Corações Feridos

45 Doce vingança


Notas iniciais
Para as leitoras que já estão com raiva da Thalita por ter rasgado o livro da Juh. Digo só uma coisa: Vocês ainda não viram nada. =$

– Não está com raiva de mim, né? — Thalita o abraçava. — Por favor, detesto quando você fica chateado comigo. — Ele continuava calado, só pensando no que fez.

Resolveu responder: — Não. Não estou chateado contigo. Afinal, você já mexe com ela desde o inicio do ano... Não posso mudar isso em você. — Se soltou, pegou sua mochila e foi andando.

Daniel estava chateado com si mesmo. A cena dele torcendo o braço da garota assombrava seus pensamentos. O mínimo que poderia fazer agora era pedir desculpas.

Desceu as rampas do colégio. Procurava a garota pelo pátio. Até que o sinal tocou.

Seria prova de História para a sua turma. Mas ele balançou a cabeça. Só se importava em pedir desculpas pois se não, ficaria com um peso na consciência durante o dia todo. O ruim é que ele não a achava em lugar nenhum, foi até a quadra, andou pelo gramado, foi no refeitório, no auditório...

Parou no meio do pátio, olhava fixamente para a enfermaria do colégio. Viu pela janela que a enfermeira conversava com alguém. Lá foi o único lugar que ele não procurou, porém, era o lugar mais obvio

Caminhou até lá, pensou em entrar sem bater na porta, mas antes espiou pela janela e viu que era Juliana, estava sentada na maca, parecia conversar com a enfermeira ‘’ Não é tão tímida assim... ‘’ Continuou espiando, resolveu ouvir a conversa pelo lado de fora.

– É, parece que torceu mesmo. — Dizia a enfermeira, examinando o seu braço. Julie fez uma expressão de dor. — Quem fez isso com você?

Ela encarou a enfermeira depois daquela pergunta. — Ninguém, f-foi... Eu sozinha, caí de mal jeito. Em cima do meu braço.

– Vai ficar dolorido por algumas horas, mas amanhã mesmo já vai estar bom. Agora é melhor você ir, o sinal já bateu.

Julie assentiu, descendo da maca.

Acabou vendo uma sombra pela janela e ficou com medo. Já que tudo de ruim acontecia com ela. Pensou que essa sombra fosse algum tipo de assassino... A fim de mata-la. ‘’ Que besteira. ‘’ — Respirou fundo e abriu a porta.

– Oi.

Ela deu um salto com o susto. — Ainda está me seguindo? — Perguntou andando.

– Não... É... Estou... — Seguiu seus passos. Daniel jamais pensou que ficaria nervoso com uma garota outra garota que não fosse Thalita, mas Julie o deixava assim, ele não sabia o que falar, sua garganta ficava seca e seu coração disparava. — Me desculpe por ter te machucado. — Mas ela nem ao menos olhava para ele. Continuava caminhando, passava a mão pelo seu braço, ainda sentindo a dor da torção. — Me ouviu?

Julie parou de caminhar.

Os dois se olharam de novo, seus olhos pareciam ser programados para se encontrarem. — Aceito suas desculpas. — Daniel sorriu fracamente com as palavras. — Mas me deixe em paz, tá? — Voltou a andar, dessa vez apertou mais os passos.

– E-espere, por favor. — Tentou segura-lá, achou que a menina estava o evitando por causa do que ele fez. — Eu posso me explicar, não queria te machucar, jamais faria isso.

– Chega! — Reclamou. — O-olha... Eu sei tá? você só defendeu a sua namorada, você está certo. — Pausou. Daniel a encarava, sério. — Eu só quero que me deixe em paz. A Thalita... Gosta muito de você e por algum motivo não suporta quando eu estou por perto. Não nos conhecemos e eu não quero me envolver, ou fazer amizade com ninguém daqui.

– Porque não quer fazer amizade com ninguém?

