Igor dirigia o carro que nem um louco, por uma estrada de terra, que tinha vários buracos. Jonathan ainda estava sangrando muito, e manchando o banco do seu carro.

– Você tá vendo seu maldito? Hoje eu vou acabar com você, e você não vai passar de lembrança, pra duas pessoas. Aquela desgraçada da Marcela, e aquele babaca do namorado dela. Eu fiz muita coisa, pra ter essa vingança. Coisas contra minha própria natureza. Mas tudo vai valer a pena, na hora que eu ver você morrendo.

Igor parou o carro num casebre. O mesmo, onde ele tinha combinado com os capangas sobre Guilherme. Igor tirou Jonathan do carro ainda desacordado, e o tacou no chão do casebre. Igor pegou um pouco de água e tacou na cara de Jonathan. Nada. Ele então verificou a pressão arterial. Ele ainda estava vivo.

– Ótimo. Ele não pode morrer antes da hora.

Igor se sentou, e ficou olhando pra Jonathan.

Marcela e Michael, pararam um pouco afastado de Igor, e viram tudo que acabou de acontecer.

– Eu vou lá. — Marcela disse tirando o cinto.

– Não vai não. — Michael segurou ela pelo braço.

– Meu amigo está lá dentro correndo perigo.

– E você também quer fazer parte desse perigo com ele?

– Se for necessário...

– Marcela, chega! — Michael gritou. — Eu não vou te perder. Isso já foi longe demais.

– Mas...

– Mas nada. Vamos voltar.

– Não. — Marcela disse se soltando de Michael e correndo em direção a mata.

– Marcela. Marcela, volta aqui! — Michael tirou seu cinto e abriu sua porta.

Marcela corria sem parar, para se esconder de Michael, e Michael corria pra encontrar ela.

Igor escutou um barulho, e foi até a porta olhar. Nisso, Marcela pulou em cima dele, fazendo ele cair. Igor deu um soco nela, que ela revidou.

– Vagabunda. Veio morrer com o seu amigo?

– Desgraçado. Me solta.

– Pra você correr?

Michael veio pelo do casebre, e viu Igor segurando Marcela.

– Igor, você vai pagar pelos seus crimes. Me solta. Você tá me machucando.

– Cadê a bichinha do seu namorado?

Michael se aproximou, com uma madeira na mão, e Marcela disse:

– Atrás de você.

– Como? — Igor virou para ver, e Marcela se abaixou.

Michael acertou Igor na cabeça, que na hora caiu desmaiado.

– Nunca mais foge assim. — Michael disse abraçando Marcela.

– Ai meu amor... Desculpa. Mas era a única maneira de salvar o Jonathan.

– Pronto. Vamos sair daqui.

– Espera... O Jonathan.

– Verdade.

Michael entrou para pegar Jonathan, e eles irem embora. Jonathan estava acordando.

– O que aconteceu? Ai minha cabeça...

– O Igor te sequestrou. Vamos embora, que eu te explico no caminho.

– Okay.

– Consegue andar?

– Acho que sim.

Jonathan se levantou, e conseguiu andar aos poucos.

Eles estavam perto do carro de Igor, quando três disparos foram feitos. Um dos disparos acertou Jonathan, que caiu no chão.

– Jonathan! — Marcela deu um grito.

– Ai meu Deus... Levanta cara. — Michael levantou Jonathan, e o pegou no colo.

Marcela olhou pra trás, e viu que Igor estava se levantando, com uma arma na mão.

– Corre amor. Entra atrás com ele, que eu mesmo dirigo. — Marcela falou pra Michael.

– Tá doendo muito. Eu não vou aguentar.

– Vai sim, cara. Você é forte. — Michael disse pra Jonathan. — Vai direto pro primeiro hospital que você encontrar.

Marcela dirigia como nunca dirigiu antes. Estava correndo feito uma louca.

30 Minutos depois, Marcela entra no estacionamento de uma clinica. Para o carro na entrada do hospital, e Michael sai correndo com Jonathan no colo. Médicos se aproximaram e perguntaram o que estava acontecendo. Michael explicou, enquanto Marcela ia estacionar o carro. Os médicos levaram Jonathan pra mesa de cirurgia, pra fazerem a retirada da bala da sua barriga, e poder dar os pontos na cabeça dele, onde ele foi atingido por Igor com a cadeira.

– Cadê ele? — Marcela entrou correndo no hospital.

– Tá na sala de cirurgia. Vão retirar a bala, e dar os pontos na cabeça.

– Coitado.

– De onde veio os disparos que eu não vi? — Michael perguntou.

– Foi ele. — Marcela abaixou a cabeça.

– Ele? Tem certeza meu amor?

– Sim. Eu vi ele levantando, com uma pistola na mão.

– Não estamos seguros então.

– Ao que parece, não mesmo.

– Temos que tirar o Jonathan daqui também.

– Meu amor, eu to com medo. Ele me olhou com muito ódio. — Marcela falou chorando.

– Calma... — Michael abraçou ela. — Vai dar tudo certo. Precisamos chamar a polícia.

– Será que é uma boa idéia chamar a polícia?

– Não podemos deixar ele desprotegido. Se ele aquele maluco voltar, o que faremos?

– Você tem razão... Liga pra polícia.

Michael foi até a recepção e ligou pra polícia.

Em menos de 10 minutos dois policiais entraram no hospital, e Jonathan foi falar com eles, imaginando que eles tinham sido mandados, pra poder viajar o quarto de Jonathan.

– Com licença... — Michael disse se aproximando. — Vocês são os policiais que foram mandados para viajar um quarto?

– Isso mesmo. Jonathan Couto é o nome do paciente, e Michael Band o solicitante.

– Prazer, Michael Band. — Michael falou entregando um documento de identificação ao policial.

– Sargento Moura a disposição. Esse é meu parceiro Sargento Souza. Aonde fica o quarto da vitima?

– Por aqui... — Jonathan mostrou o quarto em que Jonathan estava pros policiais, e entregou uma foto de Igor pra eles. — Esse cara que não pode entrar aqui, sobre hipotese alguma. Ele deu o tiro, que acertou o Jonathan. Eu sempre estarei aqui no hospital, pra ficar com ele.

– Sem problemas... Está tudo entendido.

– Eu vou em casa pegar umas coisas, e já volto pra cá.

Michael se afastou dos policiais, quando o médico responsável por Jonathan saiu da sala de cirurgias, e foi até Michael:

– Com licença, você é o rapaz que trouxe o paciente Jonathan Couto né?

– Eu mesmo. Por que?

– Eu serei direto... O Jonathan perdeu muito sangue. Tanto com o tiro, como com a pancada na cabeça. Ele precisa urgentemente de um doador.

– Meu Deus... Eu posso ser o doador.

– Mas ai está o problema maior.

– Problema maior? Como assim, doutor?

– O Jonathan tem um tipo sanguíneo raro. Muito dificil de encontrar. Teriamos que verificar nosso banco de sangue, pra ver se existe a possibilidade de ter alguma bolsa de sangue compativel com o dele. Mas as chances são quase nulas. Por isso teriamos que fazer exames de compatibilidade com alguns doadores, pra ver se é igual. Só assim pra ele conseguir melhorar. Se você tiver amigos doadores, peça pra eles virem aqui, fazer uma retirada pra ver a compatibilidade. Até você mesmo, se quiser.

– Claro doutor... Vou avisar a todos, e conseguirei esse sangue.

O médico se afastou e Michael começou a busca. Ele precisava encontrar um tipo sanguíneo compativel com o de Jonathan.