Corações Partidos
11 Capítulo 11- Eu sou um monstro
Notas iniciais
Não consegui dormi aquela noite. Fiquei pensando em minha mãe, onde será que ela está? Eu estava mais forte, eu estava otimista, será que iria conseguir salvar a minha especie? Não sei, mas agora eu estava conseguindo arrumar minha cabeça.
De manhã, eu continuava pensativo, será que iria dar certo eu ir para cidade de dia? Só tinha uma jeito de saber.
Vi uma mulher, fui em sua direção, mas nada aconteceu, então fingi esbarrar nela, nada. Continuei andando, agora, vinha um senhor de idade, desejei entrar em seus pensamentos e logo depois toquei o braço dele. Nada aconteceu, eu não sabia o que fazer.
Continuei andando, estava quase chegando na cidade, não tinha mais ninguém na estrada. Eu estava com medo de ser pego pela policia. Cheguei no centro da cidade, havia várias pessoas andando. Fui na direção de uma mulher, mas o que eu mais temia aconteceu. A mulher me reconheceu, me deu um tapa no meio da minha cara.
–É você, o assassino, o que você quer? Me matar?
–Não, eu não quero matar mais ninguém!
Sem eu perceber a policia chegou e me segurou, eram quatro policiais. Eles me colocaram dentro da viatura. Eu estava em pânico, eu não era um assassino, eu não queria matar ninguém, comecei a chorar, queria minha mãe ali comigo para me dizer que tudo iria acabar bem.
–Agora você chora, mas você é um monstro, você matou pessoas, você matou seus próprios pais — Disse o policial-
–Não, eu não os matei, eu não sou um monstro, eu não quero ser um monstro.
Eles estavam debochando de mim, eu estava ficando irritado, eles estão me culpando pela morte dos meus pais. Eu não queria passar por isso, eu não queria isso, eu só queria os meus pais, estudar e levar uma vida normal como os outros jovens. A minha cabeça estava a mil, estava ficando estressado com tudo aquilo.
De uma hora para outra, eu me vejo no volante, o que está acontecendo? Eu não sabia dirigir. O carro capota, várias vezes, então, fica tudo preto, eu não vi mais nada por uns cinco minutos. Depois, eu volto para onde estava, no banco de trás do carro com os policias, mas agora eles estavam mortos, todos os quatro, o carro estava virado ao contrario. Agora, eu percebi o que tinha acontecido, eu tinha entrado na cabeça do policial que estava dirigindo, eu o manipulei. Eu tinha matado eles.
Sai do carro. Tinha várias pessoas do lado de fora. Eu não tinha um machucado, estava ótimo, estava mais forte do que nunca. As pessoas me olhavam de um jeito estranho, elas me olhavam como se eu tivesse matado aqueles policias, mas eu tinha matado, não queria ter matado eles, tudo aconteceu muito rápido, não tive como impedir, eu estava paralisado, ali na rua, com quatro policiais mortos atrás de mim.
–Olha, ele está bem, como ele consegui sair vivo? — A mulher grita do meio da multidão-
–Eu... eu...
–Ele é uma aberração, matou os pais e agora está matando quem entrar no seu caminho -falou um homem-
Sai daquele lugar, daquelas pessoas, sai correndo, queria sair do mundo, esquecer de tudo, mas não era tão fácil assim. Cheguei em casa, a minha mãe e a mulher estavam dentro de casa, me olhando, minha mãe estava linda. O que elas vão me dizer?
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