Corações Em Chamas
19 Acontece Um Milagre.
O médico responsável pelo Jonathan, estava procurando que nem louco por Michael ou Marcela, mas não os encontrava. Ele tinha uma noticia pra dar a eles, mas não conseguia encontrar eles. Procurou na sala de espera, na recepção. Quando ia sair do hospital, pra ir pro estacionamento, Michael abriu a porta, esbarrando nele.
– Opa, opa... Vai com calma doutor. Não vai querer se machucar.
– Michael e Marcela... Finalmente encontrei vocês.
– O que foi? — Marcela perguntou preocupada.
– Nós fomos em casa, tomar banho.
– Encontrei um doador, e já fiz a doação.
– Sério doutor? — Marcela disse sorrindo.
– E ele? Vai sair dessa?
– Ainda é cedo pra responder essas perguntas. Precisamos ver, se ele irá aceitar o sangue normalmente. Mas até agora, tudo está indo muito bem. Nenhuma rejeição.
– Graças a Deus... Mas quem foi o doador doutor?
– Isso é sigilo. Só quem pode saber, e se perguntar, é o recebedor. Caso contrário, é confidencial. É pra manter o sigilo.
– Entendi. Mas quando essa pessoa surgiu?
– Ela viu a sua campanha na internet, e resolveu participar. Ele ficou muito feliz, de poder ajudar. Faz mais ou menos, umas três horas que ele saiu daqui. Bom, agora eu preciso voltar, para verificar como o Jonathan tem estado.
– Okay doutor. Qualquer novidade nos avisa.
Já haviam se passado três horas, desde que a cirurgia foi concluida. O doutor estava procurando Marcela e Michael, mas não os encontrava em lugar nenhum. Olhou nas sala de espera, nos corredores, no estacionamento, banheiros, e nada deles. Resolveu então, ir até a cantina ver se eles estavam lá, e... Bingo. Lá estava os dois, sentados em uma das mesas comendo. O doutor correu até a mesa deles, e Marcela se assustou ao ver ele correndo:
– Doutor, o que aconteceu?
– O senhor parece que correu uma maratona. Senta aqui. — Michael falou levantando.
– Precisava falar com vocês, e não encontrava vocês em lugar nenhum.
– Toma um pouco dessa água. — Michael lhe deu uma garrafa de água, fechada.
– Pois é, nós viemos jantar. Eu tava cheia de fome, e o Michael me trouxe.
– Sou um bom namorado.
Marcela sorriu pra Michael, e lhe deu um beijo.
– É sim, meu amor.
– Eu sei disso... — Michael disse se gabando, e Marcela lhe deu um soquinho no braço.
– Bobo.
O doutor estava tentando falar, mas não conseguia, pois Marcela e Michael não paravam as trocas de amor.
– Mas doutor, o que lhe traz aqui correndo?
– Deve ser algo importante, Marcela.
– Pois é sim...
– É algo com o Jonathan? Ele piorou? — Marcela estava preocupada. — Fala doutor.
– Calma, ele está bem. Ele na verdade, está ótimo. Já está no quarto, e ele acordou. Quer falar com vocês.
Na mesma hora, Marcela levantou da mesa, pegando sua bolsa. Michael e o Doutor Lucas, seguiram ela.
– Mas Marcela, sua comida. Você não estava com fome? — Perguntou o Doutor, seguindo ela para fora da Cantina.
– Isso não é hora de comer doutor. — Marcela começou a correr, quando viu a porta do elevador se fechando. — Droga, perdemos o elevador.
– Logo vem outro amor.
– Vamos de escada. — Marcela disse, abrindo a porta de acesso as escadas.
– Marcela, você vai descer 7 andares de escada? Logo vem outro elevador, meu amor.
– Não posso ficar esperando parada Michael. Ou você desce comigo, ou fica ai. — Ela falou descendo.
Michael e o Doutor voltaram pro corredor, e logo chegou um elevador. Eles entraram e apertaram pra descer. Quando chegaram lá embaixo, logo depois Marcela chegou.
– Eu te falei. — Michael deboxou dela.
– Engraçadinho. — Marcela fez careta pra Michael, e se virou pro doutor. — Então Doutor, qual quarto que ele está? O de antes da cirurgia?
– Sim.
Marcela correu pro quarto, que ficava no fim do corredor.. Dois policiais, estavam lá parados, fazendo a segurança do quarto. Marcela entrou, e Jonathan estava meio sentado, na cama. Sua cabeça enfaixada por conta da porrada que ele levou na cabeça. Quando ele viu Marcela, ele deu um sorrisinho de canto de boca.
– Olá amigão. Marcela disse, e sorriu pra ele.
– Olá. — Jonathan tentou se levantar mais, mas não conseguiu.
– Quer que eu ajeite pra você?
– Por favor...
Marcela ajeitou os travesseiros, e puxou a cadeira pra perto da cama.
– O que foi?
Jonathan, começou a chorar. Marcela apertou sua mão, e então ele disse:
– Me desculpa?
– Pelo que, meu anjo? Não chora amigo. — Marcela levantou, e abraçou ele com cuidado.
– Eu não acreditei em você. Tantas vezes, você tentou me alertar, e nada eu fiz. Quer dizer... Eu fiz. Eu me afastei de você, e te afastei de mim. É isso que eu faço. Eu afasto as pessoas de mim. Me desculpa?
– Ei, deixa isso pra lá. É passado. Vamos pensar só no nosso futuro.
– Mas eu preciso que você me desculpe, pra conseguir prosseguir.
– Eu te desculpo. Sempre irei desculpar.
