Corações Feridos

62 Quando estou com você...


Notas iniciais
Espero que gostem, amei os comentários de todas.

Eles ainda estavam no primeiro beijo, que aliais, foi um dos mais demorados. O beijo durou quase três minutos. Era um sentimento profundo, eles conseguiam sentir isso. Não queriam se soltar por nada. Aquele beijo era para ‘’expulsar’’ todo o amor que sentiam um pelo outro, extravasar seus sentimentos.

O silêncio calou fundo naquela noite, eles só conseguiam ouvir o estalo dos lábios um do outro. Fecharam os olhos com aquele toque.

Ambos não acreditavam naquilo: Era algo tão proibido, porém, tão forte que mesmo se quisessem, não conseguiriam parar.

Daniel estava disposto a reconquistá-la naquela noite. Essa era a oportunidade perfeita e não podia deixar passar.

Se afastaram para recuperar o fôlego.

Ele tocou nos seus cabelos negros, que balançavam com o vento da noite que vinha pela janela. Julie respirava com dificuldade, mas em meio à isso, conseguiu sorrir fracamente. Fechou os olhos, sendo levada pelo carinho dele. Daniel lembrou do que ela disse na época que eram casados ‘’adoro seus carinhos...’’ E pela expressão satisfeita no rosto de Julie, isso era a mais pura verdade.

Mas ele sabia que Juliana também gostava do lado sexy dele. Daniel tentava encontrar um jeito de ser carinhoso, romântico e sexy ao mesmo tempo.

Ele beijou seu rosto, levando o beijo até o queixo, pensou em descer para o pescoço, mas preferiu beijar seus lábios.

Trocaram um selinho.

E ele percebeu que os olhos dela ainda estavam cheios de lágrimas. As limpou com a ponta do dedo. — Eu te amo… — Ele disse depois que lhe deu mais um selinho, Julie levou suas mãos para a nuca dele, enrolando seus cabelos, os dois adoravam isso. — Te amo… — Aprofundou mais aquele beijo, porém, voltaram para o selinho de novo. Trocaram muitos beijinhos pois queriam se perder no tempo, sem se importar com mais nada a não ser com o amor que sentiam um pelo outro, o amor que escondiam talvez por orgulho, mas que essa noite não deixariam escapar.

Julie desceu a sua mão para o pescoço dele, Daniel sorriu, sentindo um calafrio. Fitaram seus lábios com desejo e avançaram ao mesmo tempo para o beijão. Suas linguas se tocavam, Daniel chupava e mordia fracamente seus lábios, fazendo Julie sorrir entre o beijo. Os dois sentiam adrenalina naquele carinho todo. Ele começou a se soltar mais, passou sua mão pelas costas de Julie, tomando controle sobre seu corpo. Julie se esquivou um pouco do beijo, respirou fundo, ainda com seus narizes se encostando. Perguntou: — Me ama mesmo? — Depois do que viu essa noite tinha uma certa dúvida. E isso a deixava completamente triste.

Daniel segurou o seu queixo e voltou a beija-la, Julie retribuiu.

E em meio ao beijo ele disse. — Amo de mais. Não tenho palavras para conseguir explicar esse amor que eu sinto. — A beijou de novo. — Por você. — Aproveitou o momento para levar suas mãos para a coxa dela. Julie sentiu o toque e também aproveitou aquilo para pousar suas mãos no tórax definido dele, seus carinhos se tornavam mais quentes e os dois tomaram consciência disso.

Ela deitou sua cabeça no peito dele, pararam um pouco. Ele a abraçou pela cintura. Julie olhava para a janela, encarando as estrelas. Achava que elas brilhavam mais do que o normal naquela noite. ‘’ Como o céu pode ficar tão lindo depois de uma noite tão ruim para mim… ‘’ Ela pensava lembrando dos fatos que ocorreram. — Eu não queria te magoar. — Daniel leu seus pensamentos, Julie fechou os olhos. — Me dói muito te ver assim. — Ele disse beijando seus cabelos.

