Notas iniciais
Esse capitulo ficou grande, não sei quando vou postar outro porque ainda nem escrevi. rs :x
Espero que gostem. Mais tarde respondo aos comentários porque vou fazer um trabalho... '-'

– Sim, sou eu. Me conhece de algum lugar? Quem é você? — Julie perguntou com uma certa grosseria.

Do outro lado da linha, Thalita sorriu. Era só isso que ela esperava ouvir para deixar Juliana de queixo caído. Ela ria, imaginando a expressão de Julie quando descobrir que é a ex-namorada do seu marido. — Queridinha, não reconhece minha voz? — Thalita perguntou sorrindo e mordendo os lábios.

É, e-eu conheço essa voz de algum lugar...– Julie estava pensativa, fazia tempo que não via e ouvia Thalita. — Olha, eu não tenho tempo para te responder! Me diz logo quem você é e passa o telefone para o Daniel.

– Como quiser, senhora Castellamare... — Nisso Daniel saiu do escritório e ouviu sua secretária. Arregalou os olhos, sabia que era Julie quem ligava. Correu e pegou o telefone das mãos de Thalita.

– Julie? Oi! Tudo bem?

– Daniel! Mas que demora de me atender, o que estava fazendo?

– Eu estava trabalhando. — Pausou. — Porque me ligou, você está bem?

Na verdade estou arrependida. – Suspirou. — Eu preciso ser mais compreensiva com você...

Daniel sorriu com aquilo, mas estava ocupado com alguns clientes. — Juh, eu entendo. Preciso desligar...

ME DEIXA TERMINAR DE FALAR!

– Nossa, tá.

Desculpa.– Disse mansa. — Não deveria ter gritado.

– ...

Não precisa ficar me perguntando se te amo ou não, me casei com você. Durmo do seu lado e vamos até ter um neném. Eu não faria tudo isso se eu não te amasse. – Enquanto Julie falava, Thalita se aproximou para tentar ouvir. Daniel fazia umas caretas, mandando ela se afastar.

Mas Thalita não obedeceu, pelo contrário, abraçou Daniel, deitando sua cabeça no seu peito e beijando o pescoço do mesmo. Ele tentava se esquivar — Daniel, está me ouvindo? – Julie perguntou.

– Ah, aham. Claro. — Tampou o telefone. — Saí. — Disse para a loira. — Me larga. — Mas isso só piorava as coisas, Thalita o agarrava ainda mais, beijava seu pescoço, manchando a blusa branca de batom vermelho.

– Entende amor? Eu te amo mais do que tudo. – Julie chorava depois de um lindo discurso e uma linda declaração de amor. - E nós vamos viver felizes. Eu, você, o nosso neném, que eu espero que seja menino.– Riu.

– Aham. — Empurrava Thalita. — Mas vai ser menina, tá?

– Sabe, tanto faz. Eu vou amar do mesmo jeito.

– Isso é muito bom amor, só que eu preciso desligar agora... — Thalita alisava seu peitoral. — Para! — Ela puxou seu rosto e o beijou. Daniel se soltou na mesma hora, desligando o telefone sem se importar se sua esposa ainda falava. — FICOU LOUCA?!

– Oh, não grita comigo. — O abraçou. Mas ele a empurrou com violência.

– Passou dos limites, eu vou falar agora mesmo para o meu patrão, vou pedir sua demissão.

– Não! — Dessa vez ela segurou sua mão, Daniel olhou torto para a loira. — Eu não posso perder esse emprego. Eu te peço Daniel, não me demita. — Seus olhos estavam marejados.

– Eu não posso ter você como secretária. — Ainda queria demiti-lá. — Eu sou um homem casado.

– E se não fosse? — Tocou no seu rosto, mas Daniel se esquivou.

– Eu vou lá falar com o meu patrão. — Se soltou e abriu a porta, já saindo. Mas Thalita correu e o abraçou por trás, o puxou e fechou a porta novamente.