– Porque eu sou ‘’estranha de mais ‘’ para ter amigos. E eu prefiro assim. — Voltou a andar. — Por favor, não me siga.

[...]

– Estou tão feliz Dani! Gabaritei a prova! Papai vai ficar tão orgulhoso de mim! — Bia sorria, deixando seu irmão um pouco mais alegre. Afinal, além de irmãos eram ótimos amigos, e se Bia estava feliz. Ele também ficava. — E você, como foi na prova?

– Vou fazer a segunda chamada. Cheguei atrasado.

– Atrasado? Mas você chegou mais cedo do que eu hoje.

– É.

Bia o encarou. Estranhou seu jeito desanimado, ia perguntar mas foi interrompida quando Thalita chegou. — AMOR! — Ela correu e se jogou nos braços de Daniel. Apertou seu rosto, arranhando suas bochechas com suas unhas compridas.

Beijou seus lábios com vontade, Beatriz até virou o rosto para o outro lado. Tentando esconder suas bochechas coradas.

Daniel se desviou do beijo, afinal, muitas pessoas estavam por perto. — Hum. Parece que sua perna está melhor, não?

– Na verdade. Ainda dói. Só que essa dor não vai atrapalhar minha felicidade!

– Está feliz?

– Sim baby. Meu carro saiu do conserto. Meu papi trouxe ele para o colégio, está estacionado aqui fora! E adivinha?!

– O que? — Suspirou.

– Ele trouxe minha habilitação importada! Lá dos Estados Unidos, sabe? Lá já se pode dirigir aos 16 anos!

– E ela é legal, aqui no Brasil?

– Ah, acho que sim. — Sorriu. — O importante é que eu não vou mais pegar ônibus. — O abraçou pela nuca. — E nem você! Vou te dar carona todos os dias! E hoje, para comemorar, você vai passar a noite lá em casa. — Sussurrou isso no seu ouvido, beijando os cachos de Daniel.

Ele percebeu sua irmã ali, se soltou. — E você, Bia? Quer uma carona? — Ele ofereceu, mas Thalita emburrou a cara.

Bia adoraria ir de carro, mas não suportaria dividir o mesmo lugar com a loira.

– Não. — Sorriu para não magoar o irmão, mas sua vontade era de gritar com todas as forças que preferia deitar em uma cama de pregos a ter que ganhar carona da Thalita. — Vou com o Félix. — Respondeu. — Ah... Aliais, eu vou esperar ele lá dentro do colégio. Não quero ficar de vela. — Deu um beijo no rosto de Daniel. — Tchau, a gente se vê mais tarde.

– Tchau.

– Hm. Mas que atrevida. — Thalita esperou Bia se afastar. — Ela adora marcar sua bochecha com esse batom barato. — Tentava tirar a marca de batom do rosto do Daniel.

Mas ele apertou com força o seu pulso. — Para. — Disse sério. — Ela é minha irmã.

– Eu sei baby. — Deu um sorrisinho sem graça. Para disfarçar, olhou para o céu. — Olha essa chuva!

– É só uma garoa, Thalita. — Revirou os olhos.

– Mas vai acabar com o meu cabelo, fiz chapinha hoje! — Choramingou. — Vem, vamos entrar no carro logo. Abre o guarda-chuva?

– Para quê? É só uma garoa fina. E o seu carro está ali. — Apontou um pouco para o longe, era só andar que logo chegaria.

Thalita ia protestar, ia teimar até Daniel ceder o guarda chuva e salvar os seus cabelos.

Mas virou o rosto e viu que Julie descia as rampas do colégio.

Viu que ela pregou os olhos nos dois. — Tudo bem então meu amor, só me proteja dessa chuva. — Disse o abraçando. Daniel envolveu sua cintura enquanto a loira deitava sua cabeça no peito dele, se acomodando ali. Thalita fez questão de caminhar lentamente até o carro. Só para Julie ver o quanto eles eram ‘’perfeitos juntos.’’