Ela levantou seu rosto e se encararam por alguns segundos. O silêncio falava por eles quando Julie segurou sua nuca e se ajeitou no colchão. Continuaram se encarando.

‘’ Preciso ser carinhoso… ‘’ — Daniel pensava.

Encontrou o jeito perfeito de mostrar carinho e proteção. Ele beijou sua testa. Julie sorriu, realmente não esperava aquilo dele. Mas adorou.

‘’ E sexy… ‘’ Pensou um pouco. Encontrou a maneira mais tradicional.

Ele passou o dedo polegar pelos lábios carnudos de Julie. E sem pensar duas vezes, a beijou de novo. Julie sentia o hálito fresco e o beijo quente, tão quente que fez seu corpo todo se arrepiar com isso.

Os dois ficaram de joelhos no colchão, ainda se beijando, Daniel apertou fortemente a cintura de Julie, e a empurrou para mesma caísse na cama. Ele apertava sua coxa quando subiu a mão direita, passando pela lateral do seu corpo até chegar em um dos seios. Ele desceu os beijos para o pescoço, tentava abri o vestido e Juliana percebeu.

Se sentiu em conflito: Será que era o certo? Será deveriam mesmo se amar? E o que ele viraria depois? Um amante? — Julie estava com medo, misturado com uma certa insegurança. Enquanto ele beijava seu pescoço e alisava seu corpo, ela olhou para o teto, em transe, pensativa. Daniel deixava chupões no seu pescoço, foi quando ela acordou daquilo e levantou o seu corpo, se sentando. Viu que ele já estava por cima dela. Ele abriu as pernas, também se sentando.

Se olharam. — O que foi? — Ele perguntou lhe dando um selinho fraco.

- E-eu… Acho que quero um pouco de água.

Daniel fez uma careta e revirou os olhos, Julie riu em pensamentos da sua expressão. — Agora?

- É. E-eu…Vou buscar. — Tentou se levantar.

- Não, eu pego. Fique ai. — Ela assentiu enquanto via o loiro se levantando, ele quase esbarrou no guarda-roupa, ela riu fracamente e ele virou o rosto, rindo também, acendeu a luz do quarto, deixando os olhos dela um pouco irritados.

Julie não sentia sede. Mas queria um tempo para pensar.

Ele era da Débora agora.

Juliana tinha medo de causar mais problemas. Mas não escondia que sentia um grande desejo por Daniel, junto com a atração que sempre sentiu pelo mesmo. ‘’Ele era meu antes...’’ — Pensava. ‘’ Ela que pegou ele de mim, ela que está errada! ‘’ — Se sentiu melhor com esse pensamento, era ai que ela queria chegar: Não queria se sentir culpada, não queria ama-lo com a consciência pesada. ‘’ Mas a Débora não sabia de nada… ‘’ — Esse pensamento complicou seus sentimentos novamente.

E antes de conseguir mais tempo para pensar. Daniel chegou com um copo de água, ela sorriu fracamente. Ele era sempre tão bom com ela. — Você está bem? — Aproveitou para perguntar, pois essa noite Julie se sentiu mal.

‘’ E tão preocupado comigo. ‘’ — Estou bem. — Respondeu pegando a água. Bebeu metade pois não sentia sede.

Viu Daniel parado na sua frente. Sério. — Isso não estragou o clima né? — Ela pergunta um pouco chateada, sentia que sim.

Mas ele sorriu de lado. — Claro que não. — Aproveitou para ligar o rádio, era bem melhor com música.

I catch my breath, the one you took (Me diga, eu estou louca? Eu estou louca?)

Julie escutou o refrão e o ritmo que ambos reconheceram. — Desliga, desliga! — Ela gritou desesperada o que fez Daniel desligar na hora. Seus olhos se enxeram de lágrimas.

- O que? — Não entendia.