– Desculpa! — Estava desesperada. — Vou ser boazinha.

Daniel soltou seus braços e se virou, mordendo seus dentes. Puxou os cabelos loiros de Thalita e segurou seu rosto com violência, ele não se importava se Thalita era mulher, ele a odiava. — Eu sei que está fazendo isso só porque sabe que a Julie se casou comigo. — Ela estava assustada com o tom de voz dele e seu jeito violento. Puxou seus cabelos com mais força, aproximando seus rostos. Thalita fez uma careta de dor. — Mas se hoje mesmo você não parar de me agarrar eu te faço sumir daqui, está claro?!

– Uh-um. — Gaguejou. — Muito claro.

Ele sorriu torto e foi soltando os seus cabelos. — Preciso tirar algumas xeros desses contratos. — Apontou para o documento em cima da mesa.

– Q-quer que eu tire?

– Ah. Agora sim virou uma secretária, não é? — Balançou a cabeça. — Mas não. Eu mesmo vou. Preciso falar com o meu patrão.

– Éerr... Falar sobre?

– O meu salário. — Respondeu. — Está com medo, não é? Pode deixar, não vou falar de você. Não por enquanto. — Saiu.

Thalita sorriu, ajeitando seus cabelos bagunçados. — Acha mesmo que estou com medo de você, Daniel? — Se sentou na cadeira. — Eu ainda vou destruir esse casamento. Quero que Juliana seja infeliz pelo resto da vida. — Falava sozinha, era assim que fazia seus melhores planos. — Espera, é a Julie. — Lembrou de como ela era no ginásio. — Tão timida, com medo de tudo e de todos... Achava que tudo de ruim aconteceria com ela, só com ela. Me lembro que ela não jogava queimado, com medo de quebrar um braço ou uma perna. — Riu. — O meu plano é não fazer nada a não ser jogar meu charme para o Daniel, sei que a Julie com suas paránoias vai acabar com o casamento sozinha.

[...]

Hoje Daniel não teve muitos clientes, o que fez ele voltar para casa um pouco mais cedo. Vinte pras oito da noite. Ele estacionou o carro na garagem e entrou em casa. — Julie? — Não ganhou resposta, mas viu a luz do quarto acessa. Subiu as escadas enquanto desabotoava sua camisa.

Juliana tinha acabado de sair do chuveiro. Estava procurando um sutiã e uma calcinha para usar quando Daniel entrou de surpresa, os dois se olharam. Ela olhou para sua camisa desabotoada, e ele para o corpo nu da sua esposa. — Eu esqueci minha toalha. — Se justificou corando.

Um silêncio pairou no ar, os dois sorriram ao mesmo tempo e se jogaram nos braços um do outro. Começaram a trocar beijos desesperados, as mãos de Daniel passeavam pelo corpo de Julie. Enquanto ela o puxava para a cama, os dois caíram no colchão, descendo os beijos para o pescoço. Julie terminou de tirar a camisa de Daniel. Até que arregalou os olhos ao ver uma mancha. — Batom? — Olhou para Daniel.

– Eu posso explicar.

– Explicar o que?! ISSO É BATOM! — Ela se enrolou com o lençol da cama, tampando seu corpo. — Não olhe para mim, não encoste em mim! Está me traindo! — Tentava não chorar.

– Julie, por favor. — Ele via o desespero de sua amada. — Eu não te trai...

– É o que todos dizem. — Suspirou. — Sai daqui Daniel, quero me vestir.

– Não. — Tocou no seu rosto, mas Julie tentava desviar o olhar. — Eu... Eu conto a verdade. — Pausou. — No meu escritório... Humm... Não, no meu trabalho. — Se enrolou, Daniel sabia como Julie era ciumenta então ele não poderia contar toda a verdade. — Tem uma mulher que dá em cima de qualquer homem que encontra. — Thalita era assim no ginásio, mas não no trabalho. No trabalho ela só dava em cima de Daniel, ele sabia mas resolveu ocultar isso. — E... Ela...