A loira sorriu para a garota que apenas abaixou a cabeça e apertou mais o seus passos, queria chegar rápido no ponto de ônibus. ‘’ Antes que a chuva aumente. ‘’ No seu pensamento, esse era o pretexto. Mas na verdade, se sentia completamente incomodada com os dois.

Eles entraram no carro. Thalita girou as chaves, enquanto Daniel só observava. Assim que o motor do carro ligou, a chuva forte começou a cair. As gotas eram grossas, tão grossas que quando batia no carro fazia um barulho alto. — Viu. Essa chuva ia acabar com o meu cabelo se fossemos a pé.

– Estou preocupado com a Bia, a chuva está ficando forte...

– Ah! Bia! Deixe a Bia! Ela vai com o Félix e ele tem carro!

Ele suspirou.

Olhava pela janela do carro já em movimento. Via as poças de água que se formavam rapidamente pelos buracos que haviam nas ruas. Thalita dirigia bem devagar, tinha todo o cuidado com o seu carro novo.

– Sabe a Juliana? — Perguntou, dirigindo.

Daniel virou o rosto. Quase sorriu. — O que tem ela?

– Ela veio me pedir desculpas hoje pela mordida.

– Poxa. — Daniel balançou a cabeça. — Foi muita maturidade dela vir se desculpar por algo que era certo. Se defender.

– Está do lado dela?

– N-não. Do seu... M-mas... E ai? O que você respondeu?

– Sabe. — Ela deu uma leve olhadinha para ele antes de voltar a atenção para a rua. — Eu não aceitei as desculpas.

– Porque?

– Eu pensei bem e... O mais justo seria me vingar. É como dizem, os fracos perdoam e os fortes se vigam.

– …

Thalita riu. — Que gracinha, ela está sentadinha ali no ponto. — Sorriu ao ver Julie cruzando as pernas e se preparando para ler o livro. Seu carro estava virando a esquina. A loira já tinha tudo em mente. — Decidi o que vou fazer. — Sussurrou.

Daniel percebeu que a namorada acelerou com o carro, ela deu uma curva fechada. — Thalita. Não! — Tentou repreende-la, até pensou em virar o volante, mas já era tarde de mais.

A loira acelerou, espirrando a lama da rua que se juntou com a água da chuva... Caindo tudo sobre Julie. Thalita ria. — Muito boa a vingança, não é amor? Bem melhor do que aceitar as desculpas.

Ele encarava a namorada incrédulo.

Olhou pelo vidro retrovisor do carro. Viu a garota totalmente suja de lama. — Para o carro.

– Claro que não. Ela mereceu isso.

– PARA ESSE CARRO AGORA!

Ele nunca havia gritado com Thalita, sempre aguentou tudo o que ela fez. Até mesmo quando Thalita implicava com sua irmã. Sempre teve ‘’paciência’’

Ela sentiu medo do seu tom de voz, resolveu parar o carro, ainda sem entender.

Daniel pegou sua mochila, abriu a porta do carro e desceu. — Daniel, volta aqui! Dani! Amor! Volta!

Ele caminhava, ignorando os gritos da namorada.

O ponto de ônibus ainda estava um pouco longe, resolveu dar uma corridinha. Virou o rosto para trás e viu quando Thalita estacionou o carro entre a calçada e a rua. Atrapalhando o trânsito. — Daniel! Volta aqui AGORA!

– Não vou voltar! PODE IR SEM MIM!

Alguns motoristas começaram a buzinar para ela, pois estacionou na rua e poderia até ser multada por isso.

Daniel viu que Thalita voltou para o carro, claro, ela não correria atrás dele nessa chuva. ‘’Não ia querer estragar o cabelo.’’ Para ela, seu cabelo e maquiagem eram mais importantes do que as multas ou até mesmo o namorado.

Ele sorriu ao ver que ela acelerou com o carro e sumiu de sua vista.