Ela se aproximou, de joelhos no colchão, agarrou sua nuca. — Foi a mesma música que dançamos hoje. — Daniel sorriu com isso, mas Julie estava um tanto assustada. — Eu tenho medo dela.

Ele riu. — Será que devo perguntar o porque?

- Porque ela diz como eu me sinto e isso é um pouco sinistro.

Daniel tocou no seu rosto, eles se olharam com desejo. — Você não mudou nada. — Disse balançando a cabeça.

Ela só riu fracamente. — É que eu não gosto desse tipo de música.

Daniel assentiu. Colocando uma madeixa do seu cabelo atrás da orelha, ele queria ver seu rosto. Seus olhos…

Estavam brilhando. — Você estava absurdamente linda lá na festa. — Ela sorriu com isso, Daniel continuou. — Fiquei encantado quando te vi. Bom, eu sempre fico encantado quando te vejo.

- Sempre? — Sorriu mais. — Eu não sabia, nunca me disse.

- Nem tem como eu dizer. Sinto muitas coisas por você. Seria impossivel dizer tudo o que sinto- Sussurrou isso no seu ouvido, sua voz estava rouca e sedutora. Ele não perdeu mais tempo, recomeçou os beijos, ele foi caindo no colchão, aproveitou que a morena ainda não estava deitada e foi puxando o seu vestido.

Mas ela corou, sempre se sentia insegura.

Ela o abraçou, deitando a cabeça no seu peito, ela o fez deitar nos travesseiros. Ficaram abraçados, Daniel não tirava os olhos do decote do vestido dela. Só faltava um puxão para tira-lo completamente. — Acha certo? — Julie queria a opinião de Daniel, ele sempre foi muito sincero.

- Acho certo o que?

- O que estamos fazendo. — Se olharam.

- E você acha errado? — Perguntou com um tom de voz surpreso.

- Ah… E-estou na dúvida. — Disse brincando com a sua mão esquerda, enquanto a direita envolvia sua cintura.

Julie entrelaçou seus dedos. E perguntou de novo. — É certo?

- Bom, vamos pensar. — Beijou sua mão. Ela sorriu. — Somos namorados desde seus quinze anos. Passamos muitos momentos juntos. Nos casamos. — Ele ocultou a parte do filho, não queria deixar Julie deprimida. — Mas… O casamento não deu muito certo. — Ela abaixou a cabeça, mas continuou ouvindo. — Encontramos outras pessoas.

- Só você encontrou.

- E o Nicolas?

- Não tivemos nada. Nunca saímos juntos depois da nossa separação. — Ela beijou seu rosto. — Ciumento. — Sussurrou.

- Hm. Continuando… Eu encontrei outra pessoa. — Pausou. — Mas agora estamos mostrando para nós mesmos que o nosso amor é mais forte do que tudo! E nada, nem ninguém vai conseguir apaga-lo. Acha errado amar, Julie?

- Tá, agora você me deixou mais na dúvida. — Mordeu seus lábios, fitando os de Daniel. — Você está traindo a Débora.

- Mas eu não amo ela, eu amo você. — Tentava colocar isso na cabeça de Julie.

- Tá bom… — Continuou brincando com a mão dele.

Daniel sentiu seus dedos frios, sabia que Julie era um pouco insegura. — Está nervosa? — Ele pergunta.

- Nervosa? — Riu pelo nariz. — Um pouco…

- Já vou logo avisando que a gente não vai parar, isso seria tortura.

Ela sorriu, beijou os dedos de Daniel e eles se olharam. — Não quero que pare. — Respondeu, colocando a mão dele sobre seu seio.

Voltaram a se beijar. Julie tocou no seu rosto, sentindo suas línguas se movimentarem, Daniel tocava no seu corpo. Chegando nas costas, onde abriu mais o zíper do vestido . O desejo falava pelos dois. Precisavam se amar. Depois daquele beijo demorado, a respiração de ambos estava ofegante. As mãos de Julie passeavam pelo terno dele.