– Ela te beijou?

– Só no pescoço. — Mentiu, lembrando do beijo na boca que ganhou. Mas ele queria esquecer isso.

'' A Julie não precisa saber. '' — Pensou. — E depois do beijo no pescoço eu quase a demiti. Faltou pouco para eu não demiti-lá, m-mas ai ela prometeu que não faria de novo.

– Hum. — Juliana estava um pouco desconfiada daquela história. — E porque ela te beijou no pescoço?

– Porque ela... Me ouviu falando no telefone com você e descobriu que você estava grávida. E esse beijo o pescoço foi uma forma de me parabenizar.

Ela abaixou a cabeça, não queria nem imaginar o amor da sua vida a traindo com outra. Respirou fundo e lembrou do que disse, que seria mais compreensiva. E mesmo não acreditando naquela história e sentindo um pouco de ciúmes. Ela sorriu fracamente, puxando Daniel que estava de joelhos no colchão e beijando levemente seus lábios. — Eu acredito em você. — Daniel sorriu.

E os dois voltaram a se beijar, enquanto Daniel caia sobre o corpo de Julie, puxando seu lençol.

Ela riu, fechando os olhos e sentindo os beijos desceram para o seu pescoço. — P-para... Para... — Afastou Daniel. — Apaga a luz e fecha a porta que a gente continua. Meu gostoso. — Sorriu, ele sorriu de volta, se levantou apagou a luz e fechou a porta. Correu para o colchão e se deitou.

Eles continuaram com os beijos e carinhos até não sobrar mais nenhuma roupa. Fizeram amor por algumas horas, até que Daniel se deitou cansado entre os seios de Julie. Os dois estavam suados. Ela alisava os cabelos de Daniel, que grudavam na sua testa. Ele levantou seu rosto e deu um leve sorriso. Julie lhe deu um último beijo antes dele pegar no sono.

[...]

O tempo se passou, desde então o relacionamento de Julie e Daniel estava ótimo, pouquíssimas vezes discutiam. Julie cumpriu com sua palavra e começou a ser mais compreensiva com o marido, já não exigia tanto sua atenção o tempo todo. Mas no fundo sentia que o trabalho de Daniel o afastava muito dela e do bebê, que já estava com quase quatro meses. Na verdade, daqui a dois dias completaria quatro meses.

Thalita também estava mais ''comportada''. Não agarrava mais o Daniel, fingindo ter apenas uma relação profissional com ele. Mesmo o desejando em segredo. Thalita não o amava. Mas queria tira-lo dos braços de Julie. '' Ele é bom de mais para ficar com a Julie... '' — Esse era seu pensamento. E esses dias sentia mais raiva do que nunca, afinal, ela via a felicidade de Daniel. Ele até colocou algumas fotos dele e da esposa no seu escritório.

Seu plano para separar os dois não parecia funcionar, mas ela continuava com esse plano em mente. Sabia que os dois eram muito diferentes e qualquer hora brigariam. Ela torcia para uma briga daquelas... '' E esse bebê... '' — Pensava enquanto apontava alguns lápis. '' Esse bebê vai ser o motivo das brigas. '' — Sorriu a loira. Ansiosa para vê-los separados.

– Ah, to tão nervosa. — Dizia Julie, depois que os dois dias se passaram e completou quatro meses de gravidez, eles estavam no consultório médico, prontos para ver o resultado do ultrassom. — Eu já tenho tudo planejado. Quando descobrirmos o sexo do neném...

– Da neném, é uma menina. — Daniel interrompeu.

Ela revirou os olhos. — Continuando... Quando descobrirmos o sexo do neném vamos comprar o berço, as tintas para pintar o quarto. Se for menino vai ser azul, se for menina vai ser rosa.

– Então pintaremos o quarto de rosa. — Ele estava confiante.

– Porque quer tanto uma menina?

– Porque todo o pai fica bobo com uma menininha. — Pausou. — E vai ser, vai ser uma menina. Não é minha neném? — Alisou a barriga de Julie. — Oh, ela chutou. Sentiu?