A chuva estiava um pouco, mas ainda estava fria. Daniel continuou andando até que parou no ponto, hesitante, olhou para Julie.

Ela estava sentada, encolhida, seu rosto, seu sapatos, cabelos e roupas estavam completamente sujos de lama.

Julie apenas abaixou a cabeça assim que o viu.

– Meu Deus... Thalita passou dos limites agora. — Comentou se aproximando.

– V-á emb-ora. N-não me h-humilhe mais, por favor vá e-mbora. Vai! — Ela ficava cada vez mais nervosa ao ver que Daniel não a respondia, só a olhava.

Ele se sentou ao seu lado, no ponto. Enquanto ela tentava tirar, pelo menos um pouco, da lama do rosto e do cabelo. Julie começou a chorar, ele não tinha reação... Não esperava isso. Sentia uma forte culpa e uma pontada no coração a cada lágrima que Julie derramava.

– Porque está aqui? — Se virou para ele, as lágrimas escorriam pelo seu rosto, limpando um pouco da lama, ainda fresca. — Porque não vai lá com a sua namorada?!

– Está com frio?

– Não mude de assunto. Vá embora! — Disse lagrimando, porém, também tremia.

Ele abriu sua mochila, pegou seu casaco novo. Tinha comprado a dois dias atrás. Se aproximou mais, ajeitando o casaco nela. — Eu ia trocar. Ficou um pouco grande. — Dizia, ainda ajeitando o casaco quente em Julie. — Mas agora vai ficar sujo de lama.

– Não pedi para por em mim.

– Sch. Ficou melhor, não é?

Ela abaixou a cabeça, o casaco a esquentava. Olhou para as mangas do casaco, era realmente grande. Cobria até suas mãos. Agora levou o olhar para seus livros, sempre carregou os cadernos e materiais escolar à mão. Não gostava de mochilas pois cismava que seria assaltada, e para Julie, era melhor mostrar o que carregava... Não era nada de mais...

Viu que tudo estava sujo de lama. Até o livro que ganhou de presente. Ela o abriu. Já não dava mais para ler o texto e a dedicatória que seu pai deixou atrás da capa. A lama cobria todas as letras. Seus olhos voltaram a se encher de lágrimas novamente.

Pegou seu celular, tentou ligar. — N-não... — Sussurrou. O mesmo não funcionava mais.

– Eu te empresto o meu. — Daniel entendeu. — É para fazer uma ligação? — Julie assentiu. Ele tirou o celular do bolso e lhe entregou.

Julie discou o número. Mas hesitava em colocar o celular na orelha. Olhou hesitante para o rapaz. — Não tem problema se sujar de lama.

– Não quero sujar o seu celular, parece caro. Vou... Colocar no viva voz. — Disse e Daniel assentiu.

Chamou cinco vezes, até que atenderam. Era uma voz grossa e masculina. – Alô?

– Oi, pai. Sou eu.

– Julie? O que foi? Porque está me ligando?

– Eu não vou poder passar aí hoje.

– Porque? Está tudo bem?

– Não muito... Uma garota do colégio me sujou de lama. Estou toda suja, até meu celular sujou, na verdade, ele nem funciona mais. E até chegar em casa, tomar um banho e ir até ai vai estar tarde... Minha mãe nem vai me deixar ir... — Suspirou. — Oh, papai. Eu sei que já faz cinco meses que não nos vemos... Eu estou com tantas saudades. M-mas... A gente marca outro dia.

– Tudo bem filha, não fique triste.

– Vou tentar, beijos. Boa noite.

E desligou.

Suspirou antes de olhar para Daniel. O mesmo tinha escutado a conversa — Aqui, o-obrigada.

– De nada. D-desculpe perguntar, mas... O que aconteceu com o seu pai?

– Com os meus pais. — Corrigiu. — Se separaram quando eu era pequena. E eu moro só com a minha mãe. Hoje eu ia ver ele depois do colégio, mas não tenho condições nenhuma...