Ela o tirou, abrindo a camisa de baixo enquanto ele beijava seu pescoço. Ele até segurou seus cabelos para beijar mais. E quando percebeu, já não usava mais a parte de cima do terno. Julie tocava no seu toráx quando ele a puxou pela coxa, ela abriu as pernas, se sentando no colo dele.

Assim era mais fácil tirar o seu vestido. E por fim ele conseguiu. Julie se arrepiou quando viu que usava apenas peças intimas.

Voltaram a se beijar, trocando de posições, dessa vez Daniel subiu sobre ela. Tirou seus sapatos com os pés, admirava o corpo lindo de Juliana, a mesma o imitava, reparando no lindo corpo dele. Daniel desceu seu rosto, consumido pelo desejo, abriu as pernas dela e começou a beijar sua coxa. Em todas as vezes que se amaram, ele nunca tinha feito isso. Mas dessa vez era diferente, passaram muito tempo separados e ele queria aproveitar cada detalhe. — O que está fazendo? — Julie perguntou sentindo os beijos que lhe causavam um arrepio na barriga junto com uma sensação proibida de prazer.

- Vou beijar todo o seu corpo. — Disse rouco. Beijava lentamente a sua coxa. — Eu te amo… — Dizia enquanto beijava. Subiu os beijos para o seu ventre. Julie fechou os olhos sentindo aquele contato. — Eu sinto uma atração incomum por você. — Admitiu, agora beijando sua barriga. Julie ergueu o seu corpo e ele aproveitou para tirar seu sutiã. Estava nervoso e juntou esse nervosismo com a ansiedade que sentia.

Julie riu ao ver que ele não conseguia retirar a peça de cima. Ela agarrou seu pescoço, roubando um beijo molhado e quente. Suas intimidades se encostaram e os dois gemeram juntos entre o beijo. Ela encostou seus narizes, olhando para baixo, para as calças dele. Timidamente, desceu as mãos para o zíper dele, nem percebeu que Daniel já tirava seu sutiã e beijava seus seios. Ela abriu as suas calças, e a puxou até as coxas, deixando a cueca box dele a mostra. Se olharam nos olhos, ela corou ao perceber o volume na sua cueca.

Daniel a deitou, acariciando e beijando os seus seios. Ele ficou de joelhos e Julie voltou a atenção para a cueca dele de novo, percebeu que Daniel se livrava totalmente da sua calça. Por estar quase nua, ela sentiu o vento gelado batendo na sua pele. Se arrepiou, com frio. Ela enlaçou suas pernas na cintura de Daniel e ele caiu com cuidado sobre ela, os dois riram juntos. — Estou com frio. — Ela comenta se encolhendo.

Ele puxou o edredom que estava jogado na cama, colocou sobre os dois e continuaram com o carinho em baixo da coberta. Tudo estava mais quente agora. Os beijos, seus corpos, o carinho e o amor que sentiam. Daniel apoiou seus braços no colchão. Continuaram se beijando, mas não conseguiam aguentar ficar apenas nos beijos. Ainda em baixo do edredom, os dois se despiram totalmente.

Ela tocou no seu rosto e Daniel a imitou, se olharam com desejo e voltaram a se beijar. Eram lentos e quentes selinhos enquanto se ajeitavam. Continuaram se beijando, Daniel carinhava seu rosto quando Julie sentiu que ele já a penetrava. Ela fechou os olhos, ainda retribuindo os beijos com um toque provocante de língua, seu coração disparou. Ela ergueu um pouco mais o corpo e ele desceu o beijo para o seu pescoço. Julie agarrou suas costas, a cama se balançava com o movimento deles.

Enquanto isso, no andar de baixo, na mesinha da sala. O celular de Daniel tocava sem parar. No visor estava escrito Débora. Já era a terceira vez que ela ligava, tocava umas vinte vezes e ela desligava quando via que ele não ia atender. No total, ligou mais de sessenta vezes para o noivo. E nada…

Ela já estava angustiada.