– Senti, claro. — Sorriu. — Esse garotão está com jeito de ser levado. — Alisou sua barriga. — Depois que comprarmos a tinta azul, você e o Félix vão pintar o quarto, tá? — Daniel assentiu, ainda brincando com a barriga da esposa. — Ai eu quero roupinhas, fraudas... Brinquedos... — O médico chegou na porta da sala de espera e chamou por Juliana. Que parou de falar e encarou o médico com medo.

– Vem Julie. — Daniel se levantou, pegando seu braço.

– N-não sei... Estou nervosa.

– Vamos logo. — Daniel sorriu e esse sorriso foi o suficiente para Julie tomar coragem.

Ela respirou fundo e se levantou da cadeira. Seu marido, sempre preocupado, segurou sua cintura e a ajudou a chegar até o consultório do médico.

– Hum, boa tarde. — O médico disse e os dois responderam ao mesmo tempo. — O que temos aqui... — Lia as fichas médicas de Julie. — Quatro meses, não é? Parece que já está na hora de descobrir o sexo do neném. — Daniel e Julie assentiram. — Hum, notei que foi exatamente hoje que você completou quatro meses de gravidez, não é?

– É. — Julie respondeu. — Porque? T-tá errado? Eu não deveria vir hoje?

Ele riu. — Não é isso. — Pausou. — É que não precisava ser na data exata, poderia vir depois de algumas semanas, contanto que já tenha mais de quatro meses.

– Eu sei, doutor. É que eu sou uma pessoa muito... Calculista.

– Tudo bem. Vou pedir para ir até aquela salinha e trocar de roupa. — Lhe deu um vestido branco. Ela assentiu. — Sua esposa parece ser bem manipuladora... Muito... Perfeccionista.

– Ela é, doutor. — Daniel respondeu. — Ela tem essa coisa de sorte e azar... Superstições, a mãe dela colocou isso na cabeça dela, parece ser coisa de família. — Riu. — Ela sempre carrega uma foto minha no bolso, diz que dá sorte. — O médico ouvia. — E o chaveiro dela é de um trevo de quatro folhas.

– Ela parece dar um pouco de trabalho... Essa coisa de tudo certinho e planejado não te irrita? Minha ex-esposa era assim.

– Sinceramente? Não. Não me irrita. Isso a faz diferente das outras. E por ser assim... Vai me deixando ainda mais atraído por ela. — Daniel sorriu com as próprias palavras, até que a outra porta se abriu e Julie saiu.

– Ah, doutor. — Julie olhava para baixo, encarando uma parte da roupa. — Isso é sangue! Es-se vestido não era de ninguém morto não, né?

– Mas que besteira, é claro que não. O sangue é de uma paciente que já estava com nove meses de gravidez e a bolsa estourou.

– A tá. — Disse aliviada. — Porque... Parece sei lá, uma facada. Ai eu não queria usar esse vestido e morrer esfaqueada.

Seu marido riu. — Deixa disso, Julie.

– É. Vamos... Deite-se. — Ela assentiu e se deitou na cama. O médico pegou um gel. — Não vai doer, só é bem frio. — Disse espalhando o gel pela sua barriga. Ele pegou a máquina e ligou. Daniel e Julie olharam para o monitor. — Olha o bebê! Estão vendo? Isso no meio é a barriga, um pouco mais a cima é a cabeça... — Ele dizia enquanto os dois tentavam entender. Até que a imagem estava bem visível, e dava para interpretar facilmente.

– Então? O que é, doutor? — Daniel perguntou ansioso. Olhava para o neném pelo monitor, mas ainda não sabia qual era o sexo.

– Eu já descobri. — Disse o doutor, desligando o aparelho. Julie se sentou, olhando para Daniel.

– Fala! — Ela pediu, também ansiosa.

Notas finais
O que acham? É menino ou menina? Comentem! Beijos!