– Obrigado.
Marcela deu um abraço em Jonathan. O doutor entrou na sala.
– Olá gente.
– Doutor.
– Marcela, eu gostaria de ter uma conversinha com o Jonathan. Será que você se incomodaria, em nos deixar a sós? — O doutor disse, tentando parecer o mais simpático possivel. Apesar de ser bem dificil, quando você diz uma frase dessas.
– Claro que não doutor. — Respondeu Marcela. — Depois eu volto.
Marcela fechou a porta, e o doutor se virou para Jonathan. Pegou a cadeira em que Marcela estava, e se sentou nela.
– O que houve doutor?
– Bom, você terá que passar essa noite aqui no hospital ainda. Essa transfussão de sangue, pode ser que de errado em até 24 horas de operação. Você tem que ficar sobre minha supervisão durante esse tempo. Mas amanhã você já poderá ir para casa, se tudo estiver correto.
– Ah sim... Sem problemas doutor.
– E você terá que retornar ao hospital no prazo de 7 dias, para a retidara dos pontos que levou na cabeça.
– Pode deixar, que farei tudo como o senhor está mandando.
– Que bom. Então, era só isso mesmo.
O doutor ia saindo, quando Jonathan o chama:
– Doutor, espera!
– Pois não.
– Eu queria saber quem foi que fez a doação de sangue. Quero agradecer a essa pessoa, por salvar a minha vida.
O doutor, olhou pra ele por um instante, e então falou:
– Certo... Vamos ver aqui na sua ficha. Hum... — O doutor começou a olhar uns papeis, e achou os dados do doador. — Seu nome é, Guilherme Dos Santos.
– Guilherme Dos Santos? — Jonathan não acreditou no que ouviu.
– Sim. Aqui a ficha com os dados dele.
O doutor entregou os papeis para Jonathan, que logo olhou a assinatura. Era exatamente igual. Então a manchete sobre a morte de Guilherme voltou a sua mente com tudo: "Corpo de um jovem é encontrado sem vida pelos bombeiros, próximo a praia". Um milhão de pensamentos passou pela sua cabeça, em questão de segundos. Então todo esse tempo o Guilherme estava vivo? E por que, ele não procurou o Jonathan? Por que, ele deixou o Jonathan sofrendo esse tempo todo? Muitas perguntas passaram pela cabeça de Jonathan, até que o doutor o interrompesse perguntando se estava tudo bem.
– Hãn... Tá... Tá... Tá sim doutor. — Jonathan tentou parecer normal, mas não conseguia. Seus pensamentos estavam lhe matando.
– É que parecia, que você...
– To bem, to bem. Doutor, pode chamar a Marcela e o Michael pra mim? Queria bater um papo, antes de jantar.
– Sim. Sua janta já está aqui, só falta eu chamar um enfermeiro.
O doutor saiu.
Marcela e Michael entram na sala, e Jonathan está pensativo.
– Hey amigão... — Diz Michael, quando fecha a porta.
– Olá.
– O que foi? — Marcela pergunta, ao perceber a cara de preocupação de Jonathan.
– Pega aquela prancheta ali. — Jonathan diz, apontando para a prancheta do doutor, que ele esqueceu sobre a bancada no canto.
Michael pega e entrega para Jonathan. Um enfermeiro entra na sala todo tampado, com o jantar de Jonathan. Marcela quando vê acha estranho, pois ninguém ali tem uma doença contagiosa, para ele estar usando máscara.
– Por que, você está usando essa máscara? Aqui ninguém tem mononucleose, nem nada contagioso não.
– É que eu estou muito gripado, então não é bom passar meus germes para o ambiente.
– Ah sim... Estranhei te ver assim. — Marcela diz rindo.
O enfermeiro fica mexendo na comida, e preparando para dar a Jonathan, quando ele começa a falar:
– Olha isso que eu descobri. — Jonathan entrega a prancheta para Marcela, que olha para ela e não vê nada demais. — Olha o nome do doador de sangue.
– Ai meu Deus... — Marcela e Michael falam ao mesmo tempo, sem acreditar no que acabaram de ver.
– Pois é. O Guilherme está vivo.
O enfermeiro deixa o garfo e a faca cairem, e assusta a todos no quarto.
– Desculpa. Vou pegar esses do chão, e buscar outros.
– Cara, ainda não acredito que o Guilherme esteja vivo. — Michael diz.
– Pois acredite. Essa é a assinatura dele. Eu lembro muito bem.
– Tem certeza?
O enfermeiro sai para trocar os talhares. Quando ele chega a cozinha do hospital, ele joga os talhares no lixo, e corre para o estacionamento do hospital. Chegando no carro, ele tira toda a roupa que estava vestindo, e liga para uma pessoa.
– Seu imbecil... — Ele diz.
– Oi pra você também Igor. Quanto tempo hein... — A pessoa do outro lado diz.
– Não me venha com gracinhas. Você deve saber muito bem porque eu estou ligando né?
– Eu imaginei que um dia você ligaria. Mais não que iria demorar tanto.
– Pois é... O seu amiguinho morreu, mas a merda do Guilherme continua vivo. Você não me serviu de nada. Só serviu pra pegar meu dinheiro. Mas não se preocupa. Eu mesmo vou terminar com esse serviço. E já sei até como. Adeus, seu ameba. — Igor desligou o telefone. Olhou seu reflexo no espelho, e então disse. — Jonathan querido, você vai descobrir onde o Guilherme está, e irá me levar até lá. Ai então, eu termino essa história de uma vez por todas. Eu irei adorar, eu mesmo matar o Guilherme.
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