Resolveu desligar e ligar para Bia. Que atendeu no terceiro toque. — Alô?

- Oi! É a Débora!

Bia revira os olhos e se levanta da cama.

Débora a acordou de um sonho bom que estava tendo com o seu futuro neném. — O que foi? — Pergunta sem paciência.

- É que eu estou ligando pro Daniel, mas ele não atende. Queria saber o que houve com a Julie e com ele também! Porque até agora não voltou pra casa!

Beatriz estava com raiva.

Foi culpa da Débora! Ela que fez sua melhor amiga passar mal!

Já não aguentava mais aquilo. Calçou seus chinelos e saiu do quarto, fechando a porta do mesmo para Félix não acordar. — O Daniel deve estar na casa da Julie, talvez cuidando dela.

- Cuidando? — Sentiu ciúmes.

- É! Ela estava com a pressão alta, passando mal! Então ele ficou lá, cuidando dela.

- Mas ele deveria me atender, já liguei umas três vezes e ele não me atende.

Bia foi caindo na real, lembrou do que disse ao irmão antes de ir para casa. ‘’Meu plano deu certo’’ — Sorriu com isso e resolveu ser curta e grossa. — Débora, deixa os dois em paz!

- Como assim?!

- Você quer saber a verdade? — Não pensou duas vezes e nem esperou ela responder. — Os dois devem estar transando agora!

- O QUE?

- Foi isso que ouviu! Bom, transando não… Fazendo amor. — Sorriu. — Porque é isso que eles sentem, é amor! AMOR!

- Eu não estou brincando com você, sua ridicula…

- Nem eu. — Interrompe, ignorando o desaforo. — Estou falando sério. — Disse fria, não queria se estressar pois estava grávida.

- Isso não tem graça! O Daniel não faria isso comigo!

- Tem razão, com você ele não faria mesmo. Ele está fazendo é com a Julie. — Pausou. — Você ainda não percebeu Débora? Ou só se faz de sonsa? Pode enganar o Daniel e a Julie, mas a mim não engana. Admite que você sabe!

- Sei o que? da troca de olhares deles na festa? Eu percebi. M-mas não achei que…

- Ele era o ex marido da Julie!

Débora fica em choque.

[...]

- Eu te amo… — Ele sussurrava isso no ouvido de Julie enquanto aumentava o movimento. Ela arranhava levemente a costa de Daniel enquanto mordia seus lábios, prendendo o gemido de prazer. Julie agarrou sua nuca e o beijou. Ele retribuiu, apalpando o seu corpo. Ela não aguentou e gemeu entre o beijo, o que fez Daniel gemer junto. Julie fechou os olhos, sentia que ia para o céu e voltava. — Não quero que essa noite acabe. — Ele disse tocando nos seus cabelos, o calor era tanto que Julie já soava.

- Também não quero, amor… — Disse brincando com os seus cabelos, ainda sentindo ele movimentando dentro dela. Beijou o pescoço de Daniel, se controlando para não deixar um chupão ali.

Estavam tão quentinhos ali que sorriam. — Eu preciso de você. — Daniel beijava seus lábios. — Muito… — Sussurrava, mordendo fracamente sua orelha. — E você?

Julie passou seu polegar pelos lábios finos do rapaz. Se olharam e ela cortou o olhar fechando seus olhos e tentando esconder a expressão de prazer. — Julie. — Ele encostou fracamente os seus lábios. — Responde.

- S-sou… — Abriu os olhos e encarou o anjo que estava sobre ela. Se derreteu ali. — S-sou… Loucamente apaixonada… Huh. — Agarrou seus cachos, arranhando sua nuca e descendo para suas costas. — P-po-r voc-ê.