– Eu... Realmente não esperava que a Thalita fosse te jogar lama. Ela... Me falou que ia se vingar de você, mas não achei que ela levaria à sério...

– Eu sei que no fundo você gosta. Você gosta do que a sua namorada faz comigo.

– De jeito nenh--

– Você só está com pena de mim. — Interrompeu. — E eu não quero a sua pena. — Se levantou. — Quero que vá embora. Já me emprestou o celular e eu te agradeço, agora saia! — Tirou o casaco e jogou em cima dele. Daniel apenas riu. Ele ria porque notava a mudança de humor da garota, achava aquilo... Encantador. — Viu! Viu como é debochado! Está rindo de mim, foi grosso, insensível!

– É você que está sendo a grossa. — Ele se levantou também. — Tem certeza que não quer o casaco? Está tremendo.

Julie cruzou os braços, se virando de costas para ele. — N-nã-o. Es-tou bem ass-im.

Ele se aproximou por trás dela mas ela se virou, se afastando. — O que ia fazer? — Perguntou desconfiada.

– Só ia... Colocar o casaco em você.

– Me dá. — Puxou o agasalho. — Eu sei muito bem como se coloca um casaco.

– Eu disse que você era do tipo esquentadinha. Se irrita a toa. — Ele se sentou.

– A toa? Estou suja de lama e não vou poder ver o meu pai. Isso já é motivo suficiente.

– …

– …

Só se olhavam, quando a morena cortou o olhar e se sentou. Abaixou a cabeça e voltou a fazer a mesma pergunta de antes. — Porque está aqui?

Nisso, ele levantou o seu queixo. O coração de Julie disparou assim que viu seus rostos um pouco próximos. — Só acho, Juliana... Que você não merece ser tratada assim, a Thalita te acha estranha por você ser tão calada, fechada com as pessoas. Ela pode até achar isso de você, mas eu... Apesar de ser o namorado dela, não compartilho o mesmo pensamento. Não sei...Te acho exótica. — Soltou seu rosto.

– Isso é bom?

– É muito bom. Ser exótica é bom.

– O que é ser exótica?

– Ser diferente. — Explicou. — Pense em uma pratilheira de bonecas, todas de cabelo loiros e lisos, vestidos rosas, sandália de salto, e muita maquiagem. Nessa mesma filheira tem uma única boneca de... Cabelos pretos ondulados, com camisa de banda e não sei... Talvez calças jeans e um all-star.

– Eu sou a boneca de all-star?

– É. — Sorriu.

– Isso não seria defeito de fábrica?

Ele negou com a cabeça. — E... Mesmo que fosse... Eu não ia querer trocar.

Ela respirou fundo e por impulso, deitou sua cabeça no ombro dele. Ele riu fracamente. — O que é isso? — Sussurrou no seu ouvido.

– É... Só frio. — Respondeu baixinho também. — Gostei das suas palavras, mas tenho medo de você desmentir tudo na minha cara e me humilhar, de novo.

Ele lembrou do que aconteceu no bebedouro.

– S-sobre isso... Não pense que eu fiz por mal. — Julie levantou o rosto, os dois se encararam. — Na verdade, eu fiz isso porque a Thalita estava nos escutando. E sei que se ela ouvisse isso eu ia estar encrencado e você também.

Juliana ia responder, na verdade, tinha pensado em vários motivos para Daniel ter feito aquela ignorância com ela. Mas jamais pensou que ele tinha feito isso para defende-lá. — Até que faz sentido. — Disse triste. Viu um ônibus virar a curva. — Se levantou. — É o meu ônibus. — Anunciou, retirando o casaco.

– Não tire. E-eu... Te levo para casa.


Notas finais
Parece que a Thalita passou dos limites agora, não é? O Daniel está cheio de raiva dela...
Será que a Juh vai deixar ele leva-lá pra casa? Gostaram do capitulo?