainda. E receber um murro do filho da puta no rosto, o fez descontrolar-se.
— O que está acontecendo, aqui? – Ouviram a voz sonolenta de Anne.
— SUA PUTA! SUA VADIA! VAGABUNDA! DESGRAÇADA! – Tom começou a ofendê-la, cedo de ódio e de ciúme.
Anne se sentou na cama, e colocou a mão na cabeça. Estava pesada. Olhou em sua volta e demorou alguns segundos para assimilar. Porém quando o fez, levantou-se rapidamente, cobrindo suas partes nuas com o lençol. Não se lembrava do que acontecera nas ultimas horas... Era impossível! Teria transado com Mike? Mas como? Perguntas rondavam sua mente, enquanto fixava seus olhos no olhar cheio de ódio e mágoa de Tom Keifer. Seu coração batia freneticamente.
— Tom... – Foi a única palavra que saiu de sua boca.
— EU SABIA! COMO EU FUI TÃO OTÁRIO EM ACREDITAR EM VOCÊ? – Tom se distanciou de Mike, que começou a se vestir. O vocalista andava de um lado para o outro, com as mãos na cabeça. De nada adiantaria quebrar aquele filho da puta no meio.
Havia sido enganado bem debaixo de seu nariz!
— Tom! Eu não sei o que aconteceu aqui! Por Deus, cara! Eu... Eu... – Ela olhava de Mike para Tom, com os olhos cheios de lágrimas. – Eu não em lembro de nada...
— NOSSA! Ele te comeu tão bem, pra até te fazer esquecer o que houve? Parabéns, Michael! – Bateu palmas, olhando-o. – Você fez um belo trabalho!
— Se você não satisfazia ela, o problema é teu. – Mike disse, numa voz baixa e terminando de colocar a camiseta.
— MIKE CALA A BOCA! EU NÃO FIZ NADA COM VOCÊ! NÃO FIZ, SEI QUE NÃO FIZ! – Anne já explodia num choro sofrido. – NÃO TRANSEI COM VOCÊ!
— Anne, não tem mais o porque esconder! Ele já está aqui, na sua frente, viu tudo! – O moreno disse, cinicamente.
Tom não disse mais nada. Seu coração estava se despedaçando. Abriu o guarda roupa e começou a retirar as peças de roupa de Anne dali com raiva.
— VAI EMBORA DAQUI! SOME DA MINHA CASA, SOME DA MINHA FRENTE! – Berrou, atirando as coisas no rosto da francesa.
— Não Tom! Por favor, me escuta! – Se agarrou no vocalista, desesperada. — Por favor! Eu te amo! Tom! – Ele tentava tirá-la de perto, mas forçava ainda mais seus braços envolta do corpo dele. – Não aconteceu nada aqui, por favor, acredita em mim!
— Ah não, imagina! Não aconteceu nada aqui! Pegar você nua na cama com esse filho da puta não é nada! EU NÃO SOU OTÁRIO, ANNE DANIELLE! – Empurrou-a contra o chão. – Agora, pega seus trapos... E some da minha frente. – Disse, sério, sem olhá-la.
— Tom...
— SOME DAQUI! DESAPARECE DA MINHA VIDA, SUA VACA! E você, seu ordinário... Faça bom aproveito dessa puta. Leva ela embora daqui. Tenho dó do meu amigo se sua irmã for como você...
Tom mal terminou de falar, foi atingido na lateral da boca por um soco de Mike. Caiu para trás e bateu com as costas na parede. Levou a mão ao local que doía. O filho da mãe usara toda a força. Não se surpreenderia se seu maxilar estivesse torto no momento.
— Nunca mais... Nunca mais toque no nome da minha irmã ou insinue coisas sobre ela! Beth não tem nada a ver com isso e com a sua incompetência em ser homem! Seu bicha do caralho! Comi sua mulher mesmo e posso dizer que ela é uma loucura. Agora ela sabe o que é ter um macho de verdade em cima de uma cama. – Saiu, sem deixar Keifer retrucar ou aguardar Anne.
Não suportava que tocassem no nome de sua irmã e muito menos que falassem mal dela, quando estava próximo. Passou pela porta de entrada da casa e caminhou em direção ao seu carro que estava parado no final da rua escura. Sua parte estava feita. Já não tinha mais nada a ver com aquela história dali pra frente.
***
Keifer bateu a porta de sua casa assim que Anne saiu com as malas. Não queria saber pra onde ela iria, se voltaria pra França, se iria para a casa do filho da puta, ou se morreria. Encostou-se na parede e passou as mãos no rosto. Deixou que as lágrimas que tanto havia segurado, lavarem seu rosto. O que tinha feito de errado para que ela o traísse? Realmente não havia sido homem suficiente para ela? Era difícil de compreender o que levara Anne a fazer aquilo. Talvez... Ela fosse somente uma vagabunda mesmo. Escorregou até sentar-se no chão, em posição fetal. De uma hora para outra, tudo dera errado. O que mais lhe doía, era tê-la amado tanto e ter sido feito de idiota durante aquele tempo. Acreditara nela, confiara... Mas no final das contas era tudo fingimento. Tinha sido um bobo, um idiota... Um corno. Riu de sua desgraça. Era isso. Tom Keifer era um corno. Antes tivesse continuado com a maluca da Emily, ou sozinho, do que ser um chifrudo. Anne lhe dera esse novo título. Era tonto, romântico, certinho e... Corno. Deu um soco na parede, antes de se levantar e sair de casa.
Tinha que conversar com alguém... Tinha que desabafar, pois se não o fizesse, acabaria por explodir. E isso aconteceria muito rápido. Procurou as chaves no bolso e tão logo as encontrou, entrou em seu carro e foi procurar alguém que lhe fazia bem. E não o enganava, apesar de tudo. Emily Pember.
Tocou a campainha apenas duas vezes e a porta se abriu. Uma loira, vestida num roupão de cetim rosa claro, com os cabelos molhados e exalando um delicioso perfume estava parada, olhando-o com um breve sorriso, que foi dissipado ao notar sua expressão.
— O que houve, Tom? Está tudo bem? – Indagou, preocupada.
— Aquela puta... Aquela puta me traiu, Emily. Me traiu na minha casa...Debaixo do meu nariz. – Contou com a voz carregada de ódio.
— Meu Deus... Sinto muito. – Ela disse, surpresa e se adiantou abraçando-o. – Entra, vamos conversar um pouco... Você não está nada bem.
O vocalista adentrou a casa da loira e se largou no sofá. Emily serviu uma boa dose de whisky para Tom e sentou-se ao lado dele. Havia saído de perto da casa no momento em que ele chegara. Até queria ver o circo pegar fogo e como seria a atuação de Mike, mas precisava voltar para casa. Sabia que ele viria procurá-la. Quase sorriu ante isso. Tudo saíra como planejara. Nos mínimos detalhes. Keifer era seu agora, sem dúvidas.
— Se quiser desabafar, pode começar. Estou aqui para te ouvir... Para tudo o que você precisar. – Disse, acariciando o braço de Tom, num gesto de solidariedade perfeito.
— Eu não entendo o motivo dela ter feito isso, Emmy... Nunca fiz nada que a deixasse com raiva, precisando de algo... Será que não dei amor suficiente? Será que EU não fui suficiente para satisfazê-la?
— Ah, Tom. Não se culpe por essa atitude dela! Você não tem nada a ver... Quem errou nessa história não foi você.
— Eu só queria entender... – As lágrimas rolaram por seu rosto, sem sua permissão. Tomou o whisky de uma vez só. O líquido desceu feito água em sua garganta. – E justo com aquele filho da puta do Mike... Como eu fui otário em acreditar nela... Acreditar que os dois não tinham nada a ver!
Emily apenas ouvia Tom, rindo por dentro.
— Não sei mais o que pensar... O que fazer... – Apoiou sua cabeça com as duas mãos. – Isso acabou comigo... Odeio ser feito de idiota, Emmy...
— Não fique assim... – Puxou o rosto de Keifer, para mais perto e colou seus lábios nos dele. – Se ela fez isso... É porque não te amava. Ninguém ama tanto você, como eu Tom...
Keifer sabia disso. Emily era a única mulher que o amava verdadeiramente e jamais o traíra. Era a única mulher que prestava, que estava lá para quando precisasse. Mesmo com aquele ciúme doentio. Beijou-a com urgência, mesmo ainda sentindo a dor da perda de Anne. Amava aquelas duas mulheres, estava dividido. Mas ao contrário de Anne, Emily não o enganava, não o traía, ela somente o amava...
— Queria tanto que você fosse meu de novo... – Ela sussurrou quando parou o beijo. Encostou sua testa na dele, puxando-o para cima de seu corpo e Keifer se deixou levar.
Ele não respondeu-a, apenas tratou de afogar sua dor, sua mágoa, sua fúria no corpo de sua primeira namorada ali mesmo, no sofá. Queria esquecer de Anne por um tempo. Esquecer da cena que encontrara ao chegar em sua casa. Não conseguia pensar com clareza em nenhum momento. Estava muito confuso... Por um lado, não queria acreditar que Anne fizera aquilo, que ela fosse capaz de traí-lo. Mas por outro...
Notas finais
p.s: sobre os machucados desse rapaz, eu explicarei no próximo! fiquem curiosas kkk'
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