Continuaram fazendo amor, Daniel não estava completamente satisfeito com a resposta dela. Esperava um eu te amo, mas depois de alguns minutos passou a se importar apenas com o agora. Ele focou apenas nesse momento. Queria que essa noite fosse mais do que especial para os dois.

Ele já estava completamente arranhado e o pescoço de Julie cheio de chupões. Eles continuaram se amando, até que juntos, chegaram no clímax. Daniel saiu de cima dela, se deitando na cama e suspirando fundo, aliviado.

Os dois se olharam e sorriram. Ele tocou no rosto de Julie, a respiração de Daniel estava ofegante e o rosto dela um pouco molhado com o suor. Ele deu um beijo doce, passando calma. Ela retribuiu mas estavam tão cansados que se soltaram. Daniel puxou o seu braço e a fez se deitar sobre o seu peito, ela se acomodou ali, fechava os olhos sentindo ele carinhar os seus cabelos.

Estavam calmos, serenos. — Foi uma reviravolta. — Julie comenta quebrando o silêncio. — Depois de tudo que aconteceu essa noite… Acabou que, ficamos sozinhos e… — Corou, se interrompendo.

- É. Foi ótimo. — Daniel completou. Se ajeitou, deitando de lado, ficaram frente a frente. Se olharam nos olhos e ele disse. — Só te peço que não me torture mais, Juliana. E que amanhã de manhã as coisas continuem como essa noite. Cheio de amor. Por favor, não me abandone mais. Eu preciso de você.

Ela tirou a mão dele de sua cintura e beijou seus dedos. Mas não o respondeu. Aquela dúvida a deixava tensa. Lembrou do que fez na semana passada e seu coração acelerou. Não contou para ninguém o que fez, apenas guardou para si mesma. ‘’Eu planejei outra coisa...’’ — Agora torcia para que seu plano desse errado.

Julie queria ficar com Daniel. — Dan. — Ela toca no seu rosto.

Ele sorri com o tom de voz carinhoso dela. — O que? — Sussurra.

- Se eu viajasse… Planejei isso. — Cochichou as ultimas duas palavras.

- Viajar? Por quê?

Ela sentiu o desespero no tom de voz dele. Julie balançou a cabeça, não queria pensar nisso por enquanto. — Não, por nada. — Dá um sorriso forçado. — Esquece isso. — Suspirou. O abraçando.

Foram vencidos pelo cansaço, dormiram abraçados um com o outro. Mas Julie acordou quinze minutos depois, acordou apreensiva e aquela sensação de mau estar voltou novamente, acordou pensando na sua prima. Ela olhou para os lados, sentindo seu coração palpitar. Viu que Daniel dormia calmamente ao seu lado, ela sorriu com isso. Saiu da posição conchinha e o encarou.

Tocou no seu rosto, pensando que ele dormia profundamente. Mas ele acordou com o toque. Viu seu rostinho meio deprimido e perguntou carinhoso. — O que foi?

Julie não queria falar sobre a Débora. Então apenas balançou a cabeça. — Ah, me fala. — Ele pede apalpando seus cabelos.

Juliana olha para sua frente, vê um quadro de quase trinta centímetros pregado na parede do quarto, próximo a janela. Então encontra um outro assunto. — Estava pensando aqui, se o Diego estivesse vivo, teria… Quase dois anos.

Daniel sorri. — É verdade. — Julie se deita sobre o peito nu do rapaz e ele continua. — Ele era a mistura de nós dois.

- Era sim. — Ela também lembrava do neném. — O cabelo dele estava ficando enroladinho, né? No inicio era liso como o meu. — Eles riram juntos. Mas o riso foi substituído por um suspiro. — Eu fico imaginando como seria quando ele começasse a falar…

- Ele já falava mamãe. — Daniel corrigiu.

- E papai. — Ela completa sorrindo para ele. — E ele já andava bastante. M-mas… Sempre acabava caindo, eu lembro. — Pausou, recordando. — Ele caia e se apoiava com as duas mãos. Era tão esperto. Era bagunceiro, risonho… Mas também ficava sério para as pessoas que ele não gostava.

- Tipo o Nicolas. — Daniel interrompe, lembrando um dia em que Nicolas foi visita-los e Diego não foi com a cara dele.

- Isso ele puxou de você. — Julie balançou a cabeça. — E o sorriso torto também, eu até tirei uma foto quando ele sorriu torto. Eu adorava o sorrisinho dele, era a coisa mais linda e perfeita do mundo para mim. — Ela fecha os olhos, Daniel percebe seu jeito triste e a abraça, beijando seu cabelo. O rapaz sente as lágrimas da morena caindo sobre o seu peito.

- Psiu. — Ele levanta o seu rosto, viu os olhos castanhos de Julie cheios de lágrimas. Com cuidado, ele as seca. — Não quero te ver triste.

- Eu sei que não. — Ela sorri fracamente. — E-eu… Estou bem. — Na verdade, não estava. Se sentia triste, não só por isso mas por causa de Débora.

E por mais um motivo. Um motivo que ela resolvia ocultar. Daniel já sofreu quando ela se demitiu do trabalho, imagina como ele ficará se descobrir o que pode acontecer?

Ela o surpreende com um beijo, ele retribui aquele beijo salgado pelas lágrimas. Sim, Julie ainda chorava e Daniel sabia disso. Ele pensava que ela chorava apenas pela recordação do pouco tempo que tiveram com o bebê. — Eu te dou tudo o que você quiser. — Ele disse terminando com o beijo. Julie o encarou sem entender, afinal, tinha tantos pensamentos em mente que já nem prestava a atenção no que Daniel dizia. — Você quer um filho? Quer? — Ele pergunta alisando seu rosto carinhosamente.

Julie não pensou muito antes de responder. Foi guiada pelos seus sentimentos. Não era só o que sentia por Daniel que a guiava, era o que ela sentia pelo Diego também. Queria muito segurar mais um neném e ter a segunda chance de ser mãe. — Sim! Eu quero! — Responde desesperada e as lágrimas descem com mais facilidade.

Eles voltam a trocar carinho.

Depois daquele assunto, tudo parecia tão triste e vazio. Mas nada os impediriam de se amarem.

Era quase duas horas da madrugada, toda a vizinhança dormia, exceto o casal apaixonado que continuavam a trocar beijos e carícias em baixo das cobertas naquela noite de inverno. E pensar que antigamente eles não conseguiam se amar pois o bebê acordava chorando durante a noite e atrapalhava: Agora era diferente, eles se amavam e o motivo era o bebê.

Quatro horas da madrugada.

Daniel dormia em cima de Julie. Sua cabeça estava na barriga dela, Julie aproveitou para carinhar seus cachos cor de ouro. Ele estava tão cansado que nem sentia o carinho. Ela também se sentia cansada, porém, não conseguia dormir. Fizeram amor sem proteção dessa vez, ambos não pensaram direito antes de fazer isso.

Mas depois que foi feito. Julie foi repensando sua escolha: Não era o certo. Daniel ia se casar com outra. E o neném? Como ficaria sem um pai?

Ou melhor. E ela? E se ela conseguir passar na prova? E essa viagem?

Eram tantos pensamentos…

Ela abaixou seu rosto. Viu seu corpo nu, coberto dessa vez por um lençol fino. Encarou Daniel que dormia sobre sua barriga, ele também usava apenas uma cueca box. Julie viu as costas arranhadas dele, algumas partes chegaram a sangrar, mas foi tão pouco que pela primeira vez parou rápido.

Mais lágrimas caíram. Tinha medo de todas as escolhas que fez.

Notas finais
Gostaram deles juntos?
Ihh, e a Débora! Ela descobriu tudo o que ela vai fazer? o.o '
E o que a Julie está escondendo? Será que ela vai conseguir mais um